Era de Ramsés

Canaã

O Povo do Deus Único

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Providence Lithograph Company, 190

O jovem Abraão era o filho de um comerciante que trabalhava na confecção e venda de estatuetas. Certo Dia, o próprio Deus se revelou ao rapaz com as seguintes palavras: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo com tantos descendentes quanto as estrelas do céu, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e por você o mundo será abençoado”. Abraão assim o fez; e sua prole a partir do filho Isaque originou o povo escolhido. No entanto, antes a descendência de Abraão teria que passar por grandes provações para se transformar na civilização hoje conhecida como Israel.

    • Governante: Salomão de Jerusalém.
    • Deuses: o Deus-Único, e nenhum outro.

A História

Uma grande fome atingiu essas terras de Canaã no tempo de Jacó, que o obrigou as terras prometidas ao seu avô Abraão. Ele foi viver nas terras do Egito, onde seu filho tornara o braço-direito do faraó. O povo de Israel assim viveu no Egito com grande influência e riqueza. No entanto, passadas algumas gerações, um maligno faraó subiu ao poder. Ele escravizou o povo de Israel para os obrigar a trabalhar na construção de cidades-celeiros. Os israelitas foram assim oprimidos de forma cruel e violenta. O seu destino era desaparecer em meio aos maus-tratos. No entanto, um homem mudou essa história. Era o profeta Moisés, que foi criado como um egípcio, com acesso a melhor educação que o palácio do faraó poderia lhe dar, descobriu que seus pais eram israelitas e coletou a história de seus antepassados.

O profeta Moisés foi até o faraó e exigiu a libertação do seu povo. No entanto, o faraó não aceitou suas demandas e, por isso, foi punido pelo Deus Único com dez terríveis pragas. As águas do rio Nilo se tornaram sangue. Pragas acometeram a população. Chuvas de granizo destruíram as plantações. E uma nuvem negra causou uma completa escuridão por três dias. O povo do Deus Único aproveitou a oportunidade para se revoltar. Eles assassinaram os primogênitos da classe dominante e saquearam as joias da nobreza egípcia. Então, fugiram para sua Terra Prometida. O faraó ainda tentou impedir a fuga dos israelitas, mas, nesse momento, a Alvorada de Fogo surgiu com todo o seu esplendor, atrasando o avanço dos exércitos faraônicos com o fogo no céu e engolindo o faraó numa onda gigante. Enfim, o povo de Israel conseguiu retornar para sua terra natal,  a mesma que Deus prometeu ao patriarca Abraão.

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James Tissot (1836-1902)

A Política

O profeta Moisés não conseguiu colocar os pés na Terra Prometida. Ele morreu a contemplando ao longe sobre as montanhas ao fim de sua longa vida. Foi o seu seu melhor discípulo Josué quem reconquistou esta terra dos povos ignorantes, que entregavam seus corpos em orgias e sacrificavam crianças para os falsos deuses. O líder Josué dividiu a Terra Prometida entre as doze tribos que remontava os filhos de Jacó e montou um templo dedicado ao Deus Único na cidade de Siló, onde colocou as leis de Deus reveladas pelo profeta Moisés. No entanto, essa organização política não funcionou, pois cada tribo escolhia um líder, a quem chamavam de “Juiz”, e este decidia sobre todas as disputas. Não havia qualquer jurisprudência ou objetivos comuns. Cada líder tribal fazia aquilo que era certo aos seus próprios olhos. A Lei de Deus era constantemente desrespeitada.  Assim, os sacerdotes sentiram a necessidade de um líder único que impusesse a vontade divina e desse orientação ao povo escolhido.

O grande líder ungido que conseguiu essa missão se chamou Davi. Ele unificou as doze tribos num único governo central e fundou a cidade de Jerusalém para ser a capital do novo reino. Esses eventos ocorreram há oitenta anos atrás. O rei Davi conseguiu criar uma estabilidade nos quarenta anos em que reinou. O seu filho Salomão o levou a civilização ao auge nos quarenta anos seguintes com a construção do grande Templo de Jerusalém. Graças à devoção ao Deus Único, todo o povo de Israel concordou em pagar os altos custos da obra por sete anos. Depois, aceitaram pagar a construção do majestoso palácio real de Salomão por mais treze anos. Enfim, quando as obras se encerraram, pensaram que poderiam respirar com o fim dos impostos. Infelizmente, por vinte anos, as taxas foram mantidas elevadas para satisfazer o luxo e vaidade do monarca.

