Lácio

O Berço de um Futuro Império

Rei: Latino
Cidades: Lácio, Campânia, Úmbria e Etruria
Idioma: Etrusco


Henryk Siemiradzki (1843–1902)

Por séculos, a região da península itálica tem sido a morada de dezena de tribos. Estas tribos ora estão em paz, ora estão em guerra umas com as outras. Elas vivem da agricultura, mas  nunca adquiriram o conhecimento da escrita ou da metalurgia. Seus rústicos povoamentos nunca adquiriram uma identidade própria, sempre sendo chamados pelo nome de seus líderes atuais.

Assim, os diversos líderes que detém o poder ao longo da península atualmente são listados a seguir. Ao norte: 1) Veneto; 2) Liguro; 3) Tirreno e 4) Rético. Ao sul: 5) Umbro 6) Osco; 7) Ópico; e 8) Dauno. E, na região central: 9) Falisco 10) Volco; 11) Sabino; e por fim 12) Latino.  O rei Latino, em especial, merece um destaque por ser filho de um grande herói micênico, que hoje é considerado um deus em muitas regiões do mundo. Esse é o herói pertencente à raça dos sátiros chamado de Pan.

Certamente, como todos da raça dos sátiros, o heroico Pan, teve dezenas, talvez centenas, de filhos com diversas mulheres ao longo de sua vida. No entanto, o caso de Pan é especial, pois ele recebeu a imortalidade por sua coragem ao auxiliar Zeus na batalha contra o temível Tifão. Nos tempos dessa antiga batalha, o sátiro imortal esteve na península itálica e se deitou com a princesa Marica, filha do líder Pico. Dessa união, nasceu o atual líder da tribo.

Sociedade

O povo do rei Latino construiu um povoado sobre o cume do inativo Vulcão Branco sob o comando do antigo rei Pico no tempo em que sua filha se deitou com o famoso sátiro Pan. O atual líder Latino, filho de Pan e Marica, também é um sátiro e hoje governa sua tribo. No entanto, embora toda a raça dos sátiros seja beberrona e inconsequente, o rei Latino parece ser a única exceção a essa regra. Ele é um excelente e sábio governante (embora sua esposa Amata tenha que aceitar suas excentricidades com concubinas quando sua libido atinge períodos críticos).

Giovanni Battista Tiepolo (1696–1770)

O rei Latino teve muitos filhos masculinos. No entanto, todos nasceram da raça dos sátiros e, diferente do pai, nunca demonstraram o mínimo de responsabilidade para governar. Estão sempre bêbados em algum lugar da península ou arranjando confusão. Assim, o rei tomou a decisão de esperar sua filha, a princesa Lavínia, atingir a idade adulta. Quando isto ocorrer, ele espera casar a jovem com o seu futuro sucessor.

A rainha Amata já havia escolhido o jovem príncipe guerreiro Turno para casar a sua filha Lavínia. No entanto, a chegada de imigrantes nas terras da Etruria fez o rei Latino mudar de ideia. Uma profetisa da seita das sibilantes chamada de Carmentis revelou que sua filha se casará com o grande Escolhido, que renascerá das chamas da

de todas as guerras. Sua prole será alimentada pela grande loba e será abençoada pelos deuses. E assim o rústico povoado de Latino se crescerá no maior império já visto.

Lavínia

Quando Lavínia era bem jovem ocorreu um evento inexplicável em sua vida. Ela estava no palácio do seu pai Latino acendendo tochas perto do altar quando  seus cabelos compridos pegaram fogo acidentalmente. Ao fugir, o fogo se espalhou por todo o palácio. Todos fugiram do local, temerosos por suas vidas, mas não conseguiram salvar a bela princesa cujo corpo estava envolto pelas chamas.  O rei Latino e sua esposa já choravam a perda de sua filha quando algo incrível aconteceu. Embora as chamas tenham se espalhado pelo rústico palácio de madeira, ele não desabou. Pelo contrário, conteve as chamas em seu interior, impedindo-as de se espalhar.

