Gaza

Tribos sob Domínio Egípcio

Governante: Amun-her-khepheshef

Quatrocentos anos atrás, um exército canaanita chamado de Hicsos invadiu as terras do Egito com carruagens de bronze e ferocidade sem igual. Eles aproveitaram um momento de fraqueza do Egito quando uma revolta de escravos e dez pragas que atingiram o Rio Nilo. Eles atacaram e dominaram as terras egípcias em nome do deus Baal Hadad, que para os egípcios foi reconhecido como o traiçoeiro deus Seti. O Egito esteve sob o jugo deste povo por quase um século. A invasão só foi contornada com o nascimento do deus Hórus, que derrotou Baal-Seti na Grande Batalha e expulsou os invasores. A paz voltou ao Egito, mas os egípcios prometeram a si mesmos que nunca mais deixariam algo assim ocorrer. Por esse motivo, eles mantém uma presença ativa nas terras de Canaã.  

O príncipe guerreiro Amun-her-khepheshef manteve a fronteira contra as forças Hititas ao norte mesmo após o recuo egípcio imposto pela batalha de Kadesh. Ele mantém suas forças na região de Retenu que possui a cidade de Gaza como o principal centro administrativo e esteve em aliança com o rei Salomão até os dias atuais. No entanto, a velhice do rei de Israel e sua impopularidade crescente por causa de impostos exacerbados que aplicou ao povo está criando uma oportunidade perfeita para retomar o fronte de batalha. O seu grande trunfo no fronte de batalha em Canaã está no líder revoltoso Jeroboão. Este foi exilado pelo rei Salomão há muitos anos atrás quando tentou conspirar contra o mesmo. Ele foi condenado a morte, mas fugiu até o Egito para solicitar asilo. Ele esteve vivendo nas terras de Retenu. O plano do príncipe egípcio é invadir as terras de Israel para colocar este líder como um fantoche egípcio no trono israelita.  

 

Irsu

O diplomata Irsu era um dos homens de confiança do rei Salomão, mas que possui forte relações com o faraó do Egito e acabou aceitando o suborno deles.  A verdade é que Irsu só possui lealdade a si próprio. Ele não se importa com o faraó ou com Zimri. O objetivo dele é apenas poder e riqueza. Nesse momento, é bom que esteja ao lado do faraó, mas se tudo mudar ele estará pronto para virar as costas ao Egito ou ao seu próprio povo em Israel.

Só os eventos futuros poderão revelar como o conselheiro irá proceder em suas atitudes. Ele tem conferenciado com o líder revoltoso Jeroboão com muita frequência, pois junto com o príncipe guerreiro Amur-her-khepheshef, filho do faraó, ele planeja um ataque ao Reino de Israel para que este novamente se ajoelhe ao Egito. E claro Iso já tem um plano em caso de vitória para Jeroboão se tornando um porta-voz entre os dois reinos quanto em caso de derrota em que tentará pilhar a maior quantidade de riquezas possíveis

 

Ben Azen

O mercenário Ben Azen nasceu nas terras canaanitas, mas participou das fileiras dos exército hitita durante anos. Ele é um veterano de guerra que lutou na batalha de Kadesh e um grande conhecedor das terras entre os dois impérios. Seus serviços lhe renderam importantes recompensas e títulos entregues pelo próprio Ramsés, incluindo de “portador das libações” do palácio real. Ben Azen está bem integrado à sociedade egípcia apesar de ser facilmente reconhecido como estrangeiro. Afinal, o uso de maquiagem nos olhos e a depilação corporal, tão presentes na população egípcia, são costumes que não conseguiu assimilar. Mesmo as roupas egípcias, tão nuas quando comparadas com as asiáticas, lhe causam estranheza. Além disso, ele não remove sua barba por nenhum dinheiro no mundo. Recentemente, ele recebeu a missão de organizar o transporte e o caminho que trará a princesa hitita até a cidade de Per-Ramsés. Por esse motivo, muitos foram os homens que tentaram suborna-lo para que ele revelasse os mapas e as estratégias desse transporte. No entanto, Ben Azen não falhará na missão que o faraó lhe entregou.

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David Roberts (1796–1864)

Ashahebsed e Amenemope

O grande guerreiro Ashahebsed é o grande companheiro do valoroso espião canaanita Ben Azen. Ambos se conheceram na batalha de Kadesh e hoje são inseparáveis companheiros em armas e juntos alcançaram o título de “Portadores da Libação” no palácio real. Eles agora receberam a missão de escoltar a princesa hitita Maathor-Neferure até a cidade de Per-Ramsés. Hoje, Ashahebsed é um dos principais comandantes do exército egípcio assentado na cidade de Tânis, que ascendeu na carreira militar por seu próprio esforço e hoje realiza a defesa das fronteiras do Leste. O outro grande comandante desta fronteira chama-se Amenemope, que recebeu recentemente um aviso do sumo-sacerdote Meryatum do deus Rá. Este lhe contou da terrível profecia de um povo vindo do mar que atacará as terras do Egito após a morte do faraó Ramsés. A revelação prevê a destruição de dezenas de cidades da Ásia, incluindo os hititas, os troianos, os fenícios e muitos outros. Assim, o Egito precisa estar preparado para não ser mais uma dessas civilizações destruídas. A única forma de impedir isso é certificar que a paz com os hititas seja firmada e que um grupo de heróis esteja pronto para impedir a iminente invasão. Este grupo será composto pelo líder Amenemope, pelo corajoso Ashahebsed, pelo espião Aben Azen, pelo clérigo-guerreiro Anhurmose, pelo príncipe-profeta Meryatum e outros.

 

Hórus

A história do deus-falcão Hórus começa antes do seu nascimento quando seus pais, o casal divino Osíris e Ísis, juntos governavam o Egito. Infelizmente, a inveja fez o trapaceiro deus Set se revoltar contra ambos. O terrível Seti armou uma emboscada contra Osíris e o assassinou. Em seguida, liderou um exército estrangeiro, chamados de Hicsos, que invadiu as terras do Egito e conquistou todas as suas cidades enquanto espalhava os pedaços esquartejados de Osíris ao longo do rio Nilo.

O perigoso Seti governou o Egito por mais de um século a partir da cidade de Avarís, que se tornou a capital do seu império, até que esposa divina Ísis reuniu todos os pedaços esquartejados do esposo Osíris e o mumificou para assim se deitar com seu corpo. Ela assim engravidou do deus-falcão Hórus, que  cresceu e desafiou o deus Seti. A batalha foi ferrenha com a deusa Ísis sendo decapitada e bravo deus Hórus perdendo seu olho, mas no fim os Hicsos foram expulsos e a paz no Egito foi retomada outra vez.

O deus Hórus recebeu a missão de dar o poder absoluto aos faraós do Egito, assumindo assim a função do seu falecido pai Osíris que hoje habita o mundo dos espíritos. No entanto, os homens se rebelaram contra os deuses sob a liderança do faraó Aquenáton. E, apesar de Hórus ter derrotado essa nova rebelião junto com sua amante Harthor, a portadora do Olho de Rá, ele ficou decepcionado com os homens e resolveu abandoná-los. Décadas já se passaram sem que houvesse notícia do poderoso deus-falcão, mas os rumores contam que hoje ele está vivendo isolado no pequeno povoado de Sekhem a oeste da capital egípcia.