Livro Terceiro – A Autoridade

III

Livros da Autoridade e Pecado do Privilégio

 

Capítulo 1 – Rei Davi

  1. O rei Davi já morava em seu palácio e o SENHOR lhe dera descanso de todos os seus inimigos ao redor.
  2. Certo dia ele disse ao profeta Natã: “Aqui estou eu, morando num palácio de cedro, enquanto a arca do SENHOR permanece numa simples tenda”.
  3. Natã respondeu ao rei: “Faze o que tiveres em mente, pois o SENHOR está contigo”.
    E naquela mesma noite o SENHOR falou a Natã: “Vá dizer a meu servo Davi que assim diz o SENHOR: Você construirá uma casa para eu morar?”
  4. “Diga a Davi: Eu tirei você das pastagens, onde cuidava dos rebanhos, para ser o soberano do meu povo Israel.”
  5. “Sempre estive com você por onde você andou, e eliminei todos os seus inimigos. Agora eu o farei tão famoso quanto os homens mais importantes da terra.”
  6. “Quando a sua vida chegar ao fim e você descansar com os seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo, um fruto do seu próprio corpo, e eu estabelecerei o reino dele.”
  7. “Será ele quem construirá um templo em honra do meu nome, e eu firmarei o trono dele para sempre.”
  8. “Eu serei seu pai, e ele será meu filho. Quando ele cometer algum erro, eu o punirei com o castigo dos homens, com açoites aplicados por homens. Mas nunca retirarei dele o meu amor, como retirei de Saul, a quem tirei do seu caminho.”
  9. “Quanto a você, sua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de mim; o seu trono será estabelecido para sempre”.
  10. E Natã transmitiu a Davi tudo o que o SENHOR lhe tinha falado e revelado.
  11. Então o rei Davi entrou no tabernáculo, assentou-se diante do SENHOR, e orou: “Quem sou eu, ó Soberano SENHOR, e o que é a minha família, para que me trouxesses a este ponto?”
  12. “Ó Soberano SENHOR, tu és Deus! Tuas palavras são verdadeiras, e tu fizeste essa boa promessa a teu servo.”
  13. “Agora, por tua bondade, abençoa a família de teu servo, para que ela continue para sempre na tua presença. Tu, ó Soberano SENHOR, o prometeste! E, abençoada por ti, bendita será para sempre a família de teu servo”.
  14. Depois disso, Davi derrotou os filisteus e os subjugou, e tirou do controle deles Metegue-Amá.
  15. Davi derrotou também os moabitas. Ele os fez deitarem-se no chão e mandou que os medissem com uma corda; os moabitas que ficavam dentro das duas primeiras medidas da corda foram mortos, mas os que ficavam dentro da terceira foram poupados.
  16. Assim, os moabitas ficaram sujeitos a Davi, pagando-lhe impostos.
  17. Além disso, Davi derrotou Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, quando Hadadezer tentava recuperar o controle na região do rio Eufrates.
  18. Davi se apossou de mil dos seus carros de guerra, sete mil cavaleiros e vinte mil soldados de infantaria. Ainda levou cem cavalos de carros de guerra, e aleijou todos o outros.
  19. Quando os arameus de Damasco vieram ajudar Hadadezer, rei de Zobá, Davi matou vinte e dois mil deles.
  20. Em seguida estabeleceu guarnições militares no reino dos arameus de Damasco, sujeitando-os a lhe pagarem impostos.
  21. E o SENHOR dava vitórias a Davi aonde quer que ele fosse.
  22. Davi também levou para Jerusalém os escudos de ouro usados pelos oficiais de Hadadezer.
  23. De Tebá e Berotai, cidades que pertenciam a Hadadezer, o rei Davi levou grande quantidade de bronze.
  24. Quando Toú, rei de Hamate, soube que Davi tinha derrotado todo o exército de Hadadezer, enviou seu filho Jorão ao rei Davi para saudá-lo e parabenizá-lo por sua vitória na batalha contra Hadadezer, que tinha estado em guerra com Toú.
  25. E, com Jorão, mandou todo tipo de utensílios de prata, de ouro e de bronze.
  26. O rei Davi consagrou esses utensílios ao SENHOR, como fizera com a prata e com o ouro tomados de todas as nações que havia subjugado:
  27. Edom e Moabe, os amonitas e os filisteus, e Amaleque. Também consagrou os bens tomados de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá.
  28. Davi ficou ainda mais famoso ao retornar da batalha em que matou dezoito mil edomitas no vale do Sal.
  29. Ele estabeleceu guarnições militares por todo o território de Edom, sujeitando todos os edomitas. O SENHOR dava vitórias a Davi aonde quer que ele fosse.
  30. Davi reinou sobre todo o Israel, administrando o direito e a justiça a todo o seu povo.
    Joabe, filho de Zeruia, era comandante do exército; Josafá, filho de Ailude, era o arquivista real;
  31. Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Seraías era secretário;
  32. Benaia, filho de Joiada, comandava os queretitas e os peletitas; e os filhos de Davi eram sacerdotes.
  33. Certa ocasião Davi perguntou: “Resta ainda alguém da família de Saul, a quem eu possa mostrar lealdade por causa de minha amizade com Jônatas?”
  34. Então chamaram Ziba, um dos servos de Saul, para apresentar-se a Davi, e o rei lhe perguntou: “Você é Ziba?” “Sou teu servo”, respondeu ele.
  35. Perguntou-lhe Davi: “Resta ainda alguém da família de Saul, a quem eu possa mostrar a lealdade de Deus?” Respondeu Ziba: “Ainda há um filho de Jônatas, aleijado dos pés”.
  36. “Onde está ele?”, perguntou o rei. Ziba respondeu: “Na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar”.
  37. Então o rei Davi mandou trazê-lo de Lo-Debar.
  38. Quando Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, compareceu diante de Davi, prostrou-se, rosto em terra.”Mefibosete?”, perguntou Davi. Ele respondeu: “Sim, sou teu servo”.
  39. “Não tenha medo”, disse-lhe Davi, “pois é certo que eu tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai.
  40. Vou devolver-lhe todas as terras que pertenciam a seu avô Saul; e você comerá sempre à minha mesa”.
  41. Mefibosete prostrou-se e disse: “Quem é o teu servo, para que te preocupes com um cão morto como eu?”
  42. Então o rei convocou Ziba e disse-lhe: “Devolvi ao neto de Saul, seu senhor, tudo o que pertencia a ele e à família dele.
  43. Você, seus filhos e seus servos cultivarão a terra para ele. Você trará a colheita para que haja provisões na casa do neto de seu senhor. Mas, Mefibosete comerá sempre à minha mesa”. Ziba tinha quinze filhos e vinte servos.
  44. Então Ziba disse ao rei: “O teu servo fará tudo o que o rei, meu senhor, ordenou”.
  45. Assim, Mefibosete passou a comer à mesa de Davi como se fosse um dos seus filhos.
  46. Mefibosete tinha um filho ainda jovem chamado Mica. E todos os que moravam na casa de Ziba tornaram-se servos de Mefibosete.
  47. Então Mefibosete foi morar em Jerusalém, pois passou a comer sempre à mesa do rei. E era aleijado dos pés.

Fonte: 2Samuel 7, 8 e 9

Capítulo 2 – Bate-seba

  1. Algum tempo depois, o rei dos amonitas morreu, e seu filho Hanum foi o seu sucessor.
  2. Davi pensou: “Serei bondoso com Hanum, filho de Naás, como seu pai foi bondoso comigo”, então Davi enviou uma delegação para transmitir a Hanum seu pesar.
  3. Os líderes amonitas disseram a Hanum, seu senhor que “Achas que Davi está honrando teu pai ao enviar mensageiros para expressar condolências? Não é nada disso! Davi os enviou como espiões para examinar a cidade e destruí-la”.
  4. E assim Hanum prendeu os mensageiros de Davi, rapou metade da barba de cada um, cortou metade de suas roupas até as nádegas, e os mandou embora.
  5. Quando Davi soube disso, enviou mensageiros ao encontro deles, pois haviam sido profundamente humilhados, e lhes mandando dize que ficassem em Jericó até que a barba crescesse, só então voltassem para casa.
  6. Vendo que tinham atraído sobre si o ódio de Davi, os amonitas contrataram vinte mil soldados de infantaria dos arameus de Bete-Reobe e de Zobá, e mais mil homens do rei de Maaca e doze mil dos homens de Tobe.
  7. Ao saber disso, Davi ordenou a Joabe que marchasse com todo o exército.  Então Joabe e seus soldados avançaram contra os arameus, que fugiram dele.
  8. Quando os amonitas viram que os arameus estavam fugindo de Joabe, também fugiram de seu irmão Abisai e entraram na cidade.
  9. Assim, Joabe parou a batalha contra os amonitas e voltou para Jerusalém.
  10. Ao perceberem que haviam sido derrotados por Israel, os arameus tornaram a agrupar-se. Hadadezer mandou trazer os arameus que viviam do outro lado do Eufrates.
  11. Estes chegaram a Helã, tendo à frente Soboque, comandante do exército de Hadadezer.
  12. Informado disso, Davi reuniu todo o Israel, atravessou o Jordão e chegou a Helã. E matou setecentos condutores de carros de guerra e quarenta mil soldados de infantaria dos arameus. Soboque, o comandante do exército, também foi ferido e morreu ali mesmo.
  13. Quando todos os reis vassalos de Hadadezer viram que tinham sido derrotados por Israel, fizeram a paz com os israelitas e sujeitaram-se a eles.
  14. E os arameus ficaram com medo de voltar a ajudar os amonitas.
  15. Na primavera, época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou para a batalha Joabe com seus oficiais e todo o exército de Israel; e eles derrotaram os amonitas e cercaram Rabá. Mas Davi permaneceu em Jerusalém.
  16. Uma tarde Davi levantou-se da cama e foi passear pelo terraço do palácio.
  17. Do terraço viu uma mulher muito bonita tomando banho, e mandou alguém procurar saber quem era ela.
  18. Disseram-lhe: “É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o hitita”.
  19. Davi mandou que a trouxessem, e se deitou com ela, que havia acabado de se purificar da impureza da sua menstruação. Depois, voltou para casa.
  20. A mulher engravidou e mandou um recado a Davi, dizendo que estava grávida.
  21. Em face disso, Davi mandou esta mensagem a Joabe: “Envie-me Urias, o hitita”. E Joabe o enviou.
  22. Quando Urias chegou, Davi perguntou-lhe como estavam Joabe e os soldados e como estava indo a guerra, e lhe disse: “Vá descansar um pouco em sua casa”.
  23. Urias saiu do palácio e logo lhe foi mandado um presente da parte do rei.
  24. Mas Urias dormiu na entrada do palácio, onde dormiam os guardas de seu senhor, e não foi para casa.
  25. Quando informaram a Davi que Urias não tinha ido para casa, ele lhe perguntou: “Depois da viagem que você fez, por que não foi para casa?”
  26. Urias respondeu: “A arca e os homens de Israel e de Judá repousam em tendas; o meu senhor Joabe e os seus soldados estão acampados ao ar livre. Como poderia eu ir para casa para comer, beber e deitar-me com minha mulher? Juro por teu nome e por tua vida que não farei uma coisa dessas!”
  27. Então Davi lhe disse: “Fique aqui mais um dia; amanhã eu o mandarei de volta”.
  28. Urias ficou em Jerusalém, mas no dia seguinte Davi o convidou para comer e beber, e o embriagou.
  29. À tarde, porém, Urias saiu para dormir em sua esteira onde os guardas de seu senhor dormiam; e não foi para casa.
  30. De manhã, Davi enviou uma carta a Joabe por meio de Urias.
  31. Nela escreveu: “Ponha Urias na linha de frente e deixe-o onde o combate estiver mais violento, para que seja ferido e morra”.
  32. Como Joabe tinha cercado a cidade, colocou Urias no lugar onde sabia que os inimigos eram mais fortes.
  33. Quando os homens da cidade saíram e lutaram contra Joabe, alguns dos oficiais da guarda de Davi morreram, e morreu também Urias, o hitita.
  34. Joabe enviou a Davi um relatório completo da batalha, dando a seguinte instrução ao mensageiro: “Pode ser que o rei fique muito indignado e lhe pergunte: Por que vocês se aproximaram tanto da cidade para combater?”
  35. “Se ele perguntar isso, diga-lhe: E morreu também o teu servo Urias, o hitita”.
  36. O mensageiro partiu, e, ao chegar, contou a Davi tudo o que Joabe lhe havia mandado falar.
  37. Davi mandou o mensageiro dizer a Joabe: “Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar. Reforce o ataque à cidade até destruí-la”. E ainda insistiu com o mensageiro que encorajasse Joabe.
  38. Quando a mulher de Urias soube que o seu marido havia morrido, ela chorou por ele.
  39. Passado o luto, Davi mandou que a trouxessem para o palácio; ela se tornou sua mulher e teve um filho dele. Mas o que Davi fez desagradou ao SENHOR.
  40. E o SENHOR enviou a Davi o profeta Natã. Ao chegar, ele disse a Davi: “Dois homens viviam numa cidade, um era rico e o outro, pobre.”
  41. “O rico possuía muitas ovelhas e bois, mas o pobre nada tinha, senão uma cordeirinha que havia comprado. Ele a criou, e ela cresceu com ele e com seus filhos. Ela comia junto dele, bebia do seu copo e até dormia em seus braços. Era como uma filha para ele.”
  42. “Certo dia, um viajante chegou à casa do rico, e este não quis pegar uma de suas próprias ovelhas ou do seus bois para preparar-lhe uma refeição. Em vez disso, preparou para o visitante a cordeira que pertencia ao pobre”.
  43. Então, Davi encheu-se de ira contra o homem e disse a Natã: “Juro pelo nome do SENHOR que o homem que fez isso merece a morte! Deverá pagar quatro vezes o preço da cordeira, porquanto agiu sem misericórdia”.
  44. Então Natã disse a Davi: “Você é esse homem!”
  45. Então Davi disse a Natã: “Pequei contra o SENHOR!” E Natã respondeu: “O SENHOR perdoou o seu pecado. Você não morrerá.”
  46. “Entretanto, uma vez que você insultou o SENHOR, o menino morrerá”.
  47. Depois que Natã foi para casa, o SENHOR fez adoecer o filho que a mulher de Urias dera a Davi.
  48. E Davi implorou a Deus em favor da criança. Ele jejuou e, entrando em casa, passou a noite deitado no chão.
  49. Os oficiais do palácio tentaram fazê-lo levantar-se do chão, mas ele não quis, e recusou comer.
  50. Sete dias depois a criança morreu. Os conselheiros de Davi estavam com medo de dizer-lhe que a criança estava morta.
  51. Davi, percebendo que seus conselheiros cochichavam entre si, compreendeu que a criança estava morta e perguntou: “A criança morreu?”
  52. “Sim, morreu”, responderam eles. Então Davi levantou-se do chão, lavou-se, perfumou-se e trocou de roupa.
  53. Depois entrou no santuário do SENHOR e adorou. E voltando ao palácio, pediu que lhe preparassem uma refeição e comeu.
  54. Seus conselheiros lhe perguntaram: “Por que ages assim? Enquanto a criança estava viva, jejuaste e choraste; mas, agora que a criança está morta, te levantas e comes!”
  55. Ele respondeu: “Enquanto a criança ainda estava viva, jejuei e chorei. Eu pensava: ‘Quem sabe? Talvez o SENHOR tenha misericórdia de mim e deixe a criança viver’.”
  56. “Mas agora que ela morreu, por que deveria jejuar? Poderia eu trazê-la de volta à vida? Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim”.
  57. Depois Davi consolou sua mulher Bate-Seba e deitou-se com ela, e ela teve um menino, a quem Davi deu o nome de Salomão.
  58. E o SENHOR o amou e, por isso, enviou o profeta Natã para dizer a Davi que, o menino deveria chamar-se Jedidias.

Fonte: 2Samuel 10, 11 e 12

Capítulo 3 – Amnon e Tamar

  1. Joabe atacou Rabá dos amonitas e conquistou a fortaleza real.
  2. Então mandou mensageiros a Davi, dizendo: “Lutei contra Rabá e apoderei-me dos seus reservatórios de água. Agora, convoca o restante do exército, cerca a cidade e conquista-a. Se não, eu terei a fama de havê-la conquistado”.
  3. Então, Davi convocou todo o exército, foi a Rabá, atacou a cidade e a conquistou.
  4. A seguir tirou a coroa da cabeça de Milcom, uma coroa de ouro de trinta e cinco quilos; ornamentada com pedras preciosas. E ela foi colocada na cabeça de Davi.
  5. Ele levou uma grande quantidade de bens da cidade e levou também os seus habitantes, designando-lhes trabalhos com serras, picaretas e machados, além da fabricação de tijolos.
  6. Davi fez assim com todas as cidades amonitas. Depois voltou com todo o seu exército para Jerusalém.
  7. Depois de algum tempo, Amnom, filho de Davi, apaixonou-se por Tamar; ela era muito bonita e era irmã de Absalão, outro filho de Davi.
  8. Amnom ficou angustiado a ponto de adoecer por causa de sua meio-irmã Tamar, pois ela era virgem, e parecia-lhe impossível aproximar-se dela.
  9. Amnom deitou-se na cama, fingindo-se doente. Quando o rei foi visitá-lo, Amnom lhe disse: “Eu gostaria que minha irmã Tamar viesse e preparasse dois bolos e me servisse”.
  10. Davi mandou dizer a Tamar no palácio: “Vá à casa de seu irmão Amnom e prepare algo para ele comer”.
  11. Assim, Tamar foi à casa de seu irmão, que estava deitado. Ela amassou a farinha, preparou os bolos na presença dele e os assou.
  12. Depois pegou a assadeira e lhe serviu os bolos. Tamar levou os bolos que havia preparado ao quarto de seu irmão.
  13. Mas quando ela se aproximou para servi-lo, ele a agarrou e disse: “Deite-se comigo, minha irmã”.
  14. Mas ela lhe disse: “Não, meu irmão! Não me faça essa violência. Não se faz uma coisa dessas em Israel! Não cometa essa loucura.”
  15. Mas Amnom não quis ouvir e, sendo mais forte que ela, violentou-a.
  16. Logo depois Amnom sentiu uma forte aversão por ela, mais forte que a paixão que sentira. E disse a ela: “Levante-se e saia!”
  17. Mas ela lhe disse: “Não, meu irmão, mandar-me embora seria pior do que o mal que você já me fez”.
  18. Ele, porém, não quis ouvi-la, e chamando seu servo, disse-lhe: “Ponha esta mulher para fora daqui e tranque a porta”.
  19. Então o servo a pôs para fora e trancou a porta. Ela estava vestindo uma túnica longa, pois esse era o tipo de roupa que as filhas virgens do rei usavam desde a puberdade.
  20. Tamar pôs cinza na cabeça, rasgou a túnica longa que estava usando e se pôs a caminho, com as mãos sobre a cabeça e chorando em alta voz.
  21. Absalão, seu irmão, lhe perguntou: “Seu irmão, Amnom, lhe fez algum mal? Agora, acalme-se, minha irmã; ele é seu irmão! Não se deixe dominar pela angústia”.
  22. E Tamar, muito triste, ficou na casa de seu irmão Absalão.
  23. Ao saber de tudo isso, o rei Davi ficou furioso.
  24. E Absalão não falou nada com Amnom, nem bem, nem mal, embora o odiasse por ter violentado sua irmã Tamar.
  25. Dois anos depois, quando os tosquiadores de ovelhas de Absalão estavam em Baal-Hazor, perto da fronteira de Efraim, Absalão convidou todos os filhos do rei para se reunirem com ele.
  26. Absalão foi ao rei e lhe disse: “Eu, teu servo, estou tosquiando as ovelhas e gostaria que o rei e os seus conselheiros estivessem comigo”.
  27. Respondeu o rei: “Não, meu filho. Não iremos todos, pois isso seria um peso para você”. Embora Absalão insistisse, ele se recusou a ir, mas o abençoou.
  28. Então Absalão lhe disse: “Se não queres ir, permite, por favor, que o meu irmão Amnom vá conosco”.
  29. O rei perguntou: “Mas, por que ele iria com você?” Mas Absalão insistiu tanto que o rei acabou deixando que Amnom e os seus outros filhos fossem com ele.
  30. Assim os homens de Absalão mataram Amnom, obedecendo às suas ordens. Então todos os filhos do rei montaram em suas mulas e fugiram.
  31. Estando eles ainda a caminho, chegou a seguinte notícia ao rei: “Absalão matou todos os teus filhos; nenhum deles escapou”.
  32. O rei levantou-se, rasgou as suas vestes, prostrou-se, e todos os conselheiros que estavam com ele também rasgaram as vestes.
  33. Mas, Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, disse: “Não pense o meu senhor que mataram todos os teus filhos. Somente Amnom foi morto. Essa era a intenção de Absalão desde o dia em que Amnom violentou Tamar, irmã dele.”
  34. Enquanto isso, Absalão fugiu. Nesse meio tempo o sentinela viu muita gente que vinha pela estrada de Horonaim, descendo pela encosta da colina.
  35. E Jonadabe disse ao rei: “São os filhos do rei! Aconteceu como o teu servo disse”.
  36. Acabando de falar, os filhos do rei chegaram, chorando em alta voz. Também o rei e todos os seus conselheiros choraram muito.
  37. Absalão fugiu para o território de Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur. E o rei Davi pranteava por seu filho todos os dias.
  38. Absalão fugiu para Gesur, e lá permaneceu três anos.
  39. Depois desses três anos, a ira do rei contra Absalão cessou, pois ele se sentia consolado da morte de Amnom.
  40. Joabe, filho de Zeruia, percebeu que o rei estava com saudade de Absalão, então mandou buscar uma mulher astuta em Tecoa.
  41. E disse-lhe: “Finja que está de luto: Vista-se de preto e não se perfume. Aja como uma mulher que há algum tempo está de luto”.
  42. “Vá dizer ao rei estas palavras”, e a instruiu sobre o que ela deveria dizer.
  43. Quando a mulher apresentou-se ao rei, prostrou-se, rosto em terra, em sinal de respeito, e lhe disse: “Ajuda-me, ó rei!”
  44. “Qual é o seu problema?”, perguntou-lhe o rei, e ela respondeu: “Sou viúva, meu marido morreu deixando-me com dois filhos. Eles brigaram no campo e, não havendo ninguém para separá-los, um acabou matando o outro”.
  45. Agora, todo o clã levantou-se contra a tua serva, exigindo: ‘Entregue o assassino, para que o matemos pela vida do irmão, e nos livremos também do herdeiro’.”
  46. “Assim eles querem apagar a última centelha que me restou, deixando meu marido sem nome nem descendência na face da terra”.
  47. Ela acrescentou: “Peço então ao rei que, em nome do SENHOR, o seu Deus, não permita que o vingador da vítima cause maior destruição, matando meu outro filho”.
  48. E disse ele: “Eu juro pelo nome do SENHOR, que nem um só fio de cabelo da cabeça de seu filho cairá”.
  49. Disse-lhe ainda a mulher: “Permite que a tua serva fale mais uma coisa ao rei meu senhor”.”Fale”, respondeu ele.
  50. Disse então a mulher: “O rei está se condenando com o que acaba de dizer, pois não permitiu a volta do seu próprio filho que que foi banido.”
  51. “Que teremos que morrer um dia, é tão certo como não se pode recolher a água que se espalhou pela terra. Mas Deus não tira a vida; pelo contrário, cria meios para que o banido não permaneça afastado dele.”
  52. Então o rei disse à mulher: “Não me esconda nada do que vou lhe perguntar”.”Fale o rei, meu senhor”, disse a mulher.
  53. O rei perguntou: “Não é Joabe que está por trás de tudo isso?”
  54. A mulher respondeu: “Ó rei, ninguém é capaz de desviar-se para a direita ou para a esquerda do que tu dizes. Sim, foi o teu servo Joabe quem me mandou aqui para dizer tudo isso.”
  55. “O teu servo Joabe agiu assim para mudar essa situação. Mas o meu senhor é sábio como um anjo de Deus, e nada lhe escapa de tudo o que acontece em seu país”.
  56. Depois o rei disse a Joabe: “Muito bem, atenderei esse pedido. Vá e traga de volta o jovem Absalão”.
  57. Joabe prostrou-se, rosto em terra, abençoou o rei e disse: “Hoje o teu servo ficou sabendo que o vês com bons olhos, pois o rei atendeu o pedido de seu servo”.
  58. Então Joabe foi a Gesur e trouxe Absalão de volta para Jerusalém.
  59. O rei “Absalão irá para a casa dele; não virá à minha presença”. Assim, Absalão foi para a sua casa e não compareceu mais à presença do rei.
  60. Em todo o Israel não havia homem tão elogiado por sua beleza como Absalão. Da cabeça aos pés não havia nele nenhum defeito.
  61. Sempre que o cabelo lhe ficava pesado demais, ele o cortava e o pesava: eram dois quilos e quatrocentos gramas, segundo o padrão do rei.
  62. Ele teve três filhos e uma filha, chamada Tamar, que se tornou uma linda mulher.
    Absalão morou dois anos em Jerusalém sem ser recebido pelo rei.
  63. Então mandou chamar Joabe para levá-lo ao rei, mas Joabe não o levou. Mandou chamá-lo pela segunda vez, mas ele, novamente, não o levou.
  64. Então Absalão disse a seus servos: “Vejam, a propriedade de Joabe é vizinha da minha, e ele tem uma plantação de cevada. Tratem de incendiá-la”. E os servos de Absalão puseram fogo na plantação.
  65. Então Joabe foi à casa de Absalão e lhe perguntou: “Porque os seus servos puseram fogo na minha propriedade?”
  66. Absalão respondeu: “Quero ser recebido pelo rei; e, se eu for culpado de alguma coisa, que ele mande me matar”.
  67. Então Joabe foi contar tudo ao rei. Este mandou chamar Absalão, que entrou e prostrou-se, rosto em terra, perante o rei. E o rei saudou-o com um beijo.

Fonte: 2Samuel 12, 13 e 14

Capítulo 4 – Absalão

  1. Algum tempo depois, Absalão adquiriu uma carruagem, cavalos e uma escolta de cinquenta homens.
  2. Ele se levantava cedo e ficava junto ao caminho que levava à porta da cidade. Sempre que alguém trazia uma causa para ser decidida pelo rei, Absalão o chamava e perguntava de que cidade vinha.
  3. A pessoa respondia que era de uma das tribos de Israel, e Absalão dizia: “A sua causa é válida e legítima, mas não há nenhum representante do rei para ouvi-lo”.
  4. E Absalão acrescentava: “Quem me dera ser designado juiz desta terra! Todos os que tivessem uma causa ou uma questão legal viriam a mim, e eu lhe faria justiça”.
  5. E sempre que alguém se aproximava dele para prostrar-se em sinal de respeito, Absalão estendia a mão, abraçava-o e beijava-o.
  6. Absalão agia assim com todos os israelitas que vinham pedir que o rei lhes fizesse justiça. Assim ele foi conquistando a lealdade dos homens de Israel.
  7. Ao final de quatro anos, Absalão disse ao rei: “Deixa-me ir a Hebrom para cumprir um voto que fiz ao SENHOR. Quando o teu servo estava em Gesur, na Síria, fez este voto: Se o SENHOR me permitir voltar a Jerusalém, prestarei culto a ele em Hebrom”.
  8. “Vá em paz!”, disse o rei. E ele foi para Hebrom.
  9. Absalão enviou secretamente mensageiros a todas as tribos de Israel, dizendo: “Assim que vocês ouvirem o som das trombetas, digam: Absalão é rei em Hebrom”.
  10. Absalão levou duzentos homens de Jerusalém. Eles tinham sido convidados e nada sabiam nem suspeitavam do que estava acontecendo.
  11. Depois de oferecer sacrifícios, Absalão mandou chamar Aitofel, que era da cidade de Gilo, conselheiro de Davi.
  12. A conspiração ganhou força, e cresceu o número dos que seguiam Absalão. Então um mensageiro chegou e disse a Davi: “Os israelitas estão com Absalão!”
  13. Então Davi disse aos conselheiros que estavam com ele em Jerusalém: “Vamos fugir; caso contrário não escaparemos de Absalão. Se não partirmos imediatamente ele nos alcançará, causará a nossa ruína e matará o povo à espada”.
  14. Os conselheiros do rei lhe responderam: “Teus servos estão dispostos a fazer tudo o que o rei, nosso senhor, decidir”.
  15. O rei partiu, seguido por todos os de sua família; deixou, porém, dez concubinas para tomarem conta do palácio.
  16. Assim, o rei partiu com todo o povo. Pararam na última casa da cidade, e todos os seus soldados marcharam, passando por ele: todos os queretitas e peletitas, e os seiscentos giteus que o acompanhavam desde Gate.
  17. O rei disse então a Itai, de Gate: “Por que você está indo conosco? Volte e fique com o novo rei, pois você é estrangeiro, um exilado de sua terra”.
  18. “Faz pouco tempo que você chegou. Como eu poderia fazê-lo acompanhar-me? Volte e leve consigo os seus irmãos. Que o SENHOR o trate com bondade e fidelidade!”
  19. Itai, contudo, respondeu ao rei: “Juro pelo nome do SENHOR e por tua vida que onde quer que o rei, meu senhor, esteja, ali estará o seu servo, para viver ou para morrer!”
  20. Então Davi disse a Itai: “Está bem, pode ir adiante”. E Itai, o giteu, marchou, com todos os seus soldados e com as famílias que estavam com ele.
  21. Todo o povo do lugar chorava em alta voz enquanto o exército passava. O rei atravessou o vale do Cedrom e todo o povo foi com ele em direção ao deserto.
  22. Zadoque também estava lá, e com ele todos os levitas que carregavam a arca da aliança de Deus; Abiatar também estava lá. Puseram no chão a arca de Deus até que todo o povo saísse da cidade.
  23. Então o rei disse a Zadoque: “Leve a arca de Deus de volta para a cidade. Se o SENHOR mostrar benevolência a mim, ele me trará de volta e me deixará ver a arca e o lugar onde ela deve permanecer. Faça ele comigo o que for de sua vontade”.
  24. Disse ainda o rei ao sacerdote Zadoque: “Fique alerta! Volte em paz para a cidade, você, Aimaás, seu filho, e Jônatas, filho de Abiatar. Junto às torrentes do deserto ficarei esperando notícias de vocês”.
  25. Então Zadoque e Abiatar levaram a arca de Deus de volta para Jerusalém, e lá permaneceram.
  26. Davi, porém, continuou subindo o monte das Oliveiras, caminhando e chorando, e com a cabeça coberta e os pés descalços. E todos os que iam com ele também tinham a cabeça coberta e subiam chorando.
  27. Quando informaram a Davi que Aitofel era um dos conspiradores que apoiavam Absalão, Davi orou: “Ó SENHOR, transforma em loucura os conselhos de Aitofel.”
  28. Quando Davi chegou ao alto do monte, ao lugar onde o povo costumava adorar a Deus, veio ao seu encontro o arquita Husai, com a roupa rasgada e com terra sobre a cabeça.
  29. E Davi lhe disse: “Não adianta você vir comigo. Mas se voltar à cidade, poderá dizer a Absalão: ‘Estarei a teu serviço, ó rei. No passado estive a serviço de teu pai, mas agora estarei a teu serviço’.”
  30. “Assim você me ajudará, frustrando o conselho de Aitofel. Os sacerdotes Zadoque e Abiatar estarão lá com você. Informe-os do que você souber no palácio”.
  31. “Também estão lá os dois filhos deles: Aimaás e Jônatas. Por meio deles me informe de tudo que você ouvir”.
  32. Então Husai, amigo de Davi, chegou a Jerusalém quando Absalão estava entrando na cidade.
  33. Mal Davi tinha passado pelo alto do monte, lá estava à sua espera Ziba, criado de Mefibosete. Ele trazia dois jumentos carregando duzentos pães, cem bolos de uvas passas, cem frutas da estação e uma vasilha de couro cheia de vinho.
  34. O rei perguntou a Ziba: “Por que você trouxe essas coisas?”
  35. Ziba respondeu: “Os jumentos servirão de montaria para a família do rei, os pães e as frutas são para os homens comerem, e o vinho servirá para reanimar os que ficarem exaustos no deserto”.
  36. O rei então perguntou: “Onde está Mefibosete, neto de seu senhor?”
  37. Respondeu-lhe Ziba: “Ele ficou em Jerusalém, pois acredita que os israelitas lhe restituirão o reino de seu avô”.
  38. Então o rei disse a Ziba: “Tudo o que pertencia a Mefibosete agora é seu”.
  39. “Humildemente me prostro”, disse Ziba.”Que o rei, meu senhor, agrade-se de mim”.
  40. Chegando o rei Davi a Baurim, um homem do clã da família de Saul chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade proferindo maldições contra ele.
  41. Ele atirava pedras em Davi e em todos os conselheiros do rei, embora todo o exército e a guarda de elite estivessem à direita e à esquerda de Davi.
  42. Enquanto amaldiçoava, Simei dizia: “Saia daqui, saia daqui! Assassino! Bandido!”
  43. “O SENHOR retribuiu a você todo o sangue derramado na família de Saul, em cujo lugar você reinou. O SENHOR entregou o reino nas mãos de seu filho Absalão. Você está arruinado porque é um assassino!”
  44. Então Abisai, filho de Zeruia, disse ao rei: “Por que esse cão morto amaldiçoa o rei meu senhor? Permite que eu lhe corte a cabeça”.
  45. Mas o rei disse: “Que é que vocês têm com isso, filhos de Zeruia? Ele me amaldiçoa porque o SENHOR lhe disse que amaldiçoasse Davi. Portanto, quem poderá questioná-lo?”
  46. Disse então Davi a Abisai e a todos os seus conselheiros: “Até meu filho, sangue do meu sangue, procura matar-me. Quanto mais este benjamita!
  47. “Deixem-no em paz! Que amaldiçoe, pois foi o que o SENHOR lhe mandou fazer”.
  48. “Talvez o SENHOR considere a minha aflição e me retribua com o bem a maldição que hoje recebo”.
  49. Assim, Davi e os seus soldados prosseguiram pela estrada, enquanto Simei ia pela encosta do monte, no lado oposto, amaldiçoando, jogando pedras e terra.
  50. O rei e todo o povo que estava com ele chegaram exaustos a seu destino. E lá descansaram.
  51. Enquanto isso, Absalão e todos os homens de Israel entraram em Jerusalém, e Aitofel estava com eles.
  52. Então Husai, o arquita, amigo de Davi, aproximou-se de Absalão e exclamou: “Viva o rei! Viva o rei!”
  53. Mas Absalão disse a Husai: “É essa a lealdade que você tem para com o seu amigo? Por que você não foi com ele?”
  54. Respondeu Husai: “Não! Sou do escolhido do SENHOR, deste povo e de todos os israelitas; e com ele permanecerei.”
  55. “Além disso, a quem devo servir? Não deveria eu servir o filho? Assim como servi a teu pai, também te servirei”.
  56. Então Absalão disse a Aitofel: “Dê-nos o seu conselho. Que devemos fazer?”
  57. Aitofel respondeu: “Tenha relações com as concubinas de teu pai, que ele deixou para tomar conta do palácio. Então todo o Israel ficará sabendo que te tornaste repugnante para teu pai, e todos os que estão contigo se encherão de coragem”.
  58. E assim armaram uma tenda no terraço do palácio para Absalão, e ele teve relações com as concubinas de seu pai à vista de todo o Israel.
  59. Naquela época, tanto Davi como Absalão consideravam os conselhos de Aitofel como se fossem a palavra do próprio Deus.

Fonte: 2Samuel 15 e 16

Capítulo 5 – Joabe

  1. Aitofel disse a Absalão: “Permite-me escolher doze mil homens, e partirei esta noite em perseguição a Davi. Eu o atacarei enquanto ele está exausto e fraco; vou causar-lhe pânico, e seu exército fugirá.”
  2. “Depois matarei somente o rei, e trarei todo o exército de volta a ti. É somente um homem que procuras matar. Assim, todo o exército ficará em paz”.
  3. Esse plano pareceu bom a Absalão e a todas as autoridades de Israel.
  4. Entretanto, Absalão disse: “Chamem também Husai, o arquita, para que ouçamos a opinião dele”.
  5. Quando Husai entrou, Absalão lhe disse: “Aitofel deu-nos o conselho dele. Devemos fazer o que ele diz, ou você tem outra opinião?”
  6. Husai respondeu: “O conselho que Aitofel deu desta vez não é bom. Sabes que o teu pai e os homens que estão com ele são guerreiros, e estão furiosos como uma ursa selvagem da qual roubaram os filhotes.”
  7. “Além disso, teu pai é um soldado experiente e não passará a noite com o exército. Ele, agora, já deve estar escondido numa caverna ou nalgum outro lugar.”
  8. “Se alguns dos teus soldados forem mortos no primeiro ataque, até o mais bravo soldado, corajoso como leão, ficará morrendo de medo, pois todo o Israel sabe que teu pai é um guerreiro valente e que seus soldados são corajosos.”
  9. “Dou o seguinte conselho: Que se reúnam a ti todos os homens de Israel, desde Dã até Berseba, tantos como a areia da praia e que tu mesmo os conduzas na batalha.”
  10. Absalão e todos os homens de Israel consideraram o conselho de Husai, o arquita, melhor do que o de Aitofel; pois o SENHOR tinha decidido frustrar o eficiente conselho de Aitofel a fim de trazer ruína sobre Absalão.
  11. Husai contou aos sacerdotes Zadoque e Abiatar o conselho que Aitofel dera a Absalão e às autoridades de Israel, e o que ele mesmo lhes tinha aconselhado em seguida.
  12. Então pediu que enviassem imediatamente esta mensagem a Davi: “Não passe a noite nos pontos de travessia do Jordão, no deserto, mas atravesse logo o rio.”
  13. Jônatas e Aimaás estavam em En-Rogel, e uma serva os informava regularmente, pois não podiam arriscar-se a serem vistos na cidade. Eles, por sua vez, iam relatar ao rei Davi o que tinham ouvido.
  14. Mas um jovem os viu e avisou Absalão. Então eles partiram rapidamente e foram para a casa de um habitante de Baurim, que tinha um poço no quintal.
  15. Eles desceram ao poço, e a dona da casa colocou a tampa no poço e, para disfarçar, espalhou grãos de cereal por cima.
  16. Os soldados de Absalão chegaram à casa da mulher e lhe perguntaram: “Onde estão Aimaás e Jônatas?”
  17. A mulher respondeu: “Eles atravessaram as águas”. Os homens os procuraram sem sucesso, e voltaram a Jerusalém.
  18. Tendo eles ido embora, os dois saíram do poço e foram informar o rei Davi. Falaram-lhe do conselho que Aitofel dera contra ele.
  19. Então Davi e todo o seu exército saíram e, quando o sol nasceu, todos tinham atravessado o Jordão.
  20. Vendo Aitofel que o seu conselho não havia sido aceito, selou seu jumento e foi para casa, para a sua cidade natal; pôs seus negócios em ordem, e depois se enforcou. Ele foi sepultado no túmulo de seu pai.
  21. Davi já tinha chegado a Maanaim, quando Absalão atravessou o Jordão com todos os homens de Israel.
  22. Absalão havia nomeado Amasa para comandar o exército em lugar de Joabe. Amasa era filho de Jéter, um israelita que havia possuído Abigail, filha de Naás e irmã de Zeruia, mãe de Joabe.
  23. Absalão e os israelitas acamparam em Gileade.
  24. Quando Davi chegou a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá dos amonitas, e Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar, e o gileadita Barzilai, de Rogelim, trouxeram a Davi e ao seu exército camas, bacias e utensílios de cerâmica.
  25. Também trigo, cevada, farinha, grãos torrados, feijão e lentilha, mel e coalhada, ovelhas e queijo de leite de vaca; pois sabiam que o exército estava cansado, com fome e com sede no deserto.
  26. Davi passou em revista o exército e nomeou comandantes de batalhões de mil e de cem.
  27. Davi dividiu o exército em três companhias: uma sob o comando de Joabe, outra sob o comando de Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, e outra sob o comando de Itai, o giteu.
  28. Disse então o rei ao exército: “Eu também marcharei com vocês”.
  29. Mas os homens disseram: “Não faças isso! Se tivermos que fugir, eles não se preocuparão conosco, e mesmo que metade de nós morra em batalha, eles não se importarão. Tu, porém, vales por dez mil de nós. Melhor será que fiques na cidade e dali nos dês apoio”.
  30. O rei respondeu: “Farei o que acharem melhor”. E o rei ficou junto à porta, enquanto os soldados marchavam, saindo em unidades de cem e de mil.
  31. O rei ordenou a Joabe, a Abisai e a Itai: “Por amor a mim, tratem bem o jovem Absalão!” E todo o exército ouviu quando o rei deu essa ordem sobre Absalão a cada um dos comandantes.
  32. O exército saiu a campo para enfrentar Israel, e a batalha aconteceu na floresta de Efraim, onde o exército de Israel foi derrotado pelos soldados de Davi.
  33. Houve grande matança naquele dia, elevando-se o número de mortos a vinte mil.
  34. A batalha espalhou-se por toda a região e, naquele dia, a floresta matou mais que a espada.
  35. Durante a batalha, Absalão, montado em sua mula, encontrou-se com os soldados de Davi. Passando a mula debaixo dos galhos de uma grande árvore, e Absalão ficou preso pela cabeça nos galhos. Ele ficou pendurado entre o céu e a terra, e a mula prosseguiu.
  36. Um homem o viu, e foi informar a Joabe: “Acabei de ver Absalão pendurado numa grande árvore”.
  37. “Você o viu?”, perguntou Joabe ao homem.”E por que não o matou ali mesmo? Eu teria dado a você dez peças de prata e um cinturão de guerreiro!”
  38. Mas o homem respondeu: “Mesmo que fossem pesadas e colocadas em minhas mãos mil peças de prata, eu não levantaria a mão contra o filho do rei. Ouvimos o rei ordenar a ti, a Abisai e a Itai: ‘Protejam, por amor a mim, o jovem Absalão’.
  39. Por outro lado, se eu tivesse atentado traiçoeiramente contra a vida dele, o rei ficaria sabendo, pois não se pode esconder nada dele, e tu mesmo ficarias contra mim”.
  40. E Joabe disse: “Não vou perder mais tempo com você”. Então pegou três dardos e com eles traspassou o coração de Absalão, quando ele ainda estava vivo na árvore.
  41. E dez dos escudeiros de Joabe cercaram Absalão e acabaram de matá-lo.
  42. A seguir Joabe tocou a trombeta para que o exército parasse de perseguir Israel, e assim deteve o exército.
  43. Retiraram o corpo de Absalão, jogaram-no num grande fosso na floresta e fizeram um grande monte de pedras sobre ele. Enquanto isso, todos os israelitas fugiam para casa.
  44. Quando em vida, Absalão tinha levantado um monumento para si mesmo no vale do Rei, dizendo: “Não tenho nenhum filho para preservar a minha memória”. Por isso deu à coluna o seu próprio nome. Chama-se ainda hoje Monumento de Absalão.
  45. Então Aimaás, filho de Zadoque, disse: “Deixa-me correr e levar ao rei a notícia de que o SENHOR lhe fez justiça, livrando-o de seus inimigos”.
  46. “Não é você quem deve levar a notícia hoje”, disse-lhe Joabe.”Deixe isso para outra ocasião. Hoje não, porque o filho do rei morreu”.
  47. Então Joabe ordenou a um etíope: “Vá dizer ao rei o que você viu”. O cuxita inclinou-se diante de Joabe e saiu correndo para levar as notícias.
  48. Todavia Aimaás, filho de Zadoque, disse de novo a Joabe: “Não importa o que aconteça, deixa-me ir com o cuxita”. Joabe, porém, respondeu: “Por que quer tanto ir, meu filho? Você não receberá nenhuma recompensa pela notícia”.
  49. Mas ele insistiu: “Não importa o que aconteça, quero ir”. Disse então Joabe: “Pois vá!” E Aimaás correu pelo caminho da planície e passou à frente do cuxita.
  50. Davi estava sentado entre a porta interna e a externa da cidade. E quando a sentinela subiu ao terraço sobre a porta, junto à muralha, viu um homem que vinha correndo sozinho.
  51. A sentinela gritou, avisando o rei. O rei disse: “Se ele está sozinho, deve trazer boa notícia”. E o homem foi se aproximando.
  52. Então a sentinela viu outro homem que vinha correndo e gritou ao porteiro: “Vem outro homem correndo sozinho!”
  53. “Esse também deve estar trazendo boa notícia!”, exclamou o rei.
  54. A sentinela disse: “Está me parecendo que, pelo jeito de correr, o da frente é Aimaás, filho de Zadoque”.
  55. “É um bom homem”, disse o rei.”Ele traz boas notícias”.
  56. Então Aimaás aproximou-se do rei e o saudou. Prostrou-se, rosto em terra, diante do rei e disse: “Bendito seja o SENHOR teu Deus! Ele entregou os homens que se rebelaram contra o rei, meu senhor”.
  57. O rei perguntou: “O jovem Absalão está bem?”
  58. Aimaás respondeu: “Vi que houve grande confusão quando Joabe, o servo do rei, ia enviar teu servo, mas não sei o que aconteceu”.
  59. O rei disse: “Fique ali ao lado esperando”. E Aimaás ficou esperando.
  60. Então o cuxita chegou e disse: “Ó rei, meu senhor, ouve a boa notícia! Hoje o SENHOR te livrou de todos os que se levantaram contra ti”.
  61. O perguntou ao cuxita: “O jovem Absalão está bem?” O cuxita respondeu: “Que os inimigos do rei meu senhor e todos que se levantam para lhe fazer mal acabem como aquele jovem!”
  62. Então o rei, abalado, subiu ao quarto que ficava por cima da porta e chorou. Foi subindo e clamando: “Ah, meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera ter morrido em seu lugar! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!”

