Livro do Fim

Capítulo 1: Roma

  1. A cidade da Babilônia era um cálice de ouro nas mãos do Senhor; ela embriagou a terra toda. As nações beberam o seu vinho; e por isso enlouqueceram. Hoje, sua larga muralha está destruída e seus altos portões foram incendiados. [Jeremias 51:7]
  2. As suas imagens foram humilhadas e os seus ídolos se apavoraram. Ela se tornou um amontoado de ruínas, uma habitação de chacais, objeto de pavor e de zombaria, um lugar onde ninguém vive. [Jeremias 51:37]
  3. Mas uma nova Babilônia logo surgiu. Ela se envolveu com uma mulher que era chamada por seus próprios habitantes de Roma.
  4. Era uma grande prostituta, sentada sobre muita água, com quem os reis da terra se prostituíram. Os habitantes da terra se embriagaram com o vinho de sua prostituição. [Apocalipse 17:1-2]
  5. Era o Reino do Norte que invadiu muitos países com carruagens, cavaleiros e grande frota de navios; e avançou por eles como uma inundação. Também invadiu a Terra Santa. Muitos países caíram, mas Edom, Moabe e os líderes de Amom ficaram livres da sua mão. [Daniel 11:40-42]
  6. O seu poder se estendeu sobre muitas nações. O Egito não escapou, pois ela teve o controle dos tesouros de ouro, de prata e de todas as riquezas do Nilo. Os Líbios e os Núbios a ela se submeteram. [Daniel 11:42-43]
  7. Ela estava montada numa besta vermelha que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. [Apocalipse 13:1]
  8. Era uma Besta aterrorizante, assustadora e muito poderosa. Tinha grandes dentes de ferro, com as quais despedaçava e devorava suas vítimas, e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os animais anteriores. [Daniel 7:7]
  9. A primeira das sete cabeças foi o primeiro César, que teve sobre o seu chifre a primeira coroa. Ele foi morto pelos seus próprios compatriotas, mas o culto à adoração imperial continuou.
  10. Este ferimento mortal foi totalmente curado. Todo mundo ficou maravilhado e seguiu a Besta. [Apocalipse 13:3]
  11. A segunda cabeça da Besta, o Augusto César, fez todos a adorarem, dizendo: Quem é como a Besta? Quem pode guerrear contra ela? [Apocalipse 13:4]
  12. A Besta fez o cálice da prostituição embriagar até a terra santa com os privilégios das leis e um belo templo. E assim cidades cheias de ídolos foram criadas na terra santa. A iniquidade e morte se espalhou no interior dos palácios da Judeia. [Josefo]
  13. Surgiu neste tempo no céu um sinal extraordinário: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. [Apocalipse 12:1]
  14. A jovem mulher estava grávida e gritava de dor, pois estava para dar à luz. [Apocalipse 12:2]
  15. Nasceu alguém semelhante a um filho de um homem, mas vindo com as nuvens dos céus. [Daniel 7:13]
  16. A serpente se colocou diante da mulher para devorar o seu filho no momento em que ele nascesse. [Apocalipse 12:4]
  17. A terceira cabeça da Besta, o Tibério César, assim deu a autoridade para matar o filho, que foi crucificado, morto e sepultado; e ressuscitou ao terceiro dia.
  18. Estava se cumprindo assim a antiga profecia de que rostos brilharão de alegria, pois nestes dias o Ungido terá ressuscitado e a Terra se alegrará. [Enoque 51.5]
  19. Estava se cumprindo assim as setenta semanas a partir do decreto para restaurar e reconstruir a Jerusalém. Eram os quatrocentos e noventa anos revelados ao profeta Daniel para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. [Daniel 9:24]
  20. Infelizmente, a transgressão continuou, o pecado não teve fim, as culpas não foram expiadas, não houve justiça eterna, nem se cumpriu a visão e a profecia, nem o santíssimo foi ungido.
  21. Desde o decreto que mandou restaurar e reconstruir Jerusalém até a vinda do Ungido, houve sete semanas e mais sessenta e duas semanas para a cidade ser reconstruída com ruas e muros, mesmo em tempos difíceis. [Daniel 9:25]
  22. Depois de sessenta e duas semanas, o Ungido foi morto, e não houve lugar para ele. A cidade e o lugar santo agora deveriam ser destruídos pelo povo da Besta.
  23. Os tronos celestiais foram postos no lugar, e o ancião se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono ardia em fogo, e as rodas do trono estavam todas incandescentes. Saía um rio de fogo de diante dele. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dele. O tribunal iniciou o julgamento e os livros foram abertos. [Daniel 7:10]
  24. Com muitos, o Ungido fez uma aliança que durou uma semana. No meio desta última semana ele deu fim ao sacrifício e à oferta.
  25. O Templo de Jerusalém já mão mais cumpriu a sua função. A luz central se apagava sozinha, a fita vermelha permanecia vermelha, e o sorteio para o Senhor sempre aparecia na mão esquerda. Suas portas eram fechadas à noite e pela manhã eram encontradas bem abertas. [Talmude]
  26. Os sacerdotes do templo se perguntaram: ‘Ó Templo, por que você nos assusta?’, pois sentiram que o templo acabaria destruído. [Talmude].
  27. Em quarenta anos, se cumpriria a revelação que o próprio Ungido fez diante das construções do Templo quando disse: Vocês estão vendo tudo isto? Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas. [Mateus 24:2]
  28. A quarta cabeça da Besta, o Calígula César, trouxe mais imoralidade para o interior da Besta que qualquer outra cabeça antes dele. A Besta enxergou em si a sua própria loucura. [Josefo]
  29. A quinta cabeça da Besta, o Claudio César, testemunhou o nome do Ungido se espalhar e a palavra alcançar todas as nações. Muitos foram batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. [Mateus 28:19]
  30. O evangelho também incomodou a muitos. A Besta expulsou de Roma todos os judeus, que continuamente causavam distúrbios por instigação do nome do Ungido. [Suetônio 25]
  31. A sexta cabeça, o Nero César, foi a pior de todas. Ela recebeu autoridade para guerrear contra os santos e os derrotar. E assim o fez até que o ancião veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo. [Mateus 11:15]