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James Tissot (1836-1902)

As Tribos

A insatisfação popular ficou ainda pior quando os conselheiros tentaram convencer o seu filho sucessor Roboão a baixar esses impostos quando ascendesse ao trono paterno. Ele respondeu: “O meu dedo mínimo é mais largo que a cintura do meu pai; e por isso, os impostos serão aumentados!”. Desde que a notícia se espalhou, revoltas populares agora surgem todos os dias em cada uma das doze tribos. O líder Jeroboão da tribo de Efraim foi o primeiro a se manifestar contra a pesada mão da monarquia. Hoje, o líder revoltoso está exilado no Egito onde está angariando apoio financeiro e militar para iniciar sua revolta. Ninguém sabe qual será o futuro do reino com os líderes das doze tribos prontos para se revoltar a qualquer momento.

As principais cidades e os atuais líderes das tribos que governam estão listados a seguir:

  1. Jerusalém (Judá), a capital dos israelitas, governada por Salomão.
  2. Betel (Benjamin), a tribo do altar divino, governada por Simei.
  3. Siló (Levi), a tribo dos sacerdotes levitas, governada por Zadoque.
  4. Siquém (Efraim), a tribo em conspiração, governada por Jeroboão.
  5. Bersebá (Simeão), a tribo em insurreição, governada por Zimri.
  6. Gileade (Manassés), a tribo do líder fanático, governada por Tibni.
  7. Megido (Issacar), a tribo no vale das batalhas, governada por Baasa.
  8. Hazor (Naftali), a tribo dos líderes cultistas, governada por Omri.
  9. Jaffa (Dan), a tribo de povos pecadores, governada por Bendequer.
  10. Dor (Zebulão), a tribo dos blasfemadores, governada por Ben-Abinadabe.
  11. Acre (Aser), a tribo sob controle Fenício, governada por Baalat.
  12. Sucote (Gade), a tribo sob controle Amonita, governada por Shobi.
  13. Hesbon (Rubén), a tribo sob controle Moabita, governada por Mesha.
  14. Gaza (Retenu), a tribo sob controle Egípcio, governada por Amun-her-khepheshef.
  15. Damasco (Aram), a tribo sob controle Assírio, governada por Rezon.
  16. Edom (Transjordão), a nação em rivalidade, governada por Magdiel
  17. Midiã (Negev), a nação dos beduínos, governada por
  18. Tiro (Fenícia), a nação portuária, governada por Baal-Eser.

A População

James Tissot (1836-1902)

O grande profeta Moisés recebeu no monte Sinai as tábuas com os mandamentos de Deus. São seiscentas e treze leis que não permitem margem para interpretação, apenas para comentário e discussão para situações específicas. Elas regem tudo, incluindo o cotidiano da população em todos os seus níveis. No modo de se vestir, elas descrevem como o povo de Israel deve evitar símbolos da vaidades. As mulheres devem cobrir suas cabeças com véus para não mostrar seus cabelos e os homens não devem usar adornos que demostrem riqueza. As vestimentas são geralmente de lã retirada das ovelhas ou do linho retirado da colheita. No entanto, a segregação típica dos israelitas é representado nas roupas, pois esses dois tipos de tecido nunca podem ser combinados numa mesma costura.

O povo de Israel veste túnicas que cobrem todo o corpo, mas alguns acessórios são obrigatórios de forma que um israelita pode ser facilmente reconhecido numa multidão. Um tecido franjeado chamado “Talit” deve ser colocado ao redor do pescoço e sobre os ombros como um xale no momento das orações. Há também o “Tefilin”, que são amarras de couro para serem colocados em volta do braços onde caixas possuem a inscrição: “Escuta, ó Israel, o Eterno é nosso Deus, o Eterno é Único!”. Por último, há a recomendação de não andar mais de sete passos com a cabeça descoberta, pois a Presença Divina paira sempre sobre ela, assim, o acessório chamado “Kipá”, que é uma cobertura sobre a parte posterior da cabeça onde está a calva, é muito usado como um sinal de reverência a Deus.