Fonte: 2Samuel 17 e 18

Capítulo 6 – Restauração

  1. Informaram a Joabe que o rei estava chorando e se lamentando por Absalão. E para todo o exército a vitória daquele dia se transformou em luto, porque as tropas ouviram dizer: “O rei está de luto por seu filho”.
  2. Naquele dia, o exército ficou em silêncio na cidade, como fazem os que fogem humilhados da batalha.
  3. O rei, com o rosto coberto, gritava: “Ah, meu filho Absalão! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!”
  4. Então Joabe entrou no palácio e foi falar com o rei: “Hoje humilhaste todos os teus soldados, os quais salvaram a tua vida, bem como a de teus filhos e filhas, e de tuas mulheres e concubinas.”
  5. “Amas os que te odeiam e odeias os que te amam. Hoje deixaste claro que os comandantes e os seus soldados nada significam para ti. Vejo que ficarias satisfeito se, hoje, Absalão estivesse vivo e todos nós, mortos.”
  6. “Agora, vai e encoraja teus soldados! Juro pelo SENHOR que, se não fores, nem um só deles permanecerá contigo esta noite, o que para ti seria pior do que todas as desgraças que já te aconteceram, desde a tua juventude”.
  7. Então o rei levantou-se e sentou-se junto à porta da cidade. Quando o exército soube que o rei estava sentado junto à porta, todos os soldados foram até ele. Enquanto isso, os israelitas fugiam para casa.
  8. Em todas as tribos de Israel o povo discutia, dizendo: “Davi nos livrou das mãos de nossos inimigos; foi ele que nos libertou dos filisteus. Mas agora fugiu do país por causa de Absalão; e Absalão, a quem tínhamos ungido rei, morreu em combate.
  9. Todos se perguntavam: “E então, por que não falam em trazer o rei de volta?”
  10. Quando chegou aos ouvidos do rei o que todo o Israel estava comentando, Davi mandou as seguintes mensagens, ele mandou dizer aos sacerdotes Zadoque e Abiatar: “Perguntem às autoridades de Judá: Por que vocês seriam os últimos a conduzir o rei de volta ao seu palácio?”
  11. “Vocês são meus irmãos, sangue do meu sangue! Por que, então, seriam os últimos a ajudar no meu retorno?”
  12. Digam a Amasa: “Você é sangue do meu sangue! Que Deus me castigue com todo o rigor se, de agora em diante, você não for o comandante do meu exército em lugar de Joabe”.
  13. As palavras de Davi conquistaram a lealdade unânime de todos os homens de Judá. E eles mandaram dizer ao rei que voltasse com todos os seus servos.
  14. Então o rei voltou e chegou ao Jordão. E os homens de Judá foram a Gilgal, ao encontro do rei, para ajudá-lo a atravessar o Jordão.
  15. Simei, filho de Gera, benjamita de Baurim, foi depressa com os homens de Judá para encontrar-se com o rei Davi.
  16. Com ele estavam outros mil benjamitas e também Ziba, supervisor da casa de Saul, com seus quinze filhos e vinte servos. Eles entraram no Jordão antes do rei, e atravessaram o rio a fim de ajudar a família real na travessia e fazer o que o rei desejasse.
  17. Simei, filho de Gera, atravessou o Jordão, prostrou-se perante o rei e lhe disse: “Que o meu senhor não leve em conta o meu crime. E que não te lembres do mal que o teu servo cometeu no dia em que o rei, meu senhor, saiu de Jerusalém.”
  18. “Que o rei não pense mais nisso! Eu, teu servo, reconheço que pequei. Por isso, de toda a tribo de José, fui o primeiro a vir ao encontro do rei, meu senhor”.
  19. Então Abisai, filho de Zeruia, disse: “Simei amaldiçoou o ungido do SENHOR, ele deve ser morto!”
  20. Davi respondeu: “Que é que vocês têm com isso, filhos de Zeruia? Acaso se tornaram agora meus acusadores? Deve alguém ser morto hoje em Israel? Ou não tenho hoje a garantia de que voltei a reinar sobre Israel?”
  21. E o rei prometeu a Simei, sob juramento: “Você não será morto”.
  22. Mefibosete, neto de Saul, também foi ao encontro do rei. Ele não havia lavado os pés nem aparado a barba nem lavado as roupas, desde o dia em que o rei partira até o dia em que voltou em segurança.
  23. Quando chegou de Jerusalém e encontrou-se com o rei, este lhe perguntou: “Por que você não foi comigo, Mefibosete?”
  24. Ele respondeu: “Ó rei, meu senhor! Eu, teu servo, sendo aleijado, mandei selar o meu jumento para montá-lo e acompanhar o rei. Mas o meu servo me enganou.”
  25. “Ele falou mal de mim ao rei, meu senhor. Tu és como um anjo de Deus! Faze o que achares melhor.”
  26. “Todos os descendentes do meu avô nada mereciam do meu senhor e rei, senão a morte. Entretanto, deste a teu servo um lugar entre os que comem à tua mesa. Que direito tenho eu, pois, de te pedir qualquer outro favor?”
  27. Disse-lhe então o rei: “Você já disse o suficiente. Minha decisão é que você e Ziba dividam a propriedade”.
  28. Mas Mefibosete disse ao rei: “Deixa que ele fique com tudo, agora que o rei meu senhor chegou em segurança ao seu lar”.
  29. Barzilai, de Gileade, também saiu de Rogelim, acompanhando o rei até o Jordão, para despedir-se dele.
  30. Barzilai era bastante idoso; tinha oitenta anos. Foi ele que sustentou o rei durante sua permanência em Maanaim, pois era muito rico.
  31. O rei disse a Barzilai: “Venha comigo para Jerusalém, e eu cuidarei de você”.
  32. Barzilai, porém, respondeu: “Quantos anos de vida ainda me restam, para que eu vá com o rei e viva com ele em Jerusalém? Já fiz oitenta anos. Como eu poderia distinguir entre o que é bom e o que é mau?”
  33. “Será que hoje o teu servo ainda pode sentir o gosto daquilo que come e bebe? Posso ainda apreciar a voz de homens e mulheres cantando? Eu seria mais um peso para o rei, meu senhor.”
  34. “Teu servo acompanhará o rei um pouco mais, atravessando o Jordão, mas não há motivo para uma recompensa dessas.”
  35. “Permite que o teu servo volte! E que eu possa morrer na minha própria cidade, perto do túmulo de meu pai e de minha mãe. Mas aqui está o meu servo Quimã. Que ele vá com o meu senhor e rei. Faze por ele o que achares melhor!”
  36. O rei disse: “Quimã virá comigo! Farei por ele o que você achar melhor. E tudo o mais que desejar de mim, eu o farei por você”.
  37. Então, todo o exército atravessou o Jordão, e também o rei o atravessou. O rei beijou Barzilai e o abençoou. E Barzilai voltou para casa.
  38. O rei seguiu para Gilgal; e com ele foi Quimã. Todo o exército de Judá e a metade do exército de Israel acompanharam o rei.
  39. Logo os homens de Israel chegaram ao rei para reclamar: “Por que os nossos irmãos, os de Judá, sequestraram o rei e o levaram para o outro lado do Jordão, como também a família dele e todos os seus homens?”
  40. Todos os homens de Judá responderam aos israelitas: “Fizemos isso porque o rei é nosso parente mais chegado. Por que vocês estão irritados? Acaso comemos das provisões do rei ou tomamos dele alguma coisa?”
  41. Então os israelitas disseram aos homens de Judá: “Somos dez com o rei; e muito maior é o nosso direito sobre Davi do que o de vocês. Por que nos desprezam? Nós fomos os primeiros a propor o retorno do nosso rei!”
  42. Mas os homens de Judá falaram ainda mais asperamente do que os israelitas.
  43. Também estava lá um desordeiro chamado Seba, filho de Bicri, de Benjamim.
  44. Ele tocou a trombeta e gritou: “Não temos parte alguma com Davi, nenhuma herança com o filho de Jessé! Para casa todos, ó Israel!”
  45. Então todos os de Israel abandonaram Davi para seguir Seba, filho de Bicri. Mas os de Judá permaneceram com seu rei e o acompanharam desde o Jordão até Jerusalém.
  46. Quando Davi voltou ao palácio, em Jerusalém, mandou confinar numa casa, sob guarda, as dez concubinas que tinha deixado tomando conta do palácio.
  47. Ele as sustentou, mas nunca mais as possuiu. Ficaram confinadas, vivendo como viúvas até à morte.
    E o rei disse a Amasa: “Convoque os homens de Judá, e dentro de três dias apresente-se aqui com eles”.
  48. Mas Amasa levou mais tempo para convocar Judá do que o prazo estabelecido pelo rei.
  49. Disse então Davi a Abisai: “Agora Seba, filho de Bicri, será pior para nós do que Absalão. Chame os meus soldados e persiga-o, antes que ele encontre alguma cidade fortificada e, depois, nos arranque os olhos”.
  50. Assim, os soldados de Joabe, os queretitas, os peletitas e todos os guerreiros saíram de Jerusalém para perseguir Seba, filho de Bicri.
  51. Quando estavam junto à grande rocha de Gibeom, Amasa encontrou-se com eles.
  52. Joabe vestia seu traje militar e tinha um cinto com um punhal na bainha. Ao aproximar-se de Amasa, deixou cair a adaga.
  53. “Como vai, meu irmão?”, disse Joabe, pegando Amasa pela barba com a mão direita, para beijá-lo.
  54. E Amasa, não percebendo o punhal na mão esquerda de Joabe, foi por ele golpeado no estômago. Suas entranhas se derramaram no chão, e ele morreu, sem necessidade de um segundo golpe. Então Joabe e, Abisai, seu irmão, perseguiram Seba, filho de Bicri.
  55. Um dos soldados de Joabe ficou ao lado do corpo de Amasa e disse: “Quem estiver do lado de Joabe e de Davi, que siga a Joabe!”
  56. Amasa jazia numa poça de sangue no meio da estrada. Quando o homem viu que todos os que se aproximavam do corpo de Amasa paravam, arrastou-o para fora da estrada e o cobriu com uma coberta.
  57. Depois que o corpo de Amasa foi retirado da estrada, todos os homens seguiram com Joabe em perseguição a Seba, filho de Bicri.
  58. Seba atravessou todas as tribos de Israel e chegou até Abel-Bete-Maaca, e todos os bicritas se reuniram para segui-lo.
  59. O exército de Joabe veio e cercou Seba em Abel-Bete-Maaca. Eles construíram contra a cidade uma rampa que chegou até à muralha externa.
  60. Quando o exército de Joabe estava para derrubar a muralha, uma mulher sábia gritou da cidade: “Ouçam! Ouçam! Digam a Joabe que venha aqui para que eu fale com ele”.
  61. Quando ele se aproximou a mulher perguntou: “Tu és Joabe?” Ele respondeu: “Sim”.
  62. Ela disse: “Ouve o que a tua serva tem para dizer-te”.”Estou ouvindo”, disse ele.
  63. E ela prosseguiu: “Antigamente se dizia: ‘Peça conselho na cidade de Abel’, e isso resolvia a questão.
  64. Nós somos pacíficos e fiéis em Israel. Tu procuras destruir uma cidade que é mãe em Israel. Por que queres arruinar a herança do SENHOR?”
  65. Respondeu Joabe: “Longe de mim uma coisa dessas! Longe de mim arruinar e destruir esta cidade!
  66. “Não é esse o problema. Mas um homem chamado Seba, filho de Bicri, dos montes de Efraim, rebelou-se contra o rei Davi. Entreguem-me esse homem, e iremos embora”.
  67. A mulher disse a Joabe: “A cabeça dele te será jogada do alto da muralha”.
  68. Então a mulher foi falar com todo o povo, dando o seu sábio conselho, e eles cortaram a cabeça de Seba, filho de Bicri, e a jogaram para Joabe.
  69. Ele tocou a trombeta, e seus homens se dispersaram, abandonaram o cerco da cidade e cada um voltou para sua casa. E Joabe voltou ao rei, em Jerusalém.
  70. Joabe comandava todo o exército de Israel; Benaia, filho de Joiada, comandava os queretitas e os peletitas.
  71. Adonirão era responsável pelos trabalhos forçados; Josafá, filho de Ailude, era arquivista real; Seva era secretário; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes; e Ira, de Jair, era sacerdote de Davi.

Fonte: 2Samuel 19 e 20

Capítulo 7 – Vitórias

  1. Durante o reinado de Davi, houve uma fome que durou três anos. Davi consultou o SENHOR, que lhe disse que a fome veio por causa de Saul e de sua família sanguinária, por terem matado os gibeonitas.
  2. O rei então mandou chamar os gibeonitas e falou com eles. Os gibeonitas não eram de origem israelita, mas remanescentes dos amorreus.
  3. Os israelitas tinham feito com eles um acordo sob juramento; mas Saul, em seu zelo por Israel e Judá, havia tentado exterminá-los.
  4. Davi perguntou aos gibeonitas: “Que posso fazer por vocês? Como posso reparar o que foi feito, para que abençoem a herança do SENHOR?”
  5. Os gibeonitas responderam: “Não exigimos de Saul ou de sua família prata ou ouro, nem queremos matar ninguém em Israel”.
  6. Davi perguntou: “O que querem que eu faça por vocês?”
  7. Eles responderam: “Quanto ao homem que quase nos exterminou e que pretendia destruir-nos, para que não tivéssemos lugar em Israel, que sete descendentes dele sejam executados perante o SENHOR, em Gibeá de Saul, no monte do SENHOR”.
  8. “Eu os entregarei a vocês”, disse o rei.
  9. O rei poupou Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, por causa do juramento feito perante o SENHOR entre Davi e Jônatas, filho de Saul.
  10. Mas o rei mandou buscar Armoni e Mefibosete, dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que ela teve com Saul, e os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que ela teve com Adriel, filho de Barzilai, de Meolá.
  11. Ele os entregou aos gibeonitas, que os executaram no monte, perante o SENHOR. Os sete foram mortos ao mesmo tempo, nos primeiros dias da colheita de cevada.
  12. Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma rocha.
  13. Desde o início da colheita até cair chuva do céu sobre os corpos, ela não deixou que as aves de rapina os tocassem de dia, nem os animais selvagens à noite.
  14. Quando Davi foi informado do que Rispa, filha de Aiá, concubina de Saul, havia feito,
    ele mandou recolher os ossos de Saul e de Jônatas, tomando-os dos cidadãos de Jabes-Gileade.
  15. Eles haviam roubado os ossos da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, no dia em que mataram Saul no monte Gilboa.
  16. Davi trouxe de lá os ossos de Saul e de seu filho Jônatas, que foram recolhidos dentre os ossos dos que haviam sido executados.
  17. Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas no túmulo de Quis, pai de Saul, em Zela, na terra de Benjamim, e fizeram tudo o que o rei ordenou.
  18. Depois disso, Deus respondeu as orações em favor da terra de Israel.
  19. Houve, ainda, outra batalha entre os filisteus e Israel; Davi e seus soldados foram lutar contra os filisteus.
  20. Davi se cansou muito, e Isbi-Benobe, descendente de Rafa, prometeu matar Davi.
  21. A ponta de bronze da lança de Isbi-Benobe pesava três quilos e seiscentos gramas, e ele ainda estava armado com uma espada nova.
  22. Mas Abisai, filho de Zeruia, foi em socorro de Davi e matou o filisteu. Então os soldados de Davi lhe juraram, dizendo: “Nunca mais sairás conosco à guerra, para que não apagues a lâmpada de Israel”.
  23. Houve depois outra batalha com os filisteus, em Gobe. Naquela ocasião Sibecai, de Husate, matou Safe, um dos descendentes de Rafa.
  24. Noutra batalha contra os filisteus em Gobe, Elanã, filho de Jaaré-Oregim, de Belém, matou Golias, de Gate, que possuía uma lança cuja haste parecia uma lançadeira de tecelão.
  25. Noutra batalha, em Gate, havia um homem de grande estatura e que tinha seis dedos em cada mão e seis dedos em cada pé, vinte e quatro dedos ao todo.
  26. Ele também era descendente de Rafa, e desafiou Israel, mas Jônatas, filho de Siméia, irmão de Davi, o matou.
  27. Esses quatro eram descendentes de Rafa, em Gate, e foram mortos por Davi e seus soldados.
  28. Mais uma vez, irou-se o SENHOR contra Israel. E incitou Davi contra o povo, levando-o a fazer um censo de Israel e de Judá.
  29. Então o rei disse a Joabe e aos outros comandantes do exército: “Vão por todas as tribos de Israel, de Dã a Berseba, e contem o povo, para que eu saiba quantos são”.
  30. Joabe, porém, respondeu ao rei: “Que o SENHOR teu Deus multiplique o povo por cem, e que os olhos do rei, meu senhor, o vejam! Mas, por que o rei, meu senhor, deseja fazer isso?”
  31. Mas a palavra do rei prevaleceu sobre a de Joabe e dos comandantes do exército; então eles saíram da presença do rei para contar o povo de Israel.
  32. E atravessando o Jordão, começaram em Aroer, ao sul da cidade, no vale; depois foram para Gade e de lá para Jazar,
  33. Gileade e Cades dos hititas, chegaram a Dã-Jaã e às proximidades de Sidom.
  34. Dali seguiram na direção da fortaleza de Tiro e de todas as cidades dos heveus e dos cananeus. Por último foram até Berseba, no Neguebe de Judá.
  35. Percorreram todo o país, e voltaram a Jerusalém ao fim de nove meses e vinte dias.
  36. Então Joabe apresentou ao rei o relatório do recenseamento do povo; havia em Israel oitocentos mil homens habilitados para o serviço militar, e em Judá, quinhentos mil.
  37. Depois de contar o povo, Davi sentiu remorso e disse ao SENHOR: “Pequei gravemente com o que fiz! Agora, SENHOR, eu imploro que perdoes o pecado do teu servo, porque cometi uma grande loucura!”
  38. Levantando-se Davi pela manhã, o SENHOR já tinha falado a Gade, o vidente dele:
    “Vá dizer a Davi: ‘Assim diz o SENHOR: Estou lhe dando três opções de punição; escolha uma delas, e eu a executarei contra você'”.
  39. Então Gade foi a Davi e lhe perguntou: “O que você prefere: três anos de fome em sua terra; três meses fugindo de seus adversários, que o perseguirão; ou três dias de praga em sua terra? Pense bem e diga-me o que deverei responder àquele que me enviou”.
  40. Davi respondeu: “É grande a minha angústia! Prefiro cair nas mãos do SENHOR, pois grande é a sua misericórdia, e não nas mãos dos homens”.
  41. Então o SENHOR enviou uma praga sobre Israel, desde aquela manhã até a hora que tinha determinado. E morreram setenta mil homens do povo, de Dã a Berseba.
  42. Quando o anjo estendeu a mão para destruir Jerusalém, o SENHOR arrependeu-se de trazer essa catástrofe, e ele disse ao anjo destruidor: “Pare! Já basta!”
  43. Naquele momento o anjo do SENHOR estava perto da eira de Araúna, o jebuseu.
  44. Ao ver o anjo que estava matando o povo, disse Davi ao SENHOR: “Fui eu que pequei e cometi iniqüidade. Estes não passam de ovelhas. O que eles fizeram? Que o teu castigo caia sobre mim e sobre a minha família!”
  45. Naquele mesmo dia Gade foi dizer a Davi: “Vá e edifique um altar na eira de Araúna, o jebuseu”.
  46. Davi foi para lá, em obediência à ordem que Gade tinha dado em nome do SENHOR.
  47. Quando Araúna viu o rei e seus soldados vindo ao encontro dele, saiu e prostrou-se perante o rei, rosto em terra.
  48. Ele disse: “Por que o meu senhor e rei veio ao seu servo?”
  49. Respondeu Davi: “Para comprar sua eira, e edificar nela um altar ao SENHOR, para que cesse a praga no meio do povo”.
  50. Araúna disse a Davi: “O meu senhor e rei pode ficar com o que quiser e ofereça-o em sacrifício. Aqui estão os bois para o holocausto, e o debulhador e o jugo dos bois para a lenha. Ó rei, eu dou tudo isso a ti”.
  51. E acrescentou: “Que o SENHOR teu Deus aceite a tua oferta”.
  52. Mas o rei respondeu a Araúna: “Não! Faço questão de pagar o preço justo. Não oferecerei ao SENHOR meu Deus holocaustos que não me custem nada”.
  53. Davi comprou, pois, a eira e os bois por cinqüenta peças de prata.
  54. E Davi edificou ali um altar ao SENHOR e ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão.
  55. Então o SENHOR aceitou as súplicas em favor da terra, e a praga parou de destruir Israel.

Fonte: 2Samuel 21 e 24

Capítulo 8 – Abisague

  1. Quando o rei Davi envelheceu, já de idade bem avançada, cobriam-no de cobertores, mas ele não se aquecia.
  2. Por isso os seus servos lhe propuseram: “Nós vamos procurar uma jovem virgem para servir e cuidar do rei. Ela se deitará ao seu lado, afim de aquecer o rei”.
  3. Então procuraram em todo o território de Israel uma jovem que fosse bonita e encontraram Abisague, uma sunamita, e a levaram ao rei.
  4. A jovem, muito bonita, cuidava do rei e o servia, mas o rei não teve relações com ela.
    Ora, Adonias, cuja mãe se chamava Hagite, tomou a dianteira e disse: “Eu serei o rei”.
  5. Providenciou uma carruagem e cavalos, além de cinqüenta homens para correrem à sua frente.
  6. Seu pai nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: “Por que você age assim?”
  7. Adonias também tinha boa aparência e havia nascido depois de Absalão.
  8. Adonias fez acordo com Joabe, filho de Zeruia, e com o sacerdote Abiatar, e eles, o seguiram e o apoiaram.
  9. Mas o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, o profeta Natã, Simei, Reí e a guarda especial de Davi não deram apoio a Adonias.
  10. Então Adonias sacrificou ovelhas, bois e novilhos gordos junto à pedra de Zoelete, próximo a En-Rogel.
  11. Convidou todos os seus irmãos, filhos do rei, e todos os homens de Judá que eram conselheiros do rei, mas não convidou o profeta Natã nem Benaia nem a guarda especial nem o seu irmão Salomão.
  12. Natã perguntou então a Bate-Seba, mãe de Salomão: “Você ainda não sabe que Adonias, o filho de Hagite, tornou-se rei, sem que o nosso senhor Davi ficasse sabendo?
  13. Agora, vou dar-lhe um conselho para salvar a sua vida e também a vida do seu filho Salomão.
  14. Vá perguntar ao rei Davi: Ó rei, meu senhor, não juraste a esta tua serva, prometendo: ‘Tenha certeza que o seu filho Salomão me sucederá como rei, e se assentará no meu trono? ’ Por que foi então, que Adonias se tornou rei?
  15. Enquanto você ainda estiver conversando com o rei, eu entrarei e confirmarei as suas palavras”.
  16. Então Bate-Seba foi até o quarto do rei, já idoso, onde a sunamita Abisague cuidava dele.
  17. Bate-Seba ajoelhou-se e prostrou-se diante do rei.”O que você quer?”, o rei perguntou.
  18. Ela respondeu: “Meu senhor, tu mesmo juraste a esta tua serva, pelo SENHOR o teu Deus: ‘Seu filho Salomão o sucederá como rei e se assentará no meu trono’.
  19. Mas agora Adonias se tornou rei, sem que o rei meu senhor o soubesse.
  20. Ele sacrificou muitos bois, novilhos gordos e ovelhas, e convidou todos os filhos do rei, o sacerdote Abiatar, e Joabe, o comandante do exército, mas não convidou o teu servo Salomão.
  21. Agora, ó rei, meu senhor, os olhos de todo o Israel estão sobre ti para saber de tua parte, quem sucederá ao rei, meu senhor, no trono.
  22. De outro modo, tão logo o rei, meu senhor descanse com os seus antepassados, eu e o meu filho Salomão seremos tratados como traidores”.
  23. Ela ainda conversava com o rei, quando o profeta Natã chegou.
  24. Assim que informaram o rei que o profeta Natã havia chegado, ele entrou e prostrou-se, rosto em terra, diante do rei.
  25. E Natã lhe perguntou: “Ó rei, meu senhor, por acaso declaraste que Adonias te sucederia como rei e que ele se assentaria no teu trono?
  26. Hoje ele foi matar muitos bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou todos os filhos do rei, os comandantes do exército e o sacerdote Abiatar. Agora eles estão comendo e bebendo com ele e comemorando: ‘Viva o rei Adonias! ’
  27. Mas ele não convidou a mim, que sou teu servo, nem ao sacerdote Zadoque nem a Benaia, filho de Joiada, nem a teu servo Salomão.
  28. Seria isto algo que o rei, meu senhor, fez sem deixar que os seus conselheiros soubessem quem sucederia ao rei, meu senhor, no trono?”
  29. Então o rei Davi ordenou: “Chamem Bate-Seba”. Ela entrou e ficou de pé diante dele.
  30. O rei fez então um juramento: “Juro pelo nome do SENHOR, o qual me livrou de todas as adversidades, que sem dúvida hoje mesmo vou executar o que jurei pelo SENHOR, o Deus de Israel. O seu filho Salomão me sucederá como rei e se assentará no meu trono em meu lugar”.
  31. Então Bate-Seba prostrou-se, rosto em terra, e, ajoelhando-se diante do rei, disse: “Que o rei Davi, meu senhor, viva para sempre!”
  32. O rei Davi ordenou: “Chamem o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, filho de Joiada”.
  33. Quando chegaram à presença do rei, ele os instruiu: “Levem os conselheiros do seu senhor com vocês e ponham o meu filho Salomão sobre a minha mula e levem-no a Giom.
  34. Ali o sacerdote Zadoque e o profeta Natã o ungirão rei sobre Israel. Então toquem a trombeta e gritem: Viva o rei Salomão!
  35. Depois acompanhem-no, e ele virá assentar-se no meu trono e reinará em meu lugar. Eu o designei para governar Israel e Judá”.
  36. Benaia, filho de Joiada, respondeu ao rei: “Assim se fará! Que o SENHOR, o Deus do rei, meu senhor, o confirme.
  37. Assim como o SENHOR esteve com o rei, meu senhor, também esteja ele com Salomão para que ele tenha um reinado ainda mais glorioso do que o meu senhor, o rei Davi!”
  38. Então o sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia, filho de Joiada, os queretitas e os peletitas fizeram Salomão montar a mula do rei Davi e o escoltaram até Giom.
  39. O sacerdote Zadoque pegou na Tenda o chifre com óleo e ungiu Salomão. Então tocaram a trombeta e todo o povo gritou: “Viva o rei Salomão!”
  40. E todo o povo o acompanhou, tocando flautas e comemorando, de tal forma que o chão tremia com o barulho.
  41. Adonias e todos os seus convidados souberam disso quando estavam terminando o banquete. Ao ouvir o toque da trombeta, Joabe perguntou: “O que significa esta gritaria, esse alvoroço na cidade?”
  42. Falava ele ainda, quando chegou Jônatas, filho do sacerdote Abiatar. E Adonias lhe disse: “Entre, pois um homem digno como você deve estar trazendo boas notícias!”
  43. “De modo algum”, respondeu Jônatas a Adonias.”Davi, o nosso rei e senhor, constituiu rei a Salomão.”
  44. “O rei enviou com ele o sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia, filho de Joiada, os queretitas e os peletitas, e eles o fizeram montar a mula do rei.”
  45. “Depois o sacerdote Zadoque e o profeta Natã o ungiram rei em Giom. De lá eles saíram comemorando e A cidade está alvoroçada.”
  46. “É esse o barulho que vocês ouvem. Além disso, Salomão já se assentou no trono real.”
  47. Até mesmo os oficiais do rei foram cumprimentar Davi, o nosso rei e senhor, dizendo: ‘Que o teu Deus torne o nome de Salomão mais famoso que o teu, e o seu reinado mais glorioso do que o teu!’
  48. E o rei curvou-se reverentemente em sua cama, e disse: ‘Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que permitiu que os meus olhos vissem hoje um sucessor em meu trono’”.
  49. Diante disso, todos os convidados de Adonias entraram em pânico e se dispersaram.
    Mas Adonias, com medo de Salomão, foi agarrar-se às pontas do altar.
  50. Então informaram a Salomão: “Adonias está com medo do rei Salomão e está agarrado às pontas do altar. Ele diz: ‘Que o rei Salomão me jure que não matará o seu servo pela espada’”.
  51. Salomão respondeu: “Se ele se mostrar confiável, não cairá nem um só fio de cabelo da sua cabeça; mas se nele se descobrir alguma maldade, ele morrerá”.
  52. Então o rei enviou alguns soldados, e eles o fizeram descer do altar. E Adonias veio e se curvou solenemente perante o rei Salomão, que lhe disse: “Vá para casa”.

Fonte: 1Reis 1

Capítulo 9 – Salomão

  1. Quando se aproximava o dia de sua morte, Davi deu instruções ao seu filho Salomão:
    “Estou para seguir o caminho de toda a terra. Por isso, seja forte e seja homem.”
  2. “Obedeça ao que o SENHOR, o seu Deus, exige: Ande nos seus caminhos e obedeça aos seus decretos, aos seus mandamentos, às suas ordenanças e aos seus testemunhos, conforme se acham escritos na Lei de Moisés; assim você prosperará em tudo o que fizer e por onde quer que for.
  3. “E o SENHOR manterá a promessa que me fez: ‘Se os seus descendentes cuidarem de sua conduta, e se me seguirem fielmente de todo o coração e de toda a alma, você jamais ficará sem descendente no trono de Israel’.”
  4. “Você sabe muito bem o que Joabe, filho de Zeruia, me fez; o que fez com os dois comandantes dos exércitos de Israel, Abner, filho de Ner, e Amasa, filho de Jéter.”
  5. “Ele os matou, derramando sangue em tempos de paz; agiu como se estivesse em guerra, e com aquele sangue manchou o seu cinto e as suas sandálias.”
  6. “Proceda com a sabedoria que você tem, e não o deixe envelhecer e descer em paz à sepultura.”
  7. “Mas seja bondoso com os filhos de Barzilai, de Gileade, admita-os entre os que comem à mesa com você, pois eles me apoiaram quando fugi do seu irmão Absalão.”
  8. “Saiba que também está com você Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim. Ele lançou terríveis maldições contra mim no dia em que fui a Maanaim. Mas depois desceu ao meu encontro no Jordão e lhe prometi jurando pelo SENHOR que não o mataria à espada.”
  9. “Mas, agora, não o considere inocente. Você é um homem sábio e saberá o que fazer com ele; apesar de ele já ser idoso, faça-o descer ensangüentado à sepultura”.
  10. Então Davi descansou com os seus antepassados e foi sepultado na cidade de Davi.
  11. Ele reinou quarenta anos em Israel: sete anos em Hebrom e trinta e três em Jerusalém.
  12. Salomão assentou-se no trono de Davi, seu pai, e o seu reinado foi firmemente estabelecido.
  13. Adonias, o filho de Hagite, foi até Bate-Seba, mãe de Salomão. E esta lhe perguntou: “Você vem em paz?” Ele respondeu: “Sim”.
  14. E acrescentou: “Tenho algo para lhe dizer”. Ela disse: Fale!
  15. “Você sabe”, disse ele, “que o reino era meu. Todo o Israel me via como o seu rei. Mas as circunstâncias mudaram, e o reino foi para o meu irmão; pois o SENHOR o concedeu a ele. Agora, quero fazer-lhe um pedido e espero que não me seja negado.”
  16. Ela disse: “Fale!” Então ele prosseguiu: “Peça, por favor, ao rei Salomão que me dê a sunamita Abisague por mulher, pois ele não deixará de atender você”.
  17. “Está bem”, respondeu Bate-Seba, “falarei com o rei em seu favor.”
  18. Quando Bate-Seba foi falar ao rei em favor de Adonias, Salomão levantou-se para recebê-la e inclinou-se diante dela. Depois assentou-se no seu trono, mandou que trouxessem um trono para a sua mãe, e ela se assentou à sua direita.
  19. “Tenho um pequeno pedido para lhe fazer”, disse ela.”Não deixe de me atender.” O rei respondeu: “Faça o pedido, minha mãe; não deixarei de atendê-lo”.
  20. Então ela disse: “Dê a sunamita Abisague por mulher a seu irmão Adonias”.
  21. O rei Salomão perguntou à sua mãe: “Por que você pede somente a sunamita Abisague para Adonias? Peça logo o reino para ele, para o sacerdote Abiatar e para Joabe, filho de Zeruia; afinal ele é o meu irmão mais velho!”
  22. Então o rei Salomão jurou pelo SENHOR: “Que Deus me castigue com todo o rigor, se isso que Adonias falou não lhe custar a sua própria vida!”
  23. “E agora eu juro pelo nome do SENHOR, que me estabeleceu no trono de meu pai Davi, e, conforme prometeu, fundou uma dinastia para mim, que hoje mesmo Adonias será morto!”
  24. E o rei Salomão deu ordem a Benaia, filho de Joiada, e este feriu e matou Adonias.
  25. Ao sacerdote Abiatar o rei ordenou: “Vá para Anatote, para as suas terras! Você merece morrer, mas hoje eu não o matarei, pois você carregou a arca do Soberano SENHOR diante de Davi, meu pai, e partilhou de todas as aflições dele”.
  26. Então Salomão expulsou Abiatar do sacerdócio do SENHOR, cumprindo a palavra que o SENHOR tinha dito em Siló a respeito da família de Eli.
  27. Quando a notícia chegou a Joabe, que havia conspirado com Adonias, ainda que não com Absalão, ele fugiu para a Tenda do SENHOR e agarrou-se às pontas do altar.
  28. Foi dito ao rei Salomão que Joabe havia se refugiado na Tenda do SENHOR e estava ao lado do altar. Então Salomão ordenou a Benaia, filho de Joiada: “Vá matá-lo!”
  29. Então Benaia entrou na Tenda do SENHOR e disse a Joabe: “O rei lhe ordena que saia”.”Não”, respondeu ele, “Vou morrer aqui”. Benaia relatou ao rei a resposta de Joabe.
  30. Então o rei ordenou a Benaia: “Faça o que ele diz. Mate-o e sepulte-o, e assim você retirará de mim e da minha família a culpa do sangue inocente que Joabe derramou.”
  31. “O SENHOR fará recair sobre a cabeça dele o sangue que derramou: ele atacou dois homens mais justos e melhores do que ele, sem o conhecimento de meu pai Davi, e os matou à espada.”
  32. “Os dois homens eram Abner, filho de Ner, comandante do exército de Israel, e Amasa, filho de Jéter, comandante do exército de Judá.”
  33. “Que o sangue deles recaia sobre a cabeça de Joabe e sobre a dos seus descendentes para sempre. Mas que a paz do SENHOR esteja para sempre sobre Davi, sobre os seus descendentes, sobre a sua dinastia e sobre o seu trono”.
  34. Então Benaia, filho de Joiada, foi e atacou Joabe e o matou, e ele foi sepultado em sua casa no campo.
  35. No lugar dele o rei nomeou Benaia, filho de Joiada, no comando do exército, e o sacerdote Zadoque no lugar de Abiatar.
  36. Depois o rei mandou chamar Simei e lhe ordenou: “Construa para você uma casa em Jerusalém. Você morará nela e não poderá ir para nenhum outro lugar.”
  37. “Esteja certo de que no dia em que sair e atravessar o vale de Cedrom, você será morto; e você será responsável por sua própria morte”.
  38. Simei respondeu ao rei: “A ordem do rei é boa! O teu servo lhe obedecerá”. E Simei permaneceu em Jerusalém por muito tempo.
  39. Mas três anos depois, dois escravos de Simei fugiram para a casa de Aquis, filho de Maaca, rei de Gate. Alguém contou a Simei: “Seus escravos estão em Gate”.
  40. Então Simei selou um jumento e foi até Aquis, em Gate, procurar os seus escravos. E de lá Simei trouxe os escravos de volta.
  41. Quando Salomão soube que Simei tinha ido a Gate e voltado a Jerusalém, mandou chamá-lo e lhe perguntou: “Eu não fiz você jurar pelo SENHOR e não o adverti: No dia em que você for para qualquer outro lugar, esteja certo que você morrerá? E você me respondeu: ‘Esta ordem é boa! Obedecerei’.
  42. Por que não manteve o juramento ao SENHOR e não obedeceu à ordem que lhe dei?”
  43. E acrescentou: “No seu coração você sabe como você prejudicou o meu pai Davi. Agora o SENHOR faz recair sua maldade sobre a sua cabeça.”
  44. “Mas o rei Salomão será abençoado, e o trono de Davi será estabelecido perante o SENHOR para sempre”.
  45. Então o rei deu ordem a Benaia, filho de Joiada, e este atacou Simei e o matou. Assim o reino ficou bem estabelecido nas mãos de Salomão.

Fonte: 1Reis 2

Capítulo 10 – Sabedoria

  1. Salomão aliou-se ao faraó, rei do Egito, casando-se com a filha dele. Ele a trouxe à cidade de Davi até terminar a construção do seu palácio e do templo do SENHOR, e do muro em torno de Jerusalém.
  2. O povo, porém, sacrificava nos lugares sagrados, pois ainda não tinha sido construído um templo em honra do nome do SENHOR.
  3. Salomão amava o SENHOR, pois andava de acordo com os decretos do seu pai Davi; todavia oferecia sacrifícios e queimava incenso nos lugares sagrados.
  4. O rei Salomão foi a Gibeom para oferecer sacrifícios, pois ali ficava o principal lugar sagrado, e ofereceu naquele altar mil holocaustos.
  5. Em Gibeom o SENHOR apareceu a Salomão num sonho, à noite, e lhe disse: “Peça-me o que quiser, e eu lhe darei”.
  6. Salomão respondeu: “Tu foste muito bondoso para com o teu servo, o meu pai Davi, pois ele foi fiel a ti, e foi justo e reto de coração. Tu sustentaste grande bondade para com ele e lhe deste um filho que hoje se assenta no seu trono.”
  7. “Agora, SENHOR meu Deus, fizeste o teu servo reinar em lugar de meu pai Davi. Mas eu não passo de um jovem e não sei o que fazer.”
  8. “Teu servo está aqui entre o povo que escolheste, um povo tão grande que nem se pode contar.”
  9. Dá, pois, ao teu servo um coração cheio de discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem e o mal. Pois, quem pode governar este teu grande povo?”
  10. O pedido que Salomão fez agradou ao SENHOR.
  11. Pois ele não pediu uma vida longa, nem riqueza, nem pediu a morte dos seus inimigos, mas discernimento para ministrar a justiça
  12. Então Salomão acordou e percebeu que tinha sido um sonho. Depois voltou a Jerusalém, pôs-se perante a arca da aliança do SENHOR, sacrificou holocaustos e apresentou ofertas de comunhão. Então deu um banquete para toda a sua corte.
  13. Certo dia duas prostitutas compareceram diante do rei.
  14. Uma delas disse: “Ah meu senhor! Esta mulher mora comigo na mesma casa. Eu dei à luz um filho e ela estava comigo na casa.”
  15. “Três dias depois de nascer o meu filho, esta mulher também deu à luz um filho. Estávamos sozinhas, e não havia mais ninguém na casa.”
  16. “Certa noite esta mulher se deitou sobre o seu filho, e ele morreu.”
  17. “Então ela se levantou no meio da noite e pegou o meu filho enquanto eu, tua serva, dormia, e o pôs ao seu lado. E pôs o filho dela, morto, ao meu lado.”
  18. “Ao levantar-me de madrugada para amamentar o meu filho, ele estava morto. Mas quando olhei bem para ele de manhã, vi que não era o filho que eu dera à luz”.
  19. A outra mulher disse: “Não! O que está vivo é meu filho; o morto é seu”. Mas a primeira insistia: “Não! O morto é seu; o vivo é meu”. Assim elas discutiram diante do rei.
  20. O rei disse: “Esta afirma: ‘Meu filho está vivo, e o seu filho está morto’, enquanto aquela diz: ‘Não! Seu filho está morto, e o meu está vivo’”.
  21. Então o rei ordenou: “Tragam-me uma espada”. Trouxeram-lhe. Ele então ordenou: “Cortem a criança viva ao meio e deem metade a uma e metade à outra”.
  22. A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: “Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela! Não a mate!” A outra, porém, disse: “Não será nem minha nem sua. Cortem-na ao meio!”
  23. Então o rei deu o seu veredicto: “Não matem a criança! Dêem-na à primeira mulher. Ela é a mãe”.
  24. Quando todo o Israel ouviu o veredicto do rei, passou a respeitá-lo profundamente, pois viu que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça.
  25. E assim o rei Salomão tornou-se rei sobre todo o Israel.
  26. E estes foram os seus principais assessores: Azarias, filho de Zadoque: o sacerdote;
  27. Eliorefe e Aías, filhos de Sisa: secretários; Josafá, filho de Ailude: arquivista real;
  28. Benaia, filho de Joiada: comandante do exército; Zadoque e Abiatar: sacerdotes;
  29. Azarias, filho de Natã: responsável pelos governadores distritais; Zabude, filho de Natã: sacerdote e conselheiro pessoal do rei;
  30. Aisar: responsável pelo palácio; Adonirão, filho de Abda: chefe de trabalhos forçados.
  31. Salomão tinha também, doze governadores distritais em todo o Israel, que forneciam provisões para o rei e para o palácio real.
  32. Cada um deles tinha que fornecer suprimentos durante um mês do ano.
  33. Estes são os seus nomes: Ben-Hur, nos montes de Efraim;
  34. Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hanã;
  35. Ben-Hesede, em Arubote, Socó e toda a terra de Héfer;
  36. Ben-Abinadabe, em Nafote-Dor. Tafate, filha de Salomão, era sua mulher;
  37. Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e Megido e toda Bete-Seã, próxima de Zaretã, abaixo de Jezreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, indo além dos limites de Jocmeão;
  38. Ben-Geder, em Ramote-Gileade e nos povoados de Jair, filho de Manassés, em Gileade, bem como o distrito de Argobe, em Basã, e as suas sessenta grandes cidades muradas com trancas de bronze nos portões;
  39. Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim;
  40. Aimaás, em Naftali. Ele se casou com Basemate, filha de Salomão;
  41. Baaná, filho de Husai, em Aser e em Bealote;
  42. Josafá, filho de Parua, em Issacar;
  43. Simei, filho de Elá, em Benjamim;
  44. Geber, filho de Uri, em Gileade, a terra de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã. Ele era o único governador desse distrito.
  45. Judá e Israel eram tão numerosos como a areia da praia; eles comiam, bebiam e eram felizes.
  46. E Salomão governava todos os reinos, desde o Rio até a terra dos filisteus, chegando até a fronteira do Egito.
  47. Esses reinos traziam tributos e foram submissos a Salomão durante toda a sua vida.
  48. As provisões diárias de Salomão eram trinta tonéis da melhor farinha e sessenta tonéis de farinha comum, dez cabeças de gado engordado em cocheiras, vinte de gado engordado no pasto e cem ovelhas e bodes, bem como cervos, gazelas, corças e aves escolhidas.
  49. Ele governava todos os reinos a oeste do Rio, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz em todas as fronteiras.
  50. Durante a vida de Salomão, Judá e Israel viveram em segurança, cada homem debaixo da sua videira e da sua figueira, desde Dã até Berseba.
  51. Salomão possuía quatro mil cocheiras para cavalos de carros de guerra, e doze mil cavalos.
  52. Todo mês um dos governadores distritais fornecia provisões ao rei Salomão e a todos os que vinham participar de sua mesa. Cuidavam para que não faltasse nada.
  53. Também traziam ao devido lugar suas quotas de cevada e de palha para os cavalos de carros de guerra e para os outros cavalos.
  54. Deus deu a Salomão sabedoria, discernimento extraordinário e uma abrangência de conhecimento tão imensurável quanto a areia do mar.
  55. A sabedoria de Salomão era maior do que a de todos os homens do oriente, bem como de toda a sabedoria do Egito.
  56. Ele era mais sábio do que qualquer outro homem, mais do que o ezraíta Etã; mais sábio do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol. E a sua fama espalhou-se por todas as nações em redor.
  57. Ele compôs três mil provérbios, e os seus cânticos chegaram a mil e cinco.
  58. Descreveu as plantas, desde o cedro do Líbano até o hissopo que brota nos muros. Também discorreu sobre os quadrúpedes, as aves, os animais que se movem rente ao chão e os peixes.
  59. Homens de todas as nações vinham ouvir a sabedoria de Salomão. Eram enviados por todos os reis que tinham ouvido falar de sua sabedoria.

