Cultura Italiana

z12Os italianos são organizados em tribos selvagens e semi-nômades que não possuem um governo central. Eles possuem uma origem comum e estão unidos na crença por deuses semelhantes, mas os comércio entre eles é mínimo e os contratos entre si são efêmeros, ora estando em paz uns com os outros, ora estando em guerra pelos mais ridículos motivos.

 

A Geografia

A península italiana está limitada ao norte pelas Montanhas Alpinas que tornam quase impossível para os exploradores chegarem nas terras geladas no extremo norte da Hiperbórea. A terra firme da península avança sobre o Mar da Talassa dividindo-o em três porções menores chamados Mar Tirreno a oeste, Mar Ilírio ao leste e Mar Ioniano ao sul. É exatamente nas águas a oeste que se localizam as ilhas da Sicília e de Circe, que são duas maiores ilhas de todo o Mar da Talassa. Há outros grupos ilhas como os arquipélagos das Eólias, de Malta e de Eritreia, que são bem menores tanto em tamanho quanto em importância.

As cadeias de montanhas na península não são tão frequentes quanto em outros terras, ocupando cerca de um terço do território italiano. No entanto, a atividade vulcânica é famosa na região. O Vulcão Etna na ilha da Sicília e o Vulcão Branco no Lácio são os mais ativos embora existam muitos outros em constante risco de explosão como o Volcano, o Vesúvio, o Estrombólio e muitos outros que estão em pequenas ilhas do mar Tirreno. Além dos vulcões, os rios e lagos são enaltecidos por todos que já estiveram na Itália. Sabe-se que fontes aquosas são numerosas em todo seu território, mas poucas foram catalogadas pela própria desorganização dos povos locais.  Essas águas abundantes, junto com o clima úmido do inverno, parecem formar uma situação propícia para plantações, mas essa é outra informação que não pode ser confirmada em razão das tribos locais só realizarem agricultura de subsistência. De qualquer forma, o recém-chegado líder Tirreno tem encontrado grande facilidade em colher grãos e frutas desde sua chegada da Ásia.

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A História

As tribos italianas nunca desenvolveram a escrita, por isso, toda a história pregressa deles e baseada na tradição oral contada por anciões e cantada por poetas. Muitos nomes de importantes líderes anteriores já se perderam nessa pouco confiável passagem da informação e muitos eventos considerados históricos são bastante questionáveis. Sabe-se apenas que as tribos foram formadas por uma grande onda migratória de povos de pele alva das terras do norte, vindos de além das montanhas alpinas, da terra chamada Hiperbórea. Esses povos trouxeram consigo as noções básicas de agricultura e da produção de fogo. Eles criaram assentamentos locais que encerraram a vida nômade da península, iniciando as primeiras tribos locais.

O grande evento recente na história dos povos italianos foi a chegada do imigrantes liderados pelo líder Tirreno, que possuem estatura mais baixa, pele mais escura e costumes diferentes. Eles vieram de terras longínquas da Ásia para fugir de uma terrível fome que assolou sua terra natal. Eles assim chegaram na península italiana em busca da terra profetizada pela feiticeira sibilante chamada Carmentis. A profetisa recebeu a revelação divina que o “Sobrevivente da Maior das Guerras” desembarcará nessas terras com a “Linhagem dos Filhos da Loba” para dar início ao maior império que já pisou sobre a Terra. O líder Tirreno sabe que não sobreviverá tempo o bastante para o ver esse “Futuro Império”, mas é seu dever preparar o berço para seu nascimento.

 

A Política

A chegada do líder Tirreno com imigrantes da Ásia trouxe uma grande convulsão social na península italiana. Esses povos asiáticos marcados pela pele mais escura do corpo trouxeram consigo seus próprios deuses e suas próprias tradições. São povos mais desenvolvidos nas ciências. Vieram em grandes embarcações capazes de atravessar o Mar da Talassa. Empunham armas metálicas de bronze capazes de rasgar a carne humana. Os povos italianos logo perceberam que suas jangadas e armas de madeira nunca serão capazes de confrontar o inimigo caso consigam se estabelecer na região.

