Era de Davi

Siló (Levi), capital dos israelitas.*

Acre (Aser), a tribo na fronteira com o profano.

Dor (Zebulão), a tribo dos novos blasfemadores.

Hazor (Naftali), a tribo recém-libertada.

Megido (Issacar), a tribo no vale das batalhas.

Gileade (Manassés), a tribo do juiz venerado.

Siquém (Efraim), a tribo em conspiração.

Sucote (Gade), a tribo dos destemidos.

Hesbon (Rubén), a tribo em submissão.

Jaffa (Dan), a tribo dos navegantes.

Gibeá (Benjamin), a tribo do rei escolhido.

Belém (Judá), a tribo do monte sagrado.

Bersebá (Simeão), a tribo em insurreição.

Edom (Transjordão), as tribos rivais dos israelitas.*

Gaza (Retjenu), as tribos sob controle egípcio.*

Damasco (Aram), as tribos sob controle mesopotâmio.*

Midiã (Negev), as tribos sob controle beduíno.*

 

O povo de Israel se autodenomina como o “Povo Escolhido”, pois suas glórias foram conduzidas pelo seu Deus único e verdadeiro, sendo todos os outros deuses de outras culturas e nações considerados falsos. Essa crença os torna extremamente malvistos pelos outros povo e não raro eles são atacados. No entanto, eles continuam a prosperar mesmo diante de todas as adversidades. Hoje eles vivem na “Terra Prometida” pelo seu Deus, divididos em doze tribos cada uma com seu território e governo independente.

A Geografia

O território de Canaã está localizado numa faixa estreita de terra fértil entre o litoral a oeste e uma cadeia de montanhas ao leste em que não se faz necessário mais que dois dias de viagem para atravessar de um lado ao outro. Nenhuma cidade consegue se manter fora deste trecho, mas a fertilidade em seu interior é garantido pela água potável do rio Jordão que percorre todo território desde o norte até sul quando enfim desemboca nas águas inóspitas do Mar Morto, cujo único recurso que pode ser encontrado é o mesmo sal que impossibilita qualquer vida.

O clima nas terras que estão fora da faixa fértil de terra é extremamente árido e seco. A cadeia de montanhas e o deserto que se forma além de seus picos é marcado entre cinzento e o avermelhado inóspito e sem vida do lugar. No entanto, o território dentro da faixa fértil é bem mais ameno. As temperaturas podem variar bastante ao longo do ano embora o calor esteja sempre presente e qualquer chuva há tão escassa é muito bem vinda. O verão continua sendo escaldante e o inverno bem frio com possibilidade de neve nos picos das mais altas montanhas, mas felizmente o rio Jordão garante boas colheitas capazes de manter a população satisfeita.

A História

O destino do povo de Israel era desaparecer em meio aos maus-tratos e ao esquecimento de sua cultura por razão da escravidão que o Império Egípcio impunha sobre eles. No entanto, um homem mudou essa história. O profeta Moisés, que foi criado como um egípcio, com acesso a melhor educação que o palácio do faraó poderia lhe dar, descobriu que seus pais eram israelitas. Ele coletou a história de seus antepassados e retomou as suas raízes. Ele se ajoelhou diante do Deus Único e aceitou que todos os outros deuses eram falsos. Ele então retornou ao palácio do faraó não mais como um egípcio, mas como um filho de Israel para demandar a libertação do Povo Escolhido.

O faraó não aceitou as demandas e ameaças do profeta do Povo Escolhido. Ele rejeitou qualquer negociação. No entanto, dez terríveis pragas caíram sobre o Egito até que as demandas fossem aceitas. O faraó não encontrou uma alternativa além de aceitar a libertação do povo de Israel para acabar com a maldição lançada por Moisés. Depois, convencido do contrário por seus conselheiros a avançar contra os israelitas fugitivos, uma onde gigante vindo do mares próximos caiu sobre seus exércitos e os engolfou para a morte. O povo de Israel conseguiu assim retornar para sua terra natal, a mesma que Deus prometeu ao patriarca Abraão conforme os escritos descobertos e revelados pelo profeta Moisés.

James Tissot 1836-1902)

As Tribos

O profeta Moisés não conseguiu colocar os pés na Terra Prometida. Ele morreu a contemplando ao longe sobre as montanhas ao fim de sua longa vida. Ele confiou ao seu melhor discípulo Josué a missão de reconquistar a terra que estava dominada por povos ignorantes, que entregavam seus corpos em orgias e sacrificavam crianças para os falsos deuses. A disputas por aquelas terras foi árdua, mas, com a graça do Deus verdadeiro, eles reconquistaram a sua terra natal e massacraram todos que se opuseram contra eles.

