Egito

O Império mais Antigo

Rei: Ramsés
Cidades: Mênfis, Tebas, Héliopolis, Abidos e Elefantine
Idioma Local: Egípcio

Lucien Lapeyre – 1900s

O império mais antigo do mundo possui mais de dois mil anos, com mais de dezoito dinastias e quase duzentos reis em sua história. O início da 18º dinastia egípcia se confunde com a Idade de Bronze de Micenas. O faraó Tutmés I, a pedido de Zeus, acolheu uma escrava chamada Io proveniente das terras micênicas. Ela se tornou a segunda esposa do seu filho, o futuro faraó Tutmés II. No entanto, como a primeira esposa de Tutmés II não conseguiu dar filhos ao faraó, o filho de Io chamado Épafo ascendeu ao trono egípcio como Tutmés III. Enfim, o máximo esplendor do império egípcio veio no bom governo do seu neto chamado Belo, que ascendeu ao trono com o nome de Tutmés IV.

O declínio egípcio começou com sucessor de Belo, chamado Amenófis. Ele se autoproclamou o próprio Egito e obrigou seu irmão Dánao a casar suas filhas com os filhos dele. Assim, o Reino do Egito seria mantido sob o controle de uma única família. Tudo deu errado para Amenófis quando seu irmão não aceitou essa ordem. Dánao então instruiu suas filhas a assassinar os príncipes no leito nupcial e abandonou o Egito para nunca mais voltar.  Não há dúvidas que a morte dos filhos de Amenófis por suas próprias noivas foi devastadora para o faraó e para todo o império egípcio. No entanto, a desgraça recaiu sobre o império de forma mais intensa nos anos seguintes. Guerras religiosas, que sucederam o seu governo, arrasaram o império.

O novo faraó Aquenáton obrigou todo o povo egípcio a se converter ao culto do Deus Único e, em pouco tempo, este culto monoteísta se tornou a religião oficial do império. A revolução monoteísta, no entanto, só durou por dezessete anos. Ao fim deste período os sacerdotes da antiga religião perseguiram Aquenáton numa conspiração que envolveu seu irmão Semencaré e o poderoso general Horemheb. Juntos, eles assassinaram Aquenáton e restabeleceram a milenar religião politeísta do Egito. Assim, começou uma nova era às margens do rio Nilo: a 19º dinastia egípcia.

Sociedade

A ascensão de Horemheb ao trono derramou muito sangue nas entranhas do palácio real. Após a expulsão de Aquenáton, morreram em circunstâncias estranhas o seu irmão conspirador Semencaré, o seu filho deformado Tutacamôn e o seu sogro Ay. Por fim, o príncipe Zannanza de Hattusa morreu a caminho do casamento com Nefertiti, antiga esposa do próprio Aquenáton. Enfim, com todos os possíveis sucessores mortos, o general Horemheb se tornou o novo faraó. Hoje, três gerações após estes acontecimentos, o Egito é governado por um ambicioso faraó chamado Ramsés.

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Hubert Robert 1733 – 1808

Ramsés busca levar o Egito à sua glória passada. Ele tem planos para reformar o templo de Karnak em Tebas e o templo funerário do seu pai em Abidos. Deseja destruir de vez os templos do Deus Único na cidade Amarna, que são os últimos vestígios do culto de Aquenáton, e utilizar seus blocos de pedra para erguer a cidade de Hermópolis Magna na margem oposta do rio Nilo. Ele já iniciou a construção de uma nova cidade para ser a capital do Egito, que se chamara Pi-Ramsés (“A Casa de Ramsés”) com obeliscos e templos dedicados às principais divindades egípcias, como Amon-Rá, Osíris e Hórus. Outros projetos arquitetônicos também estão em seus planos como: o Grandes Templos da Núbia ao deus Osíris; o Templo de Bubastis à deusa Bastet; a barragem de Assuão; o Templo de Rá em Uadi Es-Sebua; e seu próprio templo funerário Ramesseum.

Todos os templos do Deus Único assim serão derrubados para que os deuses falcões, hipopótamos, crocodilos, leões e chacais continuem a dominar as orações egípcias. O deus Amon-Rá voltou a ser considerado o criador do universo. O livro dos mortos voltou a ser lido nos funerais e determinar os ritos de mumificação. Agora, pode-se ter a certeza de que as almas vão para o julgamento pós-morte no tribunal de Osíris e poderão fazer a travessia ao submundo de Anúbis. A crença na vida após a morte voltou a se destacar na arquitetura, com a construção de templos e pirâmides que perdurarão por toda a eternidade.

