Feácia

A Ilha da Hospitalidade

Rei: Nausítoo

Ao norte da ilha de Ítaca, outro importante povoado do mar Ioniano pode ser encontrada na ilha da Faécia. É uma cidade com altas baterias de defesa e que possui dois portos importantes, pois seus habitantes são reconhecidos como excelente navegadores. Eles vivem da pesca e da coleta de frutos locais. Fazem comércio com povos próximos no Hélade, como os ítacos e calidonianos, e na Itália, como lócrios e messápios. No entanto, esse comércio é restrito com eles não indo além desses seus arredores. 

A ilha é bem limitada tecnologicamente. Eles mal aprenderam a manipular o bronze, sendo este um material pouco utilizado  na ilha. Eles assim usam mais a cerâmica e a madeira para fazer seus utensílios diários. Não parece importante para o rei Nausítoo mudar isso. A vida segue bem assim, mas isso não é o bastante para o seu fulho Alcínoo, que já anunciou seu desejo de contratar estrangeiros para fazer um palácio de bronze para si quando for o governante da ilha.  Só assim a ilha poderá progredir como os centros comerciais mais imponentes como na região do Hélade. O próprio príncipe já está em contato com os mercadores cretenses para enviar seus produtos a outras ilhas do mediterrâneo assim como receber especiarias, metais e arte de todos os cantos do mundo.

Alcínoo e Rexenor

O justo Alcínoo e o bruto Rexenor são irmãos do rei Nausitoo da Faécia. Eles viveram suas vidas pacatas na ilha, mas Rexenor, que um poderoso guerreiro que lutou ao lado de Céfalo, acabou morrendo em combate. Dizem que o próprio deus Apolo matou Rexenor por o ter desafiado. Outros dizem que, apesar da sua morte, o divino Zeus se admirou de suas habilidades e o concedeu uma vida no monte Olimpo.

Menos afeito à guerra, o príncipe Alcínoo é reconhecido como um grande juiz, capaz de tomar as mais difíceis decisões. Ele está transformando a Faécia numa grande produtor de frutas e vinho, que são consideradas uma das uvas da melhor qualidade por todo o Hélade. Assim, a economia da ilha está em constante crescimento. Antes havia outro príncipe chamado Locro, mas Alcínoo negociou sua herança precoce deste irmão para que ele abandonasse a ilha. Assim, Alcínoo poderia assumir o trono da ilha e Locro poderia fazer suas viagens ou fundar algum povo distante como sempre ele sonhou.

Nausicaa

A pequena Nausicaa ainda é um bebê lindo e inocente. Ela é filha do príncipe Alcinoo, que logo sucederá o atual rei Nausitoo. Ela é a única mulher dentre os pequenos filhos da família que incluem Laodamas, o favorito do pai; Clitoneu, o mais independente; e Hálio, o mais obediente. Os quatro filhos de Alcinoo vivem bem na ilha que sua família governa. Eles estão aprendendo a arte da navegação e da pescaria.

Da inocente Nausicaa, espera-se que ela case com um homem de boa família que possa engrandecer a ilha. Esse é um dos motivos pelo qual Alcinoo adora receber pessoas na ilha. Este começou a ficar conhecida por sua hospitalidade. Ele sempre indaga sobre quem chega e quem parte da ilha. Não só adora reis, príncipes e nobres, mas também comerciantes e diplomatas, pois, criando essas relações com o mundo exterior, pode um dia enviar um emissário para negociar uma proposta de casamento em terras distantes.  

Zetes e Calais

Zetes e Calais são dois irmãos filhos de Boreas, deus dos ventos do Norte. Eles herdaram de seu pai um par de asas cada um, que os torna capazes de voar. Eles também são hábeis guerreiros e arqueiros, por isso, são sempre vistos nos céus do Hélade em busca de novos desafios. Não raro são vistos atravessando os céus em corrida desenfreada um contra o outro para ver que voa mais rápido. É uma cena magnífica que surpreende todo o incauto observador nas cidades logo abaixo.

Zetes, o irmão mais introvertido da dupla, possui uma boa habilidade como negociador enquanto o irmão Calais gosta mesmo é de belas mulheres e grandes quantidades de álcool. Os dois são grandes heróis respeitados por toda Danaã. Eles voam para todos os lugares do mundo, mas há um ilha especial que se chama a “Ilha do Retorno” que fica mais ao oeste da Cefalênia e da Faécia onde as criaturas perversas como as Harpias e Sirenes selvagens e incivilizadas estão proibidas de atravessar. É até este ponto onde ambos os irmãos costumam realizar suas rotineiras corridas aladas.

Faex

O velho Faex hoje é um sábio ancião que vive solitário em sua cabana nas ilhas da Faécia. Ele era filho do oceanida Asopo que vivia no rio de mesmo nome, assim, possui capacidade de respirar debaixo da água como todos aqueles desta raça. Ele tomou um jovem Nausítoo como seu pupilo o ensinando sobre navegação e pescaria. O rapaz se tornou pródigo em suas navegações e no trabalho ao mar. Logo, foi contratando mais pessoas para o trabalho. 

Quando Faex percebeu que já ensinara tudo o que o rapaz poderia aprender, ele o deixou na ilha. Saltou o mar e nadou para longe. Só recentemente, por motivos desconhecidos, o oceanida retornou à ilha. O lugar não era mais uma região desabitada e isolada. O pupilo a transformou num povoado com seu próprio governo e população, que fora nomeada com o nome do mestre: Faécia. O pupilo também lhe deu uma boa cabana, mais isolada, à beira-mar para o velho Faex habitar, onde o ancião vive até hoje. No entanto, aqueles que vão até a cabana do ancião dizem que ele observa o mar todos os dias como se estivesse esperando algo chegar.