Terceiro Testamento

Nicholas Roerich (1874–1947)

I

Livro do Juízo

Capítulo 1: Roma

  1. A cidade da Babilônia era um cálice de ouro nas mãos do Senhor; ela embriagou a terra toda. As nações beberam o seu vinho; e por isso enlouqueceram. Hoje, sua larga muralha está destruída e seus altos portões foram incendiados. [Jeremias 51:7]
  2. As suas imagens foram humilhadas e os seus ídolos se apavoraram. Ela se tornou um amontoado de ruínas, uma habitação de chacais, objeto de pavor e de zombaria, um lugar onde ninguém vive. [Jeremias 51:37]
  3. Mas uma nova Babilônia surgiu. Ela se envolveu com a mulher chamada por seus próprios habitantes de Roma.
  4. Era uma grande prostituta, sentada sobre muita água, com quem os reis da terra se prostituíram. Os habitantes da terra se embriagaram com o vinho de sua prostituição. [Apocalipse 17:1-2]
  5. Era o Reino do Norte que invadiu muitos países com carruagens, cavaleiros e grande frota de navios; e avançou por eles como uma inundação. Também invadiu a Terra Santa. Muitos países caíram, mas Edom, Moabe e os líderes de Amom ficaram livres da sua mão. [Daniel 11:40-42]
  6. O seu poder se estendeu sobre muitas nações. O Egito não escapou, pois a prostituta teve o controle dos tesouros de ouro, de prata e de todas as riquezas do Nilo. Os Líbios e os Núbios a ela se submeteram. [Daniel 11:42-43]
  7. Ela estava montada numa besta vermelha que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. [Apocalipse 13:1]
  8. Era uma Besta aterrorizante, assustadora e muito poderosa. Tinha grandes dentes de ferro, com os quais despedaçava e devorava suas vítimas, e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os animais anteriores. [Daniel 7:7]
  9. A primeira das sete cabeças da Besta foi o primeiro César, que teve sobre o seu chifre a primeira coroa. Ele foi morto pelos seus próprios compatriotas, mas o culto à adoração imperial continuou.
  10. Este ferimento mortal foi totalmente curado. Todo mundo ficou maravilhado e seguiu a Besta. [Apocalipse 13:3]
  11. A segunda cabeça da Besta, o Augusto César, fez todos a adorarem, dizendo: Quem é como a Besta? Quem pode guerrear contra ela? [Apocalipse 13:4]
  12. A Besta fez o cálice da prostituição embriagar até a Terra Santa com os privilégios das leis e um belo templo. E assim cidades cheias de ídolos foram criadas na terra sagrada. Iniquidade e morte se espalharam no interior dos palácios da Judeia.
  13. Surgiu neste tempo no céu um sinal extraordinário: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. [Apocalipse 12:1]
  14. A jovem mulher estava grávida e gritava de dor, pois estava para dar à luz. [Apocalipse 12:2]
  15. Nasceu alguém semelhante a um filho de um homem, vindo como as nuvens dos céus. [Daniel 7:13]
  16. Estava se cumprindo assim as setenta semanas a partir do decreto para restaurar e reconstruir a cidade de Jerusalém. [Daniel 9:24]
  17. Eram os quatrocentos e noventa anos revelados ao profeta Daniel para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. [Daniel 9:24]
  18. Mas a serpente se colocou diante da mulher para devorar o seu filho no momento em que ele nascesse. [Apocalipse 12:3-4]
  19. Desde o decreto que mandou restaurar e reconstruir Jerusalém até a vinda do Ungido, houve sete semanas e mais sessenta e duas semanas para a cidade ser reconstruída com ruas e muros, mesmo em tempos difíceis. [Daniel 9:25]
  20. Infelizmente, a transgressão continuou, o pecado não teve fim, as culpas não foram expiadas, não houve justiça eterna, nem se cumpriu a visão, nem a profecia, nem o santíssimo foi ungido.
  21. A terceira cabeça da Besta, o Tibério César, assim recebeu a autoridade para matar o Ungido; que foi condenado ao sofrimento e à humilhação do castigo da crucificação.
  22. O Ungido foi morto, pois não houve lugar para ele. A cidade e o lugar santo agora deveriam ser destruídos pelo povo do novo governante. [Daniel 9:26]
  23. O filho ressuscitou ao terceiro dia. Cumpriu-se assim a antiga profecia de que rostos brilharão de felicidade, pois neste dia o Ungido terá ressuscitado e a Terra se alegrará. [Enoque 51.5]
  24. Nesse momento, os tronos celestiais foram postos no lugar e o ancião se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono ardia em fogo, e as rodas do trono estavam todas incandescentes. Saía um rio de fogo de diante dele. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dele. O tribunal iniciou o julgamento e os livros foram abertos. [Daniel 7:10]
  25. Com muitos, o Ungido fez uma aliança que durou uma semana após a sua morte e ressurreição. No meio desta última semana ele deu fim ao sacrifício e à oferta.
  26. O Templo de Jerusalém já mão mais cumpriu a sua função. A luz central se apagava sozinha, a fita vermelha permanecia vermelha, e o sorteio para o Senhor sempre aparecia na mão esquerda. Suas portas eram fechadas à noite e pela manhã eram encontradas bem abertas. [Talmude]
  27. Os sacerdotes do templo se perguntaram: ‘Ó Templo, por que você nos assusta?’, pois sentiram que o templo acabaria destruído. [Talmude].
  28. O templo se tornou uma figueira que se via a distância com suas belas folhas, mas não produzia frutos; por isso, foi amaldiçoada pelo Ungido para que suas raízes secassem. [Marcos 11:13-14]
  29. Em quarenta anos, se cumpriria a revelação que o próprio Ungido fez antes de morrer, diante das construções do Templo, quando disse aos seus seguidores: Vocês estão vendo tudo isto? Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas. [Mateus 24:2]
  30. A quarta cabeça da Besta, o Calígula César, trouxe mais imoralidade para o interior da Besta do que qualquer outra cabeça antes dele. A Besta enxergou a sua própria loucura.
  31. A quinta cabeça da Besta, o Claudio César, testemunhou o nome do Ungido se espalhar e a palavra alcançar todas as nações. O evangelho também incomodou a muitos. A Besta expulsou de Roma todos os judeus, que continuamente causavam distúrbios por instigação do nome do Ungido. [Suetônio 25]
  32. Veio então a sexta cabeça, o Nero César, que foi a pior de todas elas.

Capítulo 2: Incêndio

  1. A sexta cabeça da Besta recebeu autoridade para guerrear contra os santos e os derrotar. E assim o fez até que o ancião veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo. [Apocalipse 13:7]
  2. Todos os habitantes da terra adoraram a Besta, a saber, eram todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro desde a criação do mundo. [Apocalipse 13:8]
  3. Nero César preparava banquetes nas praças públicas e usava toda a cidade como sua casa particular. Destes entretenimentos, os mais famosos por sua notória libertinagem foram os fornecidos por Tigelino. [Tácito 37]
  4. Nero, que se poluía com todas as indulgências legais ou ilegais, não omitiu uma única abominação que pudesse aumentar sua depravação. [Tácito 37]
  5. Alguns dias depois ele se rebaixou para se casar com um homem do seu tipo imundo com todas as formas de um casamento regular. O véu de noiva foi colocado sobre o imperador; as pessoas viram as testemunhas da cerimônia, o dote de casamento, o sofá e as tochas nupciais. [Tácito 37]
  6. Ele era uma besta de dois chifres que falava como uma serpente. Realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens. [Apocalipse 13:11]
  7. Seguiu-se um desastre, se foi acidental ou planejado pelo imperador, é incerto, pois os autores deram ambos os relatos. Foi o pior e o mais terrível que já aconteceu a esta cidade pela violência do fogo. [Tácito 38]
  8. Teve seu início no circo que ficava ao lado das colinas Palatino e Célio. Em meio às lojas de mercadorias inflamáveis, o incêndio irrompeu. [Tácito 38]
  9. O fogo se tornou tão violento e tão rápido com o vento que agarrou toda a extensão do circo, pois não havia casas cercadas por alvenaria ou templos murados, ou qualquer outro obstáculo para interpor as chamas. [Tácito 38]
  10. O incêndio em sua fúria percorreu primeiro as partes planas da cidade, depois subiu para as colinas enquanto devastava todos os lugares abaixo delas. [Tácito 38]
  11. Ultrapassou todas as medidas preventivas; tão rápido foi o desastre e tão completamente à sua mercê ficou a cidade com as passagens estreitas e sinuosas e ruas irregulares que caracterizavam a velha Roma. [Tácito 38]
  12. Espalhou por toda parte um boato. No momento em que a cidade estava em chamas, o imperador se apresentou em um palco privado e cantou antigos poemas comparando o infortúnio com as calamidades da antiguidade. [Tácito 39]
  13. Só depois de cinco dias, foi posto fim ao incêndio ao pé do morro Esquilino. Mas antes que as pessoas deixassem de lado seus medos, as chamas voltaram com não menos fúria. Esta segunda vez acometeu especialmente os bairros espaçosos da cidade. [Tácito 40]
  14. Embora houvesse menos perda de vidas, os templos dos deuses e os pórticos que eram dedicados à diversão caíram em uma ruína ainda mais generalizada. [Tácito 40]
  15. Roma, de fato, estava dividida em quatorze distritos, quatro dos quais permaneceram ilesos, três foram nivelados ao solo. Os outros sete restaram apenas algumas relíquias de casas despedaçadas e meio queimadas. [Tácito 40]
  16. Nero César aproveitou a desolação de seu país e ergueu uma mansão sobre os bairros destruídos que foi erguido com joias, ouro e objetos vulgarizados pela extravagância. [Tácito 42]
  17. Ele fez uma imagem em honra da primeira cabeça da Besta que fora ferida pela espada e contudo revivera. Ele falou e fez com que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar sua imagem. [Apocalipse 13:14]
  18. Havia banquetes sagrados e vigílias noturnas celebradas por mulheres casadas. No entanto, todos os seus esforços e propiciações aos seus deuses não baniram a crença de que a conflagração fora o resultado de sua ordem. [Tácito 44]
  19. A Besta então colocou a culpa do desastre nos Santos do Altíssimo. Infligiu as mais requintadas torturas aos seguidores do Ungido. [Tácito 44]
  20. O Ungido tentou preparar os seus discípulos para esse momento de martírio. Falou sobre este tempo em que a espada de seus inimigos cairia sobre eles. Ele disse antes de os enviar a pregar: Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. [Mateus 10-34]
  21. Vim para fazer que o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra. Os inimigos do homem serão os da sua própria família. [Mateus 10:35-36]
  22. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. [Mateus 10:37-39]
  23. Quem encontra a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará. [Mateus 10:40]
  24. Disse mais sobre o monte das Oliveiras quando seus discípulos dirigiram-se a ele em particular e perguntaram: Senhor, quando acontecerão essas coisas? [Mateus 24: 4]
  25. Ele respondeu: Tudo isso será o início das dores. [Mateus 24:8]
  26. Vocês serão entregues para serem perseguidos e condenados à morte. Vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. [Mateus 24:9]
  27. Neste tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. [Mateus 24:10-11]
  28. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. [Mateus 24:12-13]
  29. E o evangelho do Reino dos Céus será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações. Só então virá o fim. [Mateus 24:14]