O líder Josué dividiu a Terra Prometida entre as doze tribos de Israel que remontavam aos seus antepassados de antes da sua vinda no Egito. Ele montou um templo dedicado ao Deus Único na cidade de Siló, onde colocou as leis de Deus reveladas pelo profeta Moisés que hoje são guardadas pelos profetas levitas. As principais cidades que governam essas doz tribos são:

  1. Siló, a cidade da tribo profeta de Levi;
  2. Bersebá, a principal cidade da tribo de Simeão;
  3. Siquém, a principal cidade da tribo d Efraim;
  4. Samaria, a principal cidade da tribo de Manassés;
  5. Sucote, a principal cidade da tribo de Gade;
  6. Hesbon, a principal cidade da tribo de Rubens;
  7. Zebulão, a principal cidade da tribo de Zebulão;
  8. Megido, a principal cidade da tribo de Issacar;
  9. Hazor, a principal cidade da tribo de Naftali;
  10. Benjamin, a principal cidade da tribo de Gibeá;
  11. Belém, a principal cidade da tribo de Judá;
  12. Joppa, a principal cidade da tribo de Dan;
  13. Tiro, a principal cidade da tribo de Aser.

James Tissot 1836-1902

A Política

Não há qualquer organização política entre as doze tribos de Israel. Cada tribo escolhe um líder, a quem chamam de “Juiz”, e este decide sobre todas as disputas. Não há uma aliança formada; não há qualquer jurisprudência; nem há um objetivo conjunto; ou mesmo um senso comum de decisão. Cada tribo faz aquilo que é certo aos seus próprios olhos. A única razão pela qual essas tribos não se destroem entre si em disputas e guerras decorre do passado comum que lhes foi legado pelo profeta Moisés.

Há momentos em que as tribos se reúnem contra um inimigo comum como ocorreu na guerra contra a cidade de Hazor por ordem da profetisa Débora ou contra os invasores Amalequitas pelo líder gideão. No entanto, essas alianças logo se desfazem e o povo retorna seus próprios problemas e inimigos locais. A situação está se tornando preocupante para os sacerdotes do Deus únicos que descendem da tribo de Levi. A Lei de Deus que foi revelada pelo grande profeta é constantemente desrespeitada. Assim, eles sentem a necessidade de um governo central que imponha a vontade divina e dê orientação ao povo escolhido.

 

As Leis

James Tissot (1836–1902)

O grande profeta Moisés recebeu no monte Sinai as tábuas com os mandamentos de Deus. São seiscentas e treze leis que não permitem margem para interpretação, apenas para comentário e discussão para situações específicas. Elas regem tudo desde a forma como os sacrifícios animais devem ser oferecidos no templo até como conduzir as situações de divórcio e infidelidade; desde as regras para o casamento até como comemorar os feriados sagrados; desde como os profetas devem celebrar seus rituais até as punições para os crimes do dia-a-dia. Essas leis estão escritas em tábuas de pedras que foram colocadas dentro de um baú, chamado a “Arca da Aliança”, que foi construído e ornamentado sob orientação direta do profeta Moisés. Hoje a Arca está guardada no templo da cidade de Siló.

Infelizmente, por mais claras que as leis sejam apresentadas nos livros sagrados, a autonomia dos juízes permite que eles decidam conforme sua conveniência e opinião. É comum que ocorram decisões totalmente discrepantes para um mesmo crime dependendo do território onde o acusado esteja ou conforme qual pessoa esteja ocupando uma mesma cadeira de juiz durante o julgamento. A situação está tão descontrolada que muitos clamam a justiça de Deus mesmo quando claramente a estão transgredindo.

Os profetas da tribo de Levi já lamentam que o Povo Escolhido nem sequer consegue reconhecer o próprio Deus que os libertou do Egito. O exemplo mais evidente disso foi o repugnante ato do juiz Jefté da tribo de Gade que ofereceu o sacrifício humano de sua própria filha no desejo de agradar o Deus Único quando isso é considerado uma abominação pelas escrituras, mostrando que ele não tem a menor noção das leis de Deus e nem sabe mais diferenciar o Deus verdadeiro dos falsos deuses que requerem rituais tão bárbaros e selvagens.

A Economia

James Tissot (1836–1902)

Os israelitas sempre foram conhecidos por serem um povo andarilho desde os tempos de seus patriarcas Abraão, Isaque e Jacó que nunca tiveram residência permanente até os percalços da entrada e da saída do Egito. Os próprios egípcios os chamavam pejorativamente de “Hebreus”, que pode ser traduzidos como nômades ou mesmo como vagabundos. Até hoje, essa característica marca a economia do povo de Israel mesmo após séculos de vida fixada na Terra Prometida. Assim, o pastoreio de cabras e ovelhas sempre foi e continua sendo sua maior atividade econômica, pois em caso urgência eles parecem simplesmente prontos para partir da terra a qualquer momento levando consigo seu rebanho.

