Simeão

A Tribo em Insurreição

James Tissot (1836–1902)

Governante: Suwardata
Território: Tribo de Simeão
Símbolo: Espadas de Violência

O patriarca Abraão recebeu a revelação de que existe apenas o Deus único e verdadeiro, que lhe prometeu uma descendência próspera e numerosa. Abraão assim teve doze bisnetos cujos descendentes remontam as doze tribos de Israel que governam a terra de Canaã. O bisneto chamado Simeão recebeu a profecia do pai Jacó:  “Suas espadas são armas de violência. Que eu não entre no conselho deles, nem participe da sua assembléia, porque em sua ira você matou homens e a bel-prazer aleijou bois, cortando-lhes o tendão”. As palavras de Jacó para estas tribos parecem uma maldição, por isso, não é de se assustar que essas terras estão sob controle direto do Egito.

A principal cidade nas terras de Simeão está em suas bordas com o território egípcio de Retjnu Gate que é governada pelo comandante egípcio chamado de Suwardata que mantém a hegemonia do faraó nessas terras. Este é um rei valente e belicoso que constantemente tem enviado tropas para auxiliar os reis que se mantém fieis ao controle egípcio nessa terra e que honradamente se autodenominam de irmãos. Estes reis irmãos dos egípcios são o próproio Suwardata de Gate, Milquilu de Gaza e Gidia de Asquelón. No entanto, uma cidade chamada de Bersebá tem ganho influência no povo israelita exatamente por pregar a não-obediência ao jugo egípcio. Ela possui um grupo de baderneiros que são chamados pelos egípcios de “Habiru” ou “Hebreus”, que desejam uma monarquia centralizada para toda a Israel.

 

Tagi

O veterano Tagi é certamente o egípcio mais poderoso de toda a terra de Canaã. Ele lidera um grupamento de exércitos do faraó que está assentada nos vales do monte carmelo, entre Gate e Gaza, no lugar chamado Gate-Carmelo (“Gintikirmil”). Ele conseguiu colocar seus familiares em posições de destaques locais como o rei Milquilu de Gaza, que está casado com uma de suas filhas.

O velho Tagi é um dos grandes correspondentes do faraó com quem se relaciona diretamente como seu servo: “Sou Tagi, o vosso fiel servo, que caio aos pés do meu senhor sete vezes e sete vezes”; para relatar os acontecimentos nas terras ao sul de Canaã. Ele se tornou tão importante que possui uma posição de superioridade aos próprios embaixadores egípcios nessa terra como Reanap (em Gate), Yanhamu (em Gaza), Irimayassa (em Ásquelon); Pawura (em Siquém) e Suta (Acre).

James Tissot (1836-1902)

Reanap

Quatrocentos anos atrás, um exército canaanita chamado de Hicsos invadiu as terras do Egito com carruagens de bronze e ferocidade sem igual. Eles dominaram as terras egípcias em nome do deus Baal Hadad, que para os egípcios foi reconhecido como o traiçoeiro deus Seti, por quase um século. A invasão só foi contornada com o nascimento do deus Hórus, que derrotou Baal-Seti na Grande Batalha e trouxe a paz ao Egito. Os egípcios prometeram a si mesmo que nunca mais deixariam algo assim ocorrer. Por esse motivo, eles mantém uma presença ativa nas terras de Canaã.

O diplomata Reanap veio às terras de Canaã sob as ordens do faraó do Egito. Ele deve reportar ao seu soberano sobre possíveis atividades perigosas ao Egito. Afinal, desde a grande batalha que houveram situações as quais foi necessário usar as forças militares para pacificar essa instável região como nos tempos do faraó Tutmés II e Amenófis. Infelizmente, o diplomata vem notando muita agitação entre os povos israelitas com um sentimento popular para um governo central que os governe. Ele tem avisado sobre um grupo de extremista rebeldes que os egípcios chamam de Habiru e que os israelita pronunciam Hebreus.