As tribos locais já começam a divergir entre si sob a situação. O rei Mezêncio da tribo Terramare busca formar uma coalizão contra os recém-chegados. O rei Latino dos Albas, por outro lado, já se aproxima do líder Tirrênio para se converter aos novos deuses e aos costumes introduzidos. Ele já acredita tanto na chegada do “Sobrevivente da Maior das Guerras” que prometeu sua filha Lavínia em casamento para ele quando chegar, cortando assim o acordo que antes tinha com o líder dos Rutúlios para quem a filha estava prometida. Não á dúvidas que a guerra na península italiana é só uma questão de tempo para acontecer.

 

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Hugo Darnaut (1851–1937)

O Governo

Os povos italianos sempre se organizaram em tribos de forte caráter familiar. As relações entre essas tribos sempre foram por laços de amizade entre seus líderes ou de discórdia quando alguma animosidade atinge seus membros. Mesmo as relações comerciais são raras pela pouca demanda das populações tribais por recursos visto que não anseiam mais que o necessário para sobreviver. No entanto, há um componente religioso comum entre a população italiana de forma que festas e celebrações podem arregimentar pessoas de várias tribos num local específico.

Os povos recém-chegados da Ásia vem alterando esse isolamento das tribos italianas entre si. O líder Tirreno já planeja realizar uma coalização de doze tribos em torno de sua pessoa e de uma nova religião comum. O seu principal conselheiro, chamado Tages, escreveu o primeiro livro dedicado às terras italianas. Ele se chama o “Etrusca Disciplina”, que sincretiza a religião trazida pelo seu povo com a religião local das tribos italianas. Ele ensina aos interessados a linguagem escrita, os costumes civilizados e os segredos da divinação num culto sacerdotal chamado de “Harúspices”. Há poucas dúvidas de que a “Liga das Doze Tribos” sob a liderança do rei Tirreno se tornará o primeiro governo central da península italiana.

 

A População

A população italiana possui uma alta estatura e a pele bem branca em razão de sua origem dos povos da hiperbórea. As classes mais ricas geralmente utilizam peles de animais, ossos humanos e âmbar como adornos para se destacar da população geral. Eles só conhecem os metais pelo contato com povos estrangeiro. Não é raro encontrar agulhas, armas e utensílios de bronze nas classes mais ricas. No entanto, os italianos  não possuem o conhecimento da metalurgia para produzi-los. Por esse motivo, maior parte dos objetos de uso diário são de madeira, ossos e porcelana.

Os italianos possuem com um forte senso de comunidade e valorizam bastante seus antepassados. Diferente de outros povos que utilizam a cidade onde vivem como sobrenomes, os italianos utilizam o nome de sua família de forma que as tribos são divididas em vários clãs familiares. Essa característica também é percebida na forma como honram seus antepassados visto que as tumbas são amplas e largas por serem coletivos e de forte caráter familiar com os filhos sendo enterrados na mesma área de seus pais e dos  demais antepassados.

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As Cidades

Não há grandes cidades nas terras italianas. Pequenas populações vivem em povoados que raramente atinge mais de duas mil pessoas e suas construções são limitadas. Eles constroem suas casas com madeira simples em formato trapezoidal ou nos casos mais abastados em argila e pedra. As ruas organizadas num padrão retangular ao redor de uma praça central, com as roças e pequenos currais ficando nas periferias.

Geralmente , há um pódio em madeira ou uma grande rocha no centro onde os líderes da cidade realizam seus pronunciamentos. Esses pronunciamentos são acompanhados por um conselho de anciãos que testemunham as decisões no intuito de confirmá-las depois. Afinal, como a linguagem escrita ainda não foi estabelecida por esses povos, a única forma de garantir que as decisões sejam cumpridas é com o testemunho de pessoas reconhecidamente virtuosas. Por outro lado, os locais de adoração divina ficam em regiões mais afastadas como cavernas e clareiras na floresta onde as pessoas visitam conforme a convocação dos sacerdotes.

 

A Lei

Os italianos não possuem um código de lei estabelecido, nem uma força policial para garantir a ordem. A justiça é alcançada com as próprias mãos. Em caso de roubo e assassinato, um líder familiar proclama seus pares para buscar vingança através das armas. É possível pedir ajuda ao líder tribal para aplicar um pena, que pode fornecer seus guerreiros nessa missão. Da mesma forma, caso alguém considere que esteja sendo injustamente procurado, este pode pedir a proteção ao mesmo líder tribal.

