Emencar

 

Livro de Enmerkar

 

 

I – Hino à Justiça

  1. Ó JUSTIÇA, a amante dos grandes corações, a senhora impetuosa, orgulhosa em meio a assembleia divina e preeminente em todas as terras.
  2. És a grande filha do CONHECIMENTO, exaltada entre os Grandes Príncipes, a soberana magnífica que reúne os poderes divinos do céu e da terra, és a mais poderosa entre os grandes deuses.
  3. Ela dá seus veredictos finais. Os deuses da Assembleia rastejam antes de sua palavra augusta cujo curso ela não deixa a COROA CELESTIAL saber; ele não ousaria agir contra o comando dela.
  4. Ela muda sua própria ação e ninguém sabe como isso ocorrerá. Ela aperfeiçoa os grandes poderes divinos, segura um cajado de pastor sendo a magnífica e preeminente entre eles.
  5. Ela é uma enorme algema prendendo os deuses da Terra. Sua grande grandiosidade cobre a grande montanha e nivela as estradas.
  6. Com seus gritos altos, os deuses da Terra ficaram com medo. Seu rugido faz a assembleia divina tremer como um junco solitário.
  7. Com seu estrondo, eles se escondem todos juntos. Sem a JUSTIÇA, a grande COROA CELESTIAL não toma decisões e o TRONO DIVINO não determina nenhum destino.
  8. Quem se opõe à amante que levanta a cabeça e é suprema nas montanhas?
  9. Onde quer que ela lance seu veredito, as cidades se transformam em montes de ruínas e lugares assombrados, e os santuários se tornam terrenos baldios.
  10. Quando sua ira faz as pessoas tremerem, a sensação de queimação e a angústia que ela causa são como um demônio ulu enredando um homem.
  11. Ela provoca confusão e caos contra aqueles que lhe são desobedientes, acelerando a carnificina e incitando o dilúvio devastador, revestido de uma radiância aterrorizante.
  12. É seu jogo acelerar o conflito e a batalha, incansável, amarrando as sandálias. Vestida por uma furiosa tempestade, como um furacão, a JUSTIÇA pode causar desespero.
  13. Sentada com leões arreados, ela corta em pedaços aquele que não mostra respeito.
  14. Como um leopardo da serra que entra nas estradas, como é um grande touro que confia na sua força, ninguém ousa se voltar contra a JUSTIÇA.
  15. É a primeira entre os Grandes Príncipes, é uma armadilha para o desobediente, é uma emboscada para o mal e um artifício para o hostil.
  16. Onde quer que ela lance punição, a sua ira é uma inundação devastadora que ninguém pode suportar.
  17. Como um grande curso de água, ela rebaixa aqueles que ela despreza.
  18. Como uma águia, que não deixa ninguém escapar, como um falcão que caça os deuses, a JUSTIÇA despedaça os espaçosos currais.
  19. Os campos da cidade que a JUSTIÇA olhou com raiva, mesmo com arado e com grama, caso se oponha, a senhor põe fogo na sua planície.
  20. A JUSTIÇA canta uma música. Esta música tem um plano já estabelecido, o choro, a comida e o leite da morte. Quem come a comida e o leite da morte da JUSTIÇA, não vão durar.
  21. Estes causarão uma dor ardente àqueles a quem ela dá para comer. Em seu coração alegre, ela canta a canção da morte na planície. Ela executa a música de seu coração.
  22. Ela lava suas armas com sangue e sangue, machados destroem cabeças, lanças penetram e maças se cobrem de sangue. Em suas primeiras ofertas ela derrama sangue, enchendo-os de morte.
  23. Na planície ampla e silenciosa, escurecendo a luz do dia, ela transforma o meio-dia em escuridão. As pessoas se olham com raiva, procuram o combate.
  24. Sua gritaria perturba a planície, pesa no pasto e no deserto. Seu uivo é como o TROVÃO e faz tremer a carne de todas as terras.
  25. Ninguém pode se opor a sua batalha assassina – quem rivaliza com ela? Ninguém pode olhar para sua luta feroz, a carnificina veloz.
  26. Enfurecendo-se, ela engolfa a água e varre a terra, não deixa nada para trás.
  27. Um arado se quebra abrindo terreno duro. Os fanfarrões não levantam o pescoço. O seu grande coração cumpre suas ordens.
  28. A amante que sozinha modela, exaltada na assembleia, ela ocupa o lugar de honra, à direita e à esquerda.
  29. Derrubando enormes montanhas como se fossem pilhas de lixo, ela causa a destruição das terras montanhosas de leste a oeste.
  30. Através das muralhas de pedras gulgul, A JUSTIÇA obtém vitória. Ela destrói a pedra kalaga como se fosse uma tigela de barro, a fazendo parecer gordura de ovelha.
  31. A orgulhosa amante segura uma adaga na mão, um esplendor que cobre a Terra; sua rede suspensa apanha peixes nas profundezas, sem deixar o ahan nas águas subterrâneas.
  32. Como se ela fosse uma caçadora inteligente, nenhum pássaro escapa da sua rede suspensa. O lugar dela está entre os planos divinos do céu e da terra.
  33. A intenção de sua palavra não serve para um. O contexto de seus conselhos confusos na Grande Assembleia dos deuses não é conhecido.
  34. A amante é um leopardo no meio da assembleia, cheia de orgulho, ela recebe autoridade.
  35. Não tendo luta, a JUSTIÇA é como a adolescente em seu quarto, recebendo encantos do coração. Ela maldosamente vinga a mulher que ela rejeita.
  36. Quando ela removeu o grande castigo de seu corpo, ela invocou bênçãos sobre ele; ela fez com que fosse chamada de SEGUIDORA. Ela quebrou a lança e como se fosse um homem deu uma arma a ela.
  37. Ela é a porta da casa da sabedoria, ela dá a conhecer o seu interior. Quem não respeita a sua rede suspensa não foge quando ela suspende as malhas da sua rede.
  38. O homem que ela chamou pelo nome, ela não tem em consideração. Tendo se aproximado da mulher, ela quebra a arma e lhe dá uma lança.
  39. Dia esplêndido, o TROVÃO que ruge do céu com suas nuvens espessas quando os grandes poderes divinos do céu e da terra, Ó JUSTIÇA, quando sua vitória é aterrorizante. A assembleia divina prostra-se no chão, eles se humilham.
  40. Você monta em sete grandes bestas conforme você sai do céu. A Grande COROA CELESTIAL temia seu recinto e estava com medo de sua morada.
  41. Ele permitiu que você se sentasse no TEMPLO DA COROA CELESTIAL e então não o temeu mais, dizendo: “Eu lhe entregarei os augustos ritos reais e os grandes ritos divinos.”
  42. Os grandes deuses beijaram a terra e se prostraram.  A terra da alta montanha, a terra da cornalina e do lápis-lazúli, curvou-se diante de ti, mas a Montanha Ebiḫ não se curvou diante de ti e não te saudou.
  43. Quebrando-a em sua raiva, como desejado, você a esmagou como uma tempestade.
  44. Senhora, preeminente pelo poder da COROA CELESTIAL e do TRONO DIVINO, sem você, nenhum destino está determinado, nenhum conselho inteligente recebe um favor.
  45. Ó JUSTIÇA, você é magnífica, você é ótima! Minha senhora, sua magnificência é resplandecente! Que seu coração seja restaurado por minha causa!
  46. Seus grandes feitos não têm paralelo, sua magnificência é elogiada! Ó JUSTIÇA, seu louvor é doce!

II – Reis Pré-Diluvianos (Justiça e Prosperidade)

  1. Ó TEMPLO DO CRIADOR, fundação do céu e da terra, grande salão de banquetes da cidade de Eridu.
  2. Ó PRINCÍPIO, santuário erguido para seu príncipe. TEMPLO DO MONTE SAGRADO, onde comida pura é comida, regada pelo canal puro do príncipe, lugar puro limpo com a planta de potássio.
  3. Ó PRINCÍPIO, os seus tambores pertencem aos poderes divinos. Sua grande muralha está bem preservada. A luz não entra no seu ponto de encontro onde habita o Deus, grande, belo lugar.
  4. Sua casa bem construída é sagrada, não tem igual. Seu príncipe, o grande príncipe, lhe fixou firmemente uma coroa sagrada dentro do seu recinto.
  5. Ó Eridu com uma coroa colocada em sua cabeça, trazendo espinheiros prósperos, espinheiros puros para os sacerdotes de susbu. Ó santuário do PRINCÍPIO, que lugar, que ótimo lugar!
  6. Em seu lugar para invocar o Som, em seu forno trazendo pão para comer, em seu magnífico santuário que se estende em direção ao céu, em seu grande forno rivalizando com o grande salão de banquetes, o seu príncipe, o príncipe do céu e da terra, nunca poderá ser mudado.
  7. O CRIADOR, o sábio, ergueu uma casa em seu recinto, o TEMPLO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS. Ele tomou seu assento sobre o estrado. Essa é a casa de CRIADOR em Eridu.
  8. Assim, a realeza desceu do céu, a realeza foi para a cidade de Eridu.
  9. Em Eridu, Alulim tornou-se rei; ele governou por 28.800 anos. Alalĝar governou por 36.000 anos. Foram dois reis; eles governaram por 64.800 anos.
  10. Então Eridu caiu e a realeza foi levada para a cidade de Bad-Tibira.
  11. Na cidade de Bad-tibira, En-men-lu-ana governou por 43.200 anos. En-men-gal-ana governou por 28.800 anos. Dumuzid, o pastor, o PRÓSPERO, governou por 36.000 anos.
  12. Ó JUSTIÇA, deixe-me passear com você. Ó jovem donzela, case-se comigo.
  13. Ela disse: “Não vou fazer isso, não vou! Eu sou uma estrela, não vou! Não serei a consorte de um pastor!”
  14. O seu irmão, o Sol, jovem guerreiro, disse à sagrada JUSTIÇA: – “Irmã, deixe o pastor se casar com você!
  15. Imaculada JUSTIÇA, por que você não quer? A manteiga dele é boa, o leite dele é bom – todo o trabalho das mãos do pastor é esplêndido.
  16. JUSTIÇA, deixe a PRÓSPERO se casar com você. Você que usa joias, que usa joias de cuba, por que não quer? Ele comerá sua boa manteiga com você. Ó protetora do rei, por que você não quer?
  17. Ela respondeu: “O pastor não se casará comigo! Ele não me fará levar suas vestes de lã nova. Sua lã nova não me influenciará.
  18. Que o Senhor de Fazendas se case comigo, a donzela. Com o fazendeiro que cultiva linho colorido, com o fazendeiro que cultiva grãos malhados. O pastor não se casará comigo!”
  19. O pastor, o PRÓSPERO, falou:- “Em que o fazendeiro é superior a mim?
  20. Entre o fazendeiro e a mim, entre o fazendeiro e a mim, é o RICO, senhor dos diques e dos canais – no que aquele fazendeiro é superior a mim?
  21. Que ele me dê sua vestimenta preta, e eu darei ao fazendeiro minha ovelha negra por ela. Deixe-o me dar sua vestimenta branca, e eu lhe darei minha ovelha branca por ela.
  22. Deixe-o me servir sua melhor cerveja, e eu derramarei ao fazendeiro meu leite amarelo.
  23. Deixe-o me servir sua cerveja escura, e eu lhe derramarei meu leite batido.
  24. “Deixe-o me dar sua cerveja filtrada, e eu lhe darei minha coalhada.
  25. Deixe-o me dar seu melhor pão, e eu lhe darei ao fazendeiro minha manteiga.
  26. Deixe-o me dar seus feijões pequenos, e eu lhe darei meus queijos pequenos.
  27. Deixe-o me dar seus feijões grandes, e eu lhe darei meus queijos grandes.
  28. Deixá-lo comer e deixá-lo beber, vou até lhe deixar manteiga extra, vou lhe deixar leite extra. Em que o fazendeiro é superior a mim? “
  29. Ele estava alegre, ele estava alegre, na beira do rio, ele estava alegre. Na margem do rio, o pastor estava até pastoreando as ovelhas na margem do rio.
  30. O fazendeiro se aproximou do pastor ali onde pastoreava as ovelhas na margem do rio. O fazendeiro RICO o abordou ali.
  31. O pastor PRÓSPERO viu o fazendeiro, o senhor dos diques e dos canais. Da planície onde estava, ele provocou uma briga com ele. O pastor PRÓSPERO da planície onde foi provocou uma briga com ele.
  32. Ele disse: – “Por que eu deveria competir contra você, pastor? Eu contra você, pastor? Eu contra você?
  33. “Deixe suas ovelhas comerem a grama da margem do rio, deixe suas ovelhas pastarem em meu restolho, nos campos de Uruque. Deixe seus filhos e cordeiros beberem água do meu canal Surungal”.
  34. “Quanto a mim que sou pastor: quando eu me casar, fazendeiro, você vai ser contado como meu amigo. Ó fazendeiro RICO, você vai ser contado como meu amigo, como meu amigo.”
  35. “Vou trazer-lhe trigo e vou trazer-lhe feijão; vou trazer-lhe cevada de duas carreiras da eira.
  36. E você, donzela, vou trazer-lhe o que quiser. Ó donzela JUSTIÇA, linho, cerveja, cevada e feijão.”
  37. Ó imaculada JUSTIÇA, seu louvor é doce. A disputa entre o pastor e o fazendeiro, é uma música babale.
  38. Com En-men-lu-ana, En-men-gal-ana e o pastor Dumuzid, foram três reis que governaram a cidade de Bad-tibira; eles governaram por 108.000 anos. Então Bad-tibira caiu e a realeza foi levada para Larag.
  39. Em Larag, En-sipad-zid-ana governou por 28.800 anos. Foi um rei em Larag; ele governou por 28.800 anos. Então Larag caiu e a realeza foi levada para o Zimbir.
  40. Em Zimbir, En-men-dur-ana tornou-se rei; ele governou por 21.000 anos. Foi um rei em Zimbir; ele governou por 21.000 anos. Então Zimbir caiu e a realeza foi levada para Šuruppag.
  41. Em Šuruppag, Ubara-Tutu tornou-se rei; ele governou por 18.600 anos. Foi um rei em Šuruppag; ele governou por 18.600 anos.
  42. Em cinco cidades foram oito reis; eles governaram por 241.200 anos. Então o Dilúvio aconteceu.

III – Templo de Kis (Cada do Todo-Poderoso)

  1. Depois que o dilúvio passou e a realeza desceu do céu, a realeza foi em Kiš.
  2. O TRONO DIVINO ergueu o olhar sobre todas as terras, e as terras se elevaram até o TRONO DIVINO. Os quatro cantos do céu tornaram-se verdes para o TRONO DIVINO como um jardim.
  3. A cidade de Keš foi posicionada lá para ele com a cabeça erguida, e como Keš ergueu sua cabeça entre todas as terras, o TRONO DIVINO falou em louvor a Keš.
  4. A FERTILIDADE era o seu governo; com suas palavras, teceu intrincadamente como uma rede. Escrito em pequenas tábuas, estava em suas mãos: Casa, plataforma da Terra, importante touro feroz!
  5. Casa de Keš, plataforma da Terra, importante touro feroz! Crescendo tão alto quanto as colinas, abraçando os céus, crescendo tão alto quanto o TEMPLO DA MONTANHA, erguendo sua cabeça entre as montanhas!
  6. Colorido como o PRINCÍPIO, verdejante como as montanhas! Alguém mais apresentará algo tão grande como Keš? Alguma outra mãe dará à luz alguém tão importante quanto seu guerreiro Ašgi?
  7. Quem já viu alguém tão grande quanto sua senhora, a SAGRADA MONTANHA?
  8. Boa casa, construída em uma boa localização, em Keš, flutuando nos céus como uma barcaça principesca, como uma barcaça sagrada equipada com um portão , como o barco do céu, a plataforma de todas as terras!
  9. Casa rugindo como um boi, berrando alto como um touro de raça! Casa em cujo interior está o poder da Terra, e por trás da qual está a vida da Suméria!
  10. Casa, grande recinto, alcançando os céus, grande, verdadeira casa, alcançando os céus!
  11. Casa, grande coroa alcançando os céus, casa, arco-íris alcançando os céus!
  12. Casa cujo diadema se estende até o meio dos céus, cujas fundações são fixadas no PRINCÍPIO, cuja sombra cobre todas as terras!
  13. Casa fundada pela COROA CELESTIAL, elogiada pelo TRONO DIVINO, profetizada pela mãe, a SAGRADA MONTANHA!
  14. Casa Keš, verde em seus frutos! Alguém mais apresentará algo tão grande como Keš? Alguma outra mãe dará à luz alguém tão importante quanto seu guerreiro Ašgi?
  15. Quem já viu alguém tão grande quanto sua senhora, a SAGRADA MONTANHA?
  16. Louvada seja a bem construída casa em Keš, Ó Ašgi! Louvada seja a querido Keš e a SAGRADA MONTANHA!
  17. Em Kiš, Ĝušur tornou-se rei; ele governou por 1200 anos.
  18. Kullassina-bēl governou por 960 anos.
  19. Nanĝišlišma governou por 670 anos.
  20. En-taraḫ-ana governou por 420 anos, 3 meses e 3 dias e meio.
  21. Babum governou por 300 anos.
  22. Puannum governou por 840 anos.
  23. Kalibum governou por 960 anos.
  24. Kalūmum governou por 840 anos.
  25. Zuqāqīp governou por 900 anos.
  26. Atabe governou por 600 anos.
  27. Mašda, filho de Atab, governou por 840 anos.
  28. Arwium, filho de Mašda, governou por 720 anos.
  29. Etana, o pastor, que ascendeu ao céu e consolidou todos os países estrangeiros, tornou-se rei; ele governou por 1500 anos.
  30. Baliḫ, filho de Etana, governou por 400 anos.
  31. En-me-nuna governou por 660 anos.
  32. Melem-Kiš, filho de En-me-nuna, governou por 900 anos.
  33. Barsal-nuna, filho de En-me-nuna, governou por 1200 anos.
  34. Zamug, filho de Barsal-nuna, governou por 140 anos.
  35. Tizqār, o filho de Zamug, governou por 305 anos.
  36. Ilku governou por 900 anos.
  37. Iltasadum governou por 1200 anos.
  38. En-me-barage-si, que fez a terra de Elam se submeter, tornou-se rei; ele governou por 900 anos.
  39. Aga, filho de En-me-barage-si, governou por 625 anos.
  40. Foram 1525 os anos da dinastia de En-me-barage-si. Foram 23 reis; eles governaram por 24510 anos, 3 meses e 3 dias e meio.
  41. Então Kiš foi derrotada e a realeza foi levada para o TEMPLO DA COROA CELESTIAL.

IV – Emenkar e o Senhor de Aratta – Parte 1 (Uruque)

  1. No TEMPLO DA COROA CELESTIAL, Meš-ki-aĝ-gašer, filho do Sol, tornou-se senhor e rei; ele governou por 324 anos. Ele entrou no mar e desapareceu.
  2. Enmerkar, o filho de Meš-ki-aĝ-gašer, sob seu governo, a cidade de Uruque é construída.
  3. Ó grande cidade, és o majestoso touro com vigor e grande esplendor impressionante.
  4. Ó Distrito de Kulaba, és peitoral da tempestade, onde o destino está determinado.
  5. Ó Uruque, és grande montanha, lá a refeição noturna da grande morada da COROA CELESTIAL foi preparada.
  6. Naquela época, quando os destinos estavam determinados, os grandes príncipes permitiram que o Templo do Céu em Uruque Kulaba levantasse sua cabeça.
  7. A abundância, inundações de carpas e a chuva que traz cevada manchada aumentaram em Uruque Kulaba.
  8. Antes que a terra de Dilmun sequer existisse, O TEMPLO DA COROA CELESTIAL em Uruque Kulaba foi bem fundado, o sagrado tabernáculo da JUSTIÇA na Kulaba construída de tijolos diante brilhava como a prata entre as rochas.
  9. Antes do comércio ser praticado; antes do ouro, da prata, do cobre, do estanho, dos blocos de lápis-lazúli e das pedras da montanha fossem trazidos juntos de suas montanhas, antes dos animais serem banhados para o festival, havia a cidade.
  10. O tempo passou. O templo de Aratta foi colorido adornado. O lugar santo, foi adornado com impecável lápis-lazúli, seu interior foi belamente formado como uma branca árvore frutificada de autoridade.
  11. O senhor de Aratta colocou em sua cabeça a coroa de ouro para a JUSTIÇA. Mas ele não agradou a deusa como o senhor de Kulaba.
  12. Aratta não construiu o templo para a sagrada JUSTIÇA – ao contrário do Santuário no TEMPLO DA COROA CELESTIAL, o tabernáculo, o lugar sagrado, foram diferentes de Kulaba que o construiu em tijolos.
  13. Naquela época, o senhor escolhido pela JUSTIÇA em seu coração, escolhido pela JUSTIÇA em seu coração sagrado da montanha brilhante, Enmerkar, o filho do Sol, fez um apelo a sua irmã, a senhora que concede desejos, sagrada JUSTIÇA.
  14. Ele disse: – “Minha irmã, deixe Aratta moldar o ouro e prata habilmente em meu nome para Uruque. Deixe-os cortar o lápis-lazúli perfeito dos blocos, deixe-os esculpir a translucidez do lápis-lazúli perfeito para construir uma montanha sagrada em Uruque.”
  15. “Deixe Aratta construir um templo trazido do céu – o seu local de culto, o Santuário no Templo da COROA CELESTIAL.
  16. Deixe Aratta modelar habilmente o interior do tabernáculo sagrado, sua morada; que eu, o jovem radiante, possa ser abraçado lá por você.”
  17. “Que Aratta se submeta ao jugo por Uruque em meu nome. Que o povo de Aratta traga traga para mim as pedras da montanha de sua montanha,
  18. “Que construa o grande santuário para mim. Que erga a grande morada para mim, faça a grande morada, a morada dos deuses, famosa por mim.”
  19. “Que faça a minha autoridade prosperar em Kulaba, faça o seu PRINCÍPIO crescer para mim como uma montanha sagrada”.
  20. “Que faça Eridu brilhar para mim como a cordilheira. Que faça o santuário do PRINCÍPIO brilhar para mim como a prata no veio.”
  21. “Que no seu PRINCÍPIO eu faça elogios. Que eu traga a autoridade de Eridu. Que em senhorio eu seja adornado com a coroa. Que eu coloque na minha cabeça a coroa sagrada em Uruque Kulaba.
  22. Neste tempo, que o esplendor do grande santuário me traga para o tabernáculo! Que o esplendor do tabernáculo me traga para o grande santuário.
  23. Que o povo se maravilhe com admiração, e que o Sol testemunhe isso com alegria.”
  24. Em seguida, o esplendor celestial, a senhora das montanhas, a sábia, a deusa cujo kohl é para Ama-ucumgal-ana, JUSTIÇA, a senhora de todas as terras, chamou Enmerkar, o filho do Sol:
  25. Ela disse: – “Venha, Enmerkar! Vou dar-lhe um conselho: deixe meu conselho ser ouvido. Vou falar palavras para você; que sejam ouvidas.”
  26. “Escolha entre as tropas como um mensageiro que seja eloquente de palavras e dotado de perseverança. Onde e a quem ele deve levar a importante mensagem da sábia JUSTIÇA?”
  27. “Que ele a leve para as Montanhas Zubi, deixe-o descer com ela das Montanhas Zubi. Que Susin e a terra de Ancan humildemente saúdem a JUSTIÇA como pequenos camundongos.
  28. “Nas grandes cadeias de montanhas, deixe as multidões abundantes rastejarem na poeira por ela. Aratta se submeterá sob o jugo de Uruque.”
  29. “O povo de Aratta derrubará as pedras de suas montanhas e construirá o grande santuário para você.
  30. O povo de Aratta erigirá a grande morada para você. Fará com que a grande morada, a morada dos deuses, brilhe para você. Fará o seu me florescer em Kulaba.
  31. Fará o seu PRINCÍPIO crescer para você como uma montanha sagrada.  Fará Eridug brilhar para você como a cordilheira. Fará com que o santuário do PRINCÍPIO brilhe para você como o brilho do metal entre as rochas.
  32. Que no seu PRINCÍPIO você profira elogios. Que quando você traga a autoridade de Eridug. Que em senhorio você esteja adornado com a coroa como um santuário purificado. Que você coloca em sua cabeça a coroa sagrada em Uruque Kulaba.
  33. Então que o esplendor do grande santuário o leve para o tabernáculo. Que o esplendor do tabernáculo o leve ao grande santuário.
  34. “Que o povo se maravilhe com admiração. Que o sol testemunhe isso com alegria.
  35. “O povo de Aratta levará diariamente, no entardecer agradável, ao lugar do pastoreio onde as ovelhas, cabritos e cordeiros são numerosos.
  36. “O povo de Aratta correrá por você como ovelhas da montanha nos campos de akalag, nos campos da PROSPERIDADE.”
  37. “Levante-se como o sol sobre o meu peito sagrado! Você é a joia da minha garganta! Louvado seja você, Enmerkar, filho do Sol!”

V – Enmenkar e o Senhor de Aratta – Parte 2 (Mensagem)

  1. O senhor deu ouvidos às palavras da divina JUSTIÇA e escolheu entre as tropas como mensageiro alguém que falava eloquentemente e era dotado de perseverança.
  2. Onde e a quem ele levará a importante mensagem da sábia JUSTIÇA?
  3. O mensageiro deve levá-la para as montanhas Zubi e deve descer com ela das montanhas Zubi.
  4. Que Susin e a terra de Ancan saúdem humildemente a JUSTIÇA como pequenos camundongos. Nas grandes cadeias de montanhas, deixe as multidões abundantes rastejarem o pó para ela.
  5. O mensageiro deve falar com o senhor de Aratta e dizer-lhe: – “Não faça o povo fugir desta cidade como uma pomba selvagem de sua árvore para que eu não os faça fugir como um pássaro sobre seu ninho bem construído.
  6. “Para que não os retribua como pelo atual preço de mercado, para que não o faça juntar poeira como uma cidade totalmente destruída, para que não seja como um povoado amaldiçoado pelo CRIADOR e totalmente destruído.”
  7. “Eu também posso destruir totalmente Aratta; para que, como a devastação que varreu destrutivamente, e em cujo rastro a JUSTIÇA surgiu, faça chorar e gritar alto.”
  8. “Eu também causaria uma devastação arrebatadora ali – que Aratta empacote peças de ouro em sacos de couro, colocando ao lado o minério de kumea; empacote metais preciosos e carregue as mochilas nos burros das montanhas.”
  9. “Então que o senhor TRONO DIVINO da Suméria faça com que eles construam para mim, o senhor que o CRIADOR escolheu em seu sagrado coração, uma montanha de uma autoridade brilhante.”
  10. “Faça-os se tornar luxuriante para mim como uma árvore de buxeiro, faça-os tornar seus chifres brilhantes coloridos para mim como quando o Sol sai de sua câmara, peça-lhes que façam as ombreiras das portas brilharem para mim.”
  11. “Mensageiro cante para ele a canção sagrada, o encantamento cantado em suas câmaras – o encantamento do CRIADOR:
  12. – “Naquele dia em que não houver cobra, quando não houver escorpião, quando não houver hiena, quando não houver leão, quando não há cachorro nem lobo, quando não há medo nem tremor, o homem não terá rival!”
  13. “Em tal momento, possam as terras de Cubur e Hamazi, aquelas de muitas línguas, e a terra de Sumer, a grande montanha da magnificência da autoridade, e Akkad, a terra possuidora de tudo o que é adequado, e a terra Martu, descansando em segurança,
  14. Também todo o universo e as pessoas bem guardadas, que todos eles se dirijam ao TRONO DIVINO juntos em um único idioma!”
  15. “Pois nessa época, para os senhores ambiciosos, para os príncipes ambiciosos, para os reis ambiciosos, Ó CRIADOR;”
  16. “Para os senhores ambiciosos, para os príncipes ambiciosos, para os reis ambiciosos, para os senhores ambiciosos, para os príncipes ambiciosos, para os reis ambiciosos, Ó CRIADOR,
  17. Ó senhor da abundância e das decisões firmes, o instruído e sábio senhor da Terra, o especialista dos deuses, escolhido pela sabedoria, o senhor de Eridug, deve mudar a fala em suas bocas, tantos quantos ele havia colocado lá, e assim a fala da humanidade será verdadeiramente uma.”
  18. O senhor acrescentou mais instruções para o mensageiro que vai para as montanhas, para Aratta: – “Mensageiro, à noite, dirija como o vento sul! De dia, levante-se como o orvalho!”
  19. O mensageiro deu ouvidos às palavras de seu rei. Ele viajou pela noite estrelada e durante o dia viajou com o Sol do céu.
  20. Onde e para quem ele levará a importante mensagem da JUSTIÇA com seu tom cortante?
  21. Ele a levou para as montanhas Zubi, ele desceu com ela das montanhas Zubi.
  22. Susin e a terra de Ancan saudaram humildemente a JUSTIÇA como pequenos camudongos. Nas grandes cadeias de montanhas, as multidões abundantes rastejavam na poeira por ela.
  23. Ele atravessou cinco montanhas, seis montanhas, sete montanhas. Ele ergueu os olhos ao se aproximar de Aratta e entrou alegremente no pátio de Aratta, dando a conhecer a autoridade de seu rei.
  24. Ele falou abertamente as palavras em seu coração.
  25. O mensageiro transmitiu a mensagem ao senhor de Aratta: – “Seu pai, meu mestre, me enviou a você; o senhor de Uruque , o senhor de Kulaba, me enviou a você.”
  26. O senhor de Aratta perguntou: – “O que é isso que seu mestre disse? O que é isso que ele disse?”
  27. O mensageiro respondeu: – “Isso é o que meu mestre disse, isso é o que ele disse.”
  28. “Meu rei, que desde seu nascimento foi habilitado para a coroa, o senhor de Uruque, a serpente sajkal que vive na Suméria, que pulveriza montanhas como farinha,
  29. O veado das altas montanhas, dotado de chifres principescos, vaca selvagem, cabrito apalpando a erva-de-sabão sagrada com seu casco, que a vaca boa havia dado nascimento no coração das montanhas, Enmerkar, o filho do Sol, me enviou a você.”
  30. O senhor de Aratta perguntou: – “O que é para mim o que seu mestre disse? O que é para mim o que ele disse?”
  31. O mensageiro respondeu: “O meu mestre disse para que eu não faça as pessoas fugirem da cidade como uma pomba selvagem de sua árvore
  32. “Para que eu não os faça fugir como um pássaro sobre seu ninho bem fundado; para que eu não os retribua com o atual preço de mercado;”
  33. “Para que não eu junte poeira como em uma cidade totalmente destruída; para que não os deixasse como um povoado amaldiçoado pelo CRIADOR e totalmente destruído”.
  34. “Eu também posso destruir totalmente Aratta; para que, como a devastação que varreu destrutivamente, e em cujo rastro a JUSTIÇA surgiu, faça chorar e gritar alto.”
  35. “Eu também causaria uma devastação arrebatadora ali – que Aratta empacote peças de ouro em sacos de couro, colocando ao lado o minério de kumea ; empacote metais preciosos e carregue as mochilas nos burros das montanhas.”
  36. “Então que o senhor TRONO DIVINO da Suméria faça com que eles construam para mim, o senhor que o CRIADOR escolheu em seu sagrado coração, uma montanha de uma autoridade brilhante.”
  37. “Faça-os tornar-se luxuriante para mim como uma árvore de buxeiro, faça-os tornar seus chifres brilhantes coloridos para mim como quando o Sol sai de sua câmara, peça-lhes que façam as ombreiras das portas brilharem para mim.”
  38. “Diga o que você vai dizer para mim, e eu devo anunciar essa mensagem no santuário do TEMPLO DA COROA CELESTIAL como boas novas para o descendente dele com a barba brilhante.
  39. Ele quem sua vaca robusta deu à luz na montanha da brilhante autoridade, que foi criada no solo de Aratta, que foi dada mamar no úbere da boa vaca, que é adequada para o cargo em Kulaba, a montanha da grande autoridade, para Enmerkar, o filho do Sol.”
  40. “Eu repetirei isso em seu tabernáculo, frutífera como um florescente árvore de autoridade, ao meu rei, o senhor de Kulaba.”

VI – Emenkar e o Senhor de Aratta – Parte 3 (Primeira Resposta)

  1. Quando o mensageiro falou assim com o senhor de Aratta respondeu: – “Mensageiro, fale com o seu rei, o senhor de Kulaba”.
  2. Diga-lhe que sou eu, o senhor adequado para a purificação, eu quem a enorme nuca celestial, a senhora do céu e da terra, a deusa das numerosas autoridades, a sagrada JUSTIÇA, trouxe para Aratta, a montanha da brilhante autoridade.”
  3. “Eu sou aquele quem ela deixou barrar a entrada das montanhas como se com uma grande porta.”
  4. “Como então Aratta se submeterá a Uruque? A submissão de Aratta a Uruque está fora de questão! Diga isso a ele.”
  5. Quando o senhor de Aratta falou assim, o mensageiro respondeu: “A grande senhora do céu é que cavalga sobre a terrível autoridade.
  6. “Ela habita nos picos das montanhas brilhantes e adorna o estrado das montanhas brilhantes.”
  7. “Meu senhor e mestre, que é seu servo, fez com que a instalassem como a senhora divina no TEMPLO DA COROA CELESTIAL.”
  8. “Aratta se curvará, ó senhor, em submissão absoluta! Ela falou com ele assim, em Kulaba de tijolos.”
  9. Com isso, o senhor de Aratta ficou deprimido e profundamente perturbado. Ele não teve resposta; ele estava procurando uma resposta.
  10. Ele olhou para os próprios pés, tentando encontrar uma resposta, e quando a encontrou, deu um grito.
  11. Ele berrou a resposta à mensagem como um touro para o mensageiro: – “Mensageiro, fale com o seu rei, o senhor de Kulaba.”
  12. “Diga-lhe que esta grande cordilheira é uma árvore de autoridade crescida alta para o céu; suas raízes formam uma rede e seus galhos são uma armadilha”.
  13. “Pode ser um pardal, mas tem as garras de um pássaro Anzud ou de uma águia.”
  14. “A barreira da JUSTIÇA é perfeitamente construída e é impenetrável. Essas garras de águia fazem o sangue do inimigo correr da montanha brilhante.”
  15. “Embora em Aratta haja choro, libações de água são oferecidas e farinha é borrifada; na montanha, sacrifícios e orações são oferecidos em reverência”.
  16. “Com menos de cinco ou dez homens, como a Uruque mobilizada pode proceder contra as montanhas Zubi?”
  17. “Seu rei está indo com toda pressa contra meu poderio militar, mas estou igualmente ansioso por uma disputa.”
  18. “Como diz o provérbio, quem ignora um rival não consegue devorar tudo, como o touro que ignora o touro ao seu lado, mas aquele que reconhece uma disputa pode ser o vencedor absoluto, como o touro que reconhece o touro ao seu lado”.
  19. “Ou ele me ignora nessa disputa? Como o seu senhor pensa que não pode competir com ninguém – ou ele ainda me ignora nesta disputa?
  20. “Mais uma vez, tenho palavras para lhe dizer, mensageiro: Tenho uma proposta engenhosa para fazer so seu senhor, que ela chegue até ao seu senhor.”
  21. “Repita isso para o seu mestre, para o senhor de Kulaba, um leão deitado sobre as patas no TEMPLO DA COROA CELESTIAL, um touro berrando dentro dele, dentro de seu tabernáculo, e frutífera como um florescente árvore de autoridade.”
  22. A cordilheira é um guerreiro. É alta como o Sol indo para sua morada no crepúsculo, como alguém de cujo rosto o sangue goteja.
  23. É como a Lua, que é majestosa nas alturas, como aquele cujo semblante brilha com esplendor, como uma floresta nas montanhas.”
  24. Agora, se Enmerkar for direto para a terra de Aratta, que é o espírito protetor benevolente da montanha dos poderes sagrados, para Aratta, que é como uma coroa brilhante do céu, então eu farei minha preeminência clara.
  25. “Ele não precisará colocar cevada em sacos, nem carregá-la, nem fazer com que a cevada seja carregada para os assentamentos, nem colocar coletores sobre os trabalhadores”.
  26. “Mas se ele realmente tiver de despejar a cevada em redes de transporte e carregá-la nas mochilas em cujos lados dos burros foram colocados, e amontoá-la em uma pilha no pátio de Aratta – se ele realmente acumulasse dessa maneira;”
  27. Se estiver a JUSTIÇA, a exuberante da pilha de grãos, a ‘iluminadora das terras’, o ‘ornamento dos assentamentos’ que adorna os sete muros, que é a dama heroica, digna da batalha, que, como a heroína do campo de batalha, faz as tropas dançarem a dança da JUSTIÇA;”
  28. “Se ela realmente expulsar Aratta como se fosse um cão perseguidor de carniça, então, nesse caso, eu deverei me submeter a ele.”
  29. “Ele realmente teria me feito conhecer sua preeminência; como a cidade, eu na minha pequenez me submeteria a ele. Diga isso a ele.”

VII – Emenkar e o Senhor de Aratta – Parte 4 (Segunda Resposta)

  1. Depois de falar assim com ele, o senhor de Aratta fez o mensageiro repetir a mensagem exatamente como ele mesmo a havia dito.
  2. O mensageiro girou sobre sua coxa como uma vaca selvagem, como uma mosca de areia, e seguiu seu caminho na calma da manhã.
  3. Ele pôs os pés alegremente em Kulaba construída com tijolos e correu para o grande pátio, o pátio da sala do trono.
  4. Ele repetiu a palavra perfeita para seu mestre, o senhor de Kulaba; ele até berrava com ele como um touro, e Enmerkar o ouvia como um cocheiro de boi.
  5. O rei o fez sentar… ao seu lado direito. Ao virar o lado esquerdo para ele, disse: “Aratta realmente entende as implicações de seu próprio estratagema?”
  6. Depois que o dia raiou e o Sol se levantou, o divino Sol por trás da Terra ergueu sua cabeça. O rei combinou o Tigre com o Eufrates. Ele combinou o Eufrates com o Tigre.
  7. Grandes recipientes foram colocados ao ar livre, e ele colocou pequenos recipientes ao lado deles, como cordeiros deitados na grama.
  8. As embarcações foram colocadas ao ar livre adjacentes a elas. Então o rei, Enmerkar, o filho do Sol , separou os vasos de ecda , que eram de ouro.
  9. Em seguida, as tábuas, o estilete pontiagudo da assembleia, a estátua de ouro moldada em um dia propício, a bela INSTRUÇÃO, cultivada com uma exuberância justa, ESCRITA, a senhora de ampla sabedoria, abriu para ele sua sagrada casa de sabedoria.
  10. Ele entrou no palácio do céu e ficou atento. Então o senhor abriu seu poderoso depósito e colocou firmemente sua grande medida de lidga no chão.
  11. O rei tirou sua velha cevada da outra cevada; ele encharcou todo o malte verde com água; seu lábio tomou a planta hirin.
  12. Ele estreitou as malhas das redes de transporte. Mediu por completo a cevada para o celeiro, acrescentando os dentes dos gafanhotos.
  13. Ele o carregou nas mochilas em cujos lados os burros de reserva foram colocados.
  14. O rei, o senhor da ampla sabedoria, o senhor de Uruque, o senhor de Kulaba, os despachou diretamente para Aratta.
  15. Ele fez as pessoas seguirem para Aratta por conta própria, como formigas saindo de fendas.
  16. Novamente o senhor acrescentou instruções para o mensageiro que vai para as montanhas, para Aratta.
  17. Mandou o Mensageiro que fosse ao senhor de Aratta para lhe dizer: – “A base do meu cetro é o poder divino da magnificência e sua coroa fornece uma sombra protetora sobre Kulaba”.
  18. “Sob seus ramos espalhados, a sagrada JUSTIÇA se refresca no santuário do TEMPLO DA COROA CELESTIAL .”
  19. “Que ele arranque uma farpa e segure-a na mão; deixe-o segurá-lo na mão como um colar de contas de cornalina, um colar de contas de lápis-lazúli. Que o senhor de Aratta traga isso diante de mim. Diga isso a ele”.
  20. Depois de falar assim com o rei, o mensageiro seguiu seu caminho para Aratta.
  21. Os seus pés levantaram a poeira da estrada e fizeram os pequenos seixos das colinas baterem; como um dragão rondando o deserto, ele não teve oposição.
  22. Depois que o mensageiro chegou a Aratta, o povo de Aratta adiantou-se para admirar as mochilas.
  23. No pátio de Aratta, o mensageiro mediu por completo a cevada para o celeiro, somando os dentes dos gafanhotos.
  24. Como se fosse das chuvas do céu e do sol, Aratta se encheu de abundância. Como quando os deuses voltaram aos seus lugares, a fome de Aratta foi saciada.
  25. O povo de Aratta cobriram seus campos com malte verde encharcado de água. Os cidadãos de Aratta estavam atentos; ele revelou o assunto a Aratta.
  26. Atentamente, em Aratta, da mão do seu povo trouxeram a mensagem ao senhor de Uruque: – “Quanto a nós, na mais terrível fome, na nossa mais terrível fome, prostremo-nos perante o senhor de Kulaba!”
  27. Os eloquentes anciãos torceram as mãos em desespero, encostados na muralha; na verdade, eles estavam até mesmo colocando seus tesouros à disposição do senhor.
  28. Seu cetro chegou ao palácio e abertamente o mensageiro falou as palavras em seu coração: –  “Seu pai, meu mestre, me enviou a você. Enmerkar, o filho do Sol, me enviou a você.”
  29. O senhor de Aratta perguntou: “O que é seu mestre disse para mim? O que para mim ele disse?”
  30. O mensageiro respondeu: – “Isso é o que meu mestre disse, isso é o que ele disse: – “A base do meu cetro é o poder divino da magnificência e sua coroa fornece uma sombra protetora sobre Kulaba”.
  31. “Sob seus ramos espalhados, a sagrada JUSTIÇA se refresca no santuário do TEMPLO DA COROA CELESTIAL”.
  32. “Que ele arranque uma farpa e segure-a na mão; deixe-o segurá-lo na mão como um colar de contas de cornalina, um colar de contas de lápis-lazúli. Que o senhor de Aratta traga isso diante de mim.
  33. Depois de falar assim com o mensageiro, o senhor de Aratta entrou no santuário e deitou-se em jejum. O dia amanheceu.
  34. Ele discutiu longamente o assunto, disse palavras indizíveis; ele circulou com este assunto como se fosse cevada comida por um burro. E o que um falava ao outro? O que um dizia ao outro?
  35. Ele disse: – “Mensageiro, fale com o seu rei, o senhor de Kulaba. Diga-lhe: Que ele coloque em sua mão e contemple um cetro que não seja de madeira, nem designado como madeira.
  36. Nem ildag madeira, nem cim-show madeira, nem hacur cipreste, nem madeira de palmeira, nem cedro, nem zabalum , nem de cipreste, nem de madeira dura, nem choupo como em uma carruagem, nem junco como em cabos de chicote;
  37. Nem ouro, nem cobre, nem metal kumea genuíno, nem prata, nem cornalina, nem lápis-lazúli. Que ele arranque uma lasca disso e segure-a na mão”.
  38. “Deixe-o segurá-lo na mão como um colar de contas de cornalina, um colar de contas de lápis-lazúli. Que o senhor de Kulaba traga isso diante de mim. Diga isso a ele.”

VIII – Emenkar e o Senhor de Aratta – Parte 5 (Ameaça)

  1. Depois de lhe haver falado assim, o mensageiro saiu como um jumentinho, zurrando ao ser cortado da língua da carruagem; trotou como um onagro correndo em terra seca, encheu a boca de vento.
  2. Ele correu em uma trilha como uma ovelha de lã longa atacando outras ovelhas em sua fúria.
  3. Ele pôs os pés alegremente em Kulaba construída com tijolos e transmitiu a mensagem, palavra por palavra, a seu mestre, o senhor de Kulaba.
  4. Então o CRIADOR deu a Enmerkar sabedoria, e o senhor deu instruções ao seu mordomo-chefe.
  5. O senhor colocou o cetro nas mãos do mensageiro que ia para as montanhas.
  6. O mensageiro, cuja jornada para Aratta foi como um pelicano sobre as colinas, como uma mosca sobre o solo, que disparou pelas montanhas tão rapidamente quanto o nado de uma carpa, alcançou Aratta.
  7. Ele pôs os pés alegremente no pátio de Aratta.
  8. O senhor de Aratta , olhando o cetro, que estava no santuário, sua morada sagrada, ele, o senhor, chamou seu oficial catam: – “Aratta é realmente como uma ovelha abatida! Suas estradas são traçadas como as das terras rebeldes!”
  9. “Visto que a sagrada JUSTIÇA deu a primazia de Aratta ao senhor de Kulaba, agora parece que a sagrada JUSTIÇA está olhando com benevolência para o seu homem que enviou um mensageiro para tornar a mensagem severa tão clara quanto a luz do Sol”.
  10. “Então, em Aratta, onde se pode ir nesta crise? Quanto tempo antes que a corda do jugo se torne suportável?” c
  11. “Quanto a nós, na mais terrível fome, na nossa mais terrível fome, devemos nos prostrar diante do senhor de Kulaba?”
  12. O senhor de Aratta confiou uma mensagem ao mensageiro como se fosse uma tábua importante: – “Mensageiro! Fale com o seu mestre, o senhor de Kulaba.”
  13. “Diga-lhe que um campeão que não é de cor preta, um campeão que não é de cor branca, um campeão que não é de cor parda, um campeão que não é da cor vermelha, um campeão que não é da cor amarela, um campeão que não é multicolorido – deixe que ele me mande esse campeão.”
  14. “Meu campeão vai competir contra seu campeão e deixar o mais capaz prevalecer! Diga isso a ele.”
  15. Depois de ter falado com ele assim, o mensageiro partiu, ulum, alam.
  16. Em Kulaba construída com tijolos, o mensageiro ficou sem palavras.
  17. Ele olhava como uma cabra nas encostas da montanha, ele observava como se fosse uma enorme cobra mirra saindo de um campo.
  18. Ele ergueu a cabeça para dizer a mensagem do senhor de Aratta.
  19. De sua cadeira, Emnerkar se dirigiu a ele como uma torrente furiosa: – “Mensageiro! Fale com o senhor de Aratta”
  20. “Diga-lhe que uma vestimenta que não seja de cor preta, uma vestimenta que não seja de cor branca, uma vestimenta que não seja de cor marrom, uma vestimenta que não seja de cor vermelha, uma vestimenta que não é amarela, uma vestimenta que não é multicolorida – eu darei a ele tal vestimenta.”
  21. “Meu campeão é abraçado pelo TRONO DIVINO. Vou enviar-lhe um campeão. “Meu campeão vai competir contra seu campeão, e deixar o mais capaz prevalecer! Diga isso a ele.”
  22. “Em segundo lugar, fale com ele e diga que deixe-o passar imediatamente do subterfúgio”.
  23. “Em sua cidade, deixe seu povo ir adiante dele como ovelhas. Que seu povo, como a seu pastor, siga atrás dele.”
  24. “Enquanto ele avança, deixe a montanha de lápis-lazúli brilhante se humilhar diante dele como um junco esmagado.”
  25. “E que eles amontoem seu ouro e prata brilhantes no pátio de Aratta para JUSTIÇA, a senhora do TEMPLO DA COROA CELESTIAL.”
  26. “Terceiro, fale com ele e diga que, para eu não fazer o povo fugir daquela cidade como uma pomba selvagem de sua árvore, para que eu não os esmague,
  27. para não retribuí-los como pelo atual preço de mercado, para os impeça quando pegarem as pedras da montanha na reconstrução a mim do grande santuário Eridug, o PRINCÍPIO, o TEMPLO DO INÍCIO.”
  28. “Deixe-os adornar sua arquitrave para mim. Deixe-os espalhar sua proteção pela Terra por mim. Em seu falar, recite seu presságio para ele”.
  29. O Seu discurso foi substancial e seu conteúdo extenso. O mensageiro, de boca pesada, não conseguiu repetir.
  30. Como o mensageiro, que estava com a boca cansada, não conseguiu repetir, o senhor de Kulaba deu um tapinha no barro e escreveu a mensagem como se estivesse em uma tábua.
  31. Anteriormente, a escrita de mensagens em argila não estava estabelecida. Agora, sob aquele sol e naquele dia, realmente isso aconteceu.
  32. O senhor de Kulaba gravou a mensagem como uma placa. Foi assim mesmo.

IX – Emenkar e o Senhor de Aratta – Parte 6 (Rendição)

  1. O mensageiro era como um pássaro, batendo as asas; ele se enfureceu como um lobo seguindo uma criança. Ele atravessou cinco montanhas, seis montanhas, sete montanhas.
  2. Ele ergueu os olhos ao se aproximar de Aratta. Ele entrou alegremente no pátio de Aratta e deu a conhecer a autoridade de seu rei. Ele falou abertamente as palavras em seu coração.
  3. O mensageiro transmitiu a mensagem ao senhor de Aratta: – “Seu pai, meu mestre, me enviou a você; o senhor de Uruque, o senhor de Kulaba, me enviou a você.”
  4. O senhor de Aratta perguntou: “O que é isso que seu mestre disse? O que é isso que ele disse?”
  5. O mensageiro respondeu: “Isso é o que meu mestre disse, isso é o que ele disse.”
  6. “Meu rei é como uma enorme árvore de autoridade, filho do TRONO DIVINO; esta árvore cresceu muito, unindo o céu e a terra; sua coroa chega ao céu, seu tronco é colocado sobre a terra.”
  7. “Aquele que é feito para brilhar em senhorio e realeza, Enmerkar, o filho do Sol, me deu uma tábua de argila.”
  8. “Ó senhor de Aratta, depois que você examinar a tábua de argila, depois de aprender o conteúdo da mensagem, diga tudo o que você vai dizer para mim.”
  9. “Eu devo anunciar essa mensagem no santuário TEMPLO DA COROA CELESTIAL como boas novas para o descendente dele com a barba brilhante.”
  10. “Ele quem sua vaca robusta deu à luz nas montanhas da brilhante autoridade, que foi criado no solo de Aratta, que foi dado mamar no úbere da boa vaca, que é adequada para o cargo em Kulaba, a montanha da grande autoridade, a Enmerkar, o filho do Sol.”
  11. “Vou repeti-la em seu tabernáculo, frutífero como uma florescente árvore de autoridade ao meu rei, o senhor de Kulaba.”
  12. Depois de ter falado assim com ele, o senhor de Aratta recebeu sua tábua queimada no forno do mensageiro.
  13. O senhor de Aratta olhou para a placa. A mensagem transmitida era apenas pregos e sua fronte expressava raiva. O senhor de Aratta olhou para sua placa queimada no forno.
  14. Naquele momento, o senhor digno da coroa do senhorio, o filho do TRONO DIVINO, o TROVÃO, trovejando no céu e na terra, causou uma tempestade violenta como um grande leão rugindo.
  15. Ele fez nas montanhas terremoto. Ele convulsionou a cordilheira. De seu peito, ele fez com que a cordilheira erguesse a voz de alegria.
  16. Nos flancos ressecados de Aratta, no meio das montanhas, o trigo cresceu por si mesmo, e o grão-de-bico também cresceu por si mesmo.
  17. Trouxeram o trigo que cresceu espontaneamente até o celeiro da cidade, para o senhor de Aratta, e o amontoaram diante dele no pátio de Aratta.
  18. O senhor de Aratta olhou para o trigo. Os olhos do mensageiro olharam de soslaio.
  19. O Senhor de Aratta disse ao mensageiro:  – “JUSTIÇA, a senhora de todas as terras, não fugiu do primado de sua cidade, Aratta, nem a roubou para Uruque”.
  20. “Ela não fugiu de sua E-zagina, nem a roubou para o santuário TEMPLO DA COROA CELESTIAL. Ela não fugiu da montanha da brilhante autoridade, nem o roubou para Kulaba de tijolo.”
  21. “Ela não fugiu da cama adornada, nem a roubou para a cama brilhante. Ela não fugiu da purificação para o senhor, nem a roubou para o senhor de Uruque, o senhor de Kulaba.”
  22. “JUSTIÇA, a senhora de todas as terras, cercou Aratta, à sua direita e à esquerda, como um dilúvio crescente. São pessoas que ela separou de outras pessoas.”
  23. “São pessoas que a PROSPERIDADE separou de outras pessoas, que estabeleceram firmemente as palavras sagradas da JUSTIÇA.”
  24. “Depois que o dilúvio varreu, a JUSTIÇA, a senhora de todas as terras, de seu grande amor pela PROSPERIDADE, aspergiu a água da vida sobre aqueles que haviam resistido ao dilúvio e lhes sujeitou a Terra”.
  25. “JUSTIÇA, a sua música agradou seu esposo, a PROSPERIDADE”.
  26. Desde então, ela o tornou perfeito no ouvido sagrado, o ouvido sagrado da PROSPERIDADE, cantou-o e fez com que as palavras fossem conhecidas.
  27. Quando a velha mulher veio para a montanha da brilhante autoridade, ela foi até ele como uma donzela que em seus dias é perfeita.
  28. Ela pintou seus olhos com kohl, envolveu-se em uma vestimenta branca, saiu com a coroa boa como o luar.
  29. Ela fez Enmerkar, seu esposo, ocupar o trono-estrado com ela.
  30. De fato, para Aratta, as ovelhas e seus cordeiros agora se multiplicam; de fato, para Aratta, as cabras mães e seus filhos se multiplicam;
  31. De fato, para Aratta, as vacas e seus bezerros se multiplicam; de fato, para Aratta, as éguas burras e seus potros negros de pés rápidos se multiplicam.
  32. Em Aratta, eles dizem juntos: “Deixe-os amontoar e amontoar as pilhas de grãos; a abundância é verdadeiramente a sua abundância”.
  33. “Os homens que cultivarão frutos dourados, árvores frutíferas, com seus figos e uvas, amontoarão os frutos em grandes montes “
  34. “Eles desenterrarão o lápis-lazúli perfeito das raízes das árvores e removerão a parte suculenta dos juncos das copas das árvores.
  35. Então os amontoará tudo no pátio do TEMPLO DA COROA CELESTIAL para a JUSTIÇA, a senhora do TEMPLO DA COROA CELESTIAL.”
  36. “Venha, meu rei, eu darei a você um conselho: deixe o meu conselho ser ouvido. E eu direi a você; que sejam ouvidos.”
  37. “Deixe o povo escolher um homem  das terras estrangeiras, e deixe o povo de Aratta falar”.
  38. “Quando eu sair daqui, a sempre brilhante senhora me concederá a minha realeza”.
  39. “Nessa cidade, festivais não serão escassos. Todos os dias.”

X – Lugalbanda na Montanha – Parte 1 (Doença)

  1. Eram os dias antigos quando o céu estava separado da terra. Eram os dias antigos quando o adequado se mantinha. Era quando depois das antigas colheitas a cevada era comida.
  2. Era quando os limites foram estabelecidos e as fronteiras foram fixadas, quando as pedras-limite foram colocadas e inscritas com nomes.
  3. Era quando diques e canais foram purificados, quando os poços foram cavados diretamente para baixo.
  4. Era quando o leito do Eufrates abundante rio de Uruque foi aberto, quando o divina COROA CELESTIAL foi removido. Era quando os cargos de sacerdote e rei foram notoriamente exercidos em Uruque.
  5. Era quando o cetro e o bastão de Kulaba foram elevados na batalha – na batalha, o jogo da JUSTIÇA, quando os de cabelos negros foram abençoados com vida longa, em seus modos estabelecidos.
  6. Era quando eles presentearam as cabras da montanha com cascos batendo e os belos veados da montanha com seus chifres para Enmerkar, filho do Sol – naquela época o rei dirigiu sua maça para a cidade.
  7. Enmerkar filho de Utu preparou uma expedição contra Aratta, a montanha dos sagrados poderes divinos. Ele iria partir para destruir a terra rebelde; o senhor iniciou a mobilização de sua cidade.
  8. O arauto fez soar a buzina em todas as terras. Agora, a cidade de Uruque recrutada entrou em campo com o rei sábio, de fato a cidade de Kulaba recrutada seguiu Enmerkar.
  9. A arrecadação de Uruque foi uma inundação, a arrecadação de Kulaba foi um céu nublado.
  10. Enquanto eles cobriam o solo como uma névoa pesada, a poeira densa girada por eles alcançou o céu.
  11. Como se para gralhas na melhor semente, levantando-se, ele chamou o povo. Cada um deu o sinal ao seu companheiro.
  12. O rei deles foi à sua frente, para ir na liderança do exército. Enmerkar foi à sua frente, para ir na liderança do exército.
  13. Quando o justo se aconselha com o TRONO DIVINO, ele levou embora Kulaba inteira, eles se curvaram na encosta das montanhas, como ovelhas; na borda das colinas, eles correram como touros selvagens.
  14. Ele procurou ao lado e eles reconheceram o caminho.
  15. Cinco dias se passaram. No sexto dia eles tomaram banho. No sétimo dia eles entraram nas montanhas.
  16. Quando eles cruzaram os caminhos como uma enorme inundação ondulando rio acima em uma lagoa, o seu rei, cavalgando em uma tempestade, o filho do Sol, o bom metal brilhante desceu do céu para a grande terra.
  17. Sua cabeça brilhou com a luz, as flechas farpadas passam por ele como relâmpagos; ao seu lado, o machado pontiagudo de bronze de seu emblema brilha para ele.
  18. Ele avançou agudamente com o machado pontudo, como um cachorro pronto para consumir um cadáver.
  19. Naquela época eram sete, eram sete – os mais novos, nascidos em Kulaba, tinham sete. A ABÓBODA CELESTE deu à luz esses sete, a Vaca Selvagem os nutriu com leite.
  20. Eles eram heróis, vivendo na Suméria, eles eram principescos em seu auge. Eles foram criados comendo na mesa do divina COROA CELESTIAL.
  21. Esses sete eram os capatazes para os subordinados aos capatazes; os capitães dos subordinados aos capitães eram os generais para os subordinados aos generais.
  22. Eles eram supervisores de 300 homens, 300 homens cada; eles eram capitães de 600 homens, 600 homens cada; eles eram generais de sete šar (25.200) de soldados, 25.200 soldados cada.
  23. Eles estavam a serviço do senhor como suas tropas de elite.
  24. Lugalbanda, o oitavo deles, foi lavado em água. Em um silêncio reverente ele avançou, ele marchou com as tropas.
  25. Quando eles haviam coberto a metade do caminho, coberto a metade do caminho, uma doença se abateu sobre ele ali, ‘enjôo de cabeça’ se abateu sobre ele.
  26. Ele se sacudiu como uma cobra arrastada pela cabeça com um junco; sua boca mordeu a poeira, como uma gazela pega em uma armadilha.
  27. Suas mãos não podiam mais devolver o aperto de mão, ele não conseguia mais erguer os pés bem alto.
  28. Nem o rei nem os contingentes poderiam ajudá-lo. Nas grandes montanhas, aglomeradas como uma nuvem de poeira sobre o solo, eles disseram: – “Deixe-os trazê-lo para Uruque.”
  29. Mas eles não sabiam como poderiam trazê-lo: – “Deixe-os trazê-lo para Kulaba.” Eles não sabiam como poderiam trazê-lo.
  30. Enquanto seus dentes batiam nos lugares frios das montanhas, eles o levaram para um lugar quente ali.
  31. Era um armazém, eles fizeram dele um caramanchão como um ninho de pássaro. Tinha tâmaras, figos e vários tipos de queijo;
  32. Eles colocaram guloseimas próprias para os doentes comerem, em cestos de tâmaras, e fizeram-lhe um lar.
  33. Eles colocaram para ele as várias gorduras do curral, o queijo fresco do curral, a manteiga, como se estivessem preparando uma mesa para o lugar sagrado, o lugar a uma oferenda funerária.
  34. Bem na frente da mesa eles prepararam para ele cerveja para beber, misturada com xarope de tâmara e pãezinhos com manteiga.
  35. Provisões despejadas em baldes de couro, provisões todas colocadas em bolsas de couro. Os seus irmãos e amigos, como um barco descarregando do local da colheita, colocavam suprimentos perto de sua cabeça na caverna da montanha.
  36. Eles colocaram água em seus odres de couro. Cerveja escura, bebida alcoólica, cerveja de emmer, vinho para beber agradável ao paladar foram distribuídos por sua cabeça na caverna da montanha como num suporte para odres.
  37. Eles prepararam para ele resina de incenso, resina, resina aromática, resina ligidba e resina de primeira classe em suportes de potes no buraco profundo.
  38. Eles os suspenderam por sua cabeça na caverna da montanha. Eles enfiaram em sua cabeça seu machado de metal de estanho, importado das montanhas Zubi.
  39. Eles embrulharam em seu peito sua adaga de ferro importada das montanhas negras. Seus olhos como valas de irrigação inundadas de água, o santo Lugalbanda mantinha-se aberto, voltado para isso.
  40. A porta externa de seus lábios transbordando como o sagrado Sol, ele não abriu para seus irmãos.  Quando levantaram seu pescoço, não havia mais fôlego.
  41. Seus irmãos, seus amigos se aconselharam: – “Se nosso irmão se levantar da cama como o Sol, então o deus que o feriu se afastará e, quando ele comer esta comida e beber sua bebida, os seus pés ficarão firmes.”
  42. “Que ele possa trazê-lo sobre os lugares altos das montanhas a Kulaba construída em tijolos.”
  43. “Mas se o Sol chamar nosso irmão para o lugar sagrado, o lugar valorizado, a saúde de seus membros o deixará. Então caberá a nós, quando voltarmos de Aratta, trazer o corpo de nosso irmão para Kulaba de tijolos.”

XI – Lugalbanda na Montanha – Parte 2 (Oração)

  1. Como as vacas sagradas dispersas pela Lua, como com um touro reprodutor em sua velhice deixado para trás no curral, seus irmãos e amigos abandonaram a sagrada Lugalbanda na caverna da montanha.
  2. Com lágrimas e gemidos repetidos, com lágrimas, com lamentação, com pesar e pranto, os irmãos mais velhos de Lugalbanda partiram para as montanhas.
  3. Então se passaram dois dias durante os quais Lugalbanda ficou doente; a esses dois dias, meio dia foi adicionado.
  4. Quando Utu voltou seu olhar para sua casa, enquanto os animais erguiam suas cabeças em direção a seus covis, no final do dia com o frescor da noite, seu corpo parecia ungido com óleo. Mas ele ainda não estava livre de sua doença.
  5. Quando ele ergueu os olhos para o céu para o Sol, ele chorou por ele como se fosse por seu próprio pai. Na caverna da montanha, ele ergueu para si suas belas mãos.
  6. Ele disse: – “Ó Sol, eu te saúdo! Me deixe ficar doente! Herói, nascidos nos PÂNTANOS DO LESTE, eu te saúdo! Me deixe não ficar mais doente!
  7. “Ó Sol, você me deixou subir às montanhas na companhia de meus irmãos. caverna da montanha, o local mais terrível da terra, e deixa-me ficar doente!”
  8. “Aqui, onde não há mãe, não há pai, não há conhecido, ninguém a quem eu valorizo, minha mãe não está aqui para dizer ‘Ai de mim, meu filho!’.”
  9. “Meu irmão não está aqui para dizer ‘Ai, meu irmão!’; o vizinho de minha mãe que entra em nossa casa não está aqui para chorar por mim.”
  10. “Se as divindades protetoras masculinas e femininas estivessem por perto, a divindade da vizinhança diria: ‘Um homem não deveria morrer assim’. Um cachorro perdido é ruim; um homem perdido é terrível.
  11. No caminho desconhecido na orla das montanhas, o Sol mostra um homem perdido, um homem em uma situação ainda mais terrível.
  12. Ó Sol, não me faça fluir como água em uma morte violenta! Não me faça comer salitre como se fosse cevada! Não me faça cair como um galho em algum lugar no deserto desconhecido para mim!
  13. “Aflito com um nome que excita o desprezo dos meus irmãos, que eu não adoeça mais! Afligido pelo escárnio de meus camaradas, não me deixe mais doente! Que eu não acabe nas montanhas como um fraco! “
  14. O Sol aceitou suas lágrimas. Ele enviou seu encorajamento divino para ele na caverna da montanha.
  15. Aquela que auxilia os pobres, cujo jogo da guerra é doce, a amante que sai ao leito para tornar o quarto deleitoso, que é comida para o homem pobre – a JUSTIÇA, a filha do CONHECIMENTO, surgiu diante dele como um touro na Terra.
  16. O seu brilho, como do santo CONFLITO, seu brilho estelar iluminou para ele a caverna da montanha.
  17. Quando ele ergueu os olhos para a JUSTIÇA, ele chorou como se estivesse diante de seu próprio pai.
  18. Na caverna da montanha, ele ergueu suas belas mãos, dizendo: – “Ó JUSTIÇA, se esta fosse minha casa, se apenas esta fosse minha cidade; se apenas esta fosse Kulaba, a cidade em que minha mãe me deu à luz!”
  19. Mesmo se fosse para mim como um terreno baldio para uma cobra! Se fosse foram para mim como uma rachadura no chão para um escorpião!”
  20. “Meu poderoso povo! Minhas grandes senhoras! Louvor para o TEMPLO DA COROA CELESTIAL!”
  21. “As suas pedras, as pedras brilhantes em sua glória, pedras saĝkal acima e abaixo, de seu clamor na terra da montanha Zabu, de sua voz abra. Que meus membros não morram nas montanhas do ciprestes!”
  22. A JUSTIÇA aceitou suas lágrimas. Com o poder da vida, ela o deixou dormir como o adormecido Sol.
  23. A JUSTIÇA o envolveu com a alegria do coração como se fosse uma vestimenta de lã. Então, ela foi para Kulaba construída em tijolos.
  24. O touro que come a sopa negra, o bezerro sagrado nos céus, veio para vigiá-lo. Ele brilha nos céus como a estrela da manhã, ele espalha luz forte na noite.
  25. A Lua é saudada como a lua nova; A Lua dá a direção para o ascendente Sol. O glorioso senhor a quem cabe a coroa, o Luar, o filho amado do TRONO DIVINO, o senhor atingiu o zênite esplendidamente.
  26. O seu brilho, como o Sol, em seu esplendor estrelado, iluminou a caverna da montanha para ele.
  27. Quando Lugalbanda ergueu os olhos para o céu para a Lua, ele chorou por ele como se fosse por seu próprio pai.
  28. Na caverna da montanha, ele ergueu para si suas belas mãos: – “Rei a quem não se pode alcançar no céu distante! O Luar a quem não se pode alcançar no céu distante!”
  29. “Rei que ama a justiça, que odeia o mal! O Luar que ama a justiça, que odeia o mal! A justiça traz alegria justamente ao seu coração.”
  30. “Um álamo, um grande cajado, forma um cetro para você, você que afrouxa os laços da justiça, que não afrouxa os laços do mal.”
  31. “Se você encontrar o mal antes de você, ele é arrastado para trás. Quando seu coração fica zangado, você cospe seu veneno para o mal como uma cobra que baba veneno.”
  32. O Luar aceitou suas lágrimas e deu-lhe vida. Ele conferiu a seus pés o poder de se levantar.
  33. Ao nascer do sol seguinte, como o touro brilhante surgindo do horizonte, como o touro descansando entre os ciprestes, o jovem Sol estendeu seu santo esplendor do céu.
  34. Como um escudo no chão vigiado pela assembleia, como um escudo saindo do tesouro vigiado pelos jovens, o jovem Sol estendeu seu santo esplendor do céu.
  35. Santo, seu brilho iluminou para ele a caverna da montanha, ele os concedeu ao santo Lugalbanda na caverna da montanha.
  36. Seu bom deus protetor pairava à frente dele, sua boa deusa protetora caminhava atrás dele. O deus que o havia ferido saiu e se afastou dele.
  37. Quando ele ergueu os olhos para o céu para Utu, ele chorou por ele como por seu próprio pai. Na caverna da montanha, ele ergueu para si suas belas mãos:
  38. – “Ó Sol, pastor da terra, pai dos cabeças negra, quando você vai dormir, o povo vai dormir com você; jovem Sol, quando você se levanta, o povo se levanta com você.
  39. “Ó Sol, sem você nenhuma rede é esticada para um pássaro, nenhum escravo é levado cativo. Para aquele que anda sozinho, você é seu companheiro fraterno; Sol, você é o terceiro deles que viaja em pares.”
  40. “Você é o brilho para quem usa o colar no pescoço. Como uma vestimenta sagrada zulumḫi, sua luz do sol veste o homem pobre e o canalha, bem como aquele que não tem roupas; como uma veste de lã branca cobre os corpos mesmo de escravos devedores.
  41. “Docemente, até em seus dias mais velhos, o sol é tão poderoso quanto óleo. Grandes touros selvagens correm para frente.”
  42. Ó herói, nascido dos PÂNTANOS DO LESTE, louvor a você é tão doce, chega ao céu. Herói, filho dos PÂNTANOS DO LESTE, eles o elogiam como você merece.”

XII – Lugalbanda na Montanha – Parte 3 (Recuperação)

  1. O Santo Lugalbanda saiu da caverna da montanha. Então, o justo que se aconselha com o TRONO DIVINO fez nascer plantas que salvam vidas. Os rios ondulantes, mães das colinas, trouxeram água que salvou vidas.
  2. Ele mordeu as plantas que salvam vidas, ele tomou um gole da água que salva vidas. Em seguida, ali mesmo, ele mesmo montou uma armadilha no chão, e dali saiu em disparada como um cavalo das montanhas.
  3. Como um asno selvagem solitário de Šakkan, ele disparou sobre as montanhas. Como um burro grande e poderoso, ele correu; um burro esguio, ansioso para correr, ele saltou.
  4. Naquela noite, ao entardecer, ele partiu, correndo pelas montanhas, um terreno baldio ao luar. Ele estava sozinho e, mesmo para seus olhos penetrantes, não havia uma única pessoa à vista.
  5. Com as provisões estocadas em baldes de couro, as provisões colocadas em bolsas de couro, seus irmãos e seus amigos puderam assar pão no chão, com um pouco de água fria.
  6. O santo Lugalbanda havia carregado as coisas da caverna da montanha. Ele os colocou ao lado das brasas. Ele encheu um balde com água.
  7. À sua frente, ele dividiu o que havia colocado. Ele segurou as pedras. Ele os golpeou repetidamente. Ele colocou as brasas brilhantes no terreno aberto.
  8. A fina pederneira causou uma faísca. Seu fogo brilhou para ele sobre a terra devastada como o sol. Sem saber fazer bolos, sem conhecer um forno, com apenas sete carvões ele assava giziešta massa.
  9. Enquanto o pão assava sozinho, ele arrancou juncos šulḫi das montanhas, com raízes e tudo, e cortou seus galhos.
  10. Ele empacotou todos os bolos como ração diária. Sem saber fazer bolos, sem conhecer um forno, com apenas sete carvões ele havia feito massa de giziešta. Ele enfeitou com xarope doce de tâmaras.
  11. Um touro selvagem marrom, um touro selvagem de aparência bela, um touro selvagem que agita seus chifres, desta forma ele mascava šimgig aromático.
  12. Como um touro selvagem com fome, descansando, buscando com sua voz os touros selvagens marrons das colinas, o lugar puro, desta forma ele mascava šimgig aromático.
  13. Mascava como se fosse cevada, triturava a madeira do cipreste como se fosse esparto, farejava com o nariz a folhagem do arbusto šenu como se fosse erva.
  14. Estava bebendo a água dos rios ondulantes, estava arrotando de ilinnuš, a planta pura das montanhas.
  15. Enquanto os touros marrons selvagens, os touros selvagens das montanhas, pastavam entre as plantas, Lugalbanda capturou este em sua emboscada.
  16. Ele arrancou um zimbro das montanhas e arrancou seus galhos. Com uma faca, o santo Lugalbanda cortou suas raízes, que eram como os longos juncos do campo.
  17. Ele amarrou o touro selvagem marrom, o touro selvagem das montanhas, com um cabresto.
  18. Uma cabra marrom e um bode, eram cabras picadas de pulgas, cabras nojentas, cabras gordas.
  19. Elas mastigavam šimgig aromático como se fosse cevada, moía a madeira do cipreste como se era esparto, farejavam com o nariz a folhagem do arbusto šenu como se fosse grama.
  20. Eles estavam bebendo a água dos rios ondulantes, eles estavam arrotando de ilinnuš, a planta pura das montanhas.
  21. Enquanto as cabras marrons e os cabritos vasculhavam as plantas, Lugalbanda capturou os dois em sua emboscadas.
  22. Ele arrancou um zimbro das montanhas e arrancou seus galhos. Com uma faca, o santo Lugalbanda cortou suas raízes, que eram como os longos juncos do campo.
  23. Com correntes ele acorrentou o bode marrom e o bode, ambos os bodes. ele empilhou.
  24. Ele estava sozinho e, mesmo para seus olhos penetrantes, não havia uma única pessoa à vista. O sono venceu Lugalbanda, sono, a terra da opressão.
  25. Era como uma inundação imponente, como uma mão demolindo uma muralha de tijolos, uma mão erguida bem alta, um pé erguido;
  26. Era como xarope que cobria o que estava à sua frente, transbordando como xarope sobre o que está à sua frente; não conhecendo capataz, não conhecendo capitão, mas era opressor para o herói.
  27. E por meio do barril de madeira da cerveja, o sono finalmente venceu Lugalbanda.
  28. Ele colocou ilinnuš, erva pura das montanhas, como um sofá, ele estendeu uma vestimenta zulumḫi, ele desdobrou ali um lençol de linho branco.
  29. Não havendo espaço para tomar banho, ele se contentou com aquele lugar. O rei deitou-se para não dormir, deitou-se para sonhar – não se voltou para a porta do sonho, não se voltou para o pivô da porta.
  30. Para o mentiroso fala mentiras, para o verdadeiro fala a verdade. Pode fazer um homem feliz, pode fazer outro homem cantar, mas é a cesta fechada dos deuses.
  31. É o lindo quarto de dormir da ABUNDÂNCIA, é a conselheira da JUSTIÇA. O multiplicador da humanidade, a voz de alguém que não está vivo. Era o SONHO, ele mesmo como um touro, berrou para Lugalbanda.
  32. Como o bezerro de uma vaca que ele abateu: – “Quem matará um touro selvagem marrom para mim? Quem fará sua gordura derreter para mim?”
  33. “Ele deve pegar meu machado de metal de estanho, ele deve empunhar minha adaga que é de ferro.”
  34. “Como um campeão, eu o deixarei que traga o touro selvagem marrom, o touro selvagem das montanhas, eu o deixarei como um lutador para fazê-lo se submeter. A sua força o deixará.
  35. Quando ele o oferecer antes do sol nascente ao amontoar como grãos de cevada as cabeças dos a cabra marrom e o bode, as duas cabras, quando ele derramar seu sangue na cova, deixe seu cheiro se espalhar no deserto para que as cobras alertas das montanhas cheguem.”
  36. Lugalbanda acordou – era um sonho. Ele estremeceu – era um sono. Ele esfregou os olhos, estava pasmo.
  37. Ele pegou seu machado cujo metal era de estanho, ele empunhou sua adaga que era de ferro.
  38. Como um campeão, ele trouxe o touro selvagem marrom, o touro selvagem das montanhas, como um lutador ele o fez se submeter. A sua força o deixou.
  39. Ele ofereceu antes do sol nascente. Ele amontoou como grãos de cevada as cabeças da cabra marrom e do bode, ambas as cabras.
  40. Ele derramou o sangue deles na cova para que o cheiro deles flutuasse no deserto. As cobras alertas das montanhas o farejaram.
  41. Enquanto o sol estava nascendo, Lugalbanda, invocando o nome do TRONO DIVINO, fez a assembleia divina se sentar para um banquete no fosso, no lugar nas montanhas que ele havia preparado.
  42. O banquete foi preparado, as libações servidas – cerveja escura, bebida alcoólica, cerveja emmer, vinho para beber agradável ao paladar.
  43. Sobre a planície ele derramou água fria como uma libação. Ele enfiou a faca na carne das cabras marrons e assou os fígados escuros ali. Ele deixou a fumaça subir ali, como incenso colocado no fogo.
  44. Como se a PROSPERIDADE tivesse trazido os bons sabores do curral, a assembleia divina consumiu a melhor parte da comida preparada por Lugalbanda.
  45. Como o lugar brilhante de pura força, o altar sagrado da Lua, no topo do altar do Sol e do altar da Lua, ele decorou os dois altares com o lápis-lazúli da JUSTIÇA.
  46. A Lua banhou o a-an-kar. Depois, ele preparou todos os bolos apropriadamente.

XIII – Lugalbanda e o Anzud – Parte 1 (Ninho do Pássaro)

  1. Lugalbanda ficou ocioso nas montanhas, em lugares distantes; ele se aventurou nas montanhas Zabu.
  2. Nenhuma mãe estava com ele para dar conselhos, nenhum pai estava com ele para conversar. Ninguém estava com ele a quem ele conhecia, a quem ele valorizava, nenhum confidente estava lá para falar com ele.
  3. Em seu coração, ele falou consigo mesmo: – “Tratarei este pássaro como lhe convém, tratarei Anzud como lhe convém. Receberei sua esposa afetuosamente. Sentarei a esposa e o filho de Anzud em um banquete.”
  4. “O COROA CELESTIAL vai me buscar a bebida em sua casa na montanha. Ela é aquela especialista que reverte para o crédito de sua mãe, a CERVEJA, a especialista que reverte para o crédito de sua mãe”.
  5. “Seu barril de fermentação é de lápis-lazúli verde, seu barril de cerveja é de prata refinada e de ouro. Ao lado da cerveja, há alegria, se ela se senta ao lado da cerveja, há alegria.
  6. “Como copeira ela mistura a cerveja, nunca se cansando ao andar para a frente e para trás, a CERVEJA, o barril ao seu lado, na cintura, torna minha bebida perfeita”.
  7. Quando o pássaro tiver bebido a cerveja e estiver feliz, quando Anzud tiver bebido a cerveja e estiver feliz, ele pode me ajudar a encontrar o lugar para onde as tropas de Uruque estão indo, Anzud pode me colocar no rastro dos meus irmãos. “
  8. “Agora a esplêndida árvore-águia do CRIADOR no cume da montanha de cornalina multicolorida da JUSTIÇA se erguia firme na terra como uma torre, toda desgrenhada como um aru.
  9. Com a sua sombra, cobria como um manto as mais altas eminências das montanhas, estendia-se sobre elas como uma túnica. Suas raízes repousavam como cobras saĝkal no rio das sete bocas do Sol.
  10. Perto dali, nas montanhas onde não crescem ciprestes, onde nenhuma cobra rasteja, onde nenhum escorpião pica, no meio das montanhas o pássaro buru-az colocara seu ninho e nele depositara seus ovos.
  11. Ali perto, o pássaro Anzud havia estabelecido seu ninho e instalado nele seus filhotes. Foi feito com madeira de zimbro e buxo. O pássaro transformou os galhos brilhantes em um caramanchão.
  12. Quando ao raiar do dia o pássaro se estica, quando ao nascer do sol Anzud grita, ao seu grito o solo estremece nas montanhas Lulubi.
  13. Ele tem dentes de tubarão e garras de águia. Com medo dele, os touros selvagens fogem para o sopé das montanhas, os veados fogem para as montanhas.
  14. Lugalbanda é sábio e realiza façanhas poderosas. Na preparação dos doces bolos celestes, ele acrescentou cuidado com cuidado. Amassou a massa com mel e acrescentou mais mel.
  15. Ele os colocou diante do filhote, antes do filhote Anzud, deu ao bebê carne gordurosa para comer. Ele o alimentou com gordura de ovelha. Ele colocou os bolos em seu bico.
  16. Ele acomodou o filhote Anzud em seu ninho, pintou seus olhos com kohl, passou o perfume de cedro branco em sua cabeça e colocou um rolo retorcido de carne salgada.
  17. Ele retirou-se do ninho de Anzud e esperou por ele nas montanhas onde não crescem ciprestes. Naquela época, o pássaro estava pastoreando touros selvagens das montanhas, Anzud estava pastoreando touros selvagens das montanhas.
  18. Ele segurava um touro vivo em suas garras, ele carregava um touro morto sobre seus ombros. Ele derramou sua bile como 10 gur de água.
  19. O pássaro parou uma vez, Anzud parou uma vez. Quando o pássaro chamou de volta ao ninho, quando Anzud chamou de volta ao ninho, seu filhote não respondeu do ninho.  Quando o pássaro chamou pela segunda vez ao ninho, seu filhote não respondeu do ninho.
  20. Sempre que o pássaro havia chamado de volta ao ninho antes, seu filhote havia respondido do ninho; mas agora, quando o pássaro gritou de volta ao ninho, seu filhote não respondeu do ninho.
  21. O pássaro soltou um grito de tristeza que alcançou o céu, sua esposa gritou “Ai!” Seu grito alcançou o PRINCÍPIO. O pássaro com este grito de “Ai!” e sua esposa com este grito de tristeza fez a assembleia divina, senhores das montanhas, realmente rastejar em fendas como formigas.
  22. O pássaro diz à sua esposa, Anzud diz à sua esposa: “O pressentimento pesa sobre o meu ninho, como sobre o grande curral da Lua. O terror está sobre ele, como quando leões selvagens começam a atacar uns aos outros. Quem tirou meu filho de seu ninho? Quem tirou o Anzud de seu ninho? “
  23. Mas parecia ao pássaro, quando ele se aproximava do ninho, parecia a Anzud, quando ele se aproximava do ninho, que tinha sido feito como a morada divina.
  24. Estava brilhantemente enfeitado. Seu filhote foi instalado em seu ninho, seus olhos foram pintados com kohl, ramos de cedro branco foram fixados em sua cabeça.
  25. Um pedaço torcido de carne salgada estava pendurado no alto.
  26. O pássaro está exultante, Anzud exultou: “Eu sou o príncipe que decide o destino dos rios ondulantes. Eu continuo no caminho estreito e estreito dos justos que seguem o conselho do TRONO DIVINO”.
  27. “Meu pai o TRONO DIVINO me trouxe aqui. Ele me deixou bloquear a entrada para as montanhas como se com uma grande porta. Se eu fixar um destino, quem o alterará? Se eu apenas disser a palavra, quem a mudará?
  28. Quem fez isso ao meu ninho, se você é um deus, eu falarei com você, na verdade eu serei amigo de você. Se você for um homem, eu irei consertar seu destino”.
  29. “Eu não vou deixar você ter nenhum oponente nas montanhas. Você será ‘Herói-fortificado-por-Anzud’.”

XIV – Lugalbanda e o Anzud – Parte 2 (Presente da Velocidade)

  1. Lugalbanda, em parte por medo, em parte por deleite, em parte por medo, em parte por profundo deleite, lisonjeou o pássaro:
  2. Ele lisonjeou Anzud:-  “Pássaro com olhos brilhantes, nascido neste distrito, Anzud com olhos brilhantes, nascido neste distrito, você brinca como você se banha em uma piscina”.
  3. “Seu avô, o príncipe de todos os patrimônios, colocou o céu em suas mãos, colocou a terra a seus pés.
  4. “Sua envergadura estendida é como uma rede de passarinho estendida no céu! No chão suas garras são como um armadilha preparada para os touros e vacas selvagens das montanhas!”
  5. “Sua coluna é tão reta quanto a de um escriba! Seu peito enquanto voa é como Niraḫ dividindo as águas! Quanto às suas costas, você é um jardim de palmeiras verdejante, de tirar o fôlego”.
  6. “Ontem escapei em segurança para você, desde então me confiei à sua proteção. Sua esposa será minha mãe, você será meu pai,” tratarei seus pequeninos como meus irmãos”.
  7. “Desde ontem estou esperando por vocês nas montanhas, onde não ciprestes crescem. Deixe sua esposa ficar ao seu lado para me cumprimentar. Ofereço minha saudação e deixo você decidir meu destino”.
  8. O pássaro se apresentou diante dele, se alegrou com ele, Anzud se apresentou diante dele, se regozijou com ele. Anzud disse ao santo Lugalbanda: “Venha agora, meu Lugalbanda”.
  9. “Vá como um barco cheio de metais preciosos, como uma barcaça de grãos, como um barco vai entregar maçãs, como um barco empilhado alto com uma carga de pepinos, como um barco carregado abundantemente no local da colheita, volte para Kulaba construída em tijolos com a cabeça erguida!”
  10. Lugalbanda que ama a semente não aceitou isso.
  11. Ele disse: – “Como o CONFLITO, o filho amado da JUSTIÇA, que dispare com suas flechas farpadas como um raio de sol, que dispare com flechas de junco como o luar!”
  12. “Que as flechas farpadas sejam uma víbora com chifres para aqueles que atingem! seja um corte mágico! Que você os embrulhe como troncos cortados com o machado! “
  13. Lugalbanda que ama a semente não aceitou isso.
  14. “Que a CONFRONTO, filho do TODO-PODEOSO, coloque o capacete de Leão da Batalha em sua cabeça, que sua couraça as grandes montanhas não permitam ser retirada do seu peito!”
  15. Lugalbanda que ama a semente não vai aceitou isso.
  16. “A abundância da batedeira sagrada do PRÓSPERO, cuja manteiga é a manteiga de todo o mundo, será concedida a você. Seu leite é o leite de todo o mundo, deve ser concedido a você.”
  17. Lugalbanda que ama a semente não vai aceitar isso.
  18. Como um pássaro kib, um kib de água doce, enquanto voa ao longo de uma lagoa, ele respondeu em palavras.
  19. O pássaro o ouviu. Anzud disse ao santo Lugalbanda: “Agora, olhe, meu Lugalbanda, pense novamente. É assim: um boi arado obstinado deve ser colocado de volta na trilha, um asno obstinado deve ser feito para seguir o caminho reto”.
  20. Mesmo assim, devo conceder a você o que você colocou para mim. Eu atribuirei a você um destino atribuído de acordo com seus desejos. “
  21. O santo Lugalbanda responde-lhe: “Que o poder de correr esteja nas minhas coxas, que nunca me canse! Que haja força nos meus braços, deixe-me esticar bem os braços, que nunca enfraqueçam os meus braços!”
  22. “Movendo-se como a luz do sol, como a JUSTIÇA, como as sete tempestades, aquelas do TROVÃO, deixe-me saltar como uma chama, resplandecer como um raio!”
  23. “Deixe-me ir para onde eu olhar, coloque os pés onde eu lançar meu olhar, alcance onde meu coração desejar e deixe-me soltar meus sapatos qualquer lugar que meu coração nomeou para mim!”
  24. “Quando o Sol me permitir alcançar a Kulaba, minha cidade, aquele que me amaldiçoar não terá alegria disso; que aquele que deseja lutar comigo nunca diga ‘Apenas deixe-o vir!'”
  25. “Modele estátuas suas, e você será de tirar o fôlego. Seu nome ficará famoso assim na Suméria e redundará em crédito para os templos dos grandes deuses. “
  26. Assim, Anzud disse ao santo Lugalbanda: “O poder de correr está em suas coxas! Nunca se canse! A força esteja em seus braços! Estique bem os braços, que nunca se enfraqueçam!”
  27. Movendo-se como o sol, como a JUSTIÇA, como os sete tempestades de TROVÃO, saltam como uma chama, resplandecem como um raio!”
  28. “Vá para onde quer que olhe, ponha os pés onde quer que lance seu olhar, alcance onde seu coração desejar, afrouxe seus sapatos em qualquer lugar que seu coração tenha designado para você!”
  29. “Quando o Sol me permitir alcançar a Kulaba, minha cidade, aquele que me amaldiçoar não terá alegria disso; que aquele que deseja lutar comigo nunca diga ‘Apenas deixe-o vir!'”
  30. “Meu nome ficará famoso assim na Suméria e redundará em crédito dos templos dos grandes deuses. Pode tremer por você como uma sandália, o Eufrates ficará aos seus pés.”
  31. Ele pegou em suas mãos as provisões que não tinha comido, e suas armas uma por uma. Anzud voou alto, Lugalbanda caminhou no chão.
  32. O pássaro, olhando de cima, avistou as tropas. Lugalbanda, olhando de baixo, avistou a poeira que as tropas levantaram.
  33. O pássaro disse a Lugalbanda: “Venha agora, meu Lugalbanda. Vou dar-lhe um conselho: que o meu conselho seja ouvido”.
  34. “Direi-lhe palavras: tenha-as em mente. O que eu disse a você, o destino que preparei para você, não diga isso aos seus camaradas, não explique aos seus irmãos”.
  35. “A bela fortuna pode esconder a sujeira: é realmente assim. Deixe-me no meu ninho: você mantenha suas tropas.”
  36. O pássaro correu para o ninho. Lugalbanda partiu para o local onde estavam seus irmãos.

XV – Lugalbanda e o Anzud – Parte 3 (Reencontro com Tropas)

  1. Como um pelicano emergindo do caniço sagrado, como as divinas Águas-Inferiores subindo do PRINCÍPIO, como alguém que está pisando do céu para a terra, Lugalbanda entrou no meio das tropas escolhidas por seus irmãos.
  2. Seus irmãos tagarelavam, as tropas tagarelavam. Seus irmãos, seus amigos o aborreceram com perguntas: – “Venha agora, meu Lugalbanda, aqui está você de novo!”
  3. “As tropas o abandonaram como um morto em batalha. Certamente, você não estava comendo a boa gordura do rebanho! Certamente, você estava não comer o queijo fresco do curral.”
  4. “Como é que voltastes das grandes montanhas, onde ninguém vai sozinho, de onde ninguém volta para a humanidade?”
  5. Novamente seus irmãos, seus amigos o aborreceram com perguntas: – “As margens dos rios da montanha, mães da fartura, estão amplamente separadas. Como você cruzou suas águas? Como se as estivesse bebendo?”
  6. O santo Lugalbanda lhes respondeu: “As margens dos rios da montanha, mães da abundância, são amplamente separadas”.
  7. “Com minhas pernas eu pisei nelas, bebi como água de um odre; e então rosnei como um lobo, eu pastorei o prados de água, eu biquei o solo como um pombo selvagem, eu comi as bolotas da montanha”.
  8. Os irmãos e amigos de Lugalbanda consideraram as palavras que ele lhes disse. Exatamente como se fossem passarinhos se reunindo o dia todo, eles o abraçam e o beijam.
  9. Como se fosse um filhote de gamgam sentado em seu ninho, eles o alimentaram e lhe deram de beber. Eles expulsaram a doença do sagrado Lugalbanda.
  10. Então os homens de Uruque os seguiram como um homem; eles serpenteavam pelas colinas como uma cobra em um monte de grãos.
  11. Quando a cidade estava a apenas uma hora de distância, os exércitos de Unug e Kulaba acamparam nos postes e fossos que cercavam Aratta.
  12. Da cidade choveu dardos como se das nuvens, pedras de funda numerosas enquanto as gotas de chuva caindo em um ano inteiro zuniam ruidosamente das muralhas de Aratta.
  13. Os dias passaram, os meses tornaram-se longos, o ano deu uma volta completa. Uma colheita amarela cresceu sob o céu.
  14. Eles olharam de soslaio para os campos. O mal-estar apoderou-se deles. Pedras de fundas numerosas, como as gotas de chuva caindo em um ano inteiro, desabaram na estrada.
  15. Eles foram cercados por uma barreira de arbustos espinhosos da montanha apinhados de dragões. Ninguém sabia como voltar para a cidade, ninguém tinha pressa em voltar para Kulaba.
  16. No meio deles, Enmerkar, filho do Sol, estava com medo, estava perturbado, perturbado por essa perturbação.
  17. Ele procurou alguém que desejasse voltar para a cidade, ele procurou alguém que desejasse voltar para Kulaba. Ninguém lhe disse: – “Eu irei para a cidade”. Ninguém lhe disse: “Eu irei para Kulaba”.
  18. Ele saiu ao encontro do anfitrião estrangeiro. Ninguém lhe disse: – “Eu irei para a cidade.” Ninguém lhe disse a ele: – “Eu irei para Kulaba”.
  19. Ele estava diante das tropas da elite. Ninguém lhe disse: – “Eu irei para a cidade”. Ninguém lhe disse: – “Eu irei para Kulaba.”
  20. Uma segunda vez ele saiu para encontrar o anfitrião estrangeiro. Ninguém lhe disse: – “Eu irei para a cidade”. Ninguém lhe disse: – “Eu irei para Kulaba.” Ele saiu antes das tropas de elite.
  21. Só Lugalbanda levantou-se do povo e disse-lhe: “Meu rei, irei à cidade, mas ninguém irá comigo. Irei sozinho para Kulaba. Ninguém irá comigo”.
  22. Enmenkar rspondeu: – “Se você for à cidade, ninguém irá com você. Você irá sozinho para Kulaba, ninguém irá com você. Jure que não vai largar de suas mãos os grandes emblemas de Kulaba.”
  23. Depois que ele ficou diante da assembleia convocada, dentro do palácio que repousa sobre a terra como uma grande montanha, Enmerkar, filho de Utu, louvou a JUSTIÇA:
  24. – “Era uma vez minha irmã principesca sagrada JUSTIÇA, me convocou em seu santo coração das montanhas brilhantes. Ela me fez entrar em Kulaba construída em tijolos”.
  25. “Onde havia um pântano em Uruque, ela estava cheia de água. Onde havia qualquer terra seca, choupos do Eufrates cresciam. Onde havia arbustos de junco, juncos velhos e juncos jovens cresciam”.
  26. “O divino CRIADOR que era senhorem Eridu arrancou para mim os velhos juncos, drenou completamente a água. Durante cinquenta anos construí, durante cinquenta anos fui bem sucedido”.
  27. “Depois, os povos Martu, que não conhecem agricultura, surgiram em toda a Suméria e Acádia. A muralha de Uruque se estendia através do deserto como uma rede de pássaros. No entanto, agora, aqui neste lugar, minha atração por ela diminuiu”.
  28. “Minhas tropas estão amarradas a mim como uma vaca está amarrada a seu filhote; mas como um filho que, odiando sua mãe, deixa sua cidade, minha irmã principesca sagrada JUSTIÇA fugiu de mim de volta para Kulaba construída em tijolos”.
  29. “Se ela ama sua cidade e me odeia, por que ela vincula a cidade a mim? Se ela odeia a cidade e ainda assim me ama, por que ela me liga à cidade?”
  30. “Se a senhora se retirar de mim para seu aposento sagrado e me abandonar como um filhote de Anzud, ela pode pelo menos me levar para casa, em Kulaba, construída em tijolos”.
  31. “Nesse dia, minha lança será posta de lado. Nesse dia, ela pode quebrar meu escudo. Fale assim com minha irmã principesca, sagrada JUSTIÇA. “
  32. Em seguida, o santo Lugalbanda saiu do palácio. Embora seus irmãos e camaradas latissem para ele como um cão estrangeiro tentando se juntar a uma matilha de cães, ele deu um passo à frente com orgulho como um asno selvagem estrangeiro tentando se juntar a um rebanho de asnos selvagens.
  33. Ele disse: – “Envie outra pessoa para Uruque pelo senhor. Por Enmerkar, filho do Sol, irei sozinho para Kulaba. Ninguém irá comigo”
  34. Enmenkar questionou: – “Por que você irá sozinho e não fará companhia a ninguém na jornada? Se nosso espírito benéfico não estiver com você lá, você nunca mais estará conosco onde estamos”.
  35. “Se nossa boa divindade protetora não for com você lá, você nunca mais morará conosco onde nós moramos, você nunca mais colocará os pés no chão onde os nossos pés estão”.
  36. “Você não vai voltar das grandes montanhas, onde ninguém vai sozinho, de onde ninguém volta para a humanidade! “
  37. Lugalbanda respondeu: – “O tempo está passando, eu sei. Nenhum de vocês vai comigo pela grande terra.”
  38. Enquanto o coração de seus irmãos batia forte, enquanto o coração de seus camaradas afundava, Lugalbanda tomou em suas mãos as provisões que não havia comido, e cada uma de suas armas.

XVI – Lugalbanda e o Anzud – Parte 4 (Retorno a Uruque)

  1. Do sopé das montanhas, através das altas montanhas, para a terra plana, da borda de Anšan ao topo de Anšan, ele cruzou cinco, seis, sete montanhas.
  2. Por volta da meia-noite, mas antes que eles trouxessem a mesa de oferendas para a sagrada JUSTIÇA, ele pôs os pés alegremente em Kulaba construída com tijolos.
  3. Sua senhora, a sagrada JUSTIÇA, sentou-se lá em sua almofada. Ele se curvou e se prostrou no chão. Com olhos alegres, a JUSTIÇA olhou para o santo Lugalbanda como ela olhava para o pastor PRÓSPERO.
  4. Com uma voz alegre, a JUSTIÇA falou com o santo Lugalbanda como falaria com seu filho, o CONFLITO: “Venha agora, meu Lugalbanda, por que você traz notícias da cidade? Como você veio aqui sozinho de Aratta? “
  5. O santo Lugalbanda respondeu-lhe: “O que Enmerkar filho de Utu, me enviou e o que ele diz, é:” Certa vez minha irmã principesca, sagrada JUSTIÇA, me convocou em seu santo coração das montanhas, e me fez entrar em Kulaba construída em tijolos.
  6. “Onde havia um pântano em Unug, ele estava cheio de água. Onde havia terra seca, choupos do Eufrates cresciam. Onde havia arbustos de junco, juncos velhos e juncos jovens cresciam”.
  7. “O divino CRIADOR, que é senhor em Eridu, rasgou para mim os velhos juncos, drenando completamente a água. Por cinquenta anos construí, por cinquenta anos fui bem-sucedido”.
  8. “Depois, os povos Martu, que não conhecem agricultura, surgiram em toda a Suméria e Acádia. A muralha de Uruque se estendia pelo deserto como uma rede para pássaros. No entanto, agora, aqui neste lugar, minha atração por ela diminuiu”.
  9. Minhas tropas estão amarradas a mim como uma vaca está amarrada ao bezerro; mas como um filho que, odiando sua mãe, deixa sua cidade, minha irmã principesca, a sagrada JUSTIÇA, fugiu de mim de volta para Kulaba construída em tijolos”.
  10. “Se ela ama sua cidade e me odeia, por que ela vincula a cidade a mim? Se ela odeia a cidade e ainda assim me ama, por que ela me liga à cidade?”
  11. “Se a senhora se retirar de mim para seu aposento sagrado e me abandonar como um filhote de Anzud, ela pode pelo menos me levar para casa, em Kulaba, construída em tijolos.”
  12. “Neste dia, minha lança será posta de lado. Neste dia, ela pode quebrar meu escudo. Fale assim com minha irmã principesca, a sagrada JUSTIÇA”.
  13. “A sagrada JUSTIÇA deu esta resposta: “Agora, no final, nas margens, nos prados de água, de um rio claro, de um rio de água clara, do rio que é o odre reluzente da JUSTIÇA, o peixe suḫurmaš come o mel-herba”.
  14. “O sapo come as bolotas da montanha. O peixe, que é um deus dos peixes suḫurmaš, brinca feliz lá e se lança de um lado para o outro”.
  15. “Com sua cauda escamosa ele toca os juncos velhos naquele lugar sagrado. As tamargueiras do lugar, tantos quantos houver, beba água daquela piscina”.
  16. “Ela está sozinha, está sozinha! Uma tamargueira está sozinha ao lado! Quando Enmerkar, filho do Sol, cortar aquela tamargueira e transformá-la em um balde, ele deve rasgar os velhos juncos naquele lugar sagrado com raízes e tudo, e colete-os em suas mãos”.
  17. “Quando expulsar dele o peixe, que é um deus dos peixes suḫurmaš, pegue aquele peixe, cozinhe-o, guarneça-o e traga-o como um sacrifício para a arma a-an-kar, a força de batalha da JUSTIÇA.
  18. Então suas tropas terão sucesso para ele; então ele terá acabado com aquilo que nas águas subterrâneas fornece a força vital de Aratta”.
  19. “Se ele tirar da cidade seus metais trabalhados e ferreiros, se ele levar suas pedras trabalhadas e seus pedreiros, se ele renovar a cidade e assentá-la, todos os moldes de Aratta serão seus.”
  20. Agora, as ameias de Aratta são de lápis-lazúli verde, suas muralhas e seus altos tijolos são de um vermelho vivo, sua argila de tijolos é feita de pedra-cobre escavada nas montanhas onde o cipreste cresce.
  21. Louvado seja o santo Lugalbanda.

XVII – Enmerkar and En-suḫgir-ana – Parte 1

  1. Alvenaria subindo da montanha imaculada, Kulaba, cidade que se estende do céu à terra; Uruque, cuja fama como o arco-íris chega até o céu, um brilho multicolorido, como a lua nova erguida no céu.
  2. Construída em magnificência com todos os grandes poderes, montagem lustrosa fundada em um dia favorável, como o luar subindo sobre a terra, como a luz do sol irradiando sobre a terra, a vaca traseira e … a vaca surgindo em abundância.
  3. Tudo isso é Uruque, a glória da qual alcança o altiplano e seu esplendor, prata genuína refinada, cobre Aratta como uma vestimenta, é espalhado sobre ele como linho.
  4. Naquela época, o dia era senhor, a noite era soberana. O Sok era o rei. Agora, o nome do ministro do senhor de Aratta era ministro Ansiga-ria. O nome do ministro de Enmerkar, senhor de Kulaba, era Namena-tuma.
  5. Com o homem nascido para ser um deus; com um homem manifestado como um deus, com o senhor de Uruque, o senhor de Kulaba, o senhor de Aratta, En-suḫgir-ana, disputou.
  6. Ele disse primeiro ao mensageiro sobre Unug:- “Que ele se submeta a mim, que ele carregue meu jugo. Se ele se submeter a mim, de fato se submeter a mim, então quanto a ele e a mim – ele poderá morar com a JUSTIÇA dentro de um recinto murado”.
  7. “Mas eu moro com a JUSTIÇA no TEMPLO DE LAPILAZULI de Aratta; ele pode deitar-se com ela na cama esplêndida, mas eu me deito em um doce sono com ela na cama adornada.
  8. “Ele pode ter sonhos com a JUSTIÇA à noite, mas eu converso com a JUSTIÇA acordado. Ele pode se alimentar os gansos com cevada, mas definitivamente não os alimentarei com cevada”.
  9. “Vou colocar os ovos dos gansos em uma cesta. Os pequenos na minha panela, os grandes na minha chaleira, e os governantes da terra que se submeteram vão consumir, junto comigo, o que resta dos gansos. ” – Isso é o que ele disse a Enmerkar.
  10. O mensageiro correu como um carneiro selvagem e voou como um falcão. Saiu de manhã e regressou já ao anoitecer, como passarinhos de madrugada, em campo aberto, como passarinhos à meia-noite, escondeu-se no interior das montanhas.
  11. Como um bastão, ele fica ao lado. Como um burro solitário de Šakkan, ele cortou as montanhas, ele correu como um burro grande e poderoso. Como um burro esguio, ansioso para correr, ele saiu correndo.
  12. Como um leão no campo ao amanhecer que solta rugidos; como um lobo que agarra um cordeiro, ele corre rapidamente.
  13. Ele entrou na presença do Senhor, em em seu Tabernáculo. Ele entrou na presença de Enmerkar em seu Tabernáculo. Ele disse  “Meu rei me enviou a você. O senhor de Aratta, En-suḫgir-ana, me enviou a você.”
  14. Enmerkar perguntou: –  “O que seu rei tem a me dizer, o que ele tem a acrescentar a mim? O que En-suḫgir-ana tem a me dizer, o que ele tem a acrescentar a mim? “
  15. O mensageiro respondeu: – “Isso é o que meu rei disse, o que ele acrescentou, isso é o que En-suḫgir-ana disse, o que ele acrescentou.”
  16. “Que ele se submeta a mim, que ele carregue meu jugo. Se ele se submeter a mim, de fato se submeter a mim, então quanto a ele e a mim – ele poderá morar com a JUSTIÇA dentro de um recinto murado”.
  17. “Mas eu moro com a JUSTIÇA no TEMPLO DE LAPILAZULI de Aratta; ele pode deitar-se com ela na cama esplêndida, mas eu me deito em um doce sono com ela na cama adornada.
  18. “Ele pode ter sonhos com a JUSTIÇA à noite, mas eu converso com a JUSTIÇA acordado. Ele pode se alimentar os gansos com cevada, mas definitivamente não os alimentarei com cevada”.
  19. “Vou colocar os ovos dos gansos em uma cesta. Os pequenos na minha panela, os grandes na minha chaleira, e os governantes da terra que se submeteram vão consumir, junto comigo, o que resta dos gansos. “.
  20. O senhor de Uruque o afagou como um pedaço de argila, ele o examinou como uma tábua de argila: “Ele pode morar com a JUSTIÇA no TEMPLO DE LAPILAZULI de Aratta, mas eu moro com ela aqui como seu companheiro terrestre.
  21. “Ele pode mentir com ela em doce sono na cama adornada, mas eu deito na cama esplêndida da JUSTIÇA coberta de plantas puras”.
  22. “Suas costas são um leão feio, sua frente é um piriĝ leão. O leão feio persegue o piriĝ leão, o piriĝ leão persegue o ug leão”.
  23. “Como o leão feio persegue o leão e o leão persegue o leão feio, o dia não amanhece, a noite não passa a coroa, quando ela entra em meu sagrado Tabernáculo.
  24. O TRONO DIVINO me deu a verdadeira coroa e cetro. GUERRA, o filho do TRONO DIVINO, segurou-me em seu colo enquanto a moldura segura o odre.
  25. “A SAGRADA MONTANHA, irmã do TRONO DIVINO, estendeu-a seio direito para mim, estendeu seu seio esquerdo para mim”.
  26. “Quando eu subo ao grande santuário, a Senhora grita como um filhote Anzud, e outras vezes quando eu vou lá. Embora ela não seja um patinho, ela grita como um”.
  27. “Ela é senhora da cidade onde nasceu. Nenhuma cidade foi construída para ser tão bem construída como a cidade de Uruque”.
  28. “É em Uruque onde mora a JUSTIÇA e quanto a Aratta, o que isso tem a ver? É Kulaba de tijolos onde ela mora, e quanto ao monte do lustroso, o que pode fazer a respeito?”
  29. “Por cinco ou dez anos ela definitivamente não irá para Aratta. Já que a grande senhora sagrada do TEMPLO DA COROA CELESTIAL aconselhou-se comigo sobre se deveria ir também para Aratta”.
  30. “Ela me falou sobre este assunto, eu sei que ela não irá para Aratta. Quem não tem nada não alimentará os gansos com cevada, mas eu os alimentarei com cevada”.
  31. “Eu colocarei os ovos dos gansos em uma cesta. Os pequenos na minha panela, os antigos na minha chaleira, e os governantes da Terra que se submeterem vão consumir, junto comigo, o que resta dos gansos. “

XVII – Enmerkar and En-suḫgir-ana – Parte 2

  1. O mensageiro de Enmerkar alcançou En-suḫgir-ana, alcançou seu sagrado Tabernáculo, seu lugar mais sagrado, o lugar mais sagrado onde ele estava sentado.
  2. En-suḫgir-ana pediu instruções, ele procurou por uma resposta. Ele convocou os sacerdotes išib, os sacerdotes lumaḫ, os sacerdotes gudug e os atendentes girsiga do Tabernáculo, aconselhando-se com eles.
  3. Ele perguntou: – “O que devo dizer a ele? O que devo dizer a ele? O que devo dizer ao senhor de Uruque, o senhor de Kulaba?”
  4. “Seu touro se levantou para lutar contra meu touro; e o touro de Uruque o derrotou.
  5. Seu homem se levantou para lutar com meu homem; e o homem de Uruque o derrotou.
  6. Seu guerreiro tem lutado com meu guerreiro e o guerreiro de Urug derrotou ele.”
  7. A assembleia convocada respondeu-lhe francamente: “Foi você quem primeiro enviou uma mensagem orgulhosa para Uruque, para Enmerkar.
  8. “Se você não pode conter Enmerkar, você tem que se conter. É preciso calma. O seu coração vai levá-lo a nada, tanto quanto pode ser conhecido”.
  9. Enmenkar respondeu: – “Se minha cidade se tornar um monte em ruínas, então serei um caco dela, mas nunca me submeterei ao senhor de Uruque, o senhor de Kulaba.”
  10. Um feiticeiro cuja habilidade era a de um homem de Ḫamazu, Ur-ĝiri-nuna, cuja habilidade era a de um homem de Ḫamazu, que veio para Aratta depois que Ḫamazu foi destruída.
  11. Ele praticava feitiçaria na câmara interna do TEMPLO SANTO, por isso disse ao ministro Ansiga-ria: “Meu senhor, porque é que os grandes sacerdortes da cidade, os fundadores de outrora, não dão conselhos”.
  12. “Vou fazer Uruque cavar canais. Eu farei Uruque se submeter ao santuário de Aratta”.
  13. “Depois da palavra de Uruque, eu farei os territórios de baixo para cima, do mar à montanha do cedro, de cima à montanha dos cedros aromáticos, submeta-me ao meu grande Exército”.
  14. “Deixe Uruque trazer suas próprias mercadorias de barco, deixe-o amarrar os barcos como uma flotilha de transporte em direção ao TEMPLO DE LAPILAZULI de Aratta.”
  15. O ministro Ansiga-ria se levantou em sua cidade, ele disse: “Meu senhor, por que os grandes sacerdotes da cidade, os fundadores dos tempos antigos, não dão conselhos”.
  16. “Farei com que Uruque cavar canais. Farei com que Unug se submeta ao santuário de Aratta”.
  17. “Depois da palavra de Uruque, farei com que os territórios de baixo para cima, do mar à montanha de cedro, de cima à montanha de cedros aromáticos, se submetam ao meu grande exército.
  18. “Que Uruque traga seus próprios bens de barco, que amarre os barcos como uma flotilha de transporte em direção ao TEMPLO DE LAPILAZULI de Aratta. “
  19. Isso deixou o senhor extremamente feliz, então ele deu cinco minas de ouro para ele, ele deu cinco minas de prata para ele.
  20. Ele prometeu a ele que receberia comida excelente para comer, ele prometeu que receberia bebida excelente para beber.
  21. “Quando os homens deles forem levados cativos, sua vida será feliz tendo em suas mãos a Prosperidade.” o senhor de Aratta prometeu a ele.
  22. O feiticeiro, agricultor das melhores sementes, dirigiu seus passos em direção a Ereš, a cidade de ENSINO, e chegou ao curral dos animais, a casa onde vivem as vacas.
  23. A vaca tremeu de medo dele no curral dos animais. Fez a vaca falar para que conversasse com ele como se fosse um ser humano: “Vaca, quem vai comer sua manteiga? Quem vai beber seu leite?”
  24. A vaca respondeu: – “Minha manteiga será comida pelo ENSINO, meu leite será bebido pelo ENSINO. Meu queijo, habilmente produzido com coroa brilhante, foi feito para o grande refeitório, o refeitório do ENSINO”.
  25. Até que minha manteiga seja entregue do curral sagrado dos animais , até que meu leite seja entregue do estábulo sagrado, a inabalável vaca selvagem do ENSINO, a primogênita do TRONO DIVINO, não cobrará nenhum imposto sobre o povo.
  26. O feiticeiro alcançou o estábulo sagrado, o estábulo do ENSINO. A cabra tremia de medo para ele no estábulo.
  27. Ele fez a cabra falar para que conversasse com ele como se fosse um ser humano: “Cabra, quem vai comer sua manteiga? Quem vai beber seu leite?”
  28. Ela disse: – “Minha manteiga será comida pela ENSINO, meu leite será bebido pelo ENSINO. Meu queijo, habilmente produzido com coroa brilhante, foi feito para o grande refeitório, o refeitório do ENSINO”.
  29. “Até que minha manteiga seja entregue do curral sagrado dos animais , até que meu leite seja entregue do estábulo sagrado, a inabalável vaca selvagem do ENSINO, a primogênita do TRONO DIVINO, não cobrará nenhum imposto sobre o povo. “
  30. Naquele dia, o curral e o estábulo foram transformados em uma casa de silêncio; eles foram tratados como um desastre.

XVIII – Enmerkar and En-suḫgir-ana – Parte 3

  1. Não havia leite no úbere da vaca, o dia escureceu para o bezerro, seu bezerro estava com fome e chorava amargamente. Não havia leite no úbere da cabra; o dia escureceu para seu cabrito, seu cabrito estava morrendo de fome.
  2. A vaca falou amargamente com seu filhote. A cabra para seu cabrito. A batedeira sagrada estava vazia, estava com fome, estava morrendo de fome.
  3. O rebanho de vacas largou o cajado de sua mão: ele ficou chocado. O pastor pendurou o cajado ao lado e chorou amargamente.
  4. O menino pastor não entrou No estábulo e no curral, mas tomou outro caminho; o carregador de leite não cantou alto, mas tomou outro caminho.
  5. O rebanho de vacas e pastor do ENSINO, filhos nascidos da mesma mãe, foram criados no curral e estábulo. O nome do primeiro era Maš-gula, o nome do segundo era Ur-edina.
  6. No grande portão, voltado para o nascer do sol, o lugar se maravilhava com a terra, ambos se agacharam nos escombros.
  7. Eles pediram ajuda o Sol: “O feiticeiro de Aratta entrou no curral dos animais. Ele fez o leite ficar escasso, então no curral e no estábulo ele causou angústia. Ele fez a manteiga ficar escassa. Foi um desastre”.
  8. A mulher Sábia de Saĝburu fez seu caminho para a cidade cujo destino foi decretado pela COROA CELESTIAL e pelo TRONO DIVINO.
  9. A mulher sábia e o feiticeiro jogaram a desova de peixes no rio. O feiticeiro fez uma carpa gigante surgir da água. A Mulher Sábia Saĝburu, no entanto, fez uma águia surgir da água.  A águia agarrou a carpa gigante e fugiu para as montanhas.
  10. Uma segunda vez, eles jogaram a desova de peixes no rio. O feiticeiro fez uma ovelha e seu cordeiro surgirem da água. A Mulher Sábia Saĝburu, no entanto, fez um lobo surgir da água. O lobo agarrou a ovelha e seu cordeiro e os arrastou para o vasto deserto.
  11. Pela terceira vez, eles jogaram a semente de peixe no rio. O feiticeiro fez uma vaca e seu bezerro surgirem surgiram da água. A Mulher Sábia Saĝburu, no entanto, fez um leão surgir da água. O leão agarrou a vaca e seu bezerro e os arrastou para os canaviais.
  12. Pela quarta vez, eles jogaram a desova do peixe o rio. O feiticeiro fez um bode e uma ovelha selvagem surgirem da água. A Mulher Sábia Saĝburu, no entanto, fez um leopardo da montanha surgir da água. O leopardo agarrou o bode e as ovelhas selvagens e os levou para as montanhas.
  13. Pela quinta vez, eles jogaram dos peixes no rio. O feiticeiro fez uma gazela sair da água. A Mulher Sábia Saĝburu, entretanto, fez um tigre sair da água. O tigre  agarrou a gazela e o arrastou para a floresta.
  14. O que aconteceu fez o rosto do feiticeiro escurecer, confundiu sua mente.
  15. A Sábia Mulher Saĝburu disse a ele: “Feiticeiro, você tem poderes mágicos, mas onde está o seu sentido?”
  16. “Como diabos você poderia pensar em ir fazer feitiçaria em Ereš, que é a cidade do ENSINO, uma cidade cujo destino foi decretado pela COROA CELESTIAL e pelo TRONO DIVINO, a cidade primitiva, a amada cidade da ABUNDÂNCIA?”
  17. O feiticeiro respondeu-lhe: “Fui lá sem saber de tudo. Reconheço a sua superioridade – por favor, não seja amarga. Eu imploro Ele implorou, ele orou a ela: “Liberte-me, minha irmã; liberte-me.
  18. “Deixe-me ir em paz para minha cidade. Deixe-me voltar em segurança para Aratta, o monte da lustrosa autoridade“.
  19. Eu declararei sua grandeza em todas as terras. Vou cantar seu louvor em Aratta, o monte da lustrosa autoridade. “
  20. A sábia mulher Saĝburu respondeu-lhe: “Você causou aflição no curral e no estábulo; fez com que a manteiga e o leite faltassem”.
  21. “Você removeu a mesa do almoço, a mesa da manhã e a da noite. Você cortou manteiga e leite da refeição noturna do grande salão de jantar. O seu pecado não pode ser perdoado”.
  22.  Mulher Sábia Saĝburu falou sua decisão sobre o feiticeiro na assembleia. Ela jogou seu prisioneiro da margem do Eufrates. Ela tirou dele sua força vital e então voltou para sua cidade, Ereš.
  23. Tendo ouvido este assunto, En-suḫgir-ana enviou um homem a Enmerkar: “Você é o amado senhor da JUSTIÇA, só você é exaltado”.
  24. “A JUSTIÇA realmente escolheu você para seu colo sagrado, você é seu amado. Do sul aos montes, você é o grande senhor, e eu sou apenas o segundo a você.
  25. “Desde o momento da concepção eu não era seu igual, você é meu irmão mais velho” – Na disputa entre Enmerkar e En-suḫgir-ana, Enmerkar provou ser superior a En-suḫgir-ana.
  26. Enmerkar, o filho de Meš-ki-aĝ-gašer, o rei de Uruque, sob quem a cidade de Uruque foi construída e tornou-se rei; ele governou por 420 anos.
  27. Foram 745 são os anos da dinastia de Meš-ki-aĝ-gašer.
  28. Lugalbanda, o pastor, governou por 1200 anos.
  29. Dumuzid, o pescador cuja cidade era Kuara, governou por 100 anos. Ele capturou En-me-barage-si sozinho.
  30. Gilgameš, cujo pai era um fantasma, o senhor de Kulaba, governou por 126 anos.
  31. Ur-Nungal, filho de Gilgameš, governou por 30 anos.
  32. Udul-kalama, filho de Ur-Nungal, governou por 15 anos.
  33. Lā-ba’šum governou por 9 anos.
  34. En-nun-taraḫ-ana governou por 8 anos.
  35. Meš-ḫe, o ferreiro, governou por 36 anos. Melem-ana governou por 6 anos.
  36. Lugal-kitun governou por 36 anos. 12 reis;
  37. Eles governaram por 2310 anos. Então Uruque foi derrotada e a realeza foi levada para Ur.

 

 

Utu = Sol

Nanna-Suen = CONHECIMENTO

Inana = JUSTIÇA

Jipar = Tabernáculo

mes = autoridade

Nudimmud = CRIADOR

Enlil = TRONO DIVINO

Dumuzid/Ama-ucumgal-ana = PROSPERIDADE

Enki = CRIADOR

Uraš = ABÓBODA CELESTE

Anu = COROA CELESTIAL

pilipili = Seguidora

Šara = CONFLITO

Ningal = PÂNTANOS DO LESTE

Ninlil = ABUNDÂNCIA

Nanibgal = INSTRUÇÃO

Nisaba =  ENSINO

Ninkaso = CERVEJA

Ninurta = GUERRA

Nintur = SAGRADA MONTANHA

Ickur-Iškur = TROVÃO, TEMPESTADE

E-unir = TEMPLO DO CRIADOR

E-du-kug = TEMPLO DO MONTE SAGRADO

E-Kur = TEMPLO DA MONTANHA

E-ana = TEMPLO DA COROA CELESTIAL

E-Zagin = TEMPLO DE LAPILAZULI

E-ĝipar = TEMPLO SANTÍSSIMO

E-Nun = TEMPLO DO INÍCIO

Abzu = PRINCÍPIO

 

https://etcsl.orinst.ox.ac.uk/section1/tr1823.htm