Avaris

Cidade do Deus-Vigilante

Soberano: Sopdu
Território: Mais ao Leste (14o. Nomo)
Idioma: Egípcio

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Deus Sopdu, no templo de Sahure.

A cidade de Avaris sempre foi um importante entreposto para que os egípcios alcançassem as terras da Ásia para o comércio e a diplomacia. No entanto, foi durante a invasão do deus Set que a cidade se tornou um dos locais mais estratégicos de todo o Egito. Durante a crise, o deus-trapaceiro Set tomou a cidade para si, fazendo dela a nova capital do Egito sob o seu comando. Fortalezas foram construídas. Muralhas foram erguidas. E exércitos foram colocados em quartéis. Avaris se tornou tão poderosa quanto a cidade de Tebas que a enfrentou.

O deus-falcão Hórus liderou os exércitos tebanos na guerra contra os Hicsos do deus Set. Foi uma batalha sem precedentes que terminou com Hórus sem um olho e Set sem um testículo. No fim, os Hicsos foram expulsos e suas cidades em Canaã se tornaram vassalas. A grande Tebas voltou a reinar como a capital do Egito, sem que a cidade de Avaris tenha diminuído sua influência com perda do status de capital. Na verdade, a importância de Avaris tem crescido a cada ano como a primeira barreira contra os ataques do Leste. Essa afirmação se tornou ainda mais verdeira com o novo inimigo Hitita com quem o faraó Ramsés tem combatido desde o início de seu reinado.

Sociedade

A cidade de Avaris é hoje governada pelo casal divino Sopdu e Khensit, chamados de Senhores do Leste e Guardiões da Fronteira. Eles assumem a forma de homem e mulheres de ótima forma física e O dever deles é observar o horizonte para proteger o Egito de qualquer ameaça que venha de terras extrangeiras. Essa função foi extremamente importante na recente guerra contra os Hititas. Felizmente, o fim do conflito está próximo. A paz será selada pela com o casamento do faraó Ramsés com a princesa hitita Maathor-neferure. Os emissários do faraó Huy e Mahu já partiram em comitiva até as terras de Hattusa para trazer a princesa.

Foi o deus Set quem trouxe os exército estrangeiro dos Hicsos na conquista do Egito. Muitos foram os templos que foram construídos neste tempo em sua homenagem e em homenagem ao seu deus aliado Baal Hadad. Hoje, estes foram desmontados e o deus trapaceiro vive isolado na região de Tânis na região costeira de Avaris. Certamente, o deus trapaceiro ainda é considerado como parte do panteão e, mesmo passados quase quatrocentos anos desde esses eventos, muitos sacerdotes ainda enxergam nele um deus benevolente. Dizem que o próprio Hórus que o derrotou séculos atrás está indo ao seu encontro para redimi-lo por seus atos.

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Ernst Koerner (1846–1927)

Mahu

O ancião Mahu colecionou cargos de alto escalão administrativo do Egito por décadas. Ele já foi supervisor do tesouro de Ptah, supervisor dos Armazéns do Senhor da Verdade, Atendente do Faraó e Escriba Real. Hoje, ele assumiu uma importante missão a pedido do Faraó. Ele ficou a cargo de negociar o Tratado da Eterna Paz com o rei dos hititas, o que fez de forma extremamente bem sucedida.

A confirmação do tratado será realizada com o casamento da princesa hitita e o faraó Ramsés. Essa será uma situação extremamente delicada visto a história do povo egípcio. Quando o mesmo Tratado de Paz foi tentado décadas antes através do casamento da rainha egípcia Nefertiti e do príncipe hitita Zananza, o noivo acabou assassinado no caminho até o Egito. O mesmo não pode acontecer com a princesa Maathor-Neferure. Por isso, o diplomata Mahu está enviando seus homens mais confiáveis sob o comando do comandante linha-dura Huy para trazê-la são e salva até o Egito.

 

Ben Azen

O mercenário Ben Azen nasceu nas terras canaanitas, mas participou das fileiras dos exército hitita durante anos. Ele é um veterano de guerra que lutou na batalha de Kadesh e um grande conhecedor das terras entre os dois impérios. Seus serviços lhe renderam importantes recompensas e títulos entregues pelo próprio Ramsés, incluindo de “portador das libações” do palácio real.

Ben Azen está bem integrado à sociedade egípcia apesar de ser facilmente reconhecido como estrangeiro. Afinal, o uso de maquiagem nos olhos e a depilação corporal, tão presentes na população egípcia, são costumes que não conseguiu assimilar. Mesmo as roupas egípcias, tão nuas quando comparadas com as asiáticas, lhe causam estranheza. Além disso, ele não remove sua barba por nenhum dinheiro no mundo.

Recentemente, ele recebeu a missão de organizar o transporte e o caminho que trará a princesa hitita até a cidade de Per-Ramsés. Por esse motivo, muitos foram os homens que tentaram suborna-lo para que ele revelasse os mapas e as estratégias desse transporte. No entanto, Ben Azen não falhará na missão que o faraó lhe entregou.

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David Roberts (1796–1864)

Ashahebsed e Amenemope

O grande guerreiro Ashahebsed é o grande companheiro do valoroso espião canaanita Ben Azen. Ambos se conheceram na batalha de Kadesh e hoje são inseparáveis companheiros em armas e juntos alcançaram o título de “Portadores da Libação” no palácio real. Eles agora receberam a missão de escoltar a princesa hitita Maathor-Neferure até a cidade de Per-Ramsés. Hoje, Ashahebsed é um dos principais comandantes do exército egípcio assentado na cidade de Avaris, que ascendeu na carreira militar por seu próprio esforço e hoje realiza a defesa das fronteiras do Leste.

O outro grande comandante desta fronteira chama-se Amenemope, que recebeu recentemente um aviso do sumo-sacerdote Meryatum do deus Rá. Este lhe contou da terrível profecia de um povo vindo do mar que atacará as terras do Egito após a morte do faraó Ramsés. A revelação prevê a destruição de dezenas de cidades da Ásia, incluindo os hititas, os troianos, os fenícios e muitos outros. Assim, o Egito precisa estar preparado para não ser mais uma dessas civilizações destruídas. A única forma de impedir isso é certificar que a paz com os hititas seja firmada e que um grupo de heróis esteja pronto para impedir a iminente invasão. Este grupo será composto pelo líder Amenemope, pelo corajoso Ashahebsed, pelo espião Aben Azen, pelo clérigo-guerreiro Anhurmose, pelo príncipe-profeta Meryatum e outros.

 

Huy

O trecho de terra que divide a região do Delta do Nilo das terras de Canaã na Ásia chama-se península do Sinai. Este é um deserto inóspito onde nada cresce, nem a vida se sustenta. É um local de passagem que recebe o nome de “Caminho de Hórus”, o qual os comerciantes e viajantes devem preparar bem seus mantimentos para conseguirem atravessar. Bem no centro mais insustentável da península, um antigo faraó mandou construir um castelo para abrigar os mais terríveis criminosos do Egito. Este local recebeu o nome de “Castelo de Tjaru” e mantém esta função há seculos.

O atual administrador desse intragável lugar chama-se Huy. É seu dever cuidar dos mais severos calabouços do mundo e impedir que os mais terríveis homens que já pisaram sobre a terra consigam escapar. Felizmente, o faraó Ramsés o livrou de suas funções de verdugo no local. Huy foi escolhido como mensageiro real em terras estrangeiras. Sua primeira missão é realizar a escolta da princesa hitita Maathor-Neferure desde a cidade de Hatti até a capital egípcia de Per-Ramsés.

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Auguste Veillon (1834–1890)