Capítulo 3: Nero

  1. O Ungido, que sofreu a pena extrema durante o reinado de Tibério César nas mãos do procurador Pôncio Pilato, teve seu evangelho espalhado pelo mundo. E este evangelho irrompeu não apenas na Judeia, mas também por toda a Roma. [Tácito 44]
  2. Nero César recebeu uma boca para falar palavras arrogantes e blasfêmias contra os seguidores do Ungido, e lhe foi dada autoridade para agir contra os santos durante quarenta e dois meses. [Apocalipse 13:5]
  3. Ele abriu a boca para blasfemar contra Deus e amaldiçoar o seu nome e o seu tabernáculo, que são os que habitam no céu. [Apocalipse 13:6]
  4. Primeiro, Nero César ordenou a prisão de todos os que se declararam seguidores do Ungido. Então, após sua mentira, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime que lhes fora falsamente imputado, mas por ódio à sua crença. [Tácito 44]
  5. Uma multidão de seguidores foi castigada. Zombarias de todo tipo foram adicionada às suas mortes. [Tácito 44]
  6. Cobertos com peles de feras, eles foram rasgados por cães e pereceram, ou foram pregados em cruzes. Outros foram condenados às chamas e queimados para servir como parte da iluminação noturna da cidade. [Tácito 44]
  7. Até mesmo naqueles que acreditaram na mentira de Nero César, surgiu um sentimento de compaixão; pois eram penas extremas. Ao que parecia, não eram para o bem público, mas era para saciar a crueldade de um homem que os seguidores de Ungido estavam sendo destruídos. [Tácito 44]
  8. Estavam na cidade duas testemunhas, vestidas em pano de saco, que profetizaram durante os mil duzentos e sessenta dias desses quarenta e dois meses de perseguição. [Apocalipse 11:3]
  9. Os seus nomes eram: Paulo, o pregador aos gentios, e Pedro, o pregador aos judeus.
  10. Estas duas testemunhas eram como as duas oliveiras e os dois candelabros que permaneciam diante do Senhor da terra. Se alguém quisesse lhes causar dano, da boca deles sairia o fogo que devoraria os seus inimigos.[Apocalipse 11:4-5]
  11. Estes homens tinham o poder para fechar o céu, de modo que não choveu durante o tempo em que estiveram profetizando, e tinham poder para transformar a água em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes desejassem. [Apocalipse 11:6]
  12. Quando eles terminaram o seu testemunho, a Besta do Abismo os atacou. Ela os venceu e os matou. [Apocalipse 11:7]
  13. O primeiro foi decapitado por ser cidadão romano e o outro crucificado de cabeça para baixo por não se considerar digno de morrer como o seu senhor. [Eusébio 2.25].
  14. Os seus cadáveres ficarão expostos na rua principal da grande cidade que era como a Sodoma e o Egito, onde também foi crucificado o seu Senhor. [Apocalipse 11:8]
  15. Durante três dias e meio, homens de todos povos, tribos, línguas e nações contemplaram os seus cadáveres e não permitiram que fossem sepultados. [Apocalipse 11:9]
  16. Os habitantes da terra se alegraram por causa deles e festejaram, enviando presentes uns aos outros, pois esses dois profetas haviam atormentado os que habitavam na terra. [Apocalipse 11:10]
  17. Mas, depois dos três dias e meio, entrou neles um sopro de vida da parte de Deus, e eles ficaram de pé, e um grande terror tomou conta daqueles que os viram. [Apocalipse 11:11]
  18. Então eles ouviram uma forte voz do céu que lhes disse: Subam para cá. E eles subiram para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos olhavam. [Apocalipse 11:12]
  19. Se alguém há de ir para o cativeiro, para o cativeiro irá. Se alguém há de ser morto à espada, à espada haverá de ser morto. Aqui estão a perseverança e a fidelidade dos santos. [Apocalipse 13:10]
  20. O ressentimento contra o Nero César se intensificou até entre os seus próprios súditos porque ele também ficou conhecido por lucrar com o alto custo dos grãos. [Suetônio 6.45]
  21. Quando as pessoas estavam com falta de comida, chegaram notícias de um navio de Alexandria que em vez de uma carga de milho trouxe areia para sua arena de luta livre. [Suetônio 6.45]
  22. Nero César despertou tanto ódio universal que não foi poupado de nenhuma forma de insulto pelo seu próprio povo. Eles escreveram ofensas nas colunas das construções e à noite gritavam que a vingança estava chegando. [Suetônio 6.45]
  23. Ele se tornou aterrorizado por presságios manifestos, tanto antigos como novos, implícitos em sonhos, auspícios e visões. Ele sonhava com a mãe e a esposa, que ele próprio assassinou, o deixando a deriva em navios ou o puxando para as sombras. [Suetônio 6.46]
  24. As portas do seu palácio se abriam espontaneamente e ele escutava uma voz chamando seu nome. Também as estátuas dos seus deuses caíam no chão enquanto estava recebendo os auspícios. [Suetônio 6.46]
  25. Enfim, chegou os despachos com notícias de que os seus militares também estavam em rebelião. As mensagens foram entregues enquanto Nero César estava jantando, ele as rasgou e virou a mesa, fazendo voar tudo o que estava sobre elas. [Suetônio 6.47]
  26. Ele considerou várias opções, por exemplo, se entregar à misericórdia dos seus inimigos e até discursar no fórum vestido pateticamente de preto e implorar ao povo que perdoasse os seus pecados pregressos. [Suetônio 6.47]
  27. Certo dia, ele acordou à meia-noite e descobrindo que os guardas o haviam abandonado, ele pulou da cama e chamou seus amigos. Não recebendo resposta, foi aos quartos dos criados e encontrou as portas trancadas. Não obtendo resposta, voltou para seu próprio quarto e descobriu que os zeladores também haviam fugido levando até a roupa de cama. [Suetônio 6.47]
  28. Ele montou um cavalo, descalço e com sua túnica coberta por um manto desbotado. Segurando um lenço para cobrir no rosto, partiu com apenas quatro assistentes, mas foi reconhecido por um soldado antigo que o saudou pois desconhecia sua situação. [Suetônio 6.48]
  29. Em certo momento, ele escutou as vozes se aproximando com ordens de capturá-lo com vida. Soube que queriam matá-lo a maneira antiga, com a cabeça presa por garfos e espancado até a morte. Quando ele os ouviu chegando, falou com uma voz trêmula: – Ouço agora o som de cavalos galopando. [Suetônio 6.49]
  30. Nero César implorou a alguém que se suicidasse em sua frente para lhe mostrar o caminho e se esmurrou por sua covardia, dizendo: Viver é vergonha e desgraça.  [Suetônio 6.49]
  31. Então, com a ajuda do seu secretário particular, ele mergulhou uma adaga em sua garganta. Morreu com os olhos vidrados e saltando das órbitas, para horror de todos que os viram. [Suetônio 6.49]

Capítulo 4: Rebelião

  1. A Besta que saía do mar tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. [Apocalipse 13:1]
  2. A sétima e última cabeça da Besta ainda estava por vir. Antes, no entanto, houveram três chifres, cada um com sua coroa, mas sem uma cabeça para os governar. Eram chamados Galba, Oto e Vitélio.
  3. O chifre da sétima cabeça da Besta surgiu entre eles. Esse três primeiros chifres foram arrancados para dar lugar ao décimo chifre. [Daniel 7:8]
  4. A sétima e última cabeça da Besta era Flávio César, que detinha a décima coroa em sua cabeça.
  5. O momento de se cumprir a profecia estava próximo, pois o próprio Ungido avisou aos seus discípulos: Garanto a vocês que alguns dos que aqui se encontram não experimentação a morte antes de verem o Reino dos Céus vir com o seu poder. [Mateus 16:28]
  6. Quarenta anos depois, este momento do Julgamento do Senhor enfim chegou. E assim um anjo poderoso proclamou em alta voz: Quem é digno de romper os selos e de abrir o livro? [Apocalipse 5:2]
  7. Parecia não haver ninguém, nem no céu nem na terra nem debaixo dela, que podia abrir o livro, ou sequer olhar para ele. Então um dos anciãos disse: Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. [Apocalipse 5:3-5]
  8. Todos os céus cantaram: Digno é o Cordeiro de receber o livro e de abrir os seus sete selos, pois foi morto e com seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Ele os constituiu o reino e os sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra. [Apocalipse 5:9-10]
  9. O Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então se ouviu um dos seres viventes dizer com voz de trovão: Venha! [Apocalipse 6:1]
  10. Do primeiro selo, surgiu um cavalo branco; cujo cavaleiro empunhava um arco, e lhe foi dada uma coroa; ele cavalgava como vitorioso e determinado a vencer. [Apocalipse 6:2]
  11. Do segundo selo, surgiu outro cavalo; este era vermelho, cujo cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer com que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada. [Apocalipse 6:3-4]
  12. Do terceiro selo, surgiu um cavalo preto, cujo cavaleiro tinha na mão uma balança, dizendo: Um quilo de trigo por um denário, e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho! [Apocalipse 6:5-6]
  13. Do quarto selo, surgiu um cavalo amarelo, cujo cavaleiro chamava-se Morte e o Hades o seguia de perto. 
  14. Esses cavaleiros receberam o poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. [Apocalipse 6:7-8]
  15. Era o momento da cidade e do lugar santo serem destruídos pelo povo do novo governante. O fim veio como uma inundação: Guerras, que continuariam até o fim, e desolações foram decretadas. [Daniel 9:26]
  16. Neste tempo, por causa das profecias sobre a vinda do Ungido, cresceu em todo o oriente a convicção de que o império do mundo deveria partir da Judeia. Os judeus para tornar a profecia verdadeira irromperam em rebelião contra os romanos. [Suetônio 10.4]
  17. A rebelião primeiro atacou uma certa fortaleza chamada Massada. Eles a tomaram por traição e mataram os romanos que estavam lá, e colocaram outros de seu próprio grupo para mantê-la. [Josefo 2.17]
  18. Ao mesmo tempo, Eleazar, filho do sumo-sacerdote Ananias, um jovem muito ousado, que na época era governador do templo, persuadiu os outros sacerdotes a não receberem presentes ou sacrifícios dos gentios; e assim os sacrifícios a César foram rejeitados. [Josefo 2.17]
  19. Os soldados do governador da Judeia se esforçaram para ganhar o templo e expulsar os sacerdotes sediciosos que, com Eleazar, trabalharam para ganhar a cidade alta; e assim ocorreram massacres perpétuos de ambos os lados. [Josefo 2.17]
  20. A casa do sumo-sacerdote Ananias e os palácios de Agripa e Berenice foram incendiados. Também se apressaram em queimar os contratos pertencentes a seus credores e acabar com as obrigações sobre o pagamento de dívidas a fim de ganhar a multidão dos devedores e persuadir os mais pobres a se juntarem à insurreição contra os mais ricos. [Josefo 2.17]
  21. Os homens de poder e os sumos sacerdotes entraram nos cofres subterrâneos e se esconderam. Outros fugiram com os soldados de Agripa para o palácio superior e fecharam os portões imediatamente; entre os quais estavam Ananias, o sumo sacerdote, e os embaixadores que haviam sido enviados a Agripa. [Josefo 2.17]
  22. Os judeus insurretos atacaram a Torre Antônia e cercaram sua guarnição por dois dias. Então, a tomaram e mataram todos nela. Colocaram a cidadela em chamas. Depois disso, marcharam para o palácio, para onde os soldados do rei haviam fugido, mas acabaram capitulando após cercados. [Josefo 2.17]
  23. O sumo-sacerdote Ananias foi pego onde havia se escondido em um aqueduto; e foi morto, junto com Ezequias, seu irmão, pelo grupo liderado por Manaém, filho de Judas, que se chamava o Galileu. [Josefo 2.17]
  24. Eleazar e seu grupo caíram violentamente sobre Manaém, como também o resto do povo; e, pegando pedras, eles as jogaram neles.  Alguns do grupo de Manaém escaparam em particular para Massada, entre os quais Eleazar, filho de Jairo, que era parente de Manaém. [Josefo 2.17]
  25. Quanto ao próprio Manaém, que havia fugido para Ophla, foi capturado vivo e o arrastado diante de todos. Eles o torturaram e depois de tudo o mataram junto com os capitães sob seu comando. [Josefo 2.17]
  26. O general de Roma chamado Metílio, para poupar apenas suas vidas e dos seus soldados, concordou em entregar suas armas e o que mais eles tinham com eles. [Josefo 2.17]
  27. Mas, assim que entregaram seus escudos e suas espadas, estando sem suspeita de causar qualquer dano, os homens de Eleazar os atacaram de maneira violenta e os mataram. [Josefo 2.17]
  28. Foram assim todos assassinados barbaramente, exceto Metílio, que implorou por misericórdia e prometeu se tornar judeu e ser circuncidado. [Josefo 2.17]

Capítulo 5: Destruição

  1. No mesmo dia em que os soldados de Roma foram mortos em Jerusalém, o povo de Cesareia matou os judeus que estavam entre eles; de modo que no período de uma hora mais de vinte mil judeus foram mortos. [Josefo 2.18]
  2. Toda a Cesareia foi esvaziada de seus habitantes judeus. Os que fugiram, o governador romano Floro os capturava e os enviava amarrados às galés. [Josefo 2.18]
  3. Com o golpe que os judeus receberam em Cesareia, toda a nação ficou muito enfurecida; assim, eles se dividiram em vários grupos e devastaram as aldeias dos sírios e suas cidades vizinhas: Filadélfia, Sebonitis, Gerasa, Pella, e Citópolis. [Josefo 2.18]
  4. Depois deles Gadara e Hipopótamos; e caindo sobre Gaulonitis, algumas cidades eles destruíram ali e algumas incendiaram. Então foram para Kedasa, pertencente aos tírios, para Ptolemais, para Gaba, e para Cesareia. [Josefo 2.18]
  5. Nem a Samaria ou Asquelon foi capaz de se opor à violência com a qual foram atacados. Queimaram tudo. Demoliram inteiramente Anthedon e Gaza. Muitas das aldeias que estavam ao redor também foram saqueadas e uma imensa matança foi feita dos homens que foram apanhados nelas. [Josefo 2.18]
  6. Os sírios estavam na multidão dos homens que os Judeus mataram; pois mataram aqueles que capturaram em suas cidades, não apenas pelo ódio que os nutriram, mas para evitar o perigo; de maneira que as desordens em toda a Síria foram terríveis. [Josefo 2.18]
  7. Cada cidade foi dividida em dois exércitos, acampados um contra o outro, e a preservação de uma parte consistia na destruição da outra; assim, o dia era gasto em derramamento de sangue e a noite em medo. [Josefo 2.18]
  8. A ganância era provocação o bastante para matar a parte oposta, mesmo para aqueles que antigamente pareciam muito brandos e gentis; pois eles sem medo pilharam dos mortos e levaram os despojos daqueles que matavam para suas próprias casas, como se tivessem sido ganhos em uma batalha armada. [Josefo 2.18]
  9. Era então comum ver cidades cheias de cadáveres, ainda não enterrados, com os de velhos misturados com de crianças, todos mortos e espalhados juntos; mulheres também se deitaram mortas entre eles, sem qualquer cobertura para sua nudez. [Josefo 2.18]
  10. Era possível ver toda a província cheia de calamidades inexprimíveis. O pavor de práticas ainda mais bárbaras era cada vez maior do que o que já havia sido perpetrado. [Josefo 2.18]
  11. Em Citópolis, os judeus lutaram contra seus próprios compatriotas. Eles receberam os insurretos por dois dias para tentá-los a ficarem seguros; mas na terceira noite eles observaram a oportunidade e cortaram todas as suas gargantas. [Josefo 2.18]
  12. Alguns foram mortos enquanto estavam desprotegidos e outros enquanto dormiam; então eles saquearam tudo o que possuíam. [Josefo 2.18]
  13. Nesse momento, diante do trono celestial, o Cordeiro abriu o quinto selo. Debaixo do altar, as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram clamaram em alta voz: Até quando, ó Soberano santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue? [Apocalipse 6:9-10]
  14. Então cada um dos santos recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles. [Apocalipse 6:11]
  15. A abertura do sexto selo foi um grande abalo. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte. [Apocalipse 6:12-13]
  16. O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. [Apocalipse 6:14]
  17. Os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos — todos os homens, quer escravos, quer livres, estavam escondidos em cavernas e entre as rochas das montanhas. [Apocalipse 6:15]
  18. Eles gritavam às montanhas e às rochas: Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! [Apocalipse 6:16]
  19. Chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar? [Apocalipse 6:17]

