Criação

Capítulo 1: O CRIADOR

  1. Quando não havia firmamento acima, nem terra abaixo, nem alturas, nem profundezas, muito menos qualquer nomeação, havia apenas o PRINCÍPIO, as águas doces, o iniciador da criação, e a DESORDEM, as águas salgadas, o útero do universo.
  2. Não havia os SOPROS DIVINOS. As águas doces e as águas salgadas ficavam juntas, misturadas. Os juncos não estavam trançados, nem galhos sujavam as suas águas.
  3. Não havia para DEUS um nome, natureza ou propósito.
  4. Então a partir do PRINCÍPIO e da DESORDEM, nas águas dele e dela, os SOPROS DIVINOS foram exalados, e para dentro das águas a terra se precipitou.
  5. As Águas-Superiores e as Águas-Inferiores, foram então nomeadas; nem bem antigas, nem bem formadas.
  6. Então, DEUS DO CÉU E DA TERRA as dominou, expandindo as linhas do céu e da terra, para onde os horizontes se encontram, separando o que era celestial do que era terreno.
  7. Dias seguiram outros dias, anos seguiram outros anos, até que a COROA CELESTIAL, o firmamento desabitado, herdeiro e conquistador, primogênito de DEUS, fez nascer o CRIADOR à imagem de sua própria natureza.
  8. Ele era a inteligência, a sabedoria, maior do que o horizonte dos céus, o mais forte dentre seus pares.
  9. Discórdia rompeu entre os SOPROS DIVINOS, apesar de serem irmãos, e eles começaram se debater na barriga da DESORDEM, fazendo o céu tremer, e se mexer como numa dança frenética.
  10. O PRINCÍPIO não conseguiu silenciar o clamor dos jovens SOPROS DIVINOS, não fazendo cessar tal mal comportamento altaneiro e orgulhoso.
  11. A DESORDEM estava ainda quieta quando o PRINCÍPIO, a origem de todos os SOPROS DIVINOS, chamou por seu conselheiro a RAZÃO. – Ele disse: caro conselheiro, vem comigo até a DESORDEM.
  12. Eles assim o fizeram; e em frente da DESORDEM eles se sentaram, falando sobre os jovens SOPROS DIVINOS, seus filhos primogênitos.
  13. O PRINCÍPIO disse: – Os modos deles me revoltam, dia e noite, sem cessar, sofremos. Minha vontade é destruí-los, todos eles, para que possamos ter paz e descansar novamente.
  14. Quando a DESORDEM isto escutou, ela se sentiu atingida e se retorceu em solitária desolação. Com o coração cheio de paixão mantida em segredo, ela falou: – Por que devemos destruir os filhos que fizemos? Se os modos deles são o problema, esperemos um pouco mais.
  15. Então a RAZÃO aconselhou o PRINCÍPIO, e ela falou com maldade: – Pai, destrua-os todos numa rebelião de monta, e teremos paz durante o dia, e à noite, todos poderemos dormir.
  16. Quando o PRINCÍPIO ouviu que os dados haviam sido lançados contra seus filhos e filhas, sua face inflamou-se com o prazer do mal.
  17. Mas a RAZÃO ele abraçou, pendurou-se ao seu pescoço, colocou-o nos seus joelhos e o beijou.
  18. Esta decisão chegou ao conhecimento dos SOPROS DIVINOS mais jovens, filhos e filhas da DESORDEM e do PRINCÍPIO.
  19. Confusão instalou-se, e depois, instalou-se um grande silêncio, pois eles ficaram extremamente perturbados.
  20. Aquele que é a fonte da sabedoria, a inteligência brilhante que tudo percebe e planeja, o CRIADOR, examinou a questão.
  21. Ele causou um tumulto na DESORDEM, e contra este o artífice do universo passou a elaborar um plano, fazendo um encanto para as águas, e este encanto caiu sobre o PRINCÍPIO, que caiu em sono profundo.
  22. As águas doces caíram em sono profundo, a RAZÃO foi então derrotada, e o PRINCÍPIO, agora tomado por sono eterno, não mais se mexeu.
  23. O CRIADOR então rasgou o manto de glória flamejante e a coroa do PRINCÍPIO, tomando para si a auréola de rei.
  24. Quando CRIADOR prendeu o PRINCÍPIO, ele o desfez, e pegou a RAZÃO, a conselheira traiçoeira, pelo nariz, aprisionando-a para sempre.
  25. O CRIADOR derrotou seus inimigos, pisando por cima deles. Agora que seu triunfo estava completo, completamente em paz, ele descansou. Em seu palácio sagrado, ele adormeceu.
  26. Por sobre o abismo, à distância, ele construiu sua casa e templo. Ali, com toda magnificência, ele foi viver com sua consorte: a DIVINA PRESENÇA.
  27. Naquela sala, no ponto das decisões onde o que deve vir a ser é pré-determinado, foi concebido o mais sagaz, aquele que veio do poder mais absoluto em ação.
  28. No abismo profundo, ela foi concebida; a PALAVRA foi concebida no coração do PRINCÍPIO. A PALAVRA foi criada no coração do sagrado PRINCÍPIO.
  29. O CRIADOR é seu pai. A DIVINA PRESENÇA a ela deu à luz, ambos pai e mãe. Ela foi amamentada pelas RESPIRAÇÕES DIVINAS, suas amas que lhe dotaram de grande poder.

Capítulo 2: A PALAVRA

  1. O corpo da PALAVRA era lindo; quando erguia seus olhos, luzes dele irradiavam, seu passo era majestoso, ele foi um líder desde seu primeiro momento.
  2. Quando o CRIADOR, seu pai, viu a sua cria, ele se alegrou, ele ficou radiante e cheio de felicidade, pois como era perfeita a criança!
  3. O grande artífice multiplicou os dons divinos da criança, para ser o primeiro dentre os primeiros, dentre todos, o de maior estatura.
  4. Os membros da PALAVRA eram imaculados, mostrando um mistério amedrontador além da compreensão.
  5. Com olhos de visão sem limite que valiam por quatro, com ouvidos de audição tão poderosa também valiam por quatro, quando seus lábios se moviam, uma língua de fogo se projetava.
  6. Membros fortes, titânicos, de pé, ela ultrapassava em altura os outros SOPROS DIVINOS, tão forte ela era, pois vestia a glória de dez.
  7. Raios de luz se projetavam ao seu redor: – Filho, Filho, filho da luz, da luz do firmamento!
  8. Então a COROA CELESTIAL criou os ventos, colocando-os nos quatro quadrantes, deixando-os sob o comando da PALAVRA, que com eles começou a brincar.
  9. A COROA CELESTIAL criou a poeira, criou o tornado, criando também o tufão e os ventos fortes para sacudir os mares.
  10. O que ocorreu foi que com a chegada dos ventos, os outros SOPROS DIVINOS não tinham mais paz para descansar, atormentados pelas tempestades.
  11. Eles começaram a conspirar no segredo de seus corações e levaram a DESORDEM a razão de suas tramas. À mãe DESORDEM, eles disseram:
  12. – Quando o PRINCÍPIO foi morto, tu não moveste um dedo sequer, tu não buscaste ajuda para ele, teu esposo.
  13. Então a COROA CELESTIAL chamou estes ventos abomináveis dos quatro quadrantes para rugir nas tuas entranhas.
  14. Quanto a nós, não podemos descansar, tal é a dor. Lembra do PRINCÍPIO no teu coração, teu esposo, lembra da RAZÃO, que foi derrotada, agora estás sozinha, desolada, e nós perdemos teu amor.
  15. Nossos olhos ardem. Nós queremos dormir. Acorda, mãe, vai à forra e acaba com eles como o vento!
  16. A DESORDEM aprovou, dizendo: – Aprovo tal conselho: faremos monstruosidades e aberrações; e os SOPROS DIVINOS irão marchar juntos na batalha.
  17. Ela soltou a flecha irresistível, ela gerou serpentes enormes com mandíbulas afiadas, cheios de veneno por sangue, dragões ruidosos que vestem sua glória como SOPROS DIVINOS.
  18. Quem olhasse tais criaturas recebia o choque da morte. Ela criou a Hidra, o Dragão, o Monstro Mulher, o Grande Leão, o Cachorro Louco, o Homem-Escorpião, a Tempestade Ruidosa, o Homem-Peixe e Homem-Touro.
  19. Não havia misericórdia nas armas deles, eles não fugiam da batalha, pois a lei da DESORDEM os unia irrevogável.
  20. Onze destas monstruosidades ela criou, entretanto, tomando dentre os SOPROS DIVINOS o PECADO, o trabalhador desastrado, um dos da primeira geração, escolheu para ser seu Comandante.
  21. Este será o líder de Guerra, o líder da Assembleia, o organizador dos suprimentos para liderar a vanguarda da batalha: O SUPREMO COMANDANTE DAS GUERRAS
  22. Tal posto ela deu ao PECADO quando criou a companhia, dizendo: – Agora está em tuas mãos. Meu encanto irá mantê-los unidos, eles devem obedecer à minha vontade. És supremo, meu marido sem igual, tua palavra irá segurar as hordas rebeldes.
  23. Ela deu a ele as Tábuas do Destino e amarrou-as no peito dele: – Agora e para sempre tua palavra é irrevogável, teu julgamento, duradouro! Eles irão apagar o fogo e a clava vai perder sua força!
  24. Quando o PECADO recebeu tal autoridade, que anteriormente pertencia à COROA CELESTIAL, em suas várias naturezas, eles confirmaram a geração de monstruosidades.

