Paros

Arquipélago das Estátuas

Rei: Polianax
Território: Arquipélago das Cíclades.
Cidades: Andros, Míkonos, Naxos, Sérifo e Milos e Sira.

Não faz nem cem anos que as ilhas Cíclades foram povoados por imigrantes vindo do Hélade. Estes imigrantes foram liderados por dois irmãos chamados Polidectes e Dictis, filhos do príncipe Magno de Iolcos. Ambos os irmãos receberam a princesa exilada da cidade de Argos chamada de Danaã, que chegou na ilha Sérifo com seu filho Perseu. No entanto, a princesa rejeitou o violento Polidectes para ficar com o mais amoroso Dictis. Tomado pelo ódio, Polidectes juntou um grupo de assassinos para matar o casal, que se refugiou no templo de Atenas para sobreviver. Eles seriam mortos por Polidectes se Perseu não tivesse chegado com a cabeça da Medusa e transformado o grupo de assassinos em pedra.

Os habitantes de Sérifo então abandonaram a ilha onde seus familiares foram transformados em pedra. Eles passaram a viver na ilha vizinha de Melos para um novo começo. O líder dessa mudança foi Polianax, que colocou as mulheres e crianças da ilha em pequenas embarcações para atravessa o mar entre as duas ilhas. Hoje, já se passaram mais de quarenta anos desde esses eventos e Polianaz continua sendo o líder do povo. No entanto, dois netos da rainha Pasifae e do rei Minos chegaram na ilha. São os filhos do finado príncipe Androgeu, chamado de Alceu e Estenelos, que clamam o comando da ilha. Infelizmente, a população não está nem um pouco contente com seus novos governantes.

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Annibale Carracci (1560 – 1609)

Sociedade

Todos a população da ilha de Melos considera Polianax como seu verdeiro líder e rei. No entanto, este deve obediência aos recém-chegados netos de Minos mesmo que ninguém da ilha goste da deles. Alceu e Estenelo são considerados arrogantes e inconsequentes. Não possuem o necessário para liderar pessoas. Por enquanto, o rei Polianax se curva a vontade de ambos, mas não se sabe quanto tempo isso vai durar.

A obediência das Cicládicas aos desígnios da família real de Creta decorre da dependência econômica da ilha. Afinal, ela vive da agricultura de subsistência e da pesca. Não apenas Creta envia às ilha locais os artigos necessários para a vida diária da população como não raro os próprios recursos de agricultura e pesca se tornas escassos, necessitando serem supridos pela ilha. Por isso, o rei Polianax baixa a cabeça para os insuportáveis netos de Mino. Pelo menos, por enquanto.

 

Alceu e Estenelo

Os príncipes Alceu e Estenelo são netos do rei Minos e da rainha Pasifae por seu finado filho Androgeu. Eles foram enviados por seu avô ao arquipélago das Cicládicas para desenvolver a economia da região, pois acredita que o mármore encontrado na ulha de Paros pode render bons frutos.

Infelizmente, os dois príncipes não conseguiram forma uma boa relação com os povos locais, em especial, com a população da ilha de Melos, a principal do arquipélago. Por esse motivo, eles tiveram que humilhar o rei Polianax e pressionar os habitantes ao trabalho que não desejam realizar. Afinal, eles não querem abandonar a tranquila ilha de Melos para trabalhar na extração de mármore em Paros. No entanto, os netos de Minos estão determinados a obrigá-los.

 

Menesteu

Recentemente, uma família chegou na ilha de Melos com seus serviçais. O patriarca da família é um egípcio chamado Peteos, que trouxe consigo sua esposa Mnesimaque e seu filho Menesteu. Eles estavam a caminho da cidade de Atenas no Hélade para recuperar a antiga herança de seu antepassado Erecteu, que já fora rei da cidade num passado distante. Antes, pararam na ilha de Melos para descansar, pois o atual rei Egeu de Atenas negou a entrada da família na sua cidade.

Essa família egípcia foi recebida pelo rei Polianax que ficou encantado com o infante Menesteu. O rei disse que a criança havia lhe aparecido antes num sonho em que vira o rapaz se tornando rei da ilha de Melos no seu lugar. Esse sonho serve bem aos propósitos de Polianax, que nunca teve um filho sucessor apesar dos cabelos brancos já começarem a surgir em sua cabeça. Assim, nomeando um sucessor, ele não precisa se preocupar com guerras pela sucessão na ilha, nem com os netos de Minos desejando tomá-la para si. Afinal, o sangue real da família egípcia ligada aos passado ateniense garante alguma legitimidade. No entanto, Menesteu nem sequer compreende essas coisas de adulto. Apenas deseja brincar de grande guerreiro nas tranquilas praias de Melo.

 

Ânio

O jovem Ânio é um excelente pescador e guerreiro que vive sozinho na pequena ilha de Delos, no arquipélago das Cicládicas. Ninguém sabe como ele chegou na ilha, nem mesmo quem o criou e o educou. Nem mesmo o próprio Ânio sabe responder essa pergunta. No entanto,  hoje já sendo um jovem saudável e habilidoso, ele vive nessa mesma ilha há anos de sua pesca e coleta de frutos.

O jovem Ânio não sabe que na verdade ele é filho do próprio deus Apolo que engravidou a princesa Réo da ilha de Naxos. O seu pai, o governante dessa ilha chamado Estáfilo, não acreditou na história absurda da filha sobre ter sido seduzida por um deus. Ele colocou a menina grávida numa arca e a arremessou no mar para morrer. O próprio Apolo conduziu a arca até a ilha deserta de Delos, onde o próprio deus Apolo nasceu séculos atrás. A mãe da criança não sobreviveu ao percurso, mas o próprio deus tem cuidado do jovem Ânio desde seu nascimento com o intuito de prepará-lo para um dia fundar e governar uma cidade na ilha natal do deus da profecia.

 

Polidectes

A primeira povoação do arquipélago das Cicládicas ocorreu na ilha de Sérifo, que hoje está quase completamente desabitada. Seu único morador é um ancião que atinge seu centenário de vida. Está tão fraco que mal consegue se movimentar. Está tão entravado que possui metade do tamanho que um dia já teve. Seu rosto enrugado em nada lembra o homem por quem a princesa Danaã se apaixonou. O nome deste ancião, que vive dos frutos que a vegetação local fornece, é Polidectes.

Infelizmente, a princesa Danaã, que já foi amada pelo divino Zeus e gerou o famoso herói Perse, já deixou esse mundo há muitos séculos. Deixou o velho e alquebrado Polidectes vivendo solitariamente na ilha que um dia povoou ao lado do irmão Dictis. Ele apenas tem na lembrança o tempo em que chegou na ilha com um grupo de colonos e a disputa que teve com o inconformado irmão pela mão da princesa Danaã. Resta apenas a estátua do irmão, que fora transformado em pedra pelo famoso Perseu quando tentou tomar a mãe do herói a força. Polidectes não entende por que os deuses ainda não o levaram para descansar no mundo dos mortos, mas se ainda está entre os vivos é por que os deuses devem ter um plano para ele.