Em certo momento, um figura deixou o interior do palácio. Era a princesa Lavínia que caminhou através do incêndio totalmente ilesa até abraçar o pai com seu corpo quente. Os adivinhos ficaram assustados e admirados com o ocorrido. Logo, interpretaram o evento como o prenúncio de que a princesa teria uma grande fama e seu destino seria ilustre. Mas, para o povo, isso pressagiavam também  uma longa guerra. Anos depois, a história cativou o desejo do príncipe Turno dos Rútulos em se casar com a princesa. Ele sempre acreditou que juntos alcançariam grandes feitos e a guerra sempre foi algo que buscou. Infelizmente, a decisão do rei Latino em cancelar as negociações de casamento entre sua filha e o príncipe guerreiro para esperar a chegado do “Escolhido”causou furor entre os Rútulos. Talvez, essa seja a guerra tão prenunciada.

Turno e Juturna 

Luca Giordano (1634–1705)

O sábio rei Dauno governa a Campânia ao lado de sua mulher Venília. O casal teve três filhos: o grande explosivo guerreiro Turno, a arcana das águas Juturna, e a bela princesa Euippe.

O príncipe Turno não possui nem vinte anos de idade, mas já é o grande herói do povo da Campânia. Ele é líder dos guerreiros Rútulos, a elite militar de Campânia, que rivaliza com o exército do rei Tirreno. Ele tem sido instigado pelo violento guerreiro Mezentio, que foi exilado pelos etruscos, a atacar a liga das doze cidades. Todos esperam que Turno escute a razão e não comece um banho de sangue.

A princesa Juturna é bem mais cabeça fria que seu beligerante irmão. A guerra entre ambos Turno e Tirreno só não ocorreu porque ela tem convencido o irmão do contrário. Ela é uma poderosa mulher que detém o poder sobre os rios e lagos, assim, ela acompanha o irmão em suas batalhas. No entanto, cada vez mais ambos divergem nos seus planos para o futuro.

 

Vegóvia

A antiga princesa Lâmia do Egito gerou uma filha chamada Sibila, que tomou para si a missão de propagar o culto de seu pai entre os povos do deserto. Ela se tornou assim a grande sacerdote do deus Amon-Zeus. Hoje, seu culto se difundiu rapidamente com dezenas de profetisas espalhadas por toda a Gaia que recebem o título de “Sibilantes”.

A sibilante da Etruria se chama Vegóvia, que foi presenteada por seu deus com os poderes divinos do raio, relâmpago e trovão. Ela também recebeu a missão de recepcionar a sibilante do Leste chamada Carmentis, que trouxe a grande comitiva com os irmãos Tirreno e Tarcon, e também o sábio Tages. Juntos, eles fundaram a liga das doze cidades que moldou toda a região. Agora, a sibilante aguarda a vinda do grande Escolhido, que ela enxerga em suas visões.

John William Waterhouse 1849 – 1917

Circe

Circe reside em uma grande mansão no meio de uma clareira nas florestas da Etruria. A mansão é guardada por leões e lobos estranhamente dóceis pela sua magia, mas que se tornam monstruosos quando ela assim o deseja. A origem de Circe é desconhecida. Alguns contam que ela é filha de Hélio, sendo irmã de Eetes de Cólquida e Pasifae de Minoan. Uns dizem que ela é filha da deusa titã Hekate, deusa da magia. Outros afirmam que ela é a própria Hekate.

Sabe-se apenas que ela é uma poderosa feiticeira que ameaça seus inimigos transformando-os em animais ou lhes tirando a hombridade. Suas porções mágicas são conhecidas por extremo poder. São capazes de causar cura, paixão ou veneno, conforme seu desejo. No entanto, Circe possui personalidade instável alterando do cordial ao furioso rapidamente. Infelizmente, grande poder e descontrole emocional são duas coisas que nunca deveriam se misturar.

Trinacria