Capítulo 3: A DESORDEM

  1. Quando seus trabalhos na Criação terminaram, contra seus filhos, a DESORDEM começou a fazer os preparativos de guerra. Estas foram as más novas que chegaram até o CRIADOR.
  2. Quando ele soube das más novas, o CRIADOR ficou prostrado, sentando-se em silêncio até encher-se de ira. Então ele lembrou-se dos outros SOPROS DIVINOS.
  3. Ele foi até DEUS, origem da sua origem, para relatar-lhe dos planos tramados pela DESORDEM.
  4. – Ela nos odeia, pai, nossa mãe DESORDEM levantou as hordas, ela ruge com turbulência e outros se juntaram a ela, todos os SOPROS DIVINOS a quem deste a vida.
  5. Juntos, eles estão para marchar com a DESORDEM, dia e noite, furiosamente eles tramam, bradando e rugindo, prontos para batalha, enquanto que a Velha Bruxa, a primeira de todas as mães, nutre uma nova geração.
  6. Ela soltou a flecha irresistível, ela gerou serpentes enormes com mandíbulas afiadas, cheios de veneno por sangue, dragões ruidosos que vestem sua glória como SOPROS DIVINOS.
  7. Quem olhasse tais criaturas recebia o choque da morte. Ela criou a Hidra, o Dragão, o Monstro Mulher, o Grande Leão, o Cachorro Louco, o Homem-Escorpião, a Tempestade Ruidosa, o Homem-Peixe e Homem-Touro.
  8. Não havia misericórdia nestas armas, eles não fugiam da batalha, pois a lei da DESORDEM os unia irrevogável.
  9. Onze destas monstruosidades ela criou, entretanto, tomando dentre os SOPROS DIVINOS o PECADO, o trabalhador desastrado, um dos da primeira geração para ser seu comandante.
  10. Este será o líder de Guerra, o líder da Assembleia, o organizador dos suprimentos para liderar a vanguarda da batalha: o SUPREMO COMANDANTE DAS GUERRAS
  11. Tal posto ela deu ao PECADO quando criou a companhia, dizendo: – Agora está em tuas mãos. Meu encanto irá mantê-los unidos, eles devem obedecer à minha vontade. És supremo, meu marido sem igual, tua palavra irá segurar as hordas rebeldes.
  12. Ela deu ao PECADO as Tábuas do Destino e amarrou-as no peito dele: – Agora e para sempre tua palavra é irrevogável, teu julgamento, duradouro! Eles irão apagar o fogo e a clava vai perder sua força!
  13. Portanto o PECADO recebeu tal autoridade, que anteriormente pertencia à COROA CELESTIAL, em suas várias naturezas.
  14. Quando DEUS soube de como a DESORDEM estava se comportando, ele sentiu como se lhe tivessem atingido as entranhas.
  15. Mordendo os lábios, preocupado e doente no coração, DEUS cobriu sua boca para aplacar palavras de preocupação e temor.
  16. Finalmente ele falou, incentivando o CRIADOR a lutar: – Já uma vez fizeste uma armadilha de palavras; vá agora e tente novamente.
  17. –  Tu mataste a RAZÃO e desfez o PRINCÍPIO; agora desfaça o PECADO, aquele que marcha à frente da DESORDEM!
  18. O sagaz conselheiro dos SOPROS DIVINOS, o CRIADOR respondeu a DEUS: – Irei ao encontro da DESORDEM e acalmarei seu espírito, quando o coração dela transbordar, ela irá ouvir minhas palavras, e se não forem as minhas palavras, então as tuas irão acalmar as águas.
  19. O CRIADOR tomou o caminho mais curto, indo direto à DESORDEM. Mas quando ele viu toda a estratégia dela, ele retrocedeu, cheio de medos e receios. Portanto, DEUS chamou seu filho a COROA CELESTIAL.
  20. Este é o verdadeiro herói, a força irresistível, um SOPRO DIVINO forte. Vai, enfrenta a DESORDEM e acalme seu espírito.
  21. Quando o coração da DESORDEM transbordar, ela irá te ouvir, mas se ela permanecer irredutível, minha palavra irá acalmar as águas.
  22. A COROA CELESTIAL tomou o caminho mais curto, indo direto à DESORDEM. Mas quando ele viu toda a estratégia dela, ele retrocedeu, cheio de medos e receios.
  23. Ele falou ao voltar: – Minhas mãos são fracas demais. Eu não posso conquistá-la.
  24. DEUS ficou estupefato; ele olhou para o chão, sentiu seus cabelos ficarem em pé.
  25. Ele balançou vigorosamente a cabeça para CRIADOR e toda a ASSEMBLEIA DIVINA, os SOPROS DIVINOS reunidos no palácio, todos em grande silêncio, sentados em seus lugares, calados, pensando no acontecido.
  26. O CRIADOR questionou: – Que outro SOPRO DIVINO pode declarar guerra à DESORDEM? Ninguém mais pode olhá-la de frente e voltar.
  27. Então DEUS, a origem de todos os SOPROS DIVINOS, levantou-se com toda majestade.
  28. Tendo tudo considerado, ele falou a ASSEMBLEIA DIVINA: – Quem dentre nós é impetuoso na batalha? A PALAVRA, o herói! Ela e apenas ela é forte o bastante para nos vingar.

