Hermópolis

Cidade do deus-bibliotecário

Deus-Governante: Toth
Território: Terra da Lebre (15o. Nomo)
Idioma: Egípcio

O deus Toth possui um papel proeminente em todo o panteão. Ele é o responsável por registrar todo o conhecimento existente e tem sido considerado o secretário do deus-criador Rá  desde os primórdios do tempo. Ele é considerado como o deus da astronomia, das ciências, dos feitiços e de todas as áreas da sabedoria humana e divina. Quando o deus Osíris foi morto e esquartejado, a deusa Ísis o procurou o deus Toth para que este encontrasse em seu acervo um feitiço que traria o corpo mumificado do esposo de volta à vida. Afinal, ele é considerado um deus neutro ficando responsável por arbotrar entre o bem e o mal como o fez em diversas ocasiões.

O deus-bibliotecário também foi responsável por muitas das formas de registro humano. Foi ele quem ensinou os hieroglifos aos egípcios, o que permitiu a escrita pelos homens e todos os avanços que se desenvolveram dessa descoberta. Ele também é o responsável por ensinar o calendário de 365 dias, pois os egípcios antes faziam uma conta errada com cinco dias a menos ao ano. Além disso, ele ensinou como registrar os ciclos dos astros no céu, os relatos históricos, as listas de feitiços e muito mais. Ele mesmo escolheu o local do seu culto, bem na fronteira entre o Alto e o Baixo Egito, na cidade de Hermópolis.

O deus Toth possui uma natureza extremamente pacífica. Ele conseguiu passar todos esses dois mil anos de história egípcia praticamente sem envolver sua cidade em qualquer conflito bélico. A cidade assim cresceu de forma constante e sustentável, sendo hoje considerada a segunda maior em população perdendo apenas para a cidade de Tebas, sendo maior até mesmo que a antiga capital de Mênfis.

É um local de grande riqueza, principalmente pelo cobrança de pedágios para realizar a travessia do Alto para o Baixo Egito. Todo navio mercante ou de transporte é abordado por um bote que sai de um castelo na margem do rio para realizar a cobrança e, caso algum não realize o pagamento, uma corrente se eleva do rio impedindo sua passagem. A maior estrutura, no entanto, certamente é o Grande Templo de Toth, que recebe estudiosos de todo o mundo.

 

Hetpet

O templo de Toth possui uma entrada majestosa formada por duas fileiras com seis altas colunas de cada lado, formando um pórtico, com os dizeres no topo “Senhor da Sabedoria”. O local foi construído como uma grande biblioteca onde os corredores estão repletos de pergaminhos espalhados por todos os seus ambientes. Grandes salões podem ser encontrados para que os visitantes realizem suas pesquisas e estudantes possam aprender sobre todos os assuntos. É um local solene e silencioso como toda biblioteca deve ser, exceto nos dias de debates que ocorrem em grandes salões.

A sumo-sacerdote do templo de Toth é uma mulher chamada de Hetpet. Ela é a encarregada de acumular e organizar todo o conhecimento humano possível. Ela comanda os sacerdotes do deus do conhecimento, ordenando-os a transcrever os textos encontrados e adentrar todos os navios do porto em busca de conhecimentos. Mapas, cartas, diários de bordos, textos literários e até mesmo relatos dos marinheiros são copiados em pergaminhos antes que o navio possa seguir viagem. Tudo deve ser acumulado, guardado e catalogado no grande templo de Toth.

 

Ani

O escriba tebano Ani sempre quis ser um sacerdote, mas ele sempre soube que os principais cargos eclesiásticos estão nas mãos da alta nobreza egípcia e estão presos em laços familiares. Ele assim se tornou escriba como seu pai, dedicando sua vida a estudar o mundo espiritual para se preparar para o pós vida. O escriba assim aprendeu todos os ritos, protocolos e feitiços necessários para entrar na casa de Osíris quando atravessar o Ra-Stau, o portal do submundo, e cruzar os sete porteiros do Khert-Neter, o reino sagrado.

O escriba Ani está ansioso para esse momento. Por isso, vive de acordo com os preceitos do Maat tendo sua palavra sempre como verdadeira em sua vida e pagou os melhores embalsamadores para preparar o seu corpo no após a morte. Ele está agora na cidade de Hermópolis para terminar esses estudos, mas, recentemente, ele descobriu pergaminhos que revelam a passagem de Ra-Satau, que fica em Heliópolis. Ele agora planeja de ir até lá para antecipar sua ida ao mundo dos mortos.

 

Seshat

A deusa Seshat habita corpos femininos esguios e frágeis, mas que sejam bastante perspicazes e inteligentes. Ela sempre se veste em roupa de leopardo e carrega na cabeça uma coroa estrelada de sete pontas, sempre sendo vista com uma pena de escrever numa mão e carregando uma régua na outra. Seshat é considerada a filha de Toth por ser a personificação da própria sabedoria. Ela é a essência da intuição cósmica, sendo a responsável pera criação da geometria celestial ao lado do seu pai.

Enquanto seu pai possui a história e a literatura como seus assuntos preferidos, Seshat é a patrona da astronomia e da matemática. Foram seus ensinamentos em tempos passados que permitiram os egípcios construírem as pirâmides. Dizem até que, embora seu pai tenha ensinado os hieroglífos aos homens, foi Seshat quem a inventou de forma que ela é muito mais que uma escriba. É uma verdadeira pesquisadora que deseja descobrir os segredos do mundo.