Atenas

A Cidade Submissa

Rei: Egeu
Território: Attica
Símbolo: A Coruja Observadora

A cidade de Atenas é mais antiga que o próprio dilúvio de Zeus. A sobrevivência da cidade ocorreu graças à natureza aquática de sua população, pois esta era constituída por membros da raça Oceanida. Enfim, quando as águas do dilúvio recuaram, o governante da cidade, o rei-serpente Cécropes, recebeu um dos filhos de Deukalião. Este se casou com sua neta Attis, gerando assim o ancestral comum e povoador da Attica chamado Erecteu. Por causa de sua habilidade em cavalaria, o próprio Zeus presenteou Erecteu com a vida eterna. Ele governou a cidade de Atenas por quase duzentos anos até a geração de Perseu quando enfim morreu na guerra entre as cidades Atenas e Eleusis.

A morte causou uma disputa pela sucessão do trono. Seus filhos Pandião e Mention disputaram o trono entre si. E, embora Pandião tenha subido ao trono primeiro, foi Mention se saiu como vencedor da disputa. Os filhos de Pandião foram obrigados a fugir da cidade e acabaram se refugiando na atual cidade de Mégara. Neste local, os filhos de Pandião assentaram seus homens e reuniram novas forças para retomar a cidade. Enfim, liderados pelo príncipe Egeu, a cidade foi retomada. Até hoje, o já ancião rei Egeu se mantém o rei da cidade apesar das suas dificuldades em gerar um sucessor nas muitas mulheres com quem já se casou.

 

Mathieu van Brée 1773 – 1839

Sociedade

O rei Egeu, no entanto, cometeu um grave erro em seu reinado. Ele causou a guerra entre Minoan e a Attica quando instigou o filho do rei Minos na missão suicida de matar o Minotauro. O rei Minos o culpou pela morte do filho, invadiu as terras da Attica e derrotou os exércitos atenienses. Se não fosse por uma coalizão de cidades próximas, Atenas teria sido conquistada pelas forças minoanas. No fim, a solução diplomática para o problema foi a submissão de Atenas. O rei Egeu agora é obrigado a pagar altos tributos, é proibido de erguer exércitos próprios e possui o compromisso de entregar sete rapazes e sete moças atenienses como oferendas. Estes são sorteados em praça pública, a cada nove anos, para combater o Minotauro.

Toda sociedade ateniense passa por uma terrível crise política. Sua população odeia a submissão forçada. Discussões ocorrem nas assembleias da cidade. Profetas discursam em praça pública sobre um salvador. Políticos buscam a própria ascensão através do discuso anti-minoano. Infelizmente, os atenienses sabem não possuir os recursos para confrontar as forças do rei Minos. Ninguém odeia mais o rei Minos do que ele, mas é impossível esquecer que toda essa humilhante situação é sua culpa. Se não fosse sua arrogância, não teria causado a morte do primogênito do rei Minos. Por isso, muitos são partidários de sua deposição e toda a situação é agravada por não haver um sucessor ao trono, pois, até onde se sabe, Egeu nunca teve filhos. Felizmente, isso não o impediu de tomar medidas para tentar solucionar esse problema. Após ser invadida pelo exército de Minos, para evitar um novo ataque, o rei Egeu investiu em embarcações. Hoje, Atenas se tornou a maior potência sobre o mar da Talassa.

 

Teseu

Antônio Balestra 1666 – 1740

O rei Egeu de Atenas se casou por duas vezes, sem conseguir um filho homem. Preocupado com sua sucessão, ele foi ao oráculo de Delfi, mas não conseguiu entender a mensagem. Por fim, solicitou a ajuda do sábio amigo Piteus para decifrá-la. Ambos discutiram a profecia por horas ao sabor do vinho. Nessa mesma noite, quando o rei Egeu estava bêbado, ele dormiu com a princesa Etra, filha do amigo. O herói Teseu nasceu dessa noite amor.

O rei Egeu ficou preocupado com retaliações do rei Minos, por isso, nunca contou a ninguém sobre seu filho. O príncipe Teseu cresceu na cidade de sua mãe sem saber a verdade sobre o pai. Enfim, quando sua ascedência lhe foi revelada, sua mãe desenterrou a espada que o rei Egeu o deixou. E assim Teseu partiu para Atenas ao seu encontro.

