Sucote

A tribo sob controle Amonita

Pietro della Vechia 1603-1678

Governante: Shobi (Samuel 17:27; Crônicas 19))
Território: Tribo de Gade.
Símbolo: a Espada em Ataque.

O patriarca Abraão recebeu a revelação de que existe apenas o Deus único e verdadeiro, que lhe prometeu uma descendência próspera e numerosa. Abraão assim teve doze bisnetos cujos descendentes remontam as doze tribos de Israel que governam a terra de Canaã. O descendente chamado Gade recebeu a profecia de seu pai Jacó: “Você será atacado por um bando de ladrões, mas depois os perseguirá”. Essa profecia se tornou ainda mais verdadeira no tempo recente quando os amonitas invadiras as terras dessa tribo.

Os amonitas avançaram contra as terras de Israel conquistando as cidades da tribo de Rubén que até hoje dominam.  Eles atravessaram o rio Jordão para avançar em seguida sobre a tribo de Gade. Felizmente, um heroico líder surgiu para confrontar os invasores amonitas do Leste. Os guerreiros de Gade são conhecidos como ferozes guerreiros e hábeis nos instrumentos da guerra, mas a liderança sobre os violentas capangas que trouxe consigo se tornou essencial. O inimigo foi expulso das terras da tribo de Gade de uma vez por todas. No entanto, as terras vizinhas de Rubén ainda estão sob o jugo iminente de forma que a guerra continuará.

 

Rehob

Filho de Hanum

 

Belgade

O famoso Belgade possui poderes que afetam a probabilidade a seu favor, fazendo com que coisas improváveis ​, mas não impossíveis, ocorram dentro de sua linha de visão. Ele assim faz com que tenha “boa sorte” e seus oponentes tenham “má sorte”. Esse fenômeno pode ser qualquer coisa, desde uma falha no arco de um inimigo ou escapar de uma chuva de flechas que caem sobre uma cidade. Esses poderes são inconscientes de forma queA extensão total de seus poderes ainda é desconhecida.

Parece até ter sido uma grande sorte a mãe de Belgade escolher esse nome, pois pode ser traduzido como “Senhor da Sorte” (“Baal Gade”) no idioma israelita. A boa ventura sempre foi considerada uma benção divina pelos povos canaanitas de forma que a fama de Belgade se espalha desde Aram até a Arábia. Algumas pessoas já começam a lhe seguir em busca de serem abençoados pela mesma fortuna. Ele, no entanto, prefere viajar sozinhos pelas terras de Canaã para lugares que não o conheçam. Afinal, ele não deseja seguidores. Ele não tem nada para ensinar para as outras pessoas. De qualquer forma, estas continuam a aparecer em seu caminho.

 

Moloque

Estátua de Moloq no Museo nazionale del Cinema.

O demoníaco Moloque é sedento de poder e o busca através de seus seguidores. Todos sabem do poder do sangue para se alcançar grandes poderes sobrenaturais, por isso, todas as religiões requerem sacrifícios animais como combustíveis nas orações. No entanto, mais poderoso que o sangue animal é o sangue humano. E ainda mais poderoso é o sangue de crianças inocentes. É isso que Moloque demanda de seus seguidores.

O culto ao deus Moloque é certamente o mais controverso de toda a Ugarite. Afinal, embora o sacrifício animal seja praticado em praticamente todas as culturas, os sacrifícios de inocentes são sempre considerados crimes. Por exemplo, Zeus condenou exemplarmente Tântalo por esse crime, o Deus único impediu Abraão de fazê-lo e Osíris condena tal prática no Maat. Essa regra é seguida por todas as grandes religiões. Moloque, no entanto, oferece aos seus seguidores grandes poderes e riquezas desde que ele continuem a levar as crianças ao seu altar como oferendas.

Em um macabro ritual, o demoníaco Moloque surge em sua forma flamejante com chifres e presas que consomem a criança oferecida até ela se transformar em cinzas. Enquanto isso, outras crianças são devoradas por seus seguidores num banquete sanguinário digno de uma cena de terror. Por esse motivo, muitos exigem que o rei de Ugarite encerre essa loucura, mas este relata que a tolerância religioso é a maior marca da cidade e sua principal fonte de renda também. Assim, os seguidores de Moloque continuam livres para os realizar suas barbaridades ritualísticas na cidade de Ugarite.