Raças

Os Cinco Povos de Micenas

Gaia, mãe terra, é um mundo vasto e variado cujas terras são habitadas pelas mais variadas espécies e povos conhecidos. Todas as raças foram criadas pelos deuses. Algumas são bem antigas. Outras apareceram recentemente. Houveram raças que criaram civilizações e aquelas que vivem em estágios primitivos. No entanto, todas elas possuem as suas virtudes e os seus defeitos, como será visto a seguir.

Há apenas cinco raças que possuem cidades sob a jurisdição do Conselho de Reis em Micenas. A mais comum certamente é a raça micênica que descende da raça de bronze criada por Zeus, mas Micenas é formado por muitas todas as outras raças.

Micênicos             O Povo Civilizado
Harpias                 O Povo dos Céus
Oceanidas             O Povo Subaquático
Ninfas                    O Povo da Magia
Dátilos                    O Povo da Paz
Sátiros                    O Povo das Festas

Micênico

O Povo Civilizado 

Franz Josef Karl Edler von Matsch 1861 – 1942

Franz Josef Karl Edler von Matsch 1861 – 1942

O povo que hoje vive em Micenas são membros da terceira raça criada pelo deus Zeus. Ele causou uma grande enchente sobre as planícies da atual região de Micenas limpando-a da presença humana. O único sobrevivente dessa catástrofe foi o nobre Deukalião que avisado do dilúvio construiu uma arca para ele e sua mulher Pirrha. Quando a água baixou e a arca tocou o monte Parnasso, Deucalião e Pirrha iniciaram uma nova era com seus filhos repovoando a terra.

Esses humanos, conhecidos como micênicos, são reconhecidos pelo seu grande conhecimento e inteligência. Eles são o povo mais civilizado de toda a Terra e vivem em grandes cidades fortificadas, construídas no alto de montanhas. Apesar de sua grande sabedoria, esta raça ainda convivia com muitas disputas e guerras entre si. Por essa razão, o divino Zeus, ainda não satisfeito com sua criação, gerou um filho para pacificar esse povo. Esse grande herói chamado de Perseu fundou a cidade de Micenas que hoje guia todo o mundo civilizado.

Um período áureo se iniciou nas terras de Micenas. Ele é conhecido como a “Era dos Heróis”. Um período de homens de bom coração, imensa coragem e grande habilidade. No entanto, o mal ainda espreita seus palácios. O próprio herói Perseu foi morto pela ganância e intriga do povo da terceira raça, mas sua civilização persiste até hoje dividida nos sete grandes territórios.

Todo o povo de Micenas ora pelos doze deuses que residem no monte Olimpo. Também são amantes do vinho. Adoram fanaticamente os jogos de corrida, disco e combate. Vestem túnicas brancas feitas de lã. E, nas batalhas, são facilmente reconhecidos pelo elmo característico em forma de “Y”, adornado com crina de cavalo, e pelo largo escudo redondo com o símbolo de sua cidade.

Os micênicos também são conhecidos por sua grande habilidade de combate, organização militar e pela estratégia. Não é à toa que possuem os mais poderosos exércitos. Eles são os desbravadores do desconhecido.  Guerreiros de grandes aventuras. E, o epicentro dos grandes grupos que exploram toda a Terra e muito mais além.

            Negociação +1 (1 XP)
            Armas Brancas +1 (1XP)

Harpias

O Povo dos Céus

François Boucher 1703 – 1770

Os harpianos possuem aparência humana com longas asas penadas nas costas e afiadas garras nos pés. Os seus cabelos são longos e lisos. E possuem uma bela voz emitindo sons tão agradáveis quanto o mais belo canto dos pássaros. Eles descendem dos deuses primordiais Ponto, o mar de ondas, e Gaia, a mãe terra, que geraram Taumas. Taumas casou-se com a oceanida Electra gerando os três primeiros membros dessa raça: Elo, Celeno e Ocípete.

Os harpianos são capazes de voar lançando-se nos ares para acompanhar as rajadas de vento junto aos pássaros. Eles possuem natureza mágica com ligações com o vento e com as energias vitais. Dessa forma, alguns são dotadas do dom da profecia e da cura. E, apesar de suas garras, as harpianos preferem o combate a distância, em geral, utilizando magias ou arcos.