As margens do Rio Jordão são propícias para a agricultura, em especial, nas terras próximas a cidade de Jazrael no vale do monte Megido. É comum encontrar israelitas que plantam trigo para a produção do pão de cada dia, sendo este o alimento que melhor simboliza a comida israelita. Também são comuns a plantação de hortaliças, coleta de frutas e produção de óleo de oliva, mas a importância para a agricultura é mínima. Os israelitas parecem a tratar como uma atividade secundária ou mesmo inferior. As próprias leis reveladas por Moisés dificultam o crescimento dela, pois obrigam que após seis anos de plantio, o sétimo ano deve se deixado para o descanso do solo mesmo quando não é necessário. Talvez, por isso, eles não alcancem os mesmos patamares de produção que existe no Egito ou na Mesopotâmia, muitas vezes, tendo que importar o alimento de lá em muitas ocasiões, junto com a pimenta e as especiarias que são comuns de serem compradas de mercadores.

A atividade pecuária continua sendo o ponto mais forte da economia israelita. Essa atividade é impulsionada pela lei de Moisés que traz regras sobre como cortar a carne animal de forma ritualística para consumo. Como as outras nações desconhecem, menosprezam e até ridicularizam essas leis, praticamente toda o consumo interno da carne em Canaã tem origem local. A exportação dessa mesma carne para outros países tem se mostrado um excelente fonte de riqueza. Outras atividades comuns são a pesca nas áreas litorâneas e no rio Jordão. Embarcações pequenas a vela são utilizadas todos os dias para jogar redes ao mar e traze-las cheias de peixes. A coleta de sal, do Mar Morto e outros locais, com função de conservar a carne é algo grande valia e tem feitos muitos homens ricos em suas margens.

James Tissot (1836-1902)

A Sociedade

O povo de Israel é diferente de todos os povos. Os egípcios podem ser considerados fechados; os helenos, muito abertos; os minoanos, muito sensíveis; e os asiáticos, muito violentos; mas ninguém pode negar que os israelitas são o povo mais orgulhoso. Eles exaltam a ideia de que possuem o único Deus verdadeiro, o absoluto senso de moralidade e uma identidade cultural própria como o Povo Escolhido. Esse sentimento afasta os outros povos, que se sentem desrespeitados ao serem chamados de seguidores de falsos deuses ou povos imorais através da designação “gentio” ou “pagão”.

A Lei de Deus, revelada por Moisés, acentua esse isolamento. As escrituras proíbem os israelitas de comerem nas mesmas mesas dos pagão, pois estes não preparam a carne como descrito na lei. Elas também condenam o casamento estrangeiros pela preocupação de que seguidores de falsos deuses possam desvirtuar um noivo ou uma noiva do caminho de Deus. Elas também proíbem seus seguidores de se ajoelhar ou prestar qualquer honra a outros deuses, homens, estátuas ou símbolos estrangeiros mesmo que seja por questões diplomáticas ou por alguma formalidade, sendo este o maior de todos os pecados como descrito já primeiro mandamento da Lei de Deus.

Embora o povo de Israel tenha uma atitude de superioridade espiritual e moral em relação aos outros povos, eles possuem um grande senso de igualdade entre aqueles que possuem a mesma crença no deus verdadeiro. Ninguém é superior aos olhos de Deus e todos são passíveis de perdão pelo Senhor. Por isso, uma série de regras proíbem a escravidão e a cobrança de juros entre os membros das doze tribos de sua sociedade. Essas atividades ainda podem ser utilizada para pessoas estrangeiras, com alguns israelitas sendo donos de servos e escravos, principalmente, prisioneiros de guerra, mas entre seus próprios membros a sociedade israelita é igualitária e cheia de oportunidades.

James Tissot (1836–1902)

A População

A cotidiano da população é regido pelas escrituras em todos os seus níveis. No modo de se vestir, elas descrevem como o povo de Israel deve evitar símbolos da vaidades. As mulheres devem cobrir suas cabeças com véus para não mostrar seus cabelos e os homens não devem usar adornos que demostrem riqueza. As vestimentas são geralmente de lã retirada das ovelhas ou do linho retirado da colheita. No entanto, a segregação típica dos israelitas é representado nas roupas, pois esses dois tipos de tecido nunca podem ser combinados numa mesma costura.

O povo de Israel veste túnicas que cobrem todo o corpo, mas alguns acessórios são obrigatórios de forma que um israelita pode ser facilmente reconhecido numa multidão. Um tecido franjeado chamado “Talit” deve ser colocado ao redor do pescoço e sobre os ombros como um xale no momento das orações. Há também o “Tefilin”, que são amarras de couro para serem colocados em volta do braços onde caixas possuem a inscrição: “Escuta, ó Israel, o Eterno é nosso Deus, o Eterno é Único!”. Por último, há a recomendação de não andar mais de sete passos com a cabeça descoberta, pois a Presença Divina paira sempre sobre ela, assim, o acessório chamado “Kipá”, que é uma cobertura sobre a parte posterior da cabeça onde está a calva, é muito usado como um sinal de reverência a Deus.