Não há dúvidas que um pena só ocorre com a anuência de um líder tribal, mas, na grande maioria dos casos, este se mantém longe dessas decisões para não desagradar algum dos clãs que fazem parte de sua tribo. Além disso, geralmente não há uma relação direta entre a acusação e a punição. Uma simples pisada no pé pode levar à uma morte justificada de alguém dependendo do nível de sentimento de raiva da vítima. Da mesma forma, o canibalismo da tribo dos Lestrigões e a expulsão dos homens na tribo Volca são ações consideradas justas, pois assim foi decidido entre seus aldeões. A exceção da regra são os recém-chegados da Ásia que são contra esse tipo de justiça com as próprias mãos. O rei Tirreno deseja criar tribunais, leis e uma guarda policial que possa definir penas adequadas para cada crime baseada na lei do “olho por olho, dente por dente”, que trouxeram de suas terras.

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Viktor Mikhailovich Vasnetsov (1848–1926)

A Economia

Os italianos possuem origem nos povos nômades vindos do extremo-norte da Hiperbórea, mas se fixaram na terra graças à agricultura e a domesticação de animais. As primeiras aldeias assim surgiram junto aos grandes rios devido à necessidade de água para regar e fertilizar os campos. Os aldeões acabam No entanto, não há plantações em larga escala, nem mesmo uma área destinada à agricultura ao redor da tribo. Cada aldeão planta o que necessita para sua família nos quintais de suas casas e complementa com a caça, a pesca e a coleta de frutos.

O excedente das plantações nem buscado, nem desejado. O comércio é assim mínimo entre as tribos italianas e as transações comerciais se limitam à troca básica de produtos alimentares para complementar as refeições. É o mais simples escambo em que um saco saco de trigo é trocado por outro de arroz ou um pernil de veado caçado é trocado por algumas frutas colhidas, com o intuito de comer algo diferente no dia seguinte e diversificar a comida. Não há moedas, nem um sistema de pesos.

 

A Arte

Os italianos possuem uma tradição artística na produção de esculturas em madeira e terracota que são muito comum nas tumbas familiares e nos locais de adoração divina. Eles também possuem o costume de realizar pinturas nas paredes e nos vasos de cerâmica. As imagens são fortemente conectadas com a religião, principalmente no que diz respeito ao mundo espiritual.

Eles também adoram a música. Eles utilizam principalmente flautas e tambores com que fazem suas festas e celebrações. No entanto, eles estão maravilhados com a lira e a cítara trazida pelos povos recém-chegados por considerarem o som das cordas diferente de tudo o que conheciam. A música é essencial para a manutenção da história italiana visto que, sem a escrita, os versos são a melhor forma de as ter memorizada.

 

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Viktor Mikhailovich Vasnetsov (1848–1926)

As Celebrações

Os italianos vivem em sua tribos de forma tranquila e isolada, mas possuem contatos com outras tribos da península através de festivais que ocorrem ao longo do ano. São festivais que geralmente tem algum aspecto da vida familiar ou como tema comum.

O Festival dos Antepassados, chamado de Parentália, ocorre em todas as tribos para honrar os mortos. Ele ocorre nno fim do inverno com duração de sete dias completos. Os locais sagrados são fechados a todos, estando proibidas as celebrações de casamentos e nomeações. Todos devem visitar os túmulos dos seus antepassados nesse período e lhes homenagear com oferendas na forma de flores violetas e pães embebidos em vinho. No oitavo dia, chamado de Ferália, cada clã realiza uma grande reunião que dura dois dias para que todas as desavenças entre seus membros sejam expostas pelo patriarca. O objetivo é forçar uma reconciliação entre os membros em conflitos, com cada desavença resolvida sendo sempre muito bem comemorada.

O Festival da Maioridade, chamado de Liberália, ocorre nos equinócios de primavera para comemorar a passagem das crianças para a idade adulta. Todas as crianças  italianas recebem ao nascer um amuleto chamado Bulla para colocar ao redor do pescoço feito de madeira, rocha, porcelana ou âmbar com o objetivo de os proteger dos maus espíritos. No festival, todos os meninos que já passaram pela puberdade (por volta dos treze anos de idade) tem seus amuletos queimados em fogo sagrado no ritual até se tornar cinzas. Em seguida, os pais lhes entregam os instrumentos do ofício que lhes será escolhido para trabalhar por toda a vida. Pode ser uma lança de guerra, um machado de lenhador, um arco de caça, uma enxada para plantação, dentre outras possibilidades.