 

Busíris

O guerreiro Busíris é um dos treze filhos do faraó  Ramsés e um dos maiores defensores da milenar religião politeísta do Egito. Um dia, este jovem rapaz ascenderá ao trono do Egito. Ele já avisou que em sua coroação ele próprio receberá o espírito do deus-serpente. Essa ascensão divina lhe trará os poderes necessários para que o Egito alcance sua antiga glória e os grandes feitos do seu pai Ramsés sejam sobrepujados.

Busíris é um príncipe guerreiro e tenta convencer o pai a destruir seus centenários inimigos Hititas, que hoje enfrentam uma crise sem precedentes. Ele acredita que este é um ato simbólico que firmará a hegemonia egípcia que há muito foi perdida. E não há dúvida de que o fanatismo religioso de Busíris e sua inteligência em batalha formam uma combinação poderosa.

Ernest Board 1877 – 1934

Lâmia

A princesa Lâmia governou as terras da Líbia nos tempos do seu irmão, o faraó Amenófis, que se autoproclamou o próprio Egito. A cidade da Líbia prosperou em meio a tão destrutivo deserto graças ao sistema de irrigação criado pelo seu outro irmão Dánao. Infelizmente, a cidade da Líbia hoje está em ruínas e seus habitantes todos mortos. Dizem que a Líbia foi incapaz de se sustentar sozinha quando Dánao abandonou o Egito. Infelizmente, a verdade sobre sua destruição é ainda mais perversa.

A princesa Lâmia viveu um romance com o divino Zeus e juntos tiveram muitos filhos. Quando a vingativa esposa Hera descobriu o romance, a deusa transformou a amante num monstro sanguinário. A verdade é que a própria princesa Lâmia massacrou os habitantes da Líbia. Nem mesmo os próprios filhos escaparam de sua sede de sangue. E, até hoje, a história de princesa sanguinária é contada para assustar crianças nas terras dos povos Medos.

Anipe

Uma única filha da princesa Lâmia sobreviveu ao massacre perpetrado por sua sanguinária mãe. Seu nome era Sibila, que tomou para si a missão de propagar o culto de seu pai entre os povos do deserto. Ela se tornou a sacerdote do deus Amon-Zeus, que tem se difundiu rapidamente no último século. Hoje há dezenas de profetisas espalhadas por toda a Gaia que recebem o título de “Sibilantes”.

A atual sibilante de Mênfis é Anipe, esposa do faraó. Ela assim é a mãe do guerreiro Busíris, primogênito para o trono do Egito e infame por praticar sacrifícios humanos para o maligno deus-serpente. No entanto, a mãe não compartilha dos planos do filho. Na verdade, Anipe profetiza que a chegada de um grande herói, que derrotará Busiris e ascenderá aos Céus como um deus benevolente ao lado de poderoso Amon-Zeus.

Wilhelm Kotarbiński 1848 – 1921

Moisés

O antigo faraó do Egito, chamado Aquenáton foi assassinado por uma terrível conspiração há quase um século atrás. Toda a reforma religiosa que esse faraó implementou no Egito foi influência do seu irmão Moisés, que hoje é conhecido pela alcunha de “Profeta do Deus Único”. Este profeta cresceu no palácio real de Mênfis junto com seus irmãos Aquenáton e Semencaré, recebendo a melhor educação que os sacerdotes da antiga religião egípcia podiam dar. No entanto, ainda na juventude, ele descobriu que era adotado. Ele possuía origens fora do palácio e pertencia ao povo  do Deus Único. Quando atingiu a idade adulta, junto com seu irmão Aquenáton, ambos difundiram a sua crença por todo o Egito.

Aquenáton e Moisés chegaram a transformar o Culto do Deus Único na religião oficial de todo o Egito, levando seu verdadeiro deus para todas as cidades ao longo do rio Nilo. Infelizmente, seu outro irmão Semecaré se uniu aos sacerdotes da antiga religião politeísta. Eles assassinaram o faraó Aquenáton e obrigaram Moisés a fugir do Egito. Este assim partiu ao exílio em busca da Terra Prometida. No entanto, deixar o Egito não foi fácil. Antes, teve que enfrentar o seu irmão Semecaré e o general Horemheb, que desejavam manter os seus seguidores escravizados. A libertação só foi possível após o Profeta do Deus Único lançar dez pragas sobre o Egito. Depois, seus poderes abriram as águas do Mar Morto para que só os seguidores da verdadeira religião pudessem o atravessar, deixando os soldados inimigos para trás.