Capítulo 2: Incêndio

  1. Todos os habitantes da terra adoraram Nero César, todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro desde a criação do mundo. [Apocalipse 13:8]
  2. Nero César preparava banquetes nas praças públicas e usava toda a cidade como sua casa particular. Desses entretenimentos, os mais famosos por sua notória libertinagem foram os fornecidos por Tigelino. [Tácito 37]
  3. Nero, que se poluía com todas as indulgências legais ou ilegais, não omitiu uma única abominação que pudesse aumentar sua depravação. [Tácito 37]
  4. Alguns dias depois ele se rebaixou para se casar com um homem do seu tipo imundo com todas as formas de um casamento regular. O véu de noiva foi colocado sobre o imperador; as pessoas viram as testemunhas da cerimônia, o dote de casamento, o sofá e as tochas nupciais. [Tácito 37]
  5. Ele era uma besta de dois chifres que falava como uma serpente. Realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens. [Apocalipse 13:11]
  6. 6 Seguiu-se um desastre, se foi acidental ou planejado pelo imperador, é incerto, pois os autores deram ambos os relatos. Foi o pior e o mais terrível que já aconteceu a esta cidade pela violência do fogo. [Tácito 38]
  7. Teve seu início no circo que ficava ao lado das colinas Palatino e Célio. Em meio às lojas de mercadorias inflamáveis, o incêndio irrompeu. [Tácito 38]
  8. O fogo se tornou tão violento e tão rápido com o vento que agarrou toda a extensão do circo, pois não havia casas cercadas por alvenaria ou templos murados, ou qualquer outro obstáculo para interpor as chamas. [Tácito 38]
  9. O incêndio em sua fúria percorreu primeiro as partes planas da cidade, depois subiu para as colinas enquanto devastava todos os lugares abaixo delas. [Tácito 38]
  10. Ultrapassou todas as medidas preventivas; tão rápido foi o desastre e tão completamente à sua mercê ficou a cidade com as passagens estreitas e sinuosas e ruas irregulares que caracterizavam a velha Roma. [Tácito 38]
  11. Espalhou por toda parte um boato de que, no momento em que a cidade estava em chamas, o imperador se apresentou em um palco privado e cantou antigos poemas comparando o infortúnio com as calamidades da antiguidade. [Tácito 39]
  12. Só depois de cinco dias, foi posto fim ao incêndio ao pé do morro Esquilino. Mas antes que as pessoas deixassem de lado seus medos, as chamas voltaram com não menos fúria. Esta segunda vez acometeu especialmente os bairros espaçosos da cidade. [Tácito 40]
  13. Embora houvesse menos perda de vidas, os templos dos deuses e os pórticos que eram dedicados à diversão caíram em uma ruína ainda mais generalizada. [Tácito 40]
  14. Roma, de fato, estava dividida em quatorze distritos, quatro dos quais permaneceram ilesos, três foram nivelados ao solo. Os outros sete restaram apenas algumas relíquias de casas despedaçadas e meio queimadas. [Tácito 40]
  15. Nero César aproveitou a desolação de seu país e ergueu uma mansão sobre os bairros destruídos que foi erguido com joias, ouro e objetos vulgarizados pela extravagância. [Tácito 42]
  16. Ele fez uma imagem em honra da primeira cabeça da Besta que fora ferida pela espada e contudo revivera. Ele falou e fez com que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar sua imagem. [Apocalipse 13:14]
  17. Havia banquetes sagrados e vigílias noturnas celebradas por mulheres casadas. No entanto, todos os seus esforços e propiciações aos seus deuses não baniram a crença de que a conflagração era o resultado de sua ordem. [Tácito 44]
  18. A Besta então colocou a culpa do desastre nos Santos do Altíssimo. Infligiu as mais requintadas torturas aos seguidores do Ungido. [Tácito 44]
  19. O Ungido tentou preparar os seus discípulos para esse momento de martírio quando primeiro os enviou para pregar a sua palavra: Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.[Mateus 10-34]
  20. Pois vim para fazer que o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra. Os inimigos do homem serão os da sua própria família. [Mateus 10:35-36]
  21. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. [Mateus 10:37-39]
  22. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará. [Mateus 10:40]
  23. Disse mais sobre o monte das Oliveiras quando seus discípulos dirigiram-se a ele em particular e perguntaram: Senhor, quando acontecerão essas coisas? [Mateus 24:3]
  24. Ele respondeu: Tudo isso será o início das dores. [Mateus 24:8]
  25. Vocês serão entregues para serem perseguidos e condenados à morte. Vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. [Mateus 24:9]
  26. Neste tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. [Mateus 24:10-11]
  27. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. [Mateus 24:12-13]
  28. E este evangelho do Reino dos Céus será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações. Só então virá o fim. [Mateus 24:14]

