Piéria

Cidade das Música

Rei: Piero
Território: Macedônia
Símbolo: O Brilho do Ouro

Depois do grande dilúvio que exterminou a segunda raça, Deukalião foi agraciado pelo divino Zeus com um neto. Este homem, chamado Macedon, povoou a região com o seu nome, cujas terras sempre foram cobiçadas por suas minas de ouro. A mais importante delas está localizada nas montanhas de Pagaion. Por essa razão, o heróico rei Perseu enviou o arqueiro Melaneu e o bardo Piero com seus exércitos para conquistar a região. Estes grandes heróis obtiveram sucesso na conquista e fundaram a cidade de Piéria cujo bardo Piero se tornou o seu rei.

Infelizmente, o ouro de Pagaion deve percorrer um longo caminho até chegar à cidade de Ecália. Durante este percurso, muitos ladrões e bárbaros costumam atacar as caravanas reais, sendo comum o recrutamento de heróis e soldados para protegê-las. Felizmente, o bom Piero conseguiu criar uma trégua com o líder Trax da vizinha Trácia, evitando ataques vindos do Leste. Depois, formou uma grande aliança com todas as cidades da Macedônia para confrontar os selvagens Hiperbóreos no Oeste. É um plano que vem dando ótimos resultados.

O rei Piero é exemplo de adoração por seus súditos. Ele ficou famoso por suas nove filhas, tão talentosas, que enfrentaram as nove Musas, deusas-titãs das artes. As suas filhas perderam a disputa artística, mas Piero acabou iniciando um romance com titã Clio, a musa da história. Foi deste amor que nasceu Jacinto, o homem mais belo de Micenas. Até hoje, mais do que um importante posto militar, a Piéria é conhecida como um expoente artístico em todo o Hélade.

Toda a economia da Macedônia é baseada na mineração do ouro das montanhas de Pagaion. Escravos trabalham dia e noite para manter o luxo da população. O comércio na região é o principal ofício dos cidadãos que não possuem minas. Assim, a cidade da Piéria vive praticamente da venda de produtos importados: a cevada de Éfeso, a carne da Attica, os cavalos de Tessália, o artesanato de Tróia, e as armas de Minoan.

 

Jacinto

Giovanni Battista Tiepolo 1696 – 1770

Jacinto é filho do rei Piero, fundador da cidade com seu nome nas terras da Macedônia. Esse rei ficou famoso por suas nove filhas, tão talentosas, que enfrentaram as nove Musas, deusas-titãs das artes. As suas filhas perderam a disputa artística, mas Piero acabou iniciando um romance com titã Clio, a musa da história. Foi deste amor que nasceu Jacinto, o homem mais belo de Micenas.

Quando Jacinto passa, todas as mulheres perdem o fôlego com tamanha beleza. Ele é um grande conquistador e muitas cortesãs já dividiram sua cama, mas nenhuma conseguiu mais que uma noite de amor ao seu lado. Ele as tem sempre rejeitado na manhã seguinte. O jovem Jacinto está sempre em companhia do músico-herói Tamiris da Trácia, filho de Filamon, com quem compartilha aventuras, farras, confidências e, segundo os rumores, carícias apaixonadas também.

 

Epione

Os poderes curativos de Epione são conhecidos por toda a Micenas e, em muitos lugares, ela é venerada como deusa. Ela acredita ter uma missão. Aplacar a dor de todos aqueles que sofrem por algum mal físico. E muitos foram os que sentiram o alívio por suas mãos.

Em sua missão, Epione dificilmente é vista duas vezes no mesmo local. Ela está em constante movimento, juntando multidões por onde passa. Ela tem sido vista ao lado Asclépio, o mestre da medicina, em muitas ocasiões. Muitos comentam que eles vivem um romance. Outros dizem que são colegas com a mesma missão. O que se sabe é que enquanto Epione e Asclépio viverem, o mundo dormirá mais aliviado.

 

Etalides

Etalides é filho do deus Hermes, tendo herdado um dom divino que também tem sido uma maldição. Ele é incapaz de esquecer. Ele lembra tudo que lhe aconteceu desde o dia do seu nascimento até os dias de atuais. Ele é uma enciclopédia ambulante capaz de ditar todos os conhecimentos humanos, mas também vive atormentado pelo passado que nunca esquece.