Hoje, já atingindo a velhice, com quase 120 anos de idade, Moisés mal consegue se mover. O próprio Deus Único lhe revelou que ele nunca pisará na tão desejada Terra Prometida. Mesmo assim, os seus seguidores ainda devem peregrinar pelo deserto e batalhar novos inimigos por muitos anos no futuro. Essa é a razão pela qual o profeta ancião treina uma nova geração e acredita que seu melhor discípulo, o jovem guerreiro chamado Josué, logo estará pronto para assumir o seu lugar.

Hórus

No começo, não havia nada. Todo o universo era apenas um oceano infinito e disforme chamado de Nun. Destas negras águas, surgiu uma massa de terra como uma ilha ou uma colina. Era na verdade o grande deus Áton, o grande criador. Esse ser de puro poder resolveu criar a vida e todo o necessário para sua existência. Ele primeiro criou os quatro deuses primordiais: o Ar, a Água, a Terra e Céu. Depois vieram os quatro deuses do mundo físico, filhos do Céu e da Terra, que se chamavam: Osíris, Ísis, Set e Néftis. Por fim, o deus-criador Áton se transformou numa grande disco flamejante no firmamento, tomando para si uma nova existência. Assim, veio a Luz e tudo o que antes se chamava de Áton passou a se chamar simplesmente de Rá, o deus-sol.

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Imagem encontrada em Papiro

Ainda entretido com sua nova criação, o homem, o deus Rá não percebeu a intriga corromper os primeiros deuses. O trapaceiro deus Set sentiu nojo e inveja por seu irmão Osíris que sempre o superava em todos os aspectos. Afinal, Osíris se tornou o deus soberano dos povos egípcios. Osíris o derrotou em combate com um poderoso chute. Osíris tinha a mais bela esposa Ísis. Até mesmo Néfts, sua esposa, tinha mais paixão por Osíris que pelo próprio Set. Isso tudo foi demais para Set suportar. O deus trapaceiro tomou a forma de um animal e armou uma emboscada. Esperou Osíris se aproximar. Então, o matou, o esquartejou e espalhou seus pedaços por todo o Egito.

O trapaceiro Set, no entanto, não esperava que houvesse resistência contra sua soberania sobre os homens. A deusa Ísis arregimentou todos os pedaços de Osíris que foram espalhados pelo mundo e o mumificou em sua forma original. Por fim, a amorosa deusa Ísis se deitou com a múmia do seu falecido esposo e gerou uma nova entidade: o deus-falcão Hórus. O deus-falcão liderou os exércitos humanos numa guerra vitoriosa contra o trapaceiro Set . Hoje, passados muitos séculos desses eventos, Hórus permanece sobre a terra protegendo os homens ao lado de sua amada Hathor, que carrega consigo o mais poderoso artefato egípcio, o “Olho de Rá”.

Fenícia

 


Faraós Egípcios

(Cada geração está relacionada com cada Rei de Argos, que governou desde o grande dilúvio de Zeus até os tempos atuais, ou seja, por volta de 1550 BC a 1250 BC).

1a Geração: Tao, dinastia anterior,
2a Geração: Kamés e Amósis I, irmãos, filhos do anterior,
3a Geração: Amenófis I, filho do anterior,
4a Geração: Tutmés I, filho do anterior,
5a Geração: Tutmés II e Hatchepsut, filho do anterior e sua primeira esposa,
6a Geração: Tutmés III (Épafo), filho do anterior, com sua segunda esposa Io,
7a Geração: Amenófis e Tiaa (Líbia), filhos do anterior, irmãos, casados entre si,
8a Geração: Tutmés IV (Belo), filho do anterior,
9a Geração: Amenófis (Egito), filho do anterior,
10a Geração: Aquenáton e Semencaré, irmãos, filhos do anterior,
11a Geração: Nefertiti e Tutacamón, esposa e filho de Aquenáton,
12a Geração: Ay, avô do anterior, e Horemheb, seu braço-direito,
13a Geração: Ramsés I, militar, nova dinastia,
14a Geração: Seti, filho do anterior,
15a Geração: Ramsés II, filho do anterior.