Capítulo 6: Escolhidos

  1. Quatro anjos estavam de pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos, para impedir que qualquer vento soprasse na terra, no mar ou em qualquer árvore. [Apocalipse 7:1]
  2. Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantou. Era um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, seria liberto. [Daniel 12:1]
  3. O anjo subiu do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar: Não danifiquem nem a terra, nem o mar nem as árvores, até que selemos as testas dos servos do nosso Deus. [Apocalipse 7:2-3]
  4. Multidões, que dormiam no pó da terra, acordaram: uns para a vida eterna, outros para a vergonha e para o desprezo eterno. Aqueles que eram sábios reluziram como o brilho do céu, e aqueles que conduziam muitos à justiça foram como as estrelas para todo o sempre. [Daniel 12:2-3]
  5. O número dos que foram selados era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel. Eram doze mil de cada uma das doze tribo. [Apocalipse 7:4-8]
  6. Mas não era apenas os números das tribos de Israel. Era na verdade uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. [Apocalipse 7:9]
  7. Eles clamavam em alta voz: A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro. [Apocalipse 7:10]
  8. Todos os anjos estavam de pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém! [Apocalipse 7:11-12]
  9. Então um dos anciãos perguntou: Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram? [Apocalipse 7:13]
  10. Veio a resposta: Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. [Apocalipse 7:14]
  11. Por isso, eles estão diante do trono de Deus e o servem dia e noite em seu santuário; e aquele que está assentado no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. [Apocalipse 7:15]
  12. Eles nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não cairá sobre eles sol, e nenhum calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima. [Apocalipse 7:16-17]
  13. Era o final do dias. Então, o profeta Daniel se levantou do seu descanso para receber a herança que lhe coube. [Daniel 12:13]
  14. Ele quem fechou com um selo as palavras do livro até este fim dos tempos. Muitos foram ali e aqui para aumentarem o conhecimento. O profeta olhou adiante onde estavam dois outros homens, um na margem de cá do rio e outro na margem de lá. [Daniel 12:4-5]
  15. Um dos homens olhou o homem vestido de linho, que estava acima das águas do rio, para perguntar: Quanto tempo decorreu até que se cumpriu essas coisas estupendas? [Daniel 12:6]
  16. O homem vestido de linho, que estava acima das águas do rio, ergueu para o céu a mão direita e a mão esquerda; e respondeu: Houve um tempo, tempos e meio tempo. Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas as coisas se cumprirão. [Daniel 12:7]
  17. Daniel sem compreender, então perguntou: Meu senhor, qual será o resultado disso tudo? [Daniel 12:8]
  18. Ele respondeu: As palavras foram seladas e lacradas até este fim dos tempo. Muitos serão purificados, alvejados e refinados, mas os ímpios continuarão ímpios. Nenhum dos ímpios levará isto em consideração, mas os sábios sim. [Daniel 12:9-10]
  19. O sétimo selo foi então aberto pelo Cordeiro. Houve silêncio no céu por volta de meia hora. Sete anjos se achavam em pé diante de Deus; a eles foram dadas sete trombetas. [Apocalipse 8:1-2]

Capítulo 7: Cristãos

  1. Os seguidores do Ungido lembraram-se das palavras do seu senhor, antes de sua morte, quando estavam sobre o monte das Oliveiras e dirigiram-se a ele em particular com a pergunta: Dize-nos, senhor, quando acontecerão essas coisas? Qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos? [Mateus 24: 4]
  2. O Ungido respondeu: Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Ungido! ’ e enganarão a muitos. [Mateus 24: 5-6]
  3. Vocês também ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não será o fim. [Mateus 24:6]
  4. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fome e terremotos em vários lugares. [Mateus 24:7]
  5. Tudo isso será o início das dores. [Mateus 24:8]
  6. Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo, então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. [Mateus 24:15-16]
  7. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. [Mateus 24:17-18]
  8. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! [Mateus 24:19]
  9. Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado, porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. [Mateus 24:20-21]
  10. Os seguidores do Ungido em Jerusalém lembraram-se dessas palavras ditas quarenta anos antes. Eles se ordenaram por essa revelação, concedida a homens aprovados lá antes da guerra, para deixar a Jerusalém e morar em uma certa cidade da Pereia chamada Pella, [Eusébio 3.5.3]
  11. Então, como se a cidade real dos judeus e toda a terra da Judeia estivessem totalmente destituídas de homens santos, o julgamento de Deus finalmente alcançou a todos aqueles que haviam cometido tais ultrajes contra o Ungido e seus apóstolos. [Eusébio 3.5.3]
  12. O julgamento destruiria totalmente aquela geração de homens ímpios. [Eusébio 3.5.3]
  13. Afinal, os romanos não ficaram quietos com a revolta. O comandante Céstio dos exércitos da Síria convocou da Antioquia a décima-segunda legião inteira. Também, das outras legiões, selecionou dois mil soldados, com seis coortes de infantaria e quatro tropas de cavaleiros. [Josefo 2.18.9]
  14. Tropas auxiliares foram enviadas pelos reis da região. O rei Antíoco enviou dois mil cavaleiros e três mil homens de infantaria, com outros arqueiros. O rei Agripa enviou o mesmo número de infantaria e mil cavaleiros. E o rei Sohemus enviou quatro mil, uma terça parte dos quais eram cavaleiros, mas a maioria eram arqueiros. [Josefo 2.18.9]
  15. Outro grande número de auxiliares foram reunidos das cidades livres, que de fato não tinham a mesma habilidade nas questões marciais, mas compensavam com sua vivacidade e seu ódio aos judeus. [Josefo 2.18.9]
  16. O comandante da décima-segunda legião marchou com tantas de suas forças quanto ele supôs serem suficientes para subjugar aquela nação. Ele foi recebido pela cidade mais forte da Galileia, chamada Séforis, com aclamações de alegria; cuja conduta sábia daquela cidade ocasionou que o resto das cidades ficasse em silêncio. [Josefo 2.18.11]
  17. A parte dos rebeldes e dos ladrões fugiram para aquela montanha que fica bem no meio da Galileia, e está situada em frente a Séforis; é chamado de Asamon. [Josefo 2.18.11]
  18. Quando os romanos se aproximaram, eles mataram cerca de duzentos dos revoltosos, e quando os romanos contornaram as montanhas e chegaram às regiões acima de seus inimigos, os derrotaram. [Josefo 2.18.11]
  19. Alguns poucos rebeldes se esconderam em certos lugares difíceis de serem alcançados enquanto o resto, mais de dois mil em número, foram mortos. [Josefo 2.18.11]
  20. Com todas as suas forças, o comandante Céstio marchou até a cidade de Antipatris encontrando a torre de Aphek abandonada e o acampamento deserto. Ele queimou tudo, bem como as aldeias vizinhas. [Josefo 2.19.1]
  21. Depois, encontrou a cidade da Lida vazia, pois toda a multidão havia subido a Jerusalém para a festa dos tabernáculos. [Josefo 2.19.1]
  22. Quando os judeus viram a guerra se aproximando de Jerusalém, deixaram a festa e se lançaram às armas. Essa fúria os fez esquecer a observação religiosa do sábado. Tornou-os muito duros para seus inimigos na luta; e com tal violência, portanto, caíram sobre os romanos. [Josefo 2.19.2]
  23. Os judeus invadiram suas fileiras e marcharam no meio deles; fazendo uma grande matança enquanto avançavam. [Josefo 2.19.2]
  24. Simão, o filho de Giora, caiu sobre as costas dos romanos enquanto eles subiam Bethoron. Eles desorganizaram o último do exército, e levaram embora muitos dos animais e das armas de guerra que os romanos possuíam. [Josefo 2.19.2]
  25. Quando o governador Agripa percebeu que mesmo os romanos estavam em perigo, enviou Borceu e Febo, às pessoas de seu povo em sedição, prometendo-lhes que Céstio asseguraria um perdão total se desistissem. [Josefo 2.19.3]
  26. Mas os rebeldes mataram Febo antes que ele dissesse uma só palavra enquanto Borceu, embora ferido, evitou o mesmo destino fugindo. [Josefo 2.19.3]
  27. Quando a sexta cabeça da Besta, o Nero César, antes de morrer, foi informado do fracasso dos romanos na Judeia, uma consternação e terror ocultos, como é comum em tais casos, caíram sobre ele. [Josefo 3.1.1]
  28. Embora abertamente, ele parecesse muito grande e zangado, disse que o que tinha acontecido era mais devido à negligência do comandante do que a qualquer valor do inimigo. [Josefo 3.1.2]
  29. Ele deliberou: quem poderia ser mais capaz de punir os judeus por sua rebelião? E quem poderia impedir que a mesma praga se apoderasse das nações vizinhas? [Josefo 3.1.2]
  30. Ele não encontrou ninguém além de Vespasiano Flávio à altura da tarefa. [Josefo 3.1.2]
  31. Este logo assumiria o lugar como a sétima cabeça da Besta. Ele logo seria usado como a taça de ouro que Deus derramaria sobre os judeus o seu julgamento final.

Capítulo 8: Flávio César

  1. Sete anjos que se acham em pé diante de Deus; a eles foram dadas sete trombetas. [Apocalipse 8:2]
  2. Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou de pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono. [Apocalipse 8:3]
  3. Da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos. [Apocalipse 8:4]
  4. Então o anjo pegou o incensário, encheu-o com fogo do altar e lançou-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto. [Apocalipse 8:5]
  5. Então os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. [Apocalipse 8:6]
  6. Durante este tempo, a última cabeça da Besta atravessou por terra o Helesponto até a Síria, onde reuniu as forças romanas e auxiliares dos reis daquela vizinhança. [Josefo 3.1.3]
  7. Ele levou consigo seu exército até a Antioquia, onde encontrou o rei Agripa, com todas as suas forças. Juntos, marcharam para Ptolemais. Nesta cidade também os habitantes de Séforis da Galileia o receberam com alegria, pois eram pela paz com os romanos. [Josefo 3.2.4]
  8. Flávio César enviou seu filho Tito até a cidade de Alexandria. Este tomaria o papel do anjo do Abismo, cujo nome, em hebraico, é Abadom, e, em grego, Apolião.
  9. O filho da Besta navegou da Acaia até Alexandria mais cedo do que o inverno permitia; de onde levou consigo duas legiões de soldados, e marchando com grande expedição, encontrou o seu pai na cidade de Ptolemais. [Josefo 3.4.2]
  10. Junto, com as duas legiões sob seu comando, que eram quinta e a décima, as legiões mais eminentes de todas, o Anjo do Abismo se juntou à décima-quinta legião que estava com seu pai. [Josefo 3.4.2]
  11. Dezoito coortes seguiram essas legiões; vieram também cinco coortes de Cesareia, com uma tropa de cavaleiros e cinco outras tropas de cavaleiros da Síria. [Josefo 3.4.2]
  12. Houve também um número considerável de auxiliares reunidos, vindos dos reis Antíoco, Agripa e Sohemus, cada um deles contribuindo com mil soldados rasos que eram arqueiros e mil cavaleiros. Malchus também, o rei da Arábia, enviou mil cavaleiros, além de cinco mil homens de infantaria, a maior parte dos quais eram arqueiros. [Josefo 3.4.2]
  13. Desta maneira, todo o exército, incluindo os auxiliares enviados pelos reis, tanto cavaleiros como soldados rasos somava sessenta mil. [Josefo 3.4.2]
  14. A Besta marchou para fora de Ptolemais. Os auxiliares marcharam primeiro para que pudessem evitar quaisquer insultos do inimigo e pudessem vasculhar a floresta. Próximo a eles, seguiram a parte dos romanos armados. Atrás deles, foram colocadas as carruagens do exército com um número considerável de seus cavaleiros para sua segurança. Depois disso, o próprio Flávio César marchou, levando consigo um grupo seleto de soldados. [Josefo 3.6.2]
  15. Depois destes, vinha a cavalaria peculiar de sua própria legião com as mulas que carregavam as máquinas de cerco. Depois, vieram os comandantes das coortes e tribunos. Então vieram as insígnias envolvendo a águia, que ficavam à frente de cada legião romana. Essas bandeiras sagradas foram seguidas pelos trompetistas. [Josefo 3.6.2]
  16. Em seguida, vinha o exército principal em seus esquadrões e batalhões, com seis homens de profundidade, aos quais, finalmente, vinha um centurião que observava o resto. Os servos de cada legião conduziram a bagagem dos soldados, que era carregada pelas mulas e outros animais de carga. [Josefo 3.6.2]
  17. Por trás de todas as legiões vinha toda a multidão de mercenários; e os que fechavam a retaguarda vieram por último para a segurança de todo o exército. [Josefo 3.6.2]
  18. A Besta marchou para a cidade de Gadara onde a encontrou desprovida de número considerável de homens adultos e prontos para a guerra; e matou todos os jovens, não tendo misericórdia por qualquer idade. [Josefo 3.7.1]
  19. Em seguida marchou para a cidade de Jotapata, pois havia obtido informações de que a maior parte do inimigo havia se retirado para lá. [Josefo 3.7.3]
  20. A Besta acionou então as suas maquinas de cerco para atirar pedras e dardos pela cidade. O número de máquinas eram ao todo cento e sessenta. [Josefo 3.7.9]
  21. Nesse momento, o primeiro anjo celestial tocou a sua trombeta. Granizo e fogo misturado com sangue foram lançados sobre a terra. Foi queimado um terço da terra, um terço das árvores e toda a planta verde. [Apocalipse 8:7]
  22. Eram pesadas rochas que caíam sobre os defensores de Jotapata com grande barulho, junto com fogo e vasta quantidade de flechas. [Josefo 3.7.9]
  23. A muralha se tornou tão perigosa, que os judeus não se atreviam a ficar sobre ela e também não se atreviam a entrar nas suas partes internas; pois a multidão de arqueiros árabes, bem como todos aqueles que atiravam dardos e pedras, começaram a trabalhar junto com as máquinas. [Josefo 3.7.9]
  24. Quarenta e sete dias depois, os poucos que restaram na cidade estavam tão esgotados com a vigilância e a luta perpétua que ficaram incapazes de se opor a qualquer força que viesse contra eles. [Josefo 3.7.33]
  25. Os soldados romanos marcharam sem barulho até a muralha; e foi o próprio Anjo do Abismo quem primeiro a abordou, com um de seus tribunos e alguns membros da décima-quinta legião com ele. Eles cortaram a garganta do vigia e entraram na cidade muito silenciosamente.  [Josefo 3.7.34]
  26. A Besta não poupou ninguém, nem teve pena de ninguém. As suas legiões empurraram o povo para o precipício da cidadela e derrubaram todos para a morte. [Josefo 3.7.34]
  27. Toda uma multidão que aparecia abertamente foi morta; e nos dias seguintes vasculharam os esconderijos. Caíram sobre aqueles que estavam debaixo da terra e nas cavernas. Mataram todos, exceto as crianças e as mulheres; e destas, mil e duzentas foram feitas escravas. [Josefo 3.7.36]  
  28. Os que foram mortos na tomada da cidade e nas primeiras lutas foram contados em quarenta mil. [Josefo 3.7.36]
  29. Isso provocou um grande número dos judeus combatentes a se matarem por suas as próprias mãos quando viram que não podiam fazer mais dano. Eles resolveram evitar serem mortos pelos romanos, por isso, se reuniram em grande número nos confins da cidade para se matarem. [Josefo 3.7.34]
  30. Eles disseram entre si: visto que a morte é certa, vamos cometer nossas mortes mutuamente por sorteio. Aquele a quem a sorte cair primeiro, será morto por aquele que tem a segunda sorte, e assim a fortuna fará o seu progresso através de todos nós; e nenhum morrerá por sua própria mão. [Josefo 3.8.7]
  31. Só restou um sobrevivente, que no fim se entregou à Flávio César, clamando que ele era a nova cabeça da Besta e também era o Ungido das profecias. [Josefo 3.8.7]