Os harpianos vivem nas ilhas de Estrófades no mar Ioniano que banha os territórios do Peloponeso e da Calidônia. Esta comunidade é liderada por Íris, a quarta filha de Taumas e Electra. Esta raça sempre foi conhecida por sua natureza violenta atacando as embarcações humanas que se aproximam de seus domínios. Felizmente, desde que Íris assumiu o comando dessa comunidade, as relações diplomáticas têm evoluído bastante.

A boa Íris tem monitorado os céus para avisar aos humanos do início e do fim das tempestades marítimas e tem utilizado um arco de sete cores criado por sua magia como forma de mostrar essa informação. Este arco ficou conhecido como o Arco-de-Íris.

Graças aos acordos diplomáticos com Íris, muitos harpianos têm sido vistos nas cidades micênicas. No entanto, outros grupos têm sido vistos em ilhas do mar Egeu, do mar negro e do mar Ioniano, em especial, na costa da Trácia e da Ilha-Monstro. Esses harpianos não fazem parte da comunidade Strofades. Eles são selvagens e perigosos. E todo contato com eles deve ser evitado.

Vôo 1; Herança (2 XP)

Oceanidas

O Povo Subaquático

François Boucher 1703 – 1770

O mundo civilizado não está restrito apenas à terra firme. Os mares e rios governados pelo deus Poseidon são tão povoados e cheios de vida quanto os domínios de seu irmão Zeus. Esse povo que vive sob as ondas é mais antigo do que a própria raça humana. Na verdade, é até provável que sua civilização seja mais avançada e poderosa do que a própria Micenas.

Os oceanidas são bem semelhantes aos povos micênicos. Diferenciam-se destes por uma tez mais lisa e pálida, quase se assemelhando a dos golfinhos. A maioria possui pele de cor branca, mas esta pode variar entre cinza e azul. Alguns possuem barbatanas em diferentes partes do corpo como nas mãos, pernas, axilas e costas, mas todos são capazes de respirar tanto dentro da água quanto fora dela.

Essa raça é descendente dos deuses titãs Oceano e Tetis. Eles foram primeiramente governados pelo deus Proteu por centenas de anos até este ser deposto por Poseidon. O atual deus-imperador desse povo dos mares assumiu o governo oceanida e centralizou o império em Atlântida, a cidade humana que afundou durante a batalha entre os deuses titãs e os deuses Olimpianos. Por essa razão, os oceanidas também são chamados de Atlantes.

Apesar de sua postura ditatorial, Poseidon é adorado por seu povo. Ele é considerado excelente administrador sendo notável o grande avanço tecnológico e social dos atlantes após sua coroação. Ele é tão venerado que toda a religião atlante está baseada na tríade formada pelo próprio Poseidon ao lado do primordial Mar e do titã Oceano.

A grande maioria do oceanidas vive sob as águas da Talassa, mas é comum encontrar esses seres nos rios e lagos já que todo o sistema de águas de Gaia é conectado. Esses oceanidas que migraram para as águas doces são chamados de Potamoi (masculino) e Naiades (feminino). Foram esses oceanidas de água doce que se casaram com os descendentes de Deukalião após o grande dilúvio para gerar a raça micênica.

Diferente dos oceanidas de água doce, geralmente os atlantes ignoram o mundo terrestre. São considerados orgulhosos, antipáticos e misteriosos pelos povos da superfície. Os potamoi e as naiades, por outro lado, pela sua proximidade com a humanidade, são bem mais sociáveis.

Suporte de Vida 1: Oxigênio; Herança (2 XP)
Respiração dentro ou fora da água

Ninfas

O Povo da Magia

Herbert James Draper 1863 – 1920

As ninfas são uma raça de jovens e belas mulheres com grande poder mágico. As ninfas surgiram durante o grande confronto entre o primordial Céu constelado e o titã Krono. Estes dois deuses disputaram a criação quando um golpe de foice de Krono derramou o sangue do próprio Céu sobre a Mãe Terra. Como todos sabem, quando o sangue primordial cai sobre a fértil Terra, incríveis criaturas surgem. Assim nasceram as Ninfas.