Capítulo 3: Rebelião

  1. Quarenta anos após Julgamento do Senhor. Um anjo poderoso proclamou em alta voz: Quem é digno de romper os selos e de abrir o livro? [Apocalipse 5:2]
  2. Parecia não haver ninguém, nem no céu nem na terra nem debaixo da terra, que podia abrir o livro, ou sequer olhar para ele. Então um dos anciãos disse: Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. [Apocalipse 5:3-5]
  3. Todos os céus cantaram: Digno é o Cordeiro de receber o livro e de abrir os seus sete selos, pois foi morto e com seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Ele os constituiu o reino e os sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra. [Apocalipse 5:9-10]
  4. O Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então se ouviu um dos seres viventes dizer com voz de trovão: Venha! [Apocalipse 6:1]
  5. Do primeiro selo, surgiu o cavaleiro que empunhava um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor determinado a vencer. [Apocalipse 6:2]
  6. Do segundo selo, surgiu outro cavalo; este era vermelho, cujo cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer com que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada. [Apocalipse 6:3-4]
  7. Do terceiro selo, surgiu um cavalo preto, cujo cavaleiro tinha na mão uma balança, dizendo: Um quilo de trigo por um denário, e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho! [Apocalipse 6:5-6]
  8. Do quarto selo, surgiu um cavalo amarelo, cujo cavaleiro chamava-se Morte e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. [Apocalipse 6:7-8]
  9. Neste tempo, por causa das profecias sobre a vinda do Ungido, cresceu em todo o oriente a convicção de que o império do mundo deveria partir da Judeia. Os judeus para tornar a profecia verdadeira irromperam em rebelião contra os romanos. Eles mataram o seu governador e derrotaram o comandante da Síria. [Suetônio 10.4]
  10. A rebelião primeiro atacou uma certa fortaleza chamada Massada. Eles a tomaram por traição e mataram os romanos que estavam lá, e colocaram outros de seu próprio grupo para mantê-la. [Josefo 3.17]
  11. Ao mesmo tempo, Eleazar, filho do sumo sacerdote Ananias, um jovem muito ousado, que na época era governador do templo, persuadiu os outros sacerdotes a não receberem presentes ou sacrifícios dos gentios; e assim os sacrifícios ao César foram rejeitados. [Josefo 3.17]
  12. Os soldados do governador da Judeia se esforçaram para ganhar o templo e expulsar os sacerdotes sediciosos que, com Eleazar, trabalharam para ganhar a cidade alta; e assim ocorreram massacres perpétuos em ambos os lados. [Josefo 3.17]
  13. A casa do sumo sacerdote Ananias e os palácios de Agripa e Berenice foram incendiados. Também se apressaram em queimar os contratos pertencentes a seus credores e acabar com as obrigações sobre o pagamento de dívidas a fim de ganhar a multidão dos devedores e persuadir os mais pobres a se juntarem à insurreição contra os mais ricos. [Josefo 3.17]
  14. Os homens de poder e os sumos sacerdotes entraram nos cofres subterrâneos e se esconderam. Outros fugiram com os soldados do governador Agripa para o palácio superior e fecharam os portões imediatamente; entre os quais estavam Ananias, o sumo sacerdote, e os embaixadores que haviam sido enviados a Agripa. [Josefo 3.17]
  15. Os judeus insurretos atacaram o Forte Antônia e cercaram sua guarnição por dois dias. Então, a tomaram e mataram todos nela. Colocaram a cidadela em chamas. Depois disso, marcharam para o palácio, para onde os soldados do rei haviam fugido, que acabaram capitulando após seu cerco. [Josefo 3.17]
  16. O sumo sacerdote foi pego onde havia se escondido em um aqueduto; e foi morto, junto com Ezequias, seu irmão, pelo grupo liderado por Manaém, filho de Judas, que se chamava o Galileu. [Josefo 3.17]
  17. Eleazar e seu grupo caíram violentamente sobre Manaém, como também o resto do povo; e pegando pedras para atacá-lo, eles as jogaram neles.  Alguns do grupo de Manaém escaparam em particular para Massada, entre os quais Eleazar, filho de Jairo, que era parente de Manaém. [Josefo 3.17]
  18. Quanto ao próprio Manaém, que havia fugido para Ophla, foi capturado vivo e o arrastado diante de todos. Eles o torturaram e depois de tudo o mataram junto com os capitães sob seu comando. [Josefo 3.17]
  19. O general romano Metílio, para poupar apenas suas vidas e dos seus soldados, concordou em entregar suas armas e o que mais eles tinham com eles. [Josefo 3.17]
  20. Mas assim que entregaram seus escudos e suas espadas, estando sem suspeita de causar qualquer dano, os homens de Eleazar os atacaram de maneira violenta e os matou. [Josefo 3.17]
  21. Foram assim todos assassinados barbaramente, exceto Metílio, que implorou por misericórdia e prometeu se tornar judeu e ser circuncidado. [Josefo 3.17]
  22. No mesmo dia em que os soldados romanos foram mortos em Jerusalém, o povo de Cesaréia matou os judeus que estavam entre eles; de modo que no período de uma hora mais de vinte mil judeus foram mortos. [Josefo 2.18]
  23. Toda a Cesaréia foi esvaziada de seus habitantes judeus. Os que fugiram, o governador romano Floro os capturava e os enviava amarrados às galés. [Josefo 2.18]
  24. Com o golpe que os judeus receberam em Cesaréia, toda a nação ficou muito enfurecida; assim, eles se dividiram em vários grupos e devastaram as aldeias dos sírios e suas cidades vizinhas: Filadélfia, Sebonitis, Gerasa, Pella, e Citópolis. [Josefo 2.18]
  25. Depois deles Gadara e Hipopótamos; e caindo sobre Gaulonitis, algumas cidades eles destruíram ali e algumas incendiaram. Então foram para Kedasa, pertencente aos tírios, e para Ptolemais, e para Gaba, e para Cesaréia. [Josefo 2.18]
  26. Nem a Samaria ou Askelon foi capaz de se opor à violência com a qual foram atacados. Queimaram tudo. Demoliram inteiramente Anthedon e Gaza. Muitas também das aldeias que estavam ao redor foram saqueadas e uma imensa matança foi feita dos homens que foram apanhados nelas. [Josefo 2.18]
  27. Os sírios estavam na multidão dos homens que os Judeus mataram; pois mataram aqueles que capturaram em suas cidades, não apenas pelo ódio que os nutriram, como antes, mas para evitar o perigo; de maneira que as desordens em toda a Síria foram terríveis. [Josefo 2.18]
  28. Cada cidade foi dividida em dois exércitos, acampados um contra o outro, e a preservação de uma parte consistia na destruição da outra; assim, o dia era gasto em derramamento de sangue e a noite em medo. [Josefo 2.18]
  29. A ganância era provocação o bastante para matar a parte oposta, mesmo para aqueles que antigamente pareciam muito brandos e gentis; pois eles sem medo pilharam dos mortos e levaram os despojos daqueles que matavam para suas próprias casas, como se tivessem sido ganhos em uma batalha armada. [Josefo 2.18]
  30. Era então comum ver cidades cheias de cadáveres, ainda não enterrados, com os de velhos misturados com de crianças, todos mortos e espalhados juntos; mulheres também se deitaram mortas entre eles, sem qualquer cobertura para sua nudez. [Josefo 2.18]
  31. Era possível ver toda a província cheia de calamidades inexprimíveis. O pavor de práticas ainda mais bárbaras era cada vez maior do que o que já havia sido perpetrado. [Josefo 2.18]
  32. Em Citópolis, os judeus lutaram contra seus próprios compatriotas. Eles receberam os insurretos por dois dias para tentá-los a ficarem seguros; mas na terceira noite eles observaram a oportunidade e cortaram todas as suas gargantas. [Josefo 2.18]
  33. Alguns foram mortos enquanto estavam desprotegidos e outros enquanto dormiam. O número de mortos foi superior a treze mil, e então eles saquearam tudo o que possuíam. [Josefo 2.18]

