Samos

Ilha dos Vinhedos

Constantine_Volanakis_Argo

Konstantinos Volanakis (1837–1907)

Rainha: Sâmia
Território: Arquipélago das Nórdicas
Cidades: Samos, Lesbos, Quíos, Icária, Lemnos e Psara.

A ilha de Samos começou a ser povoada por um dos filhos do titã Hélio, que fugiram de sua terra natal em Rodes pelo crime de assassinar o próprio irmão. O povoador de Samos mais especificamente se chamava Macar, que levou consigo sua esposa e seu filho Cidrolau para a ilha. Seus descendentes governaram a ilha até o rei Méropes, que morreu tentando disputar a mão da princesa Palene da Trácia.

Com a morte de Méropes, a ilha ficou sem liderança. O famoso navegador dos mares minoanos, chamado de Capitão Anceu, enxergou nesse acontecimento uma oportunidade de investimento. Ele comprou várias terras de habitantes locais e conseguiu a legitimidade de governar a ilha ao se casar com a naiade chamada Sâmia, filha do deus-rio Meandro, com cujo nome a ilha foi batizada. O capitão Anceu e sua esposa Sâmia se tornaram assim os líderes incontestáveis da ilha. No entanto, o próprio capitão deixou a ilha para trás em busca de novas aventuras, de forma que a rainha precisa governar sem sua presença. Pelo menos, até o esposo voltar.

Sociedade

A escolha do capitão Anceu em comprar terras na ilha de Samos ocorreu em razão suas excelentes terras férteis. É um local perfeito para o plantio de uvas. Hoje, o capitão Anceu vive na ilha de Samos há algum tempo cultivando um belo vinhedo. Ele aguarda tranquilamente o passar dos anos para provar seu adorado vinho, bem diferente da vida de pirata anterior. Hoje, praticamente toda a ilha sobrevive dos vinhedos que produz. Toda a população da ilha é grata ao capitão Anceu por todos esses anos que está à frente do governo local.

O capitão Anceu foi capaz de colocar a ilha, que antes vivia apenas da agricultura de subsistência, nas rotas comerciais do mar minoano graças a um dos melhores vinhos produzidos no mundo. É o rei por direito da ilha. Essa é a razão pela qual todos se preocupam com a convocação do rei Pelias de Iolcos para a busca do poderoso artefato conhecido como o Tosão de Ouro. “Muita coisa pode acontecer entre um gole e outro de vinho”, é um ditado da ilha de Samos. Essa fala se tornou especialmente verdade quando num dia chegou a convocação de Pelias por grandes heróis e no outro o rei de Samos já havia desaparecido nos horizontes marítimos da ilha navegando seu navio Argo.

 

Capitão Anceu

Anceu nunca conheceu seu pai. Ele sempre clamou ser filho do próprio deus dos mares, o que é algo condizente com suas incríveis habilidades marítimas e de navegação. Essas habilidades sempre levaram o capitão a muitas aventuras ao longo dos anos tendo ao lado o seu fiel timoneiro Tífis e sua tripulação de corsários. Hoje, aposentado de uma vida de perigos, o capitão agora espera seu vinho amadurecer na pacata ilha de Samos. No entanto, estavam certos aqueles que disseram que ele não aguentaria tal vida por muito tempo e que logo clamaria o retorno ao mar.

Alguns podem chamar de chamado divino. Outros, de crise da meia idade. A verdade é que os anos com sua esposa Sâmia e seus filhos Perilau, Enudo, Samo, Aliterses e Partenope se tornaram um grande vazio no peito. Ele estava ansiando por uma última aventura e a oportunidade surgiu com a convocação do rei Pelias de Iolcos, que está reunindo os maiores heróis do Hélade para trazer o poderoso Tosão de Ouro de volta à sua terra de origem. Assim, o capitão Anceu lançou-se novamente ao mar dentro o navio mágico construído pelo engenheiro Argo com a orientação da deusa Atena e pilotado pelo seu timoneiro Tífis.

 

Argo

O engenheiro Argo, filho de Arestor, nem é o mais famoso, nem o mais habilidoso de sua profissão. O velho Dédalo de Creta e o pródigo Panopeu de Egina são construtores mais reconhecidos em todo o Hélade. No entanto, é um senso comum de que basta um grande feito ou uma magnânima obra-prima para um indivíduo se destacar sobre os demais. E o engenheiro Argo está certo de que seu momento chegou.

O engenheiro Argo afirma ter construído o melhor navio que já navegou pelo mar da Talassa. Ele o fez com o patrocínio do rei Anceu de Samos e utilizou a excelente madeira trazida das terras de Dodona. A qualidade do navio surpreendeu o próprio construtor que está convencido de que a própria deusa Atena suspirou as orientações da construção em seu ouvido. Ele está tão orgulhoso de sua criação que nomeou o navio com o nome de Argo para todos saberem de sua autoria. Agora, o navio Argo está prestes a ser testado. O próprio rei Anceu embarcou nele para navegar até a cidade de Iolcos para embarcar os maiores heróis que já pisaram sobre a terra.

 

Xanto e Alcine

A princesa Alcine é filha do rei Pólibo de Corinto, que se casou com o rico Anfiloco. Ambos viviam uma vida tranquila, mas o nascimento dos filhos trouxe uma angústia para a jovem princesa. Ela se sentiu incapaz de criar da pequena criança. Ela se a aflição de pensar que os melhores momentos da sua vida haviam acabado. Ela se desesperou. Por esse motivo, o belo rapaz chamado Xanto conquistou seu coração tão facilmente e a fez desistir de tudo para viver ao seu lado. Ambos fugiram para a ilha de Samos.

A nova vida, no entanto, não trouxe felicidade à Alcine. A inconsequente princesa hoje está ainda mais triste e depressiva. Recentemente, chegou a notícia de que o seu esposo Anfiloco se casou com outra mulher e esta tomou o seu lugar no coração do filho. Ninguém mais sente sua falta na cidade de Corinto. Mal se lembram de sua existência. Agora, o único pensamento da princesa Alcine é pular ao mar para morrer, mesmo sabendo que o seu amante Xanto deseja oficializar a união de ambos e iniciar uma nova família. No entanto, a morte é o único pensamento que a complicada princesa tem em mente, de forma que Xanto precisa convencê-la que ainda há razão para viver.

 

Tífis

Nenhum homem é tão bom no leme de um navio quanto o timoneiro Tifis, filho de Hagnias. Ele é muito hábil em prever as marés e as tormentas em alto-mar. É especialista em analisar a posição do sol e das estrelas para definir o melhor tempo para navegar e a melhor rota para se alcançar um destino. Há muitos anos eles deixou as terras da Téspia para viver sobre as águas e não há dúvidas que se sente mais à vontade embarcado que em terra firme.

Ele vem navegando ao lado do capitão Anceu em aventuras e combates nos mares da Talassa. Já navegou os sete mares e atravessou os quatro ventos. Recentemente, todos pensaram que havia se aposentado junto com o seu capitão, mas, por solicitação da própria deusa Atenas, ele embarca no navio Argo, o mais bem construído do mundo, para se aventurar nos limites e encontrar o mais famoso dos artefatos mágicos. Nem precisaria de tanto para o convencer dessa missão, bastou sentir o melhor dos navios sob seu comando para se sentir recompensado. A viagem às terras de Cólquida em nome do rei Pelias para buscar o poderoso Tosão Dourado são apenas detalhes agradáveis;