Se o primeiro mandamento é honrar apenas a Deus, o segundo está na obrigação de manter um dia na semana completamente dedicado a reflexão pessoal e a reverência a Deus. Esse dia é conhecido como o “Sábado” na qual nenhuma atividade física pode ser realizada, nem carregar objetos na mão, subir uma escada ou mesmo escrever  Esse mandamento é simplesmente estranho aos olhos dos outros povos. Não raro é confundido com preguiça. A única exceção para regra está em situações cuja sua vida ou de outro ser vivo esteja em risco.

James Tissot (1836–1902)

O Sexo

A Lei de Moisés dita as regras da sociedade. Todo o povo deve assim obedecer padrões morais muito rígidos que ensinam a não realizar o sexo antes do casamento; condenar o homossexualismo; proibir uniões incestuosas; e valorizar a monogamia. Na maioria dos casos, o casamento de dois jovens é decidido pelos pais, sem uma consulta prévia a ambos, e, mesmo quando os noivos tem escolha na decisão, a primeira preocupação deles é saber o que os parentes pensam da união. Espera-se também que os noivos só venham a se amar após consumar o casamento, pois o amor é visto como uma questão de decisão pessoal, não como um sentimento.

As leis das escrituras sagradas evidenciam o pai como uma figura de autoridade na casa. Na verdade, a palavra “se casar” possui a mesma raiz de “se tornar mestre” no idioma israelita; sendo o dever da esposa se referir ao marido como seu mestre. Os divórcios estão previstos nas escrituras com leis específicas, mas só são permitidos por solicitação do marido ou, pelo menos, com seu consentimento. Não raro, mulheres podem ser condenadas em adultério por fugirem de maridos abusivos e buscarem novos parceiro, sendo o adultério punido com a morte da infiel e do seu amante.

A prostituição é extremamente condenada. Ela é vista como uma forma de adoração a falsos deuses, pois a luxúria e a ganância são os principais caminhos para se abandonar o Deus verdadeiro. Um provérbio israelita conta que “os lábios da mulher licenciosa destilam mel e a sua boca é mais macia que azeite; mas o seu fim é amargo como o absinto e agudo como a espada de dois gumes”. Não é raro encontrar propriedades destruídas e mulheres são apedrejadas sob essa acusação. Da mesma forma, o homossexualismo é considerado um pecado grave que deve ser imediatamente punido com a morte, sendo os israelitas os mais severos contra essa prática dentre todos os povos do mundo.

James Tissot (1836–1902)

As Celebrações

O Sábado não é um festival em si, mas uma ordem de Deus. Ele disse ao seu povo: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou”. Essa é uma das instituições mais fortes do povo de Israel e um dos dez mandamento principais de Deus, que não pode ser negado em nenhum momento.

O sacrifício de animais é tão importante para o povo de Israel que, das seiscentos e treze leis de Moisés, cem delas são referentes a essa prática. Todo sacrifício só pode ser realizado por um sacerdote treinado para realizar um corte limpo no pescoço de um animal puro, geralmente aves, ovelhas ou bovinos, na qual todo o seu sangue se derrama no altar. O sacrifício são de dois tipos: 1) o Sacrifício de Agradecimento (“Shelamin”), cuja morte do animal simboliza a lembrança de que todo sucesso alcançado pertence a Deus, e 2) o Sacrifício de Perdão (“Chatot”), cuja morte do animal é uma lembrança ao transgressor de que todo pecado causa sofrimento. Após o sacrifício, a gordura do animal é queimada e sua carne serve para alimentar os pobres ou manter o templo. Só em casos especiais, quando o sacerdote julgar necessário, a carne do animal pode ser totalmente incinerada no ritual chamado “Holocausto”.

James Tissot (1836–1902)

Os festivais são períodos que lembram o povo de Israel da sua história. As escrituras sagradas comanda três festivais principais que são: 1) Festa da Libertação (“Páscoa”), uma semana de celebração com pães não-fermentados para lembrar libertação do Egito por Moisés quando se saiu às pressas sem tempo de fermentar o pão; 2) Festa das Tendas (“Sucot”), uma semana em que se dorme em tendas para lembrar a travessia no deserto quando não se tinha terra própria onde dormir; 3) Festa da Colheita (“Shavout”), é o período para agradecer a conquista da Terra Prometida durante o tempo colheita dos cereais que essa terra fornece. Outras pequenas comemorações também ocorrem em cada primeira Lua Nova (“Rosh Chodesh”), que marca o início de cada mês no calendário israelita, e no dia do Ano-Novo (“Rosh Hashanah”), que é um momento de introspecção para comemorar a entrega da alma ao primeiro ser humano.

