Lócria

A Tribo sob Ataque

Rei: Crotão

O povo da Lócria sempre foi conhecido por sua benevolência e tranquilidade. Nunca houve neles o desejo pela guerra ou a ambição tão comum aos homens. Eles só desejavam viver sua vida em paz através da pesca e da agricultura de subsistência. Os povos da península italiano sempre respeitara a posição do povo da Lócria de sempre se manter neutro aos conflitos.

Infelizmente, a guerra chegou ao povo da Lócria. No entanto, ela não veio da península italiana, mas de povos distantes. Um grupo de saqueadores desembarcou recentemente nas terras da Lócria para roubar tudo o que lhes é mais sagrados. Esses malfeitores vieram de um reino chamado de Argos, das terras do Hélade, que é famoso por sua corrupção e belicosidade.

Os saqueadores de Argos liderados pelo ganancioso Crotão não encontraram qualquer resistência na Lócria por este ser um povo tão averso à guerra. Eles colocaram o rei Ausão numa masmorra e, por muito pouco, não capturaram o seu herdeiro Líparo com toda a família real. Felizmente, o príncipe conseguiu escapar com vida para as ilhas Eólias, mais a oeste da Lócria, onde receberam asilo do poderoso senhor dos ventos Éolo.

O príncipe Líparo está indignado com a situação, mas não está conseguindo a ajuda de nenhum outro rei vizinho. Afinal, a tribo da Lócria nunca criou alianças ou auxiliou em guerras de outros povos. Agora, os outros povos não se sentem obrigados à ajudar. Nem mesmo o senhor dos ventos Éolo parece disposto a se intrometer em assuntos mundanos, nem os guerreiros da Rutúlia parecem interessados em participar. A situação parece sem saída enquanto o novo rei Crotão governa a cidade com absoluto poder.

 

Míscelo

O mercenário chamado de Míscelo veio às terras italianas em busca de toda a riqueza que pudesse pilhar e toda a fama que pudesse adquirir. Ele foi convocado pelo companheiro Crotão, que sempre teve o desejo de embarcar num navio de guerra e conquistar um mundo. Certo dia, ambos Crotão e Míscelo estavam numa taverna da cidade de Argos quando o maior herói heleno entrou no local. Era o poderoso Héracles, o filho de Zeus. Enquanto conversavam, este provocou Crotão: “Se deseja tanto pilhar terras desconhecidas por que não embarca logo. Tenho certeza que logo haverá muitas cidades com o seu nome em algum lugar longínquo como a Itália ou a Ibéria!”

As palavras do heroico Héracles não foram uma profecia, mas uma zombaria seguidas de muitos risos e tons de desafio sobre o mercenário. No entanto, também foi o impulso que faltava para Crotão pagar uma embarcação de piratas  e certamente Míscelo resolveu o acompanhar. As aventuras de ambos mercenários os levaram para as terras da Lócria, pois contam que o príncipe Locro da Feácia estava vivendo na região com parte da herança que levou consigo da ilha. Eles facilmente derrotaram o povo da Lócria, que além de pacifistas, nem sequer conheciam armas de bronze. Hoje, o líder Crotão deseja ficar nessas terras para fundar a cidade de Crotônia, mas o inquieto Míscelo deseja continuar um percurso de pilhagem ao longo da península italiana até encontrar o tal tesouro do príncipe Locro.

 

Líparo

O príncipe Líparo é o filho do rei Ausão dos Lócrios e estava destinado a suceder o pai na liderança da tribo. Infelizmente, sua vida mudou após um ataque terrível de piratas que surgiram no horizontes da sua costa marinha. Eram os saqueadores liderados pelo terrível mercenário Crotão, que chegaram pilhando e destruindo toda a região. Muitos foram mortos e o rei Ausão foi feito prisioneiro.

Líparo conseguiu fugir das terras da Lócria com sua família até as ilhas do arquipélago das Eólias. Por muito pouco não foram rodos capturados como aconteceu com o patriarca Ausão. No entanto, ele não desistiu do seu povo ou do seu pai. Ele deixou a esposa e sua filha nas ilhas Eólias e agora está percorrendo várias tribos da península italiana em busca de aliados para reconquistar o que foi perdido e libertar o seu pai Ausão. O próprio povo já propaga seu nome como o “Grande Salvador”, quase como uma lenda. Se ele obterá o sucesso que esperam dele, só o tempo dirá.

 

Locro

O recluso Locro é um homem de poucas palavras que vive num pequeno vilarejo com muitos dos seus servos. Todas as tribos locais estavam proibidas de se aproximar da sua propriedade enquanto este homem se tornava cada vez mais isolado do mundo. As pessoas desconhecem sua origem, mas a verdade é que Locro era o antigo herdeiro da rica ilha da Feácia, que disputou o trono com seu irmão Alcínoo. A disputa se encerrou com um acordo pacífico. Ambos dividiram a herança de seu finado pai Faex pela metade. O príncipe Alcínoo se tornaria o rei da ilha enquanto Locro abandonaria tudo com a sua metade da herança para viver como quiser em qualquer outra terra.

Passadas muitas décadas, Locro se tornou obcecado cm seu tesouro. Todos que se aproximam dele se tornam potenciais ameaças e a paranoia já recai sobre os servos que o acompanharam voluntariamente desde a Feácia. Tudo mudou nos últimos dias com a chegada de piratas saqueadores na costa da Lócria. Certo de que estes homens estão atrás de sua herança, Locro e seus servos enterraram tudo na caverna escondida, pois era um tesouro tão enorme que era impossível de transportar. Ele agora viaja ao encontro do príncipe Líparo que busca retomar o controle perdido de suas terras e com o rei Latino com quem tem certa amizade. O problema é saber se Locro será capaz de confiar em ambos líderes ou em qualquer outra pessoa para manter seu tesouro seguro.

 

Vejovis

O caçador Vejovis é uma lenda por toda a península italiana. Ele é retratado nas histórias como um homem jovem, segurando um punhado de flechas faiscante que se assemelham a relâmpagos e sempre está acompanhado por sua cabra de estimação que lhe revela dos perigos próximos. Ele também possui o dom da cura com as mãos de forma que muitos solicitam o seu auxílio em tempos de dificuldade, seja os salvar da guerra ou de pragas, como hoje ocorre na Lócria, na Apúlia e em tantos outros lugares.

Assim, se tornou comum que as pessoas realizem sacrifícios de ovelhas em seu nome, pois o herói possui dons proféticos capazes de pressentir onde sua presença é requisitada. O poderoso Vejovis tem assim ganhado o status divino, mas rumores contam que esse é um fardo muito grande para ele suportar. Contam que  mundo atual está tão desamparado com tanta gente solicitando sua presença que a mente de Vejovis tem se tornado cada vez mais desesperada com a impossibilidade de ajudar todos. Dizem até que ele enlouqueceu ao ponto de solicitar sacrifícios humanos para fortalecer seus poderes para que possa atender a todos. Todos esperam que esses rumores sejam falsos.