Capítulo 4: ANJO PORTADOR

  1. O CRIADOR chamou então a PALAVRA no local secreto, e deu-lhe conselhos sutis, fruto de seus pensamentos mais profundos: – És o filho que enternece meu coração, Ó PALAVRA.
  2. Quando fores até DEUS, caminhe até ele sem hesitação, como se fosses para uma batalha. Em pé, mostrando toda tua estatura, fala com ele, e daí, quando ele te vir portando-te desta forma, seu coração irá se acalmar.
  3. A PALAVRA exultou, e fez tal qual seu pai havia-lhe dito. Ela avançou com confiança até DEUS, e de pé, em toda sua estatura, levantou os olhos para o grande SOPRO DIVINO.
  4. Quando DEUS viu o jovem SOPRO DIVINO, seu coração transbordou de alegria, ele beijou o jovem herói nos lábios e espantou todo desespero.
  5. A PALAVRA falou: – DEUS, quebra teu silêncio, que tuas palavras soem, pois vou executar o que teu coração mais deseja. Que herói já impôs batalha sobre ti? Apenas uma mulher, aquele ser feminino, apenas a DESORDEM te desafia com todos os seus artifícios. Logo, porém, estarás de pé sobre o pescoço da DESORDEM.
  6. DEUS falou: – Meu filho, meu filho sábio, confunda a DESORDEM com palavras cheias de força, vá rápido e agora, na tempestade que é tua carruagem.
  7. – Os ventos da tempestade jamais irão te abandonar em face à DESORDEM, mas tendo acabado com ela, não tardes em retornar.
  8. A PALAVRA exultou, com espíritos elevados ela disse ao pai dos SOPROS DIVINOS: – Criador de todos os SOPROS DIVINOS, aquele que decide os destinos, se devo ser teu vingador, aquele que irá derrotar a DESORDEM, salvando a vida de todos os SOPROS DIVINOS, chame a Assembleia, dá-me precedência sobre todo o resto.
  9. E quando o grande DEUS se sentar para passar decretos, alegremente sentado na SALA DO TRONO, a Sala da Assembleia, agora e para sempre, que minha palavra seja a lei.
  10. Eu, não o grande DEUS, irei decidir a natureza do mundo, o que deve vir a ser.
  11. Meus decretos jamais deverão ser alterados ou anulados, mas que minha criação perdure até o final dos tempos e os confins do mundo!
  12. Palavras saíram dos lábios de DEUS; ele disse a seu conselheiro ANJO PORTADOR: – És o conselheiro que alegra meu coração, aquele que julga com grande verdade e sabe usar da persuasão com justiça.
  13. Vá até as Águas-Superiores e as Águas-Inferiores. Estou te ordenando que vá aos fundamentos da existência, e que chames as gerações dos SOPROS DIVINOS.
  14. Que eles falem, que eles se sentem juntos para banquetear, que eles festejem, comam e bebam licores e que todos confirmem o destino do vingador: a PALAVRA!
  15. ANJO PORTADOR, vá logo, e de pé, diante deles, repita o que lhe digo: – Aqui fui mandado por DEUS, estou encarregado de lhe contar seus pensamentos secretos.
  16. Ela nos odeia, nossa mãe DESORDEM levantou as hordas, ela ruge com turbulência e outros se juntaram a ela, todos os SOPROS DIVINOS a quem deste a vida.
  17. Juntos, eles estão para marchar com a DESORDEM, dia e noite, furiosamente eles tramam, bradando e rugindo, prontos para batalha, enquanto a Velha Bruxa, a primeira de todas as mães, nutre uma nova geração.
  18. Ela soltou a flecha irresistível, ela gerou serpentes enormes com mandíbulas afiadas, cheios de veneno por sangue, dragões ruidosos que vestem sua glória como SOPROS DIVINOS.
  19. Quem olhasse tais criaturas recebia o choque da morte. Ela criou a Hidra, o Dragão, o Monstro Mulher, o Grande Leão, o Cachorro Louco, o Homem-Escorpião, a Tempestade Ruidosa, o Homem-Peixe e Homem-Touro.
  20. Não havia misericórdia nestas armas, eles não fugiam da batalha, pois a lei da DESORDEM os unia irrevogável.
  21. Onze destas monstruosidades ela criou, entretanto, tomando dentre os SOPROS DIVINOS o PECADO, o trabalhador desastrado, um dos da primeira geração para ser seu Comandante.
  22. ele será o Líder de Guerra, o Líder da Assembleia, o organizador dos suprimentos para liderar a vanguarda da batalha: o SUPREMO COMANDANTE DAS GUERRAS
  23. Tal posto ela deu ao PECADO quando criou a companhia, dizendo: – Agora está em tuas mãos. Meu encanto irá mantê-los unidos, eles devem obedecer à minha vontade. És supremo, meu marido sem igual, tua palavra irá segurar as hordas rebeldes.
  24. Ela deu ao PECADO as Tábuas do Destino e amarrou-as no peito dele: – Agora e para sempre tua palavra é irrevogável, teu julgamento, duradouro! Eles irão apagar o fogo e a clava vai perder sua força!
  25. Portanto o PECADO recebeu tal autoridade, que anteriormente pertencia à COROA CELESTIAL, em suas várias naturezas.
  26. Mandei a COROA CELESTIAL, mas ele não pode enfrentar a DESORDEM, o CRIADOR voltou cheio de terror, então a PALAVRA levantou-se, um jovem e sábio SOPRO DIVINO, um da linhagem sagrada, seu coração o impeliu para enfrentar a DESORDEM.
  27. Mas ele disse o seguinte: – Criador de todos os SOPROS DIVINOS, aquele que decide os destinos, se devo ser teu vingador, aquele que irá derrotar a DESORDEM, salvando a vida de todos os SOPROS DIVINOS, chame a Assembleia, dá-me precedência sobre todo o resto.
  28. E quando o grande DEUS se sentar para passar decretos, alegremente sentado na SALA DO TRONO, a Sala da Assembleia, agora e para sempre, que minha palavra seja a lei.
  29. Eu, não o grande DEUS, irei decidir a natureza do mundo, o que deve vir a ser.
  30. Meus decretos jamais deverão ser alterados ou anulados, mas que minha criação perdure até o final dos tempos e os confins do mundo!
  31. Portanto, venham logo e confirmem o destino da PALAVRA, e o mais breve possível ele irá partir para encontrar a Grande Adversária!
  32. Quando as Águas-Superiores e as Águas-Inferiores ouviram isto, eles se preocuparam, e todos os SOPROS DIVINOS fizeram gemidos de preocupação.
  33. Que estranha e terrível decisão, os desígnios da DESORDEM são profundos demais para nós entendermos.
  34. Então eles se prepararam para a jornada, todos os SOPROS DIVINOS que determinam a natureza do mundo e das coisas que virão a ser vieram a pedido de DEUS, encheram a SALA DO TRONO, cumprimentaram-se uns aos outros com um beijo.
  35. Na Sala da Assembleia as vozes ancestrais foram ouvidas, eles se sentaram no banquete, eles comeram e festejavam com iguarias e licores mais deliciosos.
  36. Suas almas se expandiram, seus corpos ficaram pesados e sonolentos, e este era o estado dos SOPROS DIVINOS quando eles estabeleceram o destino da PALAVRA.

