Hesbon

A Tribo sob Controle Moabita

Governante: Mesha
Território: Tribo de Rubén
Símbolo: as Águas Turbulentas

O patriarca Abraão recebeu a revelação de que existe apenas o Deus único e verdadeiro, que lhe prometeu uma descendência próspera e numerosa. Abraão assim teve doze bisnetos cujos descendentes remontam as doze tribos de Israel que governam a terra de Canaã. O bisneto chamado Rubén recebeu a profecia do pai Jacó: “Rúben, você é meu primogênito, minha força, o primeiro sinal do meu vigor, superior em honra, superior em poder. Turbulento como as águas, já não será superior, porque você subiu à cama de seu pai, ao meu leito, e o desonrou”.

A tribo de Rubém herdou para si a força e vigor do seu ancestral. Depois que os israelitas deixaram o Egito rumo a Terra prometida, antes tiveram que conquistá-la a força dos povos canaanitas que ali estavam vivendo. A tribo de Rubén foi a que mais prestou serviços nessa guerra e por isso recebeu a primeira das terras conquistadas as quais vivem até hoje. No entanto, assim como a força e vigor são revelado na profecia do patriarca, a tribo parece conviver com a maldição de que sua vida será “turbulenta como as águas” e “já não será superior”. Afinal, já fazem vente anos que eles foram conquistados pelos seus inimigos Moabitas com quem fazem fronteira. Hoje, as terras são governada pelo estrangeiro rei Mesha de Moabe.

Paate

As terras de Moabe estavam sob o controle de Israel há muitos anos. Todos os anos, os moabitas eram obrigados a pagar o tributo de cem mil cordeiros assim como bastante lã equivalente àquela retirada de um igual número de ovelhas. Os reis Davi e Salomão se beneficiaram muito desse pagamento, mas o novo líder moabita chamado Mesha aproveitou o momento de insatisfação popular e o clima de guerra civil entre os israelitas para se rebelar.

O príncipe Paate era o filho primogênito do rei Mesha. Era um belo garotinho de apenas quatro anos de idade cujo monarca de Moabe levou consigo para a guerra de libertação contra Israel. Em certo momento, quando passou grande dificuldade nesse combate. Só os deuses poderiam conseguir sua vitória. Mesha então pegou seu filho Paate sobre as muralhas da sua cidade de Dibon. Ele agarrou a criança pelos cabelos negro e cortou o seu pequeno pescoço como oferenda ao deus Quemós. O sangue inocente que escorreu pelas muralhas de Dibon trouxe grande ira contra Israel de modo que eles se retiraram e voltaram para sua própria terra. E assim Paate morreu e Mesha conseguiu a vitória às custas do seu próprio filho.

Eliseu

O adolescente chamado Eliseu recebeu grande benção do Deus Único. Ele possui dons proféticos de adivinhação e poderes sobre a água. No entanto, muito ele ainda precisa aprender sobre como os utilizar. Felizmente, o profeta mais experiente Elias da vila de Tisbén o tomou como discípulo. Começou a ensinar como manter a lei de Moisés e orar para o Deus Único consegue aumentar suas capacidades.

O jovem profeta era filho de Safat, tendo vivido na vila Abel-Meolá, no vale do Jordão, já próximo do avanço do rei Mesha de Moabe. Não há dúvidas que seus poderes podem o auxiliar nesta guerra. No entanto, o bom Eliseu precisa completar seu treinamento e ordenação ao lado do professor Elias. Assim como sabe que o Deus Único só permitirá a benção de se livrar do inimigo caso os reis de Israel se arrependam de seus pecados e reneguem os falsos deuses.

Liluri e Manuzi

Os cultos canaanitas não acreditam que o todo-poderoso El seja um deus único, mas um deus supremo que criou a humanidade e gerou todo os outros deuses. Ele se casou com a deusa-mãe Aserá com quem teve muitos filhos. O maior desses filhos chama-se Baal Adad, que alcançou a liderança do panteão após derrotar os seus irmãos. Primeiro, ele arremessou Yam ao mar com suas duas poderosas maças chamadas de Yagrush e Yamur. Depois, enfrentou Mot nas profundezas do mundo onde teria sido derrotado caso a deusa-virgem Anat não o tivesse resgatado.

Quando foi derrotado por Mot, as duas maças do deus Baal Hadad caíram em diferentes locais da Terra. Por muito tempo, se acreditou que essas maças haviam se perdido, mas na verdade foram encontradas por um homem chamado Manuzi e uma mulher chamada Liluri. Esses dois empunharam suas armas divinas. As armas lhes concederam a imortalidade e poderes sobre os elementos do clima. Raios, chuva, neve, neblina e ventos são alguns dois poderes que ambos são capaz de realizar. Eventualmente, o destino uniu ambos após viver muitas aventuras separadamente. Manuzi e Liluri se casaram. E hoje vivem a eternidade juntos sobre as montanhas, sendo considerados os deuses do clima do panteão canaanita.

Quemós

O deus Quemós não pertence ao panteão canaanita. Ele é uma divindade estrangeira que foi trazido até estas terras pelos exércitos do rei Mesha dos Moabitas. Este rei avançou e dominou as terras que hoje pertencem a tribo de Rubén na margem oriental do rio Jordão. O deus Quemós é conhecidamente impiedoso e sanguinário. Ele concede grandes benefícios aos seus seguidores em troca de sacrifícios humanos, muitas vezes, de crianças. Por isso, os israelitas o chamam de a “Abominação de Moabe”.

Apesar de nunca pertencer ao panteão canaanita, este deus maléfico conseguiu encontrar sua entrada nele. Os moabitas relatam que o seu deus se tornou o amante da deusa da sexualidade que é conhecida como Ishara entre os canaanitas, mas seu culto se expande por todas as terras da Ásia como Ishtar ou Inana.  O atual rei Mesha de Moab conseguiu sua vitória após sacrificar seu próprio filho recém-nascido para esse deus tão afeito ao sangue humano e aos prazeres da carne. O rei tem em seu peito o símbolo desse deus na forma de uma estrela negra.  Por enquanto, a abominação de Moab reina nessa parte das terras de Israel, mas a tribo de Rubén está disposta a expulsar o seu povo de volta para onde vieram o quanto antes.