Fonte: 1Reis 3 e 4

Capítulo 11 – Templo

  1. Quando Hirão, rei de Tiro, soube que Salomão tinha sido ungido rei, mandou seus conselheiros a Salomão, pois sempre tinha sido amigo leal de Davi.
  2. Salomão enviou esta mensagem a Hirão: “Tu bem sabes que foi por causa das guerras travadas de todos os lados contra meu pai Davi que ele não pôde construir um templo em honra do nome do SENHOR, o seu Deus, até que o SENHOR pusesse os seus inimigos debaixo dos seus pés.”
  3. “Mas agora o SENHOR, o meu Deus, concedeu-me paz em todas as fronteiras, e não tenho que enfrentar nem inimigos nem calamidades.”
  4. “Pretendo, por isso, construir um templo em honra do nome do SENHOR, do meu Deus, conforme o SENHOR disse a meu pai Davi: ‘O seu filho, a quem colocarei no trono em seu lugar, construirá o templo em honra do meu nome’.”
  5. “Agora te peço que ordenes que cortem para mim cedros do Líbano. Os meus servos trabalharão com os teus, e eu pagarei a teus servos o salário que determinares. Sabes que não há entre nós ninguém tão hábil em cortar árvores quanto os sidônios”.
  6. Hirão ficou muito alegre quando ouviu a mensagem de Salomão, e exclamou: “Bendito seja o SENHOR, pois deu a Davi um filho sábio para governar essa grande nação”.
  7. E Hirão respondeu a Salomão: “Recebi a mensagem que me enviaste e atenderei ao teu pedido, enviando-lhe madeira de cedro e de pinho.
  8. Meus servos levarão a madeira do Líbano até o mar, e eu a farei flutuar em jangadas no mar até o lugar que me indicares. Ali eu a deixarei e tu poderás levá-la. E em troca, fornecerás alimento para a minha corte”.
  9. Assim Hirão se tornou fornecedor de toda a madeira de cedro e de pinho que Salomão desejava.
  10. E Salomão deu a Hirão vinte mil tonéis de trigo para suprir de mantimento a sua corte, além de vinte mil tonéis de azeite de oliva puro. Era o que Salomão dava anualmente a Hirão.
  11. O SENHOR deu sabedoria a Salomão, como lhe havia prometido. Houve paz entre Hirão e Salomão, e os dois fizeram um tratado.
  12. O rei Salomão arregimentou trinta mil trabalhadores de todo o Israel.
  13. Ele os mandou para o Líbano em grupos de dez mil por mês, e eles se revezavam: passavam um mês no Líbano e dois em casa. Adonirão chefiava o trabalho.
  14. Salomão tinha setenta mil carregadores e oitenta mil cortadores de pedra nas colinas,
    bem como três mil e trezentos capatazes que supervisionavam o trabalho e comandavam os operários.
  15. Por ordem do rei retiravam da pedreira grandes blocos de pedra de ótima qualidade para servirem de alicerce de pedras lavradas para o templo.
  16. Os construtores de Salomão e de Hirão e os homens de Gebal cortavam e preparavam a madeira e as pedras para a construção do templo.
  17. Quatrocentos e oitenta anos depois que os israelitas saíram do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão em Israel, no mês de zive, o segundo mês, ele começou a construir o templo do SENHOR.
  18. O templo que o rei Salomão construiu para o SENHOR media vinte e sete metros de comprimento, nove metros de largura e treze metros e meio de altura.
  19. O pórtico da entrada do santuário tinha a largura do templo, que era de nove metros, e avançava quatro metros e meio à frente do templo.
  20. Ele fez para o templo, janelas com grades estreitas.
  21. Junto às paredes do átrio principal e do santuário interior, construiu uma estrutura em torno do edifício, na qual havia salas laterais.
  22. O andar inferior tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de largura, o andar intermediário tinha dois metros e setenta centímetros e o terceiro andar tinha três metros e quinze centímetros.
  23. Ele fez saliências de apoio nas paredes externas do templo, de modo que não houve necessidade de perfurar as paredes.
  24. Na construção do templo só foram usados blocos lavrados nas pedreiras, e não se ouviu no templo nenhum barulho de martelo, nem de talhadeira, nem de qualquer outra ferramenta de ferro durante a sua construção.
  25. A entrada para o andar inferior ficava no lado sul do templo; uma escada conduzia até o andar intermediário e dali ao terceiro.
  26. Assim ele construiu o templo e o terminou, fazendo-lhe um forro com vigas e tábuas de cedro.
  27. E fez as salas laterais ao longo de todo o templo. Cada uma tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de altura, e elas estavam ligadas ao templo por vigas de cedro.
  28. E a palavra do SENHOR veio a Salomão dizendo: “Quanto a este templo que você está construindo, se você seguir os meus decretos, executar os meus juízos e obedecer a todos os meus mandamentos, cumprirei por meio de você a promessa que fiz ao seu pai Davi, viverei no meio dos israelitas e não abandonarei Israel, o meu povo”.
  29. E assim Salomão concluiu a construção do templo.
  30. Forrou as paredes do templo por dentro com tábuas de cedro, cobrindo-as desde o chão até o teto, e fez o soalho do templo com tábuas de pinho.
  31. Separou nove metros na parte de trás do templo, fazendo uma divisão com tábuas de cedro, do chão ao teto, para formar dentro do templo o santuário interno, o Lugar Santíssimo.
  32. O átrio principal em frente dessa sala media dezoito metros de comprimento.
  33. O interior do templo era de cedro, com figuras entalhadas de frutos e flores abertas. Tudo era de cedro; não se via pedra alguma.
  34. Preparou também o santuário interno no templo para ali colocar a arca da aliança do SENHOR.
  35. O santuário interno tinha nove metros de comprimento, nove de largura e nove de altura. Ele revestiu o interior de ouro puro, e também revestiu de ouro o altar de cedro.
  36. Salomão cobriu o interior do templo de ouro puro, e estendeu correntes de ouro em frente do santuário interno, que também foi revestido de ouro.
  37. Assim, revestiu de ouro todo o interior do templo e também o altar que pertencia ao santuário interno.
  38. No santuário interno ele esculpiu dois querubins de madeira de oliveira, cada um com quatro metros e meio de altura.
  39. As asas abertas dos querubins mediam dois metros e vinte e cinco centímetros: quatro metros e meio da ponta de uma asa à ponta da outra.
  40. Os dois querubins tinham a mesma medida e a mesma forma. A altura de cada querubim era de quatro metros e meio.
  41. Ele colocou os querubins, com as asas abertas, no santuário interno do templo. A asa de um querubim encostava numa parede, e a do outro encostava na outra. As suas outras asas encostavam uma na outra no meio do santuário.
  42. Ele revestiu os querubins de ouro.
  43. Nas paredes ao redor do templo, tanto na parte interna como na externa, ele esculpiu querubins, tamareiras e flores abertas.
  44. Também revestiu de ouro os pisos, tanto na parte interna como na externa do templo.
  45. Para a entrada do santuário interno fez portas de oliveira com batentes de cinco lados.
  46. E nas duas portas de madeira de oliveira esculpiu querubins, tamareiras e flores abertas, e revestiu os querubins e as tamareiras de ouro batido.
  47. Também fez pilares de quatro lados, de madeira de oliveira para a entrada do templo.
  48. Fez também duas portas de pinho, cada uma com duas folhas que se articulavam por meio de dobradiças.
  49. Entalhou figuras de querubins, de tamareiras e de flores abertas nas portas e as revestiu todas igualmente de ouro batido.
  50. E construiu o pátio interno com três camadas de pedra lavrada e uma de vigas de cedro.
  51. O alicerce do templo do SENHOR foi lançado no mês de zive do quarto ano.
  52. No mês de bul, o oitavo mês, do décimo primeiro ano, o templo foi terminado em todos os seus detalhes, de acordo com as suas especificações.
  53. Ele levou sete anos para construí-lo.

Fonte: 1Reis 5 e 6

Capítulo 12 – Oração

  1. Então o rei Salomão reuniu em Jerusalém as autoridades de Israel, todos os líderes das tribos e os chefes das famílias israelitas, para levarem de Sião, a cidade de Davi, a arca da aliança do SENHOR.
  2. E todos os homens de Israel uniram-se ao rei Salomão por ocasião da festa, no mês de etanim, que é o sétimo mês.
  3. Quando todas as autoridades de Israel chegaram, os sacerdotes pegaram a arca do SENHOR e a levaram, com a Tenda do Encontro e com todos os seus utensílios sagrados. Foram os sacerdotes e os levitas que levaram tudo.
  4. O rei Salomão e toda a comunidade de Israel que se havia reunido a ele diante da arca, sacrificaram tantas ovelhas e bois que nem era possível contar.
  5. Os sacerdotes levaram a arca da aliança do SENHOR para o seu lugar no santuário interno do templo, no Lugar Santíssimo, e a colocaram debaixo das asas dos querubins.
  6. Os querubins tinham suas asas estendidas sobre o lugar da arca e cobriam a arca e as varas utilizadas para o transporte.
  7. Essas varas eram tão compridas que as suas pontas, que se estendiam para fora da arca, podiam ser vistas da frente do santuário interno, mas não de fora dele; e elas estão lá até hoje.
  8. Na arca havia só as duas tábuas de pedra que Moisés tinha colocado quando estava em Horebe, onde o SENHOR fez uma aliança com os israelitas depois que saíram do Egito.
  9. Quando os sacerdotes se retiraram do Lugar Santo, uma nuvem encheu o templo do SENHOR, de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do SENHOR encheu o seu templo.
  10. E Salomão exclamou: “O SENHOR disse que habitaria numa nuvem escura! Na realidade construí para ti um templo magnífico, um lugar para nele habitares para sempre!”
  11. Depois o rei virou-se e abençoou toda a assembléia de Israel, que estava ali de pé.
  12. E disse: “Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que com a sua mão cumpriu o que prometeu com sua própria boca a meu pai Davi, quando lhe disse:
  13. “Desde o dia em que tirei o meu povo Israel do Egito, não escolhi nenhuma cidade das tribos de Israel para nela construir um templo em honra do meu nome. Mas escolhi Davi para governar Israel, o meu povo’.
  14. “Meu pai Davi tinha no coração o propósito de construir um templo em honra do nome do SENHOR, o Deus de Israel.”
  15. “Mas o SENHOR lhe disse: ‘Você fez bem em ter no coração o plano de construir um templo em honra do meu nome; no entanto, não será você que o construirá, mas o seu filho, que procederá de você; ele construirá o templo em honra do meu nome’.”
  16. “E o SENHOR cumpriu a sua promessa: Sou o sucessor de meu pai Davi, e agora ocupo o trono de Israel, como o SENHOR tinha prometido, e construí o templo em honra do nome do SENHOR, o Deus de Israel.
  17. Providenciei nele um lugar para a arca, na qual estão as tábuas da aliança do SENHOR, aliança que fez com os nossos antepassados quando os tirou do Egito”.
  18. Depois Salomão colocou-se diante do altar do SENHOR, diante de toda a assembleia de Israel, levantou as mãos para o céu.
  19. E orou: “SENHOR, Deus de Israel, não há Deus como tu em cima nos céus nem embaixo na terra! Tu que guardas a tua aliança de amor com os teus servos que, de todo o coração, andam segundo a tua vontade.
  20. Cumpriste a tua promessa a teu servo Davi, meu pai; com tua boca prometeste e com tua mão a cumpriste, conforme hoje se vê.
  21. “Agora, SENHOR, Deus de Israel, cumpre a outra promessa que fizeste a teu servo Davi, meu pai, quando disseste: ‘Você nunca deixará de ter, diante de mim, um descendente que se assente no trono de Israel, se tão-somente os seus descendentes tiverem o cuidado de, em tudo, andarem segundo a minha vontade, como você tem feito’.”
  22. Agora, ó Deus de Israel, que se confirme a palavra que falaste a teu servo Davi, meu pai.”
  23. “Mas será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!
  24. “Ainda assim, atende à oração do teu servo e ao seu pedido de misericórdia, ó SENHOR, meu Deus. Ouve o clamor e a oração que o teu servo faz hoje na tua presença.”
  25. “Estejam os teus olhos voltados dia e noite para este templo, lugar do qual disseste que nele porias o teu nome, para que ouças a oração que o teu servo fizer voltado para este lugar.”
  26. Ouve as súplicas do teu servo e de Israel, teu povo, quando orarem voltados para este lugar. Ouve desde os céus, lugar da tua habitação, e quando ouvires, dá-lhes o teu perdão.”
  27. Quando Salomão terminou a oração e a súplica ao SENHOR, levantou-se diante do altar do SENHOR, onde tinha se ajoelhado e estendido as mãos para o céu.
  28. Pôs-se de pé e abençoou em voz alta toda a assembleia de Israel, dizendo: “Bendito seja o SENHOR, que deu descanso a Israel, seu povo, como havia prometido.”
  29. “Não ficou sem cumprimento nem uma de todas as boas promessas que ele fez por meio do seu servo Moisés.
  30. “Que o SENHOR, o nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados. Que ele jamais nos deixe nem nos abandone!”
  31. “E faça com que de coração nos voltemos para ele, a fim de andarmos em todos os seus caminhos e obedecermos aos seus mandamentos, decretos e ordenanças, que deu aos nossos antepassados.”
  32. “E que as palavras da minha súplica ao SENHOR tenham acesso ao SENHOR, ao nosso Deus, dia e noite, para que ele defenda a causa do seu servo e a causa de Israel, seu povo, de acordo com o que precisarem.”
  33. “Assim, todos os povos da terra saberão que o SENHOR é Deus e que não há nenhum outro.”
  34. “Mas vocês, tenham coração íntegro para com o SENHOR, o nosso Deus, para viverem por seus decretos e obedecerem aos seus mandamentos, como acontece hoje”.
  35. Então o rei Salomão e todo o Israel ofereceram sacrifícios ao SENHOR.
  36. Ele ofereceu em sacrifício de comunhão ao SENHOR vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os israelitas fizeram a dedicação do templo do SENHOR.
  37. Naquele mesmo dia o rei consagrou a parte central do pátio, que ficava na frente do templo do SENHOR.
  38. E ali ofereceu holocaustos, ofertas de cereal e a gordura das ofertas de comunhão, pois o altar de bronze diante do SENHOR era pequeno demais para comportar os holocaustos, as ofertas de cereal e a gordura das ofertas de comunhão.
  39. E foi assim que Salomão, junto com todo o Israel, celebrou a festa naquela data; era uma grande multidão, gente vinda desde Lebo-Hamate até o ribeiro do Egito.
  40. Comemoraram diante do SENHOR, o nosso Deus, durante sete dias.
  41. No oitavo dia Salomão mandou o povo para casa. Eles abençoaram o rei e foram embora, jubilosos e de coração alegre por todas as coisas boas que o SENHOR havia feito por seu servo Davi e por seu povo Israel.

Fonte: 1Reis 8

Capítulo 13 – Rainha de Sabá

  1. Quando Salomão acabou de construir o templo do SENHOR, o palácio real e tudo mais que desejara construir, o SENHOR lhe apareceu pela segunda vez, como lhe havia aparecido em Gibeom.
  2. Depois de vinte anos, durante os quais construiu estes dois edifícios, o templo do SENHOR e o palácio real, o rei Salomão deu vinte cidades da Galiléia a Hirão, rei de Tiro, pois Hirão lhe havia fornecido toda a madeira de cedro e de pinho e o ouro que ele precisou.
  3. Mas, quando este veio de Tiro para ver as cidades que Salomão lhe dera, não gostou.
  4. “Que cidades são essas que você me deu, meu irmão?”, ele perguntou. E as chamou terra de Cabul, nome que elas têm até hoje.
  5. Hirão tinha enviado ao rei quatro mil e duzentos quilos de ouro!
  6. O rei Salomão impôs trabalhos forçados para que se construísse o templo do SENHOR, seu próprio palácio, o Milo, o muro de Jerusalém, como também Hazor, Megido e Gezer.
  7. O faraó, rei do Egito, havia atacado e conquistado Gezer. Incendiou a cidade e matou os seus habitantes, que eram cananeus, e a deu como presente de casamento à sua filha, mulher de Salomão.
  8. E Salomão reconstruiu Gezer. Ele construiu Bete-Horom Baixa, Baalate, e Tadmor, no deserto dessa região, bem como todas as cidades-armazéns e as cidades onde ficavam os seus carros de guerra e os seus cavalos.
  9. Construiu tudo o que desejou em Jerusalém, no Líbano e em todo o território que governou.
  10. Todos os não israelitas, descendentes dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, que não tinham sido mortos pelos israelitas, Salomão recrutou para o trabalho forçado, como continuam até hoje.
  11. Mas Salomão não obrigou nenhum israelita a trabalhos forçados; eles eram seus homens de guerra, os seus capitães, e os comandantes dos seus carros de guerra e os condutores de carros.
  12. Também eram israelitas os principais funcionários encarregados das construções de Salomão: quinhentos e cinquenta funcionários que supervisionavam os trabalhadores.
  13. Somente depois que a filha do faraó mudou-se da cidade de Davi para o palácio que Salomão havia construído para ela, foi que ele construiu o Milo.
  14. Três vezes por ano Salomão oferecia holocaustos e sacrifícios de comunhão no altar que havia construído para o SENHOR, e ao mesmo tempo queimava incenso diante do SENHOR. Assim, ele concluiu o templo.
  15. O rei Salomão também construiu navios em Eziom-Geber, que fica perto de Elate, na terra de Edom, às margens do mar Vermelho.
  16. E Hirão enviou em navios os seus marinheiros, homens experimentados que conheciam o mar, para trabalharem com os marinheiros de Salomão.
  17. Navegaram até Ofir, e de lá trouxeram catorze toneladas e setecentos quilos de ouro para o rei Salomão.
  18. A rainha de Sabá soube da fama que Salomão tinha alcançado, graças ao nome do SENHOR, e foi a Jerusalém para pô-lo à prova com perguntas difíceis.
  19. Quando chegou, acompanhada de uma enorme caravana, com camelos carregados de especiarias, grande quantidade de ouro e pedras preciosas, foi até Salomão e lhe fez todas as perguntas que tinha em mente.
  20. Salomão respondeu a todas; nenhuma lhe foi tão difícil que não pudesse responder.
  21. Vendo toda a sabedoria de Salomão, bem como o palácio que ele havia construído,
    o que era servido em sua mesa, o lugar de seus oficiais, os criados e copeiros, todos uniformizados, e os holocaustos que ele fazia no templo do SENHOR, ela ficou impressionada.
  22. Disse ela então ao rei: “Tudo o que ouvi em meu país acerca de tuas realizações e de tua sabedoria era verdade.”
  23. “Mas eu não acreditava no que diziam, até ver com os meus próprios olhos. Na realidade, não me contaram nem a metade; tu ultrapassas em muito o que ouvi, tanto em sabedoria como em riqueza.”
  24. “Como devem ser felizes os homens da tua corte, que continuamente estão diante de ti e ouvem a tua sabedoria!”
  25. “Bendito seja o SENHOR, o teu Deus, que se agradou de ti e te colocou no trono de Israel. Por causa do amor eterno do SENHOR para com Israel, ele te fez rei, para manter a justiça e a retidão”.
  26. E ela deu ao rei quatro toneladas e duzentos quilos de ouro e grande quantidade de especiarias e pedras preciosas. E nunca mais foram trazidas tantas especiarias quanto as que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.”
  27. Os navios de Hirão, que carregavam ouro de Ofir, também trouxeram de lá grande quantidade de madeira de junípero e pedras preciosas.
  28. O rei utilizou a madeira para fazer a escadaria do templo do SENHOR e a do palácio real, além de harpas e liras para os músicos. Nunca mais foi importada nem se viu tanta madeira de junípero.
  29. O rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela desejou e pediu, além do que já lhe tinha dado por sua generosidade real. Então ela e os seus servos voltaram para o seu país.
  30. O peso do ouro que Salomão recebia anualmente era de vinte e três toneladas e trezentos quilos, fora os impostos pagos por mercadores e comerciantes e por todos os reis da Arábia e pelos governadores do país.
  31. O rei Salomão fez duzentos escudos grandes de ouro batido, utilizando três quilos e seiscentos gramas de ouro em cada um.
  32. Também fez trezentos escudos pequenos de ouro batido, com um quilo e oitocentos gramas de ouro em cada um. O rei os colocou no Palácio da Floresta do Líbano.
  33. O rei mandou fazer ainda um grande trono de marfim revestido de ouro puro.
  34. O trono tinha seis degraus, e o seu encosto tinha a parte alta arredondada. Nos dois lados do assento havia braços, com um leão junto a cada braço.
  35. Doze leões ficavam nos seis degraus, um de cada lado. Nada igual havia sido feito em nenhum outro reino.
  36. Todas as taças do rei Salomão eram de ouro, bem como todos os utensílios do Palácio da Floresta do Líbano. Não havia nada de prata, pois a prata quase não tinha valor nos dias de Salomão.
  37. O rei tinha no mar uma frota de navios mercantes junto com os navios de Hirão. Cada três anos a frota voltava, trazendo ouro, prata, marfim, macacos e pavões.
  38. O rei Salomão era o mais rico e o mais sábio de todos os reis da terra.
  39. Gente de todo o mundo pedia audiência a Salomão para ouvir a sabedoria que Deus lhe tinha dado.
  40. Ano após ano, todos os que vinham traziam algum presente: utensílios de prata e de ouro, mantos, armas e especiarias, cavalos e mulas.
  41. Salomão juntou carros e cavalos; possuía mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos, dos quais mantinha uma parte nas guarnições de algumas cidades e a outra perto dele, em Jerusalém.
  42. O rei tornou a prata tão comum em Jerusalém quanto as pedras, e o cedro tão numeroso quanto as figueiras bravas da Sefelá.
  43. Os cavalos de Salomão eram importados do Egito e da Cilícia, onde os fornecedores do rei os compravam.
  44. Importavam do Egito um carro por sete quilos e duzentos gramas de prata, e um cavalo por um quilo e oitocentos gramas, e os exportavam para todos os reis dos hititas e dos arameus.

Fonte: 1Reis 9 e 10

Capítulo 14 – Jeroboão

  1. O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha do faraó. Eram mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas.
  2. Elas eram das nações sobre as quais o SENHOR tinha dito aos israelitas: “Vocês não poderão tomar mulheres dentre essas nações, porque elas os farão desviar-se para seguir os seus deuses”. No entanto, Salomão apegou-se amorosamente a elas.
  3. Casou com setecentas princesas e trezentas concubinas, e as suas mulheres o levaram a desviar-se.
  4. À medida que Salomão foi envelhecendo, suas mulheres o induziram a voltar-se para outros deuses, e o seu coração já não era totalmente dedicado ao SENHOR, o seu Deus, como fora o coração do seu pai Davi.
  5. Ele seguiu os postes sagrados, a deusa dos sidônios, e Moloque, o repugnante deus dos amonitas.
  6. Dessa forma Salomão fez o que o SENHOR reprova; não seguiu completamente o SENHOR, como o seu pai Davi.
  7. No monte que fica a leste de Jerusalém, Salomão construiu um altar para Camos, o repugnante deus de Moabe, e para Moloque, o repugnante deus dos amonitas.
  8. Também fez altares para os deuses de todas as suas outras mulheres estrangeiras, que queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a eles.
  9. O SENHOR irou-se contra Salomão por ter-se desviado do SENHOR, o Deus de Israel, que lhe havia aparecido duas vezes.
  10. Embora ele tivesse proibido Salomão de seguir outros deuses, Salomão não obedeceu à ordem do SENHOR.
  11. Então o SENHOR levantou contra Salomão um adversário, o edomita Hadade, da linhagem real de Edom.
  12. Anteriormente, quando Davi estava lutando contra Edom, Joabe, o comandante do exército, que tinha ido para lá enterrar os mortos, exterminara todos os homens de Edom.
  13. Joabe e todo o exército israelita permaneceram lá seis meses, até matarem todos os edomitas.
  14. Mas Hadade, sendo ainda um menino, fugiu para o Egito com alguns dos oficiais edomitas que tinham servido a seu pai.
  15. Partiram de Midiã e foram a Parã. Lá reuniram alguns homens e foram ao Egito, até o faraó, rei do Egito, que deu uma casa e terras a Hadade e lhe forneceu alimento.
  16. O faraó acolheu bem a Hadade, a ponto de dar-lhe em casamento uma irmã de sua própria mulher, a rainha Tafnes.
  17. A irmã de Tafnes deu-lhe um filho, chamado Genubate, que fora criado por Tafnes no palácio real. Ali Genubate viveu com os próprios filhos do faraó.
  18. Enquanto estava no Egito, Hadade soube que Davi tinha descansado com seus antepassados e que Joabe, o comandante do exército, também estava morto.
  19. Então Hadade disse ao faraó: “Deixa-me voltar para a minha terra”.
  20. “O que lhe falta aqui para que você queira voltar para a sua terra?”, perguntou o faraó.”Nada me falta”, respondeu Hadade, “mas deixa-me ir!”
  21. E Deus fez um outro adversário levantar-se contra Salomão: Rezom, filho de Eliada, que tinha fugido do seu senhor, Hadadezer, rei de Zobá.
  22. Quando Davi destruiu o exército de Zobá, Rezom reuniu alguns homens e tornou-se líder de um bando de rebeldes.
  23. Eles foram para Damasco, onde se instalaram e assumiram o controle.
  24. Rezom foi adversário de Israel enquanto Salomão viveu, e trouxe-lhe muitos problemas, além dos causados por Hadade.
  25. Assim Rezom governou a Síria e foi hostil para com Israel.
  26. Também Jeroboão, filho de Nebate, rebelou-se contra o rei. Ele era um dos oficiais de Salomão, um efraimita de Zeredá, e a sua mãe era uma viúva chamada Zerua.
  27. E foi assim que ele se revoltou contra o rei: Salomão tinha construído o Milo e havia tapado a abertura no muro da cidade de Davi, seu pai.
  28. Ora, Jeroboão era homem capaz, e, quando Salomão viu como ele fazia bem o seu trabalho, encarregou-o de todos os que faziam trabalho forçado, pertencentes às tribos de José.
  29. Naquela ocasião, Jeroboão saiu de Jerusalém, e Aías, o profeta de Siló, que estava usando uma capa nova, encontrou-se com ele no caminho.
  30. Os dois estavam sozinhos no campo, e Aías segurou firmemente a capa que estava usando e a rasgou em doze pedaços.
  31. Então disse a Jeroboão: “Apanhe dez pedaços para você, pois assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: ‘Saiba que vou tirar o reino das mãos de Salomão e dar a você dez tribos.”
  32. “Mas, por amor ao meu servo Davi e à cidade de Jerusalém, a qual escolhi dentre todas as tribos de Israel, ele terá uma tribo.”
  33. “Farei isso porque eles me abandonaram e adoraram os postes sagrados, deusa dos sidônios, Camos, deus dos moabitas, e Moloque, deus dos amonitas, e não andaram nos meus caminhos, nem fizeram o que eu aprovo, nem obedeceram aos meus decretos e as minhas ordenanças, como fez Davi, pai de Salomão.”
  34. “‘Mas não tirarei o reino todo das mãos de Salomão; eu o fiz governante todos os dias de sua vida por amor ao meu servo Davi, a quem escolhi e que obedeceu aos meus mandamentos e aos meus decretos.”
  35. Salomão tentou matar Jeroboão, mas ele fugiu para o Egito, para o rei Sisaque, e lá permaneceu até a morte de Salomão.
  36. Os demais acontecimentos do reinado de Salomão, tudo o que fez e a sabedoria que teve, estão todos escritos nos registros históricos de Salomão.
  37. Salomão reinou quarenta anos em Jerusalém sobre todo o Israel.
  38. Então descansou com os seus antepassados e foi sepultado na cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Roboão foi o seu sucessor.

Fonte: 1Reis 11

Capítulo 15 – Roboão

  1. Roboão foi a Siquém, onde todos os israelitas tinham se reunido para proclamá-lo rei.
  2. Assim que Jeroboão, filho de Nebate, que estava no Egito fugindo do rei Salomão, soube disso, voltou de lá.
  3. E mandaram chamá-lo. Então ele e toda a assembléia de Israel foram ao encontro de Roboão e disseram:
  4. “Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos”.
  5. Roboão respondeu: “Voltem a mim daqui a três dias”. Então o povo foi embora.
  6. O rei Roboão perguntou às autoridades que haviam servido ao seu pai Salomão durante a vida dele: “Como vocês me aconselham a responder a este povo?”
  7. Eles responderam: “Se hoje fores um servo desse povo e servi-lo, dando-lhe uma resposta favorável, eles sempre serão teus servos”.
  8. Roboão, contudo, rejeitou o conselho que as autoridades de Israel lhe tinham dito e consultou os jovens que haviam crescido com ele e o estavam servindo.
  9. Perguntou-lhes: “Qual é o conselho de vocês? Como devemos responder a este povo que me diz: ‘Diminui o jugo que teu pai colocou sobre nós’?”
  10. Os jovens que haviam crescido com ele responderam: “A este povo que te disse: ‘Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado; torna-o mais leve’ — dize: ‘Meu dedo mínimo é mais grosso do que a cintura do meu pai.”
  11. “Pois bem, meu pai lhes impôs um jugo pesado; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos’”.
  12. Três dias depois, Jeroboão e todo o povo voltaram a Roboão, segundo a orientação dada pelo rei: “Voltem a mim daqui a três dias”.
  13. Mas o rei lhes respondeu asperamente. Rejeitando o conselho das autoridades de Israel, seguiu o conselho dos jovens.
  14. E disse: “Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos”.
  15. E o rei não ouviu o povo, pois esta mudança nos acontecimentos vinha da parte do SENHOR para que se cumprisse a palavra que o SENHOR havia falado a Jeroboão, filho de Nebate, por meio do silonita Aías.
  16. Quando todo o Israel viu que o rei se recusava a ouvi-los, responderam ao rei: “Que temos em comum com Davi? Que temos em comum com o filho de Jessé? Para as suas tendas, ó Israel! Cuide da sua própria casa, ó Davi!”
  17. E assim os israelitas foram para as suas casas.
  18. Quanto, porém, aos israelitas que moravam nas cidades de Judá, Roboão continuou como rei deles.
  19. O rei Roboão enviou Adonirão, chefe de trabalhos forçados, mas todo o Israel o apedrejou até à morte.
  20. O rei, contudo, conseguiu subir em sua carruagem e fugir para Jerusalém.
  21. Desta forma Israel se rebelou contra a dinastia de Davi, e assim permanece até hoje.
  22. Quando todos os israelitas souberam que Jeroboão tinha voltado, mandaram chamá-lo para a reunião da comunidade e o fizeram rei sobre todo o Israel.
  23. Somente a tribo de Judá permaneceu leal à dinastia de Davi.
  24. Quando Roboão chegou em Jerusalém, convocou cento e oitenta mil homens de combate, das tribos de Judá e de Benjamim, para guerrearem contra Israel e recuperarem o reino para Roboão, filho de Salomão.
  25. Entretanto, veio esta palavra de Deus a Semaías, homem de Deus: “Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, às tribos de Judá e Benjamim, e ao restante do povo:
    “‘Assim diz o SENHOR: Não saiam à guerra contra os seus irmãos israelitas. Voltem para casa, todos vocês, pois fui eu que fiz isso’”.
  26. E eles obedeceram à palavra do SENHOR e voltaram para as suas casas, conforme o SENHOR tinha ordenado.
  27. Jeroboão fortificou Siquém, nos montes de Efraim, onde passou a morar. Depois ele saiu e fortificou Peniel.
  28. Jeroboão pensou: “O reino agora provavelmente voltará para a dinastia de Davi.”
  29. “Se esse povo subir a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo do SENHOR, novamente dedicarão sua lealdade ao senhor deles, Roboão, rei de Judá. Eles vão me matar e voltar para o rei Roboão”.
  30. Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito”.
  31. Mandou por um bezerro em Betel, e o outro em Dã.
  32. E isso veio a ser um pecado, pois o povo ia até Dã para adorar aquele bezerro.
  33. Jeroboão construiu altares idólatras e designou sacerdotes dentre o povo, apesar de não serem levitas.
  34. Instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, semelhante à festa realizada em Judá, e ofereceu sacrifícios no altar.
  35. Ele fez isso em Betel, onde também sacrificou aos bezerros que havia feito. Também estabeleceu lá sacerdotes nos seus altares idólatras.
  36. No dia quinze do oitavo mês, data que ele mesmo escolheu, ofereceu sacrifícios no altar que havia construído em Betel.
  37. Assim ele instituiu a festa para os israelitas e foi ao altar para queimar incenso.

Fonte: 1Reis 12

Capítulo 16 – Abias

  1. Por ordem do SENHOR um homem de Deus foi de Judá a Betel, quando Jeroboão estava de pé junto ao altar para queimar incenso.
  2. Ele clamou contra o altar, segundo a ordem do SENHOR: “Ó altar, ó altar! Assim diz o SENHOR: ‘Um filho nascerá na família de Davi e se chamará Josias.”
  3. “Sobre você ele sacrificará os sacerdotes dos altares idólatras que agora queimam incenso aqui, e ossos humanos serão queimados sobre você’”.
  4. Naquele mesmo dia o homem de Deus deu um sinal: “Este é o sinal que o SENHOR declarou: O altar se fenderá, e as cinzas que estão sobre ele se derramarão”.
  5. Quando o rei Jeroboão ouviu o que o homem de Deus proclamava contra o altar de Betel, apontou para ele e ordenou: “Prendam-no!”
  6. Mas o braço que ele tinha estendido ficou paralisado, e não voltava ao normal.
  7. Além disso, o altar se fendeu, e as suas cinzas se derramaram, conforme o sinal dado pelo homem de Deus por ordem do SENHOR.
  8. Então o rei disse ao homem de Deus: “Interceda junto ao SENHOR, o seu Deus, e ore por mim para que meu braço se recupere”.
  9. O homem de Deus intercedeu junto ao SENHOR, e o braço do rei recuperou-se e voltou ao normal.
  10. O rei disse ao homem de Deus: “Venha à minha casa e coma algo, e eu o recompensarei”.
  11. Mas o homem de Deus respondeu ao rei: “Mesmo que me desse a metade dos seus bens, eu não iria com você, nem comeria nem beberia nada neste lugar.”
  12. “Pois recebi estas ordens pela palavra do SENHOR: ‘Não coma pão nem beba água nem volte pelo mesmo caminho por onde veio’”.
  13. Por isso, quando ele voltou, não foi pelo caminho pelo qual tinha vindo a Betel.
  14. Ora, havia um certo profeta, já idoso, morando em Betel. Seus filhos lhe contaram tudo o que o homem de Deus havia feito naquele dia e também o que ele dissera ao rei.
  15. O profeta idoso lhe disse: “Eu também sou profeta como você. E um anjo me disse por ordem do SENHOR: ‘Faça-o voltar com você para a sua casa para que coma pão e beba água’”. Mas ele estava mentindo.
  16. E o homem de Deus voltou com ele e foi comer e beber em sua casa.
  17. Quando o homem de Deus acabou de comer e beber, o outro profeta selou seu jumento para ele.
  18. No caminho, um leão o atacou e o matou, e o seu corpo ficou estendido no chão, ao lado do leão e do jumento.
  19. Mesmo depois disso Jeroboão não mudou o seu mau procedimento, mas continuou a nomear dentre o povo sacerdotes para os altares idólatras.
  20. Ele consagrava para esses altares todo aquele que quisesse tornar-se sacerdote.
  21. Esse foi o pecado da família de Jeroboão, que levou à sua queda e à sua eliminação da face da terra.
  22. Naquela época, Abias, filho de Jeroboão, ficou doente; e este disse à sua mulher: “Use um disfarce para não ser reconhecida como a mulher de Jeroboão. Vá a Siló, onde vive o profeta Aías, aquele que me disse que eu seria rei sobre este povo.”
  23. “Leve para ele dez pães, alguns bolos e uma garrafa de mel. Ele lhe dirá o que vai acontecer com o menino”.
  24. A mulher de Jeroboão atendeu o seu pedido e foi à casa de Aías, em Siló. Ora, Aías já não conseguia enxergar; tinha ficado cego por causa da idade.
  25. Quando Aías ouviu o som dos passos junto da porta, disse: “Entre, mulher de Jeroboão. Por que esse fingimento? Fui encarregado de lhe dar más notícias.”
  26. “Vá dizer a Jeroboão que é isto o que o SENHOR, o Deus de Israel, diz: ‘Tirei-o dentre o povo e o tornei líder sobre o meu povo Israel.”
    “Tirei o reino da família de Davi e o dei a você, mas você não tem sido como o meu servo Davi, que obedecia aos meus mandamentos e me seguia de todo o coração.”
  27. “Você tem feito mais mal do que todos os que viveram antes de você, pois fez para si outros deuses, ídolos de metal; você provocou a minha ira e voltou as costas para mim.”
  28. “Por isso, trarei desgraça à família de Jeroboão. Matarei de Jeroboão até o último indivíduo do sexo masculino em Israel, seja escravo ou livre. Queimarei a família de Jeroboão até o fim como quem queima esterco.”
  29. “Dos que pertencem a Jeroboão, os cães comerão os que morrerem na cidade, e as aves do céu se alimentarão dos que morrerem no campo. O SENHOR falou!’”
  30. “Quanto a você, volte para casa. Quando você puser os pés na cidade, o menino morrerá.”
  31. Então a mulher de Jeroboão levantou-se e voltou para Tirza. Assim que entrou em casa, o menino morreu.
  32. Eles o sepultaram, e todo o Israel chorou por ele, conforme o SENHOR predissera por meio do seu servo, o profeta Aías.
  33. Jeroboão reinou durante vinte e dois anos, e então descansou com os seus antepassados. E o seu filho Nadabe foi o seu sucessor.
  34. Roboão, filho de Salomão, foi rei de Judá. Tinha quarenta e um anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezessete anos em Jerusalém.
  35. Judá fez o que o SENHOR reprova. Pelos pecados que cometeram, eles despertaram a sua ira zelosa mais do que os seus antepassados o tinham feito.
  36. Também construíram para si altares idólatras, colunas sagradas e postes sagrados sobre todos os montes e debaixo de todas as árvores frondosas.
  37. Havia no país até prostitutos ritualísticos; o povo se envolvia em todas as práticas detestáveis das nações que o SENHOR havia expulsado de diante dos israelitas.
  38. No quinto ano do reinado de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém.
  39. Levou embora todos os tesouros do templo do SENHOR e do palácio real, inclusive os escudos de ouro que Salomão havia feito.
  40. Por isso o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze para substituí-los, e os entregou aos chefes da guarda da entrada do palácio real.
  41. Sempre que o rei ia ao templo do SENHOR, os guardas empunhavam os escudos, e, em seguida, os devolviam à sala da guarda.
  42. Houve guerra constante entre Roboão e Jeroboão.
  43. Roboão descansou com os seus antepassados e foi sepultado com eles na cidade de Davi. Sua mãe, uma amonita, chamava-se Naamá. E o seu filho Abias foi o seu sucessor.
  44. No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, filho de Nebate, Abias tornou-se rei de Judá, e reinou três anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Maaca, filha de Absalão.
  45. Ele cometeu todos os pecados que o seu pai tinha cometido; seu coração não era inteiramente consagrado ao SENHOR, ao seu Deus, quanto fora o coração de Davi, seu antepassado.
  46. No entanto, por amor de Davi, o SENHOR, o seu Deus, concedeu-lhe uma lâmpada em Jerusalém dando-lhe um filho como sucessor e fortalecendo Jerusalém.
  47. Pois Davi fizera o que o SENHOR aprova e não deixara de obedecer a nenhum dos mandamentos do SENHOR durante todos os dias da sua vida, exceto no caso de Urias, o hitita.
  48. E houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante toda a vida de Abias. E também houve guerra entre Abias e Jeroboão.
  49. E Abias descansou com os seus antepassados e foi sepultado na cidade de Davi. E o seu filho Asa foi o seu sucessor.

Fontes 1 Reis 13 e 14

Capítulo 17 – Asa

  1. No vigésimo ano do reinado de Jeroboão, rei de Israel, Asa tornou-se rei de Judá, e reinou quarenta e um anos em Jerusalém. O nome da sua avó era Maaca, filha de Absalão.
  2. Asa fez o que o SENHOR aprova, tal como Davi, seu predecessor.
  3. Expulsou do país os prostitutos ritualísticos e se desfez de todos os ídolos que seu pai havia feito.
  4. Chegou até a depor sua avó Maaca da posição de rainha-mãe, pois ela havia feito um poste sagrado repugnante. Asa derrubou o poste e o queimou no vale do Cedrom.
  5. Embora os altares idólatras não tenham sido eliminados, o coração de Asa foi totalmente dedicado ao SENHOR durante toda a sua vida.
  6. Ele trouxe para o templo do SENHOR a prata, o ouro e os utensílios que ele e seu pai haviam consagrado.
  7. Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, durante todo o reinado deles.
  8. Baasa, rei de Israel, invadiu Judá e fortificou Ramá, para que ninguém pudesse entrar nem sair do território de Asa, rei de Judá.
  9. Então Asa ajuntou a prata e o ouro que haviam sobrado no tesouro do templo do SENHOR e do seu próprio palácio.
  10. Confiou tudo isso a alguns dos seus oficiais e os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabriom e neto de Heziom, rei da Síria, que governava em Damasco, com uma mensagem.
  11. A mensagem dizia: “Façamos um tratado, como fizeram meu pai e o teu. Estou te enviando como presente prata e ouro. Agora, rompe o tratado que tens com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu país”.
  12. Ben-Hadade aceitou a proposta do rei Asa e ordenou aos comandantes das suas forças que atacassem as cidades de Israel.
  13. Ele conquistou Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca e todo o Quinerete, além de Naftali.
  14. Quando Baasa soube disso, abandonou a construção dos muros de Ramá e foi para Tirza.
  15. Então o rei Asa reuniu todos homens de Judá — ninguém foi isentado — e eles retiraram de Ramá as pedras e a madeira que Baasa estivera usando.
  16. Com esse material Asa fortificou Geba, em Benjamim, e também Mispá.
  17. Na velhice Asa sofreu uma doença nos pés, e quando descansou com os seus antepassados, foi sepultado com eles na cidade de Davi, seu pai. E seu filho Josafá foi o seu sucessor.
  18. Nadabe, filho de Jeroboão, tornou-se rei de Israel no segundo ano do reinado de Asa, rei de Judá, e reinou dois anos sobre Israel.
  19. Fez o que o SENHOR reprova, andando nos caminhos do seu pai e no pecado que ele tinha levado Israel a cometer.
  20. Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, conspirou contra ele, e o matou na cidade filistéia de Gibetom, enquanto Nadabe e todo o exército de Israel a sitiavam.
  21. Baasa matou Nadabe no terceiro ano do reinado de Asa, rei de Judá, e foi o seu sucessor.
  22. Assim que começou a reinar, matou toda a família de Jeroboão. Dos pertencentes a Jeroboão não deixou ninguém vivo, mas destruiu a todos, de acordo com a palavra do SENHOR anunciada por seu servo, o silonita Aías.
  23. Isso aconteceu por causa dos pecados que Jeroboão havia cometido e havia feito Israel cometer, e porque ele tinha provocado a ira do SENHOR, o Deus de Israel.
  24. Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, durante todo o reinado deles.
  25. No terceiro ano do reinado de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, tornou-se rei de todo o Israel, em Tirza, e reinou vinte e quatro anos.
  26. Fez o que o SENHOR reprova, andando nos caminhos de Jeroboão e nos pecados que ele tinha levado Israel a cometer.
  27. A palavra do SENHOR veio por meio do profeta Jeú, filho de Hanani, a Baasa e sua família, por terem feito o que o SENHOR reprova, provocando a sua ira, tornando-se como a família de Jeroboão — e também porque Baasa destruiu a família de Jeroboão.
  28. No vigésimo sexto ano do reinado de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, tornou-se rei de Israel, e reinou dois anos em Tirza.
  29. Zinri, um dos seus oficiais, que comandava metade dos seus carros de guerra, conspirou contra ele.
  30. Elá estava em Tirza naquela ocasião, embriagando-se na casa de Arsa, o encarregado do palácio de Tirza.
  31. Zinri entrou e o feriu e o matou, no vigésimo sétimo ano do reinado de Asa, rei de Judá. E foi o seu sucessor.
  32. Assim que começou a reinar, logo que se assentou no trono, eliminou toda a família de Baasa. Não poupou uma só pessoa do sexo masculino, fosse parente ou amigo.
  33. Assim Zinri destruiu toda a família de Baasa, de acordo com a palavra do SENHOR falada contra Baasa pelo profeta Jeú, por causa de todos os pecados que Baasa e seu filho Elá.
  34. Pois, com os seus ídolos inúteis, provocaram a ira do SENHOR, o Deus de Israel.
  35. No vigésimo sétimo ano do reinado de Asa, rei de Judá, Zinri reinou sete dias em Tirza. O exército estava acampado perto da cidade filistéia de Gibetom.
  36. Quando os acampados souberam que Zinri havia conspirado contra o rei e o tinha assassinado, proclamaram ali no acampamento, naquele mesmo dia, Onri, o comandante do exército, rei sobre Israel.
  37. Então Onri e todo o seu exército saíram de Gibetom e sitiaram Tirza.
  38. Quando Zinri viu que a cidade tinha sido tomada, entrou na cidadela do palácio real e incendiou o palácio em torno de si, e morreu.
  39. Tudo por causa dos pecados que ele havia cometido, fazendo o que o SENHOR reprova e andando nos caminhos de Jeroboão e no pecado que ele tinha cometido e levado Israel a cometer.
  40. Então o povo de Israel dividiu-se em duas facções; metade apoiava Tibni, filho de Ginate, para fazê-lo rei, e a outra metade apoiava Onri.
  41. Mas os seguidores de Onri revelaram-se mais fortes do que os de Tibni, filho de Ginate. E aconteceu que Tibni morreu e Onri tornou-se rei.
  42. No trigésimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Judá, Onri tornou-se rei de Israel e reinou doze anos, seis deles em Tirza.
  43. Por setenta quilos de prata ele comprou de Sêmer a colina de Samaria, onde construiu uma cidade, a qual chamou Samaria, por causa de Sêmer, o nome do antigo proprietário da colina.
  44. Onri, porém, fez o que o SENHOR reprova e pecou mais do que todos que reinaram antes dele.
  45. Andou nos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, e no pecado que ele tinha levado Israel a cometer, e assim, com os seus ídolos inúteis, provocou a ira do SENHOR, o Deus de Israel.
  46. Onri descansou com os seus antepassados e foi sepultado em Samaria. E seu filho Acabe foi o seu sucessor.
  47. No trigésimo oitavo ano do reinado de Asa, rei de Judá, Acabe, filho de Onri, tornou-se rei de Israel, e reinou vinte e dois anos sobre Israel, em Samaria.
  48. Acabe, filho de Onri, fez o que o SENHOR reprova, mais do que qualquer outro antes dele.
  49. Ele não apenas achou que não tinha importância cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, mas também se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a prestar culto a Baal e adorá-lo.
  50. No templo de Baal, que ele mesmo tinha construído em Samaria, Acabe ergueu um altar para Baal.
  51. Fez também um poste sagrado. Ele provocou a ira do SENHOR, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele.
  52. Durante o seu reinado, Hiel, de Betel, reconstruiu Jericó. Lançou os alicerces à custa do seu filho mais velho, Abirão, e instalou as suas portas à custa do seu filho mais novo, Segube, conforme a palavra que o SENHOR tinha falado por meio de Josué, filho de Num.