Capítulo 9: Trombetas.

  1. Aqueles que escaparam sediciosamente da guerra e os que fugiram das cidades demolidas eram em grande número. Eles reconstruíram a fortaleza de Jaffa, que antes ficara desolada por Céstio, para que pudesse servir-lhes de lugar de refúgio. [Josefo 3.9.3]
  2. Os rebeldes decidiram partir para o mar, construindo para si muitos navios piratas e tornando assim os mares  da Síria, Fenícia e Egito inacessíveis a todos os homens. [Josefo 3.9.3]
  3. Mas Jaffa não era um refúgio natural, pois terminava em uma costa acidentada, onde todo o resto era reto, mas as duas extremidades se dobravam uma em direção à outra, onde existiam profundos precipícios e grandes pedras que se projetavam ao mar. [Josefo 3.9.3]
  4. O segundo anjo tocou a sua trombeta. Algo como um grande monte em chamas foi lançado ao mar. Um terço do mar se transformaria em sangue, morreria um terço das criaturas vivas do mar e seria destruído um terço das embarcações. [Apocalipse 8:8-9]
  5. Quando os rebeldes de Jaffa estavam flutuando neste mar, pela manhã caiu uma ventania violenta sobre eles. Era a rajada chamada por seus habitantes de “o vento negro do norte”. [Josefo 3.9.3]
  6. O vento carregou muitos deles à força enquanto lutavam contra as ondas opostas em direção ao mar adentro, pois a praia era tão rochosa e tinha tantos inimigos que eles tiveram medo de desembarcar. [Josefo 3.9.3]
  7. As ondas subiram tão alto que os afogaram; nem havia qualquer lugar para onde pudessem fugir, nem qualquer maneira de se salvarem. [Josefo 3.9.3]
  8. Houve muita lamentação quando os navios se chocaram uns com os outros, e um barulho terrível quando foram despedaçados. Muitos da multidão nos barcos foram encobertos pelas ondas e assim pereceram. [Josefo 3.9.3]
  9. Alguns deles pensaram que morrer pelas próprias espadas era mais leve do que pelo mar e então se mataram antes de se afogarem; embora a maior parte deles fosse carregada pelas ondas e se espatifasse contra as partes abruptas das rochas, de modo que o mar estava muito sangrento e as águas cheias de cadáveres. [Josefo 3.9.3] 
  10. O número dos corpos que foram assim lançados fora do mar foi de quatro mil e duzentos. A Besta então tomou a cidade sem oposição e a demoliu totalmente. [Josefo 3.9.3] 
  11. Em seguida, a Besta soube que outro grupo de sediciosos estava na cidade de Tiberíades, mas ao marchar até lá os seus cidadãos abriram seus portões para receber as legiões com aclamações de alegria e venerar Flávio César como seu salvador e benfeitor. [Josefo 3.9.10]
  12. Os sediciosos haviam deixado a cidade e continuaram a ser perseguidos até a cidade de de Taricheae, que fica às margens do Lago da Galileia, onde eles chegaram até os seus navios. [Josefo 3.10.1]
  13. Então, recolheram as âncora e trouxeram os seus navios para mais próximo como em uma linha de batalha, e dali lutaram contra as legiões da Besta que estavam em terra. [Josefo 3.10.1]
  14. Mas Flávio César, sabendo que uma grande multidão deles estava reunida na planície diante da cidade, enviou seu filho com seiscentos cavaleiros escolhidos para dispersá-los. [Josefo 3.10.1] 
  15. A Besta veio pessoalmente à cidade e colocou homens para guardá-la. No dia seguinte ele desceu ao lago, e ordenou que fossem montados navios, a fim de perseguir os que haviam escapado nas embarcações. [Josefo 3.10.6]
  16. Esses navios foram rapidamente preparados de acordo, porque havia uma grande abundância de materiais e também um grande número de artífices. [Josefo 3.10.6]
  17. Quando suas embarcações ficaram prontas, a Besta colocou a bordo delas todas as forças que julgou suficientes. [Josefo 3.10.9]
  18. Os sediciosos no lago não puderam fugir para a terra, pois estava nas mãos de seus inimigos; nem podiam lutar ao nível do mar, pois seus navios eram pequenos e preparados apenas para a pirataria. [Josefo 3.10.9]
  19. Eles atiravam pedras nos romanos ou se aproximavam para lutar contra eles; no entanto, eles próprios recebiam o maior dano. As pedras que atiravam só faziam barulho nas armaduras enquanto os dardos da Besta os alcançavam. [Josefo 3.10.9] 
  20. Àqueles que se esforçaram para lutar de verdade, os soldados os atravessaram com longas varas ou saltavam em seus navios com espadas nas mãos e os matavam. [Josefo 3.10.9]
  21. Os navios das legiões os pegaram pelo meio e destruíram imediatamente suas embarcações; e os que se afogavam no mar, se levantassem a cabeça acima da água, eram mortos por dardos e, se nadassem até os barcos, tinham cortadas suas cabeças e mãos. [Josefo 3.10.9]
  22. De fato, eles foram destruídos de várias maneiras em todos os lugares, até que o resto foi posto em fuga. Podia-se então ver o lago todo ensanguentado e cheio de cadáveres, pois nenhum deles escapou. [Josefo 3.10.9]
  23. Os judeus miseráveis eram assim continuamente persuadidos por enganadores a desmentir o próprio Deus e não dar crédito aos sinais que eram tão evidentes e previam claramente sua desolação futura. [Josefo 6.5.3] 
  24. Como homens apaixonados, sem olhos para ver ou mentes para considerar, não levaram em consideração os avisos que Deus fez a eles. [Josefo 6.5.4] 
  25. O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, queimando como tocha, sobre um terço dos rios e das fontes de águas; o nome da estrela era Absinto. [Apocalipse 8:10-11]
  26. Era uma estrela semelhante a uma espada, que pairava sobre a cidade de Jerusalém. [Josefo 6.5.3]
  27. O fedor era terrível e a visão era muito triste sobre a Terra Santa. As margens estavam cheias de naufrágios e de cadáveres, todos inchados. E como os cadáveres eram inflamados pelo sol, apodreciam e corrompiam o ar. [Josefo 3.10.9]
  28. Tornou-se amargo um terço das águas, e muitos morreram pela ação das águas que se tornaram amargas. [Apocalipse 8:10-11]
  29. A miséria não era apenas objeto de comiseração para os judeus, mas para aqueles que os odiavam e que haviam sido os autores dessa miséria. Este foi o resultado da luta marítima. O número dos mortos, incluindo aqueles que foram mortos na cidade antes foi de seis mil e quinhentos. [Josefo 3.10.9]
  30. O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferido um terço do sol, um terço da lua e um terço das estrelas, de forma que um terço deles escureceu. Um terço do dia ficou sem luz, e também um terço da noite. [Apocalipse 8:12]
  31. Foi numa certa noite que irrompeu uma tempestade prodigiosa com a maior violência e ventos muito fortes, com as maiores chuvas, com relâmpagos contínuos, trovões terríveis e concussões, e com gritos surpreendentes da terra, que estava em um terremoto. [Josefo 4.4.5] 
  32. Essas coisas eram indicação manifesta de que alguma destruição viria sobre os homens, quando o sistema do mundo fosse posto nesta desordem; e qualquer um poderia imaginar que esses prodígios prenunciavam grandes calamidades que estavam por vir. [Josefo 4.4.5].
  33. Uma águia que voava pelo meio do céu dizia em alta voz: Ai, ai, ai dos que habitam na terra, por causa do toque das trombetas que está prestes a ser dado pelos três outros anjos! [Apocalipse 8:13]

Capítulo 10: Sinais

  1. Os discípulos continuaram a lembrar das palavras do Ungido em frente ao Grande Templo quando dirigiram-se a ele em particular e perguntaram: Dize-nos, senhor, quando acontecerão essas coisas? Qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos? [Mateus 24: 4]
  2. Ele respondeu: Assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. [Mateus 24:27]
  3. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’. [Mateus 24:28-29]
  4. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. [Mateus 24:30]
  5. E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. [Mateus 24:31]
  6. Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. [Mateus 24:32]
  7. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas.  Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. [Mateus 24:33-34]
  8. O céu e a terra passarão, mas a minha palavra jamais passará. [Mateus 24:35]
  9. Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. [Mateus 24:36-37]
  10. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. [Mateus 24:38-9]
  11. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. [Mateus 24:40-41]
  12. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. [Mateus 24:42]
  13. Assim falou o Ungido quarenta anos antes; e os sinais dessa desolação começaram a se tornar mais frequentes quanto mais se aproximava o seu dia.
  14. Na festa dos pães ázimos que antecedeu a tudo isso, na nona hora da noite, uma luz tão grande brilhou ao redor do altar e da casa sagrada que parecia ser um dia brilhante e durou meia hora. Esta luz parecia ser um bom sinal para os inábeis. [Josefo 6.5.3]
  15. Na mesma festa também, uma novilha, conduzida pelo sumo sacerdote para ser sacrificada, deu à luz um cordeiro no meio do templo. [Josefo 6.5.3]
  16. Depois, a porta oriental do pátio interno do templo, que era de latão muito pesado e repousava sobre uma base armada com ferro com parafusos trancados bem fundo no chão firme, mesmo sendo fechado com dificuldade por vinte homens por ser feito de uma pedra inteira, foi vista se abrindo por conta própria por volta da sexta hora da noite. [Josefo 6.5.3]
  17. Isso também parecia aos mesmos um prodígio muito feliz, como se Deus assim os abrisse o portão da felicidade. Mas os homens de conhecimento compreenderam que a segurança de sua casa sagrada foi dissolvida por si mesma e que o portão foi aberto para vantagem de seus inimigos. [Josefo 6.5.3]
  18. Eles portanto declararam publicamente que o sinal previa a desolação que estava por vir. [Josefo 6.5.3]
  19. Além desses, poucos dias depois daquela festa, um certo fenômeno prodigioso apareceu: Suponho que o relato disso pareceria uma fábula, se não fosse relatado por aqueles que o viram:
  20. Antes do pôr-do-sol, carros e tropas de soldados em suas armaduras foram vistos correndo entre as nuvens e cercando cidades. [Josefo 6.5.3]
  21. Além disso, naquela festa que chamamos de Pentecostes, quando os sacerdotes iam à noite para o pátio do templo para realizar suas sagradas ministrações, eles sentiram um tremor e ouviram um grande barulho. [Josefo 6.5.3]
  22. Depois disso, ouviram um som como de uma grande multidão, dizendo: Vamos embora daqui. [Josefo 6.5.3]
  23. Se alguém considerar essas coisas, descobrirá que Deus cuida da humanidade e, de todas as maneiras possíveis, mostra à nossa raça o que é para sua preservação. [Josefo 6.5.4]
  24. Mas que os homens perecem por aquelas misérias que eles, louca e voluntariamente, trazem sobre si. [Josefo 6.5.4]