Capítulo 4: Escolhidos

1 Nesse momento, diante do trono celestial, o Cordeiro abriu o quinto selo. Debaixo do altar, as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram clamaram em alta voz: Até quando, ó Soberano santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue? [Apocalipse 6:9-10]

2 Então cada um dos santos recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles. [Apocalipse 6:11]

3 A abertura do sexto selo foi um grande abalo. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte. [Apocalipse 6:12-13]

4 O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. [Apocalipse 6:14]

5 Os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos — todos os homens, quer escravos, quer livres, estavam escondidos em cavernas e entre as rochas das montanhas. [Apocalipse 6:15]

6 Eles gritavam às montanhas e às rochas: Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! [Apocalipse 6:16]

7 Chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar? [Apocalipse 6:17]

8 Quatro anjos estavam de pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos, para impedir que qualquer vento soprasse na terra, no mar ou em qualquer árvore. [Apocalipse 7:1]

9 Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantou. Era um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, seria liberto. [Daniel 12:1]

10 O anjo subiu do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar: Não danifiquem nem a terra, nem o mar nem as árvores, até que selemos as testas dos servos do nosso Deus. [Apocalipse 7:2-3]

11 Multidões, que dormiam no pó da terra, acordaram: uns para a vida eterna, outros para a vergonha e para o desprezo eterno. Aqueles que eram sábios reluziram como o brilho do céu, e aqueles que conduziam muitos à justiça foram como as estrelas para todo o sempre. [Daniel 12:2-3]

12 O número dos que foram selados era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel. Eram doze mil de cada uma das doze tribo. [Apocalipse 7:4-8]

13 Mas não era apenas os números das tribos de Israel. Era na verdade uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. [Apocalipse 7:9]

14 Eles clamavam em alta voz: A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro. [Apocalipse 7:10]

15 Todos os anjos estavam de pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém! [Apocalipse 7:11-12]

16 Então um dos anciãos perguntou: Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram? [Apocalipse 7:13]

17 Veio a resposta: Estes eram os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. [Apocalipse 7:14]

18 Por isso, eles estão diante do trono de Deus e o servem dia e noite em seu santuário; e aquele que está assentado no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. [Apocalipse 7:15]

19 Eles nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não cairá sobre eles sol, e nenhum calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima. [Apocalipse 7:16-17]

20 Era o final do  dias. Então, o profeta Daniel se levantou do seu descanso para receber a herança que lhe coube. [Daniel 12:13]

21 Ele quem fechou com um selo as palavras do livro até este fim dos tempos. Muitos foram ali e aqui para aumentarem o conhecimento. O profeta olhou adiante onde estavam dois outros homens, um na margem de cá do rio e outro na margem de lá. [Daniel 12:4-5]

22 Um dos homens olhou o homem vestido de linho, que estava acima das águas do rio, para perguntar: Quanto tempo decorreu até que se cumpriu essas coisas estupendas? [Daniel 12:6]

23 O homem vestido de linho, que estava acima das águas do rio, ergueu para o céu a mão direita e a mão esquerda; e respondeu: Houve um tempo, muitos tempos e meio tempo. Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas as coisas se cumprirão. [Daniel 12:7]

24 Daniel sem compreender, então perguntou: Meu senhor, qual será o resultado disso tudo? [Daniel 12:8]

25 Ele respondeu: As palavras foram seladas e lacradas até este fim dos tempo. Muitos serão purificados, alvejados e refinados, mas os ímpios continuarão ímpios. Nenhum dos ímpios levará isto em consideração, mas os sábios sim. [Daniel 12:9-10]

26 O sétimo selo foi então aberto pelo Cordeiro. Houve silêncio no céu por volta de meia hora. Sete anjos se achavam em pé diante de Deus; a eles foram dadas sete trombetas. [Apocalipse 8:1-2]

Capítulo 5: Cristãos

1 Os discípulos lembraram-se das palavras do Ungido sobre o monte das Oliveiras quando dirigiram-se a ele em particular e perguntaram: Dize-nos, senhor, quando acontecerão essas coisas? Qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos? [Mateus 24: 4]

2 O Ungido respondeu: Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Ungido! ’ e enganarão a muitos. [Mateus 24: 5-6]

3 Vocês também ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não será o fim. [Mateus 24:6]

4 Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. [Mateus 24:7]

5 Tudo isso será o início das dores. [Mateus 24:8]

6 Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo, então os que estiverem na Judéia fujam para os montes. [Mateus 24:15-16]

7 Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. [Mateus 24:17]

8 Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. [Mateus 24:18]

9 Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! [Mateus 24:19]

10 Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado. [Mateus 24:29]

11 Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. [Mateus 24:21]

12 Os seguidores do Ungido em Jerusalém lembraram-se dessas palavras ditas quarenta anos antes. Eles se ordenaram por essa revelação, concedida a homens aprovados lá antes da guerra, para deixar a Jerusalém e morar em uma certa cidade da Pereia chamada Pella, [Eusébio 3.5.3]

13 Então, como se a cidade real dos judeus e toda a terra da Judéia estivessem totalmente destituídas de homens santos, o julgamento de Deus finalmente alcançou a todos aqueles que haviam cometido tais ultrajes contra o Ungido e seus apóstolos. [Eusébio 3.5.3]

14 O julgamento destruiria totalmente aquela geração de homens ímpios. [Eusébio 3.5.3]

15 Afinal, os romanos não ficaram quietos, com o comandante Céstio dos exércitos da Síria convocando da Antioquia a décima segunda legião inteira. E, das outras legiões, selecionou dois mil soldados, com seis coortes de lacaios e quatro tropas de cavaleiros. [Josefo 2.18.9]

16 Tropas auxiliares foram enviados pelos reis da região. O rei Antíoco enviou dois mil cavaleiros e três mil homens de infantaria, com outros arqueiros. O rei Agripa enviou o mesmo número de lacaios e mil cavaleiros. E o rei Sohemus enviou quatro mil, uma terça parte dos quais eram cavaleiros, mas a maioria eram arqueiros. [Josefo 2.18.9]

17 Outro grande número de auxiliares reunidos das cidades livres, que de fato não tinham a mesma habilidade nas questões marciais, mas compensaram com sua vivacidade e seu ódio aos judeus. [Josefo 2.18.9]