Fonte: 1Reis 15 e 16

Capítulo 18 – Elias

  1. Ora, Elias, o tesbita da Tisbe de Gileade, disse a Acabe: “Juro pelo nome do SENHOR, o Deus de Israel, a quem sirvo, que não cairá orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha palavra”.
  2. Depois disso a palavra do SENHOR veio a Elias. E ele fez o que o SENHOR lhe tinha dito. Foi para o riacho de Querite, a leste do Jordão, e ficou por lá.
  3. Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho.
  4. Algum tempo depois, o riacho secou-se por falta de chuva. Então a palavra do SENHOR veio a Elias. E ele foi à porta da cidade Sarepta de Sidom
  5. Ele encontrou uma viúva que estava colhendo gravetos. Ele a chamou e perguntou: “Pode me trazer um pouco d’água numa jarra para eu beber?”
  6. Enquanto ela ia indo buscar água, ele gritou: “Por favor, traga também um pedaço de pão”.
  7. “Juro pelo nome do SENHOR, o teu Deus”, ela respondeu, “não tenho nenhum pedaço de pão; só um punhado de farinha num jarro e um pouco de azeite numa botija.”
  8. “Estou colhendo uns dois gravetos para levar para casa e preparar uma refeição para mim e para o meu filho, para que a comamos e depois morramos.”
  9. Elias, porém, lhe disse: “Não tenha medo. Vá para casa e faça o que disse. Mas primeiro faça um pequeno bolo com o que você tem e traga para mim, e depois faça algo para você e para o seu filho.”
  10. “Pois assim diz o SENHOR, o Deus de Israel que a farinha na vasilha não se acabaria e o azeite na botija não se secaria até o dia em que o SENHOR fizesse chover sobre a terra.”
  11. Ela foi e fez conforme Elias lhe dissera. E aconteceu que a comida durou todos os dias para Elias e para a mulher e sua família.
  12. Pois a farinha na vasilha não se acabou e o azeite na botija não se secou, conforme a palavra do SENHOR proferida por Elias.
  13. Algum tempo depois o filho da mulher, dona da casa, ficou doente, foi piorando e finalmente parou de respirar.
  14. E a mulher reclamou a Elias: “Que foi que eu te fiz, ó homem de Deus? Vieste para lembrar-me do meu pecado e matar o meu filho?”
  15. “Dê-me o seu filho”, respondeu Elias. Ele o apanhou dos braços dela, levou-o para o quarto de cima onde estava hospedado, e o pôs em cima da cama.
  16. Então clamou ao SENHOR: “Ó SENHOR, meu Deus, trouxeste também desgraça sobre esta viúva, com quem estou hospedado, fazendo morrer o seu filho?”
  17. Então ele se deitou sobre o menino três vezes e clamou ao SENHOR: “Ó SENHOR, meu Deus, faze voltar a vida a este menino!”
  18. O SENHOR ouviu o clamor de Elias, e a vida voltou ao menino, e ele viveu.
  19. Então Elias levou o menino para baixo, entregou-o à mãe e disse: “Veja, seu filho está vivo!”
  20. Então a mulher disse a Elias: “Agora sei que tu és um homem de Deus e que a palavra do SENHOR, vinda da tua boca, é a verdade”.
  21. Depois de um longo tempo, no terceiro ano da seca, a palavra do SENHOR veio a Elias dizendo para ir apresentar-se a Acabe, pois ele enviaria chuva sobre a terra.
  22. E Elias foi. Como a fome era grande em Samaria, Acabe convocou Obadias, o responsável por seu palácio, homem que temia muito ao SENHOR.
  23. Enquanto Jezabel estava eliminando os profetas do SENHOR, Obadias reuniu cem profetas e os escondeu em duas cavernas, cinqüenta em cada uma, e lhes forneceu comida e água.
  24. Certa vez Acabe disse a Obadias: “Vamos a todas as fontes e vales do país. Talvez consigamos achar um pouco de capim para manter vivos os cavalos e as mulas e assim não será preciso matar nenhum animal”.
  25. De modo que dividiram o território que iam percorrer; Acabe foi numa direção e Obadias noutra.
  26. Quando Obadias estava a caminho, Elias o encontrou. Obadias o reconheceu, inclinou-se até o chão e perguntou: “És tu mesmo, meu senhor Elias?”
  27. “Sou”, respondeu Elias.”Vá dizer ao seu senhor: Elias está aqui.”
  28. “O que eu fiz de errado”, perguntou Obadias, “para que entregues o teu servo a Acabe para ser morto?”
  29. “Não sei para onde o Espírito do SENHOR poderá levar-te quando eu te deixar. Se eu for dizer a Acabe e ele não te encontrar, ele me matará.”
  30. E disse Elias: “Juro pelo nome do SENHOR dos Exércitos, a quem eu sirvo, que hoje eu me apresentarei a Acabe”.
  31. Então Obadias dirigiu-se a Acabe e passou-lhe a informação, e Acabe foi ao encontro de Elias.
  32. Quando viu Elias, disse-lhe: “É você mesmo, perturbador de Israel?”
  33. “Não tenho perturbado Israel”, Elias respondeu.”Mas você e a família do seu pai têm. Vocês abandonaram os mandamentos do SENHOR e seguiram os baalins.”
  34. Acabe convocou então todo o Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo.
  35. Elias dirigiu-se ao povo e disse: “Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no”.
  36. O povo, porém, nada respondeu.
  37. Disse então Elias: “Eu sou o único que restou dos profetas do SENHOR, mas Baal tem quatrocentos e cinquenta profetas.”
  38. Elias disse aos profetas de Baal: “Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo nome do seu deus, mas não acendam o fogo”.
  39. Então pegaram o novilho que lhes foi dado e o prepararam. E clamaram pelo nome de Baal desde a manhã até o meio-dia.
  40. “Ó Baal, responde-nos!”, gritavam; e dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma resposta; ninguém respondeu.
  41. Ao meio-dia Elias começou a zombar deles.”Gritem mais alto!”, dizia, “já que ele é um deus. Quem sabe está meditando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado.”
  42. Então passaram a gritar ainda mais alto e a ferir-se com espadas e lanças, de acordo com o costume deles, até sangrarem.
  43. Passou o meio-dia, e eles continuaram profetizando em transe até a hora do sacrifício da tarde. Mas não houve resposta alguma; ninguém respondeu, ninguém deu atenção.
  44. Então Elias disse a todo o povo: “Aproximem-se de mim”. O povo aproximou-se, e Elias reparou o altar do SENHOR, que estava em ruínas.
  45. Depois apanhou doze pedras, uma para cada tribo dos descendentes de Jacó, a quem a palavra do SENHOR tinha sido dirigida, e disse: “Seu nome será Israel”.
  46. Com as pedras construiu um altar em honra do nome do SENHOR, e cavou ao redor do altar uma valeta com capacidade de duas medidas de semente.
  47. Depois arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre a lenha. Então lhes disse: “Encham de água quatro jarras grandes e derramem-na sobre o holocausto e sobre a lenha”.
  48. “Façam-no novamente”, disse, e eles o fizeram de novo.”Façam-no pela terceira vez”, ordenou, e eles o fizeram pela terceira vez.
  49. A água escorria do altar, chegando a encher a valeta.
  50. À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente e orou: “Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua.
  51. Responde-me, ó SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó SENHOR, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti”.
  52. Então o fogo do SENHOR caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta.
  53. Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: “O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!”
  54. Então Elias ordenou-lhes: “Prendam os profetas de Baal. Não deixem nenhum escapar!”
  55. Eles os prenderam, e Elias os fez descer ao riacho de Quisom e lá os matou.
  56. E Elias disse a Acabe: “Vá comer e beber, pois já ouço o barulho de chuva pesada”.
  57. Então Acabe foi comer e beber, mas Elias subiu até o alto do Carmelo, dobrou-se até o chão e pôs o rosto entre os joelhos.
  58. “Vá e olhe na direção do mar”, disse ao seu servo. E ele foi e olhou.”Não há nada lá”, disse ele. Sete vezes Elias mandou: “Volte para ver”.
  59. Na sétima vez o servo disse: “Uma nuvem tão pequena quanto a mão de um homem está se levantando do mar”.
  60. Então Elias disse: “Vá dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desça, antes que a chuva o impeça”.
  61. Enquanto isso, nuvens escuras apareceram no céu, começou a ventar e começou a chover forte, e Acabe partiu de carro para Jezreel.
  62. O poder do SENHOR veio sobre Elias, e este, prendendo a capa com o cinto, correu à frente de Acabe por todo o caminho até Jezreel.

Fonte: 1Reis 17 e 18

Capítulo 19 – Acabe

  1. Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como havia matado todos aqueles profetas à espada.
  2. Por isso Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: “Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso amanhã nesta hora eu não faça com a sua vida o que você fez com a deles”.
  3. Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo
    e entrou no deserto, caminhando um dia.
  4. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte.”Já tive o bastante, SENHOR. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados.”
  5. Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: “Levante-se e coma”.
  6. Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo.
  7. O anjo do SENHOR voltou, tocou nele e disse: “Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa”.
  8. Então ele se levantou, comeu e bebeu. Fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta noites, até que chegou a Horebe, o monte de Deus.
  9. Ali entrou numa caverna e passou a noite. E a palavra do SENHOR veio a ele: “O que você está fazendo aqui, Elias?”
  10. Ele respondeu: “Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada.
  11. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me”.
  12. Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do SENHOR, mas o SENHOR não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto.
  13. Depois do terremoto houve um fogo, mas o SENHOR não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave.
  14. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: “O que você está fazendo aqui, Elias?”
  15. Então Elias saiu de lá e encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele estava arando com doze parelhas de bois, e estava conduzindo a décima-segunda parelha.
  16. Elias o alcançou e lançou a sua capa sobre ele. Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias.
  17. “Deixa-me dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe”, disse, “e então irei contigo.”
  18. “Vá e volte”, respondeu Elias, “pelo que lhe fiz.”
  19. E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram.
  20. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar.
  21. O rei Ben-Hadade, da Síria, convocou todo o seu exército e, acompanhado de trinta e dois reis com seus cavalos e carros de guerra, cercou e atacou Samaria.
  22. Ele enviou mensageiros à cidade, a Acabe, o rei de Israel, que lhe disseram: “Isto é o que diz Ben-Hadade: ‘A sua prata e o seu ouro são meus, e o melhor de suas mulheres e filhos também’”.
  23. O rei respondeu: “Que seja conforme tu dizes, ó rei, meu senhor. Eu e tudo o que tenho somos teus”.
  24. Os mensageiros voltaram e disseram: “Assim diz Ben-Hadade: Amanhã, a esta hora, enviarei meus oficiais para vasculharem o seu palácio e as casas dos seus oficiais. Eles me trarão tudo o que você considera de valor’ “.
  25. E Acabe respondeu aos mensageiros de Ben-Hadade: “Digam ao rei, meu senhor: Teu servo fará tudo o que exigiste na primeira vez, mas não posso atender a esta exigência”.
  26. Então Ben-Hadade mandou esta outra mensagem a Acabe: “Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso fique em Samaria pó suficiente para dar um punhado a cada um dos meus homens”.
  27. O rei de Israel respondeu: “Digam-lhe: ‘Quem está vestindo a sua armadura não deve se gabar como aquele que a está tirando’”.
  28. Ben-Hadade recebeu essa mensagem quando ele e os reis estavam bebendo em suas tendas. Ele ordenou aos seus homens: “Preparem-se para atacar a cidade”.
  29. Nessa ocasião, um profeta foi até Acabe, rei de Israel, e anunciou: “Assim diz o SENHOR: ‘Vê este exército enorme? Hoje eu o entregarei nas suas mãos, e então você saberá que eu sou o SENHOR’”.
  30. “Mas quem fará isso?”, perguntou Acabe. O profeta respondeu: “Assim diz o SENHOR: ‘Os jovens soldados dos líderes das províncias o farão'”.
  31. “E quem começará a batalha?”, perguntou. O profeta respondeu: “Você”.
  32. Então Acabe convocou os jovens soldados dos líderes das províncias, duzentos e trinta e dois homens. Em seguida reuniu o restante dos israelitas, sete mil ao todo.
  33. Os jovens soldados dos líderes das províncias marcharam para fora da cidade, com o exército na retaguarda, e cada um matou o seu adversário.
  34. Diante disso, os arameus fugiram, perseguidos pelos israelitas. Ben-Hadade, rei da Síria, escapou a cavalo com alguns de seus cavaleiros.
  35. O rei de Israel avançou e destruiu os cavalos e carros de guerra e infligiu pesadas baixas aos arameus.
  36. Na primavera seguinte Ben-Hadade convocou os arameus e marchou até Afeque para lutar contra Israel.
  37. Os israelitas foram convocados e, tendo recebido provisões, saíram para enfrentar os arameus.
  38. Os israelitas acamparam no lado oposto como dois pequenos rebanhos de cabras, enquanto que os arameus cobriam todo o campo.
  39. O homem de Deus foi ao rei de Israel e lhe disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Como os arameus pensam que o SENHOR é um deus das montanhas e não um deus dos vales, eu entregarei esse exército enorme nas suas mãos, e vocês saberão que eu sou o SENHOR’”.
  40. Durante sete dias estiveram acampados em frente um do outro, e no sétimo dia entraram em combate.
  41. Num só dia os israelitas mataram cem mil soldados de infantaria arameus.
  42. O restante deles escapou para a cidade de Afeque, onde o muro caiu sobre vinte e sete mil deles.
  43. Ben-Hadade também fugiu para a cidade e se escondeu, ora num aposento, ora noutro.
  44. Seus oficiais, vestindo panos de saco e tendo cordas envolvendo o pescoço, foram ao rei de Israel e disseram: “Teu servo Ben-Hadade diz: ‘Rogo-te que me deixes viver’ “.
  45. O rei respondeu: “Ele ainda está vivo? Ele é meu irmão!”
  46. Os homens interpretaram isso como um bom sinal e de imediato aproveitaram o que ele tinha dito.”Isso mesmo, teu irmão Ben-Hadade!”, disseram.
  47. “Tragam-no aqui”, disse o rei; e, quando Ben-Hadade chegou, Acabe o fez subir no seu carro.
  48. “Devolverei as cidades que o meu pai tomou do teu pai”, ofereceu Ben-Hadade.”Tu poderás estabelecer os teus próprios mercados em Damasco, como fez meu pai em Samaria.”
  49. Acabe disse: “Mediante um tratado, libertarei você”. Então fizeram um tratado, e Acabe o deixou ir.
  50. O profeta disse ao rei: “Assim diz o SENHOR: ‘Você libertou um homem que eu havia decidido que devia morrer. Por isso, é a sua vida pela vida dele, o seu povo pelo povo dele’”.
  51. Aborrecido e irritado, o rei de Israel voltou para o seu palácio em Samaria.

Fonte: 1Reis 19 e 20

Capítulo 20 – Micaías

  1. Algum tempo depois houve um incidente envolvendo uma vinha que pertencia a Nabote, de Jezreel. A vinha ficava em Jezreel, ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria.
  2. Acabe tinha dito a Nabote: “Dê-me a sua vinha para eu usar como horta, já que fica ao lado do meu palácio. Em troca eu lhe darei uma vinha melhor ou, se preferir, eu lhe pagarei, seja qual for o seu valor”.
  3. Nabote, contudo, respondeu: “O SENHOR me livre de dar a ti a herança dos meus pais!”
  4. Então Acabe foi para casa, aborrecido e indignado. Deitou-se na cama, virou o rosto para a parede e recusou-se a comer.
  5. Sua mulher Jezabel entrou e lhe perguntou: “Por que você está tão aborrecido? Por que não come?”
  6. Ele respondeu-lhe: “Porque eu disse a Nabote, de Jezreel para vender-me a sua vinha ou eu lhe dar outra vinha no lugar, mas ele disse que não me daria a sua vinha’”.
  7. Disse-lhe Jezabel, sua mulher: “É assim que você age como rei de Israel? Levante-se e coma! Anime-se. Conseguirei para você a vinha de Nabote, de Jezreel”.
  8. Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, pôs nelas o selo do rei, e as enviou às autoridades e aos nobres da cidade de Nabote.
  9. As autoridades e os nobres da cidade de Nabote fizeram conforme Jezabel os orientara nas cartas que lhes tinha escrito.
  10. Decretaram jejum e fizeram Nabote sentar-se num local destacado no meio do povo.
  11. Então dois homens vadios vieram e se sentaram em frente dele e o acusaram diante do povo, dizendo: “Nabote amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei”.
  12. Por isso o levaram para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.
  13. Então mandaram informar a Jezabel: “Nabote foi apedrejado e está morto”.
  14. Assim que Jezabel soube que Nabote tinha sido apedrejado até a morte, disse a Acabe: “Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, de Jezreel, recusou-se a vender-lhe. Ele não está mais vivo; está morto!”
  15. Quando Acabe ouviu que Nabote estava morto, levantou-se e foi tomar posse da vinha.
  16. Então a palavra do SENHOR veio ao tesbita Elias para que se encontrasse com Acabe, o rei de Israel, que reina em Samaria.
  17. Ele estava na vinha de Nabote para tomar posse dela. Lá ele disse ao rei: “Assim diz o SENHOR: Você assassinou um homem e ainda se apossou de sua propriedade?”
  18. E acrescentou: “Assim diz o SENHOR: No local onde os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão também o seu sangue; isso mesmo, o seu sangue!”
  19. “Farei à sua família o que fiz à de Jeroboão, filho de Nebate, e à de Baasa, filho de Aías, pois você provocou a minha ira e fez Israel pecar.”
  20. “E, acerca de Jezabel, o SENHOR diz: ‘Os cães devorarão Jezabel junto ao muro de Jezreel’.
  21. “Os que pertencem a Acabe e que morrerem na cidade os cães comerão, e as aves do céu se alimentarão dos que morrerem no campo”.
  22. Nunca existiu ninguém como Acabe, que se vendeu para fazer o que o SENHOR reprova, pressionado por sua mulher Jezabel.
  23. Ele se comportou da maneira mais detestável possível, indo atrás de ídolos, como faziam os amorreus, que o SENHOR tinha expulsado de diante de Israel.
  24. Quando Acabe ouviu essas palavras, rasgou as suas vestes, vestiu-se de pano de saco e jejuou. Passou a dormir sobre panos de saco e agia com mansidão.
  25. Então a palavra do SENHOR veio ao tesbita Elias: “Você notou como Acabe se humilhou diante de mim? Visto que se humilhou, não trarei essa desgraça durante o seu reinado, mas durante o reinado de seu filho”.
  26. Durante três anos não houve guerra entre a Síria e Israel. Mas no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi visitar o rei de Israel.
  27. O rei de Israel perguntou: “Ramote-Gileade nos pertence, e ainda assim não estamos fazendo nada para retomá-la do rei da Síria. Irás comigo lutar contra Ramote-Gileade?”
  28. Josafá respondeu ao rei de Israel: “Sou como tu, e meu povo é como o teu povo, e os meus cavalos são como se fossem teus”.
  29. Mas acrescentou: “Peço-te que busques primeiro o conselho do SENHOR”.
  30. Então o rei de Israel reuniu quatrocentos profetas, e lhes perguntou: “Devo ir à guerra contra Ramote-Gileade, ou não?”
  31. Eles responderam: “Sim, pois o SENHOR a entregará nas mãos do rei”.
  32. Josafá, porém, perguntou: “Não existe aqui mais nenhum profeta do SENHOR, a quem possamos consultar?”
  33. O rei de Israel respondeu a Josafá: “Ainda há um homem por meio de quem podemos consultar o SENHOR, mas eu o odeio, porque nunca profetiza coisas boas a meu respeito, mas sempre coisas ruins. É Micaías, filho de Inlá”.
  34. “O rei não deveria dizer isso”, Josafá respondeu.
  35. Então o rei de Israel chamou um dos seus oficiais e disse: “Traga Micaías, filho de Inlá, imediatamente”.
  36. Usando vestes reais, o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam sentados em seus tronos, na eira, junto à porta de Samaria, e todos os profetas estavam profetizando em transe diante deles.
  37. E Zedequias, filho de Quenaaná, tinha feito chifres de ferro, e declarou: “Assim diz o SENHOR: ‘Com estes chifres tu ferirás os arameus até que sejam destruídos’ “.
  38. Todos os outros profetas estavam profetizando a mesma coisa, dizendo: “Ataca Ramote-Gileade, e serás vitorioso, pois o SENHOR a entregará nas mãos do rei”.
  39. O mensageiro que tinha ido chamar Micaías lhe disse: “Veja, todos os outros profetas estão predizendo que o rei terá sucesso. Sua palavra também deve ser favorável”.
  40. Micaías, porém, disse: “Juro pelo nome do SENHOR, que direi o que o SENHOR me mandar”.
  41. Quando ele chegou, o rei lhe perguntou: “Micaías, devemos ir à guerra contra Ramote-Gileade, ou não?”
  42. Ele respondeu: “Ataca, e serás vitorioso, pois o SENHOR a entregará nas mãos do rei”.
  43. O rei lhe disse: “Quantas vezes devo fazer você jurar que irá me dizer somente a verdade em nome do SENHOR?”
  44. Então Micaías respondeu: “Vi todo o Israel espalhado pelas colinas, como ovelhas sem pastor, e o SENHOR dizer: ‘Estes não têm dono. Cada um volte para casa em paz’”.
  45. O rei de Israel disse a Josafá: “Não lhe disse que ele nunca profetiza nada de bom a meu respeito, mas apenas coisas ruins?”
  46. Micaías prosseguiu: “Ouça a palavra do SENHOR: Vi o SENHOR assentado em seu trono, com todo o exército dos céus ao seu redor, à sua direita e à sua esquerda.
  47. E o SENHOR disse: ‘Quem enganará Acabe para que ataque Ramote-Gileade e morra lá?’
  48. “E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra, até que, finalmente, um espírito colocou-se diante do SENHOR e disse: ‘Eu o enganarei. Irei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei’.”
  49. Então Zedequias, filho de Quenaaná, aproximou-se, deu um tapa no rosto de Micaías e perguntou: “Por qual caminho foi o espírito da parte do SENHOR, quando saiu de mim para falar a você?”
  50. Micaías respondeu: “Você descobrirá no dia em que estiver se escondendo de quarto em quarto”.
  51. O rei então ordenou: “Enviem Micaías de volta a Amom, o governador da cidade, e a Joás, filho do rei, e digam: ‘Assim diz o rei: Ponham este homem na prisão a pão e água, até que eu volte em segurança’”.
  52. Micaías declarou: “Se você de fato voltar em segurança, o SENHOR não falou por meu intermédio”. E acrescentou: “Ouçam o que estou dizendo, todos vocês!”
  53. Então o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, foram atacar Ramote-Gileade.
  54. E o rei de Israel disse a Josafá: “Entrarei disfarçado em combate, mas tu, usa as tuas vestes reais”. O rei de Israel disfarçou-se, e ambos foram para o combate.
  55. O rei da Síria havia ordenado aos seus trinta e dois chefes de carros de guerra: “Não lutem contra ninguém, seja soldado seja oficial, senão contra o rei de Israel”.
  56. Quando os chefes dos carros viram Josafá, pensaram: “É o rei de Israel”, e o cercaram para atacá-lo, mas Josafá gritou.
  57. E quando os comandantes dos carros viram que não era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo.
  58. De repente, um soldado disparou seu arco ao acaso, e atingiu o rei de Israel entre os encaixes da sua armadura.
  59. Então o rei disse ao condutor do seu carro: “Tire-me do combate. Fui ferido!”
  60. A batalha foi violenta durante todo o dia, e assim, o rei teve que enfrentar os arameus em pé no seu carro.
  61. O sangue de seu ferimento ficou escorrendo até o piso do carro de guerra, e ao cair da tarde, ele morreu.
  62. Quando o sol estava se pondo, propagou-se um grito por todo o exército: “Cada homem para a sua cidade; cada um para a sua terra!”
  63. Assim o rei morreu e foi levado para Samaria, e ali o sepultaram.
  64. Lavaram o seu carro de guerra num açude em Samaria onde as prostitutas se banhavam, e os cães lamberam o seu sangue, conforme a palavra do SENHOR havia declarado.
  65. Os demais acontecimentos do reinado de Acabe, e tudo o que fez, o palácio que construiu com revestimento de marfim, e as cidades que fortificou, tudo está escrito nos registros históricos dos reis de Israel.
  66. Acabe descansou com os seus antepassados, e o seu filho Acazias foi o seu sucessor.

Fonte: 1Reis 21 e 22

Capítulo 21 – Josafá

  1. Josafá, filho de Asa, tornou-se rei de Judá no quarto ano do reinado de Acabe, rei de Israel.
  2. Josafá tinha trinta e cinco anos de idade quando se tornou rei, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Azuba, filha de Sili.
  3. Em tudo andou nos caminhos de seu pai Asa, e não se desviou deles; fez o que o SENHOR aprova.
  4. Contudo, não acabou com os altares idólatras, nos quais o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso.
  5. Josafá teve paz com o rei de Israel.
  6. Ele livrou o país dos prostitutos cultuais que restaram depois do reinado do seu pai Asa.
  7. Ora, na época não havia rei em Edom, mas sim um governador nomeado.
  8. Josafá construiu uma frota de navios mercantes para buscar ouro em Ofir, mas nunca foram, pois eles naufragaram em Eziom-Geber.
  9. Naquela ocasião, Acazias, filho de Acabe, disse a Josafá: “Os meus marinheiros poderão navegar com os teus”, mas Josafá recusou.
  10. Josafá descansou com seus antepassados e foi sepultado junto deles na cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Jeorão foi o seu sucessor.
  11. Acazias, filho de Acabe, tornou-se rei de Israel em Samaria no décimo sétimo ano do reinado de Josafá, rei de Judá, e reinou dois anos sobre Israel.
  12. Fez o que o SENHOR reprova, pois andou nos caminhos de seu pai e de sua mãe e nos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que fez Israel pecar.
  13. Prestou culto a Baal e adorou-o, e provocou a ira do SENHOR, o Deus de Israel, como o seu pai tinha feito.
  14. Depois da morte de Acabe, Moabe rebelou-se contra Israel.
  15. Certo dia, Acazias caiu da sacada do seu quarto no palácio de Samaria, e ficou muito ferido.
  16. Então enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom, para saber se ele se recuperaria.
  17. Mas o anjo do SENHOR disse ao tesbita Elias: “Vá encontrar-se com os mensageiros do rei de Samaria e lhes pergunte: ‘Acaso não há Deus em Israel? Por que vocês vão consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? ’
  18. E acrescentou: “Assim diz o SENHOR: ‘Você não se levantará mais dessa cama e certamente morrerá! ’” E assim Elias se foi.
  19. Quando os mensageiros voltaram ao rei, ele lhes perguntou: “Por que vocês voltaram?”
    Eles lhe informaram o que Elias lhe disse.
  20. O rei lhes perguntou: “Como era o homem que os encontrou e lhes disse isso?”
  21. Eles responderam: “Ele vestia roupas de pelos e usava um cinto de couro”. O rei concluiu: “Era o tesbita Elias”.
  22. Em seguida mandou um oficial com cinquenta soldados procurar Elias.
  23. O oficial o encontrou sentado no alto de uma colina, e lhe disse: “Homem de Deus, o rei ordena que você desça”
  24. Elias respondeu ao oficial: “Se sou homem de Deus, que desça fogo do céu e consuma você e seus cinquenta soldados!”
  25. E desceu fogo do céu e consumiu o oficial e seus soldados.
  26. Depois disso o rei enviou outro oficial com mais cinquenta soldados. E ele disse a Elias: “Homem de Deus o rei ordena que você desça imediatamente”.
  27. Respondeu Elias: “Se sou homem de Deus, que desça fogo do céu e consuma você e seus cinquenta soldados!”
  28. De novo fogo de Deus desceu do céu e consumiu o oficial e seus soldados.
  29. Então o rei enviou um terceiro oficial com outros cinquenta soldados. O oficial subiu o monte, caiu de joelhos diante de Elias e implorou: “Homem de Deus, tenha consideração por minha vida e pela vida destes cinquenta soldados, teus servos!”
  30. “Sei que desceu fogo do céu e consumiu os dois primeiros oficiais com todos os seus soldados. Mas agora tenha consideração por minha vida!”
  31. O anjo do SENHOR disse a Elias: “Acompanhe-o; não tenha medo dele”. Então Elias se levantou, desceu com ele e foi falar com o rei.
  32. Ao chegar, disse ao rei: “Assim diz o SENHOR: Acaso não há Deus em Israel? Por que você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso, você não se levantará mais dessa cama e certamente morrerá!”
  33. E Acazias morreu, conforme a palavra do SENHOR, anunciada por Elias.
  34. Como não tinha filhos, Jorão foi o seu sucessor no segundo ano do reinado de Jeorão, rei de Judá, filho de Josafá.
  35. Quando o SENHOR levou Elias aos céus num redemoinho aconteceu o seguinte:
  36. Elias e Eliseu saíram de Gilgal, e no caminho disse-lhe Elias: “Fique aqui, pois o SENHOR me enviou a Betel”.
  37. Eliseu, porém, disse: “Juro pelo nome do SENHOR e por tua vida, que não te deixarei ir só”. Então foram a Betel.
  38. Em Betel os discípulos dos profetas foram falar com Eliseu e perguntaram: “Você sabe que hoje o SENHOR vai levar para os céus o seu mestre, separando-o de você?”
  39. Respondeu Eliseu: “Sim, eu sei, mas não falem nisso”.
  40. Então Elias lhe disse: “Fique aqui, Eliseu, pois o SENHOR me enviou a Jericó”.
  41. Ele respondeu: “Juro pelo nome do SENHOR e por tua vida, que não te deixarei ir só”. Desceram então a Jericó.
  42. Em Jericó os discípulos dos profetas foram falar com Eliseu e lhe perguntaram: “Você sabe que hoje o SENHOR vai levar para os céus o seu mestre, separando-o de você?”
  43. Respondeu Eliseu: “Sim, eu sei, mas não falem nisso”.
  44. Em seguida Elias lhe disse: “Fique aqui, pois o SENHOR me enviou ao rio Jordão”.
  45. Ele respondeu: “Juro pelo nome do SENHOR e por tua vida, que não te deixarei ir só!” Então partiram juntos.
  46. Cinquenta discípulos dos profetas os acompanharam e ficaram olhando a distância, quando Elias e Eliseu pararam à margem do Jordão.
  47. Então Elias tirou o manto, enrolou-o e com ele bateu nas águas. As águas se dividiram, e os dois atravessaram a seco.
  48. Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: “O que posso fazer por você antes que eu seja levado para longe de você?”
  49. Respondeu Eliseu: “Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético”.
  50. Disse Elias: “Você fez um pedido difícil; mas, se você me vir quando eu for separado de você, terá o que pediu; do contrário, não será atendido”.
  51. De repente, enquanto caminhavam e conversavam, apareceu um carro de fogo, puxado por cavalos de fogo, que os separou, e Elias foi levado aos céus num redemoinho.
  52. Quando viu isso, Eliseu gritou: “Meu pai! Meu pai! Tu eras como os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!”
  53. E quando já não podia mais vê-lo, Eliseu pegou as próprias vestes e as rasgou ao meio.
  54. Depois pegou o manto de Elias, que tinha caído, e voltou para a margem do Jordão.
  55. Então bateu nas águas do rio com o manto e perguntou: “Onde está agora o SENHOR, o Deus de Elias?” Tendo batido nas águas, essas se dividiram e ele atravessou.
  56. Quando os discípulos dos profetas, vindos de Jericó, viram isso, disseram: “O espírito profético de Elias repousa sobre Eliseu”.
  57. Então foram ao seu encontro, prostraram-se diante dele e disseram:
  58. “Olha, nós, teus servos, temos cinquenta homens fortes. Deixa-os sair à procura do teu mestre. Talvez o Espírito do SENHOR o tenha levado e deixado em algum monte ou em algum vale”. Respondeu Eliseu: “Não mandem ninguém”.
  59. Mas eles insistiram até que, constrangido, consentiu: “Podem mandar os homens”. E mandaram cinquenta homens, que procuraram Elias por três dias, mas não o encontraram.
  60. Quando voltaram a Eliseu, que tinha ficado em Jericó, ele lhes falou: “Não lhes disse que não fossem?”
  61. Alguns homens da cidade foram dizer a Eliseu: “Como podes ver, esta cidade está bem localizada, mas a água não é boa e a terra é improdutiva”.
  62. E disse ele: “Ponham sal numa tigela nova e tragam-na para mim”. Quando a levaram,
    ele foi à nascente, jogou o sal ali e disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Purifiquei esta água. Não causará mais mortes nem deixará a terra improdutiva’”.
  63. E até hoje a água permanece pura, conforme a palavra de Eliseu.
  64. De Jericó Eliseu foi para Betel. No caminho, alguns meninos que vinham da cidade começaram a caçoar dele, gritando: “Suma daqui, careca!”
  65. Voltando-se, olhou para eles e os amaldiçoou em nome do SENHOR. Então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois meninos.
  66. De Betel prosseguiu até o monte Carmelo e dali voltou a Samaria.

Fonte:1 Reis 22, 2Reis 1 e 2Reis 2.

Capítulo 22 – Messa

  1. Jorão, filho de Acabe, tornou-se rei de Israel em Samaria no décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá, e reinou doze anos.
  2. Fez o que o SENHOR reprova, mas não como seu pai e sua mãe, pois derrubou a coluna sagrada de Baal, que seu pai havia feito.
  3. No entanto, persistiu nos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer e deles não se afastou.
  4. Ora, Messa, rei de Moabe, tinha muitos rebanhos e pagava como tributo ao rei de Israel cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros.
  5. Mas, depois que Acabe morreu, o rei de Moabe rebelou-se contra o rei de Israel.
  6. E, naquela ocasião, o rei Jorão partiu de Samaria e mobilizou todo Israel.
  7. Também enviou esta mensagem a Josafá, rei de Judá: “O rei de Moabe rebelou-se contra mim. Irás acompanhar-me na luta contra Moabe?”
  8. Ele respondeu: “Sim, eu irei. Serei teu aliado, os meus soldados e os teus, os meus cavalos e os teus serão um só exército”.
  9. E perguntou: “Por qual caminho atacaremos?” Respondeu Jorão: “Pelo deserto de Edom”.
  10. Então o rei de Israel partiu com os reis de Judá e de Edom. Depois de uma marcha de sete dias, já havia acabado a água para os homens e para os animais.
  11. Exclamou, então, o rei de Israel: “E agora? Será que o SENHOR ajuntou a nós, os três reis, para nos entregar nas mãos de Moabe?”
  12. Mas Josafá perguntou: “Será que não há aqui profeta do SENHOR, para que possamos consultar o SENHOR por meio dele?”
  13. Um conselheiro do rei de Israel respondeu: “Eliseu, filho de Safate, está aqui. Ele era auxiliar de Elias”.
  14. Josafá prosseguiu: “A palavra do SENHOR está com ele”. Então o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom foram falar com ele.
  15. Eliseu disse ao rei de Israel: “Nada tenho a ver com você. Vá consultar os profetas de seu pai e de sua mãe”.
  16. Mas o rei de Israel insistiu: “Não, pois foi o SENHOR que ajuntou a nós, estes três reis, para entregar-nos nas mãos de Moabe”.
  17. Então Eliseu disse: “Juro pelo nome do SENHOR dos Exércitos, a quem sirvo, que se não fosse por respeito a Josafá, rei de Judá, eu não olharia para você nem mesmo lhe daria atenção.
  18. Entaõ disse “Mas agora tragam-me um harpista”. E enquanto o harpista estava tocando, o poder do SENHOR veio sobre Eliseu.
  19. E ele disse: “Assim diz o SENHOR: Cavem muitas cisternas neste vale. Pois assim diz o SENHOR: Vocês não verão vento nem chuva, contudo este vale ficará cheio de água, e vocês, seus rebanhos e seus outros animais beberão.”
  20. Mas para o SENHOR isso ainda é pouco; ele também lhes entregará Moabe nas suas mãos.
  21. “Vocês destruirão todas as cidades fortificadas e todas as cidades importantes.
  22. “Vocês Derrubarão toda árvore frutífera, taparão todas as fontes e encherão de pedras todas as terras de cultivo”.
  23. No dia seguinte, na hora do sacrifício da manhã, a água veio descendo da direção de Edom e alagou a região.
  24. Quando os moabitas ficaram sabendo que os reis tinham vindo para atacá-los, todos os que eram capazes de empunhar armas, do mais jovem ao mais velho, foram convocados e posicionaram-se na fronteira.
  25. Ao se levantarem na manhã seguinte, o sol refletia na água. Para os moabitas que estavam defronte dela, a água era vermelha como sangue.
  26. Então gritaram: “É sangue! Os reis lutaram entre si e se mataram. Agora, ao saque, Moabe!”
  27. Quando, porém, os moabitas chegaram ao acampamento de Israel, os israelitas os atacaram e os puseram em fuga. Entraram no território de Moabe e o arrasaram.
  28. Destruíram as cidades, e quando passavam por um campo cultivável cada homem atirava uma pedra até que ficasse coberto.
  29. Taparam todas as fontes e derrubaram toda árvore frutífera. Só Quir-Haresete ficou com as pedras no lugar, mas homens armados de atiradeiras a cercaram e também a atacaram.
  30. Quando o rei de Moabe viu que estava perdendo a batalha, reuniu setecentos homens armados de espadas para forçar a passagem, para alcançar o rei de Edom, mas fracassou.
  31. Então pegou seu filho mais velho, que devia sucedê-lo como rei, e o sacrificou sobre o muro da cidade. Isso trouxe grande ira contra Israel, de modo que eles se retiraram e voltaram para sua própria terra.

Fonte:1 Reis 22, 2Reis 1 e 2Reis 23

Capítulo 23 – Eliseu

  1. Certo dia, a mulher de um dos discípulos dos profetas foi falar a Eliseu: “Teu servo, meu marido, morreu, e tu sabes que ele temia o SENHOR. Mas agora veio um credor que está querendo levar meus dois filhos como escravos”.
  2. Eliseu perguntou-lhe: “Como posso ajudá-la? Diga-me, o que você tem em casa?” E ela respondeu: “Tua serva não tem nada além de uma vasilha de azeite”.
  3. Então disse Eliseu: “Vá pedir emprestadas vasilhas a todos os vizinhos. Mas, peça muitas. Depois entre em casa com seus filhos e feche a porta. Derrame daquele azeite em cada vasilha e vá separando as que você for enchendo”.
  4. Depois disso, ela foi embora, fechou-se em casa com seus filhos e começou a encher as vasilhas que eles lhe traziam.
  5. Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela disse a um dos filhos: “Traga-me mais uma”. Mas ele respondeu: “Já acabaram”. Então o azeite parou de correr.
  6. Ela foi e contou tudo ao homem de Deus, que lhe disse: “Vá, venda o azeite e pague suas dívidas. E você e seus filhos ainda poderão viver do que sobrar”.
  7. Certo dia, Eliseu foi a Suném, onde uma mulher rica insistiu que ele fosse tomar uma refeição em sua casa.
  8. Depois disso, sempre que passava por ali, ele parava para uma refeição.
  9. De modo que ela disse ao marido: “Sei que esse homem que sempre vem aqui é um santo homem de Deus.”
  10. Vamos construir lá em cima um quartinho de tijolos e colocar nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina para ele.”
  11. Um dia, quando Eliseu chegou, subiu ao seu quarto e deitou-se. E mandou o seu servo Geazi chamar a sunamita.
  12. Então ele a chamou, e quando ela veio, Eliseu mandou que Geazi dissesse a ela: “Você teve todo este trabalho por nossa causa. O que podemos fazer por você? Quer que eu interceda por você junto ao rei ou ao comandante do exército?”
  13. Ela respondeu: “Estou bem entre minha própria gente”.
  14. Mais tarde Eliseu perguntou a Geazi: “O que se pode fazer por ela?” Ele respondeu: “Bem, ela não tem filhos, e seu marido é idoso”.
  15. Então Eliseu mandou chamá-la de novo. Geazi a chamou, e ela veio até a porta.
  16. E ele disse: “Por volta desta época, no ano que vem, você estará com um filho nos braços”.
  17. Ela contestou: “Não, meu senhor. Não iludas a tua serva, ó homem de Deus!”
  18. Mas, como Eliseu lhe dissera, a mulher engravidou e, no ano seguinte, por volta daquela mesma época, deu à luz um filho.
  19. O menino cresceu e, certo dia, foi encontrar seu pai, que estava com os ceifeiros.
  20. De repente, ele começou a chamar o pai, gritando: “Ai, minha cabeça! Ai, minha cabeça!” Então o pai disse a um servo: “Leve-o para a mãe dele”.
  21. O servo o pegou e o levou à mãe, o menino ficou no colo dela até o meio-dia, quando morreu.
  22. Ela subiu ao quarto do homem de Deus, deitou o menino na cama, saiu e fechou a porta.
  23. Ela chamou o marido e disse: “Preciso de um servo e uma jumenta para ir falar com o homem de Deus. Vou e volto depressa”.
  24. Ele perguntou: “Mas, por que hoje? Não é lua nova nem sábado!” Ela respondeu: “Não se preocupe”.
  25. Ela mandou selar a jumenta, e disse ao servo: “Vamos rápido, só pare quando eu mandar”.
  26. Assim ela partiu para encontrar-se com o homem de Deus no monte Carmelo. Quando ele a viu a distância, disse a seu servo Geazi: “Olhe! É a sunamita!
  27. Corra ao encontro dela e lhe pergunte: ‘Está tudo bem com você? Tudo bem com seu marido? E com seu filho?’” Ela respondeu a Geazi: “Está tudo bem”.
  28. Ao encontrar o homem de Deus no monte, ela se abraçou aos seus pés. Geazi veio para afastá-la.
  29. Mas o homem de Deus lhe disse: “Deixe-a em paz! Ela está muito angustiada, mas o SENHOR nada me revelou e escondeu de mim a razão de sua angústia”.
  30. E disse a mulher: “Acaso eu te pedi um filho, meu senhor? Não te disse para não me dar falsas esperanças?”
  31. Então Eliseu disse a Geazi: “Ponha a capa por dentro do cinto, pegue o meu cajado e corra. Se você encontrar alguém, não o cumprimente e, se alguém o cumprimentar, não responda. Quando lá chegar, ponha o meu cajado sobre o rosto do menino”.
  32. Mas a mãe do menino disse: “Juro pelo nome do SENHOR e por tua vida que, se ficares, não irei”. Então ele foi com ela.
  33. Geazi chegou primeiro e pôs o cajado sobre o rosto do menino, mas ele não falou nem reagiu.
  34. Então Geazi voltou para encontrar-se com Eliseu e lhe disse: “O menino não voltou a si”.
  35. Quando Eliseu chegou à casa, lá estava o menino, morto, estendido na cama.
  36. Ele entrou, fechou a porta e orou ao SENHOR.
  37. Então, deitou-se sobre o menino, boca a boca, olhos com olhos, mãos com mãos. Enquanto se debruçava sobre ele, o corpo do menino foi se aquecendo.
  38. Eliseu levantou-se e começou a andar pelo quarto; depois subiu na cama e debruçou-se mais uma vez sobre ele. O menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.
  39. Eliseu chamou Geazi e o mandou chamar a sunamita. E ele obedeceu. Quando ela chegou, Eliseu disse: “Pegue seu filho”.
  40. Ela entrou, prostrou-se a seus pés, curvando-se até o chão. Então pegou o filho e saiu.
  41. Depois Eliseu voltou a Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região.
  42. Quando os discípulos dos profetas estavam reunidos com ele, ordenou ao seu servo: “Ponha o caldeirão no fogo e faça um ensopado para estes homens”.
  43. Um deles foi ao campo apanhar legumes e encontrou uma trepadeira. Apanhou alguns de seus frutos e encheu deles o seu manto.
  44. Quando voltou, cortou-os em pedaços e colocou-os no caldeirão do ensopado, embora ninguém soubesse o que era.
  45. O ensopado foi servido aos homens, mas, logo que o provaram, eles gritaram: “Homem de Deus, há morte na panela!” E não puderam mais tomá-lo.
  46. Então Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeirão e disse: “Sirvam a todos”. E já não havia mais perigo no caldeirão.
  47. Veio um homem de Baal-Salisa, trazendo ao homem de Deus vinte pães de cevada, feitos dos primeiros grãos da colheita, e também algumas espigas verdes.
  48. Então Eliseu ordenou ao seu servo: “Sirva a todos”.
  49. O auxiliar de Eliseu perguntou: “Como poderei servir isso a cem homens?”
  50. Eliseu, porém, respondeu: “Sirva a todos, pois assim diz o SENHOR: ‘Eles comerão, e ainda sobrará’”.
  51. Então ele serviu a todos, e conforme a palavra do SENHOR, eles comeram e ainda sobrou.