O povo de Israel tem uma atitude de superioridade espiritual e moral em relação aos outros povos. Eles exaltam a ideia de que possuem o único Deus verdadeiro, o absoluto senso de moralidade e uma identidade cultural própria como o Povo Escolhido. Esse sentimento afasta os outros povos, que se sentem desrespeitados ao serem chamados de seguidores de falsos deuses ou povos imorais através da designação “gentio” ou “pagão”. No entanto, eles possuem um grande senso de igualdade entre si. Ninguém é superior aos olhos de Deus e todos são passíveis de perdão pelo Senhor. Por isso, uma série de regras proíbem a escravidão e a cobrança de juros entre as doze tribos. Essas atividades ainda podem ser utilizada para pessoas estrangeiras, principalmente, no caso de prisioneiros de guerra.

A Lei de Deus acentua o afastamento dos israelitas de outras povos. As escrituras os proíbem comerem nas mesmas mesas dos pagão, pois estes não preparam a carne como descrito na lei. Elas também condenam o casamento estrangeiros pela preocupação de que seguidores de falsos deuses possam desvirtuar um noivo ou uma noiva do caminho de Deus. Elas também proíbem seus seguidores de se ajoelhar ou prestar qualquer honra a outros deuses, homens, estátuas ou símbolos estrangeiros mesmo que seja por questões diplomáticas ou por alguma formalidade, sendo este o maior de todos os pecados como descrito já primeiro mandamento da Lei de Deus.

Os Relacionamentos

James Tissot (1836-1902)

A Lei de Moisés dita as regras da sociedade. Todo o povo deve assim obedecer padrões morais muito rígidos que ensinam a não realizar o sexo antes do casamento; condenar o homossexualismo; proibir uniões incestuosas; e valorizar a monogamia. A união de dois jovens é decidida pelos pais, sem uma consulta prévia a ambos, e, mesmo quando os noivos tem escolha na decisão, a primeira preocupação deles é a opinião dos parentes.

As escrituras sagradas evidenciam o pai como uma figura de autoridade na casa. Na verdade, a palavra “se casar” possui a mesma raiz de “se tornar mestre” no idioma israelita; sendo o dever da esposa se referir ao marido como seu mestre. Os divórcios estão previstos nas escrituras com leis específicas, mas só são permitidos por solicitação do marido ou, pelo menos, com seu consentimento. Não raro, mulheres podem ser condenadas em adultério por fugirem de maridos abusivos e buscarem novos parceiro, sendo o adultério punido com a morte da infiel e do seu amante.

A prostituição é extremamente condenada. Ela é vista como uma forma de adoração a falsos deuses, pois a luxúria e a ganância são os principais caminhos para se abandonar o Deus verdadeiro. Um provérbio israelita conta que “os lábios da mulher licenciosa destilam mel e a sua boca é mais macia que azeite; mas o seu fim é amargo como o absinto e agudo como a espada de dois gumes”. Não é raro encontrar propriedades destruídas e mulheres são apedrejadas sob essa acusação. Da mesma forma, o homossexualismo é considerado um pecado grave que deve ser imediatamente punido com a morte, sendo os israelitas os mais severos contra essa prática dentre todos os povos do mundo.

James Tissot (1836-1902)

As Celebrações

O Sábado não é um festival em si, mas uma ordem de Deus. Ele disse ao seu povo: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou”. Essa é uma das instituições mais fortes do povo de Israel e um dos dez mandamento principais de Deus, que não pode ser negado em nenhum momento.

Os festivais são períodos que lembram o povo de Israel da sua história. As escrituras sagradas comanda três festivais principais que são: 1) Festa da Libertação (“Páscoa”), uma semana de celebração com pães não-fermentados para lembrar libertação do Egito por Moisés quando se saiu às pressas sem tempo de fermentar o pão; 2) Festa das Tendas (“Sucot”), uma semana em que se dorme em tendas para lembrar a travessia no deserto quando não se tinha terra própria onde dormir; 3) Festa da Colheita (“Shavout”), é o período para agradecer a conquista da Terra Prometida durante o tempo colheita dos cereais que essa terra fornece. Outras pequenas comemorações também ocorrem em cada primeira Lua Nova (“Rosh Chodesh”), que marca o início de cada mês no calendário israelita, e no dia do Ano-Novo (“Rosh Hashanah”), que é um momento de introspecção para comemorar a entrega da alma ao primeiro ser humano.

