Lápite

Cidade contra centauros

Rei: Élato
Território: Larissa
Símbolo: O Centauro Arqueiro

Séculos atrás, o deus Apolo desceu do Olimpo derrotar o dragão Píton e para fundar a cidade de Delfi Nesse período, o deus Apolo teve um tórrido romance com Estilbe, filha do oceanida Peneu, cujos frutos o guerreiro Lapiteu e o deformado Centaurus de quatro patas. Enquanto Lapiteu foi o fundador da cidade de Lápite, o deformado Centaurus iniciou uma nova raça, metade humana e metade cavalo. Desde então, esses dois irmãos  iniciaram um grande conflito que dura até hoje.

Lapiteu foi sucedido pelo seu filho Perifas. No entanto, na geração seguinte, este foi assassinado por seu filho, o príncipe Flégias, que levou os guerreiros Lápite para outro campo de batalha. Ele conquistou o sul da Tessália, invadindo a Beócia em seguida. O maligno rei Flégias foi detido por seu próprio filho Ixião que se aliou ao heroico Perseu, ao príncipe Elato da Arcádia e a toda família real da cidade de Tebas. Após o conflito, Flégias foi assassinado e Ixião se tornou o novo rei de Lápite.

Infelizmente, Ixião herdou a maldade de seu pai. Ele cometeu vários crimes como o assassinato de seu sogro Deioneu e do seu tio-avô guerreiro Forbas. No entanto, o seu grande erro foi se juntar a um grupo de grupo de guerreiros que desafiaram o próprio Zeus e invadiram o Monte Olimpo. Mais ambicioso que seus companheiros, Ixião desejava seduzir a deusa Hera. No fim, o famigerado grupo que desafiou os deuses foi derrotado e Ixião foi enviado ao Hades. A cidade foi entregue ao seu antigo companheiro de batalha: Élato.

O reino de Élato é temporário, pois o filho de Ixião possui os direitos de herança. Na verdade, quando Ixião foi derrotado  enviado ao Hades, sua esposa Dia estava grávida. Nove meses depois, nasceu o heroico Pirítoo. Exatamente por ser ainda um bebê, o rei Élato jurou sempre o defender e honrar sua linhagem. Assim, ele tem feito por quase duas décadas.

As gerações de guerra constante contra os centauros adaptaram os guerreiros de Lápite ao combate. Não há outra cidade por todo o Hélade com guerreiros tão habilidosos e belicosos. A própria família real é famosa por seus combatentes como o poderoso Polifemo, a guerreira Cênis e o profeta Mopso. Recentemente, o próprio príncipe Pirítoo atingiu a idade adulta e logo deve assumir o trono no lugar de Elato. No entanto,  este prefere deixar o rei Elato na burocracia da cidade para viver uma vida de aventuras e desafios.

O mais conhecido feito do rei Élato foi exatamente assinar uma trégua com o líder centauro Quíron que já vem durando anos. Apesar do ódio histórico dos centauros pela cidade Lápite, ambos os líderes tem conseguido controlar os ânimos para estabelecer um governo pacífico. No entanto, as relações ainda são tensas e eles parecem lutar contra tudo e contra todos para manter a paz. Os Lápites parecem incapazes de conviver com a paz reinante dos últimos anos e todos sabem que a região é explosiva e imprevisível. A guerra pode recomeçar a qualquer momento.

 

Sebastiano Ricci 1659 – 1734

Pirítoo

O príncipe Pirítoo é filho do famigerado Íxion, antigo rei de Lápite. Quando Pirítoo ainda estava na barriga de sua mãe, seu pai tentou destruir o divino Zeus e tomar o seu lugar no panteão. Derrotado, Íxion foi castigado ao Hades por toda a eternidade. O seu braço direito Élato assumiu o governo de sua cidade e os cuidados de seu filho.

Os anos passaram com Pirítoo crescendo e se tornando um grande guerreiro. Hoje, o príncipe Pirítoo já possui idade para assumir o governo de Lápite, mas ele não deseja fazê-lo agora. Deixa explícito que prefere uma vida de aventuras do que uma vida burocrática de um rei. Prefere que Élato continue governando os Lápites como tem feito pelos últimos vinte anos.

Apesar da trégua entre Lápite e os Centauros, Pirítoo também deixa claro que possui grande ódio pela raça de quatro patas. Ele não entende como o rei Élato deseja a paz com criaturas tão repugnantes. No entanto, embora rei por direito, ele não quer interferir no próspero governo do seu pai adotivo. Pelo menos, não por enquanto.