Fonte: 2Reis 4.

Capítulo 24 – Naamás

  1. Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o SENHOR dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso.
  2. Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã.
  3. Um dia ela disse à sua senhora: “Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra”.
  4. Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera.
  5. O rei da Síria respondeu: “Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel”.
  6. Então Naamã partiu, levando consigo trezentos e cinqüenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas.
  7. A carta que levou ao rei de Israel dizia: “Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra”.
  8. Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: “Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!”
  9. Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: “Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel”.
  10. Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu.
  11. Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: “Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado”.
  12. Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança.
  13. Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: “Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo”.
  14. O profeta respondeu: “Juro pelo nome do SENHOR, a quem sirvo, que nada aceitarei”. Embora Naamã insistisse, ele recusou.
  15. E disse Naamã: “Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao SENHOR.”
  16. Mas que o SENHOR me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apoia em meu braço. Que o SENHOR perdoe o teu servo por isso”.
  17. Disse Eliseu: “Vá em paz”. Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: “Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu.”
  18. “Juro pelo nome do SENHOR que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa”.
  19. Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo.
  20. Geazi disse: “O meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas”.
  21. “Claro”, respondeu Naamã, “leve setenta quilos”.
  22. Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas.
  23. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram.
  24. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: “Onde você esteve, Geazi?” Geazi respondeu: “Teu servo não foi a lugar algum”.
  25. Mas Eliseu lhe disse: “Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você?”
  26. “Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas.”
  27. “Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre”.
  28. Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve.
  29. Os discípulos dos profetas disseram a Eliseu: “Como vês, o lugar onde nos reunimos contigo é pequeno demais para nós.”
  30. “Por que não vamos ao rio Jordão? Lá cada um de nós poderá cortar um tronco para construirmos ali um lugar de reuniões”. Eliseu disse: “Podem ir”.
  31. Então um deles perguntou: “Não gostarias de ir com os teus servos?” “Sim”, ele respondeu. E foi com eles. Foram ao Jordão e começaram a derrubar árvores.
  32. Quando um deles estava cortando um tronco, o ferro do machado caiu na água. E ele gritou: “Ah, meu senhor, era emprestado!”
  33. O homem de Deus perguntou: “Onde caiu?” Quando ele lhe mostrou o lugar, Eliseu cortou um galho e o jogou ali, fazendo o ferro flutuar, e disse: “Pegue-o”. O homem esticou o braço e o pegou.

Fonte: 2Reis 5 e 6.

Capítulo 25 – Ben-Hadade

  1. Ora, o rei da Síria estava em guerra contra Israel. Depois de deliberar com os seus conselheiros, dizia: “Montarei o meu acampamento em tal lugar”.
  2. Mas o homem de Deus mandava uma mensagem ao rei de Israel: “Evite passar por tal lugar, pois os arameus estão descendo para lá”.
  3. Assim, o rei de Israel investigava o lugar indicado pelo homem de Deus. Repetidas vezes Eliseu alertou o rei, que tomava as devidas precauções.
  4. Isto enfureceu o rei da Síria, que, convocando seus conselheiros, lhes perguntou: “Vocês não me apontarão qual dos nossos está do lado do rei de Israel?”
  5. Respondeu um dos conselheiros: “Nenhum de nós, majestade. É Eliseu, o profeta que está em Israel, que revela ao rei de Israel até as palavras que tu falas em teu quarto”.
  6. Ordenou o rei: “Descubram onde ele está, para que eu mande capturá-lo”.
  7. Quando lhe informaram que o profeta estava em Dotã, ele enviou para lá uma grande tropa com cavalos e carros de guerra. Eles chegaram de noite e cercaram a cidade.
  8. O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manhã e, quando saía, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a cidade. Então ele exclamou: “Ah, meu senhor! O que faremos?”
  9. Quando os arameus desceram na direção de Eliseu, ele orou ao SENHOR: “Fere estes homens de cegueira”. Então ele os feriu de cegueira, conforme Eliseu havia pedido.
  10. Eliseu lhes disse: “Este não é o caminho nem esta é a cidade que procuram. Sigam-me, e eu os levarei ao homem que vocês estão procurando”. E os guiou até a cidade de Samaria.
  11. Então o SENHOR abriu-lhes os olhos, e eles viram que estavam dentro de Samaria.
  12. Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: “Devo matá-los, meu pai? Devo matá-los?” Ele respondeu: “Não!”.
  13. Então preparou-lhes um grande banquete e, terminando eles de comer e beber, mandou-os de volta para o seu senhor.
  14. Algum tempo depois, Ben-Hadade, rei da Síria, mobilizou todo o seu exército e cercou Samaria.
  15. O cerco durou tanto e causou tamanha fome que uma cabeça de jumento chegou a valer oitenta peças de prata, e uma caneca de esterco de pomba, cinco peças de prata.
  16. Um dia, quando o rei de Israel inspecionava os muros da cidade, uma mulher gritou para ele: “Socorro, majestade!”
  17. O rei perguntou: “Qual é o problema?” Ela respondeu: “Esta mulher me disse: ‘Vamos comer o seu filho hoje, e amanhã comeremos o meu’. Então cozinhamos o meu filho e o comemos, mas dia seguinte ela escondeu o filho dela”.
  18. Quando o rei ouviu as palavras da mulher, rasgou as próprias vestes.
  19. Como estava sobre os muros, o povo viu que ele estava usando pano de saco por baixo, junto ao corpo.
  20. E ele disse: “Deus me castigue com todo rigor, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, continuar hoje sobre seus ombros!”
  21. Ora, Eliseu estava sentado em sua casa, reunido com as autoridades de Israel.
  22. O rei havia mandado um mensageiro à sua frente, mas, antes que ele chegasse, Eliseu disse às autoridades: “Aquele assassino mandou alguém para cortar-me a cabeça?”
  23. Quando o mensageiro chegou, Eliseu respondeu: “Ouçam a palavra do SENHOR! Assim diz o SENHOR: Amanhã, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata”.
  24. O oficial, em cujo braço o rei estava se apoiando, disse ao homem de Deus: “Ainda que o SENHOR abrisse as comportas do céu, será que isso poderia acontecer?”
  25. Mas Eliseu advertiu: “Você o verá com os próprios olhos, mas você não comerá!”
  26. Havia quatro leprosos junto à porta da cidade. Eles disseram uns aos outros: “Por que ficar aqui esperando a morte?” Assim resolveram ir aos arameus para se render.
  27. Quando chegaram às imediações do acampamento, não havia ninguém ali, pois o SENHOR tinha feito os arameus ouvirem o ruído de um grande exército com cavalos e carros de guerra.
  28. Eles disseram uns aos outros: “Ouçam, o rei de Israel contratou os reis dos hititas e dos egípcios para nos atacar!”
  29. Então, para salvar suas vidas, fugiram ao anoitecer, abandonando tendas, cavalos e jumentos, deixando o acampamento como estava.
  30. Tendo chegado às imediações do acampamento os leprosos entraram numa das tendas. Comeram e beberam; pegaram prata, ouro e roupas e saíram para esconder tudo.
  31. Assim que preparou dois carros de guerra com seus cavalos, o rei os enviou atrás do exército arameu, ordenando aos condutores: “Vão e descubram o que aconteceu”.
  32. Eles seguiram as pegadas do exército até o Jordão e encontraram todo o caminho cheio de roupas e armas que os arameus haviam deixado para trás enquanto fugiam.
  33. Os mensageiros voltaram e relataram tudo ao rei. Então o povo saiu e saqueou o acampamento dos arameus.
  34. Assim, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada passaram a ser vendidas por uma peça de prata, conforme o SENHOR tinha dito.
  35. Ora, o rei havia posto o oficial em cujo braço tinha se apoiado como encarregado da porta da cidade, mas quando o povo saiu, atropelou-o junto à porta, e ele morreu sem comer coisa alguma.
  36. Assim aconteceu conforme o homem de Deus dissera ao rei.
  37. Certa ocasião, Eliseu foi a Damasco. Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente.
  38. Quando disseram ao rei: “O homem de Deus está na cidade”, ele ordenou a Hazael: “Vá encontrar-se com o homem de Deus e leve-lhe um presente. Consulte o SENHOR por meio dele: pergunte-lhe se vou me recuperar desta doença”.
  39. Hazael foi encontrar-se com Eliseu, levando consigo de tudo o que havia de melhor em Damasco, um presente carregado por quarenta camelos.
  40. Ao chegar diante dele Hazael disse: “Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, enviou-me para perguntar se ele vai recuperar-se de sua doença”.
  41. Eliseu respondeu: “Vá e diga-lhe: ‘Com certeza te recuperarás’, no entanto o SENHOR me revelou que de fato ele vai morrer”.
  42. Eliseu ficou olhando fixamente para Hazael até deixá-lo constrangido. Então o homem de Deus começou a chorar.
  43. E perguntou Hazael: “Por que meu senhor está chorando?” Ele respondeu: “Porque sei das coisas terríveis que você fará aos israelitas. Você incendiará suas fortalezas, matará seus jovens à espada, esmagará as crianças e rasgará o ventre de suas mulheres grávidas”.
  44. Hazael disse: “Como poderia teu servo, que não passa de um cão, realizar algo assim?” Respondeu Eliseu: “O SENHOR me mostrou que você se tornará rei da Síria”.
  45. Então Hazael saiu dali e voltou para seu senhor. Quando Ben-Hadade perguntou: “O que Eliseu lhe disse?”, Hazael respondeu: “Ele me falou que certamente te recuperarás”.
  46. Mas, no dia seguinte, ele apanhou um cobertor, encharcou-o e com ele sufocou o rei, até matá-lo. E assim Hazael foi o seu sucessor.

Fonte: 2Reis 6, 7 e 8.

Capítulo 26 – Acazias

  1. Eliseu tinha prevenido a mãe do menino que ele havia ressuscitado: “Saia do país com sua família e vá morar onde puder, pois o SENHOR determinou uma fome nesta terra, que durará sete anos”.
  2. A mulher seguiu o conselho do homem de Deus, partiu com sua família e passou sete anos na terra dos filisteus.
  3. Ao final dos sete anos ela voltou a Israel e foi fazer um apelo ao rei para readquirir sua casa e sua propriedade.
  4. O rei estava conversando com Geazi, servo do homem de Deus, e disse: “Conte-me todos os prodígios que Eliseu tem feito”.
  5. Enquanto Geazi contava ao rei como Eliseu havia ressuscitado o menino, a própria mãe do menino que Eliseu tinha ressuscitado, chegou para apresentar sua petição ao rei para readquirir sua casa e sua propriedade.
  6. Geazi exclamou: “Esta é a mulher, ó rei, meu senhor, e este é o filho dela, a quem Eliseu ressuscitou”.
  7. O rei pediu que ela contasse o ocorrido, e ela confirmou os fatos. Então ele designou um funcionário para cuidar do caso dela e lhe ordenou: “Devolva tudo o que lhe pertencia, inclusive toda a renda das colheitas, desde que ela saiu do país até hoje”.
  8. No quinto ano de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, sendo Josafá rei de Judá, Jeorão, seu filho, começou a reinar em Judá.
  9. Ele tinha trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém.
  10. Andou nos caminhos dos reis de Israel, como a família de Acabe havia feito, pois se casou com uma filha de Acabe. E fez o que o SENHOR reprova.
  11. Entretanto, por amor ao seu servo Davi, o SENHOR não quis destruir Judá. Ele havia prometido manter para sempre um descendente de Davi no trono.
  12. Nos dias de Jeorão, os edomitas rebelaram-se contra o domínio de Judá, proclamando seu próprio rei.
  13. Por isso, Jeorão foi a Zair com todos os seus carros de guerra. Lá os edomitas cercaram a ele e aos chefes dos seus carros de guerra, mas ele os atacou de noite e rompeu o cerco inimigo, e seu exército conseguiu fugir para casa.
  14. E até hoje Edom continua independente de Judá. Nessa mesma época, a cidade de Libna também tornou-se independente.
  15. Os demais acontecimentos do reinado de Jeorão e todas as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Judá.
  16. Jeorão descansou com seus antepassados e foi sepultado com eles na cidade de Davi. E seu filho Acazias foi o seu sucessor.
  17. No décimo segundo ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, começou a reinar.
  18. Ele tinha vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. O nome de sua mãe era Atalia, neta de Onri, rei de Israel.
  19. Ele andou nos caminhos da família de Acabe e fez o que o SENHOR reprova, como a família de Acabe havia feito, pois casou-se com uma mulher da família de Acabe.
  20. Acazias aliou-se a Jorão, filho de Acabe, e saiu à guerra contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade.
  21. Jorão foi ferido e voltou a Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos em Ramote, na batalha contra Hazael, rei da Síria.
  22. Depois Acazias, rei de Judá, foi a Jezreel visitar Jorão, que se recuperava de seus ferimentos.
  23. Enquanto isso o profeta Eliseu chamou um dos discípulos dos profetas e lhe disse: “Ponha a capa por dentro do cinto, pegue este frasco de óleo e vá a Ramote-Gileade.
  24. Quando lá chegar, procure Jeú, filho de Josafá e neto de Ninsi. Dirija-se a ele e leve-o para uma sala longe dos seus companheiros.
  25. Depois pegue o frasco, derrame o óleo sobre a cabeça dele e declare: ‘Assim diz o SENHOR: Eu o estou ungindo rei sobre Israel’. Então abra a porta e fuja sem demora!”
  26. Então o jovem profeta foi a Ramote-Gileade. Ao chegar, encontrou os comandantes do exército reunidos e disse: “Trago uma mensagem para ti, comandante”.
  27. “Para qual de nós?”, perguntou Jeú. Ele respondeu: “Para ti, comandante”.
  28. Jeú levantou-se e entrou na casa. Então o jovem profeta derramou o óleo na cabeça de Jeú e declarou-lhe: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: ‘Eu o estou ungindo rei de Israel, o povo do SENHOR.”
  29. Quando Jeú voltou para junto dos outros oficiais do rei, um deles lhe perguntou: “Está tudo bem? O que esse louco queria com você?”
  30. Jeú respondeu: “Vocês conhecem essa gente e as coisas que dizem”.
  31. Mas insistiram: “Não nos engane! Conte-nos o que ele disse”.
  32. Então Jeú contou: “Ele me disse o seguinte: ‘Assim diz o SENHOR: Eu o estou ungindo rei sobre Israel’”.
  33. Imediatamente eles pegaram os seus mantos e os estenderam sobre os degraus diante dele. Em seguida tocaram a trombeta e gritaram: “Jeú é rei!”
  34. Então Jeú, filho de Josafá e neto de Ninsi, começou uma conspiração contra o rei Jorão, na época em que este defendeu, com todo Israel, Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Síria.
  35. O rei Jorão tinha voltado a Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos na batalha contra Hazael, rei da Síria.
  36. Quando a sentinela que estava na torre de vigia de Jezreel percebeu a tropa de Jeú se aproximando, gritou: “Estou vendo uma tropa!”
  37. Jorão ordenou: “Chame um cavaleiro e envie-o ao encontro deles para perguntar se eles vêm em paz”.
  38. O cavaleiro foi ao encontro de Jeú e disse: “O rei pergunta: ‘Vocês vêm em paz?’” Jeú respondeu: “Não me venha falar em paz. Saia da minha frente”.
  39. Então o rei enviou um segundo cavaleiro, a sentinela relatou: “O mensageiro chegou a eles, mas também não está voltando”.
  40. E acrescentou: “O jeito do chefe da tropa guiar o carro é como o de Jeú, neto de Ninsi; dirige como louco”.
  41. Jorão ordenou que preparassem seu carro de guerra. Assim que ficou pronto, Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, saíram, cada um em seu carro, ao encontro de Jeú.
  42. Eles o encontraram na propriedade que havia pertencido a Nabote, de Jezreel.
  43. Quando Jorão viu Jeú, perguntou: “Você vem em paz, Jeú?” Jeú respondeu: “Como pode haver paz, enquanto continua toda a idolatria e as feitiçarias de sua mãe Jezabel?”
  44. Jorão deu meia-volta e fugiu, gritando para Acazias: “Traição, Acazias!”
  45. Então Jeú disparou seu arco com toda força e atingiu Jorão nas costas. A flecha atravessou-lhe o coração e ele caiu morto.
  46. Vendo isso, Acazias, rei de Judá, fugiu na direção de Bete-Hagã. Mas Jeú o perseguiu, gritando: “Matem-no também!”
  47. Eles o atingiram em seu carro de guerra na subida para Gur, perto de Ibleã, mas ele conseguiu refugiar-se em Megido, onde morreu.
  48. Seus oficiais o levaram até Jerusalém e o sepultaram com seus antepassados em seu túmulo, na cidade de Davi.
  49. Acazias havia se tornado rei de Judá no décimo primeiro ano de Jorão, filho de Acabe.

Fonte: 2Reis 9 e 10.

Capítulo 27 – Atalia

  1. Em seguida Jeú entrou em Jezreel. Ao saber disso, Jezabel pintou os olhos, arrumou o cabelo e ficou olhando de uma janela do palácio.
  2. Quando Jeú passou pelo portão, ela gritou: “Como vai, Zinri, assassino do seu senhor?”
  3. Ele ergueu os olhos para a janela e gritou: “Quem de vocês está do meu lado?” Dois ou três funcionários olharam para ele.
  4. Então Jeú ordenou: “Joguem essa mulher para baixo!”; e eles a jogaram e o sangue dela espirrou na parede e nos cavalos, e Jeú a atropelou.
  5. Jeú entrou, comeu, bebeu e ordenou: “Peguem aquela maldita e sepultem-na, afinal era filha de rei”.
  6. Mas, quando foram sepultá-la, só encontraram o crânio, os pés e as mãos.
  7. Então voltaram e contaram isso a Jeú, que disse: “Cumpriu-se a palavra do SENHOR, anunciada por meio do seu servo Elias, o tesbita.
  8. Ele disse: ‘Num terreno em Jezreel cães devorarão a carne de Jezabel, os seus restos mortais serão espalhados num terreno em Jezreel, como esterco no campo, de modo que ninguém será capaz de dizer: ‘Esta é Jezabel’”.
  9. Ora, viviam em Samaria setenta descendentes de Acabe. Jeú escreveu uma carta e a enviou a Samaria, aos líderes da cidade, às autoridades e aos tutores dos descendentes de Acabe.
  10. A carta dizia: “Vocês que cuidam dos filhos do rei, e que têm carros de guerra e cavalos, uma cidade fortificada e armas, escolham o melhor e o mais capaz dos filhos do rei e coloquem-no no trono de seu pai. E lutem pela dinastia de seu senhor”.
  11. Eles, porém, estavam aterrorizados e disseram: “Se dois reis não puderam enfrentá-lo, como poderemos nós?”
  12. Por isso o administrador do palácio, o governador da cidade, as autoridades e os tutores enviaram esta mensagem a Jeú: “Somos teus servos e faremos tudo o que exigires de nós. Não proclamaremos ninguém como rei. Faze o que achares melhor”.
  13. Então Jeú escreveu-lhes uma segunda carta que dizia: “Se vocês estão do meu lado e estão dispostos a obedecer-me, tragam-me as cabeças dos descendentes de seu senhor a Jezreel, amanhã a esta hora”.
  14. Os setenta descendentes de Acabe estavam sendo criados pelas autoridades da cidade.
  15. Logo que receberam a carta, pegaram todos os setenta, os decapitaram, colocaram as cabeças em cestos e as enviaram a Jeú, em Jezreel.
  16. Ao ser informado de que tinham trazido as cabeças, Jeú ordenou: “Façam com elas dois montes junto à porta da cidade, para que fiquem expostas lá até amanhã”.
  17. Na manhã seguinte Jeú saiu e, diante de todo o povo, declarou: “Vocês são inocentes! Fui eu que conspirei contra meu senhor e o matei, mas quem matou todos estes?”
  18. “Saibam, então, que não deixará de se cumprir uma só palavra que o SENHOR falou contra a família de Acabe. O SENHOR fez o que prometeu por meio de seu servo Elias”.
  19. Então Jeú matou todos os que restavam da família de Acabe em Jezreel, bem como todos os seus aliados influentes, os seus amigos pessoais e os seus sacerdotes, não lhe deixando sobrevivente algum.
  20. Depois Jeú partiu para Samaria.
  21. Em Bete-Equede dos Pastores encontrou alguns parentes de Acazias, rei de Judá, e perguntou: “Quem são vocês?”
  22. Eles responderam: “Somos parentes de Acazias e estamos indo visitar as famílias do rei e da rainha-mãe”.
  23. Então Jeú ordenou aos seus soldados: “Peguem-nos vivos!” Então os pegaram vivos e os mataram junto ao poço de Bete-Equede.
  24. Eram quarenta e dois homens, e nenhum deles foi deixado vivo.
  25. Saindo dali, Jeú encontrou Jonadabe, filho de Recabe, que tinha ido falar com ele.
  26. Depois de saudá-lo Jeú perguntou: “Você está de acordo com o que estou fazendo?”
  27. Jonadabe respondeu: “Estou”. E disse Jeú: “Então, dê-me a mão”. Jonadabe estendeu-lhe a mão, e Jeú o ajudou a subir no carro
  28. E disse-lhe: “Venha comigo e veja o meu zelo pelo SENHOR”. Então ele o levou em seu carro.
  29. Quando Jeú chegou a Samaria, matou todos os que restavam da família de Acabe na cidade; ele os exterminou, conforme a palavra que o SENHOR tinha dito a Elias.
  30. Jeú reuniu todo o povo e declarou: “Acabe não cultuou ao deus Baal o bastante; eu, Jeú, o cultuarei muito mais.”
  31. “Por isso convoquem todos os profetas de Baal, todos os seus ministros e todos os seus sacerdotes. Ninguém deverá faltar, pois oferecerei um grande sacrifício a Baal. Quem não vier, morrerá”.
  32. Mas Jeú estava agindo traiçoeiramente, a fim de exterminar os ministros de Baal. Então Jeú ordenou: “Convoquem uma assembleia em honra de Baal”.
  33. Foi feita a proclamação e ele enviou mensageiros por todo o Israel. Todos os ministros de Baal vieram; nem um deles faltou.
  34. Eles se reuniram no templo de Baal, que ficou completamente lotado. E Jeú disse ao encarregado das vestes cultuais: “Traga os mantos para todos os ministros de Baal”. E ele os trouxe.
  35. Depois Jeú entrou no templo com Jonadabe, filho de Recabe, e disse aos ministros de Baal: “Olhem em volta e certifiquem-se de que nenhum servo do SENHOR está aqui com vocês, mas somente ministros de Baal”.
  36. E eles se aproximaram para oferecer sacrifícios e holocaustos. Jeú havia posto oitenta homens do lado de fora, fazendo-lhes esta advertência: “Se um de vocês deixar escapar um só dos homens que estou entregando a vocês, será a sua vida pela dele”.
  37. Logo que Jeú terminou de oferecer o holocausto, ordenou aos guardas e oficiais: “Entrem e matem a todos! Não deixem ninguém escapar!”
  38. Eles os mataram ao fio da espada, jogaram os corpos para fora e depois entraram no santuário interno do templo de Baal.
  39. Levaram a coluna sagrada para fora do templo de Baal e a queimaram.
  40. Assim destruíram a coluna sagrada de Baal e demoliram o seu templo, e até hoje o local tem sido usado como latrina.
  41. Assim, Jeú eliminou a adoração de Baal em Israel.
  42. No entanto, não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, pois levou Israel a cometer o pecado de adorar os bezerros de ouro em Betel e em Dã.
  43. E o SENHOR disse a Jeú: “Como você executou corretamente o que eu aprovo, fazendo com a família de Acabe tudo o que eu queria, seus descendentes ocuparão o trono de Israel até a quarta geração”.
  44. Entretanto, Jeú não se preocupou em obedecer de todo o coração à lei do SENHOR, Deus de Israel, nem se afastou dos pecados que Jeroboão levou Israel a cometer.
  45. Naqueles dias, o SENHOR começou a reduzir o tamanho de Israel. O rei Hazael conquistou todo o território israelita a leste do Jordão, incluindo toda a terra de Gileade.
  46. Conquistou desde Aroer, junto à garganta do Arnom, até Basã, passando por Gileade, terras das tribos de Gade, de Rúben e de Manassés.
  47. Os demais acontecimentos do reinado de Jeú, tudo o que fez e todas as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  48. Jeú descansou com seus antepassados e foi sepultado em Samaria. Seu filho Jeoacaz foi o seu sucessor.
  49. Reinou Jeú vinte e oito anos sobre Israel, em Samaria.
  50. Quando Atalia, mãe de Acazias, soube que seu filho estava morto, mandou matar toda a família real.
  51. Mas Jeoseba, filha do rei Jeorão e irmã de Acazias, pegou Joás, um dos filhos do rei que iam ser assassinados, e o colocou num quarto, junto com a sua ama, para escondê-lo de Atalia; assim ele não foi morto.
  52. Seis anos ele ficou escondido com ela no templo do SENHOR, enquanto Atalia governava o país.

Fonte: 2Reis 10 e 11.

Capítulo 28 – Oseias

  1. Palavra do SENHOR que veio a Oséias, filho de Beeri, durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, e de Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel.
  2. Quando o SENHOR começou a falar por meio de Oséias, o SENHOR lhe disse: “Vá, tome uma mulher adúltera e filhos da infidelidade, porque a nação é culpada do mais vergonhoso adultério por afastar-se do SENHOR”.
  3. Por isso ele se casou com Gômer, filha de Diblaim; ela engravidou e lhe deu um filho.
  4. Então o SENHOR disse a Oséias: “Dê a ele o nome de Jezreel, porque logo castigarei a dinastia de Jeú por causa do massacre ocorrido em Jezreel, e darei fim ao reino de Israel.”
  5. “Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel”.
  6. Gômer engravidou novamente e deu à luz uma filha. Então o SENHOR disse a Oséias: “Dê a ela o nome de Lo-Ruama, pois não mais mostrarei amor para com a nação de Israel, a ponto de perdoá-la.”
  7. “Contudo, tratarei com amor a nação de Judá; e eu lhes concederei vitória, não pelo arco, pela espada ou por combate, nem por cavalos e cavaleiros, mas pelo SENHOR, o seu Deus”.
  8. Depois de ter desmamado Lo-Ruama, Gômer teve outro filho.
  9. Então o SENHOR disse: “Dê a ele o nome de Lo-Ami, pois vocês não são meu povo, e eu não sou seu Deus.”
  10. “Contudo os israelitas ainda serão como a areia da praia, que não se pode medir nem contar. No lugar onde se dizia a eles: ‘Vocês não são meu povo’, eles serão chamados ‘filhos do Deus vivo’.”
  11. “O povo de Judá e o povo de Israel serão reunidos, e eles designarão para si um só líder, e se levantarão da terra, pois será grande o dia de Jezreel.”
  12. “Chamem a seus irmãos ‘meu povo’, e a suas irmãs ‘minhas amadas’.
  13. “Repreendam sua mãe, repreendam-na, pois ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido. Retire ela do rosto a aparência adúltera e do meio dos seios a infidelidade.”
  14. “Do contrário, eu a deixarei nua, como no dia em que nasceu; eu farei dela um deserto, eu a transformarei em terra ressequida, e a matarei de sede.”
  15. “Não tratarei com amor os seus filhos, porque são filhos de adultério.”
  16. “A mãe deles foi infiel, engravidou deles e está coberta de vergonha. Pois ela disse: ‘Irei atrás dos meus amantes, que me dão comida, água, lã, linho, azeite e bebida’.”
  17. “Por isso bloquearei o caminho dela com espinheiros; eu a cercarei de tal modo que ela não poderá encontrar o seu caminho.”
  18. “Ela correrá atrás dos seus amantes, mas não os alcançará; procurará por eles, mas não os encontrará.”
  19. “Então ela dirá: ‘Voltarei para o meu marido como no início, pois eu estava bem melhor do que agora’.”
  20. “Ela não reconheceu que fui eu quem lhe deu o trigo, o vinho e o azeite, quem a cobriu de ouro e de prata, que eles usaram para Baal.”
  21. “Por isso levarei o meu trigo quando ele ficar maduro, e o meu vinho quando ficar pronto. Arrancarei dela minha lã e meu linho, que serviam para cobrir a sua nudez.”
  22. “Agora, pois, vou expor a sua lascívia diante dos olhos dos seus amantes; ninguém a livrará das minhas mãos.”
  23. “Acabarei com a sua alegria: suas festas anuais, suas luas novas, seus dias de sábado e todas as suas festas fixas.”
  24. “Arruinarei suas videiras e suas figueiras, que, segundo ela, foi pagamento recebido de seus amantes; farei delas um matagal, e os animais selvagens as devorarão.”
  25. “Eu a castigarei pelos dias em que ela queimou incenso aos baalins; ela se enfeitou com anéis e jóias, e foi atrás dos seus amantes, mas de mim, ela se esqueceu”, declara o SENHOR.
  26. “Portanto, agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e vou falar-lhe com carinho.”
  27. “Ali devolverei a ela as suas vinhas, e farei do vale de Açor uma porta de esperança.
  28. “Ali ela me responderá como nos dias de sua infância, como no dia em que saiu do Egito.”
  29. “Naquele dia”, declara o SENHOR, “você me chamará ‘meu marido’; não me chamará mais ‘meu senhor’.”
  30. “Tirarei dos seus lábios os nomes dos baalins; seus nomes não serão mais invocados.”
  31. “Naquele dia farei em favor deles um acordo com os animais do campo, com as aves do céu e com os animais que rastejam pelo chão.”
  32. “Arco, espada e guerra, eu os abolirei da terra, para que todos possam viver em paz.”
  33. “Eu me casarei com você para sempre; eu me casarei com você com justiça e retidão, com amor e compaixão.”
  34. “Eu me casarei com você com fidelidade, e você reconhecerá o SENHOR.”
  35. “Naquele dia eu responderei”, declara o SENHOR.”Responderei aos céus, e eles responderão à terra; e a terra responderá ao cereal, ao vinho e ao azeite, e eles responderão a Jezreel.”
  36. “Eu a plantarei para mim mesmo na terra; tratarei com amor aquela que chamei Não amada. Direi àquele chamado ‘Não-meu-povo’: Você é meu povo; e ele dirá: ‘Tu és o meu Deus’.”
  37. O SENHOR me disse: “Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera. Ame-a como o SENHOR ama os israelitas, apesar de eles se voltarem para outros deuses e de amarem os bolos sagrados de uvas passas”.
  38. Por isso eu a comprei por cento e oitenta gramas de prata e um barril e meio de cevada.
  39. E eu lhe disse: Você viverá comigo por muitos dias; você não será mais prostituta nem será de nenhum outro homem, e eu viverei com você.
  40. Pois os israelitas viverão muitos dias sem rei e sem líder, sem sacrifício e sem colunas sagradas, sem colete sacerdotal e sem ídolos da família.
  41. Depois disso os israelitas voltarão e buscarão o SENHOR, o seu Deus, e Davi, seu rei. Virão tremendo atrás do SENHOR e das suas bênçãos, nos últimos dias.
  42. Israelitas, ouçam a palavra do SENHOR, porque o SENHOR tem uma acusação contra vocês que vivem nesta terra: “A fidelidade e o amor desapareceram desta terra, como também o conhecimento de Deus.”
  43. “Só se vêem maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério mais adultério; ultrapassam todos os limites! E o derramamento de sangue é constante.”
  44. “Por causa disso a terra pranteia, e todos os seus habitantes desfalecem; os animais do campo, as aves do céu e os peixes do mar estão morrendo.”
  45. “Mas, que ninguém discuta, que ninguém faça acusação, pois sou eu quem acusa os sacerdotes.”
  46. “Vocês tropeçam dia e noite, e os profetas tropeçam com vocês. Por isso destruirei sua mãe.”
  47. “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento.”Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos.”
  48. “Quanto mais aumentaram os sacerdotes, mais eles pecaram contra mim; trocaram a Glória deles por algo vergonhoso.”
  49. “Eles se alimentam dos pecados do meu povo e têm prazer em sua iniqüidade.”
  50. “Portanto, castigarei tanto o povo quanto os sacerdotes por causa dos seus caminhos, e lhes retribuirei seus atos.”
  51. “Eles comerão, mas não terão o suficiente; eles se prostituirão, mas não aumentarão a prole, porque abandonaram o SENHOR para se entregarem à prostituição, ao vinho velho e ao novo, o que prejudica o discernimento do meu povo.”
  52. “Eles pedem conselhos a um ídolo de madeira, e de um pedaço de pau recebem resposta. Um espírito de prostituição os leva a desviar-se; eles são infiéis ao seu Deus.”
  53. “Sacrificam no alto dos montes e queimam incenso nas colinas, debaixo de um carvalho, de um estoraque ou de um terebinto, onde a sombra é agradável.”
  54. “Por isso as suas filhas se prostituem e as suas noras adulteram.”
  55. “Não castigarei suas filhas por se prostituírem, nem suas noras por adulterarem, porque os próprios homens se associam a meretrizes e participam dos sacrifícios oferecidos pelas prostitutas cultuais — um povo sem entendimento precipita-se à ruína!”
  56. “Embora você adultere, ó Israel, que Judá não se torne culpada!”Deixem de ir a Gilgal; não subam a Bete-Áven. E não digam: ‘Juro pelo nome do SENHOR!” ’
  57. “Os israelitas são rebeldes como bezerra indomável. Como pode o SENHOR apascentá-los como cordeiros na campina?”
  58. “Efraim está ligado a ídolos; deixem-no só! Mesmo quando acaba a bebida, eles continuam em sua prostituição; seus governantes amam profundamente os caminhos vergonhosos.”
  59. “Um redemoinho os varrerá para longe, e os seus altares lhes trarão vergonha.”

Fonte: Oséias 1,2, 3 e 4.

Capítulo 29 – Joás

  1. No sétimo ano do reinado da rainha Atalia em Judá, o sacerdote Joiada mandou chamar à sua presença no templo do SENHOR os líderes dos batalhões de cem dos cários e dos guardas.
  2. Ele fez um acordo com eles, fazendo-os jurar no templo do SENHOR. Então lhes mostrou Joás, o filho do rei.
  3. E lhes ordenou: “Quando entrarem de serviço no sábado, uma companhia ficará de guarda no palácio real, outra, na porta de Sur e a terceira, na porta atrás das outras companhias. Elas montarão guarda no templo por turnos.”
  4. “As outras duas companhias que normalmente não estão de serviço no sábado ficarão de guarda no templo, para proteger o rei.”
  5. “Posicionem-se ao redor do rei, de armas na mão. Matem todo o que se aproximar de suas fileiras. Acompanhem o rei aonde quer que ele for”.
  6. Os líderes dos batalhões de cem fizeram como o sacerdote Joiada havia ordenado.
  7. Cada um levou seus soldados, tanto os que estavam entrando de serviço no sábado como os que estavam saindo, ao sacerdote Joiada.
  8. Então ele deu aos líderes dos batalhões de cem, as lanças e os escudos que haviam pertencido ao rei Davi, e que estavam no templo do SENHOR.
  9. Os guardas, todos de arma na mão, posicionaram-se em volta do rei, perto do altar e do templo, desde o lado sul até o lado norte do templo.
  10. Depois Joiada trouxe para fora o filho do rei, colocou nele a coroa e entregou-lhe uma cópia da aliança.
  11. Então o proclamaram rei ungindo-o, e o povo aplaudia e gritava: “Viva o rei!”
  12. Quando Atalia ouviu o barulho dos guardas e do povo, foi ao templo do SENHOR, onde estava o povo.
  13. Lá ela viu o rei, conforme o costume, de pé junto à coluna. Os oficiais e os tocadores de corneta estavam ao lado do rei, e todo o povo se alegrava ao som das cornetas.
  14. Então, Atalia rasgou suas vestes e gritou: “Traição! Traição!”
  15. O sacerdote Joiada ordenou aos líderes dos batalhões de cem que estavam no comando das tropas: “Levem-na para fora por entre as fileiras, e matem à espada todo que a seguir”. Pois o sacerdote dissera: “Ela não será morta no templo do SENHOR”.
  16. Então eles a prenderam e a levaram ao lugar onde os cavalos entram no terreno do palácio, e lá a mataram.
  17. E Joiada fez uma aliança entre o SENHOR, o rei e o povo, para que fossem o povo do SENHOR. Também fez um acordo entre o rei e o povo.
  18. Então todo o povo foi ao templo de Baal e o derrubou. Despedaçaram os altares e os ídolos, e mataram Matã, sacerdote de Baal, em frente dos altares. E o sacerdote Joiada colocou guardas no templo do SENHOR.
  19. Levou consigo os líderes dos batalhões de cem dos cários, os guardas e todo o povo e, juntos, conduziram o rei do templo ao palácio, passando pela porta da guarda.
  20. O rei então ocupou seu lugar no trono real, e todo o povo se alegrou. E a cidade acalmou-se depois que Atalia foi morta à espada no palácio.
  21. Joás tinha sete anos de idade quando começou a reinar.
  22. No sétimo ano do reinado de Jeú, Joás começou a reinar, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zíbia; ela era de Berseba.
  23. Joás fez o que o SENHOR aprova durante todos os anos em que o sacerdote Joiada o orientou.
  24. Contudo, os altares idólatras não foram derrubados; o povo continuava a oferecer sacrifícios e a queimar incenso neles.
  25. Joás ordenou aos sacerdotes: “Reúnam toda a prata trazida como dádivas sagradas ao templo do SENHOR: a prata recolhida no recenseamento, a prata recebida de votos pessoais e a que foi trazida voluntariamente ao templo.”
  26. “Cada sacerdote recolha a prata de um dos tesoureiros para que seja usada na reforma do templo”.
  27. Contudo, no vigésimo terceiro ano do reinado de Joás, os sacerdotes ainda não tinham feito as reformas.
  28. Por isso, o rei Joás chamou o sacerdote Joiada e os outros sacerdotes e lhes perguntou: “Por que vocês não estão fazendo as reformas no templo? Não recolham mais prata com seus tesoureiros, mas deixem-na para as reformas”.
  29. Os sacerdotes concordaram em não mais receber nenhuma prata do povo e em não serem mais os encarregados dessas reformas.
  30. Então o sacerdote Joiada pegou uma caixa, fez um furo na tampa e colocou-a ao lado do altar, à direita de quem entra no templo do SENHOR.
  31. Os sacerdotes que guardavam a entrada colocavam na caixa toda a prata trazida ao templo do SENHOR.
  32. Sempre que havia uma grande quantidade de prata na caixa, o secretário real e o sumo sacerdote vinham, pesavam a prata trazida ao templo do SENHOR e a colocavam em sacolas.
  33. Depois de pesada, entregavam a prata aos supervisores do trabalho no templo. Assim pagavam aqueles que trabalhavam no templo do SENHOR: os carpinteiros e construtores,
    os pedreiros e cortadores de pedras.
  34. Também compravam madeira e pedras lavradas para os consertos no templo do SENHOR e cobriam todas as outras despesas.
  35. A prata trazida ao templo não era utilizada na confecção de bacias de prata, cortadores de pavio, bacias para aspersão, cornetas ou quaisquer outros utensílios de ouro ou prata para o templo do SENHOR.
  36. Era usada como pagamento dos trabalhadores, que a empregavam para o reparo do templo.
  37. Não se exigia prestação de contas dos que pagavam os trabalhadores, pois agiam com honestidade.
  38. Mas a prata das ofertas pela culpa e das ofertas pelo pecado não era levada ao templo do SENHOR, pois pertencia aos sacerdotes.
  39. Nessa época, Hazael, rei da Síria, atacou Gate e a conquistou. Depois decidiu atacar Jerusalém.
  40. Então Joás, rei de Judá, apanhou todos os objetos consagrados por seus antepassados Josafá, Jeorão e Acazias, reis de Judá, e os que ele mesmo havia consagrado e todo o ouro encontrado no depósito do templo do SENHOR e do palácio real.
  41. E enviou tudo a Hazael, rei da Síria, que, assim, desistiu de atacar Jerusalém.
  42. No vigésimo terceiro ano do reinado de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, Jeoacaz, filho de Jeú, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dezessete anos.
  43. E fez o que o SENHOR reprova, seguindo os pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer; e não se afastou deles.
  44. Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e por longo tempo ele os manteve sob o poder de Hazael, rei da Síria, e de seu filho Ben-Hadade.
  45. Então Jeoacaz buscou o favor do SENHOR, e este o ouviu, pois viu o quanto o rei da Síria oprimia Israel.
  46. O SENHOR providenciou um libertador para Israel, e eles escaparam do poder da Síria. Assim os israelitas moraram em suas casas como anteriormente.
  47. Mas continuaram a praticar os pecados que a dinastia de Jeroboão havia levado Israel a cometer, permanecendo neles. Inclusive a coluna sagrada permanecia de pé em Samaria.
  48. Nada havia sobrado do exército de Jeoacaz, com exceção de cinqüenta cavaleiros, dez carros de guerra e dez mil soldados de infantaria, pois o rei da Síria havia destruído o restante, reduzindo-o a pó.
  49. Os demais acontecimentos do reinado de Jeoacaz, os seus feitos e tudo o que realizou, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  50. Jeoacaz descansou com seus antepassados e foi sepultado em Samaria. Seu filho Jeoás foi o seu sucessor.
  51. No trigésimo sétimo ano do reinado de Joás, rei de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dezesseis anos.
  52. Os demais acontecimentos do reinado de Joás, e as suas realizações, estão todos escritos no livro dos registros históricos dos reis de Judá.
  53. Dois de seus oficiais conspiraram contra ele e o assassinaram em Bete-Milo, no caminho que desce para Sila.
  54. Os oficiais que o assassinaram foram Jozabade, filho de Simeate, e Jeozabade, filho de Somer.
  55. Joás morreu e foi sepultado junto aos seus antepassados na cidade de Davi. E seu filho Amazias foi o seu sucessor.

Capítulo 30 – Amós

  1. Palavras que Amós, criador de ovelhas em Tecoa, recebeu em visões, a respeito de Israel dois anos antes do terremoto. Nesse tempo, Uzias era rei de Judá e Jeroboão, filho de Jeoás, era rei de Israel.
  2. Ele disse: “O SENHOR ruge de Sião e troveja de Jerusalém; secam-se as pastagens dos pastores, e murcha o topo do Carmelo”.
  3. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Damasco e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.”
  4. “Porque trilhou Gileade com trilhos de ferro pontudos, porei fogo na casa de Hazael que consumirá as fortalezas de Ben-Hadade.”
  5. “Derrubarei a porta de Damasco; destruirei o rei que está no vale de Áven e aquele que segura o cetro em Bete-Éden. O povo da Síria irá para o exílio em Quir”, diz o SENHOR.
  6. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Gaza, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.”
  7. “Porque levou cativas comunidades inteiras e as vendeu a Edom, porei fogo nos muros de Gaza, que consumirá as suas fortalezas.”
  8. “Destruirei o rei de Asdode e aquele que segura o cetro em Ascalom. Erguerei a minha mão contra Ecrom, até que morra o último dos filisteus”, diz o SENHOR Soberano.
  9. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Tiro, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.
  10. “Porque vendeu comunidades inteiras de cativos a Edom, desprezando irmãos, porei fogo nos muros de Tiro, que consumirá as suas fortalezas”.
  11. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Edom, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.
  12. Porque com a espada perseguiu seu irmão, e reprimiu toda a compaixão, mutilando-o furiosamente e perpetuando para sempre a sua ira, porei fogo em Temã, que consumirá as fortalezas de Bozra”.
  13. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Amom, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.
  14. Porque rasgou ao meio as grávidas de Gileade a fim de ampliar as suas fronteiras, porei fogo nos muros de Rabá, que consumirá as suas fortalezas em meio a gritos de guerra no dia do combate, em meio a ventos violentos num dia de tempestade.”
  15. “O seu rei irá para o exílio, ele e toda a sua corte”, diz o SENHOR.
  16. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Moabe, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.
  17. “Porque ele queimou até reduzir a cinzas os ossos do rei de Edom, porei fogo em Moabe, que consumirá as fortalezas de Queriote.”
  18. “Moabe perecerá em grande tumulto, em meio a gritos de guerra e ao toque da trombeta. Destruirei o seu governante e com ele matarei todas as autoridades”, diz o SENHOR.
  19. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Judá, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.”
  20. Porque rejeitou a lei do SENHOR e não obedeceu aos seus decretos, porque se deixou enganar por deuses falsos, deuses que os seus antepassados seguiram, porei fogo em Judá, que consumirá as fortalezas de Jerusalém”.
  21. Assim diz o SENHOR: “Por três transgressões de Israel, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo.”
  22. “Vendem por prata o justo, e por um par de sandálias o pobre. Pisam sobre a cabeça dos necessitados como pisam no pó da terra, e negam justiça ao oprimido. Pai e filho possuem a mesma mulher e assim profanam o meu santo nome.”
  23. “Inclinam-se ao lado de todo altar com roupas tomadas como penhor. No templo do seu deus bebem vinho recebido como multa.”
  24. “Fui eu que destruí os amorreus diante deles, embora fossem altos como o cedro e fortes como o carvalho. Eu destruí os seus frutos em cima e as suas raízes embaixo”.
  25. “Eu mesmo os tirei do Egito, e os conduzi por quarenta anos no deserto para lhes dar a terra dos amorreus.”
  26. “Também escolhi alguns de seus filhos para serem profetas e alguns de seus jovens para serem nazireus. Não é verdade, povo de Israel?”, declara o SENHOR.
  27. “Mas vocês fizeram os nazireus beber vinho e ordenaram aos profetas que não profetizassem”.
  28. “Agora, então, eu os amassarei como uma carroça amassa a terra quando carregada de trigo.”
  29. “O ágil não escapará, o forte não reunirá as suas forças, e o guerreiro não salvará a sua vida.”
  30. “O arqueiro não manterá a sua posição, o que corre não se livrará, e o cavaleiro não salvará a própria vida.”
  31. “Até mesmo os guerreiros mais corajosos fugirão nus naquele dia”, declara o SENHOR.
  32. “Ouçam esta palavra que o SENHOR falou contra vocês, ó israelitas; contra toda esta família que tirei do Egito:
  33. “Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por causa de todas as suas maldades”.
  34. “Duas pessoas andarão juntas se não tiverem de acordo?”
  35. O leão ruge na floresta se não apanhou presa alguma? O leão novo ruge em sua toca se nada caçou?”
  36. “Cai o pássaro num laço se não há nenhuma armadilha? Será que a armadilha do laço se desarma se nada foi apanhado?”
  37. “Quando a trombeta toca na cidade, o povo não treme? Ocorre alguma desgraça na cidade, sem que o SENHOR a tenha mandado?”
  38. “Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas.”
  39. “O leão rugiu, quem não temerá? O SENHOR Soberano falou, quem não profetizará?
  40. “Proclamem os palácios de Asdode e do Egito: “Reúnam-se nos montes de Samaria para verem o grande tumulto que há ali e a opressão no meio do seu povo”.
  41. “Eles não sabem como agir direito”, declara o SENHOR, “eles, que acumulam em seus palácios o que roubaram e saquearam”.
  42. Portanto, assim diz o SENHOR Soberano: “Um inimigo está cercando o país. Ele derrubará as suas fortalezas e saqueará os seus palácios”.
  43. Assim diz o SENHOR: “Assim como o pastor arranca da boca do leão só dois ossos da perna ou um pedaço da orelha, assim serão arrancados os israelitas de Samaria, com um canto de cama e um pedaço de sofá.”
  44. “Ouçam isto e testemunhem contra a descendência de Jacó”, declara o SENHOR Soberano, o Deus dos Exércitos.
  45. “No dia em que eu castigar Israel por causa dos seus pecados, destruirei os altares de Betel; as pontas do altar serão cortadas e cairão no chão.”
  46. “Derrubarei a casa de inverno junto com a casa de verão; as casas enfeitadas de marfim serão destruídas, e as mansões desaparecerão”, declara o SENHOR.