Diferente das mulheres micênicas, as poderosas ninfas nunca envelhecem. Após atingir a idade adulta, elas mantêm a idade jovial e a aparência bela até o dia de sua morte. A morte dessas criaturas começa a ocorrer após sessenta anos de idade quando sua aura mágica começa a perder força. E, quando essa aura se extingue por completo, a essência das ninfas é absorvida pela natureza.

A grande maioria das ninfas costumam viver nas florestas, em contato direto com as árvores. Neste caso, recebem o nome de Dríades. Algumas delas se tornam tão poderosas que são capazes de mesclar a alma com essas árvores, passando a se chamar Harmadríades: os espíritos da floresta. Elas também podem ser encontradas em outros locais da natureza. Por exemplo, existem as Oreades, que vivem nas montanhas e rochas; as Hininfas, que vivem nas águas; as Heleades, que vivem nos pântanos; e as Epimeliades, que são protetoras dos animais.

Além disso, muitas ninfas são conhecidas na história micênica por poderes ligados a outros aspectos da natureza. Entre eles, nós podemos citar os ventos, o fogo, o som e tantos outros. No entanto, tem crescido enormemente o numero de ninfas que vivem nas cidades de Micenas. Elas sobrevivem do comércio, principalmente, nas lojas de magia. E, com sua natureza mágica, muitas são vistas entre grupos de aventureiro, sendo sempre bem-vindas entre eles. Até porque é difícil resistir ao pedido diante de tamanha beleza e sensualidade.

A sensualidade das ninfas exerce um encantamento sobre todos os seres do sexo masculino. Elas são conhecidas por seduzir os homens com sua beleza, sua jovialidade, sua voz e sua magia. E, na maioria das vezes, depois de seduzidos, esses homens jamais retornam às suas vidas. Ou, possuem os sentimentos destruídos quando rejeitados.

Pontos de Energia +2 (2 XP)

Dátilos

O Povo Pequenino

Charles de LaFosse 1636 – 1716

Enquanto os povos micênicos são conhecidos por sua ambição sem limites, outra raça é caracterizada exatamente pelo oposto. Estes são chamados Dátilos ou Curetes. Este é um povo cujo único desejo é viver alegre e feliz com seus filhos, familiares e amigos. Eles não se preocupam com bobagens como política e poder. São extremamente pacíficos e hospitaleiros. A própria aparência dos Dátilos revela a sua personalidade inofensiva. Eles são exatamente iguais a um micênico, mas possuem uma estatura bem mais baixa, em média, atingindo a altura do abdômen.

Os dez primeiros Dátilos nasceram no monte Ida durante o nascimento do divino Zeus. Sua mãe, a titã Rhea, sofreu tanto com as dores do parto que cravou os dedos no solo. O sangue que escorreu deles fertilizou a Mãe Terra gerando essas pequenas criaturas (“dátilos” é a palavra micênica para “dedos”). Logo, eles se multiplicaram se tornando cem, que foram levados para a ilha de Creta, que sempre fora desabitada (“curete” é a palavra micênica para “primeiros homens”, cuja corruptela nomeou a própria ilha).

Os Dátilos receberam a missão de esconder na ilha de Creta o recém-nascido Zeus do seu maligno pai Krono, o devorador de filhos. Só deixaram o local quando o próprio Zeus, milênios depois, lançou a grande onda marinha que inundou as terras micênicas e exterminou a raça de prata. Como a ilha de Creta também foi inundada, o poderoso Zeus levou os pequeninos para novos territórios. Hoje, existem três comunidades de Dátilos em Micenas: na ilha de Eubéia na Attica, na ilha da Samotrácia e no monte Ida ao Leste. Cada uma dessas comunidades é governada por três sacerdotes da deusa-mãe, que dizem ser reencarnações dos dez Dátilos originais. Assim, eles aguardam agora a vinda do décimo.

