PERSEU: veja a biografia completa!

Charles Napier Kennedy (1852-1898)

Perseu foi um dos mais celebrados heróis da mitologia grega, cujo maior feito foi a fundação da cidade de Micenas que mais tarde se tornou a mais importante cidade do mundo grego. O seu nome Περσευς pode ser traduzido como destruidor (persô).

Pai

  • Zeus, deus do Céu e da Terra.
  • Préto, rei de Tírinto, seu tio-avô.

Mãe

  • Danaã, filha do rei Acrísio de Argos

Filhos

Por sua esposa Andrômeda, filha do rei Cefeu da Etiópia:

  • Eléctrio ou Electrião, rei de Micenas, sucessor de seu pai Perseu.
  • Estenelo, rei de Micenas, sucessor do seu irmão Eléctrio.
  • Perses, abandonou Micenas para viver na Assíria; fundador do império Persa.
  • Alceu ou Alcaio, pai do herói Anfitrião que acidentalmente matou Eléctrio.
  • Heleu ou Eleio, príncipe guerreiro que participou da guerra contra os Teleboas.
  • Gorgófone, casou com dois reis: Ébalo de Esparta e Perieres de Messênia.
  • Mestor, pai de Táfio, que tentou usurpar o trono de Eléctrio.
  • Cinouro , fundador da cidade Cinúria no peloponeso.

Nascimento

Quando o rei Acrísio de Argos, certa vez questionou o oráculo, ele respondeu que Danaã daria à luz um filho que o mataria. Temendo isso, ele construiu uma câmara de bronze sob o solo onde ele guardava Danaã. Mas Zeus teve relações sexuais com ela na forma de uma chuva de ouro que derramou através do telhado no colo da menina. Quando seu pai soube que ela estava grávida, ele não acreditou que Danaã tivesse sido seduzida por Zeus. Ele a colocou com o filho numa arca e mandou que sátiros a jogasse ao mar. A mãe e criança não morreram, pois a arca foi levado até a ilha de Sérifo no arquipélago das ilhas Ciclades, onde o Polidectes era seu colonizador e rei.

Armas Divinas

O rei Polidectes desejou tomar Danaã como sua concubina e só poderia fazê-lo caso Perseu lhe desse o consentimento, afinal, ele era considerado o homem da casa. Certo dia, surgiu a oportunidade do rei se livrar de Perseu. Tendo Polidectes convocado o recolhimento de tributos para que ele pudesse participar nos jogos em Olímpia pela mão da princesa Hipodâmia, Perseu prometeu lhe entregar alguns cavalos e assim o faria nem que fosse preciso entregar a cabeça da medusa em seu lugar. No entanto, incapaz de entregar os cavalos que prometeu, foi desafiado a cumprir o prometido. Ele então recebeu a visita dos deuses Hermes e Atena, que o armaram com a Espada Adamantina, a Sandália de Asas e o Elmo da Invisibilidade.

Feiticeiras Grisalhas

Perseu não sabia onde ficava o covil da Medusa, por isso, ele procurou as Feiticeiras Grisalhas, que eram irmãs das Górgonas. Elas eram três mulheres idosas desde o nascimento que dividiam entre si apenas um olho e um dente, que passavam de uma para a outra. Elas se negaram a responder Perseu, mas ele tomou o dente e o olho, e obrigou-as a dizer onde ficava o covil Górgonas. Só quando as Grisalhas lhe mostraram o caminho, ele devolveu o dente e o olho. Em seguida, voou com sua sandália de asas até o local.  

Decapitação da Medusa

Perseu chegou ao covil das Górgonas e colocou seu Elmo da Invisibilidade. Ele encontrou a Medusa dormindo que logo despertou e percebeu a presença do invasor em seu covil. Era impossível olhar diretamente para a horrenda criatura, pois quem o fizesse se tornava pedra. Assim, Perseu fechou os olhos e utilizou o escudo para, mesmo às cegas, seguir os passos da criaturas. Uns dizem que ele utilizou o metal do escudo para vê-la através do reflexo. Outros dizem que ouviu o tinido do metal quando ela bateu no escudo. De qualquer forma, Perseu lançou sua Espada Adamantina no pescoço da Medusa e a decapitou.

Crisaor, Pégaso e a Petrificação de Atlas

A Medusa era descendente de deuses primordiais e é bem estabelecido na mitologia grega que, quando o sangue desses deuses cai sobre a Terra, ele gera criaturas fantásticas. Desta fora, o sangue que escorreu do pescoço da Medusa gerou o guerreiro Crisaor, o cavalo alado Pégaso e muitas criaturas menores como escorpiões e serpentes distorcidas. Por fim, Perseu colocou a cabeça da Medusa em uma sacola prateada chamada de kíbisis e tomou o caminho de volta para sua casa. É dito que, logo ao sair do covil das Górgonas, o gigante Atlas, que podia ser visto no horizonte segurando o céu, olhou para Perseu e para a cabeça da Medusa que ele levava. A visão da cabeça decapitada o transformou em pedra e essa é razão pela qual ele permanece imóvel até hoje no seu lugar, no norte da África.