Fonte: Amós 1, 2 e 3.

Capítulo 31 – Amazias

  1. No segundo ano do reinado de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar.
  2. Amazias tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jeoadã; ela era de Jerusalém.
  3. Ele fez o que o SENHOR aprova, mas não como Davi, seu predecessor. Em tudo seguiu o exemplo do seu pai Joás.
  4. Contudo, os altares não foram derrubados; o povo continuava a oferecer sacrifícios e a queimar incenso neles.
  5. Quando sentiu que tinha o reino sob pleno controle, mandou executar os oficiais que haviam assassinado o rei, seu pai.
  6. Contudo, não matou os filhos dos assassinos, de acordo com o que está escrito no livro da Lei de Moisés, onde o SENHOR ordenou: “Os pais não morrerão no lugar dos filhos, nem os filhos no lugar dos pais; cada um morrerá pelo seu próprio pecado”.
  7. Foi ele que derrotou dez mil edomitas no vale do Sal e conquistou a cidade de Selá em combate, dando-lhe o nome de Jocteel, nome que tem até hoje.
  8. Já Jeoás fez o que o SENHOR reprova e não se desviou de nenhum dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer; antes permaneceu neles.
  9. Os demais acontecimentos do reinado de Jeoás, os seus feitos e as suas realizações, inclusive sua guerra contra Amazias, rei de Judá, estão escritos no livro dos registros históricos dos reis de Israel.
  10. Ora, Eliseu estava sofrendo da doença da qual morreria. Então Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo.
  11. E, curvado sobre ele, chorou gritando: “Meu pai! Meu pai! Tu és como os carros e os cavaleiros de Israel!”
  12. E Eliseu lhe disse: “Traga um arco e algumas flechas”; e ele assim fez.
  13. “Pegue o arco em suas mãos”, disse ao rei de Israel.  Quando pegou, Eliseu pôs suas mãos sobre as mãos do rei e lhe disse para abrir a janela que dava para o leste e atirar.
  14. O rei o fez, então Eliseu declarou: “Esta é a flecha da vitória do SENHOR, a flecha da vitória sobre a Síria! Você destruirá totalmente os arameus, em Afeque”.
  15. Em seguida Eliseu mandou o rei pegar as flechas e golpear o chão. Ele golpeou o chão três vezes e parou.
  16. O homem de Deus ficou irado com ele e disse: “Você deveria ter golpeado o chão cinco ou seis vezes; então iria derrotar a Síria e a destruiria completamente. Mas agora você a derrotará somente três vezes”.
  17. Então Eliseu morreu e foi sepultado. Ora, tropas moabitas costumavam entrar no país em todas as primaveras.
  18. Certa vez, enquanto alguns israelitas sepultavam um homem, viram de repente uma dessas tropas; então jogaram o corpo do homem no túmulo de Eliseu e fugiram.
  19. Assim que o cadáver encostou nos ossos de Eliseu, o homem voltou à vida e se levantou.
  20. Hazael, rei da Síria, oprimiu Israel durante todo o reinado de Jeoacaz. Mas o SENHOR foi bondoso para com eles, teve compaixão e mostrou preocupação por eles, por causa da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó.
  21. Até hoje ele não se dispôs a destruí-los ou eliminá-los de sua presença.  E Hazael, rei da Síria, morreu, e seu filho Ben-Hadade foi o seu sucessor.
  22. Então Jeoás, filho de Jeoacaz, conquistou de Ben-Hadade, filho de Hazael, as cidades que, em combate, Hazael havia tomado de seu pai Jeoacaz.
  23. Três vezes Jeoás o derrotou e, assim, reconquistou essas cidades israelitas.
  24. Então Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz e neto de Jeú, rei de Israel, com este desafio: “Venha me enfrentar”.
  25. Contudo, Jeoás respondeu a Amazias: “O espinheiro do Líbano enviou uma mensagem ao cedro do Líbano: ‘Dê sua filha em casamento a meu filho’. Mas um animal selvagem do Líbano veio e pisoteou o espinheiro.”
  26. “De fato, você derrotou Edom e agora está arrogante. Comemore a sua vitória, mas fique em casa! Por que provocar uma desgraça que levará você e também Judá à ruína?”
  27. Amazias, porém, não quis ouvi-lo, de modo que Jeoás, rei de Israel, o atacou. Ele e Amazias, rei de Judá, enfrentaram-se em Bete-Semes, em Judá.
  28. Judá foi derrotado por Israel, e seus soldados fugiram para as suas casas.
  29. Jeoás capturou Amazias, filho de Joás e neto de Acazias, em Bete-Semes.
  30. Então Jeoás foi a Jerusalém e derrubou cento e oitenta metros do muro da cidade, desde a porta de Efraim até a porta da Esquina.
  31. Ele se apoderou de todo o ouro, de toda a prata e todos os utensílios encontrados no templo do SENHOR e nos tesouros do palácio real.
  32. Também fez reféns e, então, voltou para Samaria.
  33. Os demais acontecimentos do reinado de Jeoás, os seus feitos e todas as suas realizações, inclusive sua guerra contra Amazias, rei de Judá, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  34. No décimo quinto ano do reinado de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, tornou-se rei em Samaria e reinou quarenta e um anos.
  35. Jeoás descansou com seus antepassados e foi sepultado com os reis de Israel em Samaria. E seu filho Jeroboão o sucedeu como rei.
  36. Jeroboão fez o que o SENHOR reprova e não se desviou de nenhum dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
  37. Foi ele quem restabeleceu as fronteiras de Israel desde Lebo-Hamate até o mar da Arabá, conforme a palavra do SENHOR, Deus de Israel, anunciada pelo seu servo Jonas, filho de Amitai, profeta de Gate-Héfer.
  38. O SENHOR viu a amargura com que todos em Israel, tanto escravos quanto livres, estavam sofrendo; não havia ninguém para socorrê-los.
  39. Visto que o SENHOR não dissera que apagaria o nome de Israel de debaixo do céu, ele os libertou pela mão de Jeroboão, filho de Jeoás.
  40. Os demais acontecimentos do reinado de Jeroboão, os seus feitos e as suas realizações militares, inclusive a maneira pela qual recuperou para Israel Damasco e Hamate, que haviam pertencido a Iaudi, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  41. Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu ainda mais quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel.
  42. Os demais acontecimentos do reinado de Amazias estão escritos nos registros históricos dos reis de Judá.
  43. Vítima de uma conspiração em Jerusalém, ele fugiu para Láquis, mas o perseguiram até lá e o mataram.
  44. Ele foi trazido de volta a cavalo, e sepultado em Jerusalém junto aos seus antepassados, na cidade de Davi.
  45. Então todo o povo de Judá proclamou rei a Uzias, de dezesseis anos de idade, no lugar de seu pai, Amazias.
  46. Foi ele quem reconquistou e reconstruiu a cidade de Elate para Judá, depois que Amazias descansou com os seus antepassados.

Fonte: 2Reis

Capítulo 32 – Jonas

  1. A palavra do SENHOR veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem: “Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença”.
  2. Mas Jonas fugiu da presença do SENHOR, dirigindo-se para Társis. Desceu à cidade de Jope, onde encontrou um navio que se destinava àquele porto.
  3. Depois de pagar a passagem, embarcou para Társis, para fugir do SENHOR.
  4. O SENHOR, porém, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu uma tempestade tão violenta que o barco ameaçava arrebentar-se.
  5. Todos os marinheiros ficaram com medo e cada um clamava ao seu próprio deus. E atiraram as cargas ao mar para tornar mais leve o navio. Enquanto isso, Jonas, que tinha descido para o porão e se deitado, dormia profundamente.
  6. O capitão dirigiu-se a ele e disse: “Como você pode ficar aí dormindo? Levante-se e clame ao seu deus! Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos”.
  7. Então os marinheiros combinaram entre si: “Vamos tirar sortes para descobrir quem é o responsável por esta desgraça que se abateu sobre nós”. Tiraram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
  8. Por isso lhe perguntaram: “Diga-nos, quem é o responsável por esta calamidade? Qual é a sua profissão? De onde você vem? Qual é a sua terra? A que povo você pertence?”
  9. Ele respondeu: “Eu sou hebreu, adorador do SENHOR, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra”.
  10. Com isso eles ficaram apavorados e perguntaram: “O que foi que você fez?”, pois sabiam que Jonas estava fugindo do SENHOR, porque ele já lhes tinha dito.
  11. Visto que o mar estava cada vez mais agitado, eles lhe perguntaram: “O que devemos fazer com você, para que o mar se acalme?”
  12. Respondeu ele: “Peguem-me e joguem-me ao mar, e ele se acalmará. Pois eu sei que é por minha causa que esta violenta tempestade caiu sobre vocês”.
  13. Ao invés disso, os homens se esforçaram ao máximo para remar de volta à terra. Mas não conseguiram, porque o mar tinha ficado ainda mais violento.
  14. Então eles clamaram ao SENHOR: “SENHOR, nós suplicamos, não nos deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. Não caia sobre nós a culpa de matar um inocente, porque tu, ó SENHOR, fizeste o que desejavas”.
  15. Então, pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este se aquietou.
  16. Ao verem isso, os homens adoraram ao SENHOR com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos.
  17. Então o SENHOR fez com que um grande peixe engolisse Jonas, e ele ficou dentro do peixe três dias e três noites.
  18. Lá de dentro do peixe, Jonas orou ao SENHOR, ao seu Deus.
  19. Ele disse: “Em meu desespero clamei ao SENHOR, e ele me respondeu. Do ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor.”
  20. “Jogaste-me nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.”
  21. “Eu disse: Fui expulso da tua presença; contudo, olharei de novo para o teu santo templo.”
  22. “As águas agitadas me envolveram, o abismo me cercou, as algas marinhas se enrolaram em minha cabeça.”
  23. “Afundei até os fundamentos dos montes; à terra cujas trancas me aprisionavam para sempre. Mas tu trouxeste a minha vida de volta da cova, ó SENHOR meu Deus!
  24. “Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, SENHOR, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo templo.”
  25. “Aqueles que acreditam em ídolos inúteis desprezam a misericórdia.
  26. “Mas eu, com um cântico de gratidão, oferecerei sacrifício a ti. O que eu prometi cumprirei totalmente. A salvação vem do SENHOR”.
  27. E o SENHOR deu ordens ao peixe, e ele vomitou Jonas em terra firme.
  28. A palavra do SENHOR veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem: “Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu vou dar a você”.
  29. E Jonas obedeceu à palavra do SENHOR e foi para Nínive. Era uma cidade muito grande; demorava-se três dias para percorrê-la.
  30. Jonas entrou na cidade e a percorreu durante um dia, proclamando: “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída”.
  31. Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco.
  32. Quando as notícias chegaram ao rei de Nínive, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinza.
  33. Então fez uma proclamação em Nínive: “Por decreto do rei e de seus nobres: Não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas provar coisa alguma; não comam nem bebam!”
  34. “Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência.”
  35. “Talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira, e não sejamos destruídos”.
  36. Deus viu o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos. Então Deus se arrependeu e não os destruiu como tinha ameaçado.
  37. Mas Jonas ficou profundamente descontente com isso e enfureceu-se.
  38. Ele orou ao SENHOR: “SENHOR, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa?”
  39. “Foi por isso que me apressei em fugir para Társis.”
  40. “Eu sabia que tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que promete castigar mas depois se arrepende.”
  41. “Agora, SENHOR, tira a minha vida, eu imploro, porque para mim é melhor morrer do que viver”.
  42. O SENHOR lhe respondeu: “Você tem alguma razão para essa fúria?”
  43. Jonas saiu e sentou-se num lugar a leste da cidade. Ali, construiu para si um abrigo, sentou-se à sua sombra e esperou para ver o que aconteceria com a cidade.
  44. Então o SENHOR Deus fez crescer uma planta sobre Jonas, para dar sombra à sua cabeça e livrá-lo do calor, e Jonas ficou muito alegre.
  45. Mas na madrugada do dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta de modo que ela secou.
  46. Ao nascer do sol, Deus trouxe um vento oriental muito quente, e o sol bateu na cabeça de Jonas, a ponto de ele quase desmaiar.
  47. Com isso ele desejou morrer, e disse: “Para mim seria melhor morrer do que viver”.
  48. Mas Deus disse a Jonas: “Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta?” Respondeu ele: “Sim, tenho! E estou furioso a ponto de querer morrer”.
  49. Mas o SENHOR lhe disse: “Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu.
  50. “Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos.
  51. “Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?”

Fontes: Jonas 1, 2, 3 e 4.

Capítulo 33 – Uzias

  1. No vigésimo sétimo ano do reinado de Jeroboão, rei de Israel, Uzias, filho de Amazias, rei de Judá, começou a reinar.
  2. Tinha dezesseis anos de idade quando se tornou rei, e reinou cinqüenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe era de Jerusalém e chamava-se Jecolias.
  3. Ele fez o que o SENHOR aprova, tal como o seu pai Amazias. Contudo, os altares idólatras não foram derrubados; o povo continuava a oferecer sacrifícios e a queimar incenso neles.
  4. O SENHOR feriu o rei com lepra, até o dia de sua morte. Durante todo esse tempo morou numa casa separada.
  5. Jotão, filho do rei, tomava conta do palácio e governava o povo.
  6. Os demais acontecimentos do reinado de Uzias e todas as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Judá.
  7. Uzias descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi. Seu filho Jotão foi o seu sucessor.
  8. No trigésimo oitavo ano do reinado de Uzias, rei de Judá, Zacarias, filho de Jeroboão, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou seis meses.
  9. Ele fez o que o SENHOR reprova, como seus antepassados haviam feito. Não se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
  10. Salum, filho de Jabes, conspirou contra Zacarias. Ele o atacou na frente do povo, assassinou-o e foi o seu sucessor.
  11. Os demais acontecimentos do reinado de Zacarias estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  12. Assim se cumpriu a palavra do SENHOR anunciada a Jeú: “Seus descendentes ocuparão o trono de Israel até a quarta geração”.
  13. Salum, filho de Jabes, começou a reinar no trigésimo oitavo ano do reinado de Uzias, rei de Judá, e reinou um mês em Samaria.
  14. Então Menaém, filho de Gadi, foi de Tirza a Samaria e atacou a Salum, filho de Jabes, assassinou-o e foi o seu sucessor.
  15. Os demais acontecimentos do reinado de Salum e a conspiração que liderou estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  16. Naquela ocasião, Menaém, partindo de Tirza, atacou Tifsa e todos que estavam na cidade e seus arredores, porque eles se recusaram a abrir as portas da cidade.
  17. Saqueou Tifsa e rasgou ao meio todas as mulheres grávidas.
  18. No trigésimo nono ano do reinado de Uzias, rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, tornou-se rei de Israel, e reinou dez anos em Samaria.
  19. Ele fez o que o SENHOR reprova. Durante todo o seu reinado não se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
  20. Então Pul, rei da Assíria, invadiu o país, e Menaém lhe deu trinta e cinco toneladas de prata para obter seu apoio e manter-se no trono.
  21. Menaém cobrou essa quantia de Israel. Todos os homens de posses tiveram de contribuir com seiscentos gramas de prata no pagamento ao rei da Assíria.
  22. Então ele interrompeu a invasão e foi embora.
  23. Os demais acontecimentos do reinado de Menaém e todas as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  24. Menaém descansou com seus antepassados, e seu filho Pecaías foi o seu sucessor.
  25. No quinquagésimo ano do reinado de Uzias, rei de Judá, Pecaías, filho de Menaém, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou dois anos.
  26. Pecaías fez o que o SENHOR reprova. Não se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
  27. Um de seus principais oficiais, Peca, filho de Remalias, conspirou contra ele.
  28. Levando consigo cinqüenta homens de Gileade, assassinou Pecaías juntamente com Argobe e Arié, na cidadela do palácio real em Samaria.
  29. Assim Peca matou Pecaías e foi o seu sucessor.
  30. Os demais acontecimentos do reinado de Pecaías e todas as suas realizações estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  31. No quinquagésimo segundo ano do reinado de Uzias, rei de Judá, Peca, filho de Remalias, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou vinte anos.
  32. Ele fez o que o SENHOR reprova. Não se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, levara Israel a cometer.
  33. Durante seu reinado, Tiglate-Pileser, rei da Assíria, invadiu e conquistou Ijom, Abel-Bete-Maaca, Janoa, Quedes e Hazor.
  34. Tomou Gileade e a Galiléia, inclusive toda a terra de Naftali, e deportou o povo para a Assíria.
  35. Então Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias. Ele o atacou e o assassinou, tornando-se seu sucessor no vigésimo ano do reinado de Jotão, filho de Uzias.
  36. Os demais acontecimentos do reinado de Peca e todas as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.
  37. No segundo ano do reinado de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, Jotão, filho de Uzias, rei de Judá, começou a reinar.

Capítulo 34 – Isaías

  1. Visão que Isaías, filho de Amoz, teve a respeito de Judá e Jerusalém durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.
  2. Ouçam, ó céus! Escute, ó terra! Pois o SENHOR falou: “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim.”
  3. “O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende”.
  4. “Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade! Raça de malfeitores, filhos dados à corrupção! Abandonaram o SENHOR; desprezaram o Santo de Israel e o rejeitaram.”
  5. “Por que continuarão sendo castigados? Por que insistem na revolta? A cabeça toda está ferida, todo o coração está sofrendo.”
  6. Da sola do pé ao alto da cabeça não há nada são; somente machucados, vergões e ferimentos abertos, que não foram limpos nem enfaixados nem tratados com azeite.”
  7. A terra de vocês está devastada, suas cidades foram destruídas a fogo; os seus campos estão sendo tomados por estrangeiros, diante de vocês, e devastados como a ruína que os estrangeiros costumam causar.”
  8. “Só restou a cidade de Sião como tenda numa vinha, como abrigo numa plantação de melões, como uma cidade sitiada.”
  9. “Se o SENHOR dos Exércitos não tivesse poupado alguns de nós, já estaríamos como Sodoma e semelhantes a Gomorra.”
  10. “Governantes de Sodoma, ouçam a palavra do SENHOR! Vocês, povo de Gomorra, escutem a instrução de nosso Deus!”
  11. “Para que me oferecem tantos sacrifícios?”, pergunta o SENHOR.
  12. “Para mim, chega de holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos gordos; não tenho nenhum prazer no sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes!”
  13. “Quando lhes pediu que viessem à minha presença, quem lhes pediu que pusessem os pés em meus átrios?”
  14. “Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade.”
  15. “Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais!”
  16. “Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue!”
  17. “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão.”
  18. “Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva.
  19. “Venham, vamos refletir juntos”, diz o SENHOR.”Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão.”
  20. “Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra;
    mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada”. Pois o SENHOR é quem fala!
  21. “Vejam como a cidade fiel se tornou prostituta! Antes cheia de justiça e habitada pela retidão, agora está cheia de assassinos!”
  22. “Sua prata tornou-se escória, seu licor ficou aguado. Seus líderes são rebeldes, amigos de ladrões; todos eles amam o suborno e andam atrás de presentes.”
  23. “Eles não defendem os direitos do órfão, e não tomam conhecimento da causa da viúva.”
  24. “Por isso o Soberano, o SENHOR dos Exércitos, o Poderoso de Israel, anuncia: “Ah! Derramarei minha ira sobre os meus adversários e me vingarei dos meus inimigos.”
  25. Voltarei minha mão contra você; tirarei toda a sua escória e removerei todas as suas impurezas.”
  26. “Restaurarei os seus juízes como no passado, os seus conselheiros, como no princípio. Depois disso você será chamada cidade de retidão, cidade fiel”.
  27. “Sião será redimida com justiça, com retidão os que se arrependerem.”
  28. “Mas os rebeldes e os pecadores serão destruídos, e os que abandonam o SENHOR perecerão.”
  29. “Vocês se envergonharão dos carvalhos sagrados que tanto apreciam; ficarão decepcionados com os jardins sagrados que escolheram.”
  30. “Vocês serão como um terebinto cujas folhas estão caindo, como um jardim sem água.
  31. “O poderoso se tornará como estopa e sua obra, como fagulha; ambos serão queimados juntos sem que ninguém apague o fogo”.
  32. foi isto que Isaías, filho de Amoz, viu a respeito de Judá e de Jerusalém: “Vejam! O Soberano, o SENHOR dos Exércitos, logo irá retirar de Jerusalém e de Judá todo o seu sustento, tanto o suprimento de comida como o suprimento de água,”
  33. “Também o herói e o guerreiro, o juiz e o profeta, o adivinho e a autoridade, o capitão e o nobre, o conselheiro, o conhecedor de magia e o perito em maldições.”
  34. “Porei jovens no governo; irresponsáveis dominarão.
  35. “O povo oprimirá a si mesmo: homem contra homem, cada um contra o seu próximo. O jovem se levantará contra o idoso, o desprezível contra o nobre.”
  36. “Um homem agarrará seu irmão; um da família de seu pai, e lhe dirá: ‘Você pelo menos tem um manto, seja o nosso governante; assuma o poder sobre este monte de ruínas!'”
  37. Mas naquele dia ele exclamará: ‘Não tenho remédios, não há comida nem roupa em minha casa; não me nomeiem governante do povo’.”
  38. “Jerusalém está em ruínas, e o povo de Judá está caído; suas palavras e suas ações são contra o SENHOR, desafiando a sua presença gloriosa.”
  39. “O jeito que olham testifica contra eles; mostram seu pecado como Sodoma, sem nada esconder. Ai deles! Pois trouxeram desgraça sobre si mesmos.”
  40. “Digam aos justos que tudo lhes irá bem, pois comerão do fruto de suas ações.”
  41. “Mas, ai dos ímpios! Pois tudo lhes irá mal! Terão a retribuição pelo que fizeram as suas mãos.”
  42. “Meu povo é oprimido por uma criança; mulheres dominam sobre ele. Meu povo, os seus guias o enganam, e o desviam do caminho.”
  43. “O SENHOR toma o seu lugar no tribunal; levanta-se para julgar os povos.”
  44. “O SENHOR entra em juízo contra as autoridades e contra os líderes do seu povo: ‘Vocês arruinaram a vinha, e o que foi roubado dos necessitados está nas suas casas’.”
  45. “Que pretendem vocês, ao esmagarem o meu povo, e ao moerem o rosto dos necessitados?” Quem pergunta é o SENHOR, o SENHOR dos Exércitos.
  46. O SENHOR diz: “Por causa da arrogância das mulheres de Sião, que caminham de cabeça erguida, flertando com os olhos, desfilando com passos curtos, com enfeites tinindo em seus calcanhares o SENHOR rapará a cabeça das mulheres de Sião; o SENHOR porá a descoberto as suas vergonhas”.
  47. “Naquele dia o SENHOR arrancará os enfeites delas: as pulseiras, as testeiras e os colares; os pendentes, os braceletes e os véus.”
  48. “Também os enfeites de cabeça, as correntinhas de tornozelo, os cintos, os talismãs e os amuletos; os anéis e os enfeites para o nariz; as roupas caras, as capas, as mantilhas, e as bolsas; os espelhos, as roupas de linho, as tiaras e os xales.”
  49. “Em vez de perfume haverá mau cheiro, em vez de cintos, corda, em vez de belos penteados, calvície, em vez de roupas finas, vestes de lamento, em vez de beleza, cicatrizes.”
  50. “Seus homens cairão ao fio da espada; seus guerreiros morrerão no combate.”
  51. “As portas de Sião lamentarão e prantearão por causa disso; e sem nada, ela se assentará no chão.”
  52. “Naquele dia sete mulheres agarrarão um homem e dirão: “Nós mesmas vamos providenciar nossa comida e nossas roupas; apenas case-se conosco e livre-nos da vergonha de sermos solteiras!”
  53. “Naquele dia o Renovo do SENHOR será belo e glorioso, e o fruto da terra será o orgulho e a glória dos sobreviventes de Israel.”
  54. “Os que forem deixados em Sião e ficarem em Jerusalém serão chamados santos: todos os inscritos para viverem em Jerusalém.”
  55. “Quando o SENHOR tiver lavado a impureza das mulheres de Sião e tiver limpado por um espírito de julgamento e fogo o sangue derramado em Jerusalém,
  56.  O SENHOR criará, sobre todo o monte Sião e sobre aqueles que se reunirem ali, uma nuvem de dia e um clarão de fogo de noite.”
  57. “A glória tudo cobrirá e será um abrigo e sombra para o calor do dia, refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva.”

Fontes: Isaías 1, 2, 3 e 4

Capítulo 35 – Jotão

  1. Neste tempo, foi isto que Isaías, filho de Amoz, viu a respeito de Judá e de Jerusalém: “Cantarei para o meu amigo o seu cântico a respeito de sua vinha: Meu amigo tinha uma vinha na encosta de uma fértil colina.”
  2. “Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores videiras. Construiu uma torre de sentinela e também fez um tanque de prensar uvas. Ele esperava que desse uvas boas, mas só deu uvas azedas.”
  3. “Agora, habitantes de Jerusalém e homens de Judá, julguem entre mim e a minha vinha.”
  4. Que mais se poderia fazer por ela que eu não tenha feito? Então, por que só produziu uvas azedas, quando eu esperava uvas boas?”
  5. “Pois, eu lhes digo o que vou fazer com a minha vinha: Derrubarei sua cerca para que ela seja tranformada em pasto; derrubarei o seu muro para que seja pisoteada.”
  6. “Farei dela um terreno baldio; não será podada nem capinada, espinheiros e ervas daninhas crescerão nela. Também ordenarei às nuvens que não derramem chuva sobre ela”.
  7. “Pois bem, a vinha do SENHOR dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a plantação que ele amava. Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição.”
    “Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra.”
  8. “O SENHOR dos Exércitos me disse: “Sem dúvida muitas casas ficarão abandonadas, as casas belas e grandes ficarão sem moradores.”
  9. “Uma vinha de dez alqueires só produzirá um pote de vinho, um barril de semente só dará uma arroba de trigo”.
    “Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até à noite.”
  10. “Harpas e liras, tamborins, flautas e vinho há em suas festas, mas não se importam com os atos do SENHOR, nem atentam para obra que as suas mãos realizam.”
  11. “Portanto, o meu povo vai para o exílio, por falta de conhecimento; a elite morrerá de fome, e as multidões, de sede.”
  12. “Por isso o Sheol aumenta o seu apetite e escancara a sua boca. Para dentro dele descerão o esplendor da cidade e a sua riqueza, o seu barulho e os que se divertem.”
  13. “Por isso o homem será abatido, a humanidade se curvará, e os arrogantes terão que baixar os olhos.”
  14. “Mas o SENHOR dos Exércitos será exaltado em sua justiça; o Deus santo se mostrará santo em sua retidão.”
  15. “Então ovelhas pastarão ali como em sua própria pastagem; cordeiros comerão nas ruínas dos ricos.”
  16. “Ai dos que se prendem à iniqüidade com cordas de engano, e ao pecado com cordas de carroça, e dizem: ‘Que Deus apresse a realização da sua obra para que a vejamos; que se cumpra o plano do Santo de Israel, para que o conheçamos’.
  17. Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.
  18. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião.
  19. Ai dos que são campeões em beber vinho e mestres em misturar bebidas,
    dos que por suborno absolvem o culpado, mas negam justiça ao inocente.
  20. Por isso, assim como a palha é consumida pelo fogo e o restolho é devorado pelas chamas, assim também as suas raízes apodrecerão e as suas flores, como pó, serão levadas pelo vento; pois rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos, desprezaram a palavra do Santo de Israel.
  21. Por tudo isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e ele levantou sua mão para os ferir. Os montes tremeram, e os seus cadáveres estão como o lixo nas ruas. Apesar disso tudo, a ira dele não se desviou; sua mão continua erguida.
  22. Ele levanta uma bandeira convocando uma nação distante e assobia para um povo dos confins da terra. Aí vêm eles rapidamente!
  23. Nenhum dos seus soldados se cansa nem tropeça, nenhum deles cochila nem dorme, nenhum afrouxa o cinto, nenhum desamarra a correia das sandálias.
  24. As flechas deles estão afiadas, preparados estão todos os seus arcos; os cascos dos seus cavalos são duros como pedra, as rodas de seus carros são como um furacão.
  25. O rugido deles é como o do leão; rugem como leões ferozes; rosnam enquanto se apoderam da presa e a arrastam, sem que ninguém possa livrá-la.
  26. Naquele dia rugirão sobre Judá como o rugir do mar. E, se alguém olhar para a terra de Israel, verá trevas e aflição; até a luz do dia será obscurecida pelas nuvens.
  27. No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o SENHOR assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo.
  28. Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam.
  29. E proclamavam uns aos outros: “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória”.
  30. Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça.
  31. Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!”
  32. Então um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.
  33. Com ela tocou a minha boca e disse: “Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado”.
  34. Então ouvi a voz do SENHOR, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” E eu respondi: “Eis-me aqui. Envia-me!”
  35. Ele disse: “Vá, e diga a este povo: “Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam.
  36. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos.
  37. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados”.
  38. Então eu perguntei: “Até quando, SENHOR?” E ele respondeu: “Até que as cidades estejam em ruínas e sem habitantes,”
  39. “Até que as casas fiquem abandonadas e os campos estejam totalmente devastados, até que o SENHOR tenha enviado todos para longe e a terra esteja totalmente desolada.”
  40. “E ainda que um décimo fique no país, esses também serão destruídos. Mas, assim como o terebinto e o carvalho deixam o tronco quando são derrubados, assim a santa semente será o seu tronco”.
  41. Jotão tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Jerusa, filha de Zadoque.
  42. Ele fez o que o SENHOR aprova, tal como seu pai Uzias; contudo, os altares idólatras não foram derrubados; o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso neles.
  43. Jotão reconstruiu a porta superior do templo do SENHOR.
  44. Os demais acontecimentos do reinado de Jotão e as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Judá.
  45. Naqueles dias o SENHOR começou a enviar Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, contra Judá.
  46. Jotão descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi, cidade de seu pai. Seu filho Acaz foi o seu sucessor.

Fonte: Isaías 5 e 6 e 2Reis 15.

Capítulo 36 – Acaz

  1. No décimo sétimo ano do reinado de Peca, filho de Remalias, Acaz, filho de Jotão, rei de Judá, começou a reinar.
  2. Acaz tinha vinte anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Ao contrário de Davi, seu predecessor, não fez o que o SENHOR seu Deus aprova.
  3. Andou nos caminhos dos reis de Israel e chegou até a queimar o seu filho em sacrifício, imitando os costumes detestáveis das nações que o SENHOR havia expulsado de diante dos israelitas.
  4. Também ofereceu sacrifícios e queimou incenso nos altares idólatras, no alto das colinas e debaixo de toda árvore frondosa.
  5. Então Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, saíram para lutar contra Acaz e sitiaram Jerusalém, mas não conseguiram vencê-lo.
  6. Naquela ocasião, Rezim recuperou Elate para a Síria, expulsando os homens de Judá. Os edomitas então se mudaram para Elate, onde vivem até hoje.
  7. Informaram ao rei: “A Síria montou acampamento em Efraim”. Com isso o coração de Acaz e do seu povo agitou-se, como as árvores da floresta agitam-se com o vento.
  8. Então o SENHOR disse a Isaías para sair, ele e seu filho Sear-Jasube, e encontrar-se com Acaz no final do aqueduto do açude Superior, na estrada que vai para o campo do Lavandeiro.
  9. Isaías disse a Acaz: “Tenha cuidado, acalme-se e não tenha medo. Que o seu coração não se desanime por causa do furor destes restos de lenha fumegantes: Rezim, a Síria e o filho de Remalias.”
  10. “Porque a Síria, Efraim e o filho de Remalias têm tramado a sua ruína, dizendo: Vamos invadir o reino de Judá; vamos rasgá-lo e dividi-lo entre nós, e fazer o filho de Tabeel reinar sobre ele”.
  11. Assim diz o Soberano SENHOR: “Não será assim, isso não acontecerá, pois a cabeça da Síria é Damasco, e a cabeça de Damasco é Rezim.”
  12. “Em sessenta e cinco anos Efraim estará destruído demais para ser um povo. A cabeça de Efraim é Samaria, e a cabeça de Samaria é o filho de Remalias.
  13. “Se vocês não ficarem firmes na fé, com certeza não resistirão!’”
  14. Disse ainda o SENHOR a Acaz: “Peça ao SENHOR, ao seu Deus, um sinal miraculoso, seja das maiores profundezas, seja das alturas mais elevadas”.
  15. Mas Acaz disse: “Não pedirei; não porei o SENHOR à prova”.
  16. Disse então Isaías: “Ouçam agora, descendentes de Davi! Não basta abusarem da paciência dos homens? Também vão abusar da paciência do meu Deus?”
  17. “Por isso o SENHOR mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel.”
  18. “Ele comerá coalhada e mel até a idade em que saiba rejeitar o erro e escolher o que é certo.”
  19. “Mas antes que o menino saiba rejeitar o erro e escolher o que é certo, a terra dos dois reis que você teme ficará deserta.”
  20. “O SENHOR trará o rei da Assíria sobre você e sobre o seu povo e sobre a descendência de seu pai. Serão dias como nunca houve, desde que Efraim se separou de Judá”.
  21. “Naquele dia o SENHOR assobiará para chamar as moscas dos distantes rios do Egito e as abelhas da Assíria.”
  22. “Todas virão e pousarão nos vales íngremes e nas fendas das rochas, em todos os espinheiros e em todas as cisternas.”
  23. “Naquele dia o SENHOR utilizará uma navalha alugada de além do Eufrates, o rei da Assíria, para rapar a sua cabeça e os pêlos de suas pernas e da sua barba.”
  24. “Naquele dia o homem que tiver uma vaca e duas cabras terá coalhada para comer, graças à fartura de leite que elas darão.”
  25. “Todos os que ficarem na terra comerão coalhada e mel.”
  26. “Naquele dia, todo lugar onde havia mil videiras no valor de doze quilos de prata será deixado para as roseiras bravas e para os espinheiros.”
  27. “Os homens entrarão ali com arcos e flechas, pois todo o país estará coberto de roseiras bravas e de espinheiros.”
  28. “E às colinas antes lavradas com enxada você não irá mais, porque terá medo das roseiras bravas e dos espinheiros; nesses lugares os bois ficarão à solta e as ovelhas correrão livremente.”
  29. O SENHOR me disse: “Tome uma placa de bom tamanho e nela escreva de forma legível: Maher-Shalal-Hash-Baz.”
  30. “E chame o sacerdote Urias, e Zacarias, filho de Jeberequias, como testemunhas de confiança”.
  31. “Então deitei-me com a profetisa, minha mulher, e ela engravidou e deu à luz um filho. E o SENHOR me disse: “Dê-lhe o nome de Maher-Shalal-Hash-Baz.
  32. Pois antes que o menino saiba dizer ‘papai’ ou ‘mamãe’, a riqueza de Damasco e os bens de Samaria serão levados pelo rei da Assíria”.
  33. O SENHOR tornou a falar-me: “Já que este povo rejeitou as águas de Siloé, que fluem mansamente, e alegrou-se com Rezim e com o filho de Remalias, o SENHOR está trazendo contra eles as poderosas e devastadoras águas do Eufrates, o rei da Assíria com todo o seu poderio.”
  34. “Elas transbordarão em todos os seus canais, encobrirão todas as suas margens e inundarão Judá cobrindo tudo até o pescoço. Seus braços abertos se espalharão por toda a tua terra, ó Emanuel!”
  35. “Continuem a fazer o mal, ó nações, e vocês serão destruídas! Escutem, terras distantes: Ainda que vocês se preparem para o combate, serão destruídas! Sim, mesmo que se preparem para o combate, vocês serão destruídas!”
  36. “Mesmo que vocês criem estratégias, elas serão frustradas; mesmo que façam planos, não terão sucesso, pois Deus está conosco!”
  37. “O SENHOR falou comigo com veemência, advertindo-me a não seguir o caminho desse povo. Ele disse: “Não chamem conspiração tudo o que esse povo chama conspiração; não temam aquilo que eles temem, nem se apavorem.”
  38. “Ao SENHOR dos Exércitos é que vocês devem considerar santo, a ele é que vocês devem temer, dele é que vocês devem ter pavor.”
  39. “Para os dois reinos de Israel ele será um santuário, mas também uma pedra de tropeço, uma rocha que faz cair. E para os habitantes de Jerusalém ele será uma armadilha e um laço.”
  40. “Muitos deles tropeçarão, cairão e serão despedaçados, presos no laço e capturados”.
  41. “Guarde o mandamento com cuidado e sele a lei entre os meus discípulos.”
  42. “Esperarei pelo SENHOR, que está escondendo o seu rosto da descendência de Jacó. Nele porei a minha esperança.”
  43. “Aqui estou eu com os filhos que o SENHOR me deu. Em Israel somos sinais e símbolos da parte do SENHOR dos Exércitos, que habita no monte Sião.”
  44. “Quando disserem a vocês: ‘Consultem médiuns e espíritas que murmuram encantamentos’, pois todos procuram seus deuses e os mortos em favor dos vivos; respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’
  45. “Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!”
  46. “Aflitos e famintos vaguearão pela terra; quando estiverem famintos, ficarão irados e, olhando para cima, amaldiçoarão o seu rei e o seu Deus.”
  47. “Depois olharão para a terra e só verão aflição, trevas e temível escuridão, e serão atirados em densas trevas.”

Fonte: 2Reis 16 e Isaías 7 e 8.

Capítulo 37 – Miqueias

  1. A palavra do SENHOR que veio a Miquéias de Moresete durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá; a visão que ele teve acerca de Samaria e de Jerusalém:
  2. “Ouçam, todos os povos; prestem atenção, ó terra e todos os que nela habitam; que o SENHOR Soberano, do seu santo templo, testemunhe contra vocês.”
  3. “Vejam! O SENHOR já está saindo da sua habitação; ele desce e pisa os lugares altos da terra.”
  4. “Debaixo dele os montes se derretem como cera diante do fogo, e os vales racham ao meio, como que rasgados pelas águas que descem velozes encosta abaixo.”
  5. “Tudo por causa da transgressão de Jacó, dos pecados da nação de Israel. Qual é a transgressão de Jacó? Acaso não é Samaria? Qual é o altar idólatra de Judá? Acaso não é Jerusalém?”
  6. “”Por isso farei de Samaria um monte de entulho em campo aberto, um lugar para plantação de vinhas; atirarei as suas pedras no vale e porei a descoberto os seus alicerces.”
  7. “Todas as suas imagens esculpidas serão despedaçadas e todos os seus ganhos imorais serão consumidos pelo fogo; destruirei todas as suas imagens. Visto que o que ela ajuntou foi como ganho da prostituição, como salário de prostituição tornará a ser usado.”
  8. “Por causa disso chorarei e lamentarei; andarei descalço e nu. Uivarei como um chacal e gemerei como um filhote de coruja.”
  9. “Pois a ferida de Samaria é incurável; e chegou a Judá. O flagelo alcançou até mesmo a porta do meu povo, até a própria Jerusalém!”
  10. “Não contem isso em Gate, e não chorem. Habitantes de Bete-Ofra, revolvam-se no pó.”
  11. “Saiam nus e cobertos de vergonha, vocês que moram em Safir. Os habitantes de Zaanã não sairão de sua cidade. Bete-Ezel está em prantos; foi-lhe tirada a proteção.”
  12. “Os que vivem em Marote se contorcem de dor aguardando alívio, porque a desgraça veio da parte do SENHOR até às portas de Jerusalém.”
  13. “Habitantes de Láquis, atrelem aos carros as parelhas de cavalos. Esse foi o início do pecado da cidade de Sião, pois as transgressões de Israel foram aprendidas com vocês.”
  14. “Por isso vocês darão presentes de despedida a Moresete-Gate. A cidade de Aczibe se revelará enganosa aos reis de Israel.”
  15. “Trarei um conquistador contra vocês, que vivem em Maressa. A glória de Israel irá a Adulão.
  16. “Rapem as suas cabeças em pranto por causa dos filhos nos quais vocês se tanto alegram; fiquem calvos como a águia, pois eles serão levados de vocês para o exílio.”
  17. “Ai daqueles que planejam maldade, dos que tramam o mal em suas camas! Quando alvorece, eles o executam, porque isso eles podem fazer.”
  18. “Cobiçam terrenos e se apoderam deles; cobiçam casas e as tomam. Fazem violência ao homem e à sua família, a ele e aos seus herdeiros.”
  19. “Portanto, assim diz o SENHOR: “Estou planejando contra essa gente uma desgraça, da qual vocês não poderão salvar-se. Vocês já não vão andar com arrogância, pois será tempo de desgraça.”
  20. “Naquele dia vocês serão ridicularizados; zombarão de vocês com esta triste canção: ‘Estamos totalmente arruinados; dividida foi a propriedade do meu povo. Ele tirou-a de mim! Entregou a invasores as nossas terras’”.
  21. “Portanto, vocês não estarão na assembléia do SENHOR para a divisão da terra por sorteio.”
  22. “Não preguem”, dizem os seus profetas.”Não preguem acerca dessas coisas; a desgraça não nos alcançará”.
  23. “Ó descendência de Jacó, é isto que está sendo falado: “O Espírito do SENHOR perdeu a paciência? É assim que ele age? As minhas palavras não fazem bem àquele cujos caminhos são retos?”
  24. “Mas ultimamente como inimigos vocês atacam o meu povo. Além da túnica arrancam a capa daqueles que passam confiantes, como quem volta da guerra.”
  25. “Vocês tiram as mulheres do meu povo de seus lares agradáveis. De seus filhos vocês removem a minha dignidade para sempre.”
  26. “Levantem-se, vão embora! Pois este não é o lugar de descanso, porque ele está contaminado, está arruinado, sem que haja remédio.”
  27. “Se um mentiroso e enganador vier e disser: ‘Eu pregarei para vocês fartura de vinho e de bebida fermentada’, ele será o profeta deste povo!”
  28. “Eu vou de fato ajuntar todos vocês, ó Jacó; sim, vou reunir o remanescente de Israel. Eu os ajuntarei como ovelhas num aprisco, como um rebanho numa pastagem; haverá barulho de muita gente.”
  29. “Aquele que abre o caminho irá adiante deles; passarão pela porta e sairão. O rei deles, o SENHOR, os guiará”.
  30. “Ouçam, vocês que são chefes de Jacó, governantes da nação de Israel. Vocês deveriam conhecer a justiça!”
  31. “Mas odeiam o bem e amam o mal; arrancam a pele do meu povo e a carne dos seus ossos.”
  32. “Aqueles que comem a carne do meu povo, arrancam a sua pele, despedaçam os seus ossos e cortam-no como se fosse carne para a panela, um dia clamarão ao SENHOR, mas ele não lhes responderá.”
  33. “Naquela tempo ele esconderá deles o rosto por causa do mal que eles têm feito.”
  34. “Assim diz o SENHOR aos profetas que fazem o meu povo desviar-se; quando lhes dão o que mastigar, proclamam paz, mas proclamam guerra santa contra quem não lhes enche a boca:”
  35. “Por tudo isso a noite virá sobre vocês, noite sem visões; haverá trevas, sem adivinhações. O sol se porá para os profetas, e o dia se escurecerá para eles.”
  36. “Os videntes ficarão envergonhados, e os adivinhos constrangidos. Todos cobrirão o rosto porque não haverá resposta da parte de Deus”.
  37. “Mas, quanto a mim, graças ao poder do Espírito do SENHOR, estou cheio de força e de justiça, para declarar a Jacó a sua transgressão, e a Israel o seu pecado.”
  38. “Ouçam isto, vocês que são chefes da descendência de Jacó, governantes da nação de Israel, que detestam a justiça e pervertem tudo o que é justo; que constroem Sião com derramamento de sangue, e Jerusalém com impiedade.”
  39. “Seus líderes julgam a troco de suborno, seus sacerdotes ensinam por lucro, e seus profetas adivinham em troca de prata.”
  40. “E ainda se apóiam no SENHOR, dizendo: ‘O SENHOR está no meio de nós. Nenhuma desgraça vai nos acontecer’.”
  41. “Por isso, por causa de vocês, Sião será arada como um campo, Jerusalém se tornará um monte de entulho, e a colina do templo, um matagal.”