18 O comandante da décima segunda legião marchou com tantas de suas forças quanto ele supôs serem suficientes para subjugar aquela nação. Foi recebido pela cidade mais forte da Galiléia, chamada Séforis, com aclamações de alegria; cuja conduta sábia daquela cidade ocasionou que o resto das cidades ficasse em silêncio. [Josefo 2.18.11]

19 A parte dos rebeldes e os ladrões fugiram para aquela montanha que fica bem no meio da Galiléia, e está situada em frente a Séforis; é chamado de Asamon. Quando os romanos se aproximaram, eles mataram cerca de duzentos deles. [Josefo 2.18.11]

20 Mas quando os romanos contornaram as montanhas e chegaram às regiões acima de seus inimigos, os derrotaram. Alguns poucos se esconderam em certos lugares difíceis de serem alcançados enquanto o resto, mais de dois mil em número, foram mortos. [Josefo 2.18.11]

21 Com todas as suas forças, o comandante Céstio marchou até a cidade de Antipatris encontrando a torre de Aphek abandonada e o acampamento deserto. Ele queimou tudo, bem como as aldeias vizinhas. [Josefo 2.19.1]

22 Depois, encontrou a cidade da Lida vazia, pois toda a multidão havia subido a Jerusalém para a festa dos tabernáculos. [Josefo 2.19.1]

23 Quando os judeus viram a guerra se aproximando de Jerusalém, deixaram a festa e se lançaram às armas. Essa fúria, que os fez esquecer a observação religiosa do sábado, tornou-os muito duros para seus inimigos na luta: com tal violência, portanto, eles caíram sobre os romanos. [Josefo 2.19.2]

24 Os judeus assim invadiram suas fileiras e marcharam no meio deles; fazendo uma grande matança enquanto avançavam. [Josefo 2.19.2]

25 Simão, o filho de Giora, caiu sobre as costas dos romanos enquanto eles subiam Bethoron. Eles desorganizaram o último do exército, e levaram embora muitos dos animais e das armas de guerra que possuíam. [Josefo 2.19.2]

26 Quando o governador Agripa percebeu que mesmo os romanos estavam em perigo, enviou Borceu e Febo, as pessoas de seu partido, prometendo-lhes que Céstio asseguraria um perdão total se desistissem. [Josefo 2.19.3]

27 Mas os rebeldes mataram Febo antes que ele dissesse uma só palavra enquanto Borceu, mesmo ferido, evitou o seu destino fugindo. [Josefo 2.19.3]

28 Quando a sexta cabeça da Besta, o Nero César, antes de morrer, foi informado do fracasso dos romanos na Judéia, uma consternação e terror ocultos, como é comum em tais casos, caíram sobre ele. [Josefo 3.1.1]

29 Embora abertamente, ele parecesse muito grande e zangado, disse que o que tinha acontecido era mais devido à negligência do comandante do que a qualquer valor do inimigo. [Josefo 3.1.2]

30 Ele deliberou quem poderia ser mais capaz de punir os judeus por sua rebelião e quem poderia impedir que a mesma praga se apoderasse das nações vizinhas. [Josefo 3.1.2]

31 Ele não encontrou ninguém além de Vespasiano Flávio à altura da tarefa. [Josefo 3.1.2]

32 Este logo assumiria o lugar como a sétima cabeça da Besta o Fávio César. Ele logo seria usado como a taça de ouro que Deus derramaria sobre os judeus para o seu julgamento final.

Capítulo 6: Rebelião

1 A Besta que saía do mar tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. [Apocalipse 13:1]

2 A sétima e última cabeça da Besta ainda estava por vir. Antes, no entanto, houveram três chifres, cada um com sua coroa, mas sem uma cabeça para os governar. Eram Galba, Oto e Vitélio.

3 O chifre da sétima cabeça da Besta surgiu entre eles. Esse três primeiros chifres foram arrancados para dar lugar ao décimo chifre. [Daniel 7:8]

4 A sétima e última cabeça da Besta era Flávio César, que detinha a décima coroa em sua cabeça.

5 Chegou o momento de cumprir a profecia, pois o próprio Ungido avisou aos seus discípulos: Garanto a vocês que alguns do que aqui se encontram não experimentação a morte antes de verem o Reino dos Céus vir com o seu poder. [Mateus 16:28]

6 Era o momento da cidade e do lugar santo serem destruídos pelo povo do novo governante. O fim viria como uma inundação: Guerras, que continuariam até o fim, e desolações foram decretadas. [Daniel 9:26]

7 Sete anjos que se acham em pé diante de Deus; a eles foram dadas sete trombetas. [Apocalipse 8:2]

8 Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou de pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono. [Apocalipse 8:3]

9 Da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos. [Apocalipse 8:4]

10 Então o anjo pegou o incensário, encheu-o com fogo do altar e lançou-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto. [Apocalipse 8:5]

11 Então os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. [Apocalipse 8:6]

12 A sétima cabeça da Besta enviou seu filho Tito até a cidade de Alexandria de onde comandaria a quinta e a décima legião, enquanto próprio Flávio Nero atravessou por terra o Helesponto até a Síria, onde reuniu as forças romanas e auxiliares dos reis daquela vizinhança. [Josefo 3.1.3]

13 Flávio Nero levou consigo seu exército até a Antioquia, onde encontrou o rei Agripa, com todas as suas forças. Juntos, marcharam para Ptolemais. Nesta cidade também os habitantes de Séforis da Galiléia o receberam com alegria, pois eram pela paz com os romanos. [Josefo 3.2.4]

14 O filho Tito navegou da Acaia até Alexandria mais cedo do que o inverno permitia; então ele levou consigo aquelas forças que havia sido enviado, e marchando com grande expedição, ele encontrou o seu pai na cidade de Ptolemais

15 Junto, com as duas legiões sob o comando de Tito, que eram quinta e a décima, as legiões mais eminentes de todas, ele se juntou a eles à décima-quinta legião que estava com seu pai. [Josefo 3.4.2]

16 Dezoito coortes seguiram essas legiões; vieram também cinco coortes de Cesaréia, com uma tropa de cavaleiros e cinco outras tropas de cavaleiros da Síria. [Josefo 3.4.2]

17 Houve também um número considerável de auxiliares reunidos, vindos dos reis Antíoco, Agripa e Sohemus, cada um deles contribuindo com mil lacaios que eram arqueiros e mil cavaleiros. Malchus também, o rei da Arábia, enviou mil cavaleiros, além de cinco mil homens de infantaria, a maior parte dos quais eram arqueiros. [Josefo 3.4.2]