Capítulo 11: Cerco

  1. O quinto anjo tocou a sua trombeta, e uma estrela caiu do céu sobre a terra. À estrela foi dada a chave do poço do Abismo. [Apocalipse 9:1]
  2. Essa estrela cadente continuou por um ano inteiro no céu. [Josefo 6.5.3]
  3. Quando ela abriu o Abismo, subiu dele fumaça como a de uma gigantesca fornalha. O sol e o céu escureceram com a fumaça que saía do abismo. [Apocalipse 9:2]
  4. Tito, o filho da Besta, o Anjo do Abismo, que, em hebraico, é Abadom, e, em grego, Apolião, reuniu todas as forças ao seu redor.
  5. Ele ordenou que os demais o encontrassem em Jerusalém, e marchou para fora de Cesaréia. A quinta legião foi ao seu encontro, passando por Emaús. A décima legião subiu por Jericó. E o próprio Anjo do Abismo estava no comando da décima-quinta. [Josefo 5.1.6]
  6. Assim, ele tinha consigo as três legiões que acompanharam seu pai quando este devastou a Judéia, junto com a décima-segunda legião que havia sido anteriormente espancada com Céstio e que era notável por seu valor e por marchar agora com maior entusiasmo para se vingar dos judeus pelo que sofreram anteriormente. [Apocalipse 5.1.6]
  7. As legiões marcharam juntas para um lugar chamado Seopus, pela parte norte de Jerusalém, de onde havia uma visão clara do Grande Templo. O lugar não estava a mais de sete estádios de distância dela. [Josefo 5.2.3]
  8. Elas surgiram diante da cidade como gafanhotos saídos da fumaça e que vinham sobre a terra, e lhes foi dado poder como o dos escorpiões da região. [Apocalipse 9:3]
  9. Eles receberam ordens para não causar dano nem à relva da terra nem a qualquer planta ou árvore, mas apenas àqueles que não tinham o selo de Deus na testa. [Apocalipse 9:4]
  10. Não lhes foi dado poder para matá-los, mas sim para causar-lhes tormento durante cinco meses. A agonia que eles sofreram seria como a da picada do escorpião; e assim os homens procurariam a morte, mas não a encontrariam; desejariam morrer, mas a morte fugiria deles. [Apocalipse 9:5-6]
  11. Os gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha. Tinham sobre a cabeça algo como coroas de ouro, e o rosto deles parecia um rosto humano. Os seus cabelos eram como os de mulheres e os dentes como os de leão. [Apocalipse 9:7-8]
  12. Tinham armaduras como couraças de ferro, e o som das suas asas era como o barulho de muitos cavalos e carruagens correndo para a batalha. [Apocalipse 9:9]
  13. Tinham caudas e ferrões como de escorpiões, e na cauda tinham poder para causar tormento aos homens durante cinco meses. [Apocalipse 9:10]
  14. O sexto anjo tocou a sua trombeta, e se ouviu uma voz que vinha das pontas do altar de ouro que está diante de Deus. Ela disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: Solte os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates. [Apocalipse 9:13-14]
  15. Era a marcha dos auxiliares que acompanhavam o Anjo do Abismo. Eram liderados por Agripa, Antíoco, Sohemus e Malchus. Agora, estavam em maior número do que antes, junto com um número considerável que veio em seu socorro da Síria. Seguiram também três mil retirados dos que guardavam o rio Eufrates. [Josefo 5.1.6]
  16. Esses anjos do abismo, que estavam preparados para aquela hora, dia, mês e ano, foram soltos para matar um terço da humanidade. [Apocalipse 9:15]
  17. Seriam mais de um milhão de morto no cerco de cinco meses. Era um terço da população da cidade, não só de Jerusalém, mas também dos que estavam para o festival dos pães ázimos; e que morreriam pela guerra, pela pestilência e pela fome. [Josefo 6.9.3]
  18. O número dos cavaleiros que compunham os exércitos era de duas vezes miríades de miríades; como esse número foi ouvido. [Apocalipse 9:16]
  19. Os cavalos e os cavaleiros à vista tinham certo aspecto com as suas couraças vermelhas como o fogo, azul-escuras, e amarelas como o enxofre. A cabeça dos cavalos parecia a cabeça de um leão, e da boca lançavam fogo, fumaça e enxofre. [Apocalipse 9:17]
  20. E este um terço da humanidade seria morta pelas três pragas de fogo, fumaça e enxofre que saíam das suas bocas. [Apocalipse 9:18]
  21. O poder dos cavalos estava na boca e na cauda; pois as suas caudas eram como cobras; tinham cabeças com as quais feriam as pessoas. [Apocalipse 9:19]
  22. O Anjo do Abismo ordenou que um acampamento fosse fortificado pelas duas legiões que deveriam ficar juntas; mas ordenou que outro acampamento fosse fortificado, três estádios mais longe, atrás deles, para a quinta legião. [Josefo 5.2.3]
  23. A décima legião, que passou por Jericó, chegou ao local para guardar a passagem até a cidade. Essas legiões tinham ordem de acampar a seis estádios de Jerusalém, no chamado Monte das Oliveiras. [Josefo 5.2.3]
  24. Até então, os vários partidos da cidade se enfrentavam perpetuamente, mas com vinda dessa guerra estrangeira que caía sobre eles tão de repente e de maneira tão violenta, eles puseram de lado as suas contendas. [Josefo 5.2.4]
  25. Começaram a pensar em uma espécie de aliança estranha contra os três acampamentos das legiões que estavam sendo construídos. [Josefo 5.2.4]
  26. Era o momento da cidade e do lugar santo serem destruídos pelo povo do novo governante. O fim viria como uma inundação: Guerras, que continuariam até o fim, e desolações que foram decretadas. [Daniel 9:26]

Capítulo 12: Sacrilégio

  1. Outro anjo poderoso desceu do céu. Ele estava envolto numa nuvem, e havia um arco-íris acima de sua cabeça. Sua face era como o sol, e suas pernas eram como colunas de fogo. [Apocalipse 10:1]
  2. Ele segurava um livrinho, que estava aberto em sua mão. Colocou o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra, e deu um alto brado, como o rugido de um leão. Quando ele bradou, os sete trovões falaram. [Apocalipse 10:2-3]
  3. Logo que esses trovões falaram, ouviu-se uma voz do céu, que disse: Sele o que disseram os sete trovões, e não o escreva. [Apocalipse 10:4]
  4. Então o anjo de pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive para todo o sempre, que criou os céus e tudo o que neles há, a terra e tudo o que nela há, e o mar e tudo o que nele há, dizendo: Não haverá mais demora! [Apocalipse 10:5-6]
  5. Nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai se cumprir o mistério de Deus, da forma como ele o anunciou aos seus servos, os profetas. [Apocalipse 10:7]
  6. A voz do céu falou ao profeta mais uma vez: Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra. [Apocalipse 10:8]
  7. Assim o profeta se aproximou do anjo e lhe pediu que desse o livrinho. Ele disse: Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel. [Apocalipse 10:9]
  8. O profeta pegou o livrinho da mão do anjo e o comeu. Ele pareceu doce como mel em sua boca; mas, ao comê-lo, sentiu que o seu estômago ficou amargo. [Apocalipse 10:10]
  9. Então lhe foi dito: É preciso que você profetize de novo acerca dos muitos povos, nações, línguas e reis. [Apocalipse 10:11]
  10. O profeta Daniel decretou as setenta semanas ao seu povo e sua santa cidade. A última semana se encerrou sem que o necessário fosse alcançado; e numa ala do templo o sacrilégio terrível foi colocado, até que chegasse sobre ele o fim que lhe está decretado. [Daniel 9:27]
  11. Quarenta anos antes o Ungido explicou o que era o sacrilégio terrível que levaria a destruição do templo.
  12. Ele disse: Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês edificam os túmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos. [Mateus 23:29]
  13. E dizem: Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas. [Mateus 23:30]
  14. Assim, vocês testemunham contra si mesmos que são descendentes dos que assassinaram os profetas. [Mateus 23:31]
  15. Acabem, pois, de encher a medida do pecado dos seus antepassados! Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno? [Mateus 23:32-33]
  16. Por isso, eu lhes estou enviando profetas, sábios e mestres. A uns vocês matarão e crucificarão; a outros açoitarão nas sinagogas de vocês e perseguirão de cidade em cidade. [Mateus 23:34]
  17. E, assim, sobre vocês recairá todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vocês assassinaram entre o santuário e o altar. [Mateus 23:35]
  18. Eu lhes asseguro que tudo isso sobrevirá a esta geração. [Mateus 23:36]
  19. Ó Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram [Mateus 23:37]
  20. Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam: Bendito é o que vem em nome do Senhor. [Mateus 23:38-39]
  21. Assim foi revelado pelo Ungido à multidão. 
  22. A última semana se encerrou com o sacrilégio terrível que foi a morte de Estevão.
  23. Ele foi apedrejado por relembrar essas mesmas palavras, pois, ouvindo-as, os sacerdotes do templo ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele. [Atos 7:54]
  24. Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e disse: Vejo o céu aberto e o Filho do homem de pé, à direita de Deus. [Atos 7:55-56]
  25. Os que estavam no Grande Templo taparam os ouvidos e, gritando bem alto, lançaram-se todos juntos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. [Atos 7:57-58]
  26. Este foi o primeiro Santo que morreu em nome do Ungido.

Capítulo 13: Testemunhas

  1. Com um caniço semelhante a uma vara de medir, foi dito: Vá e meça o templo de Deus e o altar, e conte os adoradores que lá estiverem. Exclua, porém, o pátio exterior; não o meça, pois ele foi dado aos gentios. Eles pisarão a cidade santa durante quarenta e dois meses. [Apocalipse 11:1-2]
  2. Darei poder às minhas duas testemunhas, e elas profetizarão durante mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco. [Apocalipse 11:3] 
  3. Em Roma, essas duas testemunhas foram o apóstolo Pedro e o apóstolo Paulo, que foram mortos por Nero César. No entanto, em Jerusalém, houveram outras duas testemunhas. 
  4. Juntas, todas essas testemunhas seriam as duas oliveiras e os dois candelabros que permanecem diante do Senhor da terra. Aos que quiseram lhes causar dano, da boca deles saiu o fogo que devorou os seus inimigos, pois era assim que deveria morrer qualquer pessoa que quisesse lhes causar dano. [Apocalipse 11:4-5] 
  5. Houve um plebeu e lavrador chamado Jesus, filho de Ananus, que, quatro anos antes do início da guerra, numa época em que a cidade estava em grande paz e prosperidade, veio à festa dos tabernáculos no Templo. [Josefo 6.5.3]
  6. Ele começou de repente a clamar em voz alta: Uma voz do leste, uma voz do oeste, uma voz dos quatro ventos, uma voz contra Jerusalém e a casa sagrada, uma voz contra os noivos e as noivas, e uma voz contra todo este povo. [Josefo 6.5.3]
  7. Este era o seu grito enquanto andava de dia e de noite por todas as ruas da cidade; e alguns dos mais eminentes entre a população ficaram muito indignados com este grito terrível [Josefo 6.5.3]
  8. Eles pegaram o homem e deram-lhe um grande número de açoites severos; contudo, ele não disse nada por si mesmo ou insultos àqueles que o castigaram. Só continuou com as mesmas palavras que antes clamou. [Josefo 6.5.3]
  9. Os governantes, supondo que se tratava de uma espécie de fúria divina no homem, o levaram ao procurador romano, onde foi açoitado até seus ossos ficarem expostos. [Josefo 6.5.3]
  10. No entanto, ele não suplicou por si mesmo, nem derramou nenhuma lágrima, mas, voltando sua voz para o tom mais lamentável possível, a cada golpe do chicote sua resposta foi: Ai, ai de Jerusalém! [Josefo 6.5.3]
  11. E quando o procurador Albino lhe perguntou: Quem era ele? De onde veio? E por que ele pronunciou tais palavras?, o homem não respondeu e ainda assim não abandonou sua melancólica cantiga. [Josefo 6.5.3]
  12. O procurador o considerou um louco e o dispensou. [Josefo 6.5.3]
  13. Durante todo o tempo que passou antes do início da guerra, este homem não se aproximou de nenhum dos cidadãos, nem foi visto por eles enquanto falava essas palavras; mas as pronunciava todos os dias como se fosse seu voto premeditado: Ai, ai de Jerusalém! [Josefo 6.5.3]
  14. Tampouco proferiu palavras más a quem o castigava todos os dias, nem palavras boas aos que lhe davam comida; mas esta foi sua resposta a todos os homens, e na verdade nada mais era do que um presságio melancólico do que estava por vir. [Josefo 6.5.3]
  15. Este seu grito era mais alto nos festivais; e ele continuou estas palavras por sete anos e cinco meses, sem ficar rouco ou cansado com isso. Apenas no momento em que viu seu presságio seriamente cumprido com o início da guerra e o avanço da Besta, ele enfim cessou. [Josefo 6.5.3]
  16. Ao contornar o muro, clamou com toda a força: Ai, ai da cidade outra vez, e do povo, e da casa sagrada!, e acrescentou por fim: Ai, ai de mim também!
  17. Saiu uma pedra de uma das máquinas de cerco da Besta e o feriu, matando-o imediatamente; e como ele estava proferindo os mesmos presságios, ele assim entregou o seu espírito. [Josefo 6.5.3]
  18. A outra testemunha foi Tiago, o irmão do Ungido, que sucedeu no governo dos seguidores junto com os apóstolos. Ele foi chamado de Justo por todos, desde o tempo da pregação do Ungido, seu irmão. [Eusébio 2.23]
  19. Ele era santo desde o ventre de sua mãe e não bebia vinho, nem bebida forte, nem comia carne. Nenhuma navalha caiu sobre sua cabeça; ele não se ungiu com óleo e não usou o banho. [Eusébio 2.23]
  20. Somente a ele foi permitido entrar no lugar santo; pois ele não usava roupas de lã, mas de linho; e tinha o hábito de entrar sozinho no templo.
  21. Era frequentemente encontrado de joelhos implorando perdão pelo povo, de modo que seus joelhos se tornaram duros como os de um camelo, em consequência de constantemente os dobrar em sua adoração a Deus e de pedir perdão para o povo. [Eusébio 2.23]
  22. Tiago foi uma pessoa tão notável, tão universalmente estimado por sua retidão, que mesmo o judeu mais inteligente sentiu que a sua morte foi o início do cerco a Jerusalém.
  23. Muitos disseram que essas coisas aconteceram aos judeus em retribuição, pois embora Tiago fosse o mais justo dos homens, os judeus o condenaram à morte. [Eusébio 2.23]
  24. Pois, quando muitos dos governantes creram na verdade, houve uma comoção entre os judeus, escribas e fariseus, que disseram que havia o perigo do povo procurar o seu irmão como o Ungido. [Eusébio 2.23]
  25. Chegando, portanto, em corpo a Tiago, eles disseram: Rogamos-te que contenha o povo; pois eles se perdem por causa do seu irmão, que consideram como o Ungido. [Eusébio 2.23]
  26. Na festa de páscoa, os fariseus e escribas pediram que Tiago se posicionasse no pináculo do templo, para que, daquela posição elevada, pudesse ser visto claramente e que suas palavras pudessem ser prontamente ouvidas por todo o povo. [Eusébio 2.23]
  27. Então clamaram a ele dizendo: Tu és único, em quem todos devemos ter confiança, e o povo é conduzido a perdição por causa do seu irmão, o crucificado, por isso, declare qual é a porta que ele conduz? [Eusébio 2.23]
  28. E Tiago respondeu em alta voz: Por que me perguntas a respeito do meu irmão, o Salvador, o Filho do Homem? Ele mesmo está sentado no céu à direita do grande Poder e está para vir sobre as nuvens do céu. [Eusébio 2.23]
  29. Muitos ficaram totalmente convencidos e glorificados no testemunho de Tiago, e disseram: Hosana ao Filho de Davi. Mas os escribas e fariseus disseram uns aos outros: Agimos mal em fornecer tal testemunho a favor deste homem que clamam ser o Ungido. [Eusébio 2.23]
  30. Por isso, gritaram ao povo: O justo também está errado. Então subiram e o jogaram desde o alto do pináculo até o chão.
  31. Depois começaram a apedrejá-lo, pois não foi morto pela queda; mas Tiago se voltou, se ajoelhou e disse: Rogo-te, Senhor Deus nosso Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. [Eusébio 2.23]
  32. Enquanto o apedrejavam, um dos sacerdotes pegou a clava com que batia nas roupas e feriu o justo homem na cabeça. E assim Tiago sofreu o martírio. [Eusébio 2.23]

