Bubastis

A Cidade do Deusa-Caçadora

Deusa-Governadora: Bastet
Cidades: Senhora do Sul (18º nomo do Baixo Egito)
Idioma: Egípcio

A deusa Bastet é venerada desde os primórdios do Egito, sendo considerada a filha do próprio deus-sol Rá. Ela fundou numa das melhores áreas do Egito que ficou conhecido como Bubastis. Inicialmente, o seu culto era apenas local, mas tem crescido enormemente ao longo dos séculos. Ela é uma deusa de uma personalidade forte e destemida, por isso, é retratada como uma leoa feroz ou uma mulher com cabeça de leoa. Ela é a razão pela qual os felinos são altamente reverenciados no Egito, pois se acredita que há uma relação especial desses animais com o mundo espiritual e com a deusa. As próprias imagens da deusa possem esse formato felino e são geralmente esculpidos em pedra de alabastro.

Os gatos não só são animais de estimação preferidos dos egípcios, mas também são extremamente reverenciados. Quando morrem o luto atinge toda a família e eles são enterrados nas tumbas de seus donos. Mesmo aqueles gatos perdidos que são encontrados mortos na rua são mumificados pelos sacerdotes de Bastet e enterrados no templo da deusa. Histórias com felinos são as preferidas nos entalhes dos muros. Por exemplo, um mito conta que uma leoa colérica, uma vez foi acalmada pela água do lago no templo de Bastet e assim transformada num gato gentil que viveu junto as sacerdotes.

Como os gatos domésticos tendem a ser ternos e protetores com sua prole, Bastet também é considerada uma boa mãe e às vezes é retratada na arte com vários filhotes que representam a população da cidade. A cidade também possui uma excelente relação com Mênfis de forma que os egípcios acreditam que ambos seus deus patronos Bastet e Ptah são consortes e geraram um filho chamado Maahes. Ela é assim uma deusa defensora da maternidade. A deusa também é considerada a protetora do Baixo Egito e defensora do Faraó. Afinal, durante muitos anos, ela foi uma das mulheres que foi portadora do poderoso Olho de Rá para defender o império. Hoje, ela ergue o sistro cerimonial numa mão e na outra um escudo entalhado com a cabeça de uma leoa. 

 

Nefer-ka 

O templo de Bastet fica sobre uma ilha formada por dois largos canais separados com trinta metros de largura que se formam a partir do rio Nilo. Estes canais correm ao redor do templo por lados opostos e são sombrados por altas árvores que compõe o bosque que se espalha em seu interior. O templo está no meio da cidade, num nível mais baixo, de forma que da cidade se consegue ver o que ocorre em suas áreas expostas. O templo também é circundado por muros entalhados com figuras com os mistos e relatos da deusa felina. Uma estrada, pavimentada com pedra, de cerca de três estádios de comprimento leva à entrada, correndo para o leste através de uma praça onde se vende ídolos da deusa. O seu santuário é quadrangular com uma bela estátua da deusa em sua forma felina no interior. É neste local que os seus sacerdotes realizam as cerimônias de adoração à deusa.  

A sumo-sacerdotisa de Bastet é uma mulher igualmente destemida chamada Nefer-ka. Ela é a grande organizadora dos festivais solenes realizados na cidade. Todos os anos, a cidade atrai milhares de visitantes, homens e mulheres, que chegam em vários navios lotados. As mulheres se engajam em música, canto e dança a caminho do local. Grandes sacrifícios são realizados e prodigiosas quantidades de vinho são consumidas bebidas. Afinal, conforme a crença egípcia, as deusas leoas devem ser apaziguadas com festas de embriaguez. O próprio faraó aparece todos os anos neste grande festival regado a vinho e canções de louvor à deusa-leoa. A data do festival deste ano já se aproxima e os preparativos já começaram.

 

Neferronpet

O jovem Neferrontep é um sacerdote do deus-engenheiro Ptah. Ele deixou o grande templo deste Deus em Mênfis para fazer uma visitação no templo da deusa-felina Bastet. O objetivo dessa visita é conseguir um bom casamento com uma sacerdotisa da cidade visto a relação conjugal que existe entre ambos os deuses. Ele assim está cortejando Mutpipu, que é devota da deusa.

A verdade é que a ambição de Nerrontep não possui limites. Ele deseja ascender aos mais altos cargos oficiais do Egito. O primeiro deles é de sumo-sacerdote de Ptah, que hoje está a cargo do filho do faraó, o príncipe Khaemuaset. O casamento com a sacerdotisa da deusa-felina é a primeira mostra de seu engajamento na política religiosa. No entanto, é certo que os limites para a ambição de Nerrontep não se encerrará no topo do templo de Ptah, mas logo chegará aos mais altos cargos da corte faraônica.  

 

Mafdet

Algumas sacerdotisas de Bubastis também possuem trinamento guerreiro. Elas costumam nunca se casar, mas mantém relações com homens conforme sua vontade. Elas bebem grandes quantidades de álcool e adoram uma boa briga. Elas seguem uma tradição de uma antiga guerreira chamada Mafdet que tomou para si a forma de um pantera e exerceu a função de executora do deus Rá. Elas possuem assim o dever de proteger o faraó e promover a justiça do Maat, com permissão para matar caso seja necessário.

Hoje, não há muitas mulheres com esse tipo de devoção feroz e guerreiro. Há apenas um punhado delas em todo o Egito, mas elas ainda existem e costumam viajar pelas Duas Terras com frequência.  Elas são temidas e respeitadas onde quer que cheguem, mas sempre se reúnem no templo de Bastet onde a Mafdet anciã está sempre presente para aconselhar as mais jovens. Elas são facilmente reconhecidas por usarem a cabeça de uma pantera sobre seus cabelos raspados e se vestirem com o couro do animal. Elas utilizam como arma que também chama de Mafdet que se assemelha a um bastão curto de longa lâmina na ponta, que nem pode ser classificada como espada, nem lança.  Elas utilizam essa arma para a execução dos que são condenado, sendo a decapitação o método de escolha das punições.   

 

Raet

Muitas mulheres já usaram o poderoso Olho de Rá e se tornaram grandes divindades com poderes felinos e de grande destruição. Elas recebem o espírito devorador de Sekhmet, que é capaz de destruir mundos e derrotar qualquer inimigo. Foram elas: Mehet-Weret, na ascensão do deus-sol; Bastet, na unificação do Egito; Wosret, na construção das pirâmides; Wadjet, na invasaõ dos Hicsos; Mut, na guerra contra Set; e Hathor, no confronto contra Aquenáton.

Todas essas mulheres recebem o título de Raet por se tornarem o aspecto feminino do deus-sol Rá. Hoje, Dizem um novo evento de importância para todo o Egito está prestes a chegar. O olho de Rá será novamente encontrado. Uma nova mulher será escolhida. Resta saber que evento será este e quem será a nova escolhida do deus-sol para impedir que o pior venha a acontecer.