18 Desta maneira, todo o exército, incluindo os auxiliares enviados pelos reis, tanto cavaleiros como lacaios, quando todos estavam unidos, somava sessenta mil. [Josefo 3.4.2]

Capítulo 9: Campanhas

1 O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e granizo e fogo misturado com sangue foram lançados sobre a terra. Foi queimado um terço da terra, um terço das árvores e toda a planta verde. [Apocalipse 8:7]

2 O segundo anjo tocou a sua trombeta, e algo como um grande monte em chamas foi lançado ao mar. Um terço do mar transformou-se em sangue, morreu um terço das criaturas vivas do mar e foi destruído um terço das embarcações. [Apocalipse 8:8-9]

3 O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, queimando como tocha, sobre um terço dos rios e das fontes de águas; o nome da estrela é Absinto. Tornou-se amargo um terço das águas, e muitos morreram pela ação das águas que se tornaram amargas. [Apocalipse 8:10-11]

4 O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferido um terço do sol, um terço da lua e um terço das estrelas, de forma que um terço deles escureceu. Um terço do dia ficou sem luz, e também um terço da noite. [Apocalipse 8:12]

5 Enquanto eu olhava, ouvi uma águia que voava pelo meio do céu e dizia em alta voz: “Ai, ai, ai dos que habitam na terra, por causa do toque das trombetas que está prestes a ser dado pelos três outros anjos! ” [Apocalipse 8:13]

 

Capítulo 9: Jerusalém (Quinta Trombeta)

1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que havia caído do céu sobre a terra. À estrela foi dada a chave do poço do Abismo. [Apocalipse 9:1]

2 Quando ela abriu o Abismo, subiu dele fumaça como a de uma gigantesca fornalha. O sol e o céu escureceram com a fumaça que saía do abismo. [Apocalipse 9:2]

3 Da fumaça saíram gafanhotos que vieram sobre a terra, e lhes foi dado poder como o dos escorpiões da terra. [Apocalipse 9:3]

4 Eles receberam ordens para não causar dano nem à relva da terra nem a qualquer planta ou árvore, mas apenas àqueles que não tinham o selo de Deus na testa. [Apocalipse 9:4]

5 Não lhes foi dado poder para matá-los, mas sim para causar-lhes tormento durante cinco meses. A agonia que eles sofreram era como a da picada do escorpião. [Apocalipse 9:5]

6 Naqueles dias os homens procurarão a morte, mas não a encontrarão; desejarão morrer, mas a morte fugirá deles. [Apocalipse 9:6]

7 Os gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha. Tinham sobre a cabeça algo como coroas de ouro, e o rosto deles parecia rosto humano. [Apocalipse 9:7]

8 Os cabelos deles eram como os de mulheres e os dentes como os de leão. [Apocalipse 9:8]

9 Tinham couraças como couraças de ferro, e o som das suas asas era como o barulho de muitos cavalos e carruagens correndo para a batalha. [Apocalipse 9:9]

10 Tinham caudas e ferrões como de escorpiões, e na cauda tinham poder para causar tormento aos homens durante cinco meses. [Apocalipse 9:10]

11 Tinham um rei sobre eles, o anjo do Abismo, cujo nome, em hebraico, é Abadom, e, em grego, Apoliom. [Apocalipse 9:11]

Apocalipse 9:1-12

Capítulo 10: Sexta Trombeta

1 O sexto anjo tocou a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das pontas do altar de ouro que está diante de Deus. [Apocalipse 9:13]

2 Ela disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: “Solte os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates”. [Apocalipse 9:14]

3 Os quatro anjos, que estavam preparados para aquela hora, dia, mês e ano, foram soltos para matar um terço da humanidade. [Apocalipse 9:15]

4 número dos cavaleiros que compunham os exércitos era de duzentos milhões; eu ouvi o seu número. [Apocalipse 9:16]

5 Os cavalos e os cavaleiros que vi em minha visão tinham este aspecto: as suas couraças eram vermelhas como o fogo, azul-escuras, e amarelas como o enxofre. A cabeça dos cavalos parecia a cabeça de um leão, e da boca lançavam fogo, fumaça e enxofre. [Apocalipse 9:17]

Capítulo 7: Sétima

6 Um terço da humanidade foi morto pelas três pragas de fogo, fumaça e enxofre que saíam das suas bocas. [Apocalipse 9:18]

7 O poder dos cavalos estava na boca e na cauda; pois as suas caudas eram como cobras; tinham cabeças com as quais feriam as pessoas. [Apocalipse 9:19]

8 O restante da humanidade que não morreu por essas pragas, nem assim se arrependeu das obras das suas mãos; eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, ídolos que não podem ver nem ouvir nem andar. [Apocalipse 9:20]

9 Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos. [Apocalipse 9:21]

Capítulo 11: Apóstolo João de Patmos

1 Então vi outro anjo poderoso, que descia do céu. Ele estava envolto numa nuvem, e havia um arco-íris acima de sua cabeça. Sua face era como o sol, e suas pernas eram como colunas de fogo. [Apocalipse 10:1]

2 E ele segurava um livrinho, que estava aberto em sua mão. Colocou o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra, e deu um alto brado, como o rugido de um leão. Quando ele bradou, os sete trovões falaram. [Apocalipse 10:2-3]

3 Logo que os sete trovões falaram, eu estava prestes a escrever, mas ouvi uma voz do céu, que disse: “Sele o que disseram os sete trovões, e não o escreva”. [Apocalipse 10:4]

4 Então o anjo que eu tinha visto de pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu [Apocalipse 10:5]

5 E jurou por aquele que vive para todo o sempre, que criou os céus e tudo o que neles há, a terra e tudo o que nela há, e o mar e tudo o que nele há, dizendo: “Não haverá mais demora! [Apocalipse 10:6]

6 Mas, nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai se cumprir o mistério de Deus, da forma como ele o anunciou aos seus servos, os profetas”. [Apocalipse 10:7]

7 Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar do céu: “Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra”. [Apocalipse 10:8]

8 Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: “Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel”. [Apocalipse 10:9]

9 Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo. [Apocalipse 10:10]