 

Samuel

James Tissot (1836-1902)

O profeta Samuel nasceu de uma graça de Deus a sua mãe Hana, que até aquele momento se mostrava estéril. Ela então prometeu que dedicaria seu filho a Deus e ao ensino do profeta Eli. E assim aconteceu com Samuel se tornando proeminente entre os sacerdotes de Siló. Anos depois, ele cuidava do sacerdote Eli, já velho e obscuro da visão, cujos filhos são infames por serem avarentos e arrogantes. Nesse dia, Samuel escutou o Deus único e eterno lhe chamar: “Samuel! Samuel! A casa de Eli perdeu o seu favor comigo. Tu serás o meu servo agora!”. O jovem profeta nem conseguiu acredita no que escutara, mas recebeu também a benção de Eli para continuar. Desde então, Samuel abandonou as terras de Siló onde recebeu sua educação sacerdotal e passou a peregrinar por várias cidades de Israel.

Certo dia, o profeta Samuel conheceu o guerreiro Saul que o consultava por orientação em problemas banais, mas Samuel havia escutado que o mais humilde todos os homens de Israel deveria ser o próximo rei do Povo Escolhido. A forma como Saul se postou e realizou os sacrifícios ao bom Deus fizeram o profeta lhe ungir e coroar como o rei de Israel na cidade de Gigal. E assim Saul se tornou o Leão de Deus (“Labaia”). Trovões e chuvas impressionaram os presentes como demonstração do poder do profeta; com o próprio Samuel transformando a ocasião num sermão para a obediência a Deus. No entanto, não muito tempo depois, o rei escolhido Saul iria decepcionar o profeta.

Primeiro, numa ausência de Samuel, o rei Saul realizou uma oferenda em holocausto ao Deus único e eterno sem a devida permissão. Depois, quando Samuel lhe deu a benção numa guerra contra uma invasão Amalequitas, o rei Saul poupou líder dos invasores.  Além disso, o próprio Saul escreveu palavras de servitude ao faraó egípcio na busca de aliados para sua causa, dizendo “Sou Labaia, sou fiel servo do faraó, e caio aos pés do meu senhor sete vezes e sete vezes”. Foi muita desobediência para Samuel suportar. Ele cortou qualquer relação com Saul, clamando que um novo rei deverá ser ungido. Todos os que tomaram o seu partido e fazem oposição a Saul passaram a ser chamados de “Habirus” ou Hebreus; vivendo perseguidos e à margem da sociedade. 

 

 

 

Asima, deusa do destino

Ashima (HebrewאֲשִׁימָאModern: ‘ašima’Tiberian: ‘ašimā’LatinAsima) is an ancient Semitic goddess. Asima was a West Semitic goddess of fate related to the Akkadian goddess Shimti (“fate”), who was a goddess in her own right but also a title of other goddesses such as Damkina and Ishtar. Damkina, for example, was titled banat shimti, “creator of fate”. The name Ashima could be translated as “the name, portion, or lot” depending on context. It is related to the same root as the Arabian qisma and the Turkish kismet.[1] Asima was one of several deities worshipped in the individual cities of Samaria who are mentioned specifically by name in 2 Kings 17:30 in the Hebrew Bible.

Julian Obermann suggests a close association with between the concept of “name” and “fate or purpose” from the West Semitic root “šm” and cites several examples in the Ugaritic text in which the naming of a person or object determines future function which is a familiar theme in many mythologies. Godfrey Rolles Driver translates “šmt” as “charge, duty, function” in his glossary of Ugaritic and links this with the Akkadian “shimtu” which he translates as “appointed lot”. As a personification of fate, Ashima was cognate with the South Semitic goddess Manathu (or Manāt) whose name meant “the measurer, fate, or portion” who was worshiped by the Nabataean peoples of Jordan and other early South Semitic and Arabian peoples. Both names appear in alternate verses in Ugaritic texts. (In the same way, the name of the goddess Asherah appears in alternate verses with Elath to indicate that both names refer to the same goddess).[2] Ashim-Yahu and Ashim-Beth-El are forms of her name and a variant of her name is also attested in the Hebrew temple in Elephantine in Egypt.[3] The divine name or epithet Ashima-Yaho (haShema YHWH) which is attested in the papyri from the Yahweh temple of Elephantine in Egypt has been connected in both theme and structure with a title of Astarte which appears in the Ugaritic texts as Astarte Name-of-Baal (e.g., KTU (“Keilalphabetische Texte aus Ugarit”) 1.16.vi.56).[4]

According to the Talmud, the Ashima idol took the form of a “bald sheep” (possibly a goat or ram), while Rabbi Saadia Gaon explains that it was in the shape of a cat. Interestingly, Rabbi Elias Levita writes that Ashima was a monkey-shaped idol.[5]