Cinópolis

Cidade dos Espíritos

Soberano: Anúbis
Território: Terra de Anúbis (17o. Nomo)
Idioma: Egípcio

egyptian_-_a_worshipper_kneeling_before_the_god_anubis_-_walters_54400_-_three_quarter_view.jpgA fascinação dos egípcios pela morte supera a de qualquer povo. Eles vivem pensando sobre este importante momento que marcará o seu último na terra e se preparando para uma transição feliz para o mundo espiritual. Este é o motivo pela qual existes muitas divindades que auxiliam nesse processo. O deus Osíris julga os mortos no pós-vida e a deusa Hathor os guia através do mundo espiritual. No entanto, é o deus Anúbis o responsável pelo mais crucial e tenebroso momento desse processo. É ele quem realiza a transição entre a vida e a morte.

O deus Anúbis sempre foi um dos mais cultuados em todo o Egito. Muitas preces são realizadas para ele na busca por um transição pacífica ao pós-vidas pelos familiares do morto e seus sacerdotes são constantemente chamados para realizar os funerais. Esses sacerdotes são iniciados no culto dedicado ao deus na cidade de Cinópolis, onde o deus habita o corpo de um homem estoico de olhos bem escuros. Era Anúbis quem antes realizava todos os processos da morte, mas, desde que o deus Set assassinou Osíris, este tomou para si o lugar de guardião do mundo espiritual. É algo que os sacerdotes de Anúbis parecem se incomodar, pois não acreditam que Osíris seja tão neutro em suas sentenças. No entanto, o próprio Anúbis se mostra impassível quanto a questão, apenas realizando a tarefa que hoje lhe cabe.

Sociedade

Toda a população do Egito reconhece o deus Anúbis como uma divindade benevolente e magnânima. Ele simboliza a esperança de dias melhores no pós-vida e é reconhecidamente gentil com todos aqueles que atravessam tão trágico momento. Os seus sacerdotes devem refletir a paciência e a austeridade desse deus. Além disso, eles realizam serviços nos cemitérios de todo o mundo egípcio com a proteção das tumbas contra saqueadores.

A cidade de Cinópolis especificamente foi construída numa ilha localizada no meio do rio Nilo. O templo da cidade não é grandioso. Pelo contrário, é modesto pois os egípcios acreditam que a verdadeira riqueza deve estar no mundo espiritual. Por isso, os mortos devem ser sempre enterrados com seus pertencem. É neste local, sempre silencioso e tranquilo, que os sacerdotes do deus aprendem a realizar rituais para contatar o mundo do espírito para que familiares tenham notícias do percurso que um ente querido através do mundo espiritual.

 

Anput

A deusa Anput é a esposa do deus Anúbis, que serve como os olhos e ouvidos do esposo no mundo dos vivos. Ela possui a a capacidade de assumir duas formas, sendo uma forma animal como um chacal e a outra humana como uma mulher de olhos e cabelos bem escuros.

Ela passa seu tempo vagando pelas terras humanas para conseguir informações ao marido que mantém seu trabalho na transição dos espíritos entre a vida e a morte. Sua principal missão é impedir que demônios, deuses malignos e homens pecadores desejem encontrar o corpo mumificado do deus Osíris, senhor do mundo espiritual.

 

Kebechet e Ammit

O casal divino Anúbis e Anput tiveram dois filhos de aspectos nada humanos chamados de Kebechet e Ammit. Ambos vivem no limbo que existe entre o mundo dos vivos e o mundo dos espíritos de forma que ambos são essenciais no trabalho do pai em guiar as almas na transição entre essas duas existências.

A bondosa Kebechet é a primeira entidade que o espírito enxerga após deixar o seu corpo. Ela possui a forma de uma serpente brilhante que personifica a purificação da alma ao entregar ao espírito a água necessária para se refrescar e saciar a sua sede. Em seguida ela entrega esse espírito para que este siga o seu caminho até os portões espirituais. O severo Ammit é bem menos benevolente. Ele possui uma cabeça reptiliana sobre um corpo de leão. Ele possui o dever de devorar e destruir as almas daqueles que não são dignos de entrar no mundo espiritual.

 

Am-heh

Am-heh é uma criatura que escapou do mundo espiritual. Ele é um terrível parasita que consome a alma dos homens para alcançar o poder supremo. Ele já foi derrotado pelo deus Rá nos primórdios do tempo quando a humanidade sequer existia e este deus ainda atendia pelo nome de Atóm.

Hoje, o terrível Am-heh atravessa as cidades egípcias saltando de corpo humano a corpo humano até que este seja consumido por sua necessidade fome de poder. Esses seres humanos habitados pela criatura recebem a capacidade de se transformar num sanguinário homem-lobo e grandes poderes de destruição. Infelizmente, quanto mais utilizam esses poderes, mais rapidamente seus corpos são consumidos.