Todas as mágoas, angústias e desilusões de sua vida estão acesas em sua mente como se tivessem acontecido ontem. O único momento em que se sente feliz é durante as aventuras já que, quando concentrado no combate, não precisa pensar no seu doloroso passado. E assim ele vive cada dia de sua vida.

Georg Müller-Breslau 1856 – 1911

Pan

Quando Pan nasceu do ventre da bela princesa Driopes, todos acharam que ela havia caído nos encantos de algum sátiro. Mas Pan não é um sátiro qualquer. Ele é filho do deus Hermes e inventor da flauta que utiliza tanto para encantar pessoas quanto para causar pânico naqueles que a ouvem.

Na batalha de Zeus contra o Tifão, quando até os deuses fugiram, Pan ficou e ajudou como pôde. Ele tentou utilizar sua flauta para distrair e imobilizar o monstro. Não que tenha feito muita diferença, mas mostrou que, além de força, Pan tem muita coragem. E, por tamanha bravura, Zeus presenteou este sátiro com a vida eterna.

A aparência peculiar dos sátiros assusta os humanos com seus cascos, chifres e pelos de bode. No entanto, com seu jeito expansivo, Pan sempre consegue ser amigo de todos. Há séculos que ele percorre o mundo atrás de aventuras, desafios e, principalmente, de mulheres. O insaciável Pan é conhecido por estar incansavelmente correndo atrás de todas as belas ninfas e mulheres humanas que encontra. Sempre, claro, com segundas intenções.

 

Hermes

Charles Amédée Philippe van Loo 1719 -1 1795

Hermes, o filho de Zeus com a ninfa Maia, é um deus de muitos atributos. Ele é responsável pelas estradas e viagens, tornando-se conhecido como o ‘Mensageiro-Divino’. Dessa forma, ele se tornou o patrono de todas as profissões de viajantes incluindo comerciantes, diplomatas e até mesmo dos ladrões.

Depois de deixar o ventre da sábia Maia, mostrou logo a sua inteligência e versatilidade. Nasceu pela manhã e, à tarde, já sábia tocar a lira. Antes do sol se pôr, tomou cinqüenta vacas do rebanho divino. Ele as conduziu por caminhos labirínticos, fazendo até com que andassem de costas. No caminho confeccionou um par de sandálias mágicas, para que pudesse deslizar pelo caminho e prosseguir com rapidez, sem deixar pegadas reconhecíveis. Então voltou para a gruta onde nasceu, e deitou no berço como se nada acontecera.

Mas sua mãe a tudo observara, e o repreendeu. Ela disse que ao concebê-lo Zeus havia criado um grande problema tanto para os deuses como para os homens. Hermes, entretanto, replicou vigorosamente. Ele afirmou sem temor sua origem divina e reivindicou um tratamento igual ao que recebia seu meio-irmão Apolo. Se fosse negado então se transformaria no príncipe dos ladrões. Mas Zeus aprovou Hermes no panteão depois de Hermes jurar jamais armar novos estratagemas.

Hermes teve grande quantidade de amores com deusas, semideusas e mulheres mortais, e gerou numerosa descendência. Dentre as imortais, ele deitou com Afrodite gerando o Hermafrodito, Eros e Priapus. Ele também tentou cortejar Persefone sendo rejeitado. Conseguiu seduzir Hekate, deusa da Magia às margens do lago Boibes. Dormiu com a ninfa Iftime gerando os sátiros primordial e com a ninfa Driope gerando Pã. Mas foi com a sedutora oceanida Peiton que achou a sua alma gêmea tomando-a em casamento.

Entre as mulheres humanas, os seus romances foram quase infinitos incluindo Carmentis, Ocirroé, todas as Oreades, a princesa Aglauro da Attica, a princesa Acale de Minoan, a princesa Tronia de Cemek, a princesa Libis da Libia, a princesa Filodamia de Argos, a princesa Eriteia da Iberia, princesa Herse da Attica, Antianira, Apemosine, Aptale; Quione, Clitie, Limele, Ctonofile, Deira, e várias outras… A lista continua interminável com uma quantidade de descendentes de igual tamanho. Não é a toa que sua imagem também está bastante ligada a fertilidade.