Capítulo 5: A Guerra

  1. Um trono foi para a PALAVRA, e ela ali se sentou, face a face com seus ancestrais para receber o governo.
  2. Um SOPRO DIVINO é maior do que todos os outros SOPROS DIVINOS, de fama mais justa, cuja palavra de comando, é a palavra dos céus: – “Ó PALAVRA, o maior de todos os grandes SOPROS DIVINOS, honra e fama, vontade da COROA CELESTIAL, grande no comando, palavra eterna e inalterada!”
  3. “Onde houver ação, a PALAVRA é o primeiro a agir. Onde houver governo, a PALAVRA é o primeiro a governar, para dar glória a uns, para humilhar outros.”
  4. “A prerrogativa do SOPRO DIVINO, Verdade absoluta, vontade sem limite, que SOPRO DIVINO ousará questioná-lo?”
  5. “Nos seus locais mais lindos destes mesmos SOPROS DIVINOS, um lugar é sempre guardado para a PALAVRA, nosso vingador.”
  6. “Nós te chamamos aqui para receber o cetro, para fazer de ti rei de todo o universo. Quando te sentares na Assembleia, serás o árbitro; na batalha, tuas armas esmagarão o inimigo.”
  7. – “Ó SOPRO DIVINO, salva a vida de qualquer SOPRO DIVINO que se voltar para ti; mas para aqueles SOPROS DIVINOS que apreenderem o mal, que a vida destes SOPROS DIVINOS lhes seja tirada.”
  8. Os SOPROS DIVINOS ancestrais conjuraram então um tipo de aparição na frente deles, fazendo com que este ser aparecesse frente à PALAVRA, para dizer ao jovem SOPRO DIVINO, o primogênito:
  9. – “Ó SOPRO DIVINO, tua palavra entre os SOPROS DIVINOS arbitra, destrói e cria; fale então e o que apareceu irá desaparecer. Fale novamente, e o que desapareceu irá reaparecer.”
  10. Ele falou e a aparição desapareceu. Novamente ele falou, e a aparição reapareceu. Quando os SOPROS DIVINOS se deram por satisfeitos pela PALAVRA ter provado a força de sua palavra, os SOPROS DIVINOS ancestrais abençoaram-no e bradaram: – “A PALAVRA É REI!”
  11. Os SOPROS DIVINOS ancestrais vestiram a PALAVRA com as vestimentas reais, o cetro e o trono a ele foram dados, bem como armas de guerra sem igual como um escudo contra adversários
  12. Eles disseram: – “Parta agora. Tire a vida da DESORDEM, e que os ventos carreguem seu sangue até os limites mais secretos do mundo!”
  13. Os SOPROS DIVINOS antigos mostraram ao SENHOR o que ele teria de ser e o que deveria fazer, sempre através da conquista, sempre através de vitórias;
  14. Então a PALAVRA fez uma reverência e para marcar aquela que seria sua arma, sua e somente sua.
  15. Ele colocou uma flecha contra o arco, na mão direita e segurou a clava e levantou-a para o alto, arco e flecha pendurados ao ombro, sendo que relâmpagos se projetavam à sua frente, ele mesmo tornando-se numa figura incandescente.
  16. Ele fez uma rede, uma isca para a DESORDEM; os ventos, em suas posições nas quatro direções, seguraram tal rede, o vento sul, o vento norte, o vento leste e o vento oeste, de forma que parte alguma da DESORDEM pudesse escapar.
  17. Com a rede, o presente da COROA CELESTIAL, ao lado, ele se ergueu. A EXPIRAÇÃO, o vento atroz, a tempestade, o redemoinho, o furacão, o vento dos quatro, o vento dos sete, e o túmido, o pior de todos.
  18. Todos os sete ventos foram criados e liberados para assaltar as entranhas da DESORDEM. Os ventos se postaram atrás da PALAVRA. Então a TEMPESTADE, o seu último grande aliado, levantou o sinal para o assalto.
  19. A PALAVRA montou na tormenta, sua carruagem terrível, as rédeas puxadas para o lado, uniu quatro nas mãos o par terrível, dentes afiados envenenados, o Assassino, o Impiedoso, o Esmagador, o Dominador, eles conheciam as artes de pilhagem, habilidades de assassinato.
  20. Ele colocou à sua direita o Batedor, o melhor em fazer confusões; à sua esquerda estava a Fúria da Batalha, que aniquila o mais bravo.
  21. Ele adornou sua armadura com terror, uma auréola de espanto; com uma palavra mágica murmurada entre dentes, uma planta que cura foi pressionada na palma de sua mão. Assim armado, ele partiu.
  22. Ele seguiu na direção do som crescente da ira da DESORDEM, com todos os SOPROS DIVINOS a seu lado, e os pais de todos os SOPROS DIVINOS. Desta forma, a PALAVRA se aproximou da DESORDEM.
  23. Ele a observou examinar as profundezas, ele testou o plano do PECADO, o consorte da DESORDEM, mas assim que o PECADO viu o jovem SOPRO DIVINO, ele começou a tremer, começou a sentir medo.
  24. Ao ver os SOPROS DIVINOS que enchiam as fileiras atrás da PALAVRA, quando o PECADO viu o bravo jovem SOPRO DIVINO, seus olhos repentinamente se anuviaram.
  25. Mas a DESORDEM, sem virar seu pescoço, cuspiu em desafio: – Arrogante, pensas que és o maior de todos? Os SOPROS DIVINOS estão saindo agora de seus esconderijos para habitar o teu.
  26. Então o jovem SOPRO DIVINO levantou um furacão, a grande arma que ele lançou com palavras e terrível fúria: – Por que estás te insurgindo, teu orgulho criando um abismo, teu coração escolhendo facções, para que teus filhos rejeitem seus pais? Mãe de todos nós, por que tens de ser a mãe da guerra?
  27. Fizeste do PECADO, aquele inepto, teu esposo! Entregaste a ele a posição da COROA CELESTIAL, não que ele merecesse, porém. Tens abusado dos SOPROS DIVINOS, meus ancestrais, em amarga malevolência ameaças DEUS, o rei de todos os SOPROS DIVINOS.
  28. Tens incentivado as forças para batalha, preparado as armas de guerra. Levante-se portanto sozinha, e lutaremos contra ti, e eu e eu somente contigo irei lutar.
  29. Quando a DESORDEM ouviu a PALAVRA, com seus nervos ã à flor da pele, ela ficou enraivecida e gritou para o alto, suas pernas estremeceram, ela começou a fazer encantos e maldições, enquanto os SOPROS DIVINOS da guerra afiavam as suas armas.
  30. Então eles encontraram a PALAVRA, o mais arguto dos SOPROS DIVINOS, e a DESORDEM engalfinhou-se com ele num combate corpo a corpo.
  31. A PALAVRA lançou sua rede para prender a DESORDEM, e o implacável vento da EXPIRAÇÃO veio por trás e bateu na face da DESORDEM.
  32. Quando ela abriu a boca para engolir a PALAVRA, o jovem SOPRO DIVINO empurrou a EXPIRAÇÃO para dentro dela, de modo que a boca não se fechasse e que o vento rugisse na barriga da mãe original de todos os SOPROS DIVINOS, para que sua carcaça explodisse, entumescida.
  33. A DESORDEM escancarou sua boca, e então a PALAVRA disparou a flecha que lhe cortou as entranhas, que atingiu seu estômago e o útero da criação.

