O Divino

James Tissot 1836-1902)

No princípio, havia o Deus único e eterno que criou os céus e a terra. O mundo era sem forma e vazia. Trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Então Deus disse: “Haja luz”, e houve luz. Em seguida, Deus criou o homem à sua imagem. Ele o formou do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente. O homem recebeu o fruto do conhecimento; no dia em que dele comeu, seus olhos se abriram e ele passou a ser como Deus, conhecedor do bem e do mal. Mas as trevas ressurgiram para causar a tentação nos homens. Anjos guardiães viram que as filhas dos homens eram bonitas e escolheram para si aquelas que lhes agradaram. Eles ensinaram coisas perversas aos homens. A terra ficou corrompida aos olhos de Deus e cheia de violência. O senhor se arrependeu de ter feito o homem sobre a terra; e isso cortou-lhe o coração. Disse o Senhor: “Farei desaparecer da face da terra o homem que criei”. E um diluvio purificou a Terra de todo o ser vivente sobre ela. 

Santuários

Apenas uma família sobreviveu ao dilúvio. Eles desembarcaram da sua arca para iniciar uma nova humanidade. No entanto, não demorou para os homens voltarem a pecar. Eles disseram “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra”. Mas Deus os dispersou dali por toda a terra e lhes causou grande confusão. Eles não mais reconheceriam o Altíssimo. Ele dividiu toda a humanidade e estabeleceu fronteiras para os povos de acordo com setenta “Filhos de Deus”, que foram criados para os confundir. Este filhos de Deus são considerados deuses que exercem sua influência sobre os povos e eles próprios criaram santuários para viverem a sua eternidade. 

Olimpo, a montanha dos deuses

Hesperides, o jardim do crepúsculo.

Magna Mater, o santuário da deusa-mãe.

Telmun, a ilha do paraíso.

Atet, a barca de um milhão de anos.

Penumbra, o mundo das sombras.

Shamayim, o reino celestial.

Profundezas

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Hermine Laukota (1853–1931)

As profundezas abaixo da Terra são trevas sombrias e assustadoras. Elas são conhecidas como o “Mundo dos Espíritos”, onde as almas de todos os mortos são levadas para a vida eterna. Esse estranho mundo é circundado por um deserto estéril e rochoso que se nomeia A Desolação, também chamado de Duat pelos egípcios, Kur pelos mesopotâmios, Érebo pelos helenos e Sheol pelos canaanitas. É um local perverso, onde só três estruturas podem proteger as almas dos seus constantes perigos. Essas três estruturas são: 1) a Mansão de Hades; 2) o Palácio de Ereshkigal; e 3) a Ilha de Osíris. Todo o resto é perverso. As árvores são retorcidas. Os rios são de sangue e fogo. As montanhas são gélidas e trevosas. O firmamento ao alto é formado de musgo e raízes retorcidas que saem da rocha abaixo da Terra e recobrem todo o lugar. Monstros terríveis e entidades sanguinárias permeiam cada caverna escura desse mundo inferior, em especial, no poço profundo chamado de Tártaro que serve de prisão para as almas mais abomináveis. Viver no Mundo dos Espíritos é um contínuo terror.

A Desolação, também chamado Duat, Kur, Érebo ou Sheol.

Águas Primevas, também chamado Nun, Apsu, Éstige ou Tehom.

Tártaro, o calabouço na escuridão.

Asfodelos, a mansão de Hades.

Khert-Neter, a ilha de Osíris.

Ganzir, o palácio de Ereshkigal.

Atet, a barca de um milhão de anos.

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