Todos os anos também é celebrado o Dia do Perdão Eterno (“Yom Kipur”) que ocorre na cidade de Siló, onde está a Arca da Aliança. São escolhidos dois cordeirinhos que representam o caminho de Deus e o caminho do pecado. Ao longo do dia anterior, toda população sadia e adulta deve infligir em si mesma várias restrições ao corpo incluem abster-se de qualquer água, comida, relações sexuais e limpeza corporal. Enfim, no dia da celebração, uma lista de pecados humanos é proferida em voz alta para os quais é solicitado o perdão. Em seguida, o primeiro cordeiro é oferecido a Deus para expiar os pecados cometidos por Israel e lembrar que o caminho de Deus leva aos Céus. Mais tarde, o outro cordeiro, que carrega o pecado da população e o nome de demônios que se opõem ao divino, é lançado fora da cidade, rumo ao deserto, o que representa uma existência árdua no mundo terreno.

James Jacques Joseph Tissot (1836-1902)

A Religião

A terra de Canaã sempre teve muitos deuses, mas uma revelação do grande profeta trouxe a verdade. Todos esses deuses eram falsos. Não há outro Deus além do “Deus Único”. O Criador dos Céus e da Terra na grande maioria das vezes é referido apenas como Deus, se pronuncia no idioma do povo escolhido como “El”, mas também possui muitos outros epítetos. Ele é o Deus Altíssimo (“El Elyon”),  o Deus da Montanha (“El Shaddai”), o Deus Eterno (“El Olam”), o Deus Elevado (“Elohim”), o Deus da Aliança (El Berit), o Nosso Senhor (“Adonai”) e Aquele que é (“Yaweh”).

Esse é o Deus único e verdadeiro. Ele é invisível, imaterial e onipotente; que se revelou ao povo de Israel com as seguintes palavras: “Eu Sou o que Sou. Sou eu o Senhor. Sou o Deus dos teus antepassados: o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração. Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão. Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te ajoelharás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.”

O sacrifício de animais é tão importante para o povo de Israel que, das seiscentos e treze leis de Moisés, cem delas são referentes a essa prática. Todo sacrifício só pode ser realizado por um sacerdote treinado para realizar um corte limpo no pescoço de um animal puro, geralmente aves, ovelhas ou bovinos, na qual todo o seu sangue se derrama no altar. O sacrifício são de dois tipos: 1) o Sacrifício de Agradecimento (“Shelamin”), cuja morte do animal simboliza a lembrança de que todo sucesso alcançado pertence a Deus, e 2) o Sacrifício de Perdão (“Chatot”), cuja morte do animal é uma lembrança ao transgressor de que todo pecado causa sofrimento. Após o sacrifício, a gordura do animal é queimada e sua carne serve para alimentar os pobres ou manter o templo. Só em casos especiais, quando o sacerdote julgar necessário, a carne do animal pode ser totalmente incinerada no ritual chamado “Holocausto”.

James Tissot (1836–1902)

Os Exércitos

O povo de Israel não possui uma organização militar, nem exército unificado. Cada uma das doze tribos possuem homens conscritos na população que podem ser convocados pelo seu líder em momentos de necessidade. E assim os israelitas preparam sua própria armadura e buscam sua própria arma para lutar. Geralmente, essas armaduras são de linho ou de couro enquanto as armas mais comuns são as lanças e espadas curtas. O número de guerreiros no exército israelita é assim sempre imprevisível a cada chamado, pois não há pagamento aos soldados além de uma parte da pilhagem. Vale muito mais a consciência de cada habitante e a influência de seu líder quando ocorre o chamado para a guerra.

Felizmente, o legado de Moisés unificou o povo numa identidade comum e no amor por essa terra que Deus lhes entregou. Essas leis estão escritas em tábuas de pedras que foram colocadas dentro de um baú, chamado a “Arca da Aliança”, que foi construído e ornamentado sob orientação direta do profeta Moisés. Hoje a Arca está guardada no templo da cidade de Jerusalém. Essa identidade geográfica e cultural faz de Israel um povo sem interesse pelo expansionismo. Não há um desejo de se expandir para outras nações. No entanto, se um inimigo surge dentro das fronteiras da sua amada Terra, conclamando para si um pedaço dela, mesmo que numa tribo distante, eles sentem um fervor sobrenatural para a proteger.

