Tânis

Cidade do Deus-Vigilante

Soberano: Sopdu
Território: Mais ao Leste (19o. Nomo)
Idioma: Egípcio

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Deus Sopdu, no templo de Sahure.

A cidade de Tânis sempre foi um importante entreposto para que os egípcios alcançassem as terras da Ásia tanto no comércio quanto na diplomacia. No entanto, foi após a invasão do deus Set que a cidade se tornou um dos locais mais estratégicos de todo o Egito. O deus da intriga trouxe um exército estrangeiro chamado de Hicsos, que o chamavam de o Senhor (“Baal” no idioma deles) e conquistou maior parte das terras egípcias as dominando por muitas décadas. Durante a crise, o deus-trapaceiro Set ergueu uma poderosa cidade para si pouco mais ao sul de Tânis, que chamou de Avaris e fez dela a nova capital do Egito sob o seu comando. Fortalezas foram construídas; muralhas foram erguidas; e exércitos foram colocados em quartéis. A cidade de Avaris se tornou mais poderosa quanto a cidade de Tebas que a enfrentou.

O deus-falcão Hórus liderou os exércitos tebanos na guerra contra os Hicsos do traidor Set. Foi uma batalha sem precedentes que terminou com Hórus sem um olho e Set sem um testículo. No fim, os invasores Hicsos foram expulsos do Egito e o deus Set caiu em desgraça até entre este povo. O profeta do Deus Único ascendeu dentre eles para os guiar até as terras de Canaã de onde vieram. A grande Tebas voltou a reinar como a capital das Duas Terras do Egito e a cidade de Avaris foi desocupada de seus habitantes. Hoje, a atual capital do Egito chamada de Per-Ramsés foi construída sobre ela e a cidade de Tânis, que mantém sua posição próxima da antiga capital invasora, tem crescido me importância a cada ano. Ela é a principal primeira barreira contra qualquer novo invasor que venha de Canaã ou de outras terras do Leste. Essa afirmação se tornou ainda mais verdadeira com o novo inimigo Hitita com quem o faraó Ramsés tem combatido desde o início de seu reinado.

 

Sótis e Khensit

A cidade de Tânis é hoje governada pelo trio divino Sopdu, Khensit e Sótis, chamados de Senhores do Leste e Guardiões da Fronteira. Não só sopdu é o principal deus dos cultos da cidade quanto suas esposas divinas Sótis e Khensit também são consideradas deuses pela população. Eles assumem a forma de homem e mulheres de ótima forma física e aparênca.

O dever deles é observar o horizonte para proteger o Egito de qualquer ameaça que venha de terras estrangeiras. Essa função foi extremamente importante na recente guerra contra os Hititas. Felizmente, o fim do conflito está próximo. A paz será selada pela com o casamento do faraó Ramsés com a princesa hitita Maathor-neferure. Os emissários do faraó Huy e Mahu já partiram em comitiva até as terras de Hattusa para trazer a princesa. Antes, é claro, estão descansando na cidade de Tânis para em seguida viajar além das fronteiras egípcias.

 

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Ernst Koerner (1846–1927)

Mahu

O ancião Mahu colecionou cargos de alto escalão administrativo do Egito por décadas. Ele já foi supervisor do tesouro de Ptah, supervisor dos Armazéns do Senhor da Verdade, Atendente do Faraó e Escriba Real. Hoje, ele assumiu uma importante missão a pedido do Faraó. Ele ficou a cargo de negociar o Tratado da Eterna Paz com o rei dos hititas, o que fez de forma extremamente bem sucedida.

A confirmação do tratado será realizada com o casamento da princesa hitita e o faraó Ramsés. Essa será uma situação extremamente delicada visto a história do povo egípcio. Quando o mesmo Tratado de Paz foi tentado décadas antes através do casamento da rainha egípcia Nefertiti e do príncipe hitita Zananza, o noivo acabou assassinado no caminho até o Egito. O mesmo não pode acontecer com a princesa Maathor-Neferure. Por isso, o diplomata Mahu está enviando seus homens mais confiáveis sob o comando do comandante linha-dura Huy para trazê-la são e salva até o Egito.

 

Huy

O trecho de terra que divide a região do Delta do Nilo das terras de Canaã na Ásia chama-se península do Sinai. Este é um deserto inóspito onde nada cresce, nem a vida se sustenta. É um local de passagem que recebe o nome de “Caminho de Hórus”, o qual os comerciantes e viajantes devem preparar bem seus mantimentos para conseguirem atravessar. Bem no centro mais insustentável da península, um antigo faraó mandou construir um castelo para abrigar os mais terríveis criminosos do Egito. Este local recebeu o nome de “Castelo de Tjaru” e mantém esta função há seculos.

O atual administrador desse intragável lugar chama-se Huy. É seu dever cuidar dos mais severos calabouços do mundo e impedir que os mais terríveis homens que já pisaram sobre a terra consigam escapar. Felizmente, o faraó Ramsés o livrou de suas funções de verdugo no local. Huy foi escolhido como mensageiro real em terras estrangeiras. Sua primeira missão é realizar a escolta da princesa hitita Maathor-Neferure desde a cidade de Hatti até a capital egípcia de Per-Ramsés.

 

Sah

A vigilância que o deus-governador Sopdu mantém sobre as fronteiras do Egito com as terras da Ásia não se limitam apenas ao seu olhar que possui uma visão além do alcance. Este deus-governador mantém as próprias estrelas como sentinelas das terras do Egito. São as estrelas da constelação, que recebem o nome de Sah,  as grandes protetoras do Egito.

Um grupo de constelações formam o divino Sah são conhecidas pelo povos helenos e babilônicos como Órion, Sírius e Lepus. Afinal, os egípcios enxergam a constelação do caçador Órion como o próprio Sopdu; a constelação do cão-maior Sírius como a esposa Sótis; e a constelação da lebre Lepus como a esposa Khenset. As lendas contam que, se uma nova invasão ocorrer contra as margens do Nilo como em tempos anteriores, as próprias estrelas do divino Sah desceram do Céu para proteger as Duas Terras do Egito.