10 Então me foi dito: “É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis”. [Apocalipse 10:11]

Capítulo 6: Perseguição

1 O Ungido, que sofreu a pena extrema durante o reinado de Tibério César nas mãos do procurador Pôncio Pilato, teve seu evangelho espalhado pelo mundo. E este evangelho irrompeu não apenas na Judeia, mas também por toda a Roma. [Tácito 44]

2 A nova Besta, Nero César, recebeu uma boca para falar palavras arrogantes e blasfemas contra os seguidores do Ungido, e lhe foi dada autoridade para agir contra os santos durante quarenta e dois meses. [Apocalipse 13:5]

3 Ela abriu a boca para blasfemar contra Deus e amaldiçoar o seu nome e o seu tabernáculo, os que habitam no céu. [Apocalipse 13:6]

4 Primeiro, Nero ordenou a prisão de todos os que estavam em Roma e se declarassem seguidores do Ungido. Então, após sua mentira sobre a culpa do incêndio em Roma, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime que lhes fora falsamente imputado, mas por ódio à sua crença. [Tácito 44]

5 Uma multidão de seguidores foi castigada. Zombarias de todo tipo foram adicionada às suas mortes. [Tácito 44]

6 Cobertos com peles de feras, eles foram rasgados por cães e pereceram, ou foram pregados em cruzes. Outros foram condenados às chamas e queimados para servir como parte da iluminação noturna da cidade. [Tácito 44]

7 Até mesmo naqueles que acreditaram na mentira de Nero César, surgiu um sentimento de compaixão; pois eram penas extremas. Ao que parecia, não eram para o bem público, mas era para saciar a crueldade de um homem que os seguidores de Ungido estavam sendo destruídos. [Tácito 44]

8 Estavam na cidade duas testemunhas, vestidas em pano de saco, que profetizaram durante os mil duzentos e sessenta dias desses quarenta e dois meses de perseguição. [Apocalipse 11:3]

9 Os seus nomes eram: Paulo, o pregador aos gentios, e Pedro, o pregador aos judeus.

10 Estas duas testemunhas eram como as duas oliveiras e os dois candelabros que permaneciam diante do Senhor da terra. Se alguém quisesse lhes causar dano, da boca deles sairia o fogo que devoraria os seus inimigos.[Apocalipse 11:4-5]

11 Estes homens tinham o poder para fechar o céu, de modo que não choveu durante o tempo em que estiveram profetizando, e tinham poder para transformar a água em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes desejassem. [Apocalipse 11:6]

12 Quando eles terminaram o seu testemunho, a Besta do Abismo os atacou. Ela os venceu e os matou. [Apocalipse 11:7]

13 O primeiro foi decapitado por ser cidadão romano e o outro crucificado de cabeça para baixo por não se considerar digno de morrer como o seu senhor. [Tradição Católica]

14 Os seus cadáveres ficarão expostos na rua principal da grande cidade que era como a Sodoma e o Egito, e onde também foi crucificado o seu Senhor. [Apocalipse 11:8]

15 Durante três dias e meio, homens de todos povos, tribos, línguas e nações contemplaram os seus cadáveres e não permitiram que fossem sepultados. [Apocalipse 11:9]

16 Os habitantes da terra se alegraram por causa deles e festejaram, enviando presentes uns aos outros, pois esses dois profetas haviam atormentado os que habitavam na terra. [Apocalipse 11:10]

17 Mas, depois dos três dias e meio, entrou neles um sopro de vida da parte de Deus, e eles ficaram de pé, e um grande terror tomou conta daqueles que os viram. [Apocalipse 11:11]

18 Então eles ouviram uma forte voz do céu que lhes disse: Subam para cá. E eles subiram para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos olhavam. [Apocalipse 11:12]

19 Naquela mesma hora houve um forte terremoto, e um décimo da cidade ruiu. Sete mil pessoas foram mortas no terremoto; os sobreviventes ficaram aterrorizados e deram glória ao Deus do céu. [Apocalipse 11:13]

20 Se alguém há de ir para o cativeiro, para o cativeiro irá. Se alguém há de ser morto à espada, à espada haverá de ser morto. Aqui estão a perseverança e a fidelidade dos santos. [Apocalipse 13:10]

21 O ressentimento contra o Nero César se intensificou até entre os seus súditos porque ele também ficou conhecido por lucrar com o alto custo dos grãos. E enquanto as pessoas estavam com falta de comida, chegaram notícias de um navio de Alexandria que em vez de uma carga de milho trouxe areia para sua arena de luta livre. [Suetônio 6.45]

22 Nero César despertou tanto ódio universal que não foi poupado de nenhuma forma de insulto pelo seu próprio povo. Eles escreveram insultos nas colunas das construções e à noite gritavam que a vingança estava chegando. [Suetônio 6.45]

23 Ele se tornou aterrorizado por presságios manifestos, tanto antigos como novos, implícitos em sonhos, auspícios e visões. Ele sonhava com a mãe e a esposa que ele próprio assassinou o deixando a deriva em navios ou o puxando para as sombras. [Suetônio 6.46]

24 As portas do seu palácio se abriam espontaneamente e ele escutava uma voz chamando seu nome. Também as estátuas dos seus deuses caíam no chão enquanto estava recebendo os auspícios. [Suetônio 6.46]

25 Enfim, chegou os despachos com notícias de que os seus militares também estavam em rebelião. As mensagens foram entregues enquanto Nero César estava jantando, ele as rasgou e virou a mesa, fazendo voar tudo o que estava sobre elas. [Suetônio 6.47]

26 Ele considerou várias opções, por exemplo, se entregar à misericórdia dos seus inimigos e até discursar no fórum vestido pateticamente de preto e implorar ao povo que perdoasse seus pecados passados. [Suetônio 6.47]

27 Certo dia, ele acordou à meia-noite e descobrindo que os guardas o haviam abandonado, ele pulou da cama e chamou seus amigos. Não recebendo resposta, foi aos quartos dos criados e encontrou as portas trancadas. Não obtendo resposta, voltou para seu próprio quarto e descobriu que os zeladores também haviam fugido levando até a roupa de cama. [Suetônio 6.47]

28 Ele montou um cavalo, descalço, com sua túnica coberta por um manto desbotado. Segurando um lenço para cobrir no rosto, partiu com apenas quatro assistentes, mas foi reconhecido por um soldado antigo que o saudou pois desconhecia sua situação. [Suetônio 6.48]