 

 

1ª. Geração:

    • Os profetas afirmaram que os tremores de terra na Ásia eram realmente os passos dos deuses abandonando sua cidade principal. As divindades tomaram nova residência na cidade de Hattusa, que foi abençoada no seu “Saque à Babilônia”. Esse foi o começo do domínio Hitita na região.
    • A devastadora onda gigante que destruiu as terras do Hélade recuou de volta ao mar. A embarcação do sobrevivente Deucalião tocou a terra firme do monte Parnasso. Os seus descendentes e os povos aquáticos começaram a se reunir nas ruínas das antigas cidades para recomeçar suas povoações.
    • O sangue nas águas e a grande nuvem de escuridão que assolou o rio Nilo se dissipa após a fuga dos seus escravos israelitas da região. Começa o período mais obscuro da história egípcia quando um exército estrangeiro chamado de Hicsos aproveita o caos para invadir suas terras.

2ª Geração

    • Desde que foram perseguidos pelo faraó do Egito e após vagar por décadas, o povo de Israel finalmente chega à terra prometida pelo Deus Único. O líder militar Josué começa a “Conquista de Canaã” para livrar esse território da crença em falsos deuses que dominaram a região.
    • As primeiras cidades do Hélade são fundadas sobre a devastação das ondas gigantes. A primeira delas é a cidade de Argo, fundada por Foroneu, filho do oceanida Ínaco, que logo se tornará o centro urbano mais importante da região.

3ª Geração

    • As terras de Canaã são divididas entre as doze tribos de Israel após a vitória de Josué contra os povos dos falsos deuses. Um Juiz é designado para cada região com o objetivo de manter a ordem. A Arca da Aliança, onde está contida as leis do Grande Profeta, é levada ao monte Siló onde um templo é erguido em homenagem ao Deus Único.

4ª Geração

    • Ocorre no Egito a “Grande Batalha” que encerrou muitas décadas de uma guerra ferrenha que envolveu homens e deuses no rio Nilo. O fim foi determinado pela vitória do faraó Amósis que expulsou os invasores Hicsos e iniciou uma nova dinastia.

6ª Geração

    • O Egito retoma enfim suas glórias passadas com a campanha expansionista do faraó Tutmés. O império do Rio Nilo volta a se tornar uma potência militar com seu domínio sobre as terras de Canaã e da Núbia, assim como inicia tratados comerciais com todos os povos do mundo.

7ª Geração

    • A princesa Io da cidade de Argo é levada como gado para longe de sua terra natal no Hélade por mercadores escravistas. Ela chega até o Egito onde recebe o nome de Iset e se torna a segunda esposa do faraó Telégono, conhecido entre os egípcios pelo nome Tutmés II. Ambos Iset e Tutmés tiveram juntos o filho chamado Épafo.

8ª Geração

    • O príncipe Épafo se torna o rei do Egito em razão do seu pai Tutmés II não produzir filhos com sua primeira esposa. O jovem toma para si o nome do seu pai e se torna o novo faraó Tutmés III.

9ª Geração

    • O faraó Amenófis começa uma perseguição ao irmão Dánao que foge do Egito até a cidade de sua antepassada Io (Iset). Ele é muito bem recebido na cidade de Argo pelo rei Pelasgo, que lhe concede asilo. O rei Pelasgo de Argo, por não possuir herdeiros e agradecido pelas avançadas técnicas de irrigação trazidas do Egito, escolhe o asilado Dánao como seu sucessor.
    • Após séculos de abandono desde que a cidade de Atlântida afundou no mar da Talassa e as cidades insulares foram engolfadas pelas ondas gigantes, a cidade de Cnosso é fundada na ilha de Creta por imigrantes oriundos do Hélade.

10ª Geração

    • A princesa Europa das terras de Canaã é raptada no seu palácio real. Ela é levada à ilha de Creta onde se casa com o líder local Astério. Ela se torna a primeira sumo-sacerdotisa do culto à Deusa-Mãe na região. Ninguém poderia imaginar que esse seria o início de um grande império comercial que dominaria os sete mares da Talassa.

11ª Geração

    • Ocorre nas terras do Hélade a “Guerra dos Gêmeos” entre os descendentes de Dánao pelo trono da cidade de Argo. O vitorioso desse conflito é o rei Acrísio, que se torna infame por arremessar sua filha Danaã ao mar para evitar uma terrível profecia.