O Festival do Cultivo, chamado de Consuália, é realizada duas vezes ao ano para avisar a todos o tempo certo para semear e colher os grãs cultivados. Uma das comemorações ocorre no solstício de inverno para avisar a todos que chegou o momento da semeadura dos grão. A outra ocorre no solstício de verão para avisar do momento que chegou o tempo de colheita. Nesses festivais, são realizados desfiles com mulas e cavalos bem decorados que atravessam as ruas da cidade ao som de instrumentos musicais e de muita dança. No período de colheita em especial, todas as famílias distribuem muita comida para toda a tribo comemorar os bons resultados de seus plantações e os homens disputam entre si em jogos de corrida e combate.

 

Os Relacionamentos

O Clã é a base da sociedade italiana. Os patriarcas escutam seus anciões enquanto preparam os filhos para tomar o seu lugar, mimam seus netos e regozijam com os bisnetos. O trabalho possui origem na família conforme a designação paterna e benção do patriarca, assim como também possui o objetivo maior de engrandecer a família. Tudo que é acumulado primeiro pertence a toda família para então ser repartido entre seus membros conforme decisão do mesmo patriarca, que leva em consideração o mérito de cada um. Da mesma forma, os casamentos possuem o objetivo de produzir novos membros, por isso, ocorrem sempre entre um homem e uma mulher. As relações entre pessoas do mesmo sexo é proibida.

Homens e mulheres são livres para viver suas vidas até o casamento. Podem se relacionar com outros membros, vivem amores e sofrem desilusões. As mulheres também são livres. Não há o enaltecimento da virgindade. E, mesmo que uma moça venha a engravidar, as anciãs possuem o conhecimento de ervas para o aborto. Todos são assim livres para viajar e conhecer novas terras durante a juventude. No entanto, quando chega o momento em que os pais escolhem o noivo ou a noiva para seus filhos é impossível uma decisão contrária sobre o risco de expulsão do clã.

O casamento sempre é extremamente celebrado com grande festa como representação do amor do casal celestial que governa sobre todo o panteão divino e sobre os homens. É após o casamento que o Clã entrega a um casal sua própria casa e o necessário para viver sua independência.  Enquanto solteiros, os filhos e filhas devem viver com os pais. O próprio trabalho também não lhes rende nada diretamente, pois os frutos do labor são entregues ao líder do Clã para que este repasse aos seus pais. A divisão do trabalho possui um forte caráter de gênero com as mulheres trabalhando na limpeza das roupas e no preparo da comida enquanto os homens trabalham na caça e nas plantações.

 

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Fernand Cormon (1845–1924)

O Exército

Os italianos não disputam terras, pois elas são abundantes para a população limitada da região. Raramente, lutam por alimentos, pois há grande quantidade de animais para caçar e frutos por coletar, nem lutam por água, pois há incontáveis rios e lagos na península. A maio parte das guerras entre tribos italianas decorre por orgulho ferido por algum insulto ou vingança por algum crime. Eles possuem uma propensão para a guerra com ódios antigos que causam rivalidades que atravessam gerações.

Os guerreiros italianos em batalha utilizam o couro de animais como proteção, escudos de madeira e lanças com pedras afiadas na ponta. A rocha obsidiana de origem vulcânica é especialmente afiada e utilizada pelos altos escalões das forças de guerra, sendo encontrada ilhas específicas do mar Tirreno. O arco e flecha também é bastante valorizado, os quais utilizam tanto para caçar quanto no combate.

Não há hierarquia nos seus exércitos. Há apenas o líder tribal e seus guerreiros. Mesmo quando há aliança de diferentes tribos e clãs, todos os líderes discutem entre si em igualdade, o que por si só pode causar grandes desentendimentos e brigas internas. As estratégias de guerra italiana são primitivas. Os guerreiros, geralmente, quebram rapidamente de formação por valorizarem aqueles que precedem os demais e são capazes de combater sozinhos na linha de frente.

 

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