Resgate de Andrômeda

Os escorpiões e serpentes que hoje permeiam o deserto africano também foram gerados pelo sangue da Medusa, que caíram sobre suas areias durante o percurso de Perseu desde o Atlas até a Etiópia. Sobrevoando a Etiópia, Perseu encontrou a princesa Andrômeda aprisionada nas rochas prestes a ser sacrificada para um monstro marinho. Ela era filha do rei Cefeu da Etiópia, que estava sendo punido pelo deus Poseidon por sua esposa Cassiopeia se gabar de ser mais bela que as Nereidas do mar. Quando Perseu viu a princesa, ele se apaixonou e prometeu a Cefeu que mataria o monstro se recebesse sua mão em casamento. Estes termos tendo sido jurados, Perseu combateu e matou o monstro marinho, assim libertando Andrômeda de seu destino. No entanto, Fineu, que era irmão de Cefeu e a quem Andrômeda fora o primeiro prometido, conspirou contra Perseu; mas o herói descobriu o enredo e, mostrando-lhe a cabeça da Medusa, transformou ele e seus companheiros conspiradores em pedra.

Guerra em Sérifo

Depois, tendo chegado a Sérifo, Perseu descobriu que o rei Polidectes estava enfurecido por Danaã continuar a rejeitá-lo e escolher casar-se com Dictis. seu irmão. O casal estava refugiado nos altares divinos por conta da violência de Polidectes quando Perseu entrou no palácio e atacou Polidectes e seus comparsas lhes mostrando a cabeça da Medusa. Todos foram transformados em pedra, cada numa diferente atitude e posição. Por fim, ele nomeou Dictis como novo rei de Sérifo que governou a ilha ao lado de sua mãe.

Retorno para Argos

Ao fim de suas aventuras, Perseu devolveu as Sandálias de Asas para o deus Hermes e entregou a cabeça da Medusa para a deusa Atenas. Ele teve vários filhos com sua esposa Andrômeda que segundo os relatos foram: Estenelo, Perses, Alceu, Heleu, Eléctrio, Gorgófone, Mestor e, mais controversamente, Cinouro. Ele levou toda sua família até a cidade de Argos para confrontar o seu avô Acrísio. No entanto, tendo conhecimento do oráculo e temendo por sua vida, ele abandonou a cidade de Argos e passou a viver no Peloponeso.

Morte de Acrísio

Certo dia, Teutamides, rei de Larissa, estava realizando jogos em homenagem ao seu falecido pai e Perseu foi competir neles. Ele se empenhou no pentatlo, mas, ao arremessar o disco, golpeou acidentalmente Acrísio e o matou instantaneamente. Percebendo que o oráculo havia se cumprido, Perseu enterrou Acrísio fora da cidade e, com vergonha de retornar a Argos para reivindicar a herança de um homem que morrera por sua mão, ele foi para Megapente, filho de Préto, em Tírinto, e efetuou uma troca com ele, entregando Argos em suas mãos. Então Megapente reinou sobre os Argivas e Perseu reinou sobre Tírinto, depois de fortificar também Mideia e Micenas.

Fundação de Micenas

A cidade de Tírinto, que antes pertencia a Megapentes, estava destruída pela guerra que o seu avô Acrísio fizera contra ela (“A Guerra dos Gêmeos”). Ele assim fortificou numa região próxima e realocou a população ao local. Esse foi o início da cidade de Micenas, que se tornou a cidade mais importante do mundo grego. O governo de Perseu se encerrou prematuramente por uma conspiração liderada por Megapentes, o mesmo homem a quem ele entregou a cidade de Argos.

Morte

As causas para a traição de Megapente são muitas. Uns dizem que o fez para vingar seu pai Préto, cuja morte teria sido também causada por Perseu. Outros dizem que ele invejava o sucesso da recém-fundada cidade de Micenas. E outros mais dizem que foi por pura ambição. De qualquer forma, o filho de Perseu chamado Eléctrio vingou a morte do pai ao assassinar Megapente e o sucedeu no trono. O espírito de Perseu ascendeu aos céus e se tornou a constelação de mesmo nome. Por anos, ele foi adorado como herói em vários lugares, principalmente Argos, Micenas, Sérifos e Atenas, onde ele tinha um altar em comum com Dictis e Clímene. Há também relatos de que relata que existia um templo e uma estátua de Perseu em Chemnis, no Egito, e que a região era abençoada sempre que a constelação de Perseu surgia nos céus.

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