12ª Geração

    • O herói Perseu, filho da princesa Danaã que sobreviveu após ser jogada ao mar, causa a morte do seu avô Acrísio num trágico acidente. Perseu se nega a assumir o trono de Argo por vergonha e deixa a cidade em autoexílio. Ele funda a cidade de Micenas que em pouco tempo se torna extremamente influente e poderosa.
    • O faraó herético Aquenáton desafia os próprios deuses ao proclamar o culto ao Deus Único como a verdadeira e única religião no Egito. O reinado do faraó herético dura dezessete anos até a sua morte. A conspiração dos antigos sacerdotes para o retorno dos deuses começa antes mesmo do faraó ser enterrado.
    • O líder guerreiro Davi é escolhido como o rei das Doze Tribos de Israel, iniciando assim uma monarquia centralizada após quatrocentos anos de desorganização política nas mãos dos Juízes. A Arca da Aliança, onde está contida a leis do Grande Profeta, é levada desde a cidade de Siló até a cidade de Jerusalém, que se torna a capital do novo reino unificado.

13ª Geração

    • O rei Davi morre após uma tão próspero quanto conturbado reinado. O seu filho sucessor, chamado Salomão, assume o trono sendo exaltado por sua sabedoria e pela construção do Grande Templo em homenagem ao Deus Único.
    • A viúva do faraó Aquenáton se vê cercada por inimigos e negocia uma aliança através de um casamento com o filho do imperador hitita que domina a Ásia. No entanto, a conspiração assassina o noivo estrangeiro e aprisiona a rainha herética. O novo faraó Horemheb sobe ao trono egípcio e risca o nome do faraó herético e de sua família de blasfemadores de todos os registros históricos.
    • O rei Perseu é morto por uma terrível conspiração e seu espírito ascende aos céus na constelação que recebe o seu nome. O herói é vingado por seu filho Eléctrio que assume o trono de Micenas e se torna o representante dos povos do Hélade que passam a chamar a si mesmos de filhos de “Danaã”.

14ª Geração

    • O rei Eléctrio firma a aliança dentre as cidades de Danaã quando um exército invasor desembarca nas terras do Hélade. Este exército invasor é liderado pelo rei Minos de Creta, que declara guerra contra a cidade de Atenas por motivos mesquinhos. Surpreso com tal aliança, o líder militar Minos aceita uma solução diplomática e a guerra é evitada em troca do envio de sacrifícios humanos pela cidade de Atenas a cada nove anos para a ilha de Creta.
    • O rei Salomão causa insatisfação popular ao manter os altos impostos ao povo de Israel mesmo após finalizada a construção do Grande Templo. O plano do conspirador Jeroboão é descoberto antes de colocado em prática, obrigando-o a pedir proteção ao faraó egípcio. Os ânimos voltam a se exaltar após o príncipe sucessor Roboão anunciar: “Meu dedo para ordenar mais aumentos de impostos será mais largo que a cintura do meu pai!”
    • O novo faraó Ramsés ascende ao trono egípcio e, em busca de glória, decide acabar com seus seculares inimigos hititas com quem os egípcios estão em guerra desde os tempos do faraó Horemheb.

15ª Geração

    • O Egito, após derrotado na batalha de Kadesh contra os hititas, aceita a paz proposta pelos reis-irmãos de Hattusa. Todos entendem que essa guerra já custou caro demais a ambos os lados. O faraó Ramsés se compromete a assinar o “Tratado da Eterna Paz” que será selado através de seu casamento com a princesa hitita Maathor-Nerferure.
    • A Ásia está em seu momento de maior tensão com o império de Hattusa em frangalhos após a guerra contra o Egito. Os exércitos da Assíria se expandem ao leste enquanto as cidades a oeste se revoltam contra seu controle. Um grupo de aventureiros helênicos chamados de Argonautas assediam seus vassalos ao norte enquanto refugiados famintos abandonam suas terras ao sul.
    • A Europa é uma terra selvagem e atrasada que, embora seja conhecida há séculos, nunca houve o desejo de explorá-la. Essa situação mudou com as recentes explorações por colonizadores cretenses na Sicília, por piratas helenos na Crotônia e por refugiados asiáticos na Tirrênia.
    • O Hélade aceita o perdão que o líder Euristeu concedeu ao poderoso Héracles, que é descendente direto do rei Perseu e cometeu o terrível crime ao assassinar a própria esposa e filhos. Ele não será condenado à morte, mas antes deverá usar sua força sobre-humana para livrar o Hélade de suas mais terríveis pragas.
    • A Creta se prepara para receber as novas oferendas humanas que suas colônias helênicas são obrigadas a enviar a cada nove anos. O ritual de sacrifício desta terceira vez contará com o príncipe ateniense chamado Teseu, que se voluntariou para enfrentar o Minotauro até a morte.