Todos os anos também é celebrado o Dia do Perdão Eterno (“Yom Kipur”) que ocorre na cidade de Siló, onde está a Arca da Aliança. São escolhidos dois cordeirinhos que representam o caminho de Deus e o caminho do pecado. Ao longo do dia anterior, toda população sadia e adulta deve infligir em si mesma várias restrições ao corpo incluem abster-se de qualquer água, comida, relações sexuais e limpeza corporal. Enfim, no dia da celebração, uma lista de pecados humanos é proferida em voz alta para os quais é solicitado o perdão. Em seguida, o primeiro cordeiro é oferecido a Deus para expiar os pecados cometidos por Israel e lembrar que o caminho de Deus leva aos Céus. Mais tarde, o outro cordeiro, que carrega o pecado da população e o nome de demônios que se opõem ao divino, é lançado fora da cidade, rumo ao deserto, o que representa uma existência árdua no mundo terreno.

Os Exércitos

O povo de Israel não possui uma organização militar, nem exército unificado. As doze tribos possuem homens conscritos na população que podem ser convocados pelo seu líder em momentos de necessidade. O chamado de um Juiz faz cada israelita preparar usa própria armadura e buscar sua própria arma para lutar. Geralmente, essas armaduras são de linho ou de couro enquanto as armas mais comuns são as lanças e espadas curtas. O número de guerreiros no exército israelita é assim sempre imprevisível a cada chamado, pois não há pagamento aos soldados além de uma parte da pilhagem. Vale muito mais a consciência de cada habitante e a influência de seu líder quando ocorre o chamado para a guerra.

Felizmente, o legado de Moisés unificou o povo numa identidade comum e no amor por essa terra que Deus lhes entregou. Essa identidade geográfica e cultural faz de Israel um povo sem interesse pelo expansionismo. Não há um desejo de se expandir para outras nações. No entanto, se um inimigo surge dentro das fronteiras da sua amada Terra, conclamando para si um pedaço dela, mesmo que numa tribo distante, eles sentem um fervor sobrenatural para a proteger. Mais que isso, eles lutam com todas as forças de sua alma em defesa de seu Deus. Esse dever cultural explicar suas vitórias contra o inimigo de Hazor quando houve o chamado da profetisa Débora e contra os invasores Amalequitas quando houve o chamado de Gideão.

James Tissot (1836–1902)

 

 

    •  

1ª. Geração:

    • Os profetas afirmaram que os tremores de terra na Ásia eram realmente os passos dos deuses abandonando sua cidade principal. As divindades tomaram nova residência na cidade de Hattusa, que foi abençoada no seu “Saque à Babilônia”. Esse foi o começo do domínio Hitita na região.
    • A devastadora onda gigante que destruiu as terras do Hélade recuou de volta ao mar. A embarcação do sobrevivente Deucalião tocou a terra firme do monte Parnasso. Os seus descendentes e os povos aquáticos começaram a se reunir nas ruínas das antigas cidades para recomeçar suas povoações.
    • O sangue nas águas e a grande nuvem de escuridão que assolou o rio Nilo se dissipa após a fuga dos seus escravos israelitas da região. Começa o período mais obscuro da história egípcia quando um exército estrangeiro chamado de Hicsos aproveita o caos para invadir suas terras.

2ª Geração

    • Desde que foram perseguidos pelo faraó do Egito e após vagar por décadas, o povo de Israel finalmente chega à terra prometida pelo Deus Único. O líder militar Josué começa a “Conquista de Canaã” para livrar esse território da crença em falsos deuses que dominaram a região.
    • As primeiras cidades do Hélade são fundadas sobre a devastação das ondas gigantes. A primeira delas é a cidade de Argo, fundada por Foroneu, filho do oceanida Ínaco, que logo se tornará o centro urbano mais importante da região.

3ª Geração

    • As terras de Canaã são divididas entre as doze tribos de Israel após a vitória de Josué contra os povos dos falsos deuses. Um Juiz é designado para cada região com o objetivo de manter a ordem. A Arca da Aliança, onde está contida as leis do Grande Profeta, é levada ao monte Siló onde um templo é erguido em homenagem ao Deus Único.

4ª Geração

    • Ocorre no Egito a “Grande Batalha” que encerrou muitas décadas de uma guerra ferrenha que envolveu homens e deuses no rio Nilo. O fim foi determinado pela vitória do faraó Amósis que expulsou os invasores Hicsos e iniciou uma nova dinastia.

6ª Geração

    • O Egito retoma enfim suas glórias passadas com a campanha expansionista do faraó Tutmés. O império do Rio Nilo volta a se tornar uma potência militar com seu domínio sobre as terras de Canaã e da Núbia, assim como inicia tratados comerciais com todos os povos do mundo.