Capítulo 14: Conquista

  1. O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve altas vozes no céu que diziam: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre. [Apocalipse 11:15]
  2. Os vinte e quatro anciãos que estavam assentados em seus tronos diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor Deus todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. [Apocalipse 11:16-17]
  3. As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra. [Apocalipse 11:18]
  4. Então foi aberto o santuário de Deus no céu, e ali foi vista a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e um grande temporal de granizo. [Apocalipse 11:19]
  5. Os máquinas de guerra da Besta foram preparadas pelas legiões e admiravelmente concebidas. As mais extraordinárias pertenciam à décima legião, que atiravam dardos e pedras maiores que as demais. [Josefo 5.6.3]
  6. Os judeus observavam a chegada das pedras arremessadas, não só pelo grande barulho que faziam, mas também porque podiam ser vista ao longe. [Josefo 5.6.3]
  7. Os vigias nas torres avisavam quando a máquina era liberada, e a pedra saía dela. Eles gritavam em voz alta ‘Lá vem a pedra’, para que aqueles que estivessem em seu caminho ficassem fora dele e se jogassem no chão. [Josefo 5.6.3]
  8. O Anjo do Abismo ajustou suas máquinas a distâncias adequadas, muito mais perto da parede, para que os judeus não fossem capazes de repeli-las e deu ordens para que atacassem. [Josefo 5.6.4]
  9. Quando então um barulho prodigioso ecoou em volta de três lugares; e os cidadãos fizeram grande tumulto. Não menos um terror caiu sobre os próprios sediciosos. [Josefo 5.6.4]
  10. A muralha não cedeu a esses golpes, mas pelo aríete da décima-quinta legião que deslocou a quina de uma torre. Embora a própria muralha permanecesse ilesa, abriu-se ali uma passagem ao seu interior. [Josefo 5.6.4]
  11. Então as legiões escalaram a brecha e os judeus recuaram para a segunda muralha. Assim, as legiões obtiveram a posse desta primeira muralha no décimo quinto dia do cerco e demoliram grande parte dela. [Josefo 5.7.2]
  12. Elas avançaram sobre a segunda muralha no quinto dia após ter tomado a primeira. O Anjo do Abismo nela com mil homens armados e aqueles de suas tropas escolhidas.
  13. Era um lugar onde estavam os mercadores de lã, os braseiros e o mercado de tecidos, e onde o ruas estreitas conduziam obliquamente à parede. Os judeus tinham ali vantagens sobre as legiões romanas pelo pleno conhecimento daquelas ruelas estreitas. [Josefo 5.8.2]
  14. Eles fizeram uma parede de seus próprios corpos sobre a parte da muralha que foi derrubada. Ali, eles se defenderam bravamente por três dias. [Josefo 5.8.2]
  15. No quarto dia, já não puderam mais se sustentar contra os veementes ataques da Besta; e foram compelidos à força a recuar para onde haviam fugido antes. [Josefo 5.8.2]
  16. Quando possuiu a segunda muralha, o Anjo do Abismo a demoliu inteiramente. Ele colocou uma guarnição nas torres que estavam na parte sul da cidade, planejando como poderia atacar a terceira muralha. [Josefo 5.8.2]
  17. E Houveram alguns dos habitantes da cidade aos quais foram permitidos sobreviver pelo desejo de não participar de tamanha violência [Josefo 5.10.1]
  18. Estes venderam tudo o que tinham e até mesmo as coisas mais preciosas que haviam sido guardadas como tesouros; então engoliram pedaços de ouro, para que não fossem descobertos pelos ladrões. [Josefo 5.10.1]
  19. Eles fugiram para as legiões e tiveram os recursos para prover abundantemente para eles; pois o Anjo do Abismo permitiu que um grande número deles fosse para onde quisessem. [Josefo 5.10.1]
  20. Eles se libertavam assim das misérias da cidade e não seriam escravos dos romanos; mas, se algum sedicioso oferecesse a mínima sombra de suspeita de tal intenção, suas gargantas eram cortada imediatamente. [Josefo 5.10.1]
  21. Quanto aos mais ricos eram destruídos independente da decisão; pois cada uma dessas pessoas foi condenada à morte sob o pretexto de que iriam desertar, mas na realidade os ladrões poderiam obter o que tinham. [Josefo 5.10.2]
  22. A loucura dos sediciosos na cidade também aumentou junto com sua fome, e ambas as misérias foram cada dia mais inflamadas. Já não havia comida, por isso, os ladrões entraram correndo e revistavam as casas particulares dos homens. [Josefo 5.10.2]
  23. Se eles encontravam alguma comida, eles atormentavam os que estavam na casa, porque eles negaram que a tinham; e se não encontrassem nenhuma, eles os atormentavam ainda mais, porque supunham que a haviam escondido com mais cuidado. [Josefo 5.10.2]
  24. Era lamentável a uma visão que justamente traria lágrimas aos nossos olhos de como os homens ficaram com relação à comida. Enquanto os mais poderosos tinham mais do que o suficiente, os mais fracos se lamentavam com a falta dela. [Josefo 5.10.3]
  25. A fome foi dura demais para todas as paixões e destrói mais do que tudo o orgulho; pois o que era digno de reverência foi neste caso desprezado; de modo que as crianças tinham a comida arrancada da própria boca para os pais comerem. [Josefo 5.10.3]
  26. Era mais digno de pena que o mesmo fazia as mães com seus filhos; mesmo quando aqueles que lhe eram mais queridos estavam perecendo sob suas mãos. [Josefo 5.10.3]
  27. Eles não se envergonhavam de tirar das crianças as últimas gotas que poderiam preservar suas vidas. [Josefo 5.10.3] 
  28. Ainda assim, os rebeldes em toda parte vieram sobre eles para roubar o que haviam obtido de outros; pois, quando viam alguma casa fechada, era um sinal de que as pessoas lá dentro tinham um pouco de comida. [Josefo 5.10.3]
  29. Então eles arrombaram as portas, entraram correndo e tiraram à força os pedaços do que comiam quase pela garganta. Os velhos, que seguravam a comida, foram espancados e as mulheres que escondessem o que estava nas mãos, tinham seus cabelos rasgados [Josefo 5.10.3]
  30. .Nenhuma outra cidade jamais sofreu tais misérias, nem qualquer época gerou uma geração mais fecunda em maldade do que esta, desde o início do mundo. [Josefo 5.10.5]
  31. Os sediciosos desprezaram a nação hebraica, para que eles próprios parecessem comparativamente menos ímpios em relação aos estrangeiros. [Josefo 5.10.5]
  32. Eles confessaram o que era verdade, que eles eram a escória. Eram a prole espúria e abortiva da nação hebraica, [Josefo 5.10.5]
  33. Eles próprios destruíam a cidade, pois forçavam as legiões, quer quisessem ou não, a ganhar uma reputação melancólica, por pensarem estar agindo gloriosamente contra eles. [Josefo 5.10.5]

Capítulo 15: Templo

  1. A Besta decidiu construir um muro ao redor de toda a cidade; para se proteger contra a saída dos sediciosos e evitar o transporte de provisões para dentro a cidade. [Josefo 5.12.1]
  2. Quando ficou pronta, a fome aumentou seu progresso e devorou ​​o povo com casas e famílias inteiras. Os aposentos superiores estavam cheios de mulheres e crianças morrendo de fome. [Josefo 5.12.3]
  3. As ruas ficaram cheias de cadáveres de idosos e de crianças. Os rapazes vagavam pelas praças do mercado como sombras, todos inchados com a fome e caídos mortos, onde quer que sua miséria os apoderasse. [Josefo 5.12.3]
  4. Quanto a enterrá-los, os próprios enfermos não o puderam; e aqueles que eram vigorosos bem foram dissuadidos de não fazê-lo pela grande multidão daqueles cadáveres. [Josefo 5.12.3]
  5. Para cada um dos que morreram com os olhos fixos no templo, este deixou os rebeldes vivos para trás. [Josefo 5.12.3]
  6. Quando os sediciosos já não podiam pilhar o povo, eles se entregaram ao sacrilégio e derreteram muitos dos utensílios sagrados que haviam sido dados ao templo; também muitos dos vasos que eram necessários para aqueles que ministravam sobre coisas sagradas, os caldeirões, os pratos e as mesas. [Josefo 5.13.6]
  7. O líder dos sediciosos anunciou que era apropriado para eles usarem as coisas divinas, enquanto lutavam por seu Deus, sem medo, e que aqueles cuja guerra era pelo templo que vivessem do templo. [Josefo 5.13.6]
  8. Por conta disso, ele esvaziou os vasos daquele vinho sagrado e óleo, que os sacerdotes mantinham para serem derramados sobre os holocaustos e que ficavam no pátio interno do templo; e os distribuiu entre a multidão. [Josefo 5.13.6]
  9. Se as legiões tivessem demorado mais em atacar os sediciosos, a cidade teria sido engolida pelo próprio solo sob ela, por alguma água que transbordasse ou por tal trovão como aquele sobre a qual o país de Sodoma pereceu. [Josefo 5.13.6]
  10. Muitos dos cidadãos que fugiram da cidade contaram ao Anjo do Abismo de todo o número de pobres que estavam mortos, e que nada menos que seiscentos mil foram jogados fora pelos portões. [Josefo 5.13.7]
  11. Disseram-lhe ainda que, quando não podiam mais carregar os cadáveres dos pobres, colocaram seus cadáveres empilhados nas casas muito grandes e os encerraram nelas. [Josefo 5.13.7]
  12. Quando as legiões ouviram tudo isso, lamentaram seu caso; enquanto os rebeldes, que também viram isso, não se arrependeram, mas permitiram que a mesma angústia viesse sobre eles. [Josefo 5.13.7]
  13. Estavam cegos por aquele destino que já se abatia sobre a cidade e também sobre eles próprios. [Josefo 5.13.7]
  14. As legiões trouxeram suas máquinas de guerra contra a torre Antônia, que defendia o Grande Templo, onde foram atacados por fogo e espada e por todos os tipos de dardos. Os soldados jogaram seus escudos sobre suas costas para com as mãos minarem os alicerces da sua muralha e com grande esforço removeram quatro de suas pedras. [Josefo 6.1.3]
  15. Naquela noite, a muralha foi tão abalada pelos aríetes naquele lugar e suas fundações foram tão minadas que o chão cedeu e a muralha caiu repentinamente. [Josefo 6.1.3]
  16. Alguns homens foram silenciosamente durante a noite através das ruínas, até a torre Antônia; e depois de terem cortado as gargantas dos primeiros guardas do lugar enquanto dormiam, apoderaram-se da muralha e ordenaram ao trompetista que tocasse a sua trombeta. [Josefo 6.1.7]
  17. Assim que a Besta ouviu o sinal, ordenou ao exército que colocassem a armadura imediatamente e foi até lá com seus comandantes e primeiro a subiu, como fizeram os homens escolhidos que estavam com ele. [Josefo 6.1.7]
  18. Uma terrível batalha foi travada na entrada do templo, enquanto as legiões forçavam o caminho para obter a posse do templo e os judeus os conduziam de volta à torre de Antônia. [Josefo 6.1.7]
  19. Grande matança foi feita agora em ambos os lados, com os combatentes pisando nos corpos e nas armaduras dos que estavam mortos, e assim os despedaçando. [Josefo 6.1.7]
  20. O Anjo do Abismo deu ordens às suas legiões para demolir os alicerces da torre de Antônia para abrir passagem para o seu exército avançar; enquanto ele mesmo enviava mensageiros para sem sucesso persuadir os sediciosos a desistir. [Josefo 6.2.1]
  21. As matança continuou até que o Anjo do Abismo percebeu que seus esforços para poupar um templo estrangeiro acabaram prejudicando seus soldados e depois de muitos mortos, ele deu ordem para incendiar os portões do templo. [Josefo 6.4.1]
  22. Os soldados atearam fogo aos portões, e a prata que estava sobre eles levou rapidamente as chamas para a madeira que estava dentro, de onde se espalhou de repente e se agarrou ao claustro. [Josefo 6.4.2]
  23. Quando os judeus viram este fogo à sua volta, seus espíritos afundaram junto com seus corpos. Eles ficaram tão surpresos que nenhum deles se apressou, seja para se defender ou apagar o fogo, mas eles permaneceram como espectadores mudos dele apenas. [Josefo 6.4.1]
  24. Eles sofreram muito com a perda do que agora estava queimando, como se a própria casa sagrada já estivesse em chamas; e assim aguçaram suas paixões contra as legiões. [Josefo 6.4.2]
  25. O Anjo do abismo ordenou que homens escolhidos abrissem caminho pelas ruínas e apagassem o fogo que consumia o Grande Templo. No entanto, Deus, com certeza, há muito condenou ao fogo a Sua Casa; e agora aquele dia fatal havia chegado, de acordo com a revolução dos tempos. [Josefo 6.4.4]
  26. Embora alguém lamentasse a destruição de uma obra como esta, já que foi a mais admirável, tanto por sua magnitude, como também pela vasta riqueza concedida a ela, bem como pela gloriosa reputação que tinha por sua santidade. [Josefo 6.4.4]
  27. No entanto, tal pessoa poderia se consolar com este pensamento, que este destino fora decretado e era inevitável, tanto para as criaturas vivas quanto para as obras e lugares também. [Josefo 6.4.4]

