Profundezas

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Hermine Laukota (1853–1931)

As profundezas abaixo da Terra são conhecidas como o “Mundo dos Espíritos”, onde as almas de todos os mortos são levadas para a vida eterna. Esse estranho mundo é circundado por um deserto estéril e rochoso que se nomeia A Desolação, também chamado de Duat pelos egípcios, Kur pelos mesopotâmios e Érebo pelos helenos. É um local perverso, onde só três estruturas podem proteger as almas dos seus constantes perigos. Essas três estruturas são: 1) a Mansão de Hades; 2) o Palácio de Ereshkigal; e 3) a Ilha de Osíris. Todo o resto é sombrio. As árvores são retorcidas. Os rios são de sangue e fogo. As montanhas são gélidas e trevosas. O firmamento ao alto é formado de musgo e raízes retorcidas que saem da rocha abaixo da Terra e recobrem todo o lugar. Monstros terríveis e entidades sanguinárias permeiam cada canto escuro e caverna desse mundo inferior, em especial, no poço profundo chamado de Tártaro que serve de prisão para as almas mais abomináveis. Viver no Mundo dos Espíritos é um contínuo terror.

A Desolação, também chamado Duat, Kur ou Érebo

Abzu ou Nun, a água entre os mundo,

Tártaro, o calabouço na escuridão.

Asfodelos, a mansão de Hades.

Khert-Neter, a ilha de Osíris.

Ganzir, o palácio de Ereshkigal.

Atet, a barca de um milhão de anos.

Santuários

O mundo espiritual nas profundezas é frio e sombrio, não sendo o lugar mais confortável aos deuses. As divindades imortais preferem viver nos locais mais isolados da Terra onde os homens são proibidos de colocar os pés. O céu, o sol, a mais alta montanha ou a mais isolada ilha estão entre seus locais preferidos para aproveitar sua eternidade. Os principais santuários divinos que servem de morada aos imortais estão descritos abaixo:

Olimpo, a montanha dos deuses.

Magna Mater, o lar da grande mãe.

Hesperides, o jardim do crepúsculo.

Atet, a barca de um milhão de anos.

Shamayim, os sete reinos celestiais

Telmun, a ilha do paraíso