7ª Geração

    • A princesa Io da cidade de Argo é levada como gado para longe de sua terra natal no Hélade por mercadores escravistas. Ela chega até o Egito onde recebe o nome de Iset e se torna a segunda esposa do faraó Telégono, conhecido entre os egípcios pelo nome Tutmés II. Ambos Iset e Tutmés tiveram juntos o filho chamado Épafo.

8ª Geração

    • O príncipe Épafo se torna o rei do Egito em razão do seu pai Tutmés II não produzir filhos com sua primeira esposa. O jovem toma para si o nome do seu pai e se torna o novo faraó Tutmés III.

9ª Geração

    • O faraó Amenófis começa uma perseguição ao irmão Dánao que foge do Egito até a cidade de sua antepassada Io (Iset). Ele é muito bem recebido na cidade de Argo pelo rei Pelasgo, que lhe concede asilo. O rei Pelasgo de Argo, por não possuir herdeiros e agradecido pelas avançadas técnicas de irrigação trazidas do Egito, escolhe o asilado Dánao como seu sucessor.
    • Após séculos de abandono desde que a cidade de Atlântida afundou no mar da Talassa e as cidades insulares foram engolfadas pelas ondas gigantes, a cidade de Cnosso é fundada na ilha de Creta por imigrantes oriundos do Hélade.

10ª Geração

    • A princesa Europa das terras de Canaã é raptada no seu palácio real. Ela é levada à ilha de Creta onde se casa com o líder local Astério. Ela se torna a primeira sumo-sacerdotisa do culto à Deusa-Mãe na região. Ninguém poderia imaginar que esse seria o início de um grande império comercial que dominaria os sete mares da Talassa.

11ª Geração

    • Ocorre nas terras do Hélade a “Guerra dos Gêmeos” entre os descendentes de Dánao pelo trono da cidade de Argo. O vitorioso desse conflito é o rei Acrísio, que se torna infame por arremessar sua filha Danaã ao mar para evitar uma terrível profecia.

12ª Geração

    • O herói Perseu, filho da princesa Danaã que sobreviveu após ser jogada ao mar, causa a morte do seu avô Acrísio num trágico acidente. Perseu se nega a assumir o trono de Argo por vergonha e deixa a cidade em autoexílio. Ele funda a cidade de Micenas que em pouco tempo se torna extremamente influente e poderosa.
    • A antiga cultura canaanita que fora exterminada pelo líder Josué séculos antes ressurge começa a infectar os povos israelitas com suas crenças idólatras e seus sacrifícios humanos. O rei Jabim da cidade de Hazor se tornou o grande defensor do retorno às origens canaanitas ao reunir um exército transformou as doze tribos em seus vassalos.
    • O faraó herético Aquenáton desafia os próprios deuses ao proclamar o culto ao Deus Único como a verdadeira e única religião no Egito. O reinado do faraó herético dura dezessete anos até a sua morte. A conspiração dos antigos sacerdotes para o retorno dos deuses começa antes mesmo do faraó ser enterrado.

13ª Geração

    • A viúva do faraó Aquenáton se vê cercada por inimigos e negocia uma aliança através de um casamento com o filho do imperador hitita que domina a Ásia. No entanto, a conspiração assassina o noivo estrangeiro e aprisiona a rainha herética. O novo faraó Horemheb sobe ao trono egípcio e risca o nome do faraó herético e de sua família de blasfemadores de todos os registros históricos.
    • A profetisa Débora clama todas as tribos de Israel para lutar contra os seus opressores canaanitas liderados pelo rei Jabim da cidade de Hazor. Um exército de dez mil homens se formou sob a liderança da profetisa e do general Baraque. Na batalha do monte Tabor, todo exército opressor caiu ao fio da espada israelita. A vitória fez surgir os primeiros profetas a defender uma união entre as doze tribos israelitas sob o comando de um único monarca.
    • O rei Perseu é morto por uma terrível conspiração e seu espírito ascende aos céus na constelação que recebe o seu nome. O herói é vingado por seu filho Eléctrio que assume o trono de Micenas e se torna o representante dos povos do Hélade que passam a chamar a si mesmos de filhos de “Danaã”.

14ª Geração

    • O rei Eléctrio firma a aliança dentre as cidades de Danaã quando um exército invasor desembarca nas terras do Hélade. Este exército invasor é liderado pelo rei Minos de Creta, que declara guerra contra a cidade de Atenas por motivos mesquinhos. Surpreso com tal aliança, o líder militar Minos aceita uma solução diplomática e a guerra é evitada em troca do envio de sacrifícios humanos pela cidade de Atenas a cada nove anos para a ilha de Creta.
    • O novo faraó Ramsés ascende ao trono egípcio e, em busca de glória, decide acabar com seus seculares inimigos hititas com quem os egípcios estão em guerra desde os tempos do faraó Horemheb.