Apd.1.8.2, 2.5.12, 3.10.8; Apd.Ep.1.21, 1.24; Dio.4.63.1, 4.69.3; Hes.SH.179; Hom.Il.2.739ff.; Hom.Od.21.295; Hyg.Fab.14, 79, 155; Ov.Met.12.218ff.; Pau.1.17.4, 10.29.9; Plu.The.30.1ff., 31.1ff.; Strab.9.5.19.

 

Polifemo

O príncipe Polifemo é filho do rei Élato de Lápite. Assim, ele faz parte da incrível família de guerreiros de Lápite que inclui sua irmã guerreira Cênis, seu primo arcano Mopso e o príncipe Pirítoo. No entanto, ele é maior do que tudo isso. Ele é conhecido como o maior de todos os guerreiros Lápite. É um título nada humilde que facilmente o eleva aos maiores heróis de Micenas.

Polifemo é conhecido por seu incrível poder e força. É uma força comparável a do poderoso Héracles de Tebas e dos Gigantes de Urano. Além disso, suas habilidades com a espada são sem precedentes. Isso faz do herói um dos mais temidos e perigosos do mundo civilizado. Conta a lenda que Polifemo foi capaz de derrotar todo um exército guerreiro sozinho com suas próprias mãos.

Apd.Ep.7.4; Eur.Cycpassim; Hom.Od.1.69, 2.19, 9.passim, 10.200, 10.435, 12.209, 20.19, 23.312; Nonn.6.301ff., 14.65.; Ov.Met.13.744ff.

 

Cênis

A princesa Cênis, filha do rei Élato de Lápite, possui uma incrível habilidade com armas, mas não foi aceita no exército de Lápite por ser mulher. Assim, ela deixou suas terras em busca de desafios ao lado de seu primo, o arcano Mopso.

Em uma dessas missões, o deus Poseidon se apaixonou pela beleza e habilidade da jovem guerreira. Ambos Cênis e o deus dos mares tiveram um romance. E, como presente, o deus lhe concedeu o poder da invulnerabilidade e um filho chamado Corono.

Cênis é compreensiva e amigável, mas odeia quando duvidam de suas habilidades simplesmente por ser mulher. Ela possui um corpo forte e costuma ser vista com pesadas armaduras masculinas, combatendo com tamanha ferocidade que, por muitas vezes, já foi realmente confundida por um homem.

(Apd.Ep.1.22; Hes.SH.179; Hyg.Fab.14, 173, 242; Lib.Met.17; Ov.Met.12.201; Stat.Achil.1.264; Vir.Aen.6.448).

 

Corono

Todos os filhos do rei Élato, incluindo os famosos Polifemo e Cênis, aceitam que o sucessor do trono de Lápite deverá ser o príncipe Pirítoo, por ele ser filho do antigo rei Íxião. Todos aceitam que Élato atua apenas como regente temporário enquanto o príncipe se mantém afastado de suas atribuições reais. No entanto, o jovem Corono discorda dessa linha sucessória.

O jovem Corono é filho da guerreira Cênis e avô do atual rei Élato. Ele assim acredita ser o verdadeiro sucessor do trono de Lápite. Afinal, se o príncipe Pirítpp não deseja assumir suas responsabilidades como rei que abdique do trono então. Além disso, o seu pai Íxião foi amaldiçoado por Zeus, de forma que ele pode muito bem ter perdido o direito divino ao trono. Nem sua mãe, nem seu tio Polifemo, nem o povo da cidade concorda com essa ideia, mas Corono está disposto a prova-los do contrário.

(Apd.2.7.7; Apd.3.10.8; Dio.4.37.3; Hom.Il.2.746; Hyg.Fab.14).

 

Mopso

Mopso é fruto da união de Ámpix, irmão do rei Élato de Lápite, com a bela ninfa Clóris, mas suas habilidades especiais geram rumores de uma possível paternidade do deus Apolo. Mopso tem uma ótima relação com a prima Cênis e por muitas vezes se aventuraram juntos pelas terras de Micenas.

Enquanto Cênis possui o dom do combate, Mopso possui dons mágicos, entre eles, a capacidade de destruição e de falar com os animais. No entanto, seu grande poder é a profecia. Ele é conhecido como o maior profeta de Micenas rivalizando com os poderes precognitivos do Oráculo de Delfi, do velho Tirésias de Tebas e do pródigo Anfiarau de Óropo.

(AO.948; Arg.1.80, 4.1502ff.; Hes.SH.181; Hyg.Fab.14, 173; Ov.Met.12.456; Stat.Theb.5.417; Strab.9.5.22; Val.1.384, 3.420).