29 Em certo momento, ele escutou as vozes se aproximando com ordens de capturá-lo com vida. Soube que queriam matá-lo a maneira antiga, com a cabeça presa por garfos e espancado até a morte. Quando ele os ouviu, falou com uma voz trêmula: – Ouço agora o som de cavalos galopando. [Suetônio 6.49]

30 Nero César implorou a alguém que se suicidasse em sua frente para lhe mostrar o caminho e se esmurrou por sua covardia, dizendo: Viver é vergonha e desgraça.  [Suetônio 6.49]

31 Então, com a ajuda do seu secretário particular, ele mergulhou uma adaga em sua garganta. Morreu com os olhos vidrados e saltando das órbitas, para horror de todos que os viram. [Suetônio 6.49]

Capítulo 12: Sétima Trombeta

O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve altas vozes no céu que diziam: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. [Apocalipse 11:15]

Os vinte e quatro anciãos que estavam assentados em seus tronos diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: “Graças te damos, Senhor Deus todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. [Apocalipse 10:16-17]

As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra”. [Apocalipse 10:18]

Então foi aberto o santuário de Deus no céu, e ali foi vista a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e um grande temporal de granizo. [Apocalipse 10:19]

Capítulo 13: Fim

Judeia

Galiliea

Traconítida – Herodes Agrippa

13 Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou de pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono. [Apocalipse 7:3]

14 E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos. Ele pegou o incensário, encheu-o com fogo do altar e lançou-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto. [Apocalipse 7:4-5]

16 Então os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. [Apocalipse 7:6]

possuía olhos como os olhos de um homem e uma boca que falava com arrogância. [Daniel 7:8]

17 Ainda como general da sexta Besta, Flávio César foi escolhido em preferência a todos os outros, tanto por sua conhecida atividade, quanto por causa do obscuridade de sua origem e nome, sendo uma pessoa de quem não poderia haver o menor ciúme. [Suetônio 10.4]

18 Levou consigo duas legiões, portanto, oito esquadrões de cavalos, e dez coortes, somando-se às antigas tropas da Judéia; também o seu filho mais velho como tenente.  Assim que chegou na Judeia, chamou a atenção sobre si, reformando imediatamente a disciplina do campo. [Suetônio 10.4]

19 Flávio Nero enfrentou o inimigo uma ou duas vezes com tal resolução, que, no ataque a um fortificação, ele teve seu joelho machucado por um golpe de pedra e recebeu várias flechas em seu escudo.  [Suetônio 10.4]

5 O aviso do filho antes de morrer logo se cumpriria: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós e por vossos filhos. Porque, na verdade vêm os dias em que se dirá: Felizes as estéreis, ventres que não produziu filhos e os peitos que não amamentaram! Pois todos começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós!’, e às colinas: ‘Cobri-nos!’. (Lucas 23:30)

7 Com muitos será feita uma aliança que durará uma semana, que representa o tempo de sete anos. No meio desta semana, ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado. [9:27]

Capítulo 4: A Guerra

Capítulo 4: Bar Kokhbar (Suetônio)

[69.12.1] Em Jerusalém, Adriano fundou uma cidade no lugar daquela que havia sido arrasada, batizando-a de Aelia Capitolina, e no local do templo do deus [judeu], ele ergueu um novo templo para Júpiter. Isso trouxe uma guerra sem importância nem de curta duração,

[69.12.2] para os judeus considerou intolerável que raças estrangeiras deveriam ser estabelecidas em sua cidade e rituais religiosos estrangeiros plantados lá. Tanto tempo, de fato, como Adriano esteve por perto no Egito e novamente na Síria, eles permaneceram quietos, exceto na medida em que propositadamente fizeram de baixa qualidade as armas que foram chamados a fornecer, a fim de que os romanos pudessem rejeitá-las e eles próprios podem assim ter o uso deles. Mas quando Adriano foi mais longe, eles se revoltaram abertamente.

[69.12.3] Certamente não ousaram tirar conclusões com os romanos em campo aberto, mas ocuparam posições vantajosas no país e as fortaleceram com minas e muros, a fim de que pudessem ter refúgio sempre que devem ser fortemente pressionados e podem se encontrar sem serem observados sob a terra; e eles perfuraram essas passagens subterrâneas de cima em intervalos para deixar entrar ar e luz.

[69.13.1] No início, os romanos não os levaram em conta. Logo, porém, toda a Judéia foi agitada, e os judeus em todos os lugares estavam mostrando sinais de perturbação, reunindo-se e dando provas de grande hostilidade aos romanos, em parte por meio de atos secretos e em parte por atos abertos.

[69.13.2] Muitas nações de fora, também, estavam se juntando a eles pela ânsia de ganho, e toda a terra, quase se poderia dizer, estava sendo agitada sobre o assunto. Então, de fato, Adriano enviou contra eles seus melhores generais. O primeiro deles foi Júlio Severo, que foi enviado da Grã-Bretanha, onde era governador, contra os judeus.

[69.13.3] Severo não se aventurou a atacar seus oponentes abertamente em qualquer ponto, em vista de sua quantidade e seu desespero, mas interceptando pequenos grupos, graças ao número de seus soldados e seus suboficiais. Privando-os de comida e fechando-os, ele foi capaz – bem devagar, com certeza, mas com relativamente pouco perigo – de esmagá-los, exauri-los e exterminá-los. Muito poucos deles de fato sobreviveram.

[69.14.1] Cinquenta de seus postos avançados mais importantes e novecentos e oitenta e cinco de suas aldeias mais famosas foram arrasados. Quinhentos e oitenta mil homens foram mortos em vários ataques e batalhas, e o número daqueles que pereceram de fome, doença e fogo estava além de ser descoberto.

[69.14.2] Assim, quase toda a Judéia ficou desolada, um resultado do qual o povo tinha prevenido antes da guerra. Pois o túmulo de Salomão, que os judeus consideram um objeto de veneração, caiu em pedaços e desabou, e muitos lobos e hienas precipitaram-se uivando para suas cidades.

[69.14.3] Muitos romanos, além disso, pereceram nesta guerra. Portanto, Adriano, ao escrever ao Senado, não empregou a frase inicial comumente afetada pelos imperadores: “Se você e seus filhos estão com saúde, está bem; eu e as legiões estamos com saúde.”