Fonte: Miquéias 1, 2 e 3

Capítulo 38 – Israel

  1. Acaz enviou mensageiros para dizer a Tiglate-Pileser, rei da Assíria: “Sou teu servo e teu vassalo. Vem salvar-me das mãos do rei da Síria e do rei de Israel, que estão me atacando”.
  2. Acaz ajuntou a prata e o ouro encontrados no templo do SENHOR e nos tesouros do palácio real e enviou-os como presente para o rei da Assíria.
  3. Este atendeu o pedido, atacou Damasco e a conquistou. Deportou seus habitantes para Quir e matou a Rezim.
  4. Então o rei Acaz foi a Damasco encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria.
  5. Ele viu o altar que havia em Damasco e mandou ao sacerdote Urias um modelo do altar, com informações detalhadas para sua construção.
  6. O sacerdote Urias construiu um altar conforme as instruções que o rei Acaz tinha enviado de Damasco e o terminou antes do retorno do rei Acaz.
  7. Quando o rei voltou de Damasco e viu o altar, aproximou-se dele e apresentou ofertas sobre ele.
  8. Ofereceu seu holocausto e sua oferta de cereal, derramou sua oferta de bebidas e aspergiu sobre o altar o sangue dos seus sacrifícios de comunhão.
  9. Ele tirou da frente do templo, dentre o altar e o templo do SENHOR, o altar de bronze que ficava diante do SENHOR e o colocou no lado norte do altar.
  10. Então o rei Acaz deu estas ordens ao sacerdote Urias: “No altar grande, ofereça o holocausto da manhã e a oferta de cereal da tarde, o holocausto do rei e sua oferta de cereal, e o holocausto, a oferta de cereal e a oferta derramada de todo o povo.”
  11. “Espalhe sobre o altar todo o sangue dos holocaustos e dos sacrifícios. Mas utilizarei o altar de bronze para buscar orientação”. E o sacerdote Urias fez como o rei Acaz tinha ordenado.
  12. O rei tirou os painéis laterais e retirou as pias dos estrados móveis. Tirou o tanque de cima dos touros de bronze que o sustentavam e o colocou sobre uma base de pedra.
  13. Por causa do rei da Assíria tirou a cobertura para ser usada no sábado, que fora construída no templo, e retirou a entrada real do lado de fora do templo do SENHOR.
  14. No décimo segundo ano do reinado de Acaz, rei de Judá, Oséias, filho de Elá, tornou-se rei de Israel em Samaria, e reinou nove anos.
  15. Ele fez o que o SENHOR reprova, mas não como os reis de Israel que o precederam.
  16. Salmaneser, rei da Assíria, foi atacar Oséias, que fora seu vassalo e lhe pagara tributo.
  17. Mas o rei da Assíria descobriu que Oséias era um traidor, pois havia mandado emissários a Sô, rei do Egito, e já não pagava mais o tributo, como costumava fazer a cada ano. Por isso, Salmaneser mandou lançá-lo na prisão.
  18. O rei da Assíria invadiu todo o país, marchou contra Samaria e a sitiou por três anos.
  19. No nono ano do reinado de Oséias, o rei assírio conquistou Samaria e deportou os israelitas para a Assíria.
  20. Ele os colocou em Hala, em Gozã do rio Habor e nas cidades dos medos.
  21. Tudo isso aconteceu porque os israelitas haviam pecado contra o SENHOR seu Deus, que os tirara do Egito, de sob o poder do faraó, rei do Egito.
  22. Eles prestaram culto a outros deuses e seguiram os costumes das nações que o SENHOR havia expulsado de diante deles, bem como os costumes que os reis de Israel haviam introduzido.
  23. Os israelitas praticaram o mal secretamente contra o SENHOR seu Deus. Desde torres de sentinela até cidades fortificadas, eles mesmos construíram altares idólatras em todas as suas cidades.
  24. Ergueram colunas sagradas e postes sagrados em todo monte alto e debaixo de toda árvore frondosa.
  25. Em todos os altares idólatras queimavam incenso, como fizeram as nações a quem o SENHOR havia expulsado de diante deles. Fizeram males que provocaram o SENHOR à ira.
  26. Prestaram culto a ídolos, embora o SENHOR houvesse dito: “Não façam isso”.
  27. O SENHOR advertiu Israel e Judá por meio de todos os seus profetas e videntes: “Desviem-se de seus maus caminhos.”
  28. “Obedeçam às minhas ordenanças e aos meus decretos, de acordo com toda a Lei que ordenei a seus antepassados que obedecessem e que lhes entreguei por meio de meus servos, os profetas”.
  29. Mas eles não quiseram ouvir e foram obstinados como seus antepassados, que não confiaram no SENHOR seu Deus.
  30. Rejeitaram os seus decretos, a aliança que tinha feito com seus antepassados e as suas advertências.
  31. Seguiram ídolos inúteis, tornando-se eles mesmos inúteis. Imitaram as nações ao seu redor, embora o SENHOR tivesse lhes ordenado: “Não as imitem”.
  32. Abandonaram todos os mandamentos do SENHOR, do seu Deus e fizeram para si dois ídolos de metal na forma de bezerros e um poste sagrado.
  33. Inclinaram-se diante de todos os exércitos celestiais e prestaram culto a Baal.
  34. Queimaram seus filhos e filhas em sacrifício. Praticaram adivinhação e feitiçaria e venderam-se para fazer o que o SENHOR reprova, provocando-o à ira.
  35. Então o SENHOR indignou-se muito contra Israel e os expulsou da sua presença.
  36. Só a tribo de Judá escapou, mas nem ela obedeceu aos mandamentos do SENHOR seu Deus. Seguiram os costumes que Israel havia introduzido.
  37. Por isso, o SENHOR rejeitou todo o povo de Israel; ele o afligiu e o entregou nas mãos de saqueadores, até expulsá-lo da sua presença.
  38. Quando o SENHOR separou Israel da dinastia de Davi, os israelitas escolheram como rei Jeroboão, filho de Nebate, que induziu Israel a deixar de seguir o SENHOR e o levou a cometer grande pecado.
  39. Eles permaneceram em todos os pecados de Jeroboão e não se desviaram deles, até que o SENHOR os afastou de sua presença, conforme havia advertido por meio de todos os seus servos, os profetas.
  40. Assim, o povo de Israel foi tirado de sua terra e levado ao exílio na Assíria, onde ainda hoje permanecem.
  41. O rei da Assíria trouxe gente da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim e os estabeleceu nas cidades de Samaria para substituir os israelitas.
  42. Eles ocuparam Samaria e habitaram em suas cidades.
  43. Quando começaram a viver ali, não adoravam o SENHOR; por isso ele enviou leões para o meio deles, que mataram alguns dentre o povo.
  44. Então o rei da Assíria deu esta ordem: “Façam um dos sacerdotes de Samaria que vocês levaram prisioneiro retornar e viver ali para ensinar as exigências do Deus da terra”.
  45. Então um dos sacerdotes exilados de Samaria veio morar em Betel e lhes ensinou a adorar o SENHOR.
  46. No entanto, cada grupo fez seus próprios deuses nas diversas cidades em que moravam e os puseram nos altares idólatras que o povo de Samaria havia feito.
  47. Os de Babilônia fizeram Sucote-Benote, os de Cuta fizeram Nergal e os de Hamate fizeram Asima; os aveus fizeram Nibaz e Tartaque; os sefarvitas queimavam seus filhos em sacrifício a Adrameleque e Anameleque, deuses de Sefarvaim.
  48. Eles adoravam o SENHOR, mas também nomeavam qualquer pessoa para lhes servir como sacerdote nos altares idólatras.
  49. Adoravam o SENHOR, mas também prestavam culto aos seus próprios deuses, conforme os costumes das nações de onde haviam sido trazidos.
  50. Até hoje eles continuam em suas antigas práticas. Não adoram o SENHOR nem se comprometem com os decretos, com as ordenanças, com as leis e com os mandamentos que o SENHOR deu aos descendentes de Jacó, a quem deu o nome de Israel.
  51. Quando o SENHOR fez uma aliança com os israelitas, ele lhes ordenou: “Não adorem a outros deuses, não se inclinem diante deles, não lhes prestem culto nem lhes ofereçam sacrifício.”
  52. “Mas o SENHOR, que os tirou do Egito com grande poder e braço forte, é a quem vocês adorarão. Diante dele vocês se inclinarão e lhe oferecerão sacrifícios.”
  53. “Vocês sempre tomarão o cuidado de obedecer aos decretos, e às ordenanças, às leis e aos mandamentos que lhes prescreveu. Não adorem a outros deuses.”
  54. “Não esqueçam a aliança que fiz com vocês e não adorem a outros deuses.”
  55. “Antes, adorem o SENHOR, o seu Deus; ele os livrará das mãos de todos os seus inimigos”.
  56. Contudo, eles não deram atenção, mas continuaram em suas antigas práticas.
  57. Mesmo enquanto esses povos adoravam o SENHOR, também prestavam culto aos seus ídolos. Até hoje seus filhos e netos continuam a fazer o que seus antepassados faziam.

Fonte: 2Reis 16 e 17.

Capítulo 39 – Naum

  1. Advertência contra Nínive. Livro da visão de Naum, de Elcós.
  2. O SENHOR é Deus zeloso e vingador! O SENHOR é vingador! Seu furor é terrível! O SENHOR executa vingança contra os seus adversários e manifesta o seu furor contra os seus inimigos.
  3. O SENHOR é muito paciente, mas o seu poder é imenso; o SENHOR não deixará impune o culpado. O seu caminho está no vendaval e na tempestade, e as nuvens são a poeira de seus pés.
  4. Ele repreende o mar e o faz secar, faz que todos os rios se sequem. Basã e o Carmelo se desvanecem e as flores do Líbano murcham.
  5. Quando ele se aproxima os montes tremem e as colinas se derretem. A terra se agita na sua presença, o mundo e todos os que nele vivem.
  6. Quem pode resistir à sua indignação? Quem pode suportar o despertar de sua ira? O seu furor se derrama como fogo, e as rochas se despedaçam diante dele.
  7. O SENHOR é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam,
    mas com uma enchente devastadora dará fim a Nínive; expulsará os seus inimigos para a escuridão.
  8. O SENHOR acabará com tudo o que vocês planejarem contra ele; a tribulação não precisará vir uma segunda vez.
  9. Embora estejam entrelaçados como espinhos e encharcados de bebida como bêbados, serão consumidos como a palha mais seca.
  10. Foi de você, ó Nínive, que saiu aquele que trama perversidades, que planeja o mal contra o SENHOR.
  11. Assim diz o SENHOR: “Apesar de serem fortes e numerosos, serão ceifados e destruídos; mas, você, Judá, embora eu a tenha afligido, não a afligirei mais.”
  12. “Agora vou quebrar o jugo do seu pescoço e arrancar as suas algemas”.
  13. O SENHOR decreta o seguinte a seu respeito, ó rei de Nínive: “Você não terá descendentes que perpetuem o seu nome.”
  14. “Destruirei as imagens esculpidas e os ídolos de metal do templo dos seus deuses. Prepararei o seu túmulo, porque você é desprezível”.
  15. Vejam sobre os montes os pés do que anuncia boas notícias e proclama a paz!
  16. Comemore as suas festas, ó Judá, e cumpra os seus votos. Nunca mais o perverso a invadirá; ele será completamente destruído.
  17. O destruidor avança contra você, Nínive! Guarde a fortaleza! Vigie a estrada! Prepare a resistência! Reúna todas as suas forças!
  18. O SENHOR restaurará o esplendor de Jacó; restaurará o esplendor de Israel, embora os saqueadores tenham devastado e destruído as suas videiras.
  19. Os escudos e os uniformes dos soldados inimigos são vermelhos. Os seus carros de guerra reluzem quando se alinham para a batalha; agitam-se as lanças de pinho.
  20. Os carros de guerra percorrem loucamente as ruas e se cruzam velozmente pelos quarteirões. Parecem tochas de fogo e arremessam-se como relâmpagos.
  21. Convocam-se as suas tropas de elite, mas elas vêm tropeçando; correm para a muralha da cidade para formar a linha de proteção.
  22. As comportas dos canais são abertas, e o palácio desaba.
  23. Está decretado: a cidade irá para o exílio, será deportada. As jovens tomadas como escravas batem no peito; seu gemer é como o arrulhar das pombas.
  24. Nínive é como um açude antigo cujas águas estão vazando.”Parem, parem”, eles gritam, mas ninguém sequer olha para trás.
  25. Saqueiem a prata! Saqueiem o ouro! Sua riqueza não tem fim; está repleta de objetos de valor!
  26. Ah! Devastação! Destruição! Desolação! Os corações se derretem, os joelhos vacilam, todos os corpos tremem e o rosto de todos empalidece!
  27. Onde está agora a toca dos leões? Onde o lugar em que alimentavam seus filhotes, para onde iam o leão, a leoa e os leõezinhos, sem nada temer?
  28. Onde está o leão que caçava o bastante para os seus filhotes e estrangulava animais para as suas leoas, e que enchia as suas covas de presas e suas tocas de vítimas?
  29. “Estou contra você”, declara o SENHOR dos Exércitos, “queimarei no fogo os seus carros de guerra, e a espada matará os seus leões.
  30. Eliminarei da terra a sua caça, e a voz dos seus mensageiros jamais será ouvida”.
  31. Ai da cidade sanguinária, repleta de fraudes e cheia de roubos, sempre fazendo as suas vítimas!
  32. Ah, o estalo dos chicotes, o barulho das rodas, o galope dos cavalos e o sacudir dos carros de guerra!
  33. Cavaleiros atacando, espadas reluzentes e lanças cintilantes! Muitos mortos, montanhas de cadáveres, corpos sem conta, gente tropeçando por cima deles!
  34. Tudo por causa do desejo desenfreado de uma prostituta sedutora, mestra de feitiçarias, que escravizou nações com a sua prostituição e povos, com a sua feitiçaria.
  35. “Eu estou contra você”, declara o SENHOR dos Exércitos, “vou levantar o seu vestido até a altura do seu rosto. Mostrarei às nações a sua nudez e aos reinos, as suas vergonhas.
  36. Eu jogarei imundície sobre você, e a tratarei com desprezo; farei de você um exemplo.
  37. Todos os que a virem fugirão dizendo: ‘Nínive está arrasada! Quem a lamentará? ’ Onde encontrarei quem a console?”
  38. Acaso és melhor do que Tebas, situada junto ao Nilo, rodeada de águas? O rio era a sua defesa; as águas, o seu muro.
  39. A Etiópia e o Egito eram a sua força ilimitada; Fute e a Líbia estavam entre os seus aliados.
  40. Apesar disso, ela foi deportada, levada para o exílio. Em cada esquina as suas crianças foram massacradas.
  41. Tiraram sortes para decidir o destino dos seus nobres; todos os poderosos foram acorrentados.
  42. Você também ficará embriagada; irá esconder-se, tentando proteger-se do inimigo.
  43. Todas as suas fortalezas são como figueiras carregadas de figos maduros; basta sacudi-las, e os figos caem em bocas vorazes.
  44. Olhe bem para as suas tropas: não passam de mulheres! As suas portas estão escancaradas para os seus inimigos; o fogo devorou as suas trancas.
  45. Reserve água para o tempo do cerco! Reforce as suas fortalezas! Entre no barro, pise a argamassa, prepare a forma para os tijolos!
  46. Mesmo assim o fogo consumirá você; a espada a eliminará, e, como gafanhotos devastadores, a devorará!
  47. Multiplique-se como gafanhotos devastadores, multiplique-se como gafanhotos peregrinos!
  48. Você multiplicou os seus comerciantes, tornando-os mais numerosos do que as estrelas do céu; mas como gafanhotos devastadores, devoram o país e depois voam para longe.
  49. Os seus guardas são como gafanhotos peregrinos, os seus oficiais, como enxames de gafanhotos que se ajuntam sobre os muros em dias frios; mas quando o sol aparece, eles voam, ninguém sabe para onde.
  50. Ó rei da Assíria, os seus pastores dormem; os seus nobres adormecem. O seu povo está espalhado pelos montes e não há ninguém para reuni-lo.
  51. Não há cura para a sua chaga; a sua ferida é mortal. Quem ouve notícias a seu respeito bate palmas pela sua queda, pois, quem não sofreu a sua crueldade sem limites?

Fonte: Naum 1, 2 e 3

Capítulo 40 – Ezequias

  1. Visão que Isaías, filho de Amoz, teve a respeito de Judá e Jerusalém durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá:
  2. Não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão.
  3. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz.
  4. Fizeste crescer a nação e aumentaste a sua alegria; eles se alegram diante de ti como os que se regozijam na colheita, como os que exultam quando dividem os bens tomados na batalha.
  5. Pois, tu destruíste o jugo que os oprimia, a canga que estava sobre os seus ombros, e a vara de castigo do seu opressor, como no dia da derrota de Midiã.
  6. Pois, toda bota de guerreiro usada em combate e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, como lenha no fogo.
  7. Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.
  8. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isso.
  9. O SENHOR enviou uma mensagem contra Jacó, e ela atingiu Israel.
  10. Todo o povo ficará sabendo, tanto Efraim como os habitantes de Samaria, que dizem com orgulho e arrogância de coração:
  11. “Os tijolos caíram, mas nós reconstruiremos com pedras lavradas; as figueiras bravas foram derrubadas, mas nós as substituiremos por cedros”.
  12. Mas o SENHOR fortaleceu os adversários de Rezim para atacá-los e incitou contra eles os seus inimigos.
  13. Os arameus do leste e os filisteus do oeste devoraram Israel, escancarando a boca. Apesar disso tudo, a ira divina não se desviou; sua mão continua erguida.
  14. Mas o povo não voltou para aquele que os feriu, nem buscou o SENHOR dos Exércitos.
  15. Por essa razão o SENHOR corta de Israel tanto a cabeça como a cauda, tanto a palma como o junco, num único dia.
  16. As autoridades e os homens de destaque são a cabeça, os profetas que ensinam mentiras são a cauda.
  17. Aqueles que guiam este povo o desorientam, e aqueles que são guiados deixam-se induzir ao erro.
  18. Por isso o SENHOR não terá nos jovens motivo de alegria, nem terá piedade dos órfãos e das viúvas, pois todos são hipócritas e perversos, e todos falam loucuras.
  19. Apesar disso tudo, a ira dele não se desviou; sua mão continua erguida.
  20. Porque a impiedade queima como fogo; consome roseiras bravas e espinheiros, põe em chamas os matagais da floresta, fazendo nuvens de fumaça.
  21. Pela ira do SENHOR dos Exércitos a terra será ressecada, e o povo será como lenha no fogo; ninguém poupará seu irmão.
  22. À direita devorarão, mas ainda estarão com fome; à esquerda comerão, mas não ficarão satisfeitos. Cada um comerá a carne do seu próprio irmão.
  23. Manassés contra Efraim, Efraim contra Manassés, e juntos eles se voltarão contra Judá. Apesar disso tudo, a ira divina não se desviou; sua mão continua erguida.
  24. No terceiro ano do reinado de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, começou a reinar.
  25. Ele tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Abia, filha de Zacarias.
  26. Ele fez o que o SENHOR aprova, tal como tinha feito Davi, seu predecessor.
  27. Removeu os altares idólatras, quebrou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados.
  28. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois até àquela época os israelitas lhe queimavam incenso. Ela era chamada Neustã.
  29. Ezequias confiava no SENHOR , o Deus de Israel. Nunca houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá, nem antes nem depois dele.
  30. Ele se apegou ao SENHOR e não deixou de segui-lo; obedeceu aos mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés.
  31. E o SENHOR estava com ele; era bem sucedido em tudo o que fazia. Rebelou-se contra o rei da Assíria e deixou de submeter-se a ele.
  32. Desde a torre de sentinela até à cidade fortificada, ele derrotou os filisteus, até Gaza e o seu território.
  33. No décimo quarto ano do reinado do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e as conquistou.
  34. Então Ezequias, rei de Judá, enviou esta mensagem ao rei da Assíria, em Láquis: “Cometi um erro. Pára de atacar-me, e eu pagarei tudo que exigires”.
  35. O rei da Assíria cobrou de Ezequias, rei de Judá, dez toneladas e meia de prata e uma tonelada e cinqüenta quilos de ouro.
  36. Assim, Ezequias lhes deu toda a prata que se encontrou no templo e na tesouraria do palácio real.
  37. Nessa ocasião Ezequias, rei de Judá, retirou o ouro com que havia coberto as portas e batentes do templo do SENHOR, e o deu ao rei da Assíria.
  38. De Láquis o rei da Assíria enviou ao rei Ezequias, em Jerusalém, seu general, seu oficial principal e seu comandante de campo com um grande exército.
  39. Eles subiram a Jerusalém e pararam no aqueduto do açude superior, na estrada que leva ao campo do Lavandeiro.
  40. Eles chamaram pelo rei; e o administrador do palácio, Eliaquim, filho de Hilquias, o secretário Sebna e o arquivista real Joá, filho de Asafe, foram ao seu encontro.
  41. O comandante de campo lhes disse: “Digam isto a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Em que você baseia sua confiança?
  42. Você pensa que meras palavras já são estratégia e poderio militar. Em quem você está confiando para se rebelar contra mim?
  43. Você está confiando no Egito, aquele caniço quebrado, que espeta e perfura a mão do homem que nele se apoia! Assim o faraó, rei do Egito, retribui a quem confia nele.
  44. Mas, se vocês me disserem: “Estamos confiando no SENHOR nosso Deus”; não é ele aquele cujos santuários e altares Ezequias removeu, dizendo a Judá e Jerusalém: “Vocês devem adorar diante deste altar em Jerusalém?”
  45. “Aceite, pois, agora, o desafio do meu senhor, o rei da Assíria: Eu lhe darei dois mil cavalos; se você tiver cavaleiros para eles!”
  46. “Como você pode derrotar o mais insignificante guerreiro do meu senhor? Você confia no Egito para lhe dar carros de guerra e cavaleiros?”
  47. “Além disso, será que vim atacar e destruir este local sem uma palavra da parte do SENHOR? O próprio SENHOR me disse que marchasse contra este país e o destruísse”.
  48. Então Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá disseram ao comandante de campo: “Por favor, fala com teus servos em aramaico, porque entendemos essa língua. Não fales em hebraico, pois assim o povo que está sobre os muros entenderá”.
  49. O comandante, porém, respondeu: “Será que meu senhor enviou-me para dizer essas coisas, somente para o seu senhor e para você e não para os que estão sentados no muro, que, como vocês, terão de comer as próprias fezes e beber a própria urina?”
  50. Então o comandante levantou-se e gritou em hebraico: “Ouçam a palavra do grande rei, o rei da Assíria! Assim diz o rei: Não deixem que Ezequias os engane. Ele não poderá livrá-los de minha mão.”
  51. “Não deixem Ezequias convencê-los a confiar no SENHOR, quando diz: ‘Com certeza o SENHOR nos livrará; esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria’. Não deem ouvidos a Ezequias. Assim diz o rei da Assíria: Façam paz comigo e rendam-se.”
  52. “Então cada um de vocês comerá de sua própria videira e de sua própria figueira e beberá água de sua própria cisterna, até que eu venha e os leve para uma terra igual à de vocês, terra de cereais, de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras e de mel.”
  53. “Escolham a vida e não a morte! Não dêem ouvidos a Ezequias, pois ele os está iludindo, quando diz: ‘O SENHOR nos livrará’.
  54. “Será que o deus de alguma nação conseguiu livrar sua terra das mãos do rei da Assíria?”
  55. “Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, Hena e Iva? Acaso livraram Samaria das minhas mãos?”
  56. “Qual dentre todos os deuses dessas nações conseguiu livrar sua terra do meu poder? Como então o SENHOR poderá livrar Jerusalém das minhas mãos?”
  57. Mas o povo permaneceu calado e nada disse em resposta, pois o rei tinha ordenado: “Não lhe respondam”.
  58. Então o administrador do palácio, Eliaquim, filho de Hilquias, o secretário Sebna e o arquivista real Joá, filho de Asafe, retornaram com as vestes rasgadas a Ezequias e lhe relataram o que o comandante de campo tinha dito.

Fontes: Isaías 9 e 2Reis 18/Isaías 36

Capítulo 41 – Assíria

  1. Ao ouvir o relato, o rei Ezequias rasgou as suas vestes, pôs roupas de luto e entrou no templo do SENHOR.
  2. Ele enviou o administrador do palácio, Eliaquim, o secretário Sebna e os sacerdotes principais, todos vestidos com pano de saco, ao profeta Isaías, filho de Amoz.
  3. Eles lhe disseram: “Assim diz Ezequias: Hoje é dia de angústia, de repreensão e de humilhação; estamos como a mulher que está para dar à luz filhos, mas não tem forças para fazê-los nascer.”
  4. “Talvez o SENHOR seu Deus ouça todas as palavras do comandante de campo, a quem o senhor dele, o rei da Assíria, enviou para zombar do Deus vivo.”
  5. “E que o SENHOR seu Deus o repreenda pelas palavras que ouviu. Portanto, suplique a Deus pelo remanescente que ainda sobrevive”.
  6. Quando os oficiais do rei Ezequias chegaram a Isaías, este lhes disse: “Digam a seu senhor: ‘Assim diz o SENHOR: Não tenha medo das palavras que você ouviu, das blasfêmias que os servos do rei da Assíria lançaram contra mim.”
  7. “Ouça! Eu o farei tomar a decisão de retornar ao seu próprio país, quando ele ouvir certa notícia. E lá o farei morrer à espada’ “.
  8. Quando o comandante de campo soube que o rei da Assíria havia partido de Láquis, retirou-se e encontrou o rei lutando contra Libna.
  9. Ora, Senaqueribe fora informado de que Tiraca, rei etíope do Egito, estava vindo lutar contra ele, de modo que mandou novamente mensageiros a Ezequias com este recado:
  10. “Digam a Ezequias, rei de Judá: Não deixe que o Deus no qual você confia o engane, quando diz: ‘Jerusalém não cairá nas mãos do rei da Assíria’.”
  11. “Com certeza você ouviu o que os reis da Assíria têm feito a todas as nações, como as destruíram por completo. E você haveria de livrar-se?”
  12. “Acaso os deuses das nações que foram destruídas por meus antepassados as livraram: os deuses de Gozã, Harã, Rezefe e do povo de Éden, que estava em Telassar?”
  13. “Onde estão o rei de Hamate, o rei de Arpade, o rei da cidade de Sevarfaim, de Hena ou de Iva?”
  14. Ezequias recebeu a carta das mãos dos mensageiros e a leu. Então subiu ao templo do SENHOR e estendeu-a perante o SENHOR .
  15. E Ezequias orou ao SENHOR: “SENHOR, Deus de Israel, que reina em teu trono, entre os querubins, só tu és Deus sobre todos os reinos da terra. Tu criaste os céus e a terra.”
  16. “Dá ouvidos, SENHOR, e vê; ouve as palavras que Senaqueribe enviou para insultar o Deus vivo.”
  17. “É verdade, SENHOR, que os reis assírios fizeram de todas essas nações e seus territórios um deserto.”
  18. “Atiraram os deuses delas no fogo e os destruíram, pois não eram deuses; eram apenas madeira e pedra moldadas por mãos humanas.”
  19. Agora, SENHOR nosso Deus, salva-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, SENHOR, és Deus”.
  20. Então Isaías, filho de Amoz, enviou uma mensagem a Ezequias: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Ouvi a sua oração acerca de Senaqueribe, o rei da Assíria.”
  21. “Esta é a palavra que o SENHOR falou contra ele: ‘A virgem, a filha de Sião, o despreza e zomba de você. A filha de Jerusalém meneia a cabeça enquanto você foge.”
  22. “De quem você zombou e contra quem blasfemou? Contra quem você levantou a voz e contra quem ergueu o seu olhar arrogante? Contra o Santo de Israel!”
  23. “Sim, você insultou o SENHOR nhor por meio dos seus mensageiros. E declarou: “Com carros sem conta subi, aos pontos mais elevados e às inacessíveis alturas do Líbano.”
  24. “Derrubei os seus mais altos cedros, os seus melhores pinheiros. Entrei em suas regiões mais remotas, e nas suas mais densas florestas.”
  25. “Em terras estrangeiras cavei poços e bebi água. Com as solas de meus pés sequei todos os rios do Egito”.
  26. “Você não percebe que há muito tempo eu já havia determinado tudo isso. Desde a antiguidade planejei o que agora faço acontecer, que você deixaria cidades fortificadas em ruínas.”
  27. “Seus habitantes, sem forças, desanimam-se envergonhados. São como pastagens, como brotos tenros e verdes, como ervas no telhado, queimadas antes de crescer.”
  28. “Eu, porém, sei onde você está, sei quando você sai e quando retorna; e como você se enfurece contra mim.”
  29. “Sim, contra mim você se enfureceu e o seu atrevimento chegou aos meus ouvidos.”
  30. “Por isso porei o meu anzol em seu nariz e o meu freio em sua boca, e o farei voltar pelo caminho por onde veio.”
  31. “A você, Ezequias, darei este sinal: Neste ano vocês comerão do que crescer por si, e no próximo o que daquilo brotar. Mas no terceiro ano semeiem e colham, plantem vinhas e comam o seu fruto.”
  32. “Mais uma vez, um remanescente da tribo de Judá sobreviverá, lançará raízes na terra e se encherão de frutos os seus ramos.”
  33. “De Jerusalém sairão sobreviventes, e um remanescente do monte Sião. O zelo do SENHOR dos Exércitos o executará’.”
  34. “Portanto, assim diz o SENHOR acerca do rei da Assíria: ‘Ele não invadirá esta cidade nem disparará contra ela uma só flecha. Não a enfrentará com escudo nem construirá rampas de cerco contra ela.”
  35. “Pelo caminho por onde veio voltará; não invadirá esta cidade’, declara o SENHOR. ‘Eu a defenderei e a salvarei, por amor de mim mesmo e do meu servo Davi’”.
  36. E Isaías pregou ao povo: “Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos!”
  37. “Que farão vocês no dia do castigo, quando a destruição vier de um lugar distante? Atrás de quem vocês correrão em busca de ajuda? Onde deixarão todas as suas riquezas?”
  38. “Nada poderão fazer, a não ser encolher-se entre os prisioneiros ou cair entre os mortos. Apesar disso tudo, a ira divina não se desviou; sua mão continua erguida.
  39. “Ai dos assírios, a vara do meu furor, em cujas mãos está o bastão da minha ira!”
  40. “Eu os envio contra uma nação ímpia, contra um povo que me enfurece, para saqueá-lo e arrancar-lhe os bens, e para pisoteá-lo como a lama das ruas.”
  41. “Mas não é o que eles pretendem, não é o que têm planejado; antes, o seu propósito é destruir e dar fim a muitas nações.”
  42. “‘Os nossos comandantes não são todos reis? ’, eles perguntam. ‘Acaso não aconteceu a Calno o mesmo que a Carquemis? Hamate não é como Arpade e Samaria como Damasco?”
  43. “Assim como a minha mão conquistou esses reinos idólatras, reinos cujas imagens eram mais numerosas que as de Jerusalém e de Samaria, eu tratarei Jerusalém e suas imagens como tratei Samaria e seus ídolos’”.
  44. “Quando o SENHOR terminar toda a sua obra contra o monte Sião e contra Jerusalém, ele dirá: ‘Castigarei o rei da Assíria pelo orgulho obstinado de seu coração e pelo seu olhar arrogante.'”
  45. “Pois ele diz: ” ‘Com a força da minha mão eu o fiz, e com a minha sabedoria, porque tenho entendimento. Removi as fronteiras das nações, saqueei os seus tesouros; como um poderoso subjuguei seus habitantes.”
  46. “Como se estica o braço para alcançar um ninho, assim estiquei o braço para apanhar a riqueza das nações; como os que ajuntam ovos abandonados, assim ajuntei toda a terra; não houve ninguém que batesse as asas ou que desse um pio’”.
  47. “Será que o machado se exalta acima daquele que o maneja, ou a serra se vangloria contra aquele que a usa? Seria como se uma vara manejasse quem a ergue, ou o bastão levantasse quem não é madeira!”
  48. “Por isso o Soberano, o SENHOR dos Exércitos, enviará uma enfermidade devastadora sobre os seus fortes guerreiros; no lugar da sua glória se acenderá um fogo como chama abrasadora.”
  49. “A Luz de Israel se tornará um fogo; o seu Santo, uma chama. Num único dia ela queimará e consumirá os seus espinheiros e as suas roseiras bravas.”
  50. “A glória das suas florestas e dos seus campos férteis se extinguirá totalmente, como definha um enfermo.”
  51. “E as árvores que sobrarem nas suas florestas serão tão poucas que até uma criança poderá contá-las.”
  52. “Naquele dia o remanescente de Israel, os sobreviventes da descendência de Jacó, já não confiarão naquele que os feriu, antes confiarão no SENHOR, no Santo de Israel, com toda a fidelidade.”
  53. “Um remanescente voltará, sim, o remanescente de Jacó voltará para o Deus Poderoso.”
  54. “Embora o seu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, apenas um remanescente voltará. A destruição já foi decretada, e virá transbordante de justiça.”
  55. “O SENHOR, o SENHOR dos Exércitos, executará a destruição decretada sobre todo o país.”
  56. “Por isso o SENHOR, o SENHOR dos Exércitos, diz: ‘Povo meu que vive em Sião, não tenham medo dos assírios, quando eles os espancam com uma vara e erguem contra vocês um bastão, como fez o Egito.'”
  57. “Muito em breve o meu furor passará, e a minha ira se voltará para a destruição deles”.
  58. “O SENHOR dos Exércitos os flagelará com um chicote, como fez quando feriu Midiã na rocha de Orebe; ele erguerá o seu cajado contra o mar, como fez no Egito.”
  59. “Naquele dia o fardo deles será tirado dos seus ombros, e o jugo deles do seu pescoço; o jugo se quebrará porque vocês estarão muito gordos!”
  60. “Eles entram em Aiate; passam por Migrom; guardam suprimentos em Micmás. Atravessam o vale e dizem: “Passaremos a noite acampados em Geba”. Ramá treme; Gibeá de Saul foge.”
  61. “Clamem, ó habitantes de Galim! Escute, ó Laís! Pobre Anatote! Madmena está em fuga; o povo de Gebim esconde-se.”
  62. “Hoje eles vão parar em Nobe; sacudirão o punho para o monte da cidade de Sião, para a colina de Jerusalém.”
  63. “Vejam! O Soberano, o SENHOR dos Exércitos, cortará os galhos com grande força. As árvores altivas serão derrubadas, as altas serão lançadas por terra. Com um machado ele ceifará a floresta; o Líbano cairá diante do Poderoso.”
  64. Naquela noite o anjo do SENHOR saiu e matou cento e oitenta e cinco mil homens no acampamento assírio.
  65. Quando o povo se levantou na manhã seguinte, o lugar estava repleto de cadáveres!
  66. Assim Senaqueribe, rei da Assíria, desmontou o acampamento e foi embora. Voltou para Nínive e lá ficou.
  67. Certo dia, enquanto ele estava adorando no templo de seu deus Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer mataram-no à espada e fugiram para a terra de Ararate. Seu filho Esar-Hadom foi o seu sucessor.

Fontes: Isaías 10 e 2Reis 19/Isaías 37

Capítulo 42 – Conclusão

  1. Naquele tempo Ezequias ficou doente, e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: “Assim diz o SENHOR: Ponha em ordem a sua casa, pois você vai morrer; não se recuperará”.
  2. Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao SENHOR: “Lembra-te, SENHOR, como tenho te servido com fidelidade e com devoção sincera. Tenho feito o que tu aprovas”. E Ezequias chorou amargamente.
  3. Antes de Isaías deixar o pátio intermediário, a palavra do SENHOR veio a ele: “Volte e diga a Ezequias, líder do meu povo: ‘Assim diz o SENHOR, Deus de Davi, seu predecessor.
  4. “Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; eu o curarei. Daqui a três dias você subirá ao templo do SENHOR.”
  5. “Acrescentarei quinze anos à sua vida. E livrarei você e esta cidade das mãos do rei da Assíria. Defenderei esta cidade por causa de mim mesmo e do meu servo Davi’ “.
  6. Então disse Isaías: “Preparem um emplastro de figos”. Eles o fizeram e o aplicaram na úlcera; e ele se recuperou.
  7. Ezequias havia perguntado a Isaías: “Qual será o sinal de que o SENHOR me curará e de que de hoje a três dias subirei ao templo do SENHOR?”
  8. Isaías respondeu: “O sinal de que o SENHOR vai cumprir o que prometeu é este: Você prefere que a sombra avance ou recue dez degraus na escadaria?”
  9. Disse Ezequias: “Como é fácil a sombra avançar dez degraus, prefiro que ela recue dez degraus”.
  10. Então o profeta Isaías clamou ao SENHOR , e este fez a sombra recuar os dez degraus que havia descido na escadaria de Acaz.
  11. Naquela época, o rei da Babilônia, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, enviou cartas e um presente para Ezequias, pois soubera da doença de Ezequias.
  12. Ezequias recebeu em audiência os mensageiros e mostrou-lhes tudo o que havia em seus armazéns, a prata, o ouro, as especiarias e o azeite finíssimo, o seu arsenal e tudo que estava em seus tesouros.
  13. Não houve nada em seu palácio ou em seu reino que Ezequias não lhes mostrasse.
  14. Então o profeta Isaías foi ao rei Ezequias e lhe perguntou: “O que esses homens disseram? De onde vieram?”
  15. Ezequias respondeu: “De uma terra distante. Vieram da Babilônia”.
  16. O profeta perguntou: “O que eles viram em seu palácio?”
  17. Disse Ezequias: “Viram tudo em meu palácio. Não há nada em meus tesouros que não lhes tenha mostrado”.
  18. Então Isaías disse a Ezequias: “Ouça a palavra do SENHOR: Um dia tudo que se encontra em seu palácio bem como tudo o que os seus antepassados acumularam até hoje será levado para a Babilônia. Nada restará, diz o SENHOR.”
  19. “Alguns dos seus próprios descendentes serão levados, e eles se tornarão eunucos no palácio do rei da Babilônia”.
  20. Respondeu Ezequias ao profeta: “Boa é a palavra do SENHOR que você anunciou”, pois ele entendeu que durante sua vida haveria paz e segurança.
  21. Os demais acontecimentos do reinado de Ezequias, todas as suas realizações, inclusive a construção do açude e do túnel que canalizou água para a cidade, estão escritos no livro dos registros históricos dos reis de Judá.
  22. Ezequias descansou com os seus antepassados, e seu filho Manassés foi o seu sucessor.
  23. Manassés tinha doze anos de idade quando começou a reinar, e reinou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hefzibá.
  24. Ele fez o que o SENHOR reprova, imitando as práticas detestáveis das nações que o SENHOR havia expulsado de diante dos israelitas.
  25. Reconstruiu os altares idólatras que seu pai Ezequias havia demolido; também ergueu altares para Baal e fez um poste sagrado, como fizera Acabe, rei de Israel. Inclinou-se diante de todos os exércitos celestes e lhes prestou culto.
  26. Construiu altares no templo do SENHOR, do qual este tinha dito: “Em Jerusalém porei meu nome”.
  27. Nos dois pátios do templo do SENHOR ele construiu altares para todos os exércitos celestes.
  28. Chegou a queimar o próprio filho em sacrifício, praticou feitiçaria e adivinhação e consultou médiuns e espíritas. Fez o que o SENHOR reprova, provocando-o à ira.
  29. Ele tomou o poste sagrado que havia feito e o pôs no templo, do qual o SENHOR tinha dito a Davi e a seu filho Salomão: “Neste templo e em Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei meu nome para sempre.”
  30. “Não farei os pés dos israelitas andarem errantes novamente, longe da terra que dei aos seus antepassados, se tão-somente tiverem o cuidado de fazer tudo o que lhes ordenei e obedecer à toda a Lei que meu servo Moisés lhes deu”.
  31. Mas o povo não quis ouvir. Manassés os desviou, a ponto de fazerem pior do que as nações que o SENHOR havia destruído diante dos israelitas.
  32. E o SENHOR disse por meio dos seus servos, os profetas: “Manassés, rei de Judá, cometeu esses atos repugnantes. Agiu pior do que os amorreus que o antecederam e também levou Judá a pecar com os ídolos que fizera.”
  33. “Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Causarei uma tal desgraça em Jerusalém e em Judá que os ouvidos de quem ouvir a respeito ficarão zumbindo.”
  34. “Estenderei sobre Jerusalém o fio de medir utilizado contra Samaria e o fio de prumo usado contra a família de Acabe.”
  35. “Limparei Jerusalém como se lava um prato, lavando-o e virando-o de cabeça para baixo.”
  36. “Abandonarei o remanescente da minha herança e o entregarei nas mãos de seus inimigos.
  37. “Serão despojados e saqueados por todos os seus adversários, pois fizeram o que eu reprovo e me provocaram à ira, desde o dia em que seus antepassados saíram do Egito até hoje”.
  38. Manassés também derramou tanto sangue inocente que encheu Jerusalém de um lado a outro; além disso levou Judá a cometer pecado, a fim de que fizessem o que o SENHOR reprova.
  39. Os demais acontecimentos do reinado de Manassés e todas as suas realizações, inclusive o pecado que cometeu, estão escritos no livro dos registros históricos dos reis de Judá.
  40. Manassés descansou com seus antepassados e foi sepultado no jardim do seu palácio, o jardim de Uzá. E seu filho Amom foi o seu sucessor.
  41. Amom tinha vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou dois anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Mesulemete, filha de Haruz; ela era de Jotbá.
  42. Ele fez o que o SENHOR reprova, como fizera Manassés, seu pai. Imitou o seu pai em tudo; prestou culto aos ídolos aos quais seu pai havia cultuado e inclinou-se diante deles.
  43. Abandonou o SENHOR, o Deus de seus antepassados e não andou no caminho do SENHOR.
  44. Os oficiais de Amom conspiraram contra ele e o assassinaram em seu palácio.
  45. Mas o povo matou todos os que haviam conspirado contra o rei Amom, e a seu filho Josias proclamou rei em seu lugar.
  46. Os demais acontecimentos do reinado de Amom e as suas realizações, estão escritos no livro dos registros históricos dos reis de Judá.
  47. Ele foi sepultado em seu túmulo no jardim de Uzá. Seu filho Josias foi o seu sucessor.

Fonte: 2Reis 20/Isaías 38; 2Reis 21.