A vida social deste povo é bastante ativa no centro de suas comunidades. Eles se reúnem várias vezes ao dia para festejar o nascimento de Zeus e a deusa-mãe Rhea, de cujo sangue nasceram. Por isso, essas criaturas são extremamente talentosas com as flautas. Também possuem aptidões culinárias incríveis. São grandes adoradores de vinho. E mostram-se exímios dançarinos. Estão sempre vestidos com escudos e lanças, que utilizam para bater metal contra metal em suas alegres músicas de veneração. Essas músicas tem um grande significado para os Dátilos. Era batendo metal com o metal nestes festejos que eles esconderam o choro do recém-nascido Zeus dos ouvidos atentos do maligno Krono.

Logo, a convivência com os Dátilos torna-se um grande prazer e eles se tornam a alma de um grupo de aventureiros. Afinal, a diversão é a única preocupação deles durante toda a vida. Certamente, é algo bem mais saudável do que os jogos de intriga e poder dos povos micênicos.

Armas de Distância +1 (1 XP)
Redução de Tamanho 1; Herança; Sem Controle (1 XP) – 80 a 100 cm de altura (Força –1; Saúde –1; Esquiva +1; Furtividade +1)

Sátiros

O Povo Fanfarrão 

William-Adolphe Bouguereau 1825 – 1905

A mais divertida de todas as raças humanas vive principalmente nas cidades e florestas da civilização de Perseu. Eles são bem aceitos nas suas comunidades, fazendo parte do cotidiano do povo micênico. Sua aparência pode assustar à primeira vista. Eles possuem pequenos chifres em suas cabeças, cascos no lugar dos pés, dois metros de altura e corpos musculosos com pernas bem peludas.

Apesar desse aspecto animalesco, eles são descendentes de Hermes sabendo ser sensíveis e educados quando necessários. Eles adoram a música, a arte e a poesia. Além disso, são amantes do vinho e de boas festas. Eles são imagens constantes nas tavernas micênicas sempre embriagados por grandes quantidades de álcool. No entanto, a maior de todas as paixões de um Sátiro certamente são as mulheres. Nada deixa um sátiro tão feliz quanto levar ninfas e mulheres micênicas para a cama.

A origem dessa raça começou há mais de um século atrás. A bela micênica Iftime residia na Beócia quando teve uma noite de amor com o deus Hermes. O fruto desse amor foram três seres com o peculiar aspecto que é característico dos sátiros. Esses três sátiros herdaram de seu pai o incontrolável desejo pelo sexo oposto. Assim, não demorou muito para centenas de mulheres surgirem grávidas nos anos que seguiram.

Mesmo com vários descendentes, os sátiros nunca fundaram cidades em Micenas. A razão disso decorre do fato de não existirem Sátiros femininos. Eles procriam com mulheres de outras raças. Quando a criança for do sexo masculino, ele nasce um Sátiro. Quando a criança for do sexo feminino, nasce da raça de sua mãe. E, num povo que enaltece tanto o amor carnal, seria impensável uma comunidade apenas com membros do mesmo sexo.

A única exceção é a comunidade Silênia nas florestas da Beócia, que recebeu o nome de seu atual líder Sileno. A verdade é que esta comunidade pouco lembra uma cidade. Primeiro, porque o seu líder Sileno nunca foi visto sóbrio, vivendo em constante estado de embriaguez. Além disso, seus habitantes são mais fáceis de ser localizados nas tavernas micênicas do que no centro dessa cidade.

Na verdade, Silênia pode ser descrita como um local para as farras do povo sátiro. É um local onde o vinho nunca acaba, a música nunca pára e mulheres libertinas são convidadas para noitadas de muita diversão. É um festival interminável, aberto para todos os sátiros do mundo.

No entanto, os sátiros não vivem apenas de vinho e mulheres, afinal, seu corpo forte também foi preparado para o combate. É bastante comum ver Sátiros em combates entre si ou com outras raças após altas doses de vinho. Eles consideram uma boa briga de bar, um grande momento de diversão, principalmente, se houver alguma bela dama assistindo. Por essa razão são conhecidos como encrenqueiros e exagerados. Com freqüência, são vistos viajando com grupos de aventureiros por toda a Gaia.

Força +1 (1 XP)
Carisma +1 (1 XP)