Orcomeno

A Cidade Vingativa

Traquis

Rei: Ergino
Território: Mínia
Símbolo: O Punho do Semideus

Com o fim do dilúvio de Zeus e o começo da Era de Bronze, o neto de Deucalião chamado Dório primeiro povoou a Beócia iniciando uma próspera tribo. No entanto, séculos depois, os exércitos do guerreiro Cadmo chegaram na região e expulsaram os Dórios de sua terra natal. O líder orcomeno, chamado Andreu, se viu obrigado a assentar no território vizinho, onde vivem até hoje.

O trauma dessa derrota fez com que os Dórios recebessem o poderoso Sísifo, o maior guerreiro da Era de Bronze, para treiná-los em combate com a promessa de que nunca mais seriam humilhados outra vez. Sob seu comando, os Dórios logo ganharam fama em todo o Hélade por seu militarismo e poder. O novo líder orcomeno, o belicoso neto de Sísifo chamado Flágias, logo declarou guerra contra toda a Tebas. Ele investiu todo sei exército contra o inimgo, mas foram derrotados pelos tebanos que eram liderados pelos reis Nicteu e Lico de Tebas. Agora, além de humilhados e derrotados, os Dórios foram obrigados a pagar tributos aos tebanos.

Três gerações se passaram após a derrota de Flégias, mas o desejo de vingança sempre este presente entre os Orcomenos. O atual rei Egino cresceu escutando histórias sobre a opressão tebana. Desde os tempos de Cadmo que expulsou seu povo das terras que eram suas por direito até o tempo de Nicteu que o humilhou com pesados tributos. Desde criança, ele prometeu a si mesmo que não permitiria tal injustiça continuar. Ele tomou um voto de vingança. Era seu dever reconquistar a Beócia quando fosse rei.

Agora que se tornou rei, Ergino já planeja um ataque direto contra a cidade de Tebas. Ele acredita que a derrota de Flégias ocorreu em razão deste ser descendente de Sísifo e não ser descendente da linhagem do fundador Dório. Agora, com o exército Dório sob seu comando a ofensiva pode ocorrer a qualquer momento. Logo, serão os tebanos que deverão pagar tributos aos Dórios, não o contrário.

 

Trofônio e Agamedes

Os talentosos Trofônio e Ganimedes são os gêmeos filhos dos líder Ergino de Orcomeno. Eles não possuem mais que dez anos de idade, mas são prodígios na arte da engenharia. Foram capazes de orientar dezenas de trabalhadores para erguer casas e templos nas terras da Mínia. Trofônio é capaz de realizar os cálculos exatos para posicionar pilares de sustentação e levantar muros. Agamedes é o gênio criativo capaz de encontrar soluções para situações difíceis e pensar em invenções mecânicas.

O grande sonho dos gêmeos orcomenos é erguer um grande templo cujo projeto eles já colocaram no papel. Eles apenas esperam uma oportunidade para que iniciem sua construção. Por enquanto, eles está mais centrados na construção de armas de guerra e dispositivos de cerco que o pai deseja utilizar num ataque aos seus opressores tebanos, que se defendem nas famosas e famosas e intransponíveis muralhas de sete portões

Trofônio: [Pau.9.37.5-7, 10.5.12, 10.5.12; Strab.9.3.9].

 

Perieres

O velho Perieres é conhecido como o homem mais sábio de toda a Mínia. Ele é pai do atual líder Ergino que lidera os guerreiros orcomeno, mas, por décadas, suas habilidades o fizeram famoso como um dos melhores condutores de carruagem do Hélade. Hoje, a idade o obriga a se dedicar mais às atividades intelectuais que guerreiras.

O líder Ergino não toma um decisão sem antes escutar os conselhos paternos. No entanto, pai e filhos divergem quanto aos planos orcomenos contra a cidade de Tebas. Ele acredita que era melhor esquecer os ódios antigos e negociar com os opressores para que se diminua os tributos obrigatórios que lhes são cobrados. No entanto, alimentado por ódios passados, o líder Ergino não está disposto a deixar de lado seu desejo por vingança.

[Apd.2.4.11].

 

Hirieu

Hirieu é o homem mais velho de todo o Hélade e o mais rico da Beócia. Ele também é bem conhecido pela qualidade de seus filhos. Seus dois primeiros filhos, Nicteu e Lico, governaram a cidade de Tebas. No entanto, ambos acabaram mortos como consequência da guerra que fizeram contra o rei Epopeu de Sicião. No entanto, seu terceiro filho foi ainda mais famoso.

Hirieu orou aos deuses por uma nova criança e foi atendido. Os deuses Zeus, Poseidon e Hermes lhe entregaram um bebê chamado Órion, que viria a se tornar um dos maiores heróis da geração seguinte a Perseu e o único mortal que já conquistou o coração da deusa Ártemis. Ele era uma lenda em Micenas, mas, para a infelicidade de Hirieu, o divino Apolo o matou na intenção de proteger a virgindade da sua irmã.

Hoje, o ancião rei Hirieu vive solitário em seu palácio amargando a falta de sucessores para receber sua incontável herança. Para o rei Ceix de Tráquis, no entanto, essa situação pode ser bem mais proveitosa. Com o rei Ergino de Orcomenos decidido a levar os Dórios para a guerra contra a Tebas, a fortuna de Hirieu poderá ser necessária para financiar o treinamento do seu Exército de Heráclidas.

[Apd.3.10.1; Lib.Met.25; Pau.9.37.5].

 

Téspio

O vilarejo de Téspia é tão pequeno que nenhum mapa se preocuparia de indicá-la, nem nenhum historiador se preocuparia de descrevê-la. Afinal, ela poucas décadas de fundação e poderia ser descrita como uma simples propriedade privada cujo sucesso dos seus trabalhadores atraíram comerciantes. No entanto, a ambição do rei Téspio excede enormemente o tamanho de sua cidade. Para alguém que possui apenas algumas dezenas de guerreiros em suas fileiras, parece uma loucura que esse rei deseje que sua linhagem conquiste para si todo o Hélade através das armas.

Tudo começou quando o poderoso Héracles, que todos sabem ser filho de Zeus e tão forte quanto gigantes, derrotou um terrível leão que assombrava os arredores da Téspia. Como recompensa, o rei Téspio permitiu que Héracles levasse para cama todas as suas cinquenta filhas, mas o semideus não sabia que o rei havia orientado suas filhas a engravidar dele. Hoje, em união com o rei Ceix de Tráquis e o rico Hirieu, o rei Téspio possui sobre sua tutela cinquenta bebês de sangue divino correndo em suas veias e já iniciou o treinamento deles na distante ilha de Sardínia. Em menos de vinte anos, ele acredita que terá a sua disposição o “Exército dos Heráclidas” que será imbatível.

[Apd.2.4.10, 2.7.8; Dio.4.29.2].