As estradas para Atenas são conhecidas por seus grandes perigos. Por isso, todos tomam o caminho por barco. No entanto, a coragem de Teseu ultrapassa a inconsequência. O destemido príncipe, só pelo desafio, escolheu o caminho por terra para enfrentar tais perigos e já se inscreveu como voluntário no novo grupo de tributos que enfrentará o Minotauro. Depois de tanto cuidado com a vida de filho, o rei Egeu nem imagina que tudo poderá ter sido em vão.

 

Peteos

O antigo rei Erecteus de Atenas recebeu a imortalidade dos deuses por sua incrível habilidade com carruagens e viveu por várias gerações. Ele teve muitos filhos ao longo dos séculos. Entre eles, estava o bastardo chamado Orneu e seus meio-irmãos Mentião e Pandião, que como legítimos herdeiros disputaram o trono entre si. No fim, o grande vencedor da disputa pela sucessão foi o filho de Pandião, chamado Egeu, que governa a cidade até hoje após ter assassinado seu tio Mentião para vingar o pai.

Como  bastardo Orneu apoiou o meio-irmão usurpador Mentião, logo que ascendeu ao trono, o rei Egeu o puniu com o exílio de Atenas e o enviou até o Egito para nunca mais voltar. Recentemente, o filho de Orneu lhe enviou uma carta contando sobre a recente morte paterna e sobre seu desejo de retornar à cidade de Atenas. O seu nome é Peteos. No entanto, o rei Egeu não deseja aceitar o retorno da linhagem de Orneu traidora à cidade Atenas. Verdade seja dita, com a crise de sucessão que assola o seu reino, por não ter descendentes conhecidos, o rei Egeu se preocupa que a vinda de alguém com direitos de herança sobre o trono, por menor que seja, estes, possa iniciar uma nova rebelião.

 

Náuplio

Náuplio é um grande navegador. Ele nasceu no Peloponeso, mas desde criança viveu em Atenas. Logo, mostrou incríveis habilidades marinhas e hoje é conhecido como o maior capitão das forças marítimas do rei Egeu. Sua frota naval está ancorada na grande ilha de Eubeia ao leste da Attica, onde o capitão é conhecido como rei Náuplio porque na ilha há uma grande comunidade de navegantes.

O capitão Náuplio nega essa realeza já que o lugar é apenas um assentamento militar, mas não há como negar o respeito de seus homens e de todos os reis de Micenas ao grande comandante. Além disso, o capitão tem sido um ponto de equilíbrio entre a relação da Attica e Minoan. Pois, é o braço direito do rei Egeu da Attica e está casado com Climene, neta do rei Minos.

 

Palas

Os quatro filhos do antigo rei Pandião de Atenas tiveram uma vida bastante conturbada e forjada na guerra, pois este sofreu um golpe militar orquestrado por seu irmão Mentião. No fim, usurpador Mentião tomou o trono para si ao assassinar Pandião. Seus quatro filhos só sobreviveram por conseguirem fugir até as terras de Mégara com seus aliados e simpatizantes onde viveram grande parte de suas vidas. O nome destes quatro irmãos eram Egeu, Niso, Lico e Palas.

Esses quatro irmãos seguiram destinos bastante diferentes. O príncipe Lico se converteu ao culto da Deusa-Mãe e hoje vive nas terras da Ásia como um importante sacerdote. O rei Niso se casou com a princesa Abrota de Mégara, o que lhe rendeu o trono da cidade que hoje governa. Apenas os irmãos Egeu e Palas decidiram retomar a herança paterna na guerra contra o usurpador Mentião. No fim, ambos foram vitoriosos e o príncipe Egeu ascendeu ao trono.

Muito mais amante da batalha que do trono, o príncipe Palas não se importou em deixar o irmão Egeu subir ao trono. No entanto, as coisas mudaram. A impopularidade de Egeu pela derrota contra Minos; a ausência de um filho sucessor conhecido; e as constantes reclamações da esposa por sua falta de ambição fizeram Palas mudar de ideia. Cresce nele cada dia mais o desejo de levar sua vasta prole de cinquenta filhos para a guerra contra o irmão com quem um dia lutou lado a lado.