Palene

Rei: Alcioneu
Território: Promontório de Palene

O solo da Mãe-Terra, sobre o qual todos os seres vivos residem, é extremamente fértil. Quando o sangue de deuses primordiais cai sobre ele, faz nascer criaturas fantásticas. Assim, nasceram os Gigantes. Foi um poderoso golpe do titã Krono que fez jorrar o sangue do Céu constelado sobre a Mãe-Terra. Este sangue fez nascer os vinte quatro primeiros indivíduos dessa raça. Eles são seres imortais enquanto estiverem nas terras de Palene, nunca envelhecem, nem morrem, sempre retornando a vida quando isso ocorre, por isso, grande parte deles vivem confinados nesta pequena região, sem nunca deixar o local nas últimas centenas de anos.

Os gigantes também são conhecidos por sua incrível força e tamanho sendo formidáveis para o combate, possuindo o poder comparável aos deuses, mas todos são limitados intelectualmente e bastante instáveis em seu trato. Um simples comentário pode trazer a sua raiva à tona. E ninguém quer estar por perto de um gigante enfurecido. A região de “Palene” na Macedônia se tornou o lar para os vinte e quatro primeiros seres dessa raça, que é liderada pelo poderoso Alcioneu. No entanto, essa é uma área proibida para os humanos e outras raças consciente pois os gigantes odeiam todas as criações divinas.

Sociedade

Todos os gigantes possuem um ódio inato pelo deus Zeus e os olimpianos. A causa desse ódio possui muitas razões, como a prisão de seu criador Krono nas profundezas do Tártaro e o fato de terem sido ignorados desde então. Por isso, deve-se ter muito cuidado com a menção dos deuses olimpianos. Rumores contam que Alcioneu estaria preparando seus irmãos para destruir o Olimpo. A própria raça humana, por ser uma construção divina de Zeus, sofre o mesmo ódio por isso o território de Palene se tornou proibido a todos.

O ódio pelos deuses é tamanho que uma estátua foi construída em homenagem aos gigantes chamados “Alpo”, que abandonou a segurança de Palene para confrontar os deuses, mas acabou morto pelo poderoso Dionísio, filho de Zeus. Eles chegaram a expulsar o gigante chamado Hopladamo de sua comunidade por este mostrar adoração pela deusa Rhea, mãe de Zeus, o que o obrigou a fugir para a ilha da Samotrácia e abandonar sua imortalidade. A comunidade cresce cada vez mais intolerante e cheia de ódio. Muitos profetas dizem que tamanho ódio pelos olimpianos será a perdição dos gigantes e que uma guerra entre ambos os grupos logo terá início.

 

Túrio

A região de Palene confere a imortalidade a todos os gigantes. essa é a razão pela qual todos os membros da raça não deixam a região a centenas de anos. A única exceção foi o gigante Alpo, que confrontou um dos filhos de Zeus, mas acabou morto. Apesar do fim trágico, a ação desse gigante tem inspirado os demais e muitos pensam em abandonar a segurança que Palene lhes confere para confrontar seus odiados inimigos olimpianos.

O gigante Túrio assim se tornou o primeiro a abandonar a terra de Palene para confrontar os deuses. Ele segue assim a a caminho do monte Olimpo, com armas na mãe e ódio no coração, para matar Zeus com suas próprias mãos. Os rumores dizem que o líder olimpiano já está consciente do plano de Túrio e enviará um de seus filhos para confrontar esse raivoso gigante.

(Pausânias 3.18.11)

 

Porfirião

O ódio dos gigantes contra os deuses e os homens é lendária. Eles planejam a destruição de tudo relacionados a estas vis criaturas por séculos. No entanto, nunca tomaram qualquer ação nesta direção. Afinal, o primeiro gigante a deixar Palene com essa missão foi o famoso Alpo, que acabou morto por um dos filhos de Zeus. O próprio líder dos gigantes, chamado Alcioneu, apenas lança bravatas vazias. No entanto, esses não são os planos de Porfirião.

O gigante Porfirirão deseja lançar um grande ataque contra os olimpianos o quanto antes e, para isso, possui um aliado dentro do próprio monte Olimpo. Ele tem ao seu lado ninguém menos que a própria deusa Hera, esposa de Zeus e rainha dos deusas. Ela está cansada de ser humilhada por seu marido e de ver os filhos bastardos do seu marido tomar conta do panteão divino: Hermes, Apolo, Ártemis, Atenas, Afrodite e agora Dionísio. A deusa prometeu a Porfírio um casamento com sua filha Hebe caso ele consiga matar a todos, incluindo seu infiel esposo.  No entanto, a deusa Hera não imagina que o gigante deseja a estuprar e matar após completar sua missão.

(Apolodoro 1.6.1-2; Hesídio Teogônia 183ff.; Nono.48.20).

 

Damasen e Moira

Nem todos os gigantes possuem um ódio mortal contra os deuses olimpianos e os seres humanos. O gigante Damasen conseguiu retirar todo o ódio do coração para vagar pelas terras do mundo. Ele deseja experimentar a vida fora de Palene e explorar a amizade por outras raças. Muitos dizem que ele é um dos pouco gigantes bondosos que existem no mundo. Essa afirmação vem se mostrando cada vaz mais verdadeira desde que Damasen conheceu a jovam mulher chamada Moira.

O irmão de Moira era um grande herói chamado Tilon. Infelizmente, esse irmão acabou morto ao confrontar um dragão venenoso. Logo após esses eventos, o gigante estava passando próximo da covil do dragão quando escutou o pranto desesperado de Moira pela morte de seu irmão. Quando a moça lhe contou da morte do irmão, o bom coração de Damasen se apiedou da moça. Ele prometeu que fará de tudo para confrontar o terrível dragão em vigança por tão terrível ato. E assim o gigante partiu com a moça sobre seus ombros nessa missão.

(Nono 25.486)

 

Os Catorze Gigantes

Quando o sangue do Céu constelado caiu sobre a Mãe Terra, surgiram do solo vinte e quatro gigantes já com armas na mão e ódio no coração. Destes vinte e quatro gigantes, uma grande parte já deixou as terras de Palene ou foram mortos ao longo dos seus milhares de anos de existências como, por exemplo, o infame Alpus, o traidor Hopladamos e muitos outros. Só quinze gigantes fazem parte da comunidade liderada pelo revoltoso Alcioneu.

  1. Alcioneu, o líder dos gigantes.
  2. Clício (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.)
  3. Ctônio (Nonn.48.10ff.)
  4. Encelado (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.; Nonn.48.22; Vir.Aen.3.578)
  5. Efialtes (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.)
  6. Eurito (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.)
  7. Gracião (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.)
  8. Hipólito (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.)
  9. Mimas (Apd.1.6.1-2; Arg.3.1226; Hes.The.183ff.).
  10. Palas (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.).
  11. Peloreus (Nonn.48.10ff, 48.39)
  12. Polibotes (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.; Pau.1.2.4)
  13. Porfirião (Apd 1.6.1-2; Hes.The 183ff.; Nono.48.20).
  14. Toas (Apd.1.6.1-2; Hes.The.183ff.)
  15. Túrio (Pausânias 3.18.11)

 

Efialtes e Oto

ALOADS. Sons either of Poseidon and Iphimedia, or of Aloeus 1 and Iphimedia. These are the Giants Ephialtes 2 and Otus 1, who sought to pull down heaven with their bare hands, and to overthrow Zeus. The ALOADS grew every year a cubit in breadth and a fathom in height. When they were nine years old, being nine cubits broad and nine fathoms high, they resolved to fight against the gods. So they set Mount Ossa on Olympus and Pelion on Ossa, threatening by means of these mountains to ascend up to heaven. They also said that by filling up the sea with the mountains they would make it dry land, and the land they would make sea. They were killed by Apollo (see also Zeus) (Apd.1.7.4; Hes.CWE.6; Hom.Od.11.305ff.; Hyg.Fab.28; Pau.9.22.6; Pin.Pyth.4.89; QS.1.516ff.; Stat.Theb.6.719; Vir.Aen.6.582ff.).

 

Os Aloades