15ª Geração

    • O Egito, após derrotado na batalha de Kadesh contra os hititas, aceita a paz proposta pelos reis-irmãos de Hattusa. Todos entendem que essa guerra já custou caro demais a ambos os lados. O faraó Ramsés se compromete a assinar o “Tratado da Eterna Paz” que será selado através de seu casamento com a princesa hitita Maathor-Nerferure.
    • A Ásia está em seu momento de maior tensão com o império de Hattusa em frangalhos após a guerra contra o Egito. Os exércitos da Assíria se expandem ao leste enquanto as cidades a oeste se revoltam contra seu controle. Um grupo de aventureiros helênicos chamados de Argonautas assediam seus vassalos ao norte enquanto refugiados famintos abandonam suas terras ao sul.
    • A Europa é uma terra selvagem e atrasada que, embora seja conhecida há séculos, nunca houve o desejo de explorá-la. Essa situação mudou com as recentes explorações por colonizadores cretenses na Sicília, por piratas helenos na Crotônia e por refugiados asiáticos na Tirrênia.
    • O Hélade aceita o perdão que o líder Euristeu concedeu ao poderoso Héracles, que é descendente direto do rei Perseu e cometeu o terrível crime ao assassinar a própria esposa e filhos. Ele não será condenado à morte, mas antes deverá usar sua força sobre-humana para livrar o Hélade de suas mais terríveis pragas.
    • A Creta se prepara para receber as novas oferendas humanas que suas colônias helênicas são obrigadas a enviar a cada nove anos. O ritual de sacrifício desta terceira vez contará com o príncipe ateniense chamado Teseu, que se voluntariou para enfrentar o Minotauro até a morte.
    • O principal candidato a monarca de uma Israel unificada, o líder Gideão, que derrotou os invasores Amalaquitas, enfurece a classe sacerdotal ao clamar todo o poder militar e sacerdotal para si. Anunciaram que ele próprio se tornou um ídolo detestável aos olhos do senhor. Começam a se espalhar os rumores de uma revelação ao profeta Samuel para o trono da sonhada Israel unificada.

Samuel

O Profeta Viajante

James Tissot (1836-1902)

O profeta Samuel nasceu de uma graça de Deus sobre a sua mãe Ana, que até aquele momento se mostrava estéril. Ela então prometeu que dedicaria seu filho a Deus e ao ensino fornecido profeta Eli. E assim aconteceu com Samuel se tornando proeminente entre os sacerdotes de Siló. Anos depois, ele cuidava do sacerdote Eli, já velho e obscuro da visão, cujos filhos são infames por serem avarentos e arrogantes. Nesse dia, Samuel escutou o Deus único e eterno lhe chamar: “Samuel! Samuel! A casa de Eli perdeu o seu favor comigo. Tu serás o meu servo agora!”.

O jovem profeta nem conseguiu acredita no que escutara, mas recebeu também a benção de Eli para continuar. Desde então, Samuel abandonou as terras de Siló onde recebeu sua educação sacerdotal e passou a peregrinar por várias cidades de Israel. Certo dia, o profeta Samuel conheceu o guerreiro Saul que o consultava por orientação em problemas banais, mas Samuel havia escutado que o mais humilde todos os homens de Israel deveria ser o próximo rei do Povo Escolhido. A forma como Saul se postou e realizou os sacrifícios ao bom Deus fizeram o profeta lhe ungir e lhe coroar como o rei de Israel. Trovões e chuvas impressionaram os presentes como demonstração do poder do profeta; com o próprio Samuel transformando a ocasião num sermão para a obediência a Deus.

 

Saul

O Escolhido para o Trono

Guercino (1591–1666)

O líder Saul é um guerreiro alto e forte. Ele é filho de um homem rico da cidade de Gibeá chamado Quis que pertenceu ao clã benjamita de Matrite. Quando jovem, o pai enviou Saul junto com um servo para procurar alguns burros perdidos. Saindo de sua casa, eles finalmente chegaram ao distrito de Zufe quando Saul sugeriu abandonar a busca. O servo de Saul lhe disse estavam perto da cidade de Ramá, onde o famoso profeta chamado Samuel pregava. O profeta ofereceu hospitalidade a Saul e mais tarde o ungiu em particular lhe revelando a profecia que um dia Saul seria o rei de toda a Israel.

Esses eventos ocorreram há muitos anos atrás. A revelação do profeta sempre guiou as decisões de Saul e hoje ele conseguiu se tornar líder da tribo de Benjamin. Recentemente, visto a situação caótica do reino de Israel todos os juízes das doze tribos foram chamados para a escolha desse monarca que reinará sobre todas as tribos. Tudo indica que a história contada por Saul pode se tornar real.