Capítulo 6: A Vitória

  1. Agora que a PALAVRA havia conquistado a DESORDEM, ele terminou com a vida dela. Ele atirou-a ao chão, subindo em sua carcaça.
  2. A líder da insurreição estava morta, seu corpo despedaçado, seu bando disperso. Aqueles SOPROS DIVINOS que haviam marchado ao lado dela agora estavam cheios de terror.
  3. Para salvar suas próprias vidas, se pudessem, voltaram suas costas ao perigo. Mas então eles foram rodeados num círculo, do qual não podiam escapar.
  4. A PALAVRA esmagou as armas dos SOPROS DIVINOS rebeldes, e jogou-as com eles na sua rede. Lá, os SOPROS DIVINOS rebeldes choraram e se esconderam pelos cantos, sofrendo a ira do SOPRO DIVINO.
  5. Aqueles que resistiram, foram colocados em grilhões, que continham onze monstruosidades, estas monstruosidades, os filhos malditos da DESORDEM, com todos os seus armamentos assassinos.
  6. O bando demoníaco da grande entidade que havia marchado à frente dela, a PALAVRA os levou ao solo, de joelhos.
  7. Mas o PECADO, o usurpador, o chefe de todos eles, a PALAVRA prendeu e o matou, tomando as Tábuas do Destino, usurpadas sem direito pelo PECADO, e selando-as com seu selo, a PALAVRA colocou-as em seu peito.
  8. Quando tudo isto tinha sido feito, os adversários derrotados, o inimigo orgulhoso humilhado, quando o triunfo de DEUS havia sido alcançado sobre o inimigo, e a vontade do CRIADOR satisfeita, então a brava PALAVRA apertou as cordas dos prisioneiros.
  9. Ele voltou para onde a DESORDEM jazia acorrentada, ele abriu as pernas da entidade e espatifou seu crânio (pois a clava não tinha misericórdia).
  10. Ele cortou as artérias e o sangue dela jorrou na direção do Vento Norte para os confins desconhecidos do Mundo Físico.
  11. Quando os SOPROS DIVINOS viram tudo isto, eles riram alto e mandaram presentes à PALAVRA. Eles mandaram ao jovem herói tributos agradecidos.
  12. O jovem SOPRO DIVINO descansou. Ele olhou para o corpo amplo da DESORDEM, ponderando sobre como usá-lo, o que criar da carcaça morta.
  13. Ele abriu o corpo da DESORDEM em dois. Com a primeira metade, a superior, ele construiu o arco dos céus, ele empurrou para baixo uma barra e fez uma sentinela para as águas, de forma que estas jamais pudessem escapar.
  14. Ele cruzou o céu para examinar a distância infinita; ele se posicionou acima do PRINCÍPIO, aquele PRINCÍPIO construído pelo CRIADOR sobre o antigo abismo que agora ele examinou, medindo e marcando.
  15. Ele estendeu a imensidão do firmamento, ele fez o TABERNÁCULO, o Grande Palácio, à sua imagem terrena, e ali a COROA CELESTIAL, o TRONO DIVINO e o CRIADOR tiveram suas estações certas.
  16. Ele projetou posições para os grandes SOPROS DIVINOS sempre presentes nos céus, ele deu a eles um aspecto estelar como constelações.
  17. Ele mediu o ano, dando a este começo e fim, e para cada mês do total de doze, ele assinalou três estrelas ascendentes.
  18. Quando ele havia marcado os limites do ano, ele deu aos SOPROS DIVINOS e a todos nós Nebiru, o polo do universo, para manter o curso das estrelas, para que erro algum pudesse ocorrer ao longo de todo firmamento.
  19. Para as estações do CRIADOR e o TRONO DIVINO, ele estabeleceu um paralelo.
  20. Das costelas da DESORDEM, ele abriu os portais do Leste e do Oeste, e deu-lhes relâmpagos fortes à direita e à esquerda; e no alto do ventre da DESORDEM ele estabeleceu o zênite.
  21. Ele deu à Lua o lustro de uma joia, eu deu à Lua toda noite para marcar os dias, para zelar durante a noite de cada mês o círculo da luz crescente e decrescente.
  22. Lua Nova, quando aparecer no mundo, seis dias seus chifres são crescentes, até o meio círculo do sétimo dia. Crescendo ainda fase após fase, divide o mês de Lua Cheia a Lua Cheia. Então começa a desaparecer e aos trinta dias o ciclo começa novamente, sempre crescendo e decrescendo, para sempre.
  23. Este é o seu emblema e a estrada celeste que percorre, e quando se aproximas do Sol, ambos falam com justiça e julgamento acima de todas as corrupções.
  24. Após ter posto a lua, a PALAVRA voltou-se para o Sol e o fez completar um ciclo deste até o próximo Ano Novo. Ele deu ao Sol o Portal do Leste, e os confins da noite com o dia.
  25. Então a PALAVRA considerou a DESORDEM. Ele tocou na espuma do mar salgado, delas fez montanhas até os picos tocarem as nuvens.
  26. Ele espirrou espuma do mar amargo, amontoou as nuvens, giro de vento úmido, vento e chuva fria, era a saliva da DESORDEM.
  27. Com suas próprias saídas da névoa de vapor, ele espalhou as nuvens.
  28. Ele pressionou com força a cabeça das águas, fazendo com que montanhas se assentassem sobre estas, abrindo rios para que corressem.
  29. O Eufrates e o Tigre ergueram-se dos olhos da DESORDEM, mas ele fechou o nariz dela, para dominar a a nascente do rio.
  30. Ele fez grandes montanhas, e nelas fez surgir poços para canalizar as águas das fontes mais profundas; no alto, ele fez um arco com a cauda da DESORDEM, prendendo os giros do céu.
  31. Nas profundezas sob os pés da PALAVRA, ele pôs o eixo do firmamento. Agora a terra tinha as suas fundações, e o céu, o seu manto.
  32. Quando o trabalho do SOPRO DIVINO tinha acabado, quando ele terminou tudo a que se propôs, então na terra ele fundou templos, e entregou-os todos ao CRIADOR.
  33. Mas as Tábuas do Destino foram tiradas do PECADO e devolvidas como um primeiro cumprimento à COROA CELESTIAL.
  34. Os SOPROS DIVINOS que desistiram da luta, ele os fez comparecer à sua presença, a origem dos SOPROS DIVINOS.
  35. Com as armas de guerra quebradas, ele prendeu a seus pés as onze monstruosas criações da DESORDEM.
  36. Ele criou seres semelhantes a estas criaturas monstruosas para que ficassem de pé, nas portas das profundezas, o Portal do PRINCÍPIO, dizendo: – Isto é para lembrar que a DESORDEM não deve ser esquecida!

Capítulo 7: A Coroação

  1. Todas as gerações dos Grandes SOPROS DIVINOS ficaram cheias de alegria ao ver a PALAVRA, com as Águas-Superiores e as Águas-Inferiores; seus corações unidos quando se aproximaram para encontrar a PALAVRA.
  2. O Rei DEUS deu à PALAVRA as boas-vindas com cerimônia, a COROA CELESTIAL e o TRONO DIVINO vieram carregando presentes, mas quando a PALAVRA recebeu o presente de sua mãe, a DIVINA PRESENÇA, então a face do jovem SOPRO DIVINO brilhou, sua face se iluminou com brilho incandescente.
  3. Ele deu ao ANJO MENSAGEIRO, servo da DIVINA PRESENÇA, aquele que lhe trouxe os cumprimentos, a tarefa de zelar pela casa secreta do PRINCÍPIO.
  4. Ele fez do ANJO MENSAGEIRO, o guardião dos santuários de Eridu.
  5. Todos os SOPROS DIVINOS dos céus estavam lá, todos os ANJOS CAÍDOS caíram de joelhos frente à PALAVRA.
  6. Todos os que estavam lá e apoiavam a ASSEMBLEIA DIVINA beijaram os pés do jovem SOPRO DIVINO.
  7. Todos os SOPROS DIVINOS se juntaram na adoração. Eles se postaram frente à PALAVRA, fazendo uma grande reverência, bradando em uníssono: – Ele é mesmo rei!
  8. Quando todos os SOPROS DIVINOS de todas as gerações estavam altos com o glamour da virilidade da PALAVRA, quando viram suas roupas com a poeira da batalha, eles juraram obediência ao jovem vingador.
  9. Ele se banhou, colocou roupas limpas, pois agora era o rei de todos os SOPROS DIVINOS.
  10. Glória circundava sua cabeça; na sua mão direita, ele segurava a clava da guerra, na sua mão esquerda ele segurava o cetro da paz.
  11. O seu arco estava preso às suas costas, ele segurava a rede, e sua glória tocava as profundezas.
  12. Ele subiu ao trono erguido no templo. A DIVINA PRESENÇA e o CRIADOR, todos os Grandes SOPROS DIVINOS, todos os ANJOS CAÍDOS, bradaram.
  13. Todos bradaram: – No passado, a PALAVRA significava apenas o filho bem-amado, mas agora ele é em verdade o Rei, ele é deveras Rei!
  14. Os SOPROS DIVINOS bradaram a uma só voz: – GRANDE SENHOR DO UNIVERSO! Este é seu nome, nele nós confiamos!
  15. Quando tal ato foi executado, quando os SOPROS DIVINOS fizeram da PALAVRA seu rei, eles desejaram paz e felicidade ao jovem escolhido.
  16. Eles disseram – Sobre nossas casas, manterás vigília sem cessar, e tudo o que desejares de nós, será feito.
  17. O PALAVRA pensou a respeito destas palavras, e então falou aos SOPROS DIVINOS reunidos em sua presença.
  18. Isto foi o que ele lhes disse: – No passado, todos habitavam no PRINCÍPIO acima do abismo, mas eu fiz a Terra como um espelho dos céus.
  19. Eu consolidei o solo para as fundações, e lá eu irei construir minha cidade, meu lar adorado, um local sagrado deve ser estabelecido, com salas consagradas à presença do rei.
  20. Quando todos vocês vierem das grandes profundezas para se juntarem a Assembleia, todos encontrarão guarida e conforto para dormir à noite.
  21. Quando os SOPROS DIVINOS das alturas descerem até a assembleia, todos os SOPROS DIVINOS das alturas também encontrarão guarida e conforto para dormir à noite.
  22. Este lar será a Babilônia, o Lar dos SOPROS DIVINOS. Os mestres de todas as artes deverão construir minha cidade de acordo com meu plano.
  23. Quando os SOPROS DIVINOS mais velhos ouviram este discurso, eles sentiram que tinham de fazer uma pergunta.
  24. E eles perguntaram: – Acima de tudo o que criaste com tuas próprias mãos, quem irá administrar a lei? Acima de tudo o que existe na terra que criaste, quem irá sentar para emitir julgamentos?
  25. Deste à tua Babilônia um nome auspicioso, que ela seja para sempre o nosso lar!
  26. Que os SOPROS DIVINOS caídos dia após dia nos sirvam, e que à medida em que nós a ti dermos força e poder, que ninguém usurpe nossas posições!
  27. O PALAVRA, o conquistador da DESORDEM, ficou satisfeito; a barganha era boa; ele continuou falando com palavras arrogantes.
  28. Ele explicou tudo aos SOPROS DIVINOS: – Eles irão prestar este serviço, e dia após dia, todos vocês irão dar força à minha vontade, para que esta seja lei.
  29. Então os SOPROS DIVINOS adoraram frente a ele, e para ele novamente, para o rei de todo universo, eles bradaram a uma só voz: – Este grande senhor foi outrora nosso filho, agora ele é nosso rei.
  30. – Invocaremos seu nome uma vez por cada vida, ele que é o senhor, a chama de luz, o cetro da paz e a clava da guerra.
  31. – Que o CRIADOR seja seu arquiteto e que ele faça uma planta de excelência para Babilônia, e seus construtores seremos nós!