Capítulo 16: Queda

  1. o Cordeiro ficou de pé sobre o monte Sião, e com ele os cento e quarenta e quatro mil que traziam escritos na testa o nome dele e o nome de seu Pai. [Apocalipse 14:1]
  2. Veio um som do céu como o de muitas águas e de um forte trovão. Era como o de harpistas tocando suas harpas. Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender o cântico, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que haviam sido comprados da terra. [Apocalipse 14:2-3]
  3. Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois se conservaram castos e seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá. Foram comprados dentre os homens e ofertados como primícias a Deus e ao Cordeiro.
    Mentira nenhuma foi encontrada em suas bocas; são imaculados. [Apocalipse 14:4]
  4. Então veio outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo. [Apocalipse 14:5]
  5. Ele disse em alta voz: Temam a Deus e glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas. [Apocalipse 14:6]
  6. Enquanto a casa sagrada estava em chamas, foi saqueado tudo o que estava ao seu alcance, e dez mil dos que foram apanhados foram mortos. [Josefo 6.5.1]
  7. Não houve uma comiseração de qualquer idade ou qualquer reverência à gravidade, mas crianças e velhos, e pessoas profanas e sacerdotes foram todos mortos da mesma maneira; de modo que esta guerra envolveu todos os tipos de homens, e os levou à destruição. [Josefo 6.5.1]
  8. A chama também foi carregada por um longo caminho e fez um eco, junto com os gemidos daqueles que foram mortos. [Josefo 6.5.1]
  9. Não se pode imaginar nada maior ou mais terrível do que este ruído; pois houve ao mesmo tempo um grito das legiões da Besta, que marchavam juntas, e um clamor triste dos rebeldes, que agora estavam cercados entre o fogo e a espada. [Josefo 6.5.1]
  10. A própria colina em que ficava o templo estava fervendo de calor, mas o sangue era em maior quantidade do que o fogo; e solo já não era visível com tantos cadáveres que jaziam sobre ele. [Josefo 6.5.1]
  11. Um falso profeta fez uma proclamação pública na cidade naquele mesmo dia, que Deus ordenou ao povo que subisse ao templo, pois ali eles receberiam sinais miraculosos de sua libertação. [Josefo 6.5.2]
  12. Era um dos muitos falsos profetas que foram subornados pelos líderes do sediciosos para impor sua vontade ao povo. [Josefo 6.5.2]
  13. Uma grande multidão de todo tipo de pessoas, incluindo mulheres e crianças, fazendo cerca de seis mil, que foram ao claustro do templo nessa ocasião, morreram queimados ali mesmo. Nenhum deles escapou com vida. [Josefo 6.5.2]
  14. A Besta trouxe suas insígnias para as ruínas do templo e as colocaram do lado oriental portão; e ali lhes ofereceram sacrifícios pagãos e fizeram homenagens ao Anjo do Abismo com as maiores aclamações de alegria. [Josefo 6.6.1]
  15. Quando os sacerdotes que sofriam com a fome se renderem à Besta e imploraram por suas vidas, o Anjo do abismo respondeu que o tempo do perdão havia acabado. [Josefo 6.6.1]
  16. Deveria ser agradável para seu ofício como sacerdotes que morressem com a própria casa a que pertenciam. Então ordenou que todos fossem mortos. [Josefo 6.6.1]
  17. Aos sediciosos que ainda se escondiam pela cidade, a Besta fez a proposta: Ó criaturas miseráveis! Por que ainda resistir? Seu povo não está morto? A sua casa sagrada não se foi? Não está sua cidade em meu poder? E suas próprias vidas não estão em minhas mãos? E você ainda considera uma parte da coragem morrer? [Josefo 6.6.2]
  18. Mas não vou imitar sua loucura. Se vocês abaixarem seus braços e entregarem seus corpos a mim, eu lhes concederei as suas vidas; e agirei como um gentil senhor de família; o que não puder ser curado será punido, e o resto preservarei para meu próprio uso. [Josefo 6.6.2]
  19. A essa oferta de Tito eles responderam: Que não podiam aceitá-la, porque haviam jurado nunca aceitar; mas se tivessem permissão para deixar as muralhas, com suas esposas e filhos; eles iriam para o deserto e deixariam a cidade para ele. [Josefo 6.6.3]
  20. Diante disso, o Anjo do Abismo indignado, pois estava diante de homens já feitos cativos, então como fingiam negociar seus próprios termos como se tivessem sido vencedores. [Josefo 6.6.3]
  21. Ele proclamou que não mais aceitaria rendições e os trataria de acordo com as leis da guerra. Então, ordenou aos soldados para queimar e saquear a cidade. [Josefo 6.6.3]
  22. No dia seguinte, as legiões atearam fogo ao depósito e aos edifícios públicos. As ruas também foram queimadas, assim como as casas que estavam cheias de cadáveres, como os que foram destruídas pela fome. [Josefo 6.6.3]
  23. Os rebeldes se esconderam na cidadela real, na parte alta da cidade, que era muito defensável e mataram todos do povo que ali se escondiam aglomerados, que eram cerca de oito mil e quatrocentos, e lhes saquearam o que tinham. [Josefo 6.7.1]
  24. Em dezoito dias, as legiões trouxeram suas máquinas de cerco contra a muralha da cidadela. Quando esta muralha cedeu aos golpes dos aríetes, aqueles que se opunham fugiram e o terror caiu sobre os últimos sediciosos. [Josefo 6.8.4]
  25. Eles mataram todos os que alcançaram e incendiaram as casas para onde os judeus haviam fugido, e queimaram todas as almas nelas, e devastaram todo o resto. [Josefo 6.8.5]
  26. Eles se tornaram os senhores das muralhas e colocaram suas insígnias nas torres e fizeram alegres aclamações pela vitória ao terem alcançado o fim da guerra. [Josefo 6.8.5]
  27. Não foi por qualquer outro motivo que a cidade mereceu tanto esses infortúnios dolorosos, como por produzir tal geração de homens como foram estes na ocasião de sua queda. [Josefo 6.8.5]

Capítulo 17: Conclusão

  1. O anjo anunciou aos seguidores do Ungido: Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez todas as nações beberem do vinho da fúria da sua prostituição! [Apocalipse 14:8]
  2. O Lugar Santo foi destruído. A cidade foi totalmente arrasada. Os povoados da Judeia e da Galileia foram devastados. O juízo do senhor caiu sobre eles como raio. 
  3. Tal era a condição da Terra Santa e dos Judeus que os santos apóstolos e os discípulos do Ungido deixaram a região e foram dispersos pelo mundo. [Eusébio 3.1]
  4. As terras da Pártia foram atribuídas ao apóstolo Tomé como seu campo de trabalho. A Cítia foi atribuída a André. E a Ásia foi atribuída a João, que, depois de ter vivido ali algum tempo, morreu em Éfeso. [Eusébio 3.1]
  5. Pedro, que pregou no Ponto, na Galácia, na Bitínia, na Capadócia e na Ásia para os judeus da diáspora, finalmente tendo vindo a Roma de Nero, foi crucificado de cabeça para baixo. [Eusébio 3.1]
  6. O número e os nomes daqueles entre Pedro que se tornaram verdadeiros e zelosos seguidores dos apóstolos, e foram julgados dignos de cuidar das igrejas circundadas por eles, não é fácil dizer. [Eusébio 3;4]
  7. Paulo pregou o evangelho do Ungido desde Jerusalém a Ilírico; e depois também sofreu martírio por decapitação na Roma de Nero. [Eusébio 3.1]
  8. Ele tinha inúmeros companheiros de trabalho, ou “companheiros de guerra”, como os chamava, e a maioria deles foi honrada com uma memorial imperecível, pois ele deu testemunho duradouro a respeito deles em suas próprias cartas.
  9. Após o martírio de Paulo e Pedro, o primeiro a obter o episcopado da igreja de Roma foi o seguidor do Ungido chamado Lino. 
  10. No entanto, tendo a fé no Ungido agora sido difundida entre todos os homens, o inimigo da salvação do homem arquitetou um plano para tomar a cidade imperial para si mesmo.
  11. Assim, o anjo lhes anunciou em alta voz: Se alguém adorar a Besta e a sua imagem e receber a sua marca na testa ou na mão, também beberá do vinho do furor de Deus que foi derramado sem mistura no cálice da sua ira.
  12. Será ainda atormentado com enxofre ardente na presença dos santos anjos e do Cordeiro; e a fumaça do tormento de tais pessoas sobe para todo o sempre. 14:10]
  13. Para todos os que adoram a besta e a sua imagem, e para quem recebe a marca do seu nome, não há descanso, dia e noite. [Apocalipse 14:11]
  14. Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis ao Ungido. [Apocalipse 14:12]
  15. Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante. Diz o Espírito: Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão. [Apocalipse 14:13]
  16. Muito mais do que onze discípulos escutaram as palavras que o Ungido falou na Galiléia, em certo monte, quando ressuscitou dos mortos cerca de quarenta anos antes [Mateus 28:16]
  17. Muitos deles. mesmo sem o ver, ainda sim adoraram, alguns não tiveram dúvidas.  Pois Jesus disse aos seus primeiros seguidores quando se aproximou-se deles: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. [Mateus 28:17-18]
  18. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
    ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos. [Mateus 28:19-20]

 

 

 

 

 

 

  1. Olhei, e diante de mim estava uma nuvem branca e, assentado sobre a nuvem, alguém semelhante a um filho de homem. Ele estava com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. [Apocalipse 14:14]
  1. Então saiu do santuário um outro anjo, que bradou em alta voz àquele que estava assentado sobre a nuvem: Tome a sua foice e faça a colheita, pois a safra da terra está madura; chegou a hora de colhê-la. [Apocalipse 14:15]
  2. Assim, aquele que estava assentado sobre a nuvem passou sua foice pela terra, e a terra foi ceifada. [Apocalipse 14:16]
  3. Outro anjo saiu do santuário do céu, trazendo também uma foice afiada. [Apocalipse 14:17]
  4. E ainda outro anjo, que tem autoridade sobre o fogo, saiu do altar e bradou em alta voz àquele que tinha a foice afiada: “Tome sua foice afiada e ajunte os cachos de uva da videira da terra, porque as suas uvas estão maduras!” [Apocalipse 14:18]
  5. O anjo passou a foice pela terra, ajuntou as uvas e as lançou no grande lagar da ira de Deus. [Apocalipse 14:19]
  6. Elas foram pisadas no lagar, fora da cidade, e correu sangue do lagar, chegando ao nível dos freios dos cavalos, numa distância de cerca de trezentos quilômetros. [Apocalipse 14:20]