 

Arsay e Pidray

As Gêmeas da Luz e das Sombras

George Elgar Hicks(1824–1914)

A rainha Baalat não possui um esposo, mas gerou duas filhas gêmeas chamada Arsay e Pidray. Para os opositores da rainha, as duas princesas são fruto de sua vida lasciva, tão cheia de amantes e orgias, que é impossível distinguir qualquer paternidade. No entanto, a rainha clama que o próprio deus Baal gerou a criança nela.

A princesa Arsay cresceu como a filha de uma divindade. Hoje, é uma mulher jovem e bonita que tomou para si o cargo de sacerdotisa do seu divino pai Baal. Ela rege o templo subterrâneo na cidade de Acre que guarda o caminho às profundezas que levam ao mundo espiritual. Por esse motivo, a princesa também foi elevada a um status divino como a deusa do submundo.

A princesa Pidray possui poderes luminosos que emanam do seu pai Baal. Tão bela e jovem quanto a irmã que possui poderes obscuros, esta princesa também tomou para si o cargo de sacerdotisa do seu divino pai Baal. Ela rege sobre o templo divino na montanha de Hermon que guarda os portões celestiais para o reino paterno nas nuvens. Por esse motivo, a princesa também foi elevada a um status divino como a deusa da luminosidade.

Recentemente, as gêmeas descobriram que a rainha Baalat teve outra filha antes de se tornar rainha. Essa irmã mais velha, chamada Tallay, foi  abandonada para morrer pelos elementos, pois sua mãe ainda não se tornara rainha quando a concebeu e por isso não tinha as condições e a responsabilidade para a criar. No entanto, as gêmeas recentemente tiveram a revelação divina de que esta sua irmã está viva. Elas não sabem como ela sobreviveu ou onde ela está. Só sabem que a visão dela sobre o cume de uma montanha gelada. Agora desejam a todo custo encontrá-la.

 

Sansão

O Juiz em Pecado 

James Tissot (1836–1902)

O jovem Sansão é uma criança cujo nascimento foi marcado por eventos milagrosos. Ele é filho de Manoá que hoje lidera a tribo de Dã e por anos ele tentou gerar um sucessor através de sua esposa. Felizmente, um anjo surgiu diante de sua esposa para anunciar ao casal que eles logo teriam um filho. O anjo também revelou que a criança se tornaria um grande herói que um dia libertaria o povo de Israel da mão de seus dominadores.

O anjo declarou que o filho do casal deveria se dedicar ao Deus único como um bom “Nazireu”, tomando para si um voto para abster-se de bebidas alcoólicas, de não cortar cabelos ou fazer a barba, e de seguir as leis do grande profeta Moisés. Manoá então preparou um sacrifício ao Senhor que foi milagrosamente tragado em chamas, subindo ao céus no fogo. No devido tempo, o filho deles, Sansão, nasceu e ele foi criado de acordo com as instruções do Anjo. No entanto, Manoá está preocupado a criação do filho que parece deslumbrado com um estilo de vida pecaminoso na cidade de Dã. Conta-se que Sansão é constantemente encontrado nos mesmos bares e prostíbulos que são frequentados por marinheiros cretenses.

 

Eli

O Ancião dos Levitas

James Tissot (1836–1902)

O velho Eli é o sumo-sacerdote do Deus-Único e o juiz da tribo de Levi. Ele ministra o Tabernáculo que foi levantado em Siló pelo líder Josué quatrocentos anos atrás. No entanto, o velho Eli possui um grande problema com seus filhos. Ele é pai de dois homens incrédulos, Hofni e Fineias, que receberam responsabilidades no serviço do Tabernáculo, mas se mostraram sem qualquer temor a Deus e sem respeito pelo próprio pai. Ambos transgrediram a Lei de Deus de muitas maneiras. Eles violaram a regulamentação acerca das ofertas e sacrifícios ao Senhor e se apropriam daquilo que era consagrado a Deus. Além disso, eles seduziram as mulheres que se ocupam de forma voluntária ao serviço do Tabernáculo.

A prática pecaminosa e imoral dos filhos de Eli se tornou conhecida por todo o Israel e influencia negativamente o povo. As tentativas de Eli para repreender seus filhos tem se mostrado patéticas. O sumo-sacerdote é sempre lembrado como uma figura trágica que não tem controle sobre sua própria casa. Muitos acreditam que o Deus Único derramará seu juízo sobre à casa de Eli. Por essa razão, o próprio Eli recentemente anunciou que a linhagem sacerdotal em Israel não será mais contada através de sua casa. Ela passou a ser considerada através da descendência de Eleazar, o outro filho de Arão, que coloca o profeta Samuel como próximo da na linha sucessória.