Arcádia

A Cidade dos Licantropos

Rei: Aleu
Território: Arcádia
Símbolo: O Urso Gigante.

O primeiro rei em Arcádia foi Licaão. Ele era um rei tão poderoso que acreditou ser capaz de desafiar os deuses. Com esse intuito, ele sacrificou um bebê humano e entregou sua carne a Zeus. Era um teste da onisciência deste deus, afinal, o canibalismo era um dos atos que baniu ao assumir a liderança do panteão divino. Desta forma, se Zeus comesse a carne da criança, eta era a prova dos limites do seu poder. Esse ato de insolência fez Zeus transformar o perverso rei num lobo e fulminar seus filhos igualmente arrogantes com raios do firmamento. Não satisfeito, Zeus enviou um dilúvio para destruir todos os seus súditos.

Muitas gerações após o dilúvio, já em tempo recente, o reino da Arcádia foi governado por Arcas, que alguns dizem ser filho de Zeus e da mulher-urso Calisto. Outros dizem que era o bebê sacrificado por Licaão que houvera sido  feito imortal. A única certeza nessa história é que ele foi trazido à Arcádia pela oceanida Maia, a mais velha das plêiades e também mãe de Hermes. Foi Arcas quem introduziu a agricultura na região que lhe foi ensinado pelo sacerdote Triptolemo. Os habitantes da Arcádia assim aprenderam a fazer pão e a tecer roupas. Enfim, com a morte deste rei, as terras dar Arcádia foram divididas por seus filhos. Infelizmente, o governo do seu filho sucessor Áfidas contrastou com o do pai pela fraqueza e incompetência com que este governou.

Sociedade

O reino de Arcas foi o ápice do poder arcadiano, mas este encontrou seu fim após o rei Áfidas ter sido confrontado pelo terrível Pélopes. A guerra iniciada por Pélopes causou a morte de do príncipe Estinfálio com uma pretensa amizade e uma covarde punhalada nas costas. Em seguida, o vilão esquartejou o rapaz e espalhou seus membros como parte de um ritual macabro que causou infertilidade no solo arcadiano. Tantas décadas depois, a calamidade continua com as plantações totalmente devastadas até hoje.

O rei Áfidas morreu como um desgraçado. Ele foi sucedido por seu filho Aleu que tem tentado reverter o mal que Pélopes causou ao seu povo e à honra de sua Casa. Ele atualmente planeja realizar um ritual para anular a maldição de Pélopes. Ele conta com a ajuda de sábio rei Éaco de Egina que diz ter os meios para reverter a situação. Enquanto isso, os súditos do rei Aleu só conseguem sobreviver apenas graças à ajuda enviado por seu tio Élato, atual rei dos Lápites da Magnésia. A situação, por enquanto, continua desesperadora.

 

Licurgo

Licurgo é o príncipe herdeiro do velho rei Aleu e da finada rainha Neera, que juntos geraram tanto Licurgo quanto sua irmã Auge. A princesa Auge, no entanto, foi expulsa de casa por causar uma desonra na família real da Arcádia. Ela fora escolhida para se tornar uma sacerdotisa da deusa Atenas. A moça assim completou os ritos de iniciação e fez o voto de virgindade requerido pela ordem da deusa. No entanto, durante a visita do herói Héracles na cidade, ambos acabaram dormindo juntos, o que resultou em sua gravidez. Condenada à morte, ela conseguiu fugir do seu destino e hoje vive nas terras distantes da Ásia, na região da Mísia. 

Se a princesa Auge é um sinônimo de desonra para seu pai, felizmente o príncipe Licurgo é o contrário de tudo isso. Ele é honrado e inteligente. É o orgulho da família, que está destinado a suceder o severo pai no trono da cidade. Ele é muito bem quisto pelos seus meio-irmãos Cefeu e Afidamas, filhos da segunda esposa de Aleu, a quem lhes tem total lealdade. A situação com os súditos também é exemplar, pois Licurgo é adorado pelo povo sendo seu governante de facto, visto que o pai está cada vez mais afastados de seus afazeres reais em razão da idade. O príncipe também centraliza todas as esperanças da população por estar mediando o contato com o sábio rei Éaco de Egina para realizar o o ritual contra a maldição de Pélopes.

 

Cefeu e Anfidamas

O rei Aleu da cidade de Tegea é o principal rival político do rei Augeas e do rei Pélopes, mas hoje o velho Aleu já atinge uma idade muito avançada e ainda se mantém refém da maldição que seus rivais lançaram contra o povo da Arcádia. Por esse motivo, são seus filhos que comandam a cidade. Enquanto o príncipe Licurgo é o governante de facto, os heroicos Cefeu e Anfidamas lideram seus exércitos onde eles são necessários para frear os  impulsos despóticos do rei de Élis e de Olímpia.

Cefeu é um grande líder que odeia Augeas tanto quanto seu pai. Verdade seja dita, desde que o antigo rei Étolo de Elis, avô do arrogante rei Augeas, causou a morte de um homem arcadiano num simples exercício militar de demonstração, as coisas entre as duas famílias reais nunca mais foram tranquilas. Por outro lado, Anfidamas prefere esconder esses ódios passados. Ele é um idealista que deseja apenas viajar pelo mundo ajudando pessoas com sua influência e suas habilidades de combate.

 

Clítor

Não há dúvidas que a cidade de Tegea é mais rica e influente que a cidade vizinha de Azânia, mas esta cidade possui seus destaques. É uma cidade extremamente militarizada, o que faz o rei atual Clítor ser considerado o mais poderosos de todos os reis que já reinaram sobre as terras da Arcádia.

O rei Clítor de Azânia é primo do atual rei Aleu de Tegea, pois seus pais Azan e Áfidas eram irmãos assim como ambas todos consideram que suas cidades também sejam. Os exércitos de ambas as cidades agem unidos numa única força militar e treinam em conjunto sob o olhar de Clítor. Por esse motivo, os príncipes guerreiros Cefeu e Anfidamas, de Arcádia, passam mais tempo em Azânia que na própria cidade natal. Eles desejam convencer o tio na guerra contra o rei Augeas de Élis. É algo que o rei Clítor nunca poderia negar aos sobrinhos, pois os considera como os filhos que nunca teve.

 

Anceu, o Vigoroso

O guerreiro Anceu é o mais famoso herói da Tegea. Apesar de mal ter atravessado a adolescência, ele se mostra uma imagem imponente. Sempre vestindo uma pele de urso pardo que vai desde sua cabeça até os pés e armado com um grande machado duplo, Anceu é tão largo quanto dois homens e tão alto quanto um pinheiro. É considerado o homem mais forte do Peloponeso, com um braço tão poderoso quanto o de Héracles da Beócia e dos gigantes de Palene. Não há dúvida que sua fama já excedeu em muito a fama dos seus primos Cefeu e Anfidamas da Tegea.

Anceu é filho do príncipe Licurgo, mas pouco se interessa pela política local. Ele não quer saber da rixa entre seu tio Aleu contra os reis Pélopes e Augeas, nem da rebelião que está prestes a ocorrer na Esparta. Ele apenas deixou sua terra natal para trás em busca de conseguir fama e renome. Assim, Anceu está sempre disposto a combater em diversas guerras e ajudar aqueles que necessitam de sua ajuda. Recentemente, ele foi visto embarcando no navio Argo, rumo ao desconhecido, para trazer de volta ao Hélade o poderoso Tosão de Ouro.