Acre

A Tribo entre o Profano

James Tissot (1836–1902)

Governante: Baalat
Território: Tribo de Aser
Símbolo: o Alimento Frutífero

O patriarca Abraão recebeu a revelação de que existe apenas o Deus único e verdadeiro, que lhe prometeu uma descendência próspera e numerosa. Abraão assim teve doze bisnetos cujos descendentes remontam as doze tribos de Israel que governam a terra de Canaã. O bisneto chamado Aser recebeu a profecia do pai Jacó: “A sua terra produzirá bons alimentos, dará alimentos que só reis merecem”. Hoje, a terra de Aser realmente é próspera e frutífera, mas os seus habitantes esqueceram o que foi revelado ao patriarca.

A proximidade da terra com povos tão heréticos como os fenícios em sua fronteira contaminou as crenças da tribo de Aser. Eles aceitam os cultos à vários deuses em especial o culto ao líder do panteão canaanita a que chamam de Baal Adad. A própria governante desta terra tomou o nome para si o título de esposa terrana do deus Baal, chamando a sim mesma de Baalat e clamando seu amor por esta divindade. Ela assim deseja que os seus habitantes a venerem como uma deusa assim como os seus egípcios veneravam os seus faraós. A poderosa Baalat veste uma coroa de plumas e é adepta de comportamentos condenados pelos Deus de Abraão como sacrifícios de crianças e orgias no seu palácio.

 

Arsay e Tallay

A rainha Baalat não possui um esposo, mas gerou duas filhas gêmeas chamada Arsay e Tallay. Para os opositores da rainha, as duas princesas são fruto de sua vida lasciva, tão cheia de amantes e orgias, que é impossível distinguir qualquer paternidade. No entanto, a rainha clama que o próprio deus Baal gerou a criança nela.

A princesa Arsay cresceu como a filha de uma divindade. Hoje, é uma mulher jovem e bonita que tomou para si o cargo de sacerdotisa do seu divino pai Baal. Ela rege o templo subterrâneo na cidade de Acre que guarda o caminho às profundezas que levam ao mundo espiritual. Por esse motivo, a princesa também foi elevada a um status divino como a deusa do submundo.

A princesa Tallay possui poderes luminosos que emanam do seu pai Baal. Tão bela e jovem quanto a irmã Arsay que possui poderes obscuros, esta princesa também tomou para si o cargo de sacerdotisa do seu divino pai Baal. Ela rege sobre o templo divino na montanha de Hermon que guarda os portões celestial para o reino paterno nas nuvens. Por esse motivo, a princesa também foi elevada a um status divino como a deusa da luz.

 

Pidray

Poucos conhecem a filha primogênita da rainha Baalat, pois a rejeitada Pidray nasceu quando não houvera assumido o trono. A rainha era apenas uma adolescente que já mantinha uma vida de muitos parceiros sexuais quando descobriu que estava grávida. A recém-nascida Pidray foi assim abandonada no deserto logo que nasceu. Ela foi deixada para morrer por exposição ao elementos e nunca mais foi vista.

Todos que conhecem essa história acreditam que Pidray está morta há muitos anos. A verdade é que Pidray sobreviveu. Os sacerdotes canaanitas certamente afirmarão que era o esperado para mais uma filha do deus Baal Hadad, como são todas as filhas da rainha Baalat. A princesa abandonada viveu por décadas nas montanhas da região, onde os cumes ficam gelado, e assim desenvolveu dons de controle da neve e do frio. Ela não tem o desejo de buscar o seu passo, mas suas irmãs Arsay e Tallay tiveram a revelação de sua sobrevivência e agora buscam a irmã abandonada.

 

Jeú 

O jovem comandante Jeú, filho de Nimsi, comanda os exércitos da tribo de Aser. Ele é um valente e nobre guerreiro que aceitou a liderança dos soldados na cidade de Acre. Ele ganhou muitas riquezas e se deixou seduzir pelos encantos da rainha Baalit. Por muitos anos, ele acreditou que as orgias e as riquezas eram abençoadas pelos deuses. Eram sinais de sucesso e favor dado pelas divindades. Hoje, ele enxergou a verdade.

O líder Jeú percebeu que o caminho dos falsos deuses só leva a destruição e a solidão. Ele percebeu que afastou todos os que lhe eram importantes para se rodear de pessoas vazias. Graças ao caminho do verdadeiro e único Deus, que lhe foi ensinado pelo viajante Elias, o bom Jeú percebeu que o importante não está no material. Hoje, ele se casou com uma boa mulher que é temente a Deus. Encher seu coração de paz e de graça. Ele prega por toda a tribo de Aser que enfim a cidade de Acre possa ser conquistada para o Deus único e eterno, tanto fisicamente como espiritualmente, como nunca antes o foi.

 

Baal Adad

Os cultos canaanitas não acreditam que o todo-poderoso El seja um deus único, mas um deus supremo que criou a humanidade e gerou todo os outros deuses. Ele se casou com a esposa-divina Aserá com quem teve muitos filhos. O maior desses filhos chama-se Baal Adad, que alcançou a liderança do panteão após derrotar os seus irmãos. Primeiro, ele arremessou Yam ao mar com suas duas poderosas maças chamadas de Yagrush e Yamur. Depois, enfrentou Mot nas profundezas do mundo onde teria sido derrotado caso a deusa-virgem Anat não o tivesse resgatado.

Após, esses eventos, ambos Baal Hadad e Anat se casaram. Hoje, eles governam a criação de seu majestoso palácio no alto do monte Zephom construído pelo deus-ferreiro Kothar, o Sábio. No entanto, os inimigos são muitos. Yam e Mot desejam sua revanche para dominarem o panteão. Felizmente, o deus supremo El escutou o conselho da deusa Shapash, a tocha dos deuses, a mais justa dos panteão, para tomar o lado de Baal Hadad. Hoje, Baal Hadad reina sobre todos os deuses canaanitas, não sem que aja outras oposições como o deus Belzebu que deseja tomar o seu lugar no coração dos homens. No entanto, sua preocupação maior ainda é Mot que se mantém no mundo espiritual, mas pode ressurgir como o Anjo da More a qualquer momento para dia do Juízo Final se o supremo El assim desejar.