Gade

A tribo dos Destemidos

Pietro della Vechia 1603-1678

Governante: Naanás
Território: Tribo de Gade.
Símbolo: a Espada em Ataque.

O patriarca Abraão recebeu a revelação de que existe apenas o Deus único e verdadeiro, que lhe prometeu uma descendência próspera e numerosa. Abraão assim teve doze bisnetos cujos descendentes remontam as doze tribos de Israel que governam a terra de Canaã. O descendente chamado Gade recebeu a profecia de seu pai Jacó: “Você será atacado por um bando de ladrões, mas depois os perseguirá”. Essa profecia se tornou ainda mais verdadeira no tempo recente quando os amonitas invadiras as terras dessa tribo. 

Os amonitas avançaram contra as terras de Israel conquistando as cidades da tribo de Rubén que até hoje dominam.  Eles atravessaram o rio Jordão para avançar em seguida sobre a tribo de Gade. A conquista de ambas as terras da tribo de Rubén e Gade foi alcançada graças a uma aliança entre os povos da terra de Moabe e de Amon. Esses dois povos possuem o mesmo ancestral comum através do homem chamado Ló que, por muito tempo, foi o braço-direito do patriarca israelita Abraão. Esse ancestral Ló se deitou com suas próprias filhas gerando ambos Moab e Ben-Ami que originaram estes povos. O rei Naás dos amonitas participou do ataque contra o povo de Rubén e conquistou todas as cidades israelistas até a margem oriental do rio Jordão na cidade de Jabe-Giliade. 

 

Hanum e Sobi

O rei Naás é conhecido como o mais cruel e impiedoso dos inimigos de Israel, pois, para mostrar a superioridade de suas forças, fez questão de arrancar o olho direito de todos os homens nas cidades que conquistou. As suas forças alcançaram as fronteiras com a tribo de Benjamin onde encontrou o juiz Saul para impedir o seu avanço. No entanto, uma nova ofensiva já está sendo preparada para conquistar ainda mais terras israelitas na qual Naás leva consigo desta vez seus dois filhos: a agressivo Hanum e diplomático Sobi.

 

Jefté

O juiz Jefté foi expulso de sua casa pelo próprio pai Gileade por ser filho de uma mulher canaanita. Ele foi viver na cidade de Tobe realizando serviços levianos. Tudo mudou quando os amonitas entraram em guerra contra os israelitas. O líder Jefté se mostrou valoroso e guerreiro, tendo sua liderança afirmada pelos anciões da tribo. Ele foi escolhido para ser o “Juiz de Gade”. O guerreiro primeiro recusou, pois quando ele fora expulso por seus irmãos de sua própria casa ninguém o ajudou, Ele só aceitou guerrear quando seu pai faleceu no combate contra o inimigo. 

O líder Jefté tentou negociar com o invasor, mas não obteve sucesso. A declaração de guerra foi proferida. Antes de partir para a guerra ele fez ao Deus único e verdadeiro. Ele prometeu: “caso eu retorne vitorioso, prometo oferecer o que tenho de maior valor em sacrifício ao Senhor”. No fim, Jefté retornou vitorioso, mas logo encontrou a sua filha única e virgem. Reconhecendo sua promessa, o Juiz entregou sua filha ao seu Deus em total holocausto. Ele não tinha conhecimento que esse ato é considerado uma abominação intolerável ao Deus único e verdadeiro. Esse juiz tem sido o maior exemplo de que o atual forma de governança política em Israel está falida, pois seus lideres nem mesmo conhecem as leis de Deus.

James Tissot (1836-1902)

Abdão

O guerreiro Abdão lutou ao lado das forças israelitas contra os amonitas ao lestes que conquistaram as terras da tribo de Rubém. Felizmente, não tiveram sucesso nas terras de Gade graças ao valor dos guerreiros dessa tribo e a liderança do líder Jefté. O bom guerreiro Abdão mantém seu braço firme para lutar e se prepara para avançar até a libertação do povo de Rubém.

Infelizmente, algo tem impedido a tribo de Gade de continuar o seu avanço. O crime recente cometido por Jefté mostra total impiedade e falta de conhecimento sobre seu Deus. Ele assassinou a própria filha virgem num sacrifício divino de agradecimento. A grande maioria dos guerreiros não desejar mais lutar ao lado de um pecador como Jefté. Por esse motivo, o bravo Abdão é o mais qualificado em assumir o seu lugar após os desastrosos erros de Jefté.

Belgade

O famoso Belgade possui poderes que afetam a probabilidade a seu favor, fazendo com que coisas improváveis ​, mas não impossíveis, ocorram dentro de sua linha de visão. Ele assim faz com que tenha “boa sorte” e seus oponentes tenham “má sorte”. Esse fenômeno pode ser qualquer coisa, desde uma falha no arco de um inimigo ou escapar de uma chuva de flechas que caem sobre uma cidade. Esses poderes são inconscientes de forma queA extensão total de seus poderes ainda é desconhecida.

Parece até ter sido uma grande sorte a mãe de Belgade escolher esse nome, pois pode ser traduzido como “Senhor da Sorte” (“Baal Gade”) no idioma israelita. A boa ventura sempre foi considerada uma benção divina pelos povos canaanitas de forma que a fama de Belgade se espalha desde Aram até a Arábia. Algumas pessoas já começam a lhe seguir em busca de serem abençoados pela mesma fortuna. Ele, no entanto, prefere viajar sozinhos pelas terras de Canaã para lugares que não o conheçam. Afinal, ele não deseja seguidores. Ele não tem nada para ensinar para as outras pessoas. De qualquer forma, estas continuam a aparecer em seu caminho.

 

 

Moloque

Estátua de Moloq no Museo nazionale del Cinema.

O demoníaco Moloque é sedento de poder e o busca através de seus seguidores. Todos sabem do poder do sangue para se alcançar grandes poderes sobrenaturais, por isso, todas as religiões requerem sacrifícios animais como combustíveis nas orações. No entanto, mais poderoso que o sangue animal é o sangue humano. E ainda mais poderoso é o sangue de crianças inocentes. É isso que Moloque demanda de seus seguidores.

O culto ao deus Moloque é certamente o mais controverso de toda a Ugarite. Afinal, embora o sacrifício animal seja praticado em praticamente todas as culturas, os sacrifícios de inocentes são sempre considerados crimes. Por exemplo, Zeus condenou exemplarmente Tântalo por esse crime, o Deus único impediu Abraão de fazê-lo e Osíris condena tal prática no Maat. Essa regra é seguida por todas as grandes religiões. Moloque, no entanto, oferece aos seus seguidores grandes poderes e riquezas desde que ele continuem a levar as crianças ao seu altar como oferendas.

Em um macabro ritual, o demoníaco Moloque surge em sua forma flamejante com chifres e presas que consomem a criança oferecida até ela se transformar em cinzas. Enquanto isso, outras crianças são devoradas por seus seguidores num banquete sanguinário digno de uma cena de terror. Por esse motivo, muitos exigem que o rei de Ugarite encerre essa loucura, mas este relata que a tolerância religioso é a maior marca da cidade e sua principal fonte de renda também. Assim, os seguidores de Moloque continuam livres para os realizar suas barbaridades ritualísticas na cidade de Ugarite.