Capítulo 43 – Epílogo (Habacuque)

  1. Advertência do profeta Habacuque: Até quando, SENHOR, clamarei por socorro, sem que tu ouças? Até quando gritarei a ti: “Violência!” sem que tragas salvação?
  2. Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado.
  3. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida.
  4. “Olhem as nações e contemplem-nas, fiquem atônitos e pasmem; pois nos dias de vocês farei algo em que não creriam, se lhes fosse contado.
  5. Estou trazendo os babilônios, nação cruel e impetuosa, que marcha por toda a extensão da terra para apoderar-se de moradias que não lhe pertencem.
  6. É uma nação apavorante e temível, que cria a sua própria justiça e promove a sua própria honra.
  7. Seus cavalos são mais velozes que os leopardos, mais ferozes que os lobos no crepúsculo. Sua cavalaria vem de longe.
  8. Seus cavalos vêm a galope; vêm voando como ave de rapina que mergulha para devorar; todos vêm prontos para a violência.
  9. Suas hordas avançam como o vento do deserto e fazendo tantos prisioneiros como a areia da praia.
  10. Menosprezam os reis e zombam dos governantes. Riem de todas as cidades fortificadas, pois constroem rampas de terra e por elas as conquistam.
  11. Depois passam como o vento e prosseguem; homens carregados de culpa, e que têm por deus a sua própria força”.
  12. SENHOR, tu não és desde a eternidade? Meu Deus, meu Santo, tu não morrerás. SENHOR, tu designaste essa nação para executar juízo; ó Rocha, determinaste a ela que aplicasse castigo.
  13. Teus olhos são tão puros, que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade. Por que toleras então esses perversos? Por que ficas calado enquanto os ímpios engolem os que são mais justos do que eles?
  14. Tornaste os homens como peixes do mar, como animais, que não são governados por ninguém.
  15. Esses ímpios puxam a todos com anzóis, apanham-nos em suas redes e nelas os arrastam; então alegram-se e exultam.
  16. E por essa razão eles oferecem sacrifício às suas redes e queimam incenso em sua honra, pois, graças às suas redes, vivem em grande conforto e desfrutam iguarias.
  17. Mas, continuará ele esvaziando a sua rede, destruindo sem misericórdia as nações?
  18. Ficarei no meu posto de sentinela e tomarei posição sobre a muralha; aguardarei para ver o que ele me dirá e que resposta terei à minha queixa.
  19. Então o SENHOR respondeu: “Escreva claramente a visão em tabuinhas, para que se leia facilmente.”
  20. “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará”.
  21. “Escreva: O ímpio está envaidecido; seus desejos não são bons; mas o justo viverá pela sua fidelidade.”
  22. “De fato, a riqueza é ilusória, e o ímpio é arrogante e não descansa; ele é voraz como a sepultura e como a morte. Nunca se satisfaz; apanha para si todas as nações e ajunta para si todos os povos.”
  23. “Todos estes povos um dia rirão dele com canções de zombaria e dirão: ” ‘Ai daquele que amontoa bens roubados e se enriquece mediante extorsão! Até quando isto continuará assim? ’
  24. “Seus credores não se levantarão de repente? Não despertarão os que o fazem tremer? Agora você se tornará vítima deles.”
  25. “Porque você saqueou muitas nações, todos os povos que restaram o saquearão. Pois você derramou muito sangue, e cometeu violência contra terras, cidades e seus habitantes.”
  26. “Ai daquele que obtém lucros injustos para a sua casa, para pôr seu ninho no alto e escapar das garras do mal!
  27. “Você tramou a ruína de muitos povos, envergonhando a sua própria casa e pecando contra a sua própria vida.”
  28. “Pois as pedras clamarão da parede, e as vigas responderão do madeiramento contra você.”
  29. “Ai daquele que edifica uma cidade com sangue e a estabelece com crime!
  30. “Acaso não vem do SENHOR dos Exércitos, que o trabalho dos povos seja só para satisfazer o fogo, e que as nações se afadiguem em vão?”
  31. “E a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas enchem o mar.”
  32. “Ai daquele que dá bebida ao seu próximo, misturando-a com o seu furor, até que ele fique bêbado, para lhe contemplar a nudez.”
  33. “Beba bastante vergonha, em vez de glória! Sim! Beba você também e se exponha! A taça da mão direita do SENHOR lhe é dada. Muita vergonha cobrirá a sua glória.”
  34. “A violência que você cometeu contra o Líbano o alcançará, e você ficará apavorado com a destruição de animais, que você fez. Pois você derramou muito sangue, e cometeu violência contra terras, cidades e seus habitantes.”
  35. “De que vale uma imagem feita por um escultor? Ou um ídolo de metal que ensina mentiras? Pois aquele que o faz confia em sua própria criação, fazendo ídolos incapazes de falar.”
  36. “Ai daquele que diz à madeira: ‘Desperte! Ou à pedra sem vida: Acorde!’ Poderá isso dar orientação? Está coberta de ouro e prata, mas não respira.”
  37. “Mas o SENHOR está em seu santo templo; diante dele fique em silêncio toda a terra”.
  38. Oração do profeta Habacuque. Uma confissão: “SENHOR, ouvi falar da tua fama; temo diante dos teus atos, SENHOR.”
  39. “Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia.”
  40. Deus veio de Temã, o Santo veio do monte Parã. Sua glória cobriu os céus e seu louvor encheu a terra.
  41. Seu esplendor era como a luz do sol; raios lampejavam de sua mão, onde se escondia o seu poder.
  42. Pragas iam adiante dele; doenças terríveis seguiam os seus passos.
  43. Ele parou, e a terra tremeu; olhou, e fez estremecer as nações. Montes antigos se desmancharam; colinas antiquíssimas se desfizeram. Os caminhos dele são eternos.
  44. Vi a aflição das tendas de Cuchã; tremiam as cortinas das tendas de Midiã.
  45. Era com os rios que estavas irado, SENHOR? Era contra os riachos o teu furor? Foi contra o mar que a tua fúria transbordou quando cavalgaste com os teus cavalos e com os teus carros vitoriosos?
  46. Preparaste o teu arco; pediste muitas flechas. Fendeste a terra com rios; os montes te viram e se contorceram. Torrentes de água desceram com violência; o abismo estrondou erguendo as suas ondas.
  47. O sol e lua pararam em suas moradas, diante do reflexo de tuas flechas voadoras, diante do lampejo da tua lança reluzente.
  48. Com ira andaste a passos largos por toda a terra e com indignação pisoteaste as nações.
  49. Saíste para salvar o teu povo, para libertar o teu ungido. Esmagaste o líder da nação ímpia, tu o desnudaste da cabeça aos pés. Pausa
  50. Com as suas próprias flechas lhe atravessaste a cabeça, quando os seus guerreiros saíram como um furacão para nos espalhar, com maldoso prazer, como se estivessem para devorar o necessitado em seu esconderijo.
  51. Pisaste o mar com teus cavalos, agitando as grandes águas.
  52. Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranqüilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca.
  53. Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no SENHOR e me alegrarei no Deus da minha salvação.
  54. O SENHOR Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos. Para o mestre de música. Para os meus instrumentos de cordas.

Fontes: Hababcuque 1, 2 e 3.

Capítulo 44 – Epílogo (Isaías)

  1. Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo.
  2. O Espírito do SENHOR repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do SENHOR.
  3. E ele se inspirará no temor do SENHOR. Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no que ouviu; mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres.
  4. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios.
  5. A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão.
  6. O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode, o bezerro, o leão e o novilho gordo pastarão juntos; e uma criança os guiará.
  7. A vaca se alimentará com o urso, seus filhotes se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.
  8. A criancinha brincará perto do esconderijo da cobra, a criança colocará a mão no ninho da víbora.
  9. Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do SENHOR como as águas cobrem o mar.
  10. Naquele dia as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso será glorioso.
  11. Naquele dia o SENHOR estenderá o braço pela segunda vez para reivindicar o remanescente do seu povo que for deixado na Assíria, no Egito, em Patros, na Etiópia, em Elão, em Sinear, em Hamate e nas ilhas do mar.
  12. Ele erguerá uma bandeira para as nações a fim de reunir os exilados de Israel; ajuntará o povo disperso de Judá desde os quatro cantos da terra.
  13. O ciúme de Efraim desaparecerá, e a hostilidade de Judá será eliminada; Efraim não terá ciúme de Judá, nem Judá será hostil a Efraim.
  14. Eles se infiltrarão pelas encostas da Filístia, a oeste; juntos saquearão o povo do leste. Porão as mãos sobre Edom e Moabe, e os amonitas lhes estarão sujeitos.
  15. O SENHOR fará secar o golfo do mar do Egito; com um forte vento varrerá com a mão o Eufrates, e o dividirá em sete riachos, para que se possa atravessá-lo de sandálias.
  16. Haverá uma estrada para o remanescente do seu povo que for deixado na Assíria, como houve para Israel quando saiu do Egito.
  17. Naquele dia você dirá: “Eu te louvarei, SENHOR! Pois estavas irado contra mim, mas a tua ira desviou-se, e tu me consolaste.
  18. Deus é a minha salvação; terei confiança e não temerei. O SENHOR, sim, o SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele é a minha salvação!”
  19. Com alegria vocês tirarão água das fontes da salvação.
  20. Naquele dia vocês dirão: “Louvem ao SENHOR, invoquem o seu nome; anunciem entre as nações os seus feitos, e façam-nas saber que o seu nome é exaltado.”
  21. “Cantem louvores ao SENHOR, pois ele tem feito coisas gloriosas, sejam elas conhecidas em todo o mundo.
    Gritem bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois grande é o Santo de Israel no meio de vocês”.

Fontes: Isaías 11 e 12.

Capítulo 45 – Epílogo (Miqueias)

  1. Nos últimos dias acontecerá que o monte do templo do SENHOR será estabelecido como o principal entre os montes; e se elevará acima das colinas, e os povos a ele acorrerão.
  2. Muitas nações virão, dizendo: “Venham, subamos ao monte do SENHOR, ao templo do Deus de Jacó. Ele nos ensinará os seus caminhos, para que andemos nas suas veredas”. Pois a lei virá de Sião, a palavra do SENHOR, de Jerusalém.
  3. Ele julgará entre muitos povos e resolverá contendas entre nações poderosas e distantes. Das suas espadas, farão arados, e das suas lanças, foices. Nenhuma nação erguerá a espada contra outra, e não aprenderão mais a guerra.
  4. Todo homem poderá sentar-se debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e ninguém os incomodará, pois assim falou o SENHOR dos Exércitos.
  5. Pois todas as nações andam, cada uma em nome dos seus deuses, mas nós andaremos no nome do SENHOR, o nosso Deus, para todo o sempre.
  6. “Naquele dia”, declara o SENHOR, “ajuntarei os que tropeçam e reunirei os dispersos, aqueles a quem afligi.
  7. Farei dos que tropeçam um remanescente, e dos dispersos, uma nação forte. O SENHOR reinará sobre eles no monte Sião, daquele dia em diante e para sempre.
  8. Quanto a você, ó torre do rebanho, ó fortaleza da cidade de Sião, o antigo domínio lhe será restaurado; a realeza virá para a cidade de Jerusalém.”
  9. Agora, por que gritar tão alto? Você não tem rei? Seu conselheiro morreu, para que a dor seja tão forte como a de uma mulher em trabalho de parto?
  10. Contorça-se em agonia, ó cidade de Sião, como a mulher em trabalho de parto, porque agora terá que deixar os seus muros para habitar em campo aberto. Você irá para a Babilônia, e lá você será libertada. Lá o SENHOR a resgatará da mão dos seus inimigos.
  11. Mas agora muitas nações estão reunidas contra você. Elas dizem: “Que Sião seja profanada, e que isso aconteça diante dos nossos olhos!”
  12. Mas elas não conhecem os pensamentos do SENHOR; não compreendem o plano daquele que as ajunta como feixes para a eira.
  13. “Levante-se e debulhe, ó cidade de Sião, pois eu darei a você chifres de ferro; e cascos de bronze para despedaçar muitas nações”. Você consagrará ao SENHOR os ganhos ilícitos delas, e a riqueza delas ao Soberano de toda a terra.
  14. Reúna suas tropas, ó cidade das tropas, pois há um cerco contra nós. O líder de Israel será ferido na face, com uma vara.
  15. “Mas tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos.”
  16. Por isso os israelitas serão abandonados até que dê à luz a que está em trabalho de parto. Então o restante dos irmãos do governante voltarão para unir-se aos israelitas.
  17. Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do SENHOR, na majestade do nome do SENHOR, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra.
  18. Ele será a sua paz. Quando os assírios invadirem a nossa terra e marcharem sobre as nossas fortalezas, levantaremos contra eles sete pastores, até oito líderes escolhidos.
  19. Eles pastorearão a Assíria com a espada, e a terra de Ninrode com a espada empunhada. Eles nos livrarão quando os assírios invadirem a nossa terra, e entrarem por nossas fronteiras.
  20. O remanescente de Jacó estará no meio de muitos povos como orvalho da parte do SENHOR, como aguaceiro sobre a relva; não porá sua esperança no homem nem dependerá dos seres humanos.
  21. O remanescente de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais da floresta, como um leão forte entre rebanhos de ovelhas, leão que, quando ataca, destroça e mutila a presa, sem que ninguém a possa livrar.
  22. Sua mão se levantará contra os seus adversários, e todos os seus inimigos serão destruídos.
  23. “Naquele dia”, declara o SENHOR, “matarei os seus cavalos e destruirei os seus carros de guerra.
  24. Destruirei também as cidades da sua terra e arrasarei todas as suas fortalezas.
  25. Acabarei com a sua feitiçaria, e vocês não farão mais adivinhações.
  26. Destruirei as suas imagens esculpidas e as suas colunas sagradas; vocês não se curvarão mais diante da obra de suas mãos.
  27. Desarraigarei do meio de vocês os seus postes sagrados e derrubarei os seus ídolos.
  28. Com ira e indignação me vingarei das nações que não me obedeceram.”
  29. Ouçam o que diz o SENHOR: “Fique de pé, abra processo perante os montes; que as colinas ouçam o que você tem a dizer.
  30. Ouçam, ó montes, a acusação do SENHOR; escutem, alicerces eternos da terra. Pois o SENHOR tem uma acusação contra o seu povo; ele está entrando em juízo contra Israel.
  31. “Meu povo, que foi que eu fiz contra você? Fui muito exigente? Responda-me.
  32. Eu o tirei do Egito, e o redimi da terra da escravidão; enviei Moisés, Arão e Miriã para conduzi-lo.
  33. Meu povo, lembre-se do que Balaque, rei de Moabe, pediu e do que Balaão, filho de Beor, respondeu.
  34. Recorde a viagem que você fez desde Sitim até Gilgal, e reconheça que os atos do SENHOR são justos”.
  35. Com que eu poderia comparecer diante do SENHOR e curvar-me perante o Deus exaltado? Deveria oferecer holocaustos de bezerros de um ano?
  36. Ficaria o SENHOR satisfeito com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer o meu filho mais velho por causa da minha transgressão, o fruto do meu corpo por causa do meu próprio pecado?
  37. Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o SENHOR exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.
  38. A voz do SENHOR está clamando à cidade; é sensato temer o teu nome!”Ouçam, tribo de Judá e assembléia da cidade!
  39. Não há, na casa do ímpio, o tesouro da impiedade, e a medida falsificada, que é maldita?
  40. Poderia alguém ser puro com balanças desonestas e pesos falsos?
  41. Os ricos dentre vocês são violentos; o seu povo é mentiroso, e as suas línguas falam enganosamente.
  42. Por isso, eu mesmo os farei sofrer e os arruinarei por causa dos seus pecados.
  43. Vocês comerão, mas não ficarão satisfeitos; continuarão de estômago vazio. Vocês ajuntarão, mas nada preservarão, porquanto o que guardarem, à espada entregarei.
  44. Vocês plantarão, mas não colherão; espremerão azeitonas, mas não se ungirão com o azeite; espremerão uvas, mas não beberão o vinho.
  45. Porque vocês têm obedecido aos decretos de Onri e a todas as práticas da família de Acabe, e têm seguido as tradições deles.
  46. Por isso os entregarei à ruína e o seu povo ao desprezo; vocês sofrerão a zombaria das nações.”
  47. Que desgraça a minha! Sou como quem colhe frutos de verão na respiga da vinha; não há nenhum cacho de uvas para provar, nenhum figo novo que eu tanto desejo.
  48. Os piedosos desapareceram do país; não há um justo sequer. Todos estão à espreita para derramar sangue; cada um caça seu irmão com um laço.
  49. Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto.
  50. O melhor deles é como espinheiro, e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos. Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas, o dia do castigo de Deus. Agora reinará a confusão entre eles.
  51. Não confiem nos vizinhos; nem acreditem nos amigos. Até com aquela que o abraça tenha cada um cuidado com o que diz.
  52. Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familiares.
  53. Mas, quanto a mim, ficarei atento ao SENHOR, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá.
  54. Não se alegre a minha inimiga com a minha desgraça. Embora eu tenha caído, eu me levantarei. Embora eu esteja morando nas trevas, o SENHOR será a minha luz.
  55. Por eu ter pecado contra o SENHOR, suportarei a sua ira, até que ele apresente a minha defesa e estabeleça o meu direito.
  56. Ele me fará sair para a luz; contemplarei a sua justiça.
  57. Então a minha inimiga o verá e ficará coberta de vergonha, ela que me disse: “Onde está o SENHOR, o seu Deus?” Meus olhos verão a sua queda; ela será pisada como o barro das ruas.
  58. O dia da reconstrução dos seus muros chegará, o dia em que se ampliarão as suas fronteiras virá.
  59. Naquele dia virá a você gente desde a Assíria até o Egito, e desde o Egito até o Eufrates, de mar a mar e de montanha a montanha.
  60. Mas a terra será desolada por causa dos seus habitantes, em conseqüência de suas ações.
  61. Pastoreia o teu povo com o teu cajado, o rebanho da tua herança, que vive à parte numa floresta, em férteis pastagens. Deixa-os pastar em Basã e em Gileade, como antigamente.
  62. “Como nos dias em que você saiu do Egito, ali mostrarei as minhas maravilhas”.
  63. As nações verão isso e se envergonharão, despojadas de todo o seu poder. Porão a mão na boca, e taparão os ouvidos.
  64. Lamberão o pó como a serpente, como animais que se arrastam no chão. Sairão tremendo das suas fortalezas; com temor se voltarão para o SENHOR, o nosso Deus, e terão medo de ti.
  65. Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor.
  66. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar.
  67. Mostrarás fidelidade a Jacó, e bondade a Abraão, conforme prometeste sob juramento aos nossos antepassados, na antigüidade.

Fonte: Miquéias 4, 5, 6 e 7.

Capítulo 46 – Epílogo (Obadias)

  1. Visão de Obadias. Assim diz o Soberano, o SENHOR, a respeito de Edom: Nós ouvimos uma mensagem do SENHOR. Um mensageiro foi enviado às nações para dizer: “Levantem-se! Vamos atacar Edom!”
  2. “Veja! Eu tornarei você pequeno entre as nações. Será completamente desprezado!
  3. A arrogância do seu coração o tem enganado, você que vive nas cavidades das rochas e constrói sua morada no alto dos montes; você que diz a si mesmo: ‘Quem pode me derrubar? ’
  4. Ainda que você suba tão alto como a águia e faça o seu ninho entre as estrelas, dali eu o derrubarei”, declara o SENHOR.
  5. “Se ladrões o atacassem, saqueadores no meio da noite — como você está destruído! — não roubariam apenas quanto achassem suficiente?
  6. Se os que colhem uvas chegassem a você, não deixariam para trás pelo menos alguns cachos?
  7. Entretanto, como Esaú foi saqueado! Como foram pilhados os seus tesouros ocultos!
  8. Empurram você para as fronteiras todos os seus aliados; enganam você e o sobrepujarão os seus melhores amigos; aqueles que comem com você lhe armam ciladas”. E Esaú não percebe nada!
  9. “Naquele dia”, declara o SENHOR, “destruirei os sábios de Edom, e os mestres dos montes de Esaú.
  10. Então os seus guerreiros, ó Temã, ficarão apavorados, e serão eliminados todos os homens dos montes de Esaú.
  11. Por causa da violenta matança que você fez contra o seu irmão Jacó, você será coberto de vergonha e eliminado para sempre.
  12. No dia em que você ficou por perto, quando estrangeiros roubaram os bens dele, e estranhos entraram por suas portas e lançaram sortes sobre Jerusalém, você fez exatamente como eles.
  13. Você não devia ter olhado com satisfação o dia da desgraça de seu irmão; nem ter se alegrado com a destruição do povo de Judá; não devia ter falado com arrogância no dia da sua aflição.
  14. Não devia ter entrado pelas portas do meu povo no dia da sua calamidade; nem devia ter ficado alegre com o sofrimento dele no dia da sua ruína; nem ter roubado a riqueza dele no dia da sua desgraça.
  15. Não devia ter esperado nas encruzilhadas, para matar os que conseguiram escapar; nem ter entregado os sobreviventes no dia da sua aflição.
  16. “Pois o dia do SENHOR está próximo para todas as nações. Como você fez, assim lhe será feito. A maldade que você praticou recairá sobre você.
  17. Assim como vocês beberam do meu castigo no meu santo monte, também todas as nações beberão sem parar. Beberão até o fim, e serão como se nunca tivessem existido.
  18. Mas no monte Sião estarão os que escaparam; ele será santo e a descendência de Jacó possuirá a sua herança.
  19. A descendência de Jacó será um fogo, e a de José uma chama; a descendência de Esaú será a palha. Eles a incendiarão e a consumirão. Não haverá sobreviventes da descendência de Esaú”, declara o SENHOR.
  20. Os do Neguebe se apossarão dos montes de Esaú, e os da Sefelá ocuparão a terra dos filisteus. Eles tomarão posse dos campos de Efraim e de Samaria, e Benjamim se apossará de Gileade.
  21. Os israelitas exilados se apossarão do território dos cananeus até Sarepta; os exilados de Jerusalém que estão em Sefarade ocuparão as cidades do Neguebe.
  22. Os vencedores subirão ao monte Sião para governar a montanha de Esaú. E o reino será do SENHOR.

Fontes: Obadias 1

Capítulo 47 – Epílogo (Sofonias)

  1. Palavra do SENHOR que veio a Sofonias, filho de Cuchi, neto de Gedalias, bisneto de Amarias e trineto de Ezequias, durante o reinado de Josias, filho de Amom, rei de Judá: “Destruirei todas as coisas na face da terra”; palavra do SENHOR.”
  2. “Destruirei tanto os homens quanto os animais; destruirei as aves do céu e os peixes do mar, os que causam tropeço junto com os ímpios. Farei isso quando eu ceifar o homem da face da terra”, declara o SENHOR.
  3. “Estenderei a mão contra Judá e contra todos os habitantes de Jerusalém. Eliminarei deste lugar o remanescente de Baal, os nomes dos oficiantes idólatras e dos sacerdotes.”
  4. E aqueles que no alto dos terraços adoram o exército de estrelas, que se prostram jurando pelo SENHOR, e também por Moloque; aqueles que se desviam de seguir o SENHOR; não o buscam nem o consultam.
  5. Calem-se diante do Soberano SENHOR, pois o dia do SENHORestá próximo. O SENHOR preparou um sacrifício; consagrou os seus convidados.
  6. No dia do sacrifício do SENHOR castigarei os líderes e os filhos do rei e todos os que estão vestidos com roupas estrangeiras.
  7. Naquele dia castigarei todos os que evitam pisar na soleira dos ídolos, que enchem o templo de seus deuses com violência e engano.
  8. “Naquele dia”, declara o SENHOR, “haverá gritos perto da porta dos Peixes, lamentos no novo distrito, e estrondos nas colinas.”
  9. “Lamentem, vocês que moram na cidade baixa; todos os seus comerciantes serão completamente destruídos, todos os que negociam com prata serão arruinados.”
  10. “Nessa época vasculharei Jerusalém com lamparinas e castigarei os que são complacentes, que são como vinho envelhecido, deixado com os seus resíduos, que pensam: ‘O SENHOR nada fará, nem bem nem mal’.”
  11. “A riqueza deles será saqueada, suas casas serão demolidas. Embora construam novas casas, nelas não morarão; plantarão vinhas, mas não beberão o vinho.”
  12. “O grande dia do SENHOR está próximo; está próximo e logo vem. Ouçam! O dia do SENHOR será amargo; até os guerreiros gritarão.”
  13. “Aquele dia será um dia de ira, dia de aflição e angústia, dia de sofrimento e ruína, dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão, dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas.”
  14. “Trarei aflição aos homens; andarão como se fossem cegos, porque pecaram contra o SENHOR. O sangue deles será derramado como poeira, e suas entranhas como lixo.”
  15. “Nem a sua prata nem o seu ouro poderão livrá-los no dia da ira do SENHOR. No fogo do seu zelo o mundo inteiro será consumido, pois ele dará fim repentino a todos os que vivem na terra.”
  16. “Reúna-se e ajunte-se, nação sem pudor, antes que chegue o tempo determinado e aquele dia passe como a palha, antes que venha sobre vocês a ira impetuosa do SENHOR, antes que o dia da ira do SENHOR os alcance.”
  17. “Busquem o SENHOR, todos vocês humildes do país, vocês que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez vocês tenham abrigo no dia da ira do SENHOR.”
  18. “Gaza será abandonada, e Ascalom ficará arruinada. Ao meio-dia Asdode será banida, e Ecrom será desarraigada.”
  19. “Ai de vocês que vivem junto ao mar, nação dos quereteus; A palavra do SENHOR está contra você, ó Canaã, terra dos filisteus. ‘Eu a destruirei, e não sobrará ninguém’.”
  20. Essa terra junto ao mar, onde habitam os quereteus, será morada de pastores e curral de ovelhas.
  21. Ela pertencerá ao remanescente da tribo de Judá. Ali encontrarão pastagem; e ao entardecer, eles se deitarão nas casas de Ascalom. Pois o SENHOR, o seu Deus, cuidará deles; ele restaurará a sorte deles.
  22. “Ouvi os insultos de Moabe e as zombarias dos amonitas, que insultaram o meu povo e fizeram ameaças contra o seu território.
  23. Por isso, juro pela minha vida”, declara o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, “Moabe se tornará como Sodoma e os amonitas como Gomorra: um lugar tomado por ervas daninhas e poços de sal, uma desolação perpétua.
  24. “O remanescente do meu povo os saqueará; os sobreviventes da minha nação herdarão a terra deles”.
  25. “É isso que eles receberão como recompensa pelo seu orgulho, por insultarem e ridicularizarem o povo do SENHOR dos Exércitos.”
  26. “O SENHOR será terrível com eles, quando destruir todos os deuses da terra. As nações de todo o mundo o adorarão, cada uma em sua própria terra.”
  27. “Vocês também, ó etíopes, serão mortos pela minha espada.”
  28. “Ele estenderá a mão contra o norte e destruirá a Assíria, deixando Nínive totalmente em ruínas, tão seca como o deserto.”
  29. “No meio dela se deitarão rebanhos e todo tipo de animais selvagens. Até a coruja do deserto e o mocho se empoleirarão no topo de suas colunas.”
  30. “Seus gritos ecoarão pelas janelas. Haverá entulho nas entradas, e as vigas de cedro ficarão expostas.”
  31. “Essa é a cidade que exultava, vivendo despreocupada, e dizia para si mesma: “Eu, e mais ninguém!”
  32. “Que ruínas sobraram! Uma toca de animais selvagens! Todos os que passam por ela zombam e sacodem os punhos.”
  33. “Ai da cidade rebelde, impura e opressora! Não ouve a ninguém, e não aceita correção. Não confia no SENHOR, não se aproxima do seu Deus.”
  34. “No meio dela os seus líderes são leões que rugem. Seus juízes são lobos vespertinos que nada deixam para a manhã seguinte.”
  35. “Seus profetas são irresponsáveis, são homens traiçoeiros. Seus sacerdotes profanam o santuário e fazem violência à lei.”
  36. “No meio dela está o SENHOR, que é justo e jamais comete injustiça. A cada manhã ele ministra a sua justiça, e a cada novo dia ele não falha, mas o injusto não se envergonha da sua injustiça.”
  37. “Eliminei nações; suas fortificações estão devastadas. Deixei desertas as suas ruas. Suas cidades estão destruídas; ninguém foi deixado; ninguém!”
  38. “Eu disse à cidade: Com certeza você me temerá e aceitará correção! Pois, então, a sua habitação não seria eliminada, nem cairiam sobre ela todos os meus castigos. Mas eles ainda estavam ávidos por fazer todo tipo de maldade.”
  39. “Por isso, esperem por mim,” declara o SENHOR, “no dia em que eu me levantar para testemunhar.”
  40. “Decidi ajuntar as nações, reunir os reinos e derramar a minha ira sobre eles, toda a minha impetuosa indignação. O mundo inteiro será consumido pelo fogo da minha zelosa ira.”
  41. “Então purificarei os lábios dos povos, para que todos eles invoquem o nome do SENHOR e o sirvam de comum acordo.”
  42. “Desde além dos rios da Etiópia os meus adoradores, o meu povo disperso, me trará ofertas.”
  43. “Naquele dia vocês não serão envergonhados pelos seus atos de rebelião, porque retirarei desta cidade os que se regozijam em seu orgulho. Nunca mais vocês serão altivos no meu santo monte.”
  44. “Mas deixarei no meio da cidade os mansos e humildes, que se refugiarão no nome do SENHOR.”
  45. “O remanescente de Israel não cometerá injustiças; eles não mentirão, nem se achará engano em suas bocas. Eles se alimentarão e descansarão, sem que ninguém os amedronte.”
  46. “Cante, ó cidade de Sião; exulte, ó Israel! Alegre-se, regozije-se de todo o coração, ó cidade de Jerusalém!”
  47. “O SENHOR anulou a sentença contra você, ele fez retroceder os seus inimigos. O SENHOR, o Rei de Israel, está em seu meio; nunca mais você temerá perigo algum.”
  48. “Naquele dia se dirá a Jerusalém: ‘Não tema, ó Sião; não deixe suas mãos enfraquecerem’.”
  49. “O SENHOR, o seu Deus, está em seu meio, poderoso para salvar. Ele se regozijará em você, com o seu amor a renovará, ele se regozijará em você com brados de alegria”.
  50. “Eu ajuntarei os que choram pelas festas fixas, os que se afastaram de vocês, para que isso não mais pese como vergonha.”
  51. “Nessa época agirei contra todos os que oprimiram vocês; salvarei os aleijados e ajuntarei os dispersos. Darei a eles louvor e honra em todas as terras onde foram envergonhados.”
  52. “Naquele tempo eu ajuntarei vocês; naquele tempo os trarei para casa. Eu lhes darei honra e louvor entre todos os povos da terra, quando eu restaurar a sua sorte diante dos seus próprios olhos”, diz o SENHOR.

Fontes: Sofonias 1, 2 e 3

Capítulo 48 – Servo de Deus I

  1. Palavras que o profeta Isaías guardou aos seus discípulos: Escutem-me, vocês, ilhas; ouçam, vocês, nações distantes: Antes de eu nascer o SENHOR me chamou; desde o meu nascimento ele fez menção de meu nome.
  2. Ele fez de minha boca uma espada afiada, na sombra de sua mão ele me escondeu; ele me tornou uma flecha polida e escondeu-me na sua aljava.
  3. Ele me disse: “Você é meu servo, Israel, em quem mostrarei o meu esplendor”.
  4. Mas eu disse: “Tenho me afadigado sem qualquer propósito; tenho gasto minha força em vão e para nada. Contudo, o que me é devido está na mão do SENHOR, e a minha recompensa está com o meu Deus”.
  5. E agora o SENHOR diz, aquele que me formou no ventre para ser o seu servo para trazer de volta Jacó e reunir Israel a ele mesmo, pois sou honrado aos olhos do SENHOR, e o meu
  6. Deus tem sido a minha força;
  7. Ele diz: “É coisa pequena demais para você ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra”.
  8. Assim diz o SENHOR, o Redentor e o Santo de Israel, àquele que foi desprezado e detestado pela nação, ao servo de governantes: “Reis o verão e se levantarão, líderes verão e se encurvarão, por causa do SENHOR, que é fiel, o Santo de Israel, que o escolheu”.
  9. Assim diz o SENHOR: “No tempo favorável eu lhe responderei, e no dia da salvação eu o ajudarei; eu o guardarei e farei que você seja uma aliança para o povo, para restaurar a terra e distribuir suas propriedades abandonadas,
  10. para dizer aos cativos: “Saiam”, e para aqueles que estão nas trevas: “Apareçam!” “Eles se apascentarão junto aos caminhos e acharão pastagem em toda colina estéril.
  11. Não terão fome nem sede, o calor do deserto e o sol os atingirá. Aquele que tem compaixão deles os guiará e os conduzirá para as fontes de água.
  12. Transformarei todos os meus montes em estradas, e os meus caminhos serão erguidos.
  13. Veja, eles virão de bem longe alguns do norte, alguns do oeste, alguns de Assuã”.
  14. Gritem de alegria, ó céus, regozije-se, ó terra; irrompam em canção, ó montes! Pois o SENHOR consola o seu povo e terá compaixão de seus afligidos.
  15. Sião, porém, disse: “O SENHOR me abandonou, o SENHOR me desamparou”.
  16. “Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você!
  17. Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; seus muros estão sempre diante de mim.
  18. Seus filhos apressam-se em voltar, e aqueles que a despojaram afastam-se de você.
  19. Erga os olhos e olhe ao redor; todos os seus filhos se ajuntam e vêm até você. Juro pela minha vida Que você vestirá a todos como ornamento; você os vestirá como uma noiva”, declara o SENHOR.
  20. “Embora você estivesse arruinada e fosse abandonada e sua terra fosse arrasada, agora você será pequena demais para o seu povo, e aqueles que a devoraram estarão bem distantes.
  21. Os filhos nascidos durante seu luto ainda dirão ao alcance de seus ouvidos: ‘Este lugar é pequeno demais para nós; dê-nos mais espaço para nele vivermos’.
  22. Então você dirá em seu coração: ‘Quem me gerou estes filhos? Eu estava enlutada e estéril; estava exilada e rejeitada. Quem os criou? Fui deixada totalmente só, mas estes… de onde vieram? ’ “
  23. Assim diz o Soberano SENHOR: “Veja, eu acenarei para os gentios, erguerei minha bandeira para os povos; eles trarão nos braços os seus filhos e carregarão nos ombros as suas filhas.
  24. Reis serão os seus padrastos, e suas rainhas serão as suas amas de leite. Eles se inclinarão diante de você, com o rosto em terra; lamberão o pó dos seus pés. Então você saberá que eu sou o SENHOR; aqueles que esperam em mim não ficarão decepcionados”.
  25. Será que se pode tirar o despojo dos guerreiros, ou serem os prisioneiros resgatados do poder dos violentos?
  26. Assim, porém, diz o SENHOR: “Sim, prisioneiros serão tirados de guerreiros, e despojo será retomado dos violentos; brigarei com os que brigam com você, e seus filhos, eu os salvarei.”
  27. “Farei seus opressores comerem sua própria carne; ficarão bêbados com seu próprio sangue, como com vinho. Então todo mundo saberá que eu, o SENHOR, sou o seu Salvador, seu Redentor, o Poderoso de Jacó”.
  28. Assim diz o SENHOR: “Onde está a certidão de divórcio de sua mãe com a qual eu a mandei embora? A qual de meus credores eu vendi vocês?”
  29. “Por causa de seus pecados vocês foram vendidos; por causa das transgressões de vocês sua mãe foi mandada embora.”
  30. “Quando eu vim, por que não encontrei ninguém? Quando eu chamei, por que ninguém respondeu? Será que meu braço era curto demais para resgatá-los? Será que me falta a força para redimi-los?”
  31. “Com uma simples repreensão eu seco o mar, transformo rios em deserto; seus peixes apodrecem por falta de água e morrem de sede.”
  32. “Visto os céus com trevas e faço da veste de lamento a sua coberta”.
  33. O Soberano SENHOR deu-me uma língua instruída, para conhecer a palavra que sustém o exausto. Ele me acorda manhã após manhã, desperta meu ouvido para escutar como alguém que é ensinado.
  34. O Soberano SENHOR abriu os meus ouvidos, e eu não tenho sido rebelde; eu não me afastei.
  35. Ofereci minhas costas para aqueles que me batiam, meu rosto para aqueles que arrancavam minha barba; não escondi a face da zombaria e da cuspida.
  36. Porque o SENHOR Soberano me ajuda, não serei constrangido. Por isso eu me opus firmemente como pederneira, e sei que não serei envergonhado.
  37. Aquele que defende o meu nome está perto. Quem então trará acusações contra mim? Encaremo-nos um ao outro! Quem é meu acusador? Que ele me enfrente!
  38. É o Soberano SENHOR que me ajuda. Quem irá me condenar? Todos eles se desgastam como uma roupa; as traças os consumirão.
  39. Quem entre vocês teme o SENHOR e obedece à palavra de seu servo? Que aquele que anda no escuro, que não tem luz alguma, confie no nome do SENHOR e dependa de seu Deus.
  40. Mas agora, todos vocês que acendem fogo e fornecem a si mesmos tochas acesas, vão, andem na luz de seus fogos e das tochas que vocês acenderam. Isso é o que receberão da minha mão: vocês deitarão atormentados.
  41. “Escutem-me, vocês que buscam a retidão e procuram pelo SENHOR: Olhem para a rocha da qual foram cortados e para a pedreira de onde foram cavados.
  42. Olhem para Abraão, seu pai, e para Sara, que lhes deu à luz. Quando eu o chamei, ele era apenas um, e eu o abençoei e o tornei muitos.
  43. Com certeza o SENHOR consolará Sião e olhará com compaixão para todas as ruínas dela; ele tornará seus desertos como o Éden, seus ermos, como o jardim do SENHOR.
  44. Alegria e contentamento serão achados nela, ações de graças e o som de canções.
  45. “Escute-me, meu povo; ouça-me, minha nação: A lei sairá de mim; minha justiça se tornará uma luz para as nações.
  46. Minha retidão logo virá, minha salvação está a caminho, e meu braço trará justiça às nações. As ilhas esperarão em mim e aguardarão esperançosamente pelo meu braço.
  47. Ergam os olhos para os céus, olhem para baixo, para a terra; os céus desaparecerão como fumaça, a terra se gastará como uma roupa, e seus habitantes morrerão como moscas. Mas a minha salvação durará para sempre, a minha retidão jamais falhará.
  48. “Ouçam-me, vocês que sabem o que é direito, vocês, povo que têm a minha lei no coração: Não temam a censura de homens nem fiquem aterrorizados com seus insultos.
  49. Pois a traça os comerá como a uma roupa; o verme os devorará como à lã. Mas a minha retidão durará para sempre, a minha salvação de geração a geração.”
  50. Desperta! Desperta! Veste-te de força, ó braço do SENHOR; acorda, como em dias passados, como em gerações de outrora. Não foste tu que cortaste o Monstro dos Mares em pedaços, que traspassaste aquela serpente aquática?
  51. Não foste tu que secaste o mar, as águas do grande abismo, que fizeste uma estrada nas profundezas do mar para que os redimidos pudessem atravessar?
  52. Os resgatados do SENHOR voltarão. Entrarão em Sião com cântico; alegria eterna coroará suas cabeças. Júbilo e alegria se apossarão deles, tristeza e suspiro deles fugirão.
  53. “Eu, eu mesmo, sou quem a consola. Quem é você para que tema homens mortais, os filhos de homens, que não passam de relva?
  54. “Para que você esqueça o SENHOR, aquele que fez você, que estendeu os céus e lançou os alicerces da terra, para que viva diariamente, constantemente apavorado por causa da ira do opressor, que está inclinado a destruir? Pois onde está a ira do opressor?
  55. Os prisioneiros encolhidos logo serão postos em liberdade; não morrerão em sua masmorra, nem terão falta de pão.
  56. Pois eu sou o SENHOR, o seu Deus, que agito o mar para que suas ondas rujam, o SENHOR dos Exércitos é o seu nome.
  57. Pus minhas palavras em sua boca e o cobri com a sombra da minha mão, eu que pus os céus no lugar, que lancei os alicerces da terra, e que digo a Sião: ‘Você é o meu povo’.”
  58. Desperte, desperte! Levante-se, ó Jerusalém, você que bebeu da mão do SENHOR o cálice da ira dele, você que engoliu até a última gota, a taça que faz os homens cambalearem.
  59. De todos os filhos que ela teve não houve nenhum para guiá-la; de todos os filhos que criou não houve nenhum para tomá-la pela mão.
  60. Quem poderá consolá-la dessas duas desgraças que a atingiram? Ruína e destruição, fome e espada, quem poderá consolá-la?
  61. Seus filhos desmaiaram; eles jazem no início de cada rua, como antílope pego numa rede. Estão cheios da ira do SENHOR e com a repreensão do seu Deus.
  62. Portanto, ouça isto, você, aflita, embriagada, mas não com vinho.
  63. Assim diz o seu Soberano SENHOR, o seu Deus, que defende o seu povo: “Veja que eu tirei da sua mão o cálice que faz cambalear; dele, do cálice da minha ira, você nunca mais beberá.
  64. Eu a porei nas mãos dos seus atormentadores, que lhe disseram: ‘Caia prostrada para que andemos sobre você’. E você fez as suas costas como chão, como uma rua para nela se andar”.

Fonte: Isaías 49, 50 e 51.

Capítulo 49 – Servo de Deus II

  1. Desperte! Desperte!, ó Sião, vista-se de força. Vista suas roupas de esplendor, ó Jerusalém, cidade santa. Os incircuncisos e os impuros não tornarão a entrar em você.
  2. Sacuda para longe a sua poeira; levante-se, sente-se entronizada, ó Jerusalém. Livre-se das correntes em seu pescoço, ó cidade cativa de Sião.
  3. Pois assim diz o SENHOR: “Vocês foram vendidos por nada, e sem dinheiro vocês serão resgatados”.
  4. Pois assim diz o Soberano SENHOR: “No início o meu povo desceu para morar no Egito; ultimamente a Assíria os tem oprimido.”
  5. “E agora o que tenho aqui?”, pergunta o SENHOR.”Pois o meu povo foi levado por nada, e aqueles que os dominam zombam”, diz o SENHOR.”E o dia inteiro o meu nome é constantemente blasfemado.”
  6. “Por isso o meu povo conhecerá o meu nome; naquele dia eles saberão que sou eu que o previ. Sim, sou eu.”
  7. “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina!”
  8. “Escutem! Suas sentinelas erguem a voz; juntas gritam de alegria. Quando o SENHOR voltar a Sião, elas o verão com os próprios olhos.”
  9. “Cantem juntamente de alegria, vocês, ruínas de Jerusalém, pois o SENHOR consolou o seu povo, ele resgatou Jerusalém.”
  10. “O SENHOR desnudará seu santo braço à vista de todas as nações, e todos os confins da terra verão a salvação de nosso Deus.”
  11. “Afastem-se, afastem-se, saiam daqui! Não toquem em coisas impuras! Saiam dela e sejam puros, vocês, que transportam os utensílios do SENHOR.”
  12. “Mas vocês não partirão apressadamente, nem sairão em fuga; pois o SENHOR irá à frente de vocês, o Deus de Israel será a sua retaguarda.
  13. “Vejam, o meu servo agirá com sabedoria; será levantado e erguido e muitíssimo exaltado.”
  14. “Assim como houve muitos que ficaram pasmados diante dele; sua aparência estava tão desfigurada, que ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano.”
  15. “De igual modo ele aspergirá muitas nações, e reis calarão a boca por causa dele. Pois aquilo que não lhes foi dito verão, e o que não ouviram compreenderão.”
  16. Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do SENHOR?”
  17. Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.
  18. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
  19. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
  20. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
  21. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.
  22. Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
  23. Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.
  24. Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca.
  25. Contudo foi da vontade do SENHOR esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o SENHOR faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do SENHOR prosperará em sua mão.
  26. Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles.
  27. Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes, porquanto ele derramou sua vida até à morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.
  28. “Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido”, diz o SENHOR.
  29. Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas.
  30. Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda; seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas.
  31. Não tenha medo; você não sofrerá vergonha. Não tema o constrangimento; você não será humilhada. Você esquecerá a vergonha de sua juventude e não se lembrará mais da humilhação de sua viuvez.
  32. Pois o seu Criador é o seu marido, o SENHOR dos Exércitos é o seu nome, o Santo de Israel é seu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra.
  33. “O SENHOR chamará você de volta como se você fosse uma mulher abandonada e aflita de espírito, uma mulher que se casou nova, apenas para ser rejeitada”, diz o seu Deus.
  34. “Por um breve instante eu a abandonei, mas com profunda compaixão eu a trarei de volta.”
  35. “Num impulso de indignação escondi de você por um instante o meu rosto, mas com bondade eterna terei compaixão de você”, diz o SENHOR, o seu Redentor.
  36. “Para mim isso é como os dias de Noé, quando jurei que as águas de Noé nunca mais tornariam a cobrir a terra. De modo que agora jurei não ficar irado contra você, nem tornar a repreendê-la.”
  37. “Embora os montes sejam sacudidos e as colinas sejam removidas, ainda assim a minha fidelidade para com você não será abalada, nem a minha aliança de paz será removida”, diz o SENHOR, que tem compaixão de você.
  38. “Ó cidade aflita, açoitada por tempestades e não consolada, eu a edificarei com turquesas, edificarei seus alicerces com safiras.”
  39. “Farei de rubis os seus escudos, de carbúnculos as suas portas, e de pedras preciosas todos os seus muros.”
  40. “Todos os seus filhos serão ensinados pelo SENHOR, e grande será a paz de suas crianças.”
  41. “Em retidão você será estabelecida: A tirania estará distante; você não terá nada a temer. O pavor estará removido para longe; ele não se aproximará de você.”
  42. Se alguém a atacar, não será por obra minha; todo aquele que a atacar se renderá a você.”
  43. “Veja, sou eu quem criou o ferreiro, que sopra as brasas até darem chama e forja uma arma própria para o seu fim. E fui eu quem criou o destruidor para gerar o caos.
  44. “Nenhuma arma forjada contra você prevalecerá, e você refutará toda língua que a acusar. Esta é a herança dos servos do SENHOR, e esta é a defesa que faço do nome deles”, declara o SENHOR.
  45. “Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e, vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo.”
  46. “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará na mais fina refeição.”
  47. “Dêem ouvidos e venham a mim; ouçam-me, para que sua alma viva. Farei uma aliança eterna com vocês, minha fidelidade prometida a Davi.”
  48. “Vejam, eu o fiz uma testemunha aos povos, um líder e governante dos povos.”
  49. “Com certeza você convocará nações que você não conhece, e nações que não o conhecem se apressarão até você, por causa do SENHOR, o seu Deus, o Santo de Israel, pois ele lhe concedeu esplendor.”
  50. “Busquem o SENHOR enquanto se pode achá-lo; clamem por ele enquanto está perto.”
  51. “Que o ímpio abandone seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o SENHOR, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele perdoará de bom grado.”
  52. “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o SENHOR.
  53. “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.”
  54. “Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come.”
  55. “Assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.”
  56. “Vocês sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto diante de vocês, e todas as árvores do campo baterão palmas.”
  57. “No lugar do espinheiro crescerá o pinheiro, e em vez de roseiras bravas crescerá a murta. Isso resultará em renome para o SENHOR, para sinal eterno, que não será destruído.”

Fonte: Isaías 52, 53 e 54 e 55.

FIM