    Apocalipse 14:8-20

  1. E, de fato, por que relato essas calamidades específicas? enquanto Manneus, o filho de Lázaro, veio correndo para Tito neste mesmo tempo, e disse-lhe que havia sido levado por aquele portão, que foi confiado aos seus cuidados, nada menos que cento e quinze mil oitocentos e oitenta cadáveres, no intervalo entre o décimo quarto dia do mês Xanthieus, [Nisan,] quando os romanos acamparam perto da cidade, e o primeiro dia do mês Panemus [Tamuz]. Essa era uma multidão prodigiosa; e embora este homem não fosse ele próprio nomeado governador daquele portão, foi nomeado para pagar o estipêndio público para levar esses corpos para fora, e assim foi obrigado pela necessidade de numerá-los, enquanto o resto foi enterrado por seus parentes; embora todo o seu enterro fosse apenas este, para levá-los embora e expulsá-los da cidade. Depois que esse homem fugiu para Tito, muitos dos cidadãos eminentes, e contaram-lhe todo o número de pobres que estavam mortos, e que nada menos que seiscentos mil foram jogados fora pelos portões, embora o número do resto ainda pudesse não ser descoberto; e disseram-lhe ainda que, quando não podiam mais carregar os cadáveres dos pobres, colocaram seus cadáveres em pilhas em casas muito grandes e os encerraram nelas; como também que um medimnus de trigo foi vendido por um talento; e que quando, um pouco depois, não foi possível colher ervas, devido ao fato de a cidade estar toda murada, algumas pessoas foram levadas a uma terrível angústia para vasculhar os esgotos comuns e velhos montes de gado, e comer o esterco que eles conseguiram lá; e o que eles antigamente não podiam suportar tanto quanto ver que agora eram usados ​​como alimento. Quando os romanos mal ouviram tudo isso, eles lamentaram seu caso; enquanto os rebeldes, que também viram isso, não se arrependeram, mas permitiram que a mesma angústia viesse sobre eles; pois estavam cegos por aquele destino que já se abatia sobre a cidade e também sobre eles próprios.

  1. Agora, esses romanos eram atualmente forçados a oferecer a melhor resistência que podiam; pois eles não foram capazes, em grande número, de sair pela brecha na parede de tão estreita.
  2. Tito ordenou aos arqueiros que ficassem nas extremidades superiores dessas ruelas estreitas. Ele continuou a atirar dardos nos judeus continuamente, impedindo-os de atacar seus homens, e isso até que todos os seus soldados tivessem se retirado da cidade.
  1.  
  2.  
  3. Assalto ao forte Antônia [Josefo 6.1.?]
  4. Destruição do forte Antônia [Josefo 6.2.?]
  5. Invasão do Templo [Josefo 6:4.?]
  6. Entrada nos Romanos no Templo [Josefo 6:5.?]
  7. Insignias no templo [Josefo 6:6.?]

Eles também ameaçaram a morte do povo, se algum deles dissesse uma palavra sobre a rendição. Além disso, cortaram a garganta daqueles que falavam de paz e, em seguida, atacaram os romanos que estavam dentro da muralha. Alguns deles encontraram nas ruas estreitas, e alguns contra os quais lutaram em suas casas, enquanto faziam uma súbita investida nos portões superiores e atacavam os romanos que estavam além da muralha, até que aqueles que guardavam a muralha ficaram tão ameaçados , que eles saltaram de suas torres e se retiraram para seus vários acampamentos: sobre o qual um grande barulho foi feito pelos romanos que estavam lá dentro, porque eles foram rodeados por todos os lados por seus inimigos; como também pelos que estavam de fora, porque temeram pelos que ficaram na cidade. [Josefo 5.8.1]

Capítulo 18: Anticristo

II

Livro do Milênio

I – Terra Arrasada

  1. Ouçam, ó céus! Escute, ó terra! Pois o Senhor falou: “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim. [Isaías 1:2]
  2. O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende”. [Isaías 1:3]
  3. Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade! Raça de malfeitores, filhos dados à corrupção! Abandonaram o Senhor; desprezaram o Santo de Israel e o rejeitaram. [Isaías 1:4]
  4. Por que continuarão sendo castigados? Por que insistem na revolta? A cabeça toda está ferida, todo o coração está sofrendo. [Isaías 1:5]
  5. Da sola do pé ao alto da cabeça não há nada são; somente machucados, vergões e ferimentos abertos, que não foram limpos nem enfaixados nem tratados com azeite. [Isaías 1:6]
  6. A terra de vocês está devastada, suas cidades foram destruídas a fogo; os seus campos estão sendo tomados por estrangeiros, diante de vocês, e devastados como a ruína que os estrangeiros costumam causar. [Isaías 1:7]
  7. Não restou sequer a cidade de Sião como tenda numa vinha, como abrigo numa plantação de melões, como uma cidade sitiada. [Isaías 1:8]
  8. Se o Senhor dos Exércitos não tivesse poupado alguns, já estariam como Sodoma e Gomorra. [Isaías 1:9]
  9. Adriano fundou sobre ela uma cidade no lugar daquela que havia sido arrasada, batizando-a de Aelia Capitolina, e no local do templo de Deus, ergueu um novo templo para Júpiter. [Suetônio 69.12.1]
  10. A ordem trouxe uma guerra sem importância e de longa duração. [Suetônio 69.12.1]
  11. Os judeus consideravam intolerável que raças estrangeiras deveriam ser estabelecidas em sua cidade e rituais religiosos estrangeiros fossem plantados lá. [Suetônio 69.12.2]
  12. Enquanto Adriano esteve por perto no Egito e novamente na Síria, eles permaneceram quietos. [Suetônio 69.12.2] 
  13. Mas propositadamente fizeram armas de baixa qualidade aos romanos para que estes pudessem rejeitá-las e eles próprios fazerem o uso delas. [Suetônio 69.12.2]
  14. Mas, quando Adriano se afastou das terras da Judeia, eles se revoltaram abertamente. [Suetônio 69.12.1]
  15. Eles não ousaram confrontar os romanos em campo aberto, mas ocuparam posições vantajosas no país e as fortaleceram com minas e muros, a fim de que pudessem ter refúgio sob a terra. [Suetônio 69.12.3]
  16. Eles perfuravam passagens subterrâneas acima dessas minas subterrâneas em intervalos para deixar entrar ar e luz. [Suetônio 69.12.3]
  17. No início, os romanos não os levaram em conta. Logo, porém, toda a Judéia se agitou e os judeus em todos os lugares estavam mostrando sinais de perturbação, reunindo-se e dando provas de grande hostilidade aos romanos, em parte por meio de atos secretos e em parte por atos abertos. [Suetônio 69.13.1]
  18. Muitas nações de fora, também, estavam se juntando a eles pela ânsia de ganho, e toda a terra, quase se poderia dizer, estava sendo agitada sobre o assunto. [Suetônio 69.13.2]
  19. Então, de fato, Adriano enviou contra eles seus melhores generais. O primeiro deles foi Júlio Severo, que foi enviado da Grã-Bretanha, onde era governador, contra os judeus. [Suetônio 69.13.2]
  20. O general Severo não se aventurou a atacar seus oponentes abertamente em qualquer ponto, em vista de sua quantidade e seu desespero, mas interceptando pequenos grupos, graças ao número de seus soldados e seus suboficiais. [Suetônio 69.13.3]
  21. Privando-os de comida e fechando-os, ele foi capaz – bem devagar, com certeza, mas com relativo pouco perigo – de esmagá-los, exauri-los e exterminá-los. Muito poucos deles de fato sobreviveram. [Suetônio 69.13.3]
  22. Cinquenta de seus postos avançados mais importantes e novecentos e oitenta e cinco de suas aldeias mais famosas foram arrasados. [Suetônio 69.14.1]
  23. Quinhentos e oitenta mil homens foram mortos em vários ataques e batalhas, e o número daqueles que pereceram de fome, doença e fogo estava além de ser descoberto. [Suetônio 69.14.1]
  24. Assim, quase toda a Judéia ficou desolada, um resultado do qual o povo tinha prevenido antes da guerra. [Suetônio 69.14.2] 
  25. Pois o túmulo de Salomão, que os judeus consideram um objeto de veneração, caiu em pedaços e desabou, e muitos lobos e hienas precipitaram-se uivando para suas cidades. [Suetônio 69.14.2] 
  26. Muitos romanos, além disso, pereceram nesta guerra. Portanto, Adriano, ao escrever ao Senado, não empregou a frase inicial comumente afetada pelos imperadores: “Se você e seus filhos estão com saúde, está bem; eu e as legiões estamos com saúde.” [Suetônio 69.14.3]

     

13 Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou de pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono. [Apocalipse 7:3]

14 E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos. Ele pegou o incensário, encheu-o com fogo do altar e lançou-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto. [Apocalipse 7:4-5]

16 Então os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. [Apocalipse 7:6]

possuía olhos como os olhos de um homem e uma boca que falava com arrogância. [Daniel 7:8]

17 Ainda como general da sexta Besta, Flávio César foi escolhido em preferência a todos os outros, tanto por sua conhecida atividade, quanto por causa do obscuridade de sua origem e nome, sendo uma pessoa de quem não poderia haver o menor ciúme. [Suetônio 10.4]

18 Levou consigo duas legiões, portanto, oito esquadrões de cavalos, e dez coortes, somando-se às antigas tropas da Judéia; também o seu filho mais velho como tenente.  Assim que chegou na Judeia, chamou a atenção sobre si, reformando imediatamente a disciplina do campo. [Suetônio 10.4]

19 A Besta enfrentou o inimigo uma ou duas vezes com tal resolução, que, no ataque a um fortificação, ele teve seu joelho machucado por um golpe de pedra e recebeu várias flechas em seu escudo.  [Suetônio 10.4]

5 O aviso do filho antes de morrer logo se cumpriria: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós e por vossos filhos. Porque, na verdade vêm os dias em que se dirá: Felizes as estéreis, ventres que não produziu filhos e os peitos que não amamentaram! Pois todos começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós!’, e às colinas: ‘Cobri-nos!’. (Lucas 23:30)

7 Com muitos será feita uma aliança que durará uma semana, que representa o tempo de sete anos. No meio desta semana, ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado. [9:27]

Capítulo 4: A Guerra

Capítulo 4: Bar Kokhbar (Suetônio)

[69.12.1] Em Jerusalém, Adriano fundou uma cidade no lugar daquela que havia sido arrasada, batizando-a de Aelia Capitolina, e no local do templo do deus [judeu], ele ergueu um novo templo para Júpiter. Isso trouxe uma guerra sem importância nem de curta duração,

[69.12.2] para os judeus considerou intolerável que raças estrangeiras deveriam ser estabelecidas em sua cidade e rituais religiosos estrangeiros plantados lá. Tanto tempo, de fato, como Adriano esteve por perto no Egito e novamente na Síria, eles permaneceram quietos, exceto na medida em que propositadamente fizeram de baixa qualidade as armas que foram chamados a fornecer, a fim de que os romanos pudessem rejeitá-las e eles próprios podem assim ter o uso deles. Mas quando Adriano foi mais longe, eles se revoltaram abertamente.

[69.12.3] Certamente não ousaram tirar conclusões com os romanos em campo aberto, mas ocuparam posições vantajosas no país e as fortaleceram com minas e muros, a fim de que pudessem ter refúgio sempre que devem ser fortemente pressionados e podem se encontrar sem serem observados sob a terra; e eles perfuraram essas passagens subterrâneas de cima em intervalos para deixar entrar ar e luz.

[69.13.1] No início, os romanos não os levaram em conta. Logo, porém, toda a Judéia foi agitada, e os judeus em todos os lugares estavam mostrando sinais de perturbação, reunindo-se e dando provas de grande hostilidade aos romanos, em parte por meio de atos secretos e em parte por atos abertos.

[69.13.2] Muitas nações de fora, também, estavam se juntando a eles pela ânsia de ganho, e toda a terra, quase se poderia dizer, estava sendo agitada sobre o assunto. Então, de fato, Adriano enviou contra eles seus melhores generais. O primeiro deles foi Júlio Severo, que foi enviado da Grã-Bretanha, onde era governador, contra os judeus.

[69.13.3] Severo não se aventurou a atacar seus oponentes abertamente em qualquer ponto, em vista de sua quantidade e seu desespero, mas interceptando pequenos grupos, graças ao número de seus soldados e seus suboficiais. Privando-os de comida e fechando-os, ele foi capaz – bem devagar, com certeza, mas com relativamente pouco perigo – de esmagá-los, exauri-los e exterminá-los. Muito poucos deles de fato sobreviveram.

[69.14.1] Cinquenta de seus postos avançados mais importantes e novecentos e oitenta e cinco de suas aldeias mais famosas foram arrasados. Quinhentos e oitenta mil homens foram mortos em vários ataques e batalhas, e o número daqueles que pereceram de fome, doença e fogo estava além de ser descoberto.

[69.14.2] Assim, quase toda a Judéia ficou desolada, um resultado do qual o povo tinha prevenido antes da guerra. Pois o túmulo de Salomão, que os judeus consideram um objeto de veneração, caiu em pedaços e desabou, e muitos lobos e hienas precipitaram-se uivando para suas cidades.

[69.14.3] Muitos romanos, além disso, pereceram nesta guerra. Portanto, Adriano, ao escrever ao Senado, não empregou a frase inicial comumente afetada pelos imperadores: “Se você e seus filhos estão com saúde, está bem; eu e as legiões estamos com saúde.”