Capítulo 8: O Santuário

  1. Agora que a PALAVRA havia escutado o que os SOPROS DIVINOS haviam dito, surgiu dentro dele o desejo de criar um trabalho da mais completa de todas as artes.
  2. Ele contou para o CRIADOR os pensamentos profundos que estavam em seu coração: – Sangue com sangue, eu junto. Sangue a osso, eu formo.
  3. Algo original, cujo nome será HOMEM e MULHER, os seres humanos originais cuja feitura foi minha obra.
  4. – Todas as suas ocupações serão o serviço fiel, os SOPROS DIVINOS que caíram terão seu descanso, e eu sutilmente alterarei suas operações, dividindo companhias, igualmente abençoadas.
  5. O CRIADOR respondeu com palavras cuidadosamente escolhidas, completando o plano para o conforto dos SOPROS DIVINOS.
  6. Ele disse à PALAVRA: – Que apenas um da raça seja levada, apenas um precise morrer para a nova criação.
  7. Reúna os SOPROS DIVINOS na Grande Assembleia, e que apenas um morra, para que o restante possa viver.
  8. O PALAVRA chamou os Grandes SOPROS DIVINOS à Assembleia, ele presidiu a Assembleia com cortesia, ele deu instruções a todos eles, que o escutaram com grave atenção.
  9. O rei falou aos SOPROS DIVINOS rebeldes: – Declarem, sob juramento, que falem a verdade e respondam: quem instigou a rebelião? Quem despertou a DESORDEM? Quem liderou a batalha?
  10. Que o instigador da guerra seja entregue, que seja considerado culpado e receba punição, e que a paz reine entre vocês para sempre!
  11. Os Grandes SOPROS DIVINOS responderam ao Senhor do Universo, rei e conselheiro dos SOPROS DIVINOS: – Foi o PECADO quem instigou a rebelião, ele levantou as águas da amargura e liderou a batalha por ela.
  12. Eles declararam o PECADO culpado, eles o prenderam e o fizeram se ajoelhar frente ao CRIADOR, eles cortaram suas artérias e do sangue do PECADO criaram os homens e mulheres.
  13. O CRIADOR impôs ao PECADO a sua servidão.
  14. Quando isto foi feito, quando o CRIADOR em sua sabedoria criou os homens e as mulheres e o dever deles, este ato além de toda compreensão, esta maravilha de sutileza foi concebida pelo CRIADOR e executada pela PALAVRA.
  15. Então a PALAVRA, como Rei, dividiu os SOPROS DIVINOS, uma parte para os céus e outra parte para as alturas.
  16. Trezentos deles nas alturas para zelar pelos céus, os zeladores da Lei da COROA CELESTIAL. Cinco vezes sessenta para a terra. E seiscentos entre o céu e a terra.
  17. Quando a lei universal foi estabelecida, e aos SOPROS DIVINOS alocados seus domínios, então a ASSEMBLEIA, os SOPROS DIVINOS da terra, os SOPROS DIVINOS que haviam sido derrotados, dirigiram-se à PALAVRA: – Agora que nos libertaste e fizeste menor nossa carga de trabalho, como devemos retribuir tal graça?
  18. Que construamos um templo e que o chamemos o ABRIGO DO DESCANSO DA NOITE.
  19. Lá onde todos iremos dormir uma estação do ano, no Grande Festival, quando todos reunidos em Assembleia, iremos construir altares para ti, iremos construir o Santuário.
  20. Quando a PALAVRA escutou tais palavras sua face brilhou como o luz do dia: – A Grande Torre de Babel deve ser construída de acordo com os desejos de todos vocês, os tijolos deverão ser colocados em seus moldes e a chamaremos de o Santuário.
  21. Os SOPROS DIVINOS da ASSEMBLEIA DIVINA pegaram suas ferramentas, e levaram um ano inteiro para moldar os tijolos necessários; no segundo ano, eles levantaram o ESAGILA, o templo da terra, o símbolo do céu infinito.
  22. Dentro, havia quartos para a PALAVRA, o TRONO DIVINO e o CRIADOR.
  23. Com toda majestade, a PALAVRA tomou seu lugar na presença deles todos, onde o topo do templo erguia-se por sobre a base.
  24. Quando a construção do templo terminou, a ASSEMBLEIA DIVINA construiu capelas para si; então todos se reuniram, e a PALAVRA ofereceu a todos um banquete.
  25. Esta é Babilônia, a cidade querida dos SOPROS DIVINOS, teu amado lar! Em comprimento e amplidão, ela é nossa, nós a possuímos, alegra-te com ela, pois ela é tua!
  26. Quando todos os SOPROS DIVINOS se sentaram, houve vinho, festa e risos, e depois do banquete no lindo Esagila eles executaram a liturgia, os ritos sagrados, a partir dos quais o universo recebe sua estrutura, onde o oculto é trazido às claras, pois é através do universo que aos SOPROS DIVINOS são atribuídas as suas estações.
  27. Quando os cinquenta Grandes SOPROS DIVINOS se sentaram com os Sete que planejam a natureza imutável das coisas, eles levaram os trezentos SOPROS DIVINOS da terra até o firmamento.
  28. Lá também foi que o TRONO DIVINO levantou o arco da PALAVRA, colocando-o frente aos SOPROS DIVINOS.
  29. Ele também ergueu a rede; os SOPROS DIVINOS elogiaram o trabalho da rede ao verem o quão artesanal era ela, os SOPROS DIVINOS elogiaram a beleza do arco.
  30. A COROA CELESTIAL levantou o arco, beijou-o e disse para os SOPROS DIVINOS: –  Este arco vem de mim, e dou a ele um nome sagrado.
  31. O primeiro nome é o Bastão Longo, o segundo é para Bastão da Chuva, o terceiro é Bastão das Estrelas que brilham nos céus. E o Bastão das Estrelas transformou-se num SOPRO DIVINO entre os SOPROS DIVINOS.
  32. Quando a COROA CELESTIAL acabou de pronunciar o destino triplo do arco, ele ergueu o trono do rei e colocou a PALAVRA em cima deste na Assembleia dos SOPROS DIVINOS.
  33. Dentre eles, surgiu um brado, pelo óleo e pela água, pinçando suas gargantas, para ligar o destino na dor da morte, eles ratificaram a autoridade da PALAVRA como Rei dos Reis, Senhor dos Senhores do Universo.

Capítulo 9: Os Epítetos

  1. DEUS deu graças à PALAVRA, chamando-o de ILUMINADO, o nome que é o primeiro, o mais alto: – Esperaremos e escutaremos, reverenciaremos e adoraremos o nome dele!
  2. A palavra dele é o último apelo, a vontade escrita dele tem amplo domínio no ponto mais alto e no ponto mais baixo.
  3. Toda glória seja dada ao filho, nosso vingador! Seu império não tem fim, pastor dos homens e mulheres, ele fez da humanidade suas criaturas até o final dos tempos, e deste fato a humanidade jamais irá se esquecer!
  4. Ele deve comandar os sacrifícios para os SOPROS DIVINOS. A humanidade deve encomendar alimentos para os pais e mães.
  5. Deve adorar no santuário, onde o odor do incenso e o murmúrio da liturgia ecoam na terra os costumes do céu.
  6. Os homens e mulheres de cabelos escuros irão adorá-lo na terra, os que lhe foram sujeitos irão lembrar seu SOPRO DIVINO, à cuja palavra eles deverão adorar divindade.
  7. Que as oferendas de alimento jamais faltem para os SOPROS DIVINOS, este é o comando dele.
  8. Que os homens e mulheres sirvam aos SOPROS DIVINOS, este é o comando do SOPRO DIVINO, que os homens e mulheres trabalhem suas terras, construam suas.
  9. Que os homens e mulheres de cabelos escuros sirvam os SOPROS DIVINOS na terra sem remissão, enquanto que para nós, na multitude de seus nomes, Ele é nosso SOPRO DIVINO.
  10. Saudemos a ele com seus nomes! Que o saudemos com seus Cinquenta nomes, o SOPRO DIVINO único. O Hino dos cinquenta Nomes da PALAVRA.
  11. O PALAVRA  é o Primeiro, ele é o Filho do Sol. Ele é o primeiro, é aquele que tem o brilho do sol, pastagens e lagos, estábulos cheios, torrentes de chuva que caem sobre o inimigo.
  12. Ele é o mais brilhante, filho do Sol, os SOPROS DIVINOS sempre caminham na chama de sua luz.
  13. Ele criou o homem e a mulher, seres vivos, para trabalhar para sempre, e liberar os SOPROS DIVINOS de outras cargas, para fazer e desfazer, amar e salvar, à PALAVRA, todo poder e toda a glória!
  14. CRIADOR é o segundo nome; aquele que bate o martelo de toda criação para trazer alívio aos SOPROS DIVINOS em conflito.
  15. SUSTENTO é o terceiro nome, gestos de graça em seu nome são feitos por cada mão, o jovem armado e escudo da terra.
  16. MILAGROSO é o quarto nome, aquele que levantou-se na hora da necessidade para selar a terra, e cujo espírito é indomável e cujo coração é amor.
  17. SOBERANO é o quinto nome, rei do Cosmo! Em todo universo, ele é aclamado pela Grande Companhia que sua ira fez encolher SOPRO DIVINO todo poderoso!
  18. NARI é o sexto nome, aquele que tudo libera, ele é nossa consciência, pois quando houveram problemas, ele nos trouxe a paz deu-nos um porto seguro. A ASSEMBLEIA DIVINA, os ANJOS CAÍDOS, das profundezas e das alturas ao ouvir seu nome tremem em segredo.
  19. ASARULUDU é o sétimo nome, o Grande Mago, título este que vem da COROA CELESTIAL, na hora do perigo, o bom líder dos SOPROS DIVINOS, pelo duelo mortal que enfrentou para trazer a paz
  20. NAMTILLAKU é o oitavo nome, na sombra da morte ele descobriu a vida, como se tudo o que tinha sido feito tivesse sido recriado novamente, conjurado da morte à palavra dele, até o inimigo submeter-se à sua vontade.
  21. NAMRU é Nine, os SOPROS DIVINOS caminham na fornalha de sua beleza. Vozes de tempos passados haviam falado: Águas-Superiores, Águas-Inferiores e DEUS haviam falado, cada um deles tendo dito três nomes.
  22. Eles disseram então a seus filhos: – Três nomes ele recebeu de cada um de nós, três nomes ele precisa receber de vocês.
  23. Como fora uma vez na Assembleia da SALA DO TRONO, no local das decisões, os jovens SOPROS DIVINOS ansiosamente falaram todos juntos: – Ele é o herói, nosso filho, nosso vingador, daremos glória ao nome de nosso defensor!
  24. Eles se sentaram juntos para moldar o destino da PALAVRA, e todos os SOPROS DIVINOS cantaram o nome de seu jovem campeão no santuário. O hino continuou.
  25. ASARU cultiva o que foi plantado, conduz a água através de pequenos canais para o tempo da semeadura, o tempo do crescimento e da colheita dos grãos.
  26. Ele é ASARUALIM, a quem os SOPROS DIVINOS com receio e esperança se voltam quando do Conselho.
  27. Ele é a luz, ASARUALIM NUNNA, luz da glória de seu pai. Ele é a lei da COROA CELESTIAL, do TRONO DIVINO e do CRIADOR. Ele é completude e abundância, os SOPROS DIVINOS engordam com seus dons.
  28. Como TUTU ele é a vida que se renova, que traz doçuras ao santuário, caso a ira uma vez mais tome conta de todos. Ele a todos ensina a repetir o encantamento que convida ao sono, como ele, não tem igual na assembleia.
  29. Como ZIUKKINNA ele vive em cada SOPRO DIVINO, ele fez os céus para a felicidade dos SOPROS DIVINOS, ele mantém os SOPROS DIVINOS felizes na imensidade dos céus; abaixo das nuvens, homens obtusos lembram dele.
  30. Ele é ZIKU, o grão da vida, doce respiração de graça, abundância, benevolência, indescritível riqueza, que transforma a fome na fartura; que respira sua doçura nos quadrantes em que vivemos. Falaremos dele, o poderoso, cantaremos a canção de sua glória.
  31. Ele é AGAKU, o amor e a ira, com palavras vivazes ele apressa a morte, ele teve pena dos SOPROS DIVINOS caídos, ele diminuiu os labores que caíam sobre os adversários.
  32. Para o alívio dos SOPROS DIVINOS, ele criou a humanidade, suas palavras irão perdurar. Ele é bom, ele tem o poder da vida, seu nome e seu poder está nas bocas dos homens e mulheres de cabelos negros que se lembram dele.
  33. Ele também é TUKU, e todos pronunciam suas anatemas, que derrotam o mal com palavras misteriosas.
  34. Como SHAZU ele fez o coração, que vê o âmago de tudo, ele vê a espinha, nenhum ímpio escapa de seu escrutínio. Ele formou a Assembleia e espalhou sua proteção. Ele vê a aplicação da justiça, acabando com rebeliões. Ele termina com a malícia, pois onde ele vai, o certo e o errado estão separados.
  35. Ele também é ZISI, como aquele que lê o coração, um nome que fez sair as hordas rebeldes do coração dos SOPROS DIVINOS antigos, levados embora por medo paralisante, para liberar os SOPROS DIVINOS ancestrais, seus pais, pois.
  36. SUHRIM é também seu nome o míssil que extinguiu a rebelião, a mão abjeta treme frente a ele, seus esquemas previstos, desaparecendo no vento, Para a alegria, alegria dos SOPROS DIVINOS!
  37. Ele é SUHGURIM aquele que pode tudo destruir, mas que também na corte aberta ouve todas as causas; os SOPROS DIVINOS antigos criaram novos, os inimigos aniquilados, para que para os filhos dos filhos nada deles reste, ou do que fizeram os inimigos. É o nome sagrado do SOPRO DIVINO, somente e somente este, que responde aos clamores do mundo.
  38. Ele é ZAHRIM, o destruidor! Iniquidade é morte, ele achou o inimigo quando os SOPROS DIVINOS fugiram, ele trouxe os SOPROS DIVINOS de volta para casa, e todos por seu próprio nome são conhecidos.
  39. Ele é também ZAHGURIM, destruidor-salvador, título terrível, ante ao qual seu inimigo cái, como se estivesse no campo de batalha.
  40. Ele é ENBILULU, saúde e riqueza dos SOPROS DIVINOS. Ele chamou os nomes dos SOPROS DIVINOS, ele chamou os SOPROS DIVINOS, e os sacrifícios à sua voz desaparecem em chamas. Ele planejou as pastagens, aprofundou os poços e liberou as águas.
  41. Ele é EPADUN, a umidade do céu e da terra que lava os campos, irrigando as terras aráveis através de barragens e diques para irrigação.
  42. ENBILULU é cantado como GUGAL, nos pomares dos SOPROS DIVINOS, ele cuida dos canais, ele enche os galpões com sésamo e grãos em abundância.
  43. Ele é HEGAL, acumulando riquezas para todos, no mundo, ele faz cair a chuva doce, e descer o verde por sobre a terra.
  44. Como SIRSIR ele pegou a carcaça, levou a DESORDEM enredado na sua isca, fazendo erguer sobre ela as montanhas.
  45. Aquele que zela pelo mundo, pastor fiel, onde seu cenho se ergue, como que acirrados por um choque os cabelos de milho se levantam. Onde o vasto oceano se levanta em ira, ele faz surgir pontes sobre os locais onde parece haver luta.

Capítulo 10: Conclusão

  1. Ele é também chamado MALAH, por muitos; o mar salgado é seu barco, e ele lidera a sua proa. Ele é a pilha de grãos, cevada e sésamo, que é distribuída para o bem da terra.
  2. Ele é GILMA, o fogo que jamais se apaga, que tempera a eternidade em sua existência, e que por segurança mantém o equilíbrio da chama tal qual a corda segurando um barril.
  3. Ele é AGILMA, que das superfícies que se abrem cria as nuvens por sobre as águas para guardar o firmamento imutável
  4. Ele é ZULUM, aquele que molda o barro, distribui os acres, a terra para ser arada.
  5. Este é CONHECIMENTO, a palavra criativa, a vida do universo.
  6. Ele é GISHNUMUNAB, a semente, que criou as raças humanas de todos os quadrantes do mundo. Dos restos da derrota da DESORDEM, dos restos dos SOPROS DIVINOS caídos, ele criou a humanidade.
  7. Ele é LUGALABDUBUR, aquele que veio como um rei para enfrentar a DESORDEM. A DESORDEM cujas forças se esvaneceram frente aquele que é firme, e cujas forças são igualmente firmes em todas as direções.
  8. Ele é PAPALGUENNA, Senhor de todos os Senhores, SOPRO DIVINO mais sublime, que governa seus irmãos e irmãs.
  9. Ele é LUGALDURMAH, no umbigo do mundo, onde o céu e a terra são mantidos pela corda, onde os SOPROS DIVINOS das alturas se reunem, sua grandeza é a maior de todos, sua grandeza está acima de tudo.
  10. Ele é ARANUNNA, o conselheiro, com seu pai o CRIADOR sem igual em seus modos soberanos, ele criou os SOPROS DIVINOS.
  11. Ele é DUMUDUKU, a montanha brilhante, a presença no templo, o local das decisões, onde nada se decide sem ele [estar presente].
  12. Ele é LUGALLANNA, o forte, aquele que carrega o firmamento, sempre presente entre os SOPROS DIVINOS mais do que DEUS que o chamou, e o escolheu dentre todos, chamou um para todos.
  13. Ele é LUGALUGGA, o rei da Morte! Ele toma conta de todas as crises, na hora mais difícil, com grande CRIADOR, e mente de longo alcance.
  14. Ele é IRKINGU, pois na fúria da batalha ele espantou a DESORDEM, Ele criou a lei e a lei agora domina a criação. Ele criou a lei e a lei agora rege a criação.
  15. Ele é KINMA, conselheiro e líder, seu nome traz terror aos SOPROS DIVINOS, o rugido do tornado.
  16. Ele é ESIZKUR, e no alto ele se senta, na capela das preces, no Grande Festival, quando vêm todos os SOPROS DIVINOS, são dados presentes, e deveres impostos. Se não fosse por Ele, nada teria sido criado de belo ou sutil. Ele criou os homens e mulheres, ele fez os limites do mundo, e sem ele, os SOPROS DIVINOS não saberiam as horas.
  17. Ele é GIBIL, a fornalha na qual o ponto é temperado, onde são forjados os raios, as armas de guerra contra a DESORDEM; os SOPROS DIVINOS jamais poderão alcançar os limites da mente neste nome.
  18. Seu nome também é ADDU, o tempo úmido e a tempestade que vem na hora certa, o bem-vindo soar do trovão por sobre a terra. Depois da tempestade as nuvens se abrem ante a palavra deste nome, e as pessoas na terra diariamente comem seu pão com as bênçãos dele.
  19. ASHARU guia os SOPROS DIVINOS do Destino; ele zela por todos os outros SOPROS DIVINOS.
  20. Como NEBIRU ele projetou as estrelas na sua órbita, os SOPROS DIVINOS itinerantes obedecem as leis de passagem.
  21. Nebiru, no centro, parado, é o SOPRO DIVINO a quem eles adoram; e de Nebiru, aquele que é cheio de estrelas, eles dizem: – Aquele que uma vez cruzou o firmamento sem descansar agora é o ponto mais importante do universo, e todos os SOPROS DIVINOS mantém seus cursos baseados nele.
  22. Ele reúne os SOPROS DIVINOS como quem reúne um rebanho. Ele, o conquistador da DESORDEM!
  23. Que a vida dela seja breve e curta! Que ela se retire para o futuro distante da humanidade, até que o tempo envelhece! Que mantenha-a ausente para todo o sempre porque ele moldou a matéria e criou o éter, seu pai deu-lhe o nome de Bel Matati, SOPRO DIVINO deste Mundo.
  24. Com seu próprio nome a COROA CELESTIAL pôs sua marca na PALAVRA quando os SOPROS DIVINOS do firmamento acabaram o hino.
  25. Agora também o CRIADOR, tendo tudo ouvido, regozijou-se: – Os grandes SOPROS DIVINOS glorificaram meu filho, Ele é o CRIADOR, dotado de nomes do meu próprio nome, ele irá executar minha vontade e dirigir meus rituais.
  26. HANSHA! Com 50 nomes os SOPROS DIVINOS o proclamaram! HANSHA! Com 50 nomes eles chamaram àquele que é o primeiro dentre os primeiros e o que mais de todos se destaca!
  27. Lembrem dos títulos da PALAVRA! Governantes irão recitá-los, sábios irão fazer debates a respeito deles, pais os repetirão para os filhos, e mesmo os pastores deles terão conhecimento.
  28. Que todos se alegrem na glória da PALAVRA, o príncipe dos SOPROS DIVINOS! Homens e mulheres e a terra irão prosperar, pois forte é seu Domínio, firmes são seus comandos.
  29. SOPRO DIVINO algum pode alterar a vontade da PALAVRA, e onde os olhos dos grande SOPRO DIVINO se fixarem, somente o bom, o justo e o certo lá terá lugar.
  30. SOPRO DIVINO algum pode suportar sua ira, o CRIADOR da PALAVRA é vasto, bem como sua benevolência, mas ímpios e outros desta laia ele irá fazer desaparecer com a sua presença;
  31. Sábio professor cujas palavras escutamos, e que escreveu tais palavras que ora ouvimos, a PALAVRA o poupou para os tempos vindouros. .
  32. Que os ANJOS CAÍDOS que construíram seu templo, que os SOPROS DIVINOS falem que esta é a canção da PALAVRA , que derrotou a DESORDEM e obteve soberania.

 

 

Anu = COROA CELESTIAL

Apsu = PRINCÍPIO

Tiamat = DESORDEM

Kingu = PECADO

Marduk = PALAVRA

Anshar = DEUS

Anshar e Kishar = DEUS DO CÉU E DA TERRA

Mummu = RAZÃO

Lahmu = Águas-Superiores

Lahumu = Águas-Inferiores

Ea-Enki-Nudimmud = CRIADOR

Enlil = TRONO DIVINO

Dankina = DIVINA PRESENÇA

Igigi = ANJOS CAÍDOS

Kaka – ANJO PORTADOR

Usmu = ANJO MENSAGEIRO

Anunaki = ASSEMBLEIA DIVINA

Ubshukinna = SALA DO TRONO

Bel = SENHOR

Deuses = SOPROS DIVINOS

Deusas = RESPIRAÇÕES DIVINAS

Imhullu = EXPIRAÇÃO

Abuba = TEMPESTADE

Esharra = TABERNÁCULO

Nebiru

ASARLUHI = ILUMINADO

MARUKKA = CRIADOR

MARUTUKKU = SUSTENTO

BARASHAKUSHU = MILAGROSO

LUGALDIMMERANKIA = SOBERANO

NARI = REDENTOR