Magna Mater

O Lar dos Espíritos

378f11ca2c524f421ab6e581fe3783b3Rainha: Grande Mãe

A Grande Mãe teve muitos filhos imortais e com poderes divinos. É a mãe de todos os panteões divinos, dos olimpianos ao Annunaki, dos egípcios aos hiperbóreos. No entanto, para seus seguidores, ela é a única que merece se realmente chamada de deusa. A Grande Mãe é um criatura imortal que transita entre o mundo físico e mundo espiritual, sem nunca envelhecer ou ser morta, pois nasceu diretamente da própria Terra e do Céu. Ela é retratada é uma mulher esguia, de alva tez e cabelos negros. Veste uma coroa de flores na cabeça e uma longa saia. Seus seios estão à mostra por ser um símbolo de fertilidade. Seu véu é cintilante por ser uma mostra de divindade. Em cada mão, segura uma serpente à altura dos ouvidos para representar suas capacidades proféticas. 

A deusa não promete a vida eterna no mundo espiritual como em outras religiões. Ela busca ensinar aos homens o caminho da reencarnação para o aperfeiçoamento próprio. Ele mostra a efemeridade do mundo espiritual ao colocar todos os iniciados na sua religião nesse mundo. Esses iniciados, chamados Místes, são colocados numa pequena sala escura, vestidos de branco com uma vela na mão. Eles se banham em água sagrada e entram num fosso circular onde derramam a libação divina em sua volta. Depois, caminham até um grande portão fechado numa plataforma. Os sacerdotes veteranos, chamados Cábiros, realizam um ritual de dança ao seu redor, envolto no ritmo de tambores e vapores coloridos.

Se o desejo de conversão for realmente verdadeiro e o iniciante for digno da Grande Mãe, é nesse momento que sua alma transcende o plano físico e a deusa-mãe surge intangível através do portal.  A Grande Mãe leva a alma do iniciante através do mundo espiritual. Quando retornam da viagem astral, eles recebem um talismã que é preso à sua cintura e um anel colocado em seu dedo. Eles se tornam oficialmente seus seguidores. O mundo espiritual possui pouca relevância para os seus seguidores. É a morada da deusa e um simples local de passagem de uma pessoa entre um corpo humano e o outro seguinte.

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Estátua do deus Attis de Óstia

Attis

Em construção

 

Agdistis

Em construção

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Coribantes

Em construção

 

Zagreu

Zagreu nasceu do amor entre Perséfone e o deus Hades. Ainda criança, ele mostrou um incrível poder, sendo capaz de manipular a energia negra do reino paterno. Infelizmente, tamanho poder o tornou descuidado e insolente. Ele desobedeceu seu pai ao se aventurar na região mais obscura do reino de Hades: o Tártaro nevoento. Acabou mutilado, esquartejado e devorado pelos sanguinários deuses titãs que ali estavam aprisionados. Quando Zeus percebeu o terrível acontecimento, um raio desceu do monte Olimpo contra esses titãs sanguinários, afastando-os do que restou da criança. Só havia o seu coração ainda inteiro.

O divino Zeus pegou esse coração e o costurou nas artérias de sua perna, fazendo com que voltasse a bater. Por fim, Zeus construiu uma estátua do macio cristal Gipsum, onde colocou o coração para trazer Zagreu de volta à vida. Uma nova herança divina foi transferida para Zagreu após essa gestação na panturrilha de Zeus, agora, seu segundo pai biológico. Por este motivo Zagreu também é conhecido como o Renascido (“Dionísio”) e hoje é impossível mensurar a magnitude de seu poder. Ele domina as magias obscuras do mundo espiritual e as rajadas reluzentes dos relâmpagos celestiais.

Recentemente, um grupo de fanáticos religiosos na Samotrácia, chamados Coribantes, passou a cultuá-lo como o “Escolhido”. Esse culto promete a evolução da alma de seus seguidores até um estágio divino. É uma evolução impensável no curto período de uma vida humana, só possível através da Reencarnação, mas